Desenvolvimento sustentável - Amazônia

Top PDF Desenvolvimento sustentável - Amazônia:

Repositório Institucional da UFPA: Certificações socioambientais: desenvolvimento sustentável e competitividade da indústria mineira na Amazônia

Repositório Institucional da UFPA: Certificações socioambientais: desenvolvimento sustentável e competitividade da indústria mineira na Amazônia

“Imagine uma empresa como a nossa, com atuação na Amazônia, ou em áreas sensíveis como o Pantanal, se apresentar ao mercado internacional e não demonstrar que opera com qualidade ambiental e social. (...) Muito se tem falado sobre o desenvolvimento sustentável, expressão cunhada a partir da ECO 92 e que de forma genérica quer dizer que é preciso garantir para as gerações futuras, no mínimo, a qualidade de vida e meio ambiente presentes. Parece que tem um erro aqui: trazendo isso para o mundo dos negócios da Vale, eu tenho dito que nós devemos garantir para o acionista de amanhã, no mínimo, os resultados alcançados pelo acionista de hoje. Isso significa que não podemos lucrar hoje, deixando um passivo ambiental para amanhã, na medida em que isso destruiria o valor da empresa e, conseqüentemente, dos acionistas, que são os nossos patrões e donos da empresa” (Maurício José Lima, diretor de Gestão Ambiental e Territorial da Vale, entrevista publicada na revista Brasil Mineral – n.217 Edição Especial – A Mineração e o Meio Ambiente)
Mostrar mais

21 Ler mais

O ICMS-E nos estados da Amazônia: um instrumento de incentivo ao desenvolvimento sustentável

O ICMS-E nos estados da Amazônia: um instrumento de incentivo ao desenvolvimento sustentável

A região da Amazônia Legal no Brasil compõe- se de nove estados, cuja extensão territorial é mais da metade de todo o território nacional, tendo o seu bioma como fundamental para a melhor qualidade de vida no mundo. Este artigo buscou averiguar, dentre os estados que compõem essa região, quais adotaram e implementaram o ICMS-E em suas políticas públicas, e em que medida seus critérios podem ser conceitualmente correlacionados ao desenvolvimento sustentável. Como resultado, verifi cou-se que dos nove estados da Amazônia Legal, cinco já adotaram esse instrumento baseado no princípio do protetor-benefi ciário, apresentando, em sua maioria, incentivo para que seus municípios promovam uma melhor gestão do meio ambiente. Observou-se também que seus critérios são correlacionáveis ao conceito do desenvolvimento sustentável.
Mostrar mais

20 Ler mais

Análise integrada do uso e aptidão agrícola dos solos na Amazônia Legal visando o desenvolvimento sustentável

Análise integrada do uso e aptidão agrícola dos solos na Amazônia Legal visando o desenvolvimento sustentável

O avanço da fronteira agrícola sobre áreas de floresta e cerrado na Amazônia Legal gera uma série de impactos negativos ao meio ambiente tais como desmatamento e queimadas. O conflito entre o avanço da fronteira agrícola, traduzido pelo binômio gado-soja, e a preservação de áreas de floresta e cerrado se estabelece como tema central no debate sobre desenvolvimento sustentável para a área de estudo. Este trabalho apresenta uma análise integrada do uso e cobertura atual da terra com a aptidão agrícola dos solos na Microrregião do Norte Araguaia no Estado do Mato Grosso. Além dos planos de informações supracitados, foram incluídos nesta análise outros planos cartográficos como Áreas Legalmente Protegidas e Áreas Prioritárias para Conservação. A análise integrada é realizada através de técnicas de geoprocessamento onde os planos de informações cartográficas são cruzados em um ambiente georreferenciado, ou seja, localizados no espaço através de um sistema de coordenadas conhecido. O mapa de uso de cobertura da terra permite verificar as áreas alteradas pelo avanço da fronteira agrícola e identificar áreas remanescentes de vegetação original. Assim, através da análise integrada se propõem critérios para restringir o avanço da fronteira agrícola e preservar as áreas remanescentes de vegetação na área de estudo, a Microrregião do Norte Araguaia. Os resultados identificam áreas que poderiam ser destinadas à conservação da cobertura vegetal remanescente, que totalizam mais de 4,1 milhões de hectares de florestas e cerrados em áreas de expansão da fronteira agrícola. Coincidentemente, mais da metade destas áreas apresentam solos com pouca ou nenhuma aptidão agrícola. O mapa final apresentado trata de identificar essas áreas espacialmente e estabelecer critérios para sua ocupação.
Mostrar mais

