Corrosão das armaduras

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Fiabilidade de vigas de betão armado sujeitas à corrosão das armaduras

Fiabilidade de vigas de betão armado sujeitas à corrosão das armaduras

Esta dissertação apresenta um estudo sobre a fiabilidade de vigas de betão armado sujeitas à flexão e a diferentes taxas de corrosão das armaduras, utilizando simulação de Monte Carlo. Comparam-se cenários de deterioração correspondentes a corrosão generalizada e corrosão localizada, considerando-se para este último fenómeno a variabilidade espacial da redução da secção das armaduras ao longo do seu comprimento de forma probabilística. Para ambos os cenários consideraram-se vigas com diversos comprimentos e pormenorizações (número e diâmetro dos varões) e um período de vida útil correspondente a 50 anos. A fiabilidade de vigas atacadas pela corrosão foi também comparada com a de vigas não corroídas, para o período de vida útil em causa.
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Confiabilidade estrutural de vigas de concreto armado submetidas à corrosão das armaduras induzida por íons cloreto

Confiabilidade estrutural de vigas de concreto armado submetidas à corrosão das armaduras induzida por íons cloreto

A representação mais utilizada na literatura para descrever o ciclo corrosivo induzido pelos íons cloreto nas armaduras é idealizada a partir da presunção de que os íons cloreto se apresentam concentrados na superfície do concreto em virtude do meio ambiente agressivo. Caso a matriz do concreto possua prévia contaminação por íons cloreto, o transporte pelo cobrimento e a despassivação das armaduras são acelerados. Decorrido certo tempo, o acúmulo de cloreto na interface das armaduras atinge uma quantidade (concentração crítica de íons cloreto) que provoca a dissolução do filme passivo. Após esta etapa ocorre o processo de propagação da corrosão das armaduras (POULSEN
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A CORROSÃO DAS ARMADURAS NAS ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO EM EDIFICAÇÕES DA PRIMEIRA METADE
DO SÉCULO XX: UMA METOLOLOGIA PARA SUA DETECÇÃO

A CORROSÃO DAS ARMADURAS NAS ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO EM EDIFICAÇÕES DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX: UMA METOLOLOGIA PARA SUA DETECÇÃO

O estudo da corrosão em estruturas de concreto armado atuais é um assunto bastante discutido tanto no meio acadêmico, como no profissional. O tema reveste-se desta importância devido aos inúmeros casos de patologias de corrosão em estruturas de concreto armado que são reportados, quase diariamente, ao meio técnico. No entanto, pouco se tem estudado a respeito desse fenômeno em estruturas de concreto armado da primeira metade do século XX. É senso comum que essas estruturas foram executadas de forma diferente das atuais e que seu comportamento frente à corrosão pode ser diferenciado; no entanto, são poucos os estudos que analisam o comportamento desse tipo de estrutura frente a essa patologia. Este trabalho, tendo por base um estudo bibliográfico e a experiência do autor, busca não só analisar as características das estruturas de concreto armado da primeira metade do século XX e suas influências sobre a corrosão das armaduras, como também propor uma metodologia para sua detecção. A proposição desse tema baseia-se no fato de que muitos métodos de execução e cálculo eram bastante diferentes dos atuais no que concerne a estruturas de concreto armado. A adição de cloreto de sódio e cloreto de cálcio no concreto, com a finalidade de acelerar a pega e a cura do concreto, e o uso de tarugos de madeira como espaçadores são algumas das características mostradas neste trabalho. Como conclusão é proposta uma metodologia de avaliação que permita analisar tais estruturas sob a ótica de suas características particulares, com vistas à corrosão da armadura .
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ENSAIOS ELETROQUÍMICOS PARA AVALIAÇÃO DA CORROSÃO DAS ARMADURAS

ENSAIOS ELETROQUÍMICOS PARA AVALIAÇÃO DA CORROSÃO DAS ARMADURAS

A resistividade elétrica do concreto é decisiva para a definição do período de iniciação da corrosão e, ao lado da difusão de oxigênio, fundamental para a propagação da corrosão. A resistividade pode ser obtida através do Método de Wernner, ou método dos quatro eletrodos. A fórmula mostrada a seguir e empregada para a obtenção da resistividade do concreto.

