Coroa portuguesa

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O Senado da Câmara de Vila Rica e sua relação política com a Coroa Portuguesa na Segunda Metade do Século XVIII.

O Senado da Câmara de Vila Rica e sua relação política com a Coroa Portuguesa na Segunda Metade do Século XVIII.

7 Inseridos nas redes administrativas, graças à sua condição social e econômica, os vereadores, homens bons da Capitania, contavam com a representatividade política, uma condição garantida a poucos. É certo que, embora escrevessem aos dirigentes metropolitanos em nome dos habitantes das Gerais, podemos perceber em suas palavras uma preocupação especial com os anseios da elite local, proprietária de lavras e terras, grupo ao qual pertenciam. Portanto, apesar de os representantes da Câmara de Vila Rica exporem suas reivindicações como sendo para atender aos seus habitantes, o debate que procuravam manter com a Me- trópole visava, sobretudo, contemplar os interesses particulares de um grupo restrito os quais, justamente por não se antagonizarem com os da Coroa portuguesa, podiam ser expostos sem maiores ressalvas. Sobre o papel político das Câmaras no período colonial ver: John Russell-Wood. “Centro e a Periferia no Mundo Luso-Brasileiro, 1500-1808”. In: Revista Brasileira de História. No 36, Vol. 18, 1998, pp. 187-249. Ver ainda: OLIVEIRA, Almir de. “A sociedade mineira no século XVIII”. In: 1a Semana de estudos históricos: O Brasil no século XVIII: O século mineiro. Ponte Nova – MG, de 4 a 10 de junho de 1972.
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A criação da Diocese de Macau no contexto da Política Régia da Coroa Portuguesa para o Sudeste Asiático (c. 1566-1583)

A criação da Diocese de Macau no contexto da Política Régia da Coroa Portuguesa para o Sudeste Asiático (c. 1566-1583)

Nos impérios ibéricos da Época Moderna, a criação de dioceses correspon- dia à continuação da política de apropriação dos espaços imperiais, integrando- -os nas lógicas de governo das monarquias católicas e densificando a malha jurisdicional que recaía sobre cada território. Na Ásia portuguesa, a construção da rede diocesana seguiu de perto os ritmos de expansão geográfica do Coroa Portuguesa, implementando novos bispados em zonas que era necessário reen- quadrar administrativamente. No caso do bispado de Macau (1576), bem como do Japão (1588), o envio de bispos foi também um modo de dar resposta às necessidades do labor evangelizador que se apresentava profícuo, procurando dar-lhe maior apoio e consistência, ao mesmo tempo que se reforçava a auto- ridade régia sobre os territórios, diminuindo, mas não anulado, a autonomia dos comerciantes locais e da Companhia de Jesus (Alves, 1998, pp. 305–307; Barreto, 2006, pp. 112–113).
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Open A mata em movimento: coroa portuguesa, senhores de engenho, homens livres e a produção do espaço na Mata Norte de Alagoas

Open A mata em movimento: coroa portuguesa, senhores de engenho, homens livres e a produção do espaço na Mata Norte de Alagoas

