defesa da criança e do adolescente

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Trabalho infantil em Franca: um laboratório das lutas sociais em defesa da criança e do adolescente.

Trabalho infantil em Franca: um laboratório das lutas sociais em defesa da criança e do adolescente.

A questão do trabalho infantil, no mundo e no Brasil, emerge com vigor no início da década de 90 a partir de uma série de denúncias, resultando na sensibilização, conscientização e mobilização da sociedade brasileira. O conjunto de atores que propiciaram a discussão e a difusão do tema fez com que a erradicação do trabalho infantil passasse por um processo mais amplo do que simples ações pontuais. A ampliação dessa pauta levou ao questionamento mais vigoroso da exploração vergonhosa de milhões de pequenos trabalhadores. Nesse cenário de luta pela defesa dos direitos da criança e do adolescente, a implantação o IPEC proporcionou uma ação conjunta de diversos atores na consolidação de uma política pública nacional de combate à exploração da mão-de-obra infantil em nosso país.
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O paradigma dos novos movimentos sociais para a defesa dos direitos da criança e do adolescente – breves análises

O paradigma dos novos movimentos sociais para a defesa dos direitos da criança e do adolescente – breves análises

No entanto, em relação aos Novos Movimentos Sociais voltados à defesa de direitos de crianças e adolescentes, destacamos vários avanços no campo da participação social, seja no cenário nacional e principalmente no âmbito municipal com a entrada de temas importantes na agenda de políticas públicas (como a questão do enfrentamento da violência sexual, do uso abusivo de drogas e mais recentemente do crack enquanto um problema de saúde pública, a desnutrição e mortalidade infantil, a gravidez na adolescência e as doenças sexualmente transmissíveis, entre outros), bem como a participação dos diversos sujeitos através dos Conselhos Gestores e os demais atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, rompendo assim com paradigmas assistencialistas e de cunho religioso, que viam estes sujeitos como meros objetos de intervenção, sem levar em conta seus direitos de cidadania e de pessoas em situação peculiar de desenvolvimento, conforme preconizam as legislações.
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OS NOVOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

OS NOVOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Tais práticas foram favorecidas, à épo- ca, por uma conjunção de fatores: as precárias condições de vida da maio- ria das crianças e dos adolescentes; as contundentes críticas às diretrizes e ao conjunto de práticas governamentais de assistência; o acentuar-se das dis- cussões sobre direitos da criança e do adolescente, formalizadas na CNUDC; o contexto sociopolítico propício à reivindicação e reconhecimento legal de direitos; e a articulação de setores da sociedade civil, concretizada no movimento em defesa da criança e do adolescente. Iniciativas de afirma- ção de direitos também emergiram no espaço governamental. É exemplo a campanha Criança e Constituinte, de- sencadeada no Ministério da Educação e Cultura (MEC), em 1986, presente na ANC, através das possibilidades de participação de que dispunham outros atores sociais, além dos Parlamentares. (PINHEIRO, 2004, p. 346).
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O processo pedagógico de educação para direitos humanos: o caso da evolução das lutas pela efetivação do direito à educação em Fortaleza

O processo pedagógico de educação para direitos humanos: o caso da evolução das lutas pela efetivação do direito à educação em Fortaleza

Fortaleza, Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e da Juventude (MP ICE), Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa, Consel[r]

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Mudanças na assistência ao idoso após promulgação do Estatuto do Idoso segundo profissionais de hospital geriátrico.

Mudanças na assistência ao idoso após promulgação do Estatuto do Idoso segundo profissionais de hospital geriátrico.

Esse anseio aumentou a preocupação dos profissio- nais com os aspectos legais da assistência. O receio de causar danos ao paciente durante o seu tratamento e so- frer alguma sanção jurídica, sempre foi bastante visível entre os profissionais da área de saúde. Após o estabele- cimento de leis específicas de proteção aos indivíduos, como o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a lei sobre os Direitos dos Usu- ários dos Serviços e das Ações de Saúde no Estado de São Paulo e o próprio Estatuto do Idoso, essa preocupação está mais evidente.
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Projeto de Lei n. 3734/2012 e Súmula 605 do STJ: o direito da criança e do adolescente esquecido

Projeto de Lei n. 3734/2012 e Súmula 605 do STJ: o direito da criança e do adolescente esquecido

