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A DINÂMICA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NO MUNICÍPIO DE UBERABA - MG

A DINÂMICA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NO MUNICÍPIO DE UBERABA - MG

Dados quantitativos dos empreendimentos existentes no Brasil, especificamente no Estado de Minas Gerais, partindo para a Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, com o foco no município de Uberaba serão apresentados nesta pesquisa. O objetivo principal é entender a dinâmica da Economia Solidária diante do modo de produção Capitalista, analisando a prática dos EES em Uberaba e suas principais características. Para tal, será abordado os conceitos da economia solidária, bem como seu surgimento e evolução em diversos locais, com o intuito de destacar sua importância, modo de organização e distribuição, bem como a forma de consumo e comercialização solidária, buscando assim, identificar os Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), suas dificuldades e a forma de manterem seus princípios sem mudar a essência da solidariedade, devido às intensas “cobranças” prescrita pelo capitalismo emergente, onde empresas capitalistas concorrem entre si.
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DINÂMICA DA ECONOMIA E DAS RELAÇÕES DO TRABALHO DA PESCA ARTESANAL NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM

DINÂMICA DA ECONOMIA E DAS RELAÇÕES DO TRABALHO DA PESCA ARTESANAL NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM

O Estudo de Caso do projeto ora apresentado tem como foco explicitar como se processa a dinâmica da economia e das relações do trabalho na cadeia da pesca artesanal que ocorre nas comunidades pesqueiras de Ituqui e Costa do Tapará, situadas no município de Santarém-PA, onde foram entrevistados e consultados os principais agentes mercantis que atuam nos elos da cadeia produtiva, desde a captura até o comércio atacadista. Após análise e tratamento dos dados que foram obtidos em trabalho de campo, demonstramos como ocorrem os fluxos comerciais e as relações de trabalho nas comunidades pesqueiras estudadas. A pesca é uma atividade voltada ao bem estar e sobrevivência dos pescadores e suas famílias. Os dados foram transcritos para tabelas, nas quais fica demonstrada a desenvoltura da atividade pesqueira naquelas comunidades, desde o processo de captura, passando pela comercialização direta no âmbito das comunidades e diante atuação dos barcos intermediários que interferem na cadeia do comércio do pescado no município de Santarém. Com a efetivação do estudo de caso, foi possível detectar os fatores relevantes que influenciam o nível organizacional das comunidades por meio da entidade que as representa, considerando os benefícios dispostos pelo governo e outras entidades não governamentais, resultando daí a vinculação de 100% dos pescadores à Colônia dos Pescadores Z-20. A totalidade de pescadores entrevistados é signatária dos acordos de pesca estabelecidos pelos mesmos e anuído pelo IBAMA. Registre- se ainda que 100% dos pescadores das comunidades pesqueiras Ituqui e Tapará Grande desenvolvem suas atividades utilizando recursos próprios e dependem da renda exclusivamente obtida da pesca, o que vem reforçar que no período da entressafra passam a depender do seguro desemprego para a manutenção da família e para recuperação de seus barcos e arreios para a próxima temporada de pesca.
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O associativismo como alternativa de desenvolvimento na dinâmica da economia solidária

O associativismo como alternativa de desenvolvimento na dinâmica da economia solidária

Articulada pelas dimensões social, política e econômica, a economia solidária propondo uma nova relação entre economia e sociedade segundo França Filho e Dzimira (1999), vem se apresentando em sua dimensão social como forma de reinvenção das relações, fazendo com que as pessoas trabalhem juntas, regidas sob a lógica do apoio mútuo. Em sua dimensão política, expressa pela autogestão, permite que as pessoas sejam motivadas a praticar a iniciativa e a participação cidadã, tornando-se protagonistas nas decisões organizacionais e de seu próprio futuro. Em sua dimensão econômica, baseia-se nos três planos de produção e distribuição de riqueza: a economia de mercado, a economia não-mercantil e a economia não monetária. Coexistindo, neste formato econômico, na maior parte dos casos, assumem a forma associativa, buscando atender demandas locais específicas, combinando iniciativa e solidariedade (BUNCHAFT, 2004).
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FENÓMENOS DE CICLICIDADE NAS DINÂMINCAS DE CRESCIMENTO DO LEASING E DO FACTORING

