Didáctica da língua portuguesa

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A promoção da leitura no âmbito da didáctica da língua portuguesa

A promoção da leitura no âmbito da didáctica da língua portuguesa

A leitura faz parte da nossa narrativa e, através dela, conhecemo-nos a nós próprios e aos outros. Este aspeto enquadra-se na problemática da identidade que se constrói com hábitos leitores, não sendo possível na sociedade do presente viver de forma autónoma sem ler. Referimo-nos, evidentemente, à leitura numa perspetiva de conhecer para interagir, de forma interventiva, na sociedade. Ora, como profissionais de ensino, entendemos que a nossa responsabilidade é acrescida, já que reconhecemos que a escola desempenha um papel imprescindível na aprendizagem da linguagem escrita. Ao contrário da língua oral, que a criança adquire no contexto familiar natural e espontaneamente, o domínio da escrita exige o ensino explícito e sistematizado do professor e a vontade consciente de aprender do aluno. Se a criança aprende a falar em família, a escola assume-se, por excelência, como o palco de ensino/aprendizagem da leitura.
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Para uma didáctica mais eficiente da língua portuguesa em Moçambique: como ensinar a língua portuguesa a jovens e adultos do curso nocturno da Escola Secundária da Maxaquene - Maputo

Para uma didáctica mais eficiente da língua portuguesa em Moçambique: como ensinar a língua portuguesa a jovens e adultos do curso nocturno da Escola Secundária da Maxaquene - Maputo

Relativamente à esta questão, julgamos que, caso não se pense na situação linguística das crianças, o modelo proposto por Ribeiro, Fátima (2005) não funcionará para as crianças urbanas que, como é bem sabido, nas últimas décadas são monolingues, dado que os pais se esforçam para lhes ensinar o português desde tenra idade, que é língua de comunicação, oficial, de instrução, e nacional, em detrimento das suas línguas maternas. Achamos também que, assim sendo, teria que se fazer uma reforma curricular no sistema de ensino, já que o actual começa pela primeira classe (ensino primário, e não inclui, portanto, o ensino pré-primário). Por que razão não pensar primeiro em consciencializar os pais/encarregados de educação sobre a importância do ensino das línguas maternas nas escolas, desde as primeiras classes, pois isso poderia ser uma mais valia para as próprias crianças em termos de conhecimento das línguas (português e línguas bantu) em Moçambique, país “bantófono” por excelência? Este modelo nada refere sobre a formação do educador do pré-primário em termos linguísticos e de formação académica. Mas deveria fazê-lo porque, na nossa opinião, não basta saber falar duas ou três línguas, é necessário que o educador, para crianças com idades até aos 5-6 anos deve utilizar uma metodologia apropriada para lidar com estas crianças.
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A Língua Portuguesa como Língua Segunda na Província do Huambo.

A Língua Portuguesa como Língua Segunda na Província do Huambo.

É de salientar que a importância dada ao conhecimento da língua, especificamente da língua portuguesa, e o papel atribuído à escola na aquisição desse conhecimento está patente nos objectivos curriculares do sistema de ensino. A consecução desses objectivos espelha-se nos níveis de expressão oral e escrita dos alunos ao terminarem a escolaridade obrigatória (6ª classe) e nos consequentes níveis de literacia da população escolar e adulta do país. Á luz destes indicadores e pela análise dos resultados na investigação verificamos que o ensino/aprendizagem da língua portuguesa como língua segunda nesta província ainda não é eficiente, porque os professores ainda não operaram as necessárias mudanças na sua prática lectiva. Efectivamente, o processo de ensino ainda decorre de uma forma muito tradicional, baseado na transmissão de saberes, com metodologias pouco inovadoras e eficazes. O ensino da língua portuguesa assenta numa didáctica de língua materna e não numa didáctica de língua segunda, devidamente adaptada ao perfil dos alunos, ao contexto e às finalidades educativas.
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Contributos da Receita Culinária para a Didáctica do Português Língua Estrangeira

Contributos da Receita Culinária para a Didáctica do Português Língua Estrangeira

Na avaliação do percurso efectuado ressaltam, em nosso entender, os vários contributos que a RC traz para a DPLE, que são de natureza linguístico-discursiva, sociocultural e intercultural, embora haja também algumas limitações a assinalar. Elas decorrem de várias ordens de razões. Por um lado, presencia-se actualmente, pelas NTICs, “uma explosão de novos gêneros e novas formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita” (Marcuschi, 2002:1) e, em consequência, um fenómeno constante de intergenericidade, que não pudemos considerar de forma global. Por outro lado, apenas considerámos RCs de Portugal Continental e Ilhas, sem considerar as tradições e práticas gastronómicas dos outros países de Língua Portuguesa. Finalmente, uma parte das propostas, a mais numerosa, não pôde ser objecto de uma avaliação efectiva do seu grau de produtividade, dado não ter sido efectivamente experimentada em sala de aula.
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Elogios da Língua Portuguesa

