Cultura Kaingang

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Fatores da cultura Kaingang que interferem no cuidado ao idoso: olhar dos profissionais de saúde .

Fatores da cultura Kaingang que interferem no cuidado ao idoso: olhar dos profissionais de saúde .

A pesquisa foi realizada na Terra Indígena Faxinal (TIF), situada na região centro-sul do Estado do Paraná, abrangendo aproximadamente 600 habitantes de etnia Kaingang. Os dados foram coletados no período de novembro de 2010 a fevereiro de 2012, por meio de observação participante em concomitância com entrevistas realizadas com todos os proissionais integrantes da Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (Emsi). A Emsi é composta por enfermeiro, odontólogo, médico, técnico e auxiliar de enfermagem, agente indígena de saúde, Agente Indígena de Saneamento (Aisan) e motorista da saúde, totalizando dez proissionais. Elencaram-se, ainda, quatro informantes-chave, tendo-se como critério de elegibilidade amplo conhecimento a respeito da cultura Kaingang e longo período de inserção na TIF.
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Cultura Kaingang: saberes e identidades direcionados aos desafios contemporâneos da preservação e da educação ambiental

Cultura Kaingang: saberes e identidades direcionados aos desafios contemporâneos da preservação e da educação ambiental

O povo Kaingang organiza-se socialmente em dois segmentos ou dualidades, kamẽ e kanhru, cada qual com suas características e habilidades. Na natureza, tudo se relaciona com as marcas kamẽ e kanhru; há semelhanças nas pinturas corporais, nas peles dos animais, nas folhas e cascas de árvores. É algo que diz respeito à identidade: o kamẽ usa as pinturas compridas no corpo e também nos artesanatos; o kanhru utiliza traços circulares no corpo e também nos artesanatos e identifica os animais com suas marcas. Essa dualidade vincula-se à perpetuação de suas tradições. A vida dos Kaingang funciona com base na espiritualidade, que permeia aspectos culturais. O abandono e a falta de valorização de saberes e práticas relacionados com a educação ambiental se concretizam pelas pressões da sociedade branca, pelo desejo de alguns indígenas de serem modernos e aceitos e pela ausência de trabalho de um educador ambiental. O presente artigo discute aspectos da cultura Kaingang, apresenta dados e reflexões sobre experiências vividas em terras indígenas no Rio Grande do Sul e destaca desafios para a preservação dos seus costumes e de seu ambiente circundante, consideradas preciosos pelos Kaingang.
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A CULTURA KAINGANG COMO EXPRESSÃO GEOGRÁFICA DA
TERRITORIALIDADE E DA EDUCAÇÃO INDÍGENA NO
MUNICÍPIO DE CHARRUA-RS

A CULTURA KAINGANG COMO EXPRESSÃO GEOGRÁFICA DA TERRITORIALIDADE E DA EDUCAÇÃO INDÍGENA NO MUNICÍPIO DE CHARRUA-RS

Deve-se pensar os povos indígenas como comunidades tradicionais englobadas por políticas públicas e ações do Estado Nacional sobre suas práticas econômicas, sociais e culturais e onde as paisagens, os sítios arqueológicos, os lugares e as áreas de conservação ambiental são construções sociais, humanas, portanto, não há lugares determinados naturalmente que agregam essas funções. Na verdade são recortes produzidos pelos técnicos e pelas metodologias das ciências envolvidas que criam essas categorias e as classificam como patrimônio humano (cultural). Só que as pessoas do lugar, a comunidade em si e não apenas a acadêmica, pouco participa da construção desses elementos, dessas categorias. Em geral ela observa, de longe, o trabalho do técnico e aceita, de longe, as definições dadas por este técnico sobre o espaço em que vive. Raras vezes parte da própria comunidade elencar os elementos e artefatos – sejam eles objetos de uso cotidianos ou casas, ruas, praças, etc... – que devem ser considerados patrimônio e serem preservados. Quem dá as cartas aqui, geralmente é o pesquisador, aliado muitas vezes ao poder público, aquele que detém o conhecimento técnico para dizer o que é e o que não é patrimônio, o que é e o que não é cultura.
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Ervas medicinais e a cultura Kaingang: um estudo sobre a presença da temática no currículo real da escola

Ervas medicinais e a cultura Kaingang: um estudo sobre a presença da temática no currículo real da escola