84 Ler mais

Certificações socioambientais: desenvolvimento sustentável e competitividade da indústria mineira na Amazônia.

Certificações socioambientais: desenvolvimento sustentável e competitividade da indústria mineira na Amazônia.

“Imagine uma empresa como a nossa, com atuação na Amazônia, ou em áreas sensíveis como o Pantanal, se apresentar ao mercado internacional e não demonstrar que opera com qualidade ambiental e social. (...) Muito se tem falado sobre o desenvolvimento sustentável, expressão cunhada a partir da ECO 92 e que de forma genérica quer dizer que é preciso garantir para as gerações futuras, no mínimo, a qualidade de vida e meio ambiente presentes. Parece que tem um erro aqui: trazendo isso para o mundo dos negócios da Vale, eu tenho dito que nós devemos garantir para o acionista de amanhã, no mínimo, os resultados alcançados pelo acionista de hoje. Isso significa que não podemos lucrar hoje, deixando um passivo ambiental para amanhã, na medida em que isso destruiria o valor da empresa e, conseqüentemente, dos acionistas, que são os nossos patrões e donos da empresa” (Maurício José Lima, diretor de Gestão Ambiental e Territorial da Vale, entrevista publicada na revista Brasil Mineral – n.217 Edição Especial – A Mineração e o Meio Ambiente)
Mostrar mais

21 Ler mais

Desenvolvimento sustentável na Amazônia: uma nova abordagem do dendê com o aproveitamento...

Desenvolvimento sustentável na Amazônia: uma nova abordagem do dendê com o aproveitamento...

Este trabalho analisa a possibilidade de plantio sustentável de dendê (Elaeis guineensis) e o uso de sua biomassa residual como combustível em uma usina termelétrica para o provimento de energia elétrica em parte do Sistema Isolado, ao sul do Estado de Roraima. Para isso são conjugadas: a análise financeira, os aspectos sociais e as questões ambientais. Parte-se da definição das áreas necessárias para o plantio do dendê e para a instalação da indústria de extração dos óleos de palma e palmiste, associada a uma usina termelétrica movida à biomassa residual de dendê. Em seguida, procede-se a análise financeira, na qual é considerada a venda dos óleos de palma e de palmiste para a indústria alimentícia e de cosméticos, enquanto a biomassa residual (cachos de frutas vazios, cascas e fibras) é utilizada como combustível um uma usina termelétrica de 10MW de potência. A análise conjunta destas atividades indica que é possível obter uma taxa interna de retorno próxima a 16,71% ao ano e um valor presente líquido de R$ 46,9 milhões quando utilizada uma taxa de desconto de 15% ao ano, para um investimento total de R$ 491,5 milhões. Pelo fato de a região analisada estar localizada no Sistema Isolado, foi incorporado ao fluxo de caixa a sub-rogação dos benefícios da Conta Consumo de Combustível. Além de provar-se economicamente viável, no quesito ambiental, o trabalho realiza uma análise quantitativa da redução de emissões de gases de efeito estufa decorrente da substituição das termelétricas a óleo Diesel prevalentes na região pela biomassa residual do dendê. Tal plantio resulta em uma redução de aproximadamente 444 mil toneladas de CO 2 , assim como promove a recuperação de
Mostrar mais