mais {ilegível} de Mão direita= cuja legoa de terras pertence o falecido Alexandre Thomaz, ajudante d‟ordens do governo de Pernambuco, já forão informados pelo juiz conservador de não ter madeiras de construção; por tanto requer a Vossa senhoria se digne a conceder ao suplicante a referida legoa de terras no dito lugar= Mão direita= com as confrontações acima, mandando-lhe passar sua carta de sesmaria na forma do estilo=Pede a Vossa Senhoria se digne conceder-lhe a graça requerida= E receberá mercê= E sendo visto seu requerimento ordenei por despacho de dezeseis de março do corrente anno, que informasse o desembargador juiz conservador das Mattas Reaes, e informando este, que não havia nas ditas terras Paó Brazil, nem madeiras de construção das que se mandão reservar para os arsenaes reaes; mandei por despacho de trinta e hum do predito mêz de março informar a câmara respectiva fazendo assinar os editais do estilo, ao que pretenderão oppôr-se com embargos Gonçalo Francisco da Cunha, e José Bernardo de Lira e ouvindo por despacho mês de quatorze de julho deste anno o Deputado Procurador da Real Coroa, informou estarem estas terras ainda devolutas, e por tanto incorporadas no Patrimônio Real, visto que os oponentes só fundavão a sua razão embargante em haver anteriormente requerido, cuja prevenção lhes não dá direito, bem como não serão a outrem, que lhes reconhecem dellas também anteriormente pertendido; ao que {ilegível} o Deputado escrivão da junta da Real Fazenda na informação dada em virtude do meu despacho de vinte e trêz do referido mez de julho, mandei se passasse ao supplicante Manoel Duarte Coelho, carta de sesmaria da Legoa de terra confrontada em seu requerimento; e por tanto, pela faculdade que El Rei Nosso Senhôr foi servido especificadamente conferir- me na carta Patente de trez de abril de mil oitocento e quatro. Hey por bem dar em Nome de sua magestade ao Tenente Coronel Manuel Duarte Coelho a legoa de terra requerida por sesmaria no lugar denominado=Mão direita= termo da vila da Atalaia desta capitania, pegando da testada das terras do Coronel José Ignácio Borges, pelo nascente, e pela parte do sul contestado com as de Jacinto de Freitas e mais hereós de = Mão Direita= pagando o foro anual de seis mil reis, em observância da ordem regia de vinte e oito de setembro de mil e setecentos, de que prestou fiança na secretaria da junta da Real fazenda, de que apresentou documento authentico, (...) (APA. CARTA DE SESMARIAS. L:82,E: 14/ 1804).
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O compadrio na formação das capitanias hereditárias da mídia brasileira

O compadrio na formação das capitanias hereditárias da mídia brasileira

A efetiva colonização do território brasileiro por Portugal inicia-se em fevereiro de 1534 quando o rei lusitano D. João III – pressionado pelas incursões francesas e piratas à costa para, principalmente, o espólio da madeira do pau-brasil, utilizada na construção de móveis e navios; pelas pretensões da Espanha em também se instalar nas terras avistadas por Pedro Álvares Cabral em 1500; e pela debilidade econômica do reino – resolve-se pela adoção do sistema das capitanias hereditárias. Eram lotes de terra com 150 a 600 quilômetros de largura cedidos a pessoas físicas e divididos na extensão delimitada pela linha imaginária do Tratado de Tordesilhas, compreendendo de Belém, no Pará, a Laguna, em Santa Catarina. Nas três décadas anteriores, entre 1500 e 1530, Portugal tentara primeiro controlar a colônia recém-encontrada por meio de feitorias. No período de 1500 a 1505, a coroa portuguesa arrendou o Brasil a um grupo de comerciantes lisboetas liderados por Fernão de Noronha, garantindo a estes o monopólio comercial. Em troca, exigia do Álvaro Nunes Larangeira | alvarolarangeira@hotmail.com
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A REPERCUSSÃO DA LEI DE TERRAS  NO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DO SOLO URBANO NA CIDADE DA PARAHYBA  Phillipe Cupertino Salloum e Silva

A REPERCUSSÃO DA LEI DE TERRAS NO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DO SOLO URBANO NA CIDADE DA PARAHYBA Phillipe Cupertino Salloum e Silva

No Brasil, até a metade do século XIX, a terra era concedida pela Coroa Portuguesa – as sesmarias – ou tão somente ocupada. Embora a terra ainda não tivesse valor comercial, as formas de apropriação existentes favoreciam a hegemonia de uma classe social privilegiada. A Lei das Terras, de 18 de setembro de 1850, converteu a terra em mercadoria nas mãos dos que já possuíam "cartas de sesmaria" ou provas de ocupação "pacífica e sem contestação" e da própria Coroa, formalmente proprietária de todo o território ainda não ocupado, que passava a promover leilões para sua venda. Em outras palavras, é possível afirmar que a Lei de Terras implantou a propriedade privada do solo no Brasil. Para se ter acesso à terra, rural ou urbana, a partir da referida lei, era necessário, via regra, pagar por ela 1 .
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UDESC UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA MESTRADO PROFISSIONAL EM PLANEJAMENTO TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL – MPPT CÓSME POLÊSE