Segundo dados do IBGE (2010) hoje são conhecidas no Brasil mais de 240 povos indígenas, com línguas e tradições diferentes, cerca de 274 línguas conhecidas, distribuídas por todo o Brasil. Segundo a FUNAI (2010), em 1500 eram faladas mais de 1.207 línguas nativas no Brasil e quinhentos anos depois desapareceu 85% das línguas nativas. Segundo o IBGE (2010), a população indígena no Brasil está estimada entre 817.963 indígenas os quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 vivem na zona urbana. Mais vale lembrar que já foram muitos no passado. Na época da “conquista”, estima-se que a população indígena era em torno de 6 milhões. E depois da invasão portuguesa desde 1500 a 1970 muitos povos foram extintos. A partir de 1991 o IBGE incluiu os indígenas no censo demográfico. Conforme dados da FUNAI (2010), no século XXI teriam chegado a 200 mil pessoas. Isso demonstra que nos últimos anos houve crescimento das populações indígenas no Brasil, embora ainda existam povos com ameaça de extinção. Com isso, perde-se uma cultura no mundo. Assim, entende-se que a educação escolar indígena tem um papel importante para a manutenção e à valorização das línguas indígenas e da cultura.
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Ambiente e cultura Kaingang: saúde e educação na pauta das lutas e conquistas dos Kaingang de uma terra indígena.

Ambiente e cultura Kaingang: saúde e educação na pauta das lutas e conquistas dos Kaingang de uma terra indígena.

O professor Dorvalino Cardoso, que hoje trabalha na aldeia Por Fi Gâ, em São Leopoldo, chegou também a atuar na escola Terra Indígena Linha Glória nos anos de 2005 e 2006. Na época, ele veio com sua família da Terra Indígena Votouro, que se localiza em Benjamin Constant, e permaneceu como professor da língua Kaingang até maio de 2006, quando então foi para São Leopoldo. Antes dele, a escola teve outro professor que veio da Terra Indígena Iraí, referido como Sandro Topẽ da Silva. Ele atuou de agosto de 2004 até fevereiro de 2005, quando retornou para Iraí. Somente em 2008 é que a escola teve novamente um professor para trabalhar a língua Kaingang, o indígena João Maria Fortes, da Terra Indígena Planalto, município de Pinhalzinho-SC, que ficou na escola por apenas dois meses, no período de maio a junho de 2008. Como ele não se adaptou, decidiu voltar para a sua aldeia de origem. Desde então, a escola não teve outro professor bilíngue (ENTREVISTA D, 2011, p. 1).
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O protagonismo kaingang no espaço da escola indígena

O protagonismo kaingang no espaço da escola indígena

registros em “cadernos de campo”, do que corresponde às minhas memórias de quinze anos de vivências como professora na escola indígena de minha comunidade, conversas informais e “diálogos dirigidos” com professoras e professores kaingang (mediante consentimento prévio informado), compartilhando dados retirados de documentos da escola. Produzi, também, histórias baseadas em fatos vivenciados por parentes kaingang e recorrendo às minhas memórias. Pautando-me na cultura kaingang proponho uma possibilidade de currículo alicerçado em seus componentes relevantes onde a escola torna-se o espaço educativo e elementos da cultura passam a ser prática educativa no âmbito escolar. Para sustentar as reflexões apresentadas na dissertação apoiei-me basicamente na produção teórica de parentes kaingang, protagonistas no processo de luta pela construção de uma educação escolar diferenciada e de qualidade (Andila Nivygsãnh Inácio, Maria Inês de Freitas, Márcia Gojten Nascimento, Bruno Ferreira, Clarice dos Santos Berton, Dorvalino Cardoso e Sara Kariká Sales) e de pesquisadores da cultura indígena (Maria Aparecida Bergamaschi, Sérgio Baptista, Sandro Luckmann e Carlos Eduardo de Sousa). O foco da pesquisa foi desdobrado em reflexões centradas nos conceitos de diálogo, consciência, experiência transmitida e resistência, para as quais a interlocução se deu, principalmente com Paulo Freire, Stuart Hall e Carlos Rodrigues Brandão.
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Veinkupri Hã: o ensino Kaingang / Veinkupri Hã: the Kaingang learning

