Corrosão das armaduras

Top PDF Corrosão das armaduras:

Corrosión de armadura de estructuras de hormigón Corrosão das armaduras das estruturas de concreto Reinforcement corrosion of concrete structures

Corrosión de armadura de estructuras de hormigón Corrosão das armaduras das estruturas de concreto Reinforcement corrosion of concrete structures

A corrosão é um fenômeno que, na grande maioria das vezes, é de natureza eletroquímica, implicando na formação e movimento de partículas com carga elétrica e na presença de um eletrólito condutor. A corrosão eletroquímica pressupõe a formação de uma pilha eletroquímica de corrosão, em que há a presença de um ânodo o qual se caracteriza pela passagem do material do estado metálico para o estado iônico (oxidação); um cátodo onde são consumidos os elétrons gerados na região anódica (redução); uma diferença de potencial entre ambos, sendo o ânodo de potencial mais eletronegativo; uma ligação metálica entre o ânodo e o cátodo, que pode ser caracterizada pelo mesmo material metálico; e uma ligação externa caracterizada pela condução iônica através do eletrólito. A Fig. 2 representa esse fenômeno e expõem as reações parciais que se processam nas regiões anódica e catódica, características de um meio alcalino como o concreto.
Mostrar mais

30 Ler mais

INFLUÊNCIA DO GRAU DE CORROSÃO DAS ARMADURAS NA EFICIÊNCIA DO MÉTODO DE REALCALINIZAÇÃO PARA TRATAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO CARBONATADAS

INFLUÊNCIA DO GRAU DE CORROSÃO DAS ARMADURAS NA EFICIÊNCIA DO MÉTODO DE REALCALINIZAÇÃO PARA TRATAMENTO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO CARBONATADAS

A  Figura  11  mostra  a  relação  entre  as  médias  de  densidade  de  corrente  de  corrosão  das   armaduras   em   solução   realcalinizada   e   o   período   em   que   a   solução   ficou   carbonatada,   após   a   utilização  da  técnica  de  Chauvenet  para  eliminação  de  dados  espúrios.  A  partir  do  ajuste  de  uma   função  exponencial,  pode-­‐se  inferir  resultados  sobre  o  estado  da  barra  para  as  mesmas  condições   estudadas   nesse   trabalho.   Portanto,   pode-­‐se   deduzir   que   o   processo   de   realcalinização   pode   reestabelecer   a   condição   de   nível   de   corrosão   desprezível   (>   0,1   µA/cm²)   para   até   30   dias   de   exposição  em  solução  carbonatada  e  de  nível  de  corrosão  baixo  (>  0,5  µA/cm²)  para  64  dias  de   exposição.  
Mostrar mais

12 Ler mais

CARACTERIZAÇÃO DE VARIÁVEIS QUE INFLUENCIAM NA VIDA ÚTIL DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO

CARACTERIZAÇÃO DE VARIÁVEIS QUE INFLUENCIAM NA VIDA ÚTIL DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO

pode ser modelada com a raiz quadrada do tempo ou com uma função de erro (b). O processo tende a acelerar com o tempo, segundo uma curva exponencial (c) para o caso de fadiga, a degradação é causada pelo efeito acumulativo das cargas. As colisões são geralmente representadas não por um processo contínuo, mas em etapas (d), representando o efeito de cargas extremas. Há ainda um caso particular (e), em que um carregamento não previsto em projeto consegue levar a estrutura ao colapso de forma súbita. O modelo (f) cujo modelo pode ser enquadrado na teoria de Tuutti (1982) representa um modelo qualitativo para a degradação ocasionada pela corrosão das armaduras.
Mostrar mais

153 Ler mais

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE CORROSÃO DE ARMADURAS EM CONCRETOS COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO MIÚDO PELA AREIA DE CINZA DO BAGAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR - ACBC

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE CORROSÃO DE ARMADURAS EM CONCRETOS COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO MIÚDO PELA AREIA DE CINZA DO BAGAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR - ACBC