FENÓMENOS DE CICLICIDADE NAS DINÂMINCAS DE CRESCIMENTO DO LEASING E DO FACTORING

Verificou-se ainda que o negócio do leasing tem um ligeiro atraso de resposta em relação à dinâmica da economia, isto porque a variável FBCF e os créditos concedidos do leasing no momento actual, a correlação não é significativa, tem um valor baixo apesar de positivo, realizando um desfasamento de menos um ano esta correlação passa a ser uma correlação forte, positiva e significativa. Isto significa que o negócio do leasing acompanha o comportamento da economia mas com um ligeiro atraso, ou seja, se a situação económica melhorar ou agravar, estas situações não iram reflectir-se directamente mas sim, um pouco mais tarde, um ano depois, no negócio do leasing. Quanto ao factoring esta particularidade não se verificou, existiu sim um aumento da correlação com o desfasamento, mas não foi uma diferença tão substancial que justificasse a verificação de atraso ou de adiantamento de resposta do negócio do factoring em relação ao comportamento à economia.
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A dinâmica do circuito da economia urbana na produção de confecções em FortalezaCE

A dinâmica do circuito da economia urbana na produção de confecções em FortalezaCE

A Indústria de Confecção está presente em várias cidades de países de capitalismo tardio e é responsável pelo provimento de uma quantidade significativa de empregos para a população urbana, estruturando-se um modo de produção interescalar que alia o processo local ao global. Nesse contexto, são consideradas as modificações feitas nos modos de produzir, gerir e comercializar, proporcionadas pela reestruturação produtiva na década de 1970. Procura-se, então, entender, através da teoria dos circuitos da economia urbana, a Indústria de Confecção na cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Destarte, esta pesquisa objetiva dissertar sobre as relações dos circuitos superior e inferior na produção de confecções e, assim sendo, sobre suas repercussões em Fortaleza, onde são evidenciadas as indústrias de confecção (de facção e de confecção). Para tanto, foram feitas leituras pertinentes à temática deste trabalho, bem como a realização de pesquisas de campo em algumas indústrias de confecção em Fortaleza, como a Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), o Sistema Nacional de Emprego-Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (SINE-IDT), o Sindicato das Costureiras de Fortaleza, a Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), entre outras instituições. Entende-se, portanto, a importância deste trabalho por Fortaleza ter uma significativa concentração de indústrias de confecções, estando essas no circuito inferior da economia urbana, possibilitando relações espaciais produtivas, trabalhistas e comerciais ligadas em grande parte a essa dinâmica da economia urbana. Diante do exposto, o trabalho colabora para o entendimento das relações produtivas espaciais da Indústria de Confecção em diversas escalas, tendo Fortaleza como o locus de análise empírica analítica. O entendimento do fenômeno aqui estudado configura-se, portanto, como o aporte magno desta pesquisa.
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Hiperinflação e o Regime das Políticas Monetária-Fiscal

Hiperinflação e o Regime das Políticas Monetária-Fiscal

O regime de política monetária ativa é definido aqui como aquele em que o Banco Central é livre para escolher a taxa de expansão monetária, independente da situação do orçamento fiscal e das decisões de portfolio do setor privado. Uma pergunta relevante que cabe fazer para uma economia que opera neste regime é se a taxa de inflação converge para a taxa de expansão monetária fixada pelo Banco Central. Graficamente a questão pode ser colocada como na Figura 1b: supondo-se que o Banco Central fixa a taxa de expansão monetária em µ , em que condições a economia converge para um ponto de equilíbrio como o ponto E, em que a taxa de inflação é igual a µ ? É possível neste caso, a ocorrência do fenômeno de hiperinflação? A Seção 4 deste capítulo analisa também as mudanças qualitativas (bifurcação de Hopf) que ocorrem na dinâmica da economia quando o parâmetro que mede a inércia do sistema de preços muda de valor. A Seção 5 sumaria as conclusões do trabalho.
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Metalistas x papelistas: origens teóricas e antecedentes do debate entre monetaristas e desenvolvimentistas.