Veinkupri Hã: o ensino Kaingang / Veinkupri Hã: the Kaingang learning

Portanto, ela estava sendo “pintada” como uma filha e vista como uma Kaingang. Antes de iniciar uma oficina de brincos, a filha mais velha da coordenadora do Grupo de Cultura Kaingang a ensina como fazê-los. Ao vê-la realizar o artefato, percebeu quais eram as dificuldades e somente saiu de perto dela quando, finalmente, ela conseguiu fabricar a peça. Em contrapartida, no momento da realização da oficina para cerca de 30 crianças, a educadora apresentou a seguinte dificuldade: apesar de as crianças terem ganhado a mesma quantidade de sementes para a fabricação de seus brincos, algumas queriam trocar suas sementes, pois, preferiam confeccionar a peça privilegiando cores específicas. Num primeiro momento, ela permite que tais crianças fossem até o pacote de sementes e fizessem a troca. Contudo, alguns participantes deixavam as sementes caírem no chão e outros pegavam mais sementes do que havia sido permitido. Nesse instante, a coordenadora do Grupo de Cultura Kaingang, que estava próxima do local da oficina, pede para que a pesquisadora ajudasse a organizar e controlar as trocas de sementes.
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O papel do ambiente escolar na cultura alimentar Kaingang: o caso da terra indígena Rio das Cobras - PR

O papel do ambiente escolar na cultura alimentar Kaingang: o caso da terra indígena Rio das Cobras - PR

99 Ao questionar as merendeiras sobre qual a visão que têm sobre a cultura alimentar, todas foram unânimes em afirmar que não percebiam a importância da cultura alimentar para a manutenção e valorização dos pratos típicos. Além disso, colocaram a dificuldade de preparar os pratos típicos, já que a maioria dos produtos alimentícios disponíveis na escola não faz parte da cultura Kaingang e a infra- estrutura da cozinha não correspondem ao preparo de pratos típicos Kaingang. Quando perguntado aos pais e lideranças sobre a opinião que tinham sobre a cultura alimentar demonstraram apoio a valorização, revitalização e o resgate da cultura alimentar, porém, não sabiam ajudar para que fosse concretizado no âmbito escolar. Notou-se a preocupação dos entrevistados sobre a questão do preparo dos pratos típicos na escola, porém no decorrer das entrevistas aparentemente não conseguem imaginar uma solução. Esta situação pode ser resultado da valorização da alimentação não-indígena na escola ao longo dos anos, onde não foi agregado valor sobre pratos típicos Kaingang, assim como todos os seus processos culturais. Deste modo, os conhecimentos e saberes tradicionais foram deixados de lado, não por vontade do Kaingang, mas por fatores que promoveram a anulação dos conhecimentos próprios, principalmente pela atuação da escola na comunidade, onde eram seguidas regras políticas da época. Apesar do passado anulador da cultura, atualmente o Kaingang tem estado mais frequente em lutas sobre a afirmação de sua identidade e reivindicação de seus direitos. Tais avanços estão se dando pelo conhecimento de leis que asseguram as especificidades culturais e a sua preservação. No entanto, o termo „cultura alimentar‟ ainda é novidade entre os entrevistados.
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O ENSINO DE HISTORIA ENTRE OS KAINGANG DA T.I. IVAÍ - PR

O ENSINO DE HISTORIA ENTRE OS KAINGANG DA T.I. IVAÍ - PR

Durante toda a pesquisa bibliográfica e etnográfica consegui constatar que ainda há muito a se pensar até chegarmos á sala de aula e ao ensino de História em si. A comunidade perece, faltam roupas, alimentos, recursos básicos para uma sobrevivência digna. A história demonstra um cerco constante por parte do Estado aos Kaingang e as formas de reação dos mesmos, que apesar poderes desequilibrados, continuam a lutar, mas as condições são cada vez mais precárias. Em meio a tantas dificuldades, como seria cobrar e imaginar que estes indígenas teriam o interesse em assistir às aulas de História, propor questionamentos a esta disciplina tão teórica, enquanto na prática suas vidas estão abarrotadas de questões problemáticas. Qual a possibilidade de o professor enfatizar em suas aulas a necessidade de manutenção e valorização da história e da cultura Kaingang através da disciplina de História, sendo que esta não faz sentido algum para os alunos.
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Coleção de estampas Kaingang da marca Curiô