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e o principal exportador de seus derivados (açúcar, álcool, energia etc.). Um dos principais resíduos gerados no processo industrial do setor sucroalcooleiro é a areia de cinza do bagaço da cana-de-açúcar (ACBC), derivada da queima do bagaço da cana nas caldeiras para a produção de energia elétrica (cogeração) para o abastecimento das próprias usinas. Esse material, com elevada quantidade de sílica, é geralmente descartado no solo como adubo nas lavouras de cana- de-açúcar, mesmo sendo pobre em nutrientes. Essa pesquisa vem oferecer uma alternativa para aplicação da ACBC em matrizes cimentícias de concretos como agregado miúdo, em substituição à areia natural. Além disso, a durabilidade de concretos utilizando materiais alternativos demanda uma atenção especial, principalmente quanto à corrosão de armaduras. Esta é uma das principais preocupações na utilização de resíduos quanto à degradação de estruturas de concreto. O processo corrosivo se inicia quando ocorre a despassivação da armadura e se propaga na presença de um meio propício. Este trabalho busca, portanto, estudar e avaliar a potencialidade da ocorrência de corrosão de armaduras em concretos produzidos com a ACBC em substituição parcial ao agregado miúdo. As amostras de areia de cinza foram coletadas em usina do Estado de São Paulo, e padronizadas através de um peneiramento manual e moagem. A ACBC utilizada foi caracterizada quanto a sua composição química, granulometria, material pulverulento, massas específica e unitária e absorção. Foram produzidos argamassas e concretos com teores de substituição de 0% (referência), 30% e 50% de ACBC. Nas argamassas, foram realizados testes de resistência à compressão, porosidade (índice de vazios e análise dos poros por microscopia óptica), absorção de água, carbonatação acelerada, penetração de cloretos e condutividade elétrica da solução aquosa dos poros. Os concretos foram submetidos a ensaios de resistência mecânica, índice de vazios, absorção, penetração de cloretos, potencial e taxa de corrosão das armaduras. Desta forma, os resultados indicaram que a substituição em 30% e 50% de areia natural pela ACBC pode aumentar a resistência à compressão dos concretos e a resistência ao ataque de cloretos, e diminuir a probabilidade de despassivação da armadura. Entretanto, com o teor de 50% de ACBC, a taxa de corrosão foi significativamente maior em relação às demais amostras e manteve-se similar entre o concreto com 30% de ACBC e o de referência. Com isso, foi possível concluir que os concretos com 30% de substituição ao agregado miúdo convencional pela ACBC podem ser aplicados em elementos estruturais sem perda de desempenho mecânico e de durabilidade.
Mostrar mais

207 Ler mais

Efeito da adição de cal em argamassa na resistência à corrosão de armaduras de aço carbono e galvanizadas

Efeito da adição de cal em argamassa na resistência à corrosão de armaduras de aço carbono e galvanizadas

A construção civil tem crescido muito nos últimos anos, e com esta, o uso do concreto armado. A corrosão das armaduras em estruturas de concreto armado é um dos principais problemas que afeta a integridade do concreto. Portanto, fazem-se necessários estudos que contribuam para minimizar as perdas envolvidas nesta corrosão. A elevada alcalinidade do concreto permite que as armaduras no seu interior estejam protegidas por passivação. Uma vez que a cal, presente na argamassa, contribui para elevar a alcalinidade do concreto, o objetivo do trabalho é o estudo do efeito da adição de cal na argamassa, analisando a resistência à corrosão das armaduras de aço carbono e galvanizadas. Na pesquisa, utilizou-se argamassa sem cal e com teor de cal de 26,3%, 13,3%, e 6,7% (m/m) e foram medidos os potenciais de corrosão das amostras de aço em argamassa umedecida, antes e após a imersão em solução de NaC ℓ 3,5% (m/v). Foi usada a técnica de espectroscopia de impedância eletroquímica para medida da resistência à polarização das armaduras em contato com argamassa, com diferentes teores de cal. Nas amostras úmidas, de maneira geral, foi identificado o efeito benéfico da adição de cal à argamassa, elevando o potencial de corrosão e aumentando o valor da resistência à polarização das armaduras de aço carbono e galvanizadas. Nas amostras de argamassa, com e sem adição de cal, reforçadas com armaduras de aço carbono e aço galvanizado, após a imersão em solução aquosa de NaC ℓ 3,5% (m/v), foi verificada uma tendência de redução do potencial de circuito aberto. As medidas de potencial de circuito aberto e de espectroscopia de impedância eletroquímica foram repetidas após 36 meses a fim de verificar a influência do tempo no processo de corrosão das armaduras.
Mostrar mais