Tal projeto, caso se torne lei, vinculará o sistema de atendimento socioeducativo ao sistema prisional, fican- do ambos submetidos aos mesmos princípios, diretrizes e objetivos da PNDPDS (Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social), e dessa forma, contaminando o sistema socioeducativo com a cultura prisional e policial, bem como desvirtuando-o dos princípios que devem reger a ação socioeducativa destina- da aos adolescentes: fortalecer os seus vínculos familiares e comunitários por meio do caráter pedagógico. O que parece, na realidade, é que busca o Poder Legislativo criar norma que iguale ou aproxime o tra- tamento que é dado no sistema prisional aos adolescentes, ou seja, pretende diminuir a maioridade penal por via transversa, já que até o momento não obteve êxito na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n. 33/2012 12 , dentre tantas outras em trâmite (PECs nºs 74, de 2011; 33, de 2012;
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O ECA E A CRIANÇA INDÍGENA  Raquel Fabiana Lopes Sparemberger, Rita de Araujo Neves

O ECA E A CRIANÇA INDÍGENA Raquel Fabiana Lopes Sparemberger, Rita de Araujo Neves

De acordo com essa norma, aplicam-se às crianças e aos adolescentes indígenas as disposições do ECA, desde que observadas as peculiaridades socioculturais de suas comunidades. Essa ressalva diz respeito ao artigo 231 da Constituição Federal (CF), antes referido, que garante aos povos indígenas o direito de ter respeitadas suas características particulares quanto à organização social, costumes, crenças, valores e tradições. Assim, o Estatuto da Criança e do Adolescente, por sua vez, tem o mérito de ser um importante instrumento de defesa e promoção dos direitos das crianças e adolescentes principalmente contra qualquer tipo de abuso, como violência sexual, trabalho infantil, violência dos pais e garantia do direito a ter uma família, serviços educacionais adequados, inclusive aos deficientes, serviços de saúde e outros serviços.
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Psicol. cienc. prof.  vol.28 número4

Psicol. cienc. prof. vol.28 número4

Resumo: Baseados na Constituição de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Interlagos (CEDECA Interlagos) traz um relato de experiência de uma metodologia alternativa de acompanhamento de adolescentes inseridos em medidas socioeducativas em meio aberto na região da Capela do Socorro e Parelheiros. Essa proposta utiliza o futebol como meio que possibilita ao adolescente refletir sobre sua realidade e suas práticas cotidianas, reconhecendo suas possibilidades de se desenvolver como sujeito de direito e de se tornar protagonista no que diz respeito às ações que busquem sua promoção social e a construção e o exercício da cidadania ativa. É possível observar que, com esse tipo de linguagem, mais próximo do desejo desses jovens, os mesmos atribuem um novo sentido ao acompanhamento a que foram submetidos. Na lógica socioeducativa, procuram superar obstáculos no sentido de buscar cada vez mais seu protagonismo, sua autoria, para reafirmar o que o ato infracional revelou, que é a busca por ser sujeito.
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O Estatuto da Criança e do Adolescente em discursos autoritários.

O Estatuto da Criança e do Adolescente em discursos autoritários.

No Capítulo I transcrevemos dois discursos que revelam o grande avanço da consciência nacional nesta área. [...] O Capítulo 2 transcreve: (a) um artigo profético em defesa da causa da criança à condição de meta-síntese da nova Administração Federal; (b) a seminal Carta à Nação Brasileira, do Congresso da Frente Nacional de Defesa dos Direitos da Criança (FNDdC), realizado em outubro de 1986, antes portanto da eleição da Assembléia Nacional Constituinte; (c) os textos constitucionais consagradores do novo direito propugnado na Carta. [...] O Capítulo seguinte apresenta textos que ajudam a compreensão da grande mudança − verdadeira mutação − representada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente: seus aspectos civilizatório, social, jurídico, judiciário e político administrativo em nível municipal [...]. (COSTA; RIVERA, 1990, p. 9).
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Open A mercantilização do trabalho juvenil pela via dos contratos de aprendizagem

Open A mercantilização do trabalho juvenil pela via dos contratos de aprendizagem