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Corrosão das armaduras do betão armado: causas, consequências, prevenção e projeto de durabilidade

Corrosão das armaduras do betão armado: causas, consequências, prevenção e projeto de durabilidade

Após inspecionados todos os requisitos relativos à execução da operação de cofragem é possível iniciar o processo de introdução e posicionamento dos varões. Relativamente a esta etapa construtiva é igualmente exigido a monitorização de certos detalhes. Primeiramente, é necessário verificar e certificar que a superfície das armaduras se encontra isenta de ferrugem ou substâncias nocivas (óleos, gorduras, tintas, etc.) suscetíveis de influenciar negativamente o aço e as suas forças de ligação ao betão, a proteção contra a corrosão e subsequentemente a resistência à tração e funcionamento estrutural. Desta forma, são exclusivamente admissíveis aços com quantidades ínfimas de ferrugem. Na eventualidade de se requerer a aplicação de varões galvanizados é de extrema relevância garantir que as camadas de zinco se encontram passivadas, por forma a impedir interações químicas com o betão, da mesma forma que este deverá ser constituído por um cimento que não apresente características negativas aquando o contacto com as armaduras galvanizadas. Para tal efeito, poderá ser necessário a imersão dos varões numa solução passivante, obtendo-se rapidamente a sua película de proteção à superfície, em contrapartida com a conservação dos varões ao ar livre durante 1 mês, através da qual se adquire a passivação espontaneamente. No entanto, os fatores imprescindíveis, insubstituíveis e exigentes de uma maior supervisão focam-se nos recobrimentos, onde a colocação de espaçadores de resistência à compressão média não inferior à do betão e de eficiente proteção contra a corrosão desempenham um papel fundamental na garantia da sua espessura, em conformidade com as especificações de execução. Por forma a cumprir os valores estipulados é essencial inspecionar o posicionamento e espaçamento dos varões de acordo com os desenhos técnicos, de maneira a possibilitar o seu total envolvimento pelo betão sem condicionar os requisitos de aderência e viabilizar uma adequada colocação e compactação do mesmo. Com o intuito de garantir que a operação de betonagem seja bem-sucedida é necessário ainda verificar que as armaduras se encontram devidamente fixas e presas pelos arames e estribos, por forma a impedir a sua movimentação durante a descarga e vibração do betão [90]. 4.6.6 Inspeção da operação de betonagem
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Efeito da adição de cal em argamassa na resistência à corrosão de armaduras de aço carbono e galvanizadas

Efeito da adição de cal em argamassa na resistência à corrosão de armaduras de aço carbono e galvanizadas

A construção civil tem crescido muito nos últimos anos, e com esta, o uso do concreto armado. A corrosão das armaduras em estruturas de concreto armado é um dos principais problemas que afeta a integridade do concreto. Portanto, fazem-se necessários estudos que contribuam para minimizar as perdas envolvidas nesta corrosão. A elevada alcalinidade do concreto permite que as armaduras no seu interior estejam protegidas por passivação. Uma vez que a cal, presente na argamassa, contribui para elevar a alcalinidade do concreto, o objetivo do trabalho é o estudo do efeito da adição de cal na argamassa, analisando a resistência à corrosão das armaduras de aço carbono e galvanizadas. Na pesquisa, utilizou-se argamassa sem cal e com teor de cal de 26,3%, 13,3%, e 6,7% (m/m) e foram medidos os potenciais de corrosão das amostras de aço em argamassa umedecida, antes e após a imersão em solução de NaC ℓ 3,5% (m/v). Foi usada a técnica de espectroscopia de impedância eletroquímica para medida da resistência à polarização das armaduras em contato com argamassa, com diferentes teores de cal. Nas amostras úmidas, de maneira geral, foi identificado o efeito benéfico da adição de cal à argamassa, elevando o potencial de corrosão e aumentando o valor da resistência à polarização das armaduras de aço carbono e galvanizadas. Nas amostras de argamassa, com e sem adição de cal, reforçadas com armaduras de aço carbono e aço galvanizado, após a imersão em solução aquosa de NaC ℓ 3,5% (m/v), foi verificada uma tendência de redução do potencial de circuito aberto. As medidas de potencial de circuito aberto e de espectroscopia de impedância eletroquímica foram repetidas após 36 meses a fim de verificar a influência do tempo no processo de corrosão das armaduras.
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META-ANÁLISE DOS DADOS DE POTENCIAL DE CORROSÃO E RESISTÊNCIA ÔHMICA DOS ESTUDOS BRASILEIROS SOBRE CORROSÃO DE ARMADURAS POR AÇÃO DE ÍONS CLORETOS