125 Ler mais

Estruturas de concreto armado em ambiente urbano: avaliação de carbonatação à luz das recomendações da NBR 6118:2003.

Estruturas de concreto armado em ambiente urbano: avaliação de carbonatação à luz das recomendações da NBR 6118:2003.

da estrutura de concreto armado ......................... 3.4.1 Deterioração por falhas humanas na execução da estrutura ..................... 3.4.2 Deterioração por causas naturais .............................................................. 3.5 Corrosão da armadura .............................................................................. 3.6 Carbonatação do concreto ........................................................................ 3.6.1 Fatores intervenientes na carbonatação do concreto ................................ 3.6.2 Correlação entre a carbonatação e corrosão das armaduras ..................... 3.7 Recomendações normativas quanto à durabilidade ................................. 3.7.1 Recomendações da NBR 6118:1980 ....................................................... 3.7.2 Recomendações da NBR 6118:2003 ....................................................... 3.8 Considerações quanto à revisão da literatura ........................................... 4. MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................... 4.1 Planejamento experimental ...................................................................... 4.1.1 Levantamento preliminar ......................................................................... 4.1.2 Resgate do histórico da construção ..........................................................
Mostrar mais

112 Ler mais

MARCO ANTÔNIO DO CARMO UBERLÂNDIA, 03 DE JULHO DE 2009

MARCO ANTÔNIO DO CARMO UBERLÂNDIA, 03 DE JULHO DE 2009

Assim depois de concluída a obra, a fase de uso também requer cuidados para evitar prejuízos à estrutura da marquise. A maior incidência de problemas está relacionada com a falta de manutenção e conservação das marquises quanto a sistemas de impermeabilização, e captação de águas pluviais, e que leva ao empoçamento de água causado pela falta de caimento para os coletores de águas pluviais e pelo acumulo de sujeira junto a estes coletores, afirma Pujadas (2006). Fatores esses que aliados ao aparecimento de fissuras e trincas e cobrimento insuficiente de concreto levam a corrosão das armaduras e desplacamentos de concreto.
Mostrar mais

139 Ler mais

Manifestações patológicas e avaliação de estruturas de concreto armado

Manifestações patológicas e avaliação de estruturas de concreto armado

Por se tratar de um material de alta alcalinidade (pH entre 12,6 e 14,0) o concreto garante a proteção das armaduras devido à formação de uma fina camada passivadora em toda a superfície das armaduras que impede a dissolução do ferro. De acordo com CEB (1989) com a existência desta camada passivadora a corrosão das armaduras é impossível, mesmo com a presença de umidade e oxigênio, principais condições para a ocorrência da corrosão. Para SOUZA e RIPPER (1998) sempre que o pH for superior a 9 estará garantida a criação desta película.
Mostrar mais