É na Inglaterra, após os primeiros momentos da Revolução Industrial, quando se deslocou a massa de trabalhadores dos campos para as cidades, submetendo ao trabalho nas fábricas mulheres e crianças, sem distinção alguma, que surgem as primeiras medidas de regulamentação desta situação do trabalho. Em 1802, é publicado o chamado Moral and Health act, cujos destinatários foram os trabalhadores da indústria de lã e algodão. Esta lei, em resumo, trazia a limitação da jornada de trabalho em 12 horas e proibia o trabalho noturno dos menores de 13 anos nas oficinas e povoados e estendendo-se às cidades, constituindo-se, assim, um marco para a proteção do trabalho infanto- juvenil na região. No cenário da Revolução Industrial na Inglaterra, observa-se que o modo de produção capitalista tornou-se tão dependente do trabalho infanto- juvenil que em momentos de crise econômica, este passou a competir com o emprego adulto. Isso levou ao surgimento de propostas concretas de proteção ao trabalho da criança e do adolescente, culminando com a edição do edito supra citado. Cabe anotar que a maior parte dos autores que tratam das relações de trabalho e do direito do trabalho elegem o “Moral and Health act” como um marco na construção da defesa do trabalho infanto- juvenil. Em 1878, ainda na Inglaterra, várias leis foram editadas visando regulamentar a situação do trabalho infanto- juvenil praticado em locais perigosos e em idade muito aquém do já estabelecido, fortalecendo a idéia de proteção neste país. Apontando, neste caso, para uma responsabilização do dono do estabelecimento e dos pais, quando da prática irregular do trabalho tratado (OLIVEIRA, 2009; BARBUGIANI, 2009; BARROS, 2008; ROCHA, 2004; MARTINS, 2008; SANTOS, 2008; GOMES et al, 2007; TUTTLE, 1999; CARVALHO, 2003; RIZZINI, 2004).
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DISSERTAÇÃO DE MESTRADO NA ÁREA DE CONCENTRAÇÃO DE DIREITO DAS RELAÇÕES SOCIAIS SUB-ÁREA DE DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS FACULDADE DE DIREITO DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO – PUCSP

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO NA ÁREA DE CONCENTRAÇÃO DE DIREITO DAS RELAÇÕES SOCIAIS SUB-ÁREA DE DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS FACULDADE DE DIREITO DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO – PUCSP

A principal diferença entre o novo Estatuto da Criança e do Adolescente e o antigo Código de Menores diz respeito à base da doutrina utilizada por cada um. O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura os direitos de todas as crianças e adolescentes, sem qualquer discriminação, considerando-os como pessoas em peculiar condição de desenvolvimento, enquanto o Código de Menores apresentava o ‘direito tutelar do menor’, objeto de medidas judiciais quando a criança ou o adolescente se encontrava em situação irregular, nos termos daquela lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente é um instrumento de desenvolvimento social, que garante a proteção especial a uma parte da população considerada mais vulnerável. Já o Código de Menores era um instrumento de controle social dirigido às vítimas de omissões e transgressões da família, sociedade e Estado 253 . Tratou-se, com efeito, de um avanço em prol da defesa dos direitos das crianças.
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Serv. Soc. Soc.  número101

Serv. Soc. Soc. número101

1999 o Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (FEDDCA-SP) vem construindo a propos- ta da conferência lúdica, no qual o intuito é que não apenas sejam aplicadas metodo- logias para garantir a participação dos meninos e meninas, mas que eles sejam efetivamente ouvidos e considerados, legi- timando suas avaliações e proposituras. Nos anos seguintes, realizamos duas con- ferências lúdicas estaduais independentes, no qual adolescentes participaram de ofi - cinas e nessas foram sendo identifi cadas as lideranças que conduziriam todo o proces- so: organização e condução das atividades. A divulgação e a mobilização fi caram por conta dos adultos, mas sob o comando dos jovens líderes. No estado de São Paulo, o Condeca-SP passou a assumir as conferên- cias lúdicas, mas alterando a metodologia do FEDDCA-SP. Pudemos, contudo, ga- rantir que nesse ano duas de suas diretrizes priorizadas pelos adolescentes fossem au- tomaticamente acolhidas no relatório esta- dual. Cabe aos conselhos criar as resolu- ções para efetivar as deliberações das conferências. Contudo, o que tem ocorrido atualmente na maioria de municípios e estados são miniatividades, mas sem valo- rizar a capacidade expressiva e a particula- ridade da construção de ideias de crianças e adolescentes. A maioria das atividades oferece materiais pedagógicos e os adultos continuam conduzindo todo o processo.
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Dor Músculo-Esquelética na Criança e Adolescente