Metalistas x papelistas: origens teóricas e antecedentes do debate entre monetaristas e desenvolvimentistas.

Cabe notar que esses principais re- presentantes do papelismo, assim como os do metalismo, com quem mantêm a controvérsia, apareceram no Brasil, na se- gunda metade do século XIX –, portan- to, com certa defasagem temporal com relação ao debate inglês, o qual, confor- me mencionado, aflorara já com força no início desse século ( 1797 - 1825 ). Todavia, é razoável supor que os tenha inspira- do, dada a hegemonia britânica à época não só econômica, mas também intelec- tual, principalmente em matérias atinen- tes à economia e finanças. Além disso, por ocasião do início do debate brasilei- ro, já havia se iniciado a controvérsia en- tre a Currency School e a Banking School ( 1825 - 1975 ), que, como vimos, apresen- tava alguma continuidade de ideias e di- vergências entre ortodoxos e heterodo- xos, que também devem ter inspirado o debate brasileiro.
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Econ. Apl.  vol.19 número3

Econ. Apl. vol.19 número3

A intensidade de uso do trabalho, a estrutura produtiva e os níveis de pro- dutividade de cada grande setor podem ser vistos nas Tabelas 3, 4 e 5. Ao longo do período 1996 a 2009 a importância relativa de cada setor no PIB não mudou, sendo os Serviços o maior setor da economia, seguido pela Indústria de Transformação e Construção Civil, Comércio e por fim a Agricultura e Ex- trativa Mineral. No emprego (medida por ocupações nas Contas Nacionais) o ranking se altera com a Agricultura e Extrativa Mineral como segundo se- tor mais importante no emprego. A tendência é de queda no emprego nesse setor, chegando em 2009 com emprego menor, relativamente, do que a Indús- tria. Uma das razões da grande importância dos serviços está no setor público, que nas contas nacionais é totalmente alocado, nas suas atividades diretas e indiretas não industriais no setor de Serviços.
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Econ. Apl.  vol.15 número2

Econ. Apl. vol.15 número2

Os resultados mostram que a taxa Selic-meta é maior (menor) quando a expectativa de inflação futura supera (não supera) a meta para a inflação ou quando a confiança dos consumidores aumenta, o que indicaria uma reação ao aumento da demanda. Ainda, a existência de uma política suavizada para o comportamento dos juros é observada. Já no segundo modelo, a importância do superávit primário e do emprego formal na determinação de intervenção é adicionada, revelando que o superávit primário pode ajudar a política mone- tária na estabilidade de preços e na possibilidade de redução da taxa de juros básica da economia brasileira. Já o emprego formal pode estar sinalizando uma condição de oferta maior, em que as empresas passam a contratar mais para aumentar sua produção ou para atender a uma projeção mais otimista de aumento de demanda.
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O Brasil e a crise financeira global: avaliando os canais de transmissão nas contas externas.

O Brasil e a crise financeira global: avaliando os canais de transmissão nas contas externas.