76 Ler mais

Sérgio Boris Gouveia Alves

Sérgio Boris Gouveia Alves

A corrosão das armaduras após a despassivação das armaduras, pode ser iniciada pela carbonatação ou pela ação dos cloretos e os dois em conjuntamente gerando efeitos com maior intensidade. Apesar de não existirem muitos estudos sobre este tema, sabe-se que na presença dos dois agentes em simultâneo o processo de corrosão pode acontecer muito antes do previsto (39). O aumento da velocidade de corrosão está relacionado com o decréscimo da alcalinidade pela carbonatação, o pH ao descer liberta os iões Cl- existentes no sal de Friedel aumentando consideravelmente os cloretos livres e por sua vez a agressividade de corrosão (40). Uma vez que o processo da carbonatação é comum nos elementos de betão armado, as condições mais gravosas para os dois processos em simultâneo serão aquelas em que o ambiente envolvente contem maior contaminação de cloretos, como é o caso dos elementos estruturais junto ao mar. Os cloretos existentes entram em contato com o betão através das marés, de rebentação de ondas e salpicos e também são transportadas pelo vento, em zonas que o elemento esteja submerso o risco de corrosão não é grave (41). De forma a reduzir a velocidade da penetração dos agentes nas situações indicadas, deve-se utilizar o betão prescrito pelas normas com rigor.
Mostrar mais

120 Ler mais

Estudo do processo de corrosão por íons cloreto no concreto armado utilizando armaduras comuns e galvanizadas

Estudo do processo de corrosão por íons cloreto no concreto armado utilizando armaduras comuns e galvanizadas

Numa experiência usando modelamento numérico por elementos finitos com mecanismos de fratura não linear LUNDGREN (2002) estudou os efeitos da corrosão das armaduras com o concreto, através da relação entre tensão de aderência e deslocamento. O estudo conduziu a suposição que os produtos de corrosão se comportam como um material granular, ou seja, a sua rigidez aumenta com o nível de tensão. Esse comportamento mecânico junto com o aumento de volume dos produtos de corrosão foi combinado com um modelo de mecanismo de ligação. O modelo de ligação inclui as tensões das fissuras provocadas no concreto, a ação da ligação e da força da estrutura circunvizinha. Combinando estes fatores, o efeito da corrosão na força de ligação entre a armadura e o concreto pode ser analisado para diversas estruturas, assim como o efeito da variação do concreto de cobrimento, da pressão externa entre outros podem ser investigados. Os resultados mostraram que através de modelamento é possível predizer a diminuição da ligação entre as partes quando ocorre a rachadura no concreto, devido à ação combinada da corrosão e do mecanismo de ligação.
Mostrar mais

151 Ler mais

Numerical approach about the effect of the corrosion on the mechanical capacity of the reinforced concrete beams considering material nonlinear models Abordagem numérica sobre o efeito da corrosão de armaduras na capacidade mecânica de vigas em concreto a

Numerical approach about the effect of the corrosion on the mechanical capacity of the reinforced concrete beams considering material nonlinear models Abordagem numérica sobre o efeito da corrosão de armaduras na capacidade mecânica de vigas em concreto a

O projeto estrutural nos dias atuais não pode limitar-se à avaliação do comportamento mecânico dos sistemas em concreto armado somente pela consideração dos efeitos produzidos por carrega- mentos diretos, mas deve, em conjunto, incluir os efeitos do tempo e das condições ambientais que atuam sobre as estruturas. Dentre os principais mecanismos de envelhecimento e deterioração das estruturas de concreto armado provocados pelo meio ambien- te estão: lixiviação, expansão por sulfatos e reação álcali-agregado com relação ao concreto; despassivação por carbonatação e ação de cloretos referentes às armaduras de aço (ABNT NBR 6118 [4]). Do ponto de vista da degradação mecânica definida pela perda de capacidade resistente dos elementos ao longo do tempo, a corrosão das armaduras é o principal fenômeno a ser considerado (CEB [11]; Gonzalez et al. [15]; Val e Melchers [33]; Val e Stewart [34]; Apos- tolopoulos e Papadakis [3]; Suo e Stewart [31]; Bastidas-Arteaga et al. [6]; Zhang et al. [37]). A corrosão eletroquímica produz perda de área de seção transversal das barras da armadura, bem como con- tribui para o aumento da fissuração no interior do concreto adjacen- te aos pontos de corrosão, provocando desprendimento de lascas do cobrimento. Isto reduz as seções transversais dos elementos estruturais e contribui para o aumento da exposição da armadura ao ambiente agressivo. Além disso, a corrosão altera diretamente a tensão de escoamento do aço, sua ductilidade e as condições de aderência aço-concreto, sendo capaz de alterar os modos de falha dos elementos em concreto armado, podendo transformar comportamentos dúcteis em frágeis ao longo do tempo à medida que a corrosão se desenvolve (Liberati et al. [17]; Apostolopoulos e Papadakis [3]; Almusallam [1]; Almusallam et al. [2]).
Mostrar mais

