Dinâmica de fragmentos florestais

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Análise da dinâmica de fragmentos florestais: estudo de caso de Sorocaba-SP

Análise da dinâmica de fragmentos florestais: estudo de caso de Sorocaba-SP

Os principais fatores que afetam a dinâmica dos fragmentos florestais são tamanho, forma, grau de isolamento e tipo de vizinhança (VIANA et al., 1992). Por sua vez, a fragmentação florestal acarreta uma série de consequências, tanto bióticas quanto abióticas, na história evolutiva de populações naturais de plantas e animais. Entre as consequências de origem biótica, podem-se citar a perda da biodiversidade microbiológica do solo, da flora e da fauna, a perda da diversidade e fluxo genético, a redução da densidade ou abundância, a alteração da estrutura da vegetação e a maior possibilidade de ocorrência de espécies invasoras, entre outros. Esses danos podem ocorrer para uma espécie em particular ou mesmo para uma comunidade como um todo. Podem, inclusive, provocar a modificação ou, até, a eliminação das relações ecológicas originalmente entre as espécies vegetais, os polinizadores e os dispersores (BORGES et al., 2004).
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DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DE FRAGMENTOS FLORESTAIS EM DUAS MICRORREGIÕES DO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL

DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DE FRAGMENTOS FLORESTAIS EM DUAS MICRORREGIÕES DO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL

três mapas: declividade, hipsometria e orientação de vertentes. Para a análise da dinâmica dos fragmentos, foram inseridas algumas métricas de paisagem. No que se refere a cobertura arbórea, foi identificado um aumento de área de 50,4% entre 1985 e 2014, enquanto o número de fragmentos florestais teve um aumento de 56,2%. Grande parte dos fragmentos florestais mapeados possui tamanho muito pequeno e estão localizados em terrenos ondulados e fortemente ondulados, em altitudes entre 300 e 450 m e com suas vertentes orientadas a leste e sul. Foi identificada uma queda gradual nos índices de população rural de todos os municípios constituintes das duas microrregiões, o que indica um aumento do êxodo rural. A produção madeireira para carvão, lenha e tora apresentou, em ambas as microrregiões, um abandono ou diminuição na obtenção desses produtos pelo método da extração vegetal, entretanto, verificou-se um aumento da produção utilizando técnicas silviculturais. Em praticamente todos os municípios, foi constatado aumento da cobertura florestal entre 1985 e 2014, em maior ou menor proporção. Ao cruzar os dados de população rural com o índice de cobertura arbórea dos municípios, verificou-se uma tendência de aumento da cobertura florestal à medida que diminui a população rural. Os mapas de transição da fragmentação florestal apresentaram ganho de área de 1.258,1 km², perda de área de 433,4 km² e áreas de fragmentação constantes de 1.081,3 km². De acordo com os cálculos obtidos por meio das métricas de paisagem, o número de fragmentos, bem como seu tamanho, apresentaram um aumento no decorrer do tempo, ocupando cada vez mais a área da paisagem. Entretanto, a paisagem da região apresenta-se muito fragmentada, provavelmente ocasionada pela regeneração natural da floresta. Em geral, os fragmentos possuem formas regulares e perímetros complexos. De acordo com os resultados apresentados, apesar de a região estar bastante fragmentada, a mesma está passando por um processo de regeneração florestal, fato que reflete o abandono de áreas de difícil cultivo agrícola, as ações de incentivo a preservação das matas nativas, o plantio de florestas e a formação de corredores ecológicos.
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Análise da dinâmica de fragmentos florestais no município de Carandaí, MG, para fins de restauração florestal.

Análise da dinâmica de fragmentos florestais no município de Carandaí, MG, para fins de restauração florestal.

RESUMO – A busca de conhecimento sobre fragmentos florestais nas propriedades rurais permite a aplicação de uma correta gestão agroambiental, favorecendo a sua conservação e restauração em áreas degradadas. Utilizando os softwares SPRING e FRAGSTATS, caracterizou-se a paisagem, com ênfase nos fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual Secundária, localizada no Município de Carandaí, MG, e região de entorno, considerando sua evolução durante o período de 1984 a 2007. Concluiu-se que ocorreu aumento de quase 8% na área total de floresta nativa devido ao surgimento de 46 novos fragmentos, e a área individual de cada fragmento apresentou tendência de redução (31,9 para 30,6 ha), o que proporcionou aumento da densidade de borda (17,1 para 19,7 m/ha), diminuindo a porcentagem de cada fragmento, que é a área central (33,8 para 30,2%) durante o intervalo de tempo avaliado. Apesar da vantagem de predominância de fragmentos de forma geométrica simples (índice de forma médio de 1,738), com redução do efeito de borda, a qualidade da paisagem apresentou-se comprometida, por ser constituída predominantemente por pequenos fragmentos. Os fragmentos florestais mostraram-se ainda muito distanciados entre si (mais que 200 m), apresentando pequena tendência de aglomeração (reflexo do aumento no número de fragmentos), porém ainda insuficiente. Portanto, apesar de a cobertura de floresta nativa ter apresentado aumento de área total, de modo geral esta perdeu em qualidade no intervalo de tempo estudado. Essas informações podem ser utilizadas para uma gestão ambiental correta quanto ao manejo florestal nessa região.
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Dinâmica de fragmentos florestais da Mata Atlântica na região do Médio Vale do Paraíba do Sul, Rio de Janeiro