Coleção de estampas Kaingang da marca Curiô

Foram desenvolvidas para a coleção seis modelos de estampas, dentre as quais, somente cinco seriam prototipadas para serem apresentadas no presente trabalho. Considerou-se importante a realização das três estampas relacionadas ao subtema "Lendas", uma vez que essas têm grande importância para a representação das crenças da cultura Kaingang, além de possuírem em sua estrutura os grafismos das duas metades Kamé e Kainru. Já para o subtema "Grafismos", foi decido pelas autoras prototipar apenas duas alternativas, sendo elas a "Kamé" e a "Kainru", uma vez que a opção "Kamé + Kainru" não foi tão facilmente reconhecida na pesquisa com o público como sendo referente a uma cultura indígena brasileira, apesar disso ela se faz relevante para a composição da coleção.
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Cultura surda e educação escolar kaingang

Cultura surda e educação escolar kaingang

A dissertação com o tema “Cultura surda e educação escolar Kaingang” tem como foco principal o registro baseado nos sinais Kaingang, desenvolvidos na comunicação dos surdos na escola, em casa e na Aldeia. A pesquisa foi realizada na Escola Indígena de Educação Básica Cacique Vanhkre, situada na Aldeia Sede, município de Ipuaçu, oeste de Santa Catarina. A pesquisa assumiu um caráter participante pois, a pesquisadora desenvolveu um papel triplo, atuando também como docente no período vespertino (1ª a 4ª série) e intérprete de Língua Brasileira de Sinais junto aos surdos Kaingang incluídos numa 6ª série no período matutino. Sem priorizar uma análise Lingüística, buscou-se estudar o processo cultural de criação e uso de signos pertinentes aos significados da cultura Kaingang, na interação dos surdos da comunidade com a Língua Brasileira de Sinais, também conhecida como Libras e utilizada como língua oficial das comunidades surdas no Brasil urbano. Com o olhar voltado a esta comunicação (os sinais Kaingang e a LSB), a pesquisa buscou identificar os elementos culturais que constituem a identidade dos surdos Kaingang e analisar os contextos em que os sinais lingüísticos surdos próprios à cultura Kaingang se legitimam e se entrelaçam com a LSB. O contexto para qual não poderia ter sido mais adequado: a escola. Ambiente propício ao registro, a interpretação, a análise contextual dos sinais e das formas de comunicação entre surdos na comunidade Kaingang. O que possibilitou o estudo das representações que se fazem destes surdos na comunidade, assim como os processos de identificação cultural “Surdo/Índio”. A lógica de análise fundamenta-se no reconhecimento das diferenças como alteridade, o que requer uma visão de cultura, de povo, de língua e de humano que supere a lógica bipolar (certo ou errado, feio ou bonito, superior e inferior), que ao longo da história tem servido como chave de interpretação das relações interculturais.
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Educação intercultural e a desconstrução da subalternidade indígena kaingang

Educação intercultural e a desconstrução da subalternidade indígena kaingang

Como dissemos nas páginas anteriores deste capítulo, a luta pela implementação da educação escolar indígena na TI Xapecó foi árdua e exigiu a mobilização de setores da comunidade. A partir da análise de relatórios de atividades escolares, dos PPPs da EIEB CACIQUE VANHKRÊ e das falas de nossos interlocutores, podemos perceber que um elemento nessa trajetória foi a constante reivindicação de equipamentos básicos para o funcionamento das atividades educacionais. Mas não só isso: outra problemática que se arrasta ao longo do tempo é a relativa dificuldade de manter o desenvolvimento satisfatório de atividades educacionais inerentes e articuladas à realidade socioeconômica da comunidade. Iniciativas, por assim dizer, capazes de criarem não só futuras alternativas de renda, mas também espaços de aprendizagem e de práticas relacionadas à cultura Kaingang, como, por exemplo, projetos específicos de construção e difusão de hortas, roças comunitárias, criações domésticas, produção sistemática de artesanato, entre outros.
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Práticas sustentáveis em território indígena: perspectiva de uma liderança kaingang / Sustainable practices in indigenous territory: perspective of a kaingang leadership

Práticas sustentáveis em território indígena: perspectiva de uma liderança kaingang / Sustainable practices in indigenous territory: perspective of a kaingang leadership