13 Ler mais

Open Concreto auto adensável produzido com resíduo de polimento do porcelanato – comportamento em relação à corrosão de armaduras

Open Concreto auto adensável produzido com resíduo de polimento do porcelanato – comportamento em relação à corrosão de armaduras

A ocorrência de corrosão de armaduras implica em um custo adicional significativo, seja para substituir o material corroído, seja como consequência das perdas indiretas causadas pela corrosão, como a necessidade de manutenção, reforço ou reparo estrutural. Por se tratar de uma manifestação patológica tão incidente em estruturas e por seu elevado custo de reparação, há uma preocupação para que, dentro da linha de estudos e de pesquisas sobre alternativas construtivas sustentáveis e socialmente mais responsáveis haja, também o conhecimento da corrosão das armaduras como ferramenta para o desenvolvimento de novos produtos e para o reaproveitamento de resíduos industriais, como no caso dos Resíduos provenientes do polimento das peças de porcelanato.
Mostrar mais

110 Ler mais

Effect of degree of corrosion on mechanical properties of reinforcements buried for 60 years Efeito do grau de corrosão em propriedades mecânicas de armaduras enterradas por 60 anos

Effect of degree of corrosion on mechanical properties of reinforcements buried for 60 years Efeito do grau de corrosão em propriedades mecânicas de armaduras enterradas por 60 anos

O mecanismo da corrosão que leva à degradação das armaduras têm sido objeto de pesquisa no mundo, entretanto, a influência da corrosão natural sobre as propriedades mecânicas das armaduras representam uma menor parcela desses estudos [6,10,11]. Tem- -se observado que a maioria dos trabalhos referentes à avaliação das propriedades mecânicas de armaduras corroídas trata de en- saios de corrosão acelerada em ambiente de laboratório. Ressal- ta-se que, dependendo da metodologia aplicada para promover a corrosão das armaduras - câmaras salinas, por exemplo - esses trabalhos podem não promover a formação da camada de passi- vação que reveste a armadura no interior do concreto devido o pH alcalino do meio; isso resulta em um ataque uniforme, e, conse- quentemente, diferenças em relação ao mecanismo de corrosão [6,8,10,12-16]. Dentro deste contexto, a corrosão das armaduras por ação dos cloretos é caracterizada como sendo por pites, uma vez que os cloretos tem a capacidade de romper localmente a camada passiva existente. Como consequência, a corrosão é pro- pagada no pite, de acordo com a pilha ativa-passiva em condições não polarizadas [1,10,11].
Mostrar mais

13 Ler mais

Comportamento de concreto armado com adição de resíduos de tijolo cerâmico moído frente à corrosão por cloretos.

Comportamento de concreto armado com adição de resíduos de tijolo cerâmico moído frente à corrosão por cloretos.