META-ANÁLISE DOS DADOS DE POTENCIAL DE CORROSÃO E RESISTÊNCIA ÔHMICA DOS ESTUDOS BRASILEIROS SOBRE CORROSÃO DE ARMADURAS POR AÇÃO DE ÍONS CLORETOS

Resumo Um dos principais problemas patológicos verificados nas estruturas de concreto armado é a corrosão das armaduras, desencadeada, principalmente, pelo ingresso de íons cloretos e gás carbônico para o interior do concreto. Sendo o Brasil com uma extensa costa marítima os casos de corrosão por íons cloretos são expressivos nas patologias que ocorrem nas estruturas de concreto armado. Inúmeros levantamentos estatísticos vêm sendo realizados nos últimos anos. Eles evidenciam a considerável incidência e seriedade dos processos patológicos atuantes sobre as estruturas de concreto, além de que vêm demonstrando de forma clara que a corrosão de armaduras no concreto é o processo de maior frequência nas construções, sendo também, na maioria dos casos, o que gera os maiores problemas financeiros e quanto a segurança dos usuários. Este trabalho se caracteriza como uma meta-análise dos dados obtidos dos estudos que utilizaram as técnicas eletroquímicas potencial de corrosão e resistência ôhmica. A técnica estatística utilizada para avaliação foi à análise por variância e a origem dos dados é nos trabalhos de teses e dissertações desenvolvidos no Brasil. A análise de variância das técnicas eletroquímicas (Potencial de corrosão: Ecorr e Resistência ôhmica: Rohm) apresentou resultados satisfatórios vistos os coeficientes de determinação, mas principalmente por se tratar de grandes bancos de dados, onde diversos estudos por diferentes grupos de pesquisas foram considerados, sem terem técnicas padronizadas desde a concretagem dos corpos-de-prova até as leituras dos ensaios. De qualquer maneira, os resultados por ANOVA foram considerados satisfatórios para as técnicas eletroquímicas em estudo.
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Estudo do processo de corrosão por íons cloreto no concreto armado utilizando armaduras comuns e galvanizadas

Estudo do processo de corrosão por íons cloreto no concreto armado utilizando armaduras comuns e galvanizadas

A corrosão das armaduras nas estruturas através do ingresso de íons cloreto é uma das formas mais comuns de ataque que leva à deterioração de estruturas de concreto armado. Os danos relacionados às estruturas em ambientes marinhos resultam em um custo de bilhões de dólares por ano destinado ao reparo das mesmas. A questão de durabilidade das construções recebeu, portanto, maior atenção nos últimos anos devido a freqüente ocorrência de casos patológicos e ao grande custo associado a reparos (JOSHI e CHAN, 2002). Por exemplo, o custo anual da corrosão em pontes nas auto-estradas nos Estados Unidos é em torno de 8,3 bilhões de dólares, incluindo manutenção, reparo, recolocação e custo de capital, de acordo com a CC Technologies e NACE International em um estudo financiado pela U.S. Federal Highway Administration (FHWA) (ROSS e GOLDSTEIN, 2003). O custo total estimado por ano na área de infra-estrutura chega a 22,6 bilhões de dólares, correspondendo a 3,2% do Gross Domestic Product (GDP) americano. Em um outro levantamento nas pontes nos Estados Unidos feito pela FHWA, em 2004, revela que aproximadamente 29% delas são classificadas como estruturalmente ou funcionalmente deficientes (BETTER BRIDGES, 2004).
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Análise Comparativa do desempenho de concretos com adições minerais quanto à corrosão de armaduras por íons cloretos

Análise Comparativa do desempenho de concretos com adições minerais quanto à corrosão de armaduras por íons cloretos