UDESC UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA MESTRADO PROFISSIONAL EM PLANEJAMENTO TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL – MPPT CÓSME POLÊSE

A Estrada Parque consiste no resgate histórico de um segmento da primeira via oficialmente aberta pela Coroa Portuguesa, ligando Viamão a Sorocaba no sul do Bras[r]

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DOUTORADO EM HISTÓRIA SOCIAL São Paulo 2013

DOUTORADO EM HISTÓRIA SOCIAL São Paulo 2013

Uma das principais intervenções da Coroa Portuguesa durante a gestão do Marquês de Pombal foi a criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755- 1778),[r]

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Quando ferro valia ouro: análise das memórias mineralógicas de José Barbosa de Sá (1769).

Quando ferro valia ouro: análise das memórias mineralógicas de José Barbosa de Sá (1769).

33 Antonio Candido chegou a dizer que “Uniéndose a la tendencia hiperbólica frecuente en las descripciones de la tierra, ese espíritu de argucia se ajustó con facilidad al barroco, generando una línea de celebración exaltada del país, que durante casi tres siglos servió de compensación al atraso y primitivismo reinantes”; CANDIDO, Antonio. Iniciación a la literatura brasileña. Cuidad de Mexico, Editora da Universidad Nacional Autónoma de Mexico: 2005, p.26. Já Silvio Romero, fala de um atraso intrínseco à população colona: “Buckle é verdadeiro na pintura que faz de nosso atraso, não na determinação dos seus fatores. Estes, a meu ver, são primários ou naturais, secundários ou étnicos e terciários ou morais. Os principais daqueles vêm a ser – o excessivo calor, ajudado pelas secas na maior parte do país; as chuvas torrenciais no vale do Amazonas, além do intensíssimo calor; a falta de grandes vias fluviais nas províncias entre o São Francisco e o Parnaíba; as febres de mau caráter reinantes na costa. O mais notável dos secundários é – a incapacidade relativa das três raças que constituíram a população do país. Os últimos – os fatores históricos chamados política, legislação, usos, costumes, que são efeitos que depois atuam também como causas”; ROMERO, Sílvio. História da literatura brasileira, p.15. Disponível em: <http://www. fafich.ufmg.br/fibra/bib/romero_historia.pdf>. Acesso em: 12 mar. 2012. Discutindo a aclimatação de plantas e implementação de jardins botânicos nas colônias, José Augusto Pádua afirmou que: “O atraso de Portugal nesse campo, especialmente no espaço das colônias, era bastante claro. Ainda se ensaiava a criação de jardins botânicos no Brasil das primeiras décadas do século XIX”; PÁDUA, José Augusto. Um sopro de destruição: pensamento político e críitica ambiental no Brasil escravista (1768-1888). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002, p.40. Para uma discussão acerca da implementação de uma rede de intercâmbios vegetais luso-brasileiros, entre 1790 e 1820, ver o artigo de Nelson Sanjad, onde o autor analisa a sofisticada estratégia da Coroa portuguesa, que visava não somente aclimatar as espécies exóticas, mas também domesticar as espécies nativas que apresentassem algum potencial exploratório; SANJAD, Nelson. Éden domesticado: a rede luso-brasileira de Jardins Botânicos, 1790-1820. Anais de História de Além-Mar, n.7, p.251-278, 2007. Para Sanjad, no caso luso-brasileiro, a Coroa buscou a construção de um complexo de jardins botânicos que expandisse o sucesso encontrado no Grão-Pará e, deste modo, efetivasse um intercambio útil entre as colônias e a metrópole, mas também das colônias entre si. SANJAD, Nelson. Éden domesticado, p.256-257.
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Degredados filhos do reino - o envio de degredados para a Amazônia entre 1750 e 1800

Degredados filhos do reino - o envio de degredados para a Amazônia entre 1750 e 1800