Após essas considerações, é possível apresentar algumas recomendações de polí- tica voltadas para a melhora do desempenho exportador brasileiro, que envolvem ações na área macroeconômica, comercial e inanceira. Em âmbito macroeconômico, como mostrou a evolução do indicador de solvência externa, a sustentação de taxas elevadas de crescimento das exportações é fundamental para garantir a estabilidade e/ou a melhora da situação de vulnerabilidade externa da economia brasileira, que tem um alto grau de integração inanceira e produtiva com o exterior e, com isso, um passivo externo estruturalmente elevado. Para tanto, é necessário um regime distinto do atual, que priorize a manutenção da taxa de câmbio em um patamar competitivo. A combinação de políticas cambial e monetária vigente no período analisado pecou pela imprudência ao deixar o real se apreciar numa intensidade inédita, o que pode comprometer a capacidade de geração de divisas nos próximos anos.
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O CEBRAP como centro de referência para as ciências sociais nos anos setenta

O CEBRAP como centro de referência para as ciências sociais nos anos setenta

Desse modo, em 1975, Furtado pondera que há uma nova problemática surgindo ao redor das opções que se abrem para os países do Terceiro Mundo, que se refere à emergência de uma “nova ordem econômica mundial”. Nas palavras de Furtado (1975, p.92): “Minha tese se resume no seguinte: as verdadeiras conseqüências da II Guerra Mundial, somente agora são plenamente percebíveis no plano estritamente econômico”. Diante desse contexto, o autor adverte sobre a necessidade de compreensão da natureza estrutural, das mudanças fundamentais que ocorreram e geraram um impacto sobre a periferia, onde a expansão capitalista engendra “distorções ou tensões de um novo tipo” e acabam por refletir numa modificação fundamental na instituição do próprio Estado e sua forma tradicional. Sua burguesia agrilhoada à exportação vai perecendo, originando assim um novo tipo de Estado dirigido por grupos técnico-burocráticos. Evidencia-se, então, segundo Furtado, um “novo centro de condensação de poder”, de grande importância internacional que contribui para a perversidade econômica ao “concentrar a renda em benefício dos países ricos e concentrar a renda dos países pobres em benefício das camadas ricas”. O autor aponta novamente o problema da apropriação do excedente e da concentração crescente de renda. Frente a essa realidade, Furtado questiona: “que tipo de economia devemos criar para que a distribuição desses frutos não seja perversa, como hoje em dia e, para que as águas não corram somente para o mar” (FURTADO, 1975, p. 95).
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DINÂMICA DE TRANSIÇÃO DA ECONOMIA INDUSTRIAL PARA A ECONOMIA DO CONHECIMENTO E A UTILIZAÇÃO DA INOVAÇÃO ABERTA NO CONTEXTO BRASILEIRO

DINÂMICA DE TRANSIÇÃO DA ECONOMIA INDUSTRIAL PARA A ECONOMIA DO CONHECIMENTO E A UTILIZAÇÃO DA INOVAÇÃO ABERTA NO CONTEXTO BRASILEIRO

A inovação, com a disseminação das tecnologias de informação, assume um novo papel, na medida em que deixa de ser periférica e passa a ser central, para o crescimento e o desenvolvimento da economia mundial, pois as novas tecnologias já não são mais simples ferramentas aplicáveis, mas processos a serem desenvolvidos. Nesse contexto, os consumidores possuem acessibilidade a uma base mundial de conhecimento, tornam-se capazes de se apropriarem das informações necessárias para suprirem necessidades, e, além disso, adquirem ferramentas, a exemplo do software livre, que os possibilitam a configurarem o produto de acordo com a própria demanda. Diante disso, reduz-se a distância entre produtores e consumidores.
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Gestão estratégica de recursos humanos na era da tecnologia da informação e da globalização

Gestão estratégica de recursos humanos na era da tecnologia da informação e da globalização

Nas últimas décadas, presenciamos grandes e históricos avanços. Saímos de uma economia industrial para uma econo- mia de informação e de transformação. Os avanços científicos e tecnológicos têm mu- dado radicalmente o conceito de capital, poder, mercado, organização e valor. As empresas com grandes extensões territo- riais, elevado número de empregados e maquinário, não são mais sinônimos de for- ça ou potência econômica. A forma como passaram a operar e os modelos de produ- ção e de comercialização de bens e servi- ços foram radicalmente afetados. O cliente passou a ser visto como parte primordial do processo, não mais como mero consu- midor, mas adquiriu grande poder de deci- são. Para o capital humano, tornou-se fun- damental o acompanhamento desse pro- cesso através da qualificação profissional e do desenvolvimento da criatividade, fun- damental à competitividade e à produtivi- dade.
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Por que a economia brasileira não cresce dinâmica e sustentavelmente? Uma análise kaleckiana e keynesiana.