Esse Fenômeno tem grande incidência em todo o país, principalmente Pernambuco. Andrade (1997) em levanta- mento realizado no estado de Pernambuco constatou que a corrosão das armaduras é responsável pela maior parte da degradação das estruturas em concreto, sendo responsável por 62% dos casos de manifestações patológicas registra- das nas edificações. Nince (1996), também pesquisando a incidência de manifestações patológicas em estruturas de concreto na região Centro-Oeste, encontrou a maior per- centagem de incidência para a corrosão das armaduras de 30,1% em Brasília. Devido aos inúmeros casos de estru- turas afetadas em todo o país, a corrosão das armaduras tem sido um grande problema na construção civil. As armaduras das estruturas do concreto têm como camada protetora a cobertura de concreto. Que devido a sua elevada alcalinidade. Cria-se uma fina película pas- siva, que garante a proteção à corrosão. Entretanto essa relação de equilíbrio pode ser alterada quando o pH do concreto é reduzido, por carbonatação ou pela ação de ação de cloretos livres. Quando ocorre desequilíbrio, ocorre o fenômeno de despassivação da armadura. Esse fenômeno marca o início da fase de propagação da corrosão, e já se observa as manifestações típicas do fenômeno de corrosão. A carbonatação e os cloretos freqüentemente agem simul- taneamente nas estruturas, ocasionando um efeito adi- cional na corrosão principalmente na fase de propagação (ALONSO & ANDRADE, 1988, MONTEIRO, 1996). São cada vez mais empregadas técnicas de proteção a ar- madura do concreto. Visando o aumento da durabilidade e da sua vida útil. O uso de aditivos, como sílica e metacau- lim, para diminuir os poros e assim a permeabilidade de agentes agressivos associado a alterações na relação água/cimento e no tempo de cura podem evitar o surgi-
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Open Concreto auto adensável produzido com resíduo de polimento do porcelanato – comportamento em relação à corrosão de armaduras

Open Concreto auto adensável produzido com resíduo de polimento do porcelanato – comportamento em relação à corrosão de armaduras

A ocorrência de corrosão de armaduras implica em um custo adicional significativo, seja para substituir o material corroído, seja como consequência das perdas indiretas causadas pela corrosão, como a necessidade de manutenção, reforço ou reparo estrutural. Por se tratar de uma manifestação patológica tão incidente em estruturas e por seu elevado custo de reparação, há uma preocupação para que, dentro da linha de estudos e de pesquisas sobre alternativas construtivas sustentáveis e socialmente mais responsáveis haja, também o conhecimento da corrosão das armaduras como ferramenta para o desenvolvimento de novos produtos e para o reaproveitamento de resíduos industriais, como no caso dos Resíduos provenientes do polimento das peças de porcelanato.
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AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE CORROSÃO DE ARMADURAS EM CONCRETOS COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO MIÚDO PELA AREIA DE CINZA DO BAGAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR - ACBC

AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE CORROSÃO DE ARMADURAS EM CONCRETOS COM SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO AGREGADO MIÚDO PELA AREIA DE CINZA DO BAGAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR - ACBC

O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar e o principal exportador de seus derivados (açúcar, álcool, energia etc.). Um dos principais resíduos gerados no processo industrial do setor sucroalcooleiro é a areia de cinza do bagaço da cana-de-açúcar (ACBC), derivada da queima do bagaço da cana nas caldeiras para a produção de energia elétrica (cogeração) para o abastecimento das próprias usinas. Esse material, com elevada quantidade de sílica, é geralmente descartado no solo como adubo nas lavouras de cana- de-açúcar, mesmo sendo pobre em nutrientes. Essa pesquisa vem oferecer uma alternativa para aplicação da ACBC em matrizes cimentícias de concretos como agregado miúdo, em substituição à areia natural. Além disso, a durabilidade de concretos utilizando materiais alternativos demanda uma atenção especial, principalmente quanto à corrosão de armaduras. Esta é uma das principais preocupações na utilização de resíduos quanto à degradação de estruturas de concreto. O processo corrosivo se inicia quando ocorre a despassivação da armadura e se propaga na presença de um meio propício. Este trabalho busca, portanto, estudar e avaliar a potencialidade da ocorrência de corrosão de armaduras em concretos produzidos com a ACBC em substituição parcial ao agregado miúdo. As amostras de areia de cinza foram coletadas em usina do Estado de São Paulo, e padronizadas através de um peneiramento manual e moagem. A ACBC utilizada foi caracterizada quanto a sua composição química, granulometria, material pulverulento, massas específica e unitária e absorção. Foram produzidos argamassas e concretos com teores de substituição de 0% (referência), 30% e 50% de ACBC. Nas argamassas, foram realizados testes de resistência à compressão, porosidade (índice de vazios e análise dos poros por microscopia óptica), absorção de água, carbonatação acelerada, penetração de cloretos e condutividade elétrica da solução aquosa dos poros. Os concretos foram submetidos a ensaios de resistência mecânica, índice de vazios, absorção, penetração de cloretos, potencial e taxa de corrosão das armaduras. Desta forma, os resultados indicaram que a substituição em 30% e 50% de areia natural pela ACBC pode aumentar a resistência à compressão dos concretos e a resistência ao ataque de cloretos, e diminuir a probabilidade de despassivação da armadura. Entretanto, com o teor de 50% de ACBC, a taxa de corrosão foi significativamente maior em relação às demais amostras e manteve-se similar entre o concreto com 30% de ACBC e o de referência. Com isso, foi possível concluir que os concretos com 30% de substituição ao agregado miúdo convencional pela ACBC podem ser aplicados em elementos estruturais sem perda de desempenho mecânico e de durabilidade.
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Comportamento de armaduras galvanizadas em diferentes alcalinidades