159 Ler mais

Amazônia, UNASUL e desenvolvimento sustentável: o papel do Brasil (2003-2010)

Amazônia, UNASUL e desenvolvimento sustentável: o papel do Brasil (2003-2010)

O crescimento significativo dos países da América do Sul no período em estudo, concomitante com o aprofundamento do processo de globalização, colocou em evidência a região frente às novas propostas globais nas questões sociais, econômicas e ambientais. Os desafios para a melhor inserção das nações da América do Sul no mundo atual demandam melhorias em todas as esferas, tanto sócio-econômicas e ambientais como de conhecimento e também de uma maior aproximação entre elas. Este estudo visa analisar os desafios presentes no processo de conformação da União das Nações Sul-americanas (UNASUL) originada em 2004 e suas possibilidades para a melhoria social, política, econômica e ambiental da América do Sul e a influência direta do Brasil neste processo, seja positivo ou negativo. No meio desse processo importa considerar a problemática da Amazônia, com suas demandas e recursos. Ela não é uma fronteira natural, mas sim uma sub-região a ser inserida no processo da construção homogênea da região que é a América do Sul. A necessidade de utilizar tão imensa sub-região pode conflitar com a obrigação de preservar e vigiar o ecossistema amazônico que é muito rico e diverso. Sua necessária preservação seria inviável seguindo tendências impostas pelo neoliberalismo na exploração dos recursos sem limites impostos pelas regras do mercado. Dessa forma, para a pretensa integração ocorrer tem-se o desafio de utilizar de forma sustentável a floresta amazônica criando, simultaneamente, condições favoráveis ao trânsito de pessoas e mercadorias, combinado com melhores condições socioeconômicas.
Mostrar mais

175 Ler mais

DE LAGOS DE VÁRZEA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PESCA NA AMAZÔNIA

DE LAGOS DE VÁRZEA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PESCA NA AMAZÔNIA

Nesse modelo, programas governamentais de desenvolvimento seriam orientados para aumentar a produtividade da pequena produção varzeira e o fortalecimento da capacidade organizacional. Primeiro, seguindo a lógica da economia do pequeno produtor, programas de extensão incentivariam pequenos produtores a investirem sua renda de pesca em atividades produtivas como sistemas anuais intensivos, sistemas agroflorestais, a pequena criação, e especialmente sistemas integrados envolvendo espécies aquáticas e terrestres. Com a capitalização dos pequenos produtores, o crescimento da renda familiar viria cada vez mais de atividades produtivas em vez da pesca. Segundo, extensionistas do governo trabalhariam com grupos de pequenos produtores a fim de criar organizações coletivas para manejar a pesca e comercializar a produção. Através dessas organizações, comunidades poderiam investir na infra-estrutura local: energia elétrica, água tratada, transporte mais adequado, e até em melhorias na qualidade de educação e serviços de saúde, todas as necessidades rurais que governos municipais têm se mostrado incapazes de atender de forma adequada e consistente.
Mostrar mais

23 Ler mais

Controle biológico de moscas-das-frutas na Amazônia: um caminho para desenvolvimento sustentável da fruticultura

Controle biológico de moscas-das-frutas na Amazônia: um caminho para desenvolvimento sustentável da fruticultura

Myrtaceae (5%) (LIQUIDO et al., 1998). No Brasil, essa espécie foi registrada pela primeira vez no estado de São Paulo, em 1901, sendo um dos mais antigos registros de uma espécie invasora exótica no país (ZUCCHI, 2001). Ocorre em 22 das 27 unidades da federação (associada a 84 hospedeiros, de 25 famílias botânicas), mais comumente nas regiões Sudeste e Sul do Brasil (ZUCCHI, 2012). Na Amazônia brasileira já foi assinalada no Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins. Está associada a apenas três espécies de hospedeiros na região: acerola, carambola e goiaba. Portanto, a ocorrência de C. capitata na Amazônia brasileira ainda não está elucidada, especialmente quanto à sua distribuição e colonização de hospedeiros. Entretanto, tudo indica que sua invasão é recente e está ocorrendo gradativamente. Nos estados do Amapá e Roraima essa espécie ainda não foi detectada, embora levantamentos com armadilhas Jackson com trimedlure tenham sido realizados (SILVA et al., 2011b).
Mostrar mais