Resumo: A coroa portuguesa exerceu sobre seus súditos a punição do degredo como pena por excelência para fins de limpeza da metrópole e povoamento da colônia, mas especialmente na Amazônia foi empregada para engrossar as fileiras das forças militares no enfrentamento dos problemas sociais e políticos na região. O presente artigo que tem por intuito discutir a instrumentalização das normas punitivas como política colonialista e o papel do Estado na aplicação da pena de banimento.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA Instituto de História

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA Instituto de História

Os milhares de índios aldeados pela coroa portuguesa eram desta forma tidos como livres e aptos a receber salário, até sua completa integração na sociedade luso-brasileira. Isto na teoria, pois na prática ficaram ocultas as explorações servis de seus trabalhos na qual foram desde 1500 colocados os índios brasileiros com a exploração de seu trabalho, sobretudo nos aldeamentos que foram espalhados pelo território. Do outro lado, os limites entre as fronteiras do território já conquistado pela coroa e os sertões, encontrava-se infestado de índios tidos como hostis aos tratamentos dos brancos, a estes índios era declarado guerra justa por meio de sua hostilidade (recusa a pacificação e ataques aos portugueses), e os sobreviventes dos massacres eram justamente escravizados.
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Open Para a melhoria da raça e a civilização do povo paraibano: uma história da eugenia na Paraíba

Open Para a melhoria da raça e a civilização do povo paraibano: uma história da eugenia na Paraíba

No Brasil, desde pelo menos a transferência da sede da Coroa portuguesa para o Rio de Janeiro, essa pressão também pode ser observada sendo a elite médica que aqui atuou no [r]

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A questão da alteridade e a restauração portuguesa na obra do Padre Antônio Vieira

A questão da alteridade e a restauração portuguesa na obra do Padre Antônio Vieira

Império, identifica-o como inimigo da nação e desconhecedor das necessidades dos colonos, além de classificá-lo como teimoso e ambicioso. De acordo com o autor, sua atuação junto aos nativos seria resultado de suas ambições temporais e políticas, por meio dos quais parecia buscar a garantia do poder frente às missões e aumentar sua fama junto à coroa portuguesa. Por ser conhecedor da obra de Vieira, formularia um ataque generalizado ao jesuíta, considerando-o como anti-patriota por colocar-se ao lado dos índios, ao invés de posicionar-se a favor do povo brasileiro. 5 Esta biografia
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ESCRITA, LUZES, NAÇÃO E IMPÉRIO NOS TEXTOS E PARATEXTOS DE ESCRITORES E TRADUTORES LUSO-BRASILEIROS NO SÉCULO XVIII

ESCRITA, LUZES, NAÇÃO E IMPÉRIO NOS TEXTOS E PARATEXTOS DE ESCRITORES E TRADUTORES LUSO-BRASILEIROS NO SÉCULO XVIII

De modo semelhante, o padre João Evangelista de Lemos, ao traduzir os Pensamentos theologicos de Nicolao Jamin (1784), escrevendo a partir do campo dos antifilósofos, opostos, não às luzes em si, mas às conclusões da “filosofia libertina” (McMAHON, 2001), complementou a obra francesa com seu próprio ataque, no “prólogo do tradutor”, à “mal entendida filosofia” que derramava “o veneno da liberdade, da incredulidade, e de quantos vicios póde escogitar a diabolica presumpção da singularidade, junta com a corrupção do coração” (JAMIN, 1784, p. v.). Contra isso, ele buscou valorizar “a sã, e sólida Filosofia” que se esparramou no seu século por toda a Europa, responsável por dissipar “as trévas, e as argucias de huma subtil, escabrosa, e inconcludente, qual era a antiga”. A participação real, neste caso, se manifesta no exemplo de conversão ao catolicismo que o livro provocou no “Príncipe Guilherme, Conde Palatino do Rhin, que andava allucinado, e embebido com os erros de Luthero”. Sem aludir à coroa portuguesa, o tradutor deixou subentendido – enfaticamente, uma vez que inclui a dedicatória original ao príncipe Guilherme em sua tradução – que o papel da coroa era o de defender as luzes católicas (McMAHON, 2001, p.40), conforme ele (e o autor francês) as apresentavam.
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Fundação de Vila Maria com a presença Chiquitana : os povoadores da fronteira oeste da Capitania de Mato Grosso (1778-1827)