Comportamento de armaduras galvanizadas em diferentes alcalinidades

Figura 3 – Potencial de corrosão da armadura galvanizada e comum em solução inicialmente alcalina que sofre carbonatação Fonte: Elaborada pelo autor. A Figura 4 ilustra o comportamento do potencial de corrosão das armaduras galvanizadas em diferen- tes alcalinidades. Os resultados mostram que as leitu- ras inicias (nos primeiros dias de ensaio) do potencial de corrosão indicam um risco alto ou incerto de cor- rosão, com valores mais eletronegativos do que -350 mV. Estes resultados, porém, vão se tornando menos eletronegativos com o passar do tempo, indicando que as leituras tendem a uma diminuição no grau de corrosão até a estabilização.
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ESTUDO DA EFICIÊNCIA DA REALCALINIZAÇÃO NA REPASSIVAÇÃO DE ARMADURAS

ESTUDO DA EFICIÊNCIA DA REALCALINIZAÇÃO NA REPASSIVAÇÃO DE ARMADURAS

Figura 4.22 - Potencial de corrosão ESC para 90 dias de aceleração da corrosão Nota-se que o comportamento eletroquímico das células com solução da mistura de hidróxido de cálcio, sódio e potássio, para as três fases do ensaio, é semelhante ao apresentado pelas células com solução de hidróxido de cálcio. Nas primeiras leituras, o potencial de corrosão apresenta, em geral, incerteza quanto a probabilidade de corrosão. Uma vez carbonatadas, o potencial tende a apresentar uma mudança brusca, caindo para patamares considerados pela literatura de alta probabilidade de corrosão. No entanto, após a realcalinização, os valores de potencial de corrosão das armaduras retornaram para patamares semelhantes as condições iniciais, exceto para as soluções com períodos de aceleração da corrosão de 56 e 90 dias, indicando que houveram alterações na superfície do aço que não puderam ser plenamente revertidas.
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ESTUDO DA EFICIÊNCIA DA REALCALINIZAÇÃO NA REPASSIVAÇÃO DE ARMADURAS

ESTUDO DA EFICIÊNCIA DA REALCALINIZAÇÃO NA REPASSIVAÇÃO DE ARMADURAS

1 INTRODUÇÃO Embora tenha sido desenvolvida uma infinidade de materiais de construção, o concreto ainda representa um dos materiais com função estrutural mais consumidos no mundo, apresentando características que possibilitam a sua utilização nas mais distintas estruturas. No entanto, apesar do uso em larga escala, é crescente o questionamento em relação à durabilidade das estruturas em concreto armado. Um dos principais motivos desse questionamento está relacionado à frequentes casos de estruturas deterioradas pela ação da corrosão das armaduras.
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CORROSÃO EM ARMADURAS DE CONCRETO

CORROSÃO EM ARMADURAS DE CONCRETO

O presente artigo faz uma revisão bibliográfica sobre os processos corrosivos em arma- duras, mais especificamente nas estruturas de concreto armado. Tem como objetivo a explanação do problema que vem atingindo tais estruturas, mostrando os processos químicos envolvidos e as possíveis soluções para reparo da problemática. Inicialmente tem-se a definição de concreto, com o histórico de como foi sua descoberta, a evolu- ção nas propriedades do material e o acréscimo da armadura. Posteriormente, têm-se as explicações a respeito dos processos corrosivos em si, com uma visão química do problema, elucidando-se principalmente o tipo mais usual neste caso: a corrosão eletro- química. Mostra-se, também, como o meio ambiente pode influenciar neste processo, acelerando-o se o mesmo for agressivo. Por fim, há uma exposição sobre os métodos de proteção e recuperação das armaduras, a fim de evitar maiores problemas em longo prazo. Conclui-se com a ênfase na importância de se estudar métodos de proteção mais eficazes, assim como da conscientização por parte dos projetistas para o tratamento adequado da durabilidade da estrutura ainda em fase projetual.
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NA CORROSÃO DE ARMADURAS  DESENCADEADA POR ÍONS CLORETO