10 Ler mais

ONGs, expertise e o mercado do desenvolvimento sustentável: a certificação florestal na Amazônia brasilei

ONGs, expertise e o mercado do desenvolvimento sustentável: a certificação florestal na Amazônia brasilei

O leque de cursos oferecidos pela Fundação amplia-se a partir de 2000, na segunda fase, que é apoiada pelo projeto financiado por ProManejo, USAID e Caterpillar. Nesse momento teremos a oferta de cursos que podem ser considerados como extremamente específicos 19 , mas também aqueles mais abrangentes, como o de “Educação em Manejo Florestal para Tomadores de Decisão” (FFT, 2001, p. 4). As informações sobre o primeiro ano do projeto indicam que o perfil dos participantes varia de acordo com a natureza dos cursos. Assim, nos cursos técnicos, o público mais importante é o dos trabalhadores da indústria; no curso de “Educação em Manejo Florestal”, a dominância será de representantes do governo, enquanto no curso de “Gerenciamento de Manejo Florestal-EIR” os representantes de ONGs serão a maioria, provavelmente sob o influxo do apoio do ProManejo ao desenvolvimento de projetos de manejo florestal comunitário.
Mostrar mais

29 Ler mais

Desenvolvimento sustentável na Amazônia : um estudo do padrão espacial do desmatamento e do programa bolsa floresta

Desenvolvimento sustentável na Amazônia : um estudo do padrão espacial do desmatamento e do programa bolsa floresta

O primeiro artigo desta Dissertação procura sua inserção nos debates e discussões que tratam de temas como política ambiental, desenvolvimento sustentável, desenvolvimento territorial e legislação florestal, dentro do contexto do desenvolvimento do Estado do Amazonas e, em especial, de um programa de desenvolvimento sustentável em execução no Estado, denominado Programa Bolsa Floresta (PBF). Embora tenha se iniciado há poucos anos, seu perfil (remuneração por serviços ambientais) e sua abordagem territorial parecem dar-lhe um caráter de inovador no que trata da política ambiental na região. Mesmo muito insipiente, ele tem obtido bons resultados na resolução de problemas como o atendimento as populações tradicionais, resolução de conflitos territoriais e na geração de renda. No que tange o segundo artigo o mesmo trata das controvérsias existentes entre o crescimento econômico, desenvolvimento sustentável e proteção ambiental, levantadas a partir de trabalhos como de Grossman e Krueger (1995) que descrevem uma relação existente entre o PIB per capita e a degradação ambiental. Desta forma o presente artigo se propõe a investigar esta relação a partir da identificação de padrões espaciais da variável desmatamento no Estado do Amazonas e assim de forma mais específica investigar a influência da renda sobre o desmatamento, a partir de dois interesses principais (1) testar a existência da curva de Kuznets Ambiental, (2) mensurar a importância do programa Bolsa Floresta. Para tanto, foi construído um modelo econométrico com dados em Cross section para o ano de 2009, numa estimação da Curva de Kuznets Ambiental para 62 municípios do Estado do Amazonas. Os resultados obtidos apontam para existência de uma CKA ambiental no Amazonas com presença de dois clusters espaciais.
Mostrar mais

63 Ler mais

DE LAGOS DE VÁRZEA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PESCA NA AMAZÔNIA

DE LAGOS DE VÁRZEA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA PESCA NA AMAZÔNIA