Embora a adição de RTM conduza a uma diminuição inicial da resistência mecânica do concreto, essa redução tende a ser minimizada com o tempo (Tabela 2), mantendo-se dentro de patamares aceitáveis (abaixo de 20% para 180 dias), o que revela a ação pozolânica do RTM (JERÔNIMO et al., 2013). Esse efeito possivelmente contribuiu para o refinamento dos poros e aumento da tortuosidade, e, embora não tenha sido capaz de reverter o comportamento da resistência no período analisado (180 dias), é possível que tenha começado a impactar nas medidas de absorção. Como consequência desses últimos aspectos e, principalmente, da maior capacidade de fixar cloretos das matrizes com RTM, a velocidade de transporte de cloretos nos concretos com RTM é reduzida, o que contribui para o incremento do período de iniciação da corrosão (considerando-se apenas os aspectos supramencionados).
Mostrar mais

20 Ler mais

Matéria (Rio J.)  vol.15 número3

Matéria (Rio J.) vol.15 número3

A adição do inibidor A mostrou-se problemática, inclusive, apresentando índices de potenciais de corrosão menores que o concreto de referência ao longo do tempo. Para os ensaios de campo, o inibidor A com relação água/cimento 0,65 apresentou-se com os melhores resultados para este aditivo. De forma geral, o aditivo tipo A não apresentou diferença significativa em relação ao concreto de referência e em alguns casos acelerou o processo corrosivo. Isso ocorreu, provavelmente, devido ao fato do inibidor não estar trabalhando em seu ponto ótimo. Complementarmente, estudos realizados por Berke e Hicks [23], ao analisar o efeito de inibidores de corrosão à base de nitrito de cálcio em ambientes agressivos de cloretos, demonstram que os resultados satisfatórios obtidos, permitem que o engenheiro projetista possa prever a durabilidade da estrutura de concreto em idades superiores a 100 anos em ambientes fortemente agressivos. Nóbrega [20] e Silva [21] explicam que os inibidores de corrosão para concreto apresentam um ponto ótimo de adição, de forma que acima ou abaixo dessa concentração tem-se comportamento inverso: aceleração do processo corrosivo em vez de mitigação. Esses resultados mostram a importância da análise criteriosa na especificação desse tipo de aditivo.
Mostrar mais

14 Ler mais

Dimensionamento das armaduras de compressão em chapas de concreto armado.

Dimensionamento das armaduras de compressão em chapas de concreto armado.

Outra possibilidade seria superdimensionar a chapa, ou seja, colo- car maior quantidade de armadura de forma a limitar a deformação de compressão e, consequentemente, diminuir a tensão na direção principal. Entretanto, essa solução levaria a uma ruptura frágil da peça, já que o concreto romperia antes das armaduras escoarem. Para os casos II e III, é razoável pensar que ao se colocar armadura na direção que a priori não foi armada, ela afetará a distribuição de tensões da chapa de forma a diminuir a tensão de compressão no concreto. Já para o caso IV, onde não há armadura alguma, é evidente que, ao se dispor barras de forma adequada nessa chapa, ela ajudará a combater os esforços de compressão.
Mostrar mais

14 Ler mais

Quadro Carat.  Iluminação

Quadro Carat. Iluminação

Instalações de Guardas Armaduras 3 Fluorescentes TLD 2 16 96 acesas s/ necessidade. Instalações de Guardas Armaduras 2 Fluorescentes TLD 2 16 64[r]

7 Ler mais

Effect of corrosion degree on mechanical properties of reinforcements buried for 60 years Efeito do grau de corrosão em propriedades mecânicas de armaduras enterradas por 60 anos

Effect of corrosion degree on mechanical properties of reinforcements buried for 60 years Efeito do grau de corrosão em propriedades mecânicas de armaduras enterradas por 60 anos