Elogios da Língua Portuguesa

A moda do francesismo está ridicularizada, como é do conhecimento geral, num episódio do Hissope, mas é de Filinto Elísio que lhe vem o grande ataque, principalmente na “Carta a Brito”, no “Arrazoado” e no “Debique”. Aí, as invectivas contra os que adulteram a língua materna e os louvores aos que a cultivaram sucedem-se revelando ao mesmo tempo a criatividade linguística e estilística do autor. A “Carta a Brito”, a mais marcadamente didáctica, imagina, a certa altura, um diálogo com Correia Garção, e noutro momento, põe em cena o Padre António Vieira a falar com um peralta e com Ribeiro. Por sua vez, o “Debique” encena um encontro com Quevedo e um Francelho-Mor, opondo “latiniparlas” a “galiciparlas”. O “Arrazoado” forja, mediante um sufixo verbal frequentativo, uma caricatura da situação presente (59-67):
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MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

Regina Célia Pagliuchi da Silveira (PUC/SP) Maria José Nélo (PUC/SP – UEMA) RESUMO: Esta comunicação trata da representação social em narrativas do cotidiano como crônica, considerada um gênero tipicamente brasileiro. A crônica, na linearidade lingüística, traz a opinião do cronista que representa, de forma avaliativa, o cotidiano do brasileiro versus o marco das cognições sociais. As representações sociais criam estado de coisas físicas ou sociais no mundo, dimensionadas em conhecimentos lingüísticos, enciclopédicas e sócio-cognitivas e enciclopédicas. É nesse processo representacional que se ativa os valores culturais e ideológicos que partem dos conhecimentos sociais para o individual, na interface desses conhecimentos as narrativas de cotidiano trazem representações do humor risível, explicável pelas estratégias cognitivas e interacionais que o ultrapassam na dimensão do “dizer”, da palavra, na medida em que o leitor/interlocutor ao processar a relevância (informação nova) é obrigado a reformular seu contexto cognitivo; nesse sentido, conclui-se que o risível decorre da quebra da expectativa. Esta em língua se compõe o contexto cognitivo, obrigando o processador da informação a reformá-lo, rompe com a expectativa construída pelo locutor, que ao se deparar repentinamente com uma informação reformula seu contexto cognitivo.
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Da língua portuguesa à língua espanhola: uma abordagem ao funcionamento da língua

Da língua portuguesa à língua espanhola: uma abordagem ao funcionamento da língua

A parte A deste trabalho está direccionada para a reflexão de conceitos fundamentais e quase omnipresentes para a prática lectiva de qualquer professor de línguas: a supervisão pedagógica, o manual escolar e o funcionamento da língua. O processo de supervisão pedagógica é um processo fulcral para a construção de saberes e competências inerentes à função docente. Por outro lado, no desempenho das funções de docente, o manual escolar apresenta-se como uma ferramenta de trabalho quase indispensável, talvez por essa razão valha a pena reflectir sobre a sua evolução ao longo do tempo e sobre o seu papel dentro do processo de ensino-aprendizagem. É nessa sequência que apresento uma análise dos manuais A Casa da Língua 7 e Español 1. Essa análise pretenderá aferir se dentro do domínio do funcionamento da língua os manuais seleccionados, um de língua materna e outro de língua estrangeira, dão resposta a uma determinada chave de competências que engloba as dimensões cognitiva, instrumental, de desenvolvimento de valores, criativa, pessoal e discursiva. A activação dessas seis dimensões nos manuais escolares revela-se fulcral no processo de ensino-aprendizagem de uma língua, seja materna, seja estrangeira, pois conduz os alunos a uma aprendizagem que integra a análise e a reflexão sobre a língua. Ao longo da análise que efectuei apresentei algumas ideias/sugestões que poderão colmatar algumas lacunas apresentadas.
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SUMÁRIO. Língua Portuguesa

SUMÁRIO. Língua Portuguesa

Da Organização do Tribunal; Da Ordem do Serviço no Tribunal; Do Processo no Tribunal; Dos Juízes Eleitorais; Do Registro dos Órgãos Diretivos; Das Eleições; Da Multa Administrativa Elei[r]

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I - LÍNGUA PORTUGUESA

I - LÍNGUA PORTUGUESA

O Processo Civil nos sistemas de controle da constitucionalidade. Ação Direta de Inconstitucionalidade. O Processo Civil nos sistemas de controle da constitucionalidade. Ação Declaratóri[r]

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MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

o leitor está engajado, antecipando o material até a formulação de uma imagem, pois a decisão sobre a pausa ou fixação está determinada não só pelo que ele acaba de ler na página, mas também por seu conhecimento dos padrões ortográficos, da estrutura da língua, do assunto, etc. É por isso que a leitura é considerada um processo interativo, no sentido de que os diversos conhecimentos do leitor interagem em todo momento com o que vem da página para chegar a compreensão. A leitura não é apenas a análise das unidades que são percebidas para, a partir daí, chegar a uma síntese. Também a partir da síntese ele procede à análise para verificar suas hipóteses, num processo em que, repetimos, tanto os dados da página como o conhecimento do leitor interagem como fontes de dados necessários à compreensão. (KLEIMAN, 2004, p.17-18)
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MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