O segundo ponto em relação ao papel de reservas de lago como unidade de manejo é o seu potencial para manejar outras espécies da várzea. A esse respeito, um dos aspectos mais importantes da reserva de lago é a integração simultânea dos principais componentes do ecossistema de várzea e os principais recursos e atividades econômicas da região ribeirinha (Fig. 4). Os três principais ambientes da várzea, a floresta da restinga, os campos inundados, e os lagos e canais permanentes são também os focos das principais atividades econômicas da várzea. As comunidades ribeirinhas estão localizadas nas restingas, onde são realizadas a maioria das atividades agrícolas, enquanto a pecuária é praticada nos campos sazonalmente inundados. A maior parte das atividades de pesca na várzea está voltada para os lagos ao invés do rio. A pesca, então, é apenas uma parte do complexo de atividades que explora os principais hábitats da várzea. Como a produtividade da pesca de várzea é intimamente associada ao status dos hábitats dos lagos, a reserva de lago internaliza muitas das conseqüências positivas e negativas das práticas locais de uso do solo. Como um modelo de manejo, a reserva de lago, então, fornece uma estrutura para avaliar os impactos de atividades individuais sobre outros componentes do sistema de reserva de lagos, e dessa maneira facilita o desenvolvimento de sistemas de manejo que levam em conta as complexas interações entre recursos naturais, hábitats e atividades econômicas (Junk, 1989; Bayley, 1995a; Goulding, 1993-1996; Sparks, 1995).
Mostrar mais

23 Ler mais

PLANO AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL E DESENVOLVIMENTO DESIGUAL

PLANO AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL E DESENVOLVIMENTO DESIGUAL

Pressupõe-se que em todos os planos desenvolvimentistas no Brasil foram expressas concepções positivistas e neopositivistas acerca de desenvolvimento. No caso específico do PAS, além de traços teóricos comuns a planos anteriores, é marcante a reivindicação de um dito modelo de desenvolvimento sustentável, cujos fundamentos foram consoli- dados no contexto de transformações na economia mundial, a partir da década de 1970. Identificam-se duas grandes linhas de interpretação que se relacionam ao desen- volvimento econômico na Amazônia: por um lado, as referenciadas, de forma mais ou menos explícita, em concepções positivistas e neopositivistas. Estão expressas em textos de governos e de autores que têm por referência principal o liberalismo ou o keynesianismo. Considera-se que estas visões não permitem distinguir essência e aparência dos fenômenos. Por outro lado, há as interpretações que se fundamentam principalmente na Economia Política Crítica e na Geografia Política. Este artigo alinha-se a essa segunda perspectiva.
Mostrar mais

16 Ler mais

Plano amazônia sustentável e desenvolvimento desigual1.

Plano amazônia sustentável e desenvolvimento desigual1.

Pressupõe-se que em todos os planos desenvolvimentistas no Brasil foram expressas concepções positivistas e neopositivistas acerca de desenvolvimento. No caso específico do PAS, além de traços teóricos comuns a planos anteriores, é marcante a reivindicação de um dito modelo de desenvolvimento sustentável, cujos fundamentos foram consoli- dados no contexto de transformações na economia mundial, a partir da década de 1970. Identificam-se duas grandes linhas de interpretação que se relacionam ao desen- volvimento econômico na Amazônia: por um lado, as referenciadas, de forma mais ou menos explícita, em concepções positivistas e neopositivistas. Estão expressas em textos de governos e de autores que têm por referência principal o liberalismo ou o keynesianismo. Considera-se que estas visões não permitem distinguir essência e aparência dos fenômenos. Por outro lado, há as interpretações que se fundamentam principalmente na Economia Política Crítica e na Geografia Política. Este artigo alinha-se a essa segunda perspectiva.
Mostrar mais