Dor Músculo-Esquelética na Criança e Adolescente

Concluímos que a dor músculo-esquelética é frequente na criança em idade escolar. O sexo feminino predomina e os membros inferiores são a localização dominante. As repercussões deste sintoma são múltiplas. Interfere nas actividades de vida diária da criança, determina uma mudança no seu estilo de vida, com eventual rejeição da prática de desporto e poderá evoluir para a cronicidade. O peso e o índice de massa corporal foram significativamente superiores nas crianças com dor, mas a sua influência deve- rá ser analisada em estudos prospectivos.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

adolescente que necessite ser abrigado; garantir o atendimento em pequenas unidades; assegurar ambiente favorável ao desenvolvimento da criança e do adolescente, independentemente do tempo de permanência e/ou de suas condições pessoais; orientar adequadamente crianças e adolescentes sobre sua condição de abrigado, observando seu nível de compreensão; garantir cuidados médicos, psicológicos, odontológicos e farmacêuticos; prover vestuário e pertences individuais suficientes e para cada criança e adolescente; os abrigos devem assegurar aos abrigados individualidade, traduzida no uso de objetos e vestuários pessoais; oferecer alimentação suficiente e adequada para ass crianças e adolescentes; manter registros individuais de cada criança e adolescente, da família, dos motivos pelos quais estão abrigados, dos atendimentos recebidos e demais informações, resguardando sua identificação e individualidade; implementar ações sistemáticas para o restabelecimento e/ou preservação dos vínculos familiares; providenciar os documentos necessários para o exercício da cidadania: certidão de nascimento, carteira de identidade etc.; prestar acompanhamento singular e operacionalizado a cada criança e adolescente, por meio de um plano de atendimento; assegurar o acesso às atividades psicopedagógicas e à escolarização, oferecendo oportunidades à profissionalização e iniciação ao mundo do trabalho; promover a freqüência de atividades educacionais, culturais, esportivas e de laser, preferencialmente nos serviços existente na comunidade, possibilitando o convívio social; manter programas de apoio e acompanhamento às crianças e aos adolescentes que saem do abrigo; os abrigos devem funcionar diariamente, em regime de 24 horas ininterruptas, com capacidade de até 20 crianças e adolescentes, de ambos os sexos, na faixa etária de zero a 17 anos e 11 meses; o acolhimento de crianças e adolescentes no abrigo dar-se-á por meio de encaminhamentos feitos pela Vara da Infância e da Juventude e Conselho Tutelar, bem como por meio de outras entidades de atendimento às crianças e adolescentes (nos casos
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Raquialgia na Criança e Adolescente: estudo epidemiológico

Raquialgia na Criança e Adolescente: estudo epidemiológico

não foi severa, ocorrendo em média para duas acti- vidades. Todavia, tem uma tendência para agravar-se com o avançar da idade. Este factor parece estar em consonância com o descri- to por Taimela, que tam- bém encontrou a tendên- cia para a raquialgia ser de maior intensidade e com maiores repercussões na criança mais velha 6 .

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Desenho da política dos direitos da criança e do adolescente.

Desenho da política dos direitos da criança e do adolescente.

A organização da sociedade para a efetivação dessas medidas foi prevista através da organização de conselhos paritários (mesmo número de representantes do órgãos governamentais e não-governamentais) nos níveis municipal, estadual e federal. Esses conselhos são constituídos principalmente para a elaboração e a fiscalização das políticas sociais nessa área. Pela crescente implantação de espaços públicos de decisão e pelos enraizados vícios da administração pública brasileira, a conscientização da comunidade na formação desses Conselhos é indispensável. A participação da sociedade civil local precisa ser estimulada para influenciar efetivamente na formulação, no acompanhamento e na avaliação dos serviços públicos locais dirigidos à criança e ao adolescente.
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Direitos da criança e do adolescente: um debate necessário.

Direitos da criança e do adolescente: um debate necessário.

Por iniciativa da delegação da Polônia, em 1978, e para dar força de lei aos direitos da criança, a ONU constituiu, em 1979, um Grupo de Trabalho (Working Group on the Question of a Convention on the Rights of the Child) para dar início à elaboração do pré-texto da Convenção, que foi debatido durante 10 anos. Adotada por unanimidade pela Assembleia Geral, em 20 de novembro de 1989, a Convenção sobre os Direitos da Criança foi aberta para ratificação em 26 de janeiro de 1990 e entrou em vigor em 2 de setembro do mesmo ano, significando que cada Estado Parte da CDC assumia o compromisso de construir uma ordem legal interna voltada para a sua efetivação. O Brasil ratificou a CDC em 20 de setembro de 1990 2 .
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Princípio do melhor interesse da criança: construção teórica e aplicação prática...