Se, de acordo com Paulino, Walty e Cury (1997), toda leitura é necessariamente intertextual uma vez que, ao lermos, estabelecemos livres associações do presente texto com outros já lidos; e que “os textos, por isso, são lidos de diversas maneiras, num processo de produção de sentido que depende do repertório textual de cada leitor, em seu momento de leitura”; então, este trabalho visa fornecer elementos para que o professor de Língua Portuguesa utilize cada vez mais as leituras cruzadas propiciadas por um recurso tão rico à sua disposição: as relações intertextuais.
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MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

Naquela época, o jornalismo tendia para a subjetividade da notícia. Desse modo, Nelson criava suas histórias sobre fatos simples da vida, sem focalizar apenas o compromisso com a verdade propriamente dita. Essa vivência jornalística, associada aos acontecimentos trágicos de sua vida, como, por exemplo, o assassinato de seu irmão Roberto, foi influência determinante para sua obra. Ele, com sua experiência de falante da língua portuguesa, intuía ao elaborar o discurso utilizado para cada personagem, produzindo diálogos que passavam a ideia de naturalidade da fala espontânea. O discurso das personagens, de maneira geral, consequentemente, mostra uma fala distensa, com uso de gírias, expressões populares, ditados e alguns poucos palavrões. (Gerab, apud Gonçalo Junior, 2008:109)
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A morada da língua portuguesa.

A morada da língua portuguesa.

As minorias frequentam as escolas e tendem a impor os seus padrões. O que os professores não podem desconhecer, mesmo sacrificados por baixos salários e precária formação, é que se deve partir do saber linguístico prévio dos alunos, que precisam conviver desde cedo com o gosto pela leitura. O certo e o errado, como enfatizou a professora Cilene Cunha, filha do saudoso mestre e acadêmico Celso Cunha, devem hoje ser substituídos pelo adequado e o não adequado. A compreensão desse fato enseja uma profunda mudança no ensino do português, sabendo-se que é o povo que faz a língua. Pode-se concluir que a leitura liberta e leva a conhecer melhor o mundo, o outro e a si mesmo. A linguagem manifesta a liberdade criadora do homem.
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DOUTORADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

DOUTORADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

Esta tese está situada na vertente sociocognitiva da Análise Crítica do Discurso e tem por tema a construção do mito a partir da inter-relação das categorias sociedade, [r]

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DOUTORADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

DOUTORADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

Igualmente, defende o autor em destaque, há que se considerar a linguagem em seus dois níveis de significação, o de base e aquele contextual, respectivamente, existente em um plano teórico e prévio e em um plano concreto e posterior ao início da comunicação, e o serem a fala e a escrita jurídicas veiculadoras de cargas valorativas, ou seja, exprimidoras de ideologia defensora dos exercentes do poder ou de seus opositores, cujo papel é o de legitimar e persuadir, valendo-se da ambigüidade e da vagueza lingüísticas. Robles (1992; 2005; 1996) também se ocupa da relação entre a linguagem e o Direito, bem como investiga a natureza do ordenamento normativo a partir da configuração da linguagem jurídica. Ele concebe o Direito sob o prisma comunicacional, fundando sua teoria nas idéias conjugadas de Roman Jakobson e de John Austin, respectivamente, acerca do arquétipo da comunicação – destinador, contexto, mensagem, contato, código, destinatário – e das funções comunicativas – emotiva, conativa, denotativa, metalingüística e poética –, bem como sobre os atos de fala – classificados como locucionários, ilocucionários e perlocucionários –, ou seja, da língua em uso, e sua força acional.
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CURIOSIDADES  DA  LÍNGUA  PORTUGUESA

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA

Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo.. Ninguém é doido de dizer eu abulo.[r]

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CURIOSIDADES  DA  LÍNGUA  PORTUGUESA

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA

Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo.. Ninguém é doido de dizer eu abulo.[r]

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Revisoras de Língua Portuguesa

Revisoras de Língua Portuguesa

Esperamos que, ao final desta aula, você: compreenda a definição de derivada bem como sua interpretação geométrica; saiba apresentar a equação da reta tangente ao gráfico de uma[r]

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MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

MESTRADO EM LÍNGUA PORTUGUESA

O governo da palavra não é tudo na política, mas a política não pode agir sem a palavra: a palavra intervém no espaço de discussão para que seja definido o ideal dos fins [r]

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A internacionalização da língua portuguesa : difusão da língua portuguesa em ensino a distância : metodologias de e-learning

A internacionalização da língua portuguesa : difusão da língua portuguesa em ensino a distância : metodologias de e-learning

3. A criação de cursos curriculares de formação complementar e/ou de base para professores de português língua não materna, orientados para as necessidades dos PALOP e Timor-Leste, concebidos em parceria com universidades locais e acessíveis a partir de centros previamente definidos. Naturalmente, uma identificação mais exata das necessidades a colmatar, particularmente no que respeita à formação, terá de ser conseguida com trabalho de terreno para cabal reconhecimento de carências e melhor determinação das soluções a implementar.
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