16 Ler mais

O empreendedorismo sustentável na Amazônia

O empreendedorismo sustentável na Amazônia

A partir do Protocolo de Quioto foram estabelecidos mecanismos de flexibilização, dentre eles o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL /Art.12 do Protocolo. Em síntese, a proposta pontuava que cada tonelada de gás carbônico que não fosse emitida, ou fosse retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento, poderia ser negociada no mercado mundial, criando um novo atrativo para a redução das emissões globais. As empresas que não conseguissem (ou não desejassem) reduzir suas emissões poderiam comprar Certificados de Emissões Reduzidas (CER) em países em desenvolvimento e usá-los para cumprir suas obrigações. Os países em desenvolvimento, por sua vez, deveriam utilizar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para promover o Desenvolvimento Sustentável.
Mostrar mais

90 Ler mais

Desenvolvimento social e empresarial no Estado do Pará: um estudo de caso da POEMATEC- comércio de tecnologia sustentável para a Amazônia

Desenvolvimento social e empresarial no Estado do Pará: um estudo de caso da POEMATEC- comércio de tecnologia sustentável para a Amazônia

Citando Souza (1993), Oliveira e Lima (2007, p. 18), observam que o debate em torno dos limites e possibilidades dos modelos de desenvolvimento em questão estão baseados nos pressupostos epistemológicos dos economistas à “La Marx” e dos economistas de viés mais “economicistas”, deste modo, o desenvolvimento para os primeiros envolve a evolução quanti-qualitativa dos produtos e dos cidadãos; enquanto para o segundo grupo de estudiosos, o desenvolvimento, inclusive o sustentável, estaria ligado ao crescimento exponencial dos produtos internos dos países e também ao desenvolvimento de novas formas de exploração dos recursos naturais, mas de maneira extremamente sustentável; porém, isto não constitui-se como suficiente, uma vez que há de se tornar o desenvolvimento sustentável, não um modismo, mas uma forma de se compreender e de se refazer a interação dos homens com o meio ambiente; entendendo, que o homem é parte integrante do referido meio.
Mostrar mais

89 Ler mais

Estud. av.  vol.15 número43

Estud. av. vol.15 número43

Se um desenvolvimento sustentável pressupõe todos esses pontos na Amazônia, implica também que não se faça dos Cerrados o escoadouro dos pro- blemas, à custa da perda de sua diversidade biológica (um terço do total brasileiro) ou de seus serviços naturais, principalmente com a erosão do solo e comprome- timento das suas bacias hidrográficas, que dão origem ou alimentam as três grandes bacias brasileiras (amazônica, Paraná-Paraguai e São Francisco), além de serem vitais para os grandes aqüíferos subterrâneos.

10 Ler mais

Universidade Federal do Pará Núcleo de Meio Ambiente Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia Ana Luiza Violato Espada

Universidade Federal do Pará Núcleo de Meio Ambiente Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia Ana Luiza Violato Espada

Nesta dissertação analisou-se a contribuição da parceria no manejo florestal comunitário para a gestão de recursos naturais e desenvolvimento local em florestas públicas da Amazônia brasileira. Os objetivos específicos foram compreender os mecanismos de funcionamento das parcerias e como elas influenciam na implementação do manejo florestal comunitário em florestas públicas; compreender se existem relações desiguais de poder nas parcerias e se os parceiros lançam mão de mecanismos para compensar tal desequilíbrio; e analisar os benefícios que as parcerias aportam na implementação e consolidação do manejo florestal comunitário, propondo recomendações para a busca do desenvolvimento local pautado na gestão dos recursos naturais. Os conceitos teóricos que fundamentam o estudo são da governança ambiental, parceria e desenvolvimento local por envolverem diferentes atores atuando de forma sinérgica para a promoção da melhoria da qualidade de vida, bem-estar social e uso sustentável dos recursos naturais. A metodologia foi baseada em um estudo de caso único de uma cooperativa comunitária que executa manejo florestal na Floresta Nacional do Tapajós, região oeste do Pará. Os resultados revelam que o manejo florestal comunitário nesta floresta pública foi implementado e aprimorado a partir de uma rede de parceiros envolvendo governo, sociedade civil organizada, empresa, universidade e comunidades locais. Mostram, ainda, que existem relações desiguais de poder nas relações entre os parceiros e inexiste uma estratégia para as parcerias, enfraquecendo o capital social estabelecido. Mesmo assim, as parcerias contribuem para a formatação da gestão coletiva dos recursos florestais, a qual se mostra eficiente e qualificada, ao permitir a geração de trabalho, renda e aperfeiçoamento técnico e profissionalizante dos moradores da floresta. O modelo de gestão do manejo florestal comunitário na Floresta Nacional do Tapajós é referência nacional e internacional, sendo fruto da atuação de diversos parceiros institucionais, políticos e técnicos e que promovem, cada um com sua expertise, as bases para o desenvolvimento local do oeste do Pará, Amazônia.
Mostrar mais