Princípio do melhor interesse da criança: construção teórica e aplicação prática...

O melhor interesse pode ser comparado com a dignidade da pessoa humana, podendo ambos ser vistos como valores e princípios. E isso porque crianças e adolescentes são pessoas humanas, devendo ser colocadas no centro do ordenamento, aplicando-se a elas o princípio da dignidade. Além disso, em caso de conflitos envolvendo a dignidade humana de um adulto e a de uma criança ou adolescente, é a dos últimos que prevalecerá, e isso como consequência da aplicação do princípio do melhor interesse. Isso se dá porque tanto a CF quanto a legislação infraconstitucional os alçou à posição de primazia no ordenamento. Assim, caso os princípios do direito pátrio fossem escalonados de forma piramidal, no topo estaria a dignidade da pessoa humana, seguida do princípio do melhor interesse. Após, viria a camada dos demais princípios. O melhor interesse pairaria acima dos demais porque a própria CF assim o determinou.
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Diana 2016 RELATÓRIO  Agressivos 1 6

Diana 2016 RELATÓRIO Agressivos 1 6

A criança e o adolescente podem expressar comportamentos agressivos por diversos fatores entre os quais: querer receber ou chamar atenção para si; expressar as suas dificuldades de adaptação ou de compreensão do mundo em que vive; ser compreendida na sua maneira peculiar e simples de ser; expressar sentimentos de raiva legítimos por causas reais e imediatas; expressar sentimentos de raiva legítimos por causas conhecidas ou não, de factos já acontecidos e não assimilados; expressar sentimentos de insegurança, inferioridade, baixa autoestima; expressar a sua ansiedade por não entender o funcionamento do esquema social em casa, na escola, onde quer que ela viva; expressar sentimentos de rejeição, devido a ninguém lhe dar a devida atenção ou valor; expressar a sua inabilidade em expressar os seus profundos e verdadeiros sentimentos com relação às pessoas e situações; expressar identificação com a figura paterna ou materna repetindo comportamentos agressivos que observa constantemente; expressar ciúmes em situações que envolvam irmãos ou pessoas com as quais tenha que dividir a atenção e o amor dos pais; autoafirmar-se em situações que envolvam disputas de poder: no lar, entre irmãos ou na escola, entre os colegas (Locatelli, 2004, p. 59-60 citado por Gagliotto et al., 2012).
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Estudo sobre a violência doméstica contra a criança em unidades básicas de saúde do município de São Paulo - Brasil

Estudo sobre a violência doméstica contra a criança em unidades básicas de saúde do município de São Paulo - Brasil

Objetivo: Saber como profissionais da Estratégia Saúde da Família atuam ao se deparar com situações de violência doméstica contra a criança. Método: Trata-se de estudo qualitativo de investigação, rea- lizado por meio de entrevista do tipo semidirigido. A pesquisa desenvolveu-se na cidade de São Paulo, em cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cinco regiões. Foram entrevistados 21 profissionais e uti- lizou-se a análise de conteúdo temática. Resultados: A análise temática apontou quatro categorias: iden- tificação da violência doméstica; tipos de violência doméstica; dificuldades no atendimento em situa- ções de violência doméstica e ações profissionais diante da violência doméstica. A identificação da violência aconteceu em visitas que os profissionais realizaram na comunidade, em especial, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), sendo corroborada em consulta clínica, mediante observação e exame físico da criança. Uma das ações mais presentes no discurso dos profissionais é a de encaminhamento da criança vitimizada ao Conselho Tutelar. Conclusões: Os resultados refletem uma realidade da Atenção Bá- sica em Saúde que gera angústia nos profissionais, que se sentem despreparados e desprotegidos para atender e resolver demandas de crianças vítimas por violência doméstica. Constatou-se que o Sistema Úni- co de Saúde/Estratégia Saúde da Família (SUS/ESF) tem de avançar no atendimento dessas situações. A intersetorialidade, a integralidade e a resolutividade foram mencionadas pelos entrevistados, evidencian- do lacunas geradoras de sofrimento, que precisam ser reencaminhadas aos órgãos competentes. Palavras-chave: Violência Doméstica; Estratégia Saúde da Família; Saúde da Criança; Análise de Conteúdo Temática; Violência na Família; Maus- tratos infantis.
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