Por que a economia brasileira não cresce dinâmica e sustentavelmente? Uma análise kaleckiana e keynesiana.

Pelo exposto nas subseções 2.1 e 2.1.1, economias capitalistas, nas visões kaleckiana e keynesiana, apresentam, inerentemente, problemas de insuficiência de demanda efetiva e, por conseguinte, flutuações cíclicas de renda e emprego devido à instabilidade do investimento. Este, por sua vez, combinando as duas concepções teóricas, está relacionado aos investimentos pretéritos (ou variação de estoques), aos lucros esperados pelos capitalistas, à taxa monetária de juros, volume de crédito e às expectativas favoráveis dos empresários – diga-se de passagem, esta é uma variável comum nas análises de Kalecki e Keynes. Pois bem, estabelecida, a partir de nosso referencial teórico, uma relação causal entre investimento e as referidas variáveis, a seção seguinte objetiva mostrar empiricamente como esta relação de causalidade é observada na economia brasileira, visando, com isso, compreender por que a taxa média de crescimento do PIB, no período pós-PR, foi relativamente baixa, a despeito da estabilização monetária obtida desde então.
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Dinâmica da taxa de câmbio em uma economia monetária periférica: uma abordagem keynesiana.

Dinâmica da taxa de câmbio em uma economia monetária periférica: uma abordagem keynesiana.

Neste artigo, procuramos investigar, com base numa matriz teórica keynesiana, a dinâmica das taxas de câmbio dos paí- ses periféricos que se inseriram no con- texto de globalização financeira e, com isso, tornaram-se mercados “emergentes”. Para tal, resgatamos, em primeiro lugar, as propriedades essenciais de uma economia monetária, de forma a forne- cer os elementos teóricos básicos a uma discussão da ideia de economia monetá- ria aberta. Em seguida, discutimos a vi- são pós-keynesiana da determinação da taxa de câmbio, desenvolvida sobretudo por John Harvey, que, todavia, não dis- cutiu as especificidades estruturais e ins- titucionais que condicionam a trajetória das taxas de câmbio nas economias peri- féricas emergentes (vis-à-vis àquelas dos países centrais).
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O Circuito inferior da economia urbana em Mossoró: a dinâmica do comércio ambulante

O Circuito inferior da economia urbana em Mossoró: a dinâmica do comércio ambulante

Como a agricultura também se modernizava, e substituía a cada dia a mão-de-obra humana pela máquina, ela também expulsava grandes levas de migrantes para as cidades. Esse êxodo rural implicou na configuração de uma urbanização acelerada, desprovida de planejamentos. Segundo Santos (2009), ao contrário do que ocorreu nos países centrais, nos países periféricos não houve uma mudança escalonar no perfil econômico, sendo assim, seus processos de urbanização também foram diferentes. A urbanização nesses países se fez de maneira distinta e tem um conteúdo também distinto. No Brasil, país com dimensões territoriais continentais, esses conteúdos se apresentam de forma ainda mais complexa, pois apenas algumas áreas privilegiadas do território receberam as indústrias e foram capazes de gerar uma quantidade significativa de empregos no setor secundário da economia. No estado do Rio Grande do Norte, por exemplo, o processo de urbanização veio desacompanhado de uma industrialização efetiva.
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Trajetória de crescimento da economia brasileira e mudança estrutural de 1971 a 2008: uma interpretação a partir do framework space.