Fundação de Vila Maria com a presença Chiquitana : os povoadores da fronteira oeste da Capitania de Mato Grosso (1778-1827)

Segundo Le Goff, “...O documento não é qualquer coisa que fica por conta do passado, é um produto da sociedade que o fabricou segundo as relações de forças que aí detinham o poder” (LE GOFF, 1996, p. 545). Assim procuramos ler a documentação sob a ótica daquela sociedade que o produziu buscando evidenciar os interesses que permeavam diante as circunstâncias do momento. A documentação utilizada neste estudo envolve, principalmente, cartas e ofícios de governadores da Capitania de Mato Grosso que evidencia relações de poder da Coroa portuguesa no tratamento das regulações de povos indígenas na ocupação das terras da fronteira oeste dessa parte da colônia. E como resultado, evidenciar também, a atitudes dos próprios indígenas quando escolhem, de forma mais ou menos isolada, atraídos ou obrigados, colocar-se sob o julgo dos portugueses. Para o caso dos Chiquitano, se ajustar talvez tenha sido uma opção viável de sobrevivência. Assim, procuramos compartilhar da ideia de que o documento “deve ser estudado numa perspectiva econômica, social, jurídica, política, cultural, espiritual, mas, sobretudo de poder (LE GOFF, 1996, p. 547)”, para perceber o papel dos indígenas na criação da fronteira em questão, especialmente em Vila Maria.
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Companhia de Comércio e as relações políticas entre Pernambuco e a Coroa no último quartel de Setecentos Tese de doutoramento em História, especialidade em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa

Companhia de Comércio e as relações políticas entre Pernambuco e a Coroa no último quartel de Setecentos Tese de doutoramento em História, especialidade em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa

O presente estudo analisa as reformas implementadas pela Coroa portuguesa no Brasil, na segunda metade do século XVIII, com ênfase para o que ocorreu na capitania de Pernambuco durante a chamada «época pombalina» e no reinado de D. Maria I. De entre elas, realçamos a criação e a actividade da Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba - por considerarmos que foi a principal medida pombalina para aquela parte do império -, e o seu significado político e económico nas relações entre governadores e elites, bem como, com os dois principais órgãos da administração central para o «governo das conquistas»: o Conselho Ultramarino e a Secretaria de Estado da Marinha e Ultramar. As principais preocupações dos vassalos na época da instituição pombalina também foram analisadas e percebeu-se que, na comunicação directa com a Coroa, os vassalos recuperavam discursos antigos que evocavam a relação pactuada que os unia ao rei. Para além da negociação de conflitos, da preocupação com o comércio colonial e da expansão da agricultura - temáticas frequentes na correspondência entre o governo regional e as instituições do poder central -, demos destaque à comunicação política entre Pernambuco e Lisboa, com a finalidade de perceber os circuitos da informação entre os dois lados do Atlântico, os discursos e as medidas - políticas, económicas e de defesa do império -, que emanavam das entidades do poder central para o governo da capitania. Também para compreender se as ordens procedidas do centro político foram ou não cumpridas no último quartel de Setecentos e início do século XIX.
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Coroa, Império e Nação

Coroa, Império e Nação

O fim das guerras napoleônicas, em 1814, não trouxe a Corte Real de volta a Lisboa. A instituição do Reino Unido de Portugal e Brasil no final de 1815 (16 de dezembro) foi seguida pela coroação do rei D. João VI no Rio, no início de 1818 (6 de fevereiro), um ano após a morte de D. Maria I. A coroação de D. João VI foi um acontecimento extraordinário, jamais a coroação de um monarca europeu ocorrera na América. Recebi- dos com entusiasmo no Brasil, estes acontecimentos causaram crescente e profunda decepção em Portugal. Não havia também sinal da retirada dos ingleses ou da sua vontade de abdicar do poder. Bem pelo contrário. Apesar da vasta delegação de poder que tinha adquirido, face aos suces- sivos conflitos de competências com os regentes, Beresford sentiu a ne- cessidade de ver o seu papel em Portugal claramente redefinido por parte do Rei. A Coroa portuguesa tinha ainda uma palavra a dizer em Portugal durante a ocupação britânica. Beresford regressava de uma ida ao Rio para solicitar o reforço do seu poder, quando foi apanhado em pleno mar pelo início da revolução de 1820. Assim terminou o período português da sua carreira militar e política.
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Nota Editorial Temática