Outro elemento importante na cultura do povo Kaingang na sua organização são as autoridades política. Existe um grupo de pessoas as quais são denominadas e conhecidas como liderança, a qual desempenham papéis importantes com atribuições na defesa dos interesses da comunidade, e também, fazem articulações e mediações políticas dentro e fora da aldeia. Na cultura Kaingang, a figura central na liderança, é exercida pelo cacique seguido de demais autoridades que ajudam no cuidado e manutenção do bem-estar da comunidade. Cada integrante que faz parte da liderança, tem uma função na equipe, desempenha um papel estratégico para soluções de problemas e encaminhamentos em conformidade com o posto que ocupa. Como o foco do presente estudo, está pautado na perspectiva da liderança, segue algumas informações acerca de suasatribuições.
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Aspecto na Língua Kaingang (Jê)

Aspecto na Língua Kaingang (Jê)

informação lingüística, pois, enquanto para mim, pesquisadora, o contexto era apresentado verbalmente (por meio da construção de uma situação hipotética), eventualmente o falante abandonava a ‘construção verbal’ proposta, e se atinha ao contexto real do ‘mo- mento’ (ou da conjuntura) em que estávamos interagindo. Nem sempre me foi possível saber quando isso acontecia, mas algumas vezes pude percebe que isso ocorrera, ao analisar com cuidado os dados. Em segundo lugar, interveio o fato de o contexto ser tam- bém culturalmente delimitado e de esta pesquisadora nem sempre ter domínio suficiente da cultura Kaingang para avaliar a adequa- ção da contextualização que apresentava.
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Dualismo e cosmologia Kaingang: o xamã e o domínio da floresta.

Dualismo e cosmologia Kaingang: o xamã e o domínio da floresta.

remédio. Amontoavam aquele cupim do mato que dá na madeira. Eles botam o cupim debaixo da folha de remédio e botam fogo em baixo. Então, aquilo é remédio pros índios Kaingang. Aquele cupim, com remédio, com folha de remédio, que bota em cima, né?, então aquele fogo, pegava tudo em cima, assim, e daí aquela fumaça bate tudo no corpo daquelas pessoas que tão ali. Pra não pegar doença e pra proteger dos vein kuprin [espírito dos mortos] também. Uns ficavam em cima daquele fogo, saindo fumaça, vão tomar remédio. Daí, eles tomavam; daí, eles cantavam em cima daquele fogo, daquela fumaceira de remédio. Dançavam em cima daquela fumaça pra proteger todo o corpo. A fumaça subia pra atropelar as enfermidades”.
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O empoderamento de lideranças indígenas Kaingang no sul do Brasil.

O empoderamento de lideranças indígenas Kaingang no sul do Brasil.

Eu conheço minha cultura. Eu domino melhor do que ninguém minha cultura. O que eu quero é o seu conhecimento, é o seu saber como não indígena para eu poder me defender de você mesmo, entendeu. Então, o empoderamento, essa forma de ter o po- der, e de ter o conhecimento, porque infor- mação hoje é poder, né. Ela dá para você, aliás, abre para você acessos importantes, que vão afunilando-se. De certa forma, eles vão afunilando-se, que não são todas as pessoas que têm acessos. E você vai fa- zendo parte, e você vai cada vez mais nesse afunilamentos fazendo parte de um grupo seleto de pessoas na medida em que você vai aprendendo. Ou seja, na medida em que você vai conhecendo, se informando. E mais do que isso, quando nós indígenas acessamos esses espaços como as univer- sidades, a gente está contribuindo numa outra questão, que é de fazer as sociedades não-indígenas nos entenderem e também nos respeitarem. Porque eu acho, que você só respeita aquilo que você conhece. Se você não conhecer, você não respeita. Então, na medida que você vai também fazendo parte desse afunilamento, você também vai qualifi cando as pessoas para que elas conversem com você e te entendam. E, só fazendo um parêntese, quando eu participei da discussão da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas e outros fóruns internacionais, como o fórum da Ter- ceira Conferência Mundial contra o racismo que aconteceu em Durban, na África do Sul, eu lembro que, numa pré-conferência que aconteceu em Genebra, Suíça, a gente discu- tia essa questão da adoção do termo povos indígenas dentro da Declaração, e, muitos países, não concordavam com esse termo. Por que, quando você fala povo, você fala o povo do mundo, o povo das américas, de uma forma bem genérico. Quando você fala povos, quando você coloca o “s”, agrega o “s”, a essa palavra. Logo, você reconhece que ele é diverso. E que não existe um único conceitos, cheia de armadilhas para se dis-
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“DENTRO E FORA”: OS SIGNIFICADOS DO FAZER ARTESANATOS ENTRE OS KAINGANG NAS CIDADES