Este artigo estuda a influência do grau de corrosão, calculado pela perda de massa e pelos menores diâmetros, sobre a resistência ao escoamen- to, limite de resistência e alongamento final em armaduras corroídas naturalmente. Essas armaduras permaneceram enterradas por 60 anos. As propriedades mecânicas das armaduras de espera foram comparadas às de barras de referência, que também permaneceram enterradas por 60 anos, mas sem sofrer o processo de corrosão. Foram realizadas micrografias, além da determinação da composição química e da caracterização da agressividade do solo onde as armaduras estavam enterradas. As micrografias e a composição química mostram a presença de pites nas armaduras e teores de enxofre acima das prescrições recomendadas para o aço na época de execução das fundações, respectivamente. Os resultados também mostram que os efeitos da corrosão por pites sobre as propriedades mecânicas das barras corroídas naturalmente podem não ser adequadamente expressos pela perda de massa. Esse tipo de corrosão (pites) produz variações geométricas nas seções transversais ao longo do comprimento dos corpos de prova, gerando gradientes de esforços entre seções sucessivas, que impactam de forma notória sobre suas propriedades mecânicas. De uma maneira geral, os efeitos da corrosão são mais pronunciáveis sobre a ductilidade das barras. Com re- lação à agressividade do solo, altas velocidades de corrosão foram identificadas nas armaduras, mesmo com o solo sendo classificado como essencialmente não corrosivo.
Mostrar mais

12 Ler mais

A CORROSÃO DO CARÁTER

A CORROSÃO DO CARÁTER

"É a úni- ca forma de tornar a vida tolerável." Embora mais inclinado a teorizar, Diderot acreditava, como Voltaire, que, dominando a rotina e seus ritmos, as pessoas ao mesmo te[r]

106 Ler mais

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA E DE MATERIAIS – PPGEM

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA E DE MATERIAIS – PPGEM

A proteção contra corrosão na indústria automotiva é um problema de alto impacto econômico. Além de características anticorrosivas, os revestimentos utilizados nas indústrias automotivas precisam apresentar boa aparência e resistência física. Os revestimentos multicamadas normalmente utilizados em indústrias automotivas são compostos por e-coat, primer, base e verniz, sendo que o primer pode ser utilizado como um substituto do e-coat em processos de retoque ou retrabalho. Sob outra perspectiva, os polímeros condutores têm sido amplamente estudados como um revestimento anticorrosivo e o compósito de Polianilina-Melamina-Zinco (PZn) apresentou resultados promissores em relação à corrosão. Então, este estudo analisou a aplicação da PZn incorporado em revestimento multicamada utilizado na indústria automotiva, substituindo o primer comercial em processo de retrabalho. Adicionalmente, os resultados de PZn foram comparados com os primers utilizados atualmente (FLASH e GLASURIT). Para a caracterização dos materiais, realizaram- se ensaios de MEV e EDS para o substrato e espessura de camada nos conjuntos pintados. Para a determinação de características visuais, foram feitas medições de cor, brilho e aspecto. Para corrosão, realizaram-se ensaios eletroquímicos (OCP e Tafel) e ensaio cíclico. Por fim, para resistência física foram analisados os ensaios de umidade, flexibilidade e aderência: corte cruzado, jato d´água, impacto pontual e batida de pedra. Os resultados dos ensaios de aspecto visual foram similares para todos os conjuntos pintados. Para corrosão, os ensaios eletroquímicos apresentaram resultados similares ao ensaio químico de corrosão cíclica, nos quais os conjuntos CJ_PANI e CJ_FLASH mostraram-se semelhantes e o CJ_GLASURIT obteve melhores resultados, sendo este o conjunto mais resistente. Os ensaios de resistência física podem ser divididos em secos e úmidos. Os ensaios realizados a seco tiveram resultados similares entre todos os conjuntos pintados, porém, nos úmidos o conjunto CJ_PANI apresentou-se susceptível à defeitos. Sendo assim, concluiu-se que o compósito de PZn apresentou bons resultados em relação às características visuais, ensaios eletroquímicos de corrosão e ensaios físicos a seco, quando utilizado em sistemas de pintura multicamadas de indústrias automotivas. Contudo, a PZn apresentou-se sucetível à defeitos em abientes úmidos, perdendo aderência.
Mostrar mais

88 Ler mais

Show all 557 documents...