Trajetória de crescimento da economia brasileira e mudança estrutural de 1971 a 2008: uma interpretação a partir do framework space.

A teoria do crescimento convencional considera taxas médias de crescimento de longo prazo como parâmetros da análise do desempenho econômico, porém, observa-se na prática que ao longo de um determinado período de tempo o mais provável de ocorrer é que o nível da taxa de crescimento lutue. Essas lutuações podem ser decorrentes da interação das inúmeras variáveis que explicam a atividade econômica. O Framework Space se propõe a explicar as lutuações que provocam mudanças estruturais – mudança de regime – na economia, e, portanto mudanças na trajetória de crescimento. Nesse contexto, a política econômica e os condicionantes internos e externos do mercado são apontados como decisivos para explicar porque as economias podem apresentar ao longo do tempo distintas trajetórias de cresci- mento. A contribuição do FS é no sentido de reconhecer a possibilidade de diferentes teorias de crescimento serem consistentes umas com as outras (Böhm e Punzo, 2001, p. 63). Essa estrutura analítica permite levar em conta a abordagem exógena encon- trada no modelo de Solow (1956) e outras teorias de crescimento endógeno, inclusive a kaldoriana e a neo-schumpeteriana. Voltaremos a esse ponto.
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Por que o setor bélico estadunidense tende a agravar os problemas da economia? — Outubro Revista

Por que o setor bélico estadunidense tende a agravar os problemas da economia? — Outubro Revista

Neste artigo pretende-se examinar, do ponto de vista teórico, os problemas que a desproporção nas despesas militares traz à econo- mia capitalista norte-americana. Serão abstraídas ao longo desta análise, as condições políticas, sobretudo de ação política revolucio- nária dos trabalhadores (mas registrando, de antemão que este é, inegavelmente, o fator historicamente decisivo para reverter não só o militarismo, mas abolir seu substrato capitalista), em favor de um foco centrado na esfera econômica. E dentro desta, será dada ênfase ao peso da economia militarista como elemento de negatividade, para o capital (do ponto de vista da economia capitalista com um todo).
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Economia Política: os descaminhos da crítica — Outubro Revista

Economia Política: os descaminhos da crítica — Outubro Revista

Rubin escreveu seu texto procurando defender o marxismo das críticas dos economistas de seu tempo, dentre os quais cabe destacar aqui as de Böhm- Bawerk. Esse autor escreveu uma crítica de O Capital que recebeu o nome de Karl Marx e o fechamento de seu sistema (1978). A tese central desse texto consistiu em afirmar que haveria uma contradição vulgar entre os volumes primeiro e terceiro, a qual se mostraria pelo fracasso em encontrar solução para o chamado problema da transformação. Nesse texto, o economista austríaco afirma quase corretamente, mas por razões errôneas, que as primeiras páginas dessa obra contêm já as bases de toda teoria aí exposta. E o “quase” é adicionado ao “corretamente” para lembrar que Marx não parte de fundamentos postos por seu próprio entendimento; diversamente, ele visa o melhor entendimento do capitalismo desenvolvido pela economia política clássica, examinando de início a sua manifestação mais evidente. É sabido que Böhm-Bawerk chega ao seu julgamento admitindo que Marx faça uso do método abstrato e dedutivo, pois só assim poderia acusá-lo de cometer tal erro de inferência lógica. Rubin, curiosamente, contesta toda essa tese, mas, para fazê-lo, ataca com tanta força a premissa do economista austríaco que derruba algo que está certo: as primeiras páginas de O Capital são mesmo um alicerce para o desenvolvimento que segue. Discordando disso, assegura que aí, nesse começo, encontra-se apenas a análise da mercadoria – uma mera aplicação do método analítico à compreensão da mercadoria. Para ele, ao contrário, “o fundamento dialético completo da teoria de Marx sobre o valor só pode ser dado com base em sua teoria do fetichismo da mercadoria” (R UBIN , 1980, P . 76).
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