“DENTRO E FORA”: OS SIGNIFICADOS DO FAZER ARTESANATOS ENTRE OS KAINGANG NAS CIDADES

Este texto intenta describir y analizar el proceso del hacer artesanías en- tre los kaingang de la ema Por Fi Ga, São Leopoldo/RS. En las ciudades, los kaingang son vistos por la populación fóg (aquellos que no son indios) como “miserables” y “impostores”. Distintamente, este texto intenta ex- plicar los significados usados por los kaingang cuando hacen la tarea, qué, de manera incisiva y eficaz, inculca su producción entre los jóvenes, para establecer, en pequeños pueblos, la materialización del nuevo bajo el do- minio del pensamiento de los antiguos. En el movimiento de “cambiar y per- manecer”, los kaingang quedan conectados al dominio del bosque, qué además de proporcionar la necesaria supervivencia financiera, establece medios perceptivos para crear y desarrollar objetos que pasan a abarcar su tradición. Así, el nuevo pasa a entretejer conocimientos en desuso en los pueblos grandes, qué en el urbano lo hace indio. Finalmente, se concluye que las ciudades producen la necesidad de crear y usar los conocimien- tos tradicionales, ya desconocidos por algunos, para el hacerse kaingang; y en las artesanías encuentran el material necesario para quedaren, física e ideológicamente, dentro y fuera de la área urbana.
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Condições de vida e saúde do idoso indígena Kaingang.

Condições de vida e saúde do idoso indígena Kaingang.

e coberto com folhas de amianto ou lona. Essa estrutura permite a manutenção de uma fogueira em seu interior, hábito cultural preservado pelos idosos. Por essa razão, é comum, que nas casas de alvenaria os idosos construam um "puxadinho". Para os Kaingang o fogo tem uma função bastante importante, pois é sobre ele que os alimentos são preparos e a casa mantida aquecida nos dias frios. A fumaça liberada pela combustão da lenha é responsável pela conservação de grãos como o milho e feijão, e das carnes, que são salgadas e mantidas penduradas próximo à fumaça num processo de defumação 13 .
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Programa de Comunicação Alternativa readaptado para uma adolescente kaingang.

Programa de Comunicação Alternativa readaptado para uma adolescente kaingang.

Resumen: Se trata de un estudio de caso que tuvo como objetivo describir la implementación del Sistema de Comunicación por Intercambio de Imágenes (Picture Exchange Communication System - PECS) en una adolescente perteneciente a la población indígena Kaingang que presentaba discapacidad intelectual y trastornos de lenguaje. Para verifi car los efectos de la variable independiente, fue empleado el diseño experimental de un sólo sujeto, conforme dos condiciones: línea de base e intervención. El instrumento fue reajustado teniendo en cuenta los aspectos sociales, culturales, morales y religiosos, así como los hábitos y costumbres de la etnia. Los resultados de este estudio evidencian que el uso del sistema de comunicación alternativo readaptado, contribuyó para mejorar la comunicación no-verbal y aumentar el vocabulario, anteriormente muy estrecho e ininteligible de la adolescente indígena.
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Saude e politicas de saude entre os Kaingang de Palmas/PR

Saude e politicas de saude entre os Kaingang de Palmas/PR

37 A relação de pais e alunos desta escola estão no anexo 4. Decidi incluí-las para que próximas etnografias realizadas na Area de Palmas possam ser remetidas aos nomes contidos nas listas. O mesmo efeito foi produzido durante meu trabalho de campo com o texto de Loureiro Fernandes (1333) que continha urna listagem dos Kaingang da época, parentes de muitos de meus inforittuntes. Todas as vezes em que pude mostrar a lista de Loureiro, os Kaingang falavam — numa espécie de exercício de rememorização coletiva, pois envolvia sempre a rede familiar presente — da saudade dos parentes relacionados e dos casos trágicos ou cômicos da vida destes.
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