NA CORROSÃO DE ARMADURAS DESENCADEADA POR ÍONS CLORETO

Atualmente, muitos casos de deterioração prematura, nas estruturas de concreto armado, vêm sendo registrados. Um dos que mais se destaca é a corrosão de armaduras, podendo ocorrer através de íons cloreto ou por uma frente de carbonatação. A fim de se garantir o cobrimento solicitado em projeto nas estruturas de concreto armado, são utilizados espaçadores. Com o cobrimento adequado, a durabilidade da peça tende a ser maior. Em contrapartida, a interface espaçador/concreto pode se tornar um ponto frágil para a entrada de agentes agressivos, como os íons cloreto, por exemplo. O objetivo do trabalho foi realizar um estudo experimental, para analisar a influência da interface espaçador/concreto na corrosão de armaduras desencadeada por íons cloreto, quando utilizados diferentes tipos de espaçadores. A partir disso, três famílias de corpos de prova prismáticos de concreto armado foram moldadas, são elas: sem espaçador (referência), com espaçador de argamassa produzido em obra e com espaçador industrializado de argamassa. Esses corpos de prova, foram submetidos ao ensaio de indução da penetração de íons cloreto por meio de ciclos de secagem e imersão parcial. Ao longo do ensaio, o potencial de corrosão foi aferido. Realizou- se também, ensaios complementares de velocidade de onda ultrassônica, de presença de cloretos pelo método colorimétrico com nitrato de prata e perda gravimétrica da massa das armaduras. Também foram realizados ensaios nos próprios espaçadores. Após a análise de todos os resultados, concluiu-se, que os corpos de prova com espaçadores industrializados de argamassa foram os que mais favoreceram o início da corrosão, evidenciando a influência direta da presença dos espaçadores na corrosão de armaduras do concreto.
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REVESTIMENTOS E PRÉ-TRATAMENTOS PARA MITIGAÇÃO DA CORROSÃO EM ARMADURAS GALVANIZADAS

REVESTIMENTOS E PRÉ-TRATAMENTOS PARA MITIGAÇÃO DA CORROSÃO EM ARMADURAS GALVANIZADAS

Departamento de Materiais, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, rmfigueira@lnec.pt , epereira@lnec.pt RESUMO A corrosão de armaduras, por carbonatação do betão ou ataque por iões cloreto é uma das principais causas de degradação de estruturas de betão armado. A propagação da corrosão após o seu início é geralmente rápida e pode conduzir à deterioração das estruturas num curto espaço de tempo. Além disso está sempre associada a elevados custos de reparação. A utilização do aço galvanizado é considerada uma medida alternativa para aumentar o tempo de vida útil das estruturas expostas ao ataque de espécies agressivas. Contudo, quando o aço galvanizado é embebido no betão fresco (ambiente extremamente alcalino), a camada de zinco corrói-se durante um certo período até que se forme uma camada de passivação. Em simultâneo ocorre produção de hidrogénio, originando aumento da porosidade do betão que, por sua vez, pode comprometer a aderência entre o aço e o betão.
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REAÇÃO ÁLCALI-AGREGADO E CORROSÃO DE ARMADURAS: UMA REVISÃO E ESTUDO DE CASO