151 Ler mais

Amazônia legal: propostas para uma exploração agrícola sustentável (sumário executivo)

Amazônia legal: propostas para uma exploração agrícola sustentável (sumário executivo)

Há mais de cinco séculos, com a chegada dos exploradores europeus, os projetos de exploração come- çaram, mas foi durante o século XX que aumentaram conflitos entre a ocupação e a posse de terra por migrantes, populações indígenas e tradicionais e a preservação de riquezas naturais. Estes conflitos ainda não terminaram, porém cada vez mais se tem dado importância à conservação do bioma Amazônia e ao seu uso sustentável pelas populações tradicionais e pelos produtores que detêm a posse desta floresta tropical. Além do mais, o desmatamento acumulado, que era inferior a 1% do território amazônico até o início da década de 1970, atingiu quase 19% deste território em 2013 (cerca de 76 milhões de hectares).
Mostrar mais

34 Ler mais

Cinco Sentidos

Cinco Sentidos

As terminologias são diversas, como por ex.: Educação Sustentável; Educação para o Desenvolvimento Sustentável; Educação para o Ambiente; Educação para a Conservação; Educação Ecológica; Educação para a Biodiversidade; Educação para a Cidadania; entre outras, sendo portanto importante associar o conceito a cada terminologia como forma de clarifi cação e, como considera Edgar Gonzalez Gaudiano (2006: 213), os conceitos servem para nos simplifi car o processo na organização das nossas ideias, e afi rma que “com os conceitos construímos a realidade que pensamos, como a representamos, como a delimi- tamos”. Contudo há que ter em conta as palavras de Edgar Morin, “é preciso aceitar uma certa imprecisão e uma imprecisão certa, não apenas nos fenómenos, mas também nos conceitos” (cit por Cangueiro, 2006: 27).
Mostrar mais

10 Ler mais

Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, Perfil de Engenharia de Sistemas Ambientais

Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Engenharia do Ambiente, Perfil de Engenharia de Sistemas Ambientais

Historicamente, as barragens têm-se mostrado muitas vezes ineficazes na promoção de desenvolvimento local (WCD, 2000). Em Portugal, muitas das grandes barragens mais antigas estão localizadas em algumas das regiões mais pobres do país, muito poucas promoveram qualquer desenvolvimento local significativo, em algumas (p.e. Vilarinho das Furnas) os conflitos subsistem até aos dias de hoje entre os habitantes desalojados e o Estado Português. Muitas das barragens do PNBEPH originaram uma oposição frontal entre as populações locais e as autoridades, porque representam riscos inaceitáveis, perturbam uma forma de vida estabelecida ou porque impendem verdadeiros projetos de desenvolvimento local. Em suma, a política de grandes barragens é insustentável: é socialmente nociva (impede projetos de desenvolvimento local e destrói património único), é nociva para o ambiente (destruição de ecossistemas aquáticos e raros) e é economicamente não rentável, havendo melhores alternativas para atingir os objetivos propostos (Melo, 2009).
Mostrar mais

195 Ler mais

Show all 10000 documents...