Nota Editorial Temática

a coroa portuguesa, revelando inclusive a importância das populações indígenas entre os povoadores das vilas que foram criadas. Já o artigo de Paulo Eduardo Teixeira elege como objeto de análise a vila de Campinas, entre 1774 e 1822. Utilizando os mapas gerais de habitantes e as listas nominativas de habitantes, o autor elabora um estudo sobre o intenso ritmo de crescimento da população daquela vila, que se caracterizou como uma região composta por grandes propriedades escravistas.

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Centro cultural Mafalala

Centro cultural Mafalala

Lobato (1948), narra que durante quase 200 anos, a baía de Lourenço Marques, foi ponto de paragem nas rotas mercantis dos navios portugueses, que por ali passavam anualmente. Era local que exportava marfim e de onde os portugueses arranjavam alguns escravos, mas que não tinha muito mais utilidade uma vez que, por ser muito pantanoso, não servia para habitar. Apesar do valor quase nulo que o território tinha para a coroa portuguesa, a Metrópole não abdicava do domínio territorial, e por várias vezes, foi necessário reclamá-lo como português já que era alvo de várias tentativas de instalações por parte de estrangeiros. Por vezes, os navios portugueses permaneciam por alguns meses à espera que o marfim chegasse à costa, e para que esta estadia fosse mais cómoda, Lobato (1948) diz que, há memórias de que os marinheiros construíam aldeias de palhotas, mas nada definitivo. A baía de Lourenço Marques nunca teve nenhum edificado de carácter fixo ou definitivo até finais do séc. XVIII. Com o decorrer do tempo, a baía começou a ser mais visitada por embarcações estrangeiras que portuguesas. Este facto deve-se à irregularidade da navegação portuguesa por aqueles lados, provocando a cobiça de outras nações europeias. Uma vez que o território não estava protegido, tornou-se um alvo de fácil acesso.
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Administração colonial e poder: a governança da cidade de São Paulo (1765-1802)

Administração colonial e poder: a governança da cidade de São Paulo (1765-1802)

236 Apenas um esclarecimento: é preciso estar bem claro o termo que utilizei, pois minimizado não significava finalizado ou encerrado. A Câmara de São Paulo, bem como as demais câmaras da capitania, continuavam detendo mecanismos para interferir no governo político da região, seja por meio de representações aos governadores, ouvidores ou até mesmo para a coroa portuguesa, seja pelas suas múltiplas atribuições dentro de seus espaços jurisdicionais. O que quero pontuar é que a presença de outras instâncias administrativas provocou uma redefinição das práticas e prerrogativas detidas pelas municipalidades ao longo do século XVII. O caso da cunhagem de moedas é revelador do que estou defendendo. Certamente não havia mais espaço político para a Câmara de São Paulo atacar tão frontalmente uma ordem régia como havia feito nos últimos anos do seiscentos. Sobre as disputas em torno do valor nominal da moeda (1688-1697) ver Ilana Blaj, A trama das tensões, p. 113-114.
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A coroa de Aragão: identidade e especificidade política e social

A coroa de Aragão: identidade e especificidade política e social

doutro modo explicitou-se a afirmação dos modelos que uniram a soberania em la terra, o desenvolvimento de instituições que assumiram esta representantividade do território perante o rei, uma evolução social que restringiu a poucas mãos o controlo destas instituições sem deixar de invocar a representatividade do país, a inerente redução da coesão da Coroa de Aragão, porque institucionalmente cada território construído se articulou sobre si mesmo, em coerência com a evolução socioeconómica. Certamente, não fez mais do que culminar o ocorrido na respecti- va coesão regional.
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