REAÇÃO ÁLCALI-AGREGADO E CORROSÃO DE ARMADURAS: UMA REVISÃO E ESTUDO DE CASO

Faculdade Maurício de Nassau, carlasoraia1@gmail.com; UFPE, tiagoagraengenharia@gmail.com. RESUMO A crescente preocupação com a qualidade e durabilidade das estruturas de concreto vem desenvolvendo estudos cada vez mais avançados contra os mecanismos de deterioração da estrutura. Dentre os inúmeros processos que aceleram a decomposição do concreto estão a Reação Álcali-agregado (RAA) e a corrosão de armaduras por oxidação. A RAA é um fenômeno químico complexo que acontece internamente ao concreto, provocando fissuras e afetando a resistência e a rigidez dos elementos estruturais. É frequentemente presente em obras de pontes e barragens, devido à presença da água, que é agente condicionante da reação, mas pode ocorrer também em edifícios e até pavimentos. A oxidação das armaduras é um processo ainda mais invasivo, pois afeta o aço presente no concreto armado, diminuindo gradativamente sua seção, podendo levar elementos estruturais à ruptura. O presente artigo tem o objetivo de apresentar e discutir a ocorrência desses mecanismos que prejudicam a durabilidade da estrutura. O referencial teórico apresenta situações de ocorrência da RAA, discutindo medidas de interferência na estrutura com ensaios destrutivos e não destrutivos, previstos em normas. É possível observar que em casos de RAA, os ensaios de prevenção são os mais potencialmente eficazes, pois avaliam a possibilidade de agregados serem mais reativos na presença de sílicas do cimento, podendo eventualmente evitar o aparecimento de RAA. Por fim, é exibido um caso referente a armaduras expostas devido à oxidação, descrevendo procedimentos de intervenção para sua recuperação.
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Análise de fadiga nas armaduras de tração de dutos flexíveis considerando efeitos da corrosão marinha

Análise de fadiga nas armaduras de tração de dutos flexíveis considerando efeitos da corrosão marinha

E requisito da API RP17B[10] que o duto seja capaz de atender a vida de projeto com o anular ao ar, nas condi¸c˜ oes previstas ao longo do tempo e em cen´ ario acidental (a API RP17J[2] cita anular alagado com ´ agua salgada desaerada) — ver item 2.1.5. Entre as recomenda¸c˜ oes de BERGE et al. [16] para a retirada de amostras para o levantamento de curvas S-N de armaduras de tra¸c˜ ao, destaca-se a de retirar as amos- tras para os ensaios n˜ ao da mat´ eria prima, mas de arames de um duto j´ a fabricado. O intuito ´ e a captura dos efeitos de fabrica¸c˜ ao (deforma¸c˜ ao pl´ astica, acabamento superficial) nas curvas de fadiga geradas. Pode-se especular, portanto, que haja varia¸c˜ oes nas curvas para diferentes dimens˜ oes de arames. O sigilo industrial que naturalmente paira sobre o ramo dificulta a verifica¸c˜ ao desta hip´ otese com base na revis˜ ao bibliogr´ afica.
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Modelos numéricos aplicados à modelagem probabilística da degradação mecânica do concreto e corrosão de armaduras

Modelos numéricos aplicados à modelagem probabilística da degradação mecânica do concreto e corrosão de armaduras

A corrosão de armaduras é uma das causas mais comuns de degradação mecânica em estruturas em concreto armado. Esse processo leva à redução da vida útil e, consequentemente, a prejuízos econômicos. Desse modo, o presente trabalho visa contribuir com a análise dos fenômenos associados à degradação mecânica do concreto armado sujeito a processos corrosivos devido à carbonatação e à ação de cloretos. Para tal finalidade, modelos analíticos baseados na segunda lei de Fick são usados para quantificar a difusão de CO 2 e de íons cloreto no concreto, os quais permitem determinar o tempo de início da corrosão. A degradação mecânica de estruturas em concreto armado é considerada por meio de um modelo em dano concentrado que contempla perda da rigidez, redução da área de aço e da tensão de escoamento de armaduras devido ao processo corrosivo. A formulação de dano concentrado foi modificada de forma a incluir uma variável de estado de corrosão e uma lei de evolução da corrosão, baseada em equações semi- empíricas disponíveis na literatura. Essas equações determinam a redução no diâmetro das armaduras e a perda da capacidade resistente do aço. O problema da corrosão é formulado como um processo estocástico sendo resolvido por meio do método de simulação de Monte Carlo para dois exemplos: uma viga isostática e um pórtico plano com grau de hiperestaticidade igual a três. A formulação da equação de estado limite é baseada em um valor de dano aceitável. Curvas de probabilidade de início da corrosão e de probabilidade de falha da estrutura são obtidas ao longo de 50 anos. No caso da estrutura hiperestática, o caminho mais provável de falha, também chamado de caminho crítico, é determinado. Observa-se que o processo corrosivo provoca mudanças no caminho crítico, e portanto, deve ser considerado nas análises de reparo estrutural. Mapas de dano e de probabilidade de falha foram desenvolvidos para mostrar as mudanças no comportamento estrutural devido à corrosão.
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