Dinâmica de fragmentos florestais da Mata Atlântica na região do Médio Vale do Paraíba do Sul, Rio de Janeiro

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do mundo. Apesar de sua riqueza em termos de biodiversidade, ocupa hoje apenas 11-16% da área original e aparece como um mosaico de fragmentos na paisagem. No Estado do Rio de Janeiro e, especialmente, no Médio Vale do Rio Paraíba do Sul, a degradação da floresta e da paisagem foi favorecida por vários ciclos de cultivo e o relevo, extremamente acidentado. Hoje os fragmentos da região estão imersos principalmente em matrizes de pastagens degradadas. Informações sobre os ciclos biogeoquímicos nestes componentes da paisagem é importante e também são escassos e com isso podem contribuir para programas de conservação biológica. Neste sentido, este estudo foi realizado para caracterizar a dinâmica de nutrientes de um fragmento em diferentes estádios sucessionais (Floresta Secundária em EstádioIinicial - FSEI, Floresta Secundária em Estádio Médio – FSEM e Floresta Secundária em Estádio Avançado, FSEA) e os compartimentos de carbono e nutrientes e seus fluxos. O acúmulo de carbono na fitomassa e na biomassa de raízes finas abaixo do solo (<2 mm) foram estimados usando equações alométricas e o método do monólito, respectivamente. A abundância natural de 13 C foi utilizada para avaliar a contribuição da vegetação sobre a matéria orgânica do solo. A contribuição das chuvas e da floresta para a ciclagem de nutrientes dentro do fragmento foi monitorada por um esquema de amostragem semanal. Quinze pluviômetros e dez coletores de escoamento pelo tronco à altura do peito foram instalados em árvores selecionadas dentro de cada área de estudo. Todos os compartimentos foram monitorados durante um ano. Um estudo foi desenvolvido utilizando Sistema de Informação Geográfica para avaliar a expansão do fragmento ao longo de um cronosseqüência de 30 anos. A área de FSEA apresentou a maior riqueza de famílias botânicas (34 famílias) e de fitomassa aérea (171 Mg ha -1 ) e também a tendência de maior estoque de carbono e de nutrientes neste compartimento. A maior biomassa de raízes finas estavam concentrados na camada superficial do solo (0-10cm) para todos os fragmentos e estações do ano, com (3,08 Mg ha -1 na estação seca e 2,51 Mg ha -1 na estação chuvosa), mas os maiores foram detectados na área de FSEA. Apesar da maior biomassa de raízes finas na FSEA os fluxos de CO 2 do solo foi maior na área de FSEM (16,0
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ANÁLISE DA DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DOS FRAGMENTOS FLORESTAIS DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ALEGRE, ES.

ANÁLISE DA DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DOS FRAGMENTOS FLORESTAIS DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ALEGRE, ES.

Com o histórico de uso e ocupação do solo, a Mata Atlântica tem apresentado, desde 2008, menos de 8% de sua cobertura original no cenário nacional, associados a um diagnóstico que não evidencia sinais de inversão na curva de degradação há anos (FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA; INSTITuTO NACIONAL dE PESqUISAS ESPACIAIS - INPE, 2011). Esse cenário nada mais é que o reflexo da ausência de um planejamento adequado para a implantação de áreas agrícolas, estradas e a expansão de centros urbanos. Tal desenvolvimento tem ocasionado acentuadas modificações na paisagem natural e atingido áreas de grande sensibilidade ambiental. As áreas de florestas nativas situadas na sub- bacia hidrográfica do rio Alegre, ES, inclusas no bioma Mata Atlântica, foram desmatadas para dar lugar à cultura do café e à pastagens (NASCIMENTO et al., 2006). Esse cenário, demonstra a fragilidade do ecossistema no contexto de bacias hidrográficas, despertando preocupações e demonstrando a necessidade de estudos relacionados à manutenção da sustentabilidade nos remanescentes florestais.
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Bignoniáceas de dezoito fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista, Brasil

Bignoniáceas de dezoito fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista, Brasil

RESUMO- A paisagem pode ser definida por um mosaico heterogêneo formado por unidades interativas, sendo que esta heterogeneidade existente para pelo menos um fator, segundo um observador e em uma determinada escala de observação. No interior do Estado de São Paulo predominam dois tipos de vegetação, a floresta estacional semidecidual e o cerrado, ambos ameaçados pelo histórico de degradação devido a exploração predatória em função particularmente da expansão agropastoril, que resultou em um grave processo de fragmentação. Apesar de mais recente, a destruição do Cerrado ocorreu num ritmo avassalador, com uma destruição de 90% de sua área entre o início da década de 1960 e o final do século. As características da paisagem podem estar entre os principais fatores das mudanças na composição e na diversidade de espécies em pequenos fragmentos e os principais fatores que afetam a dinâmica de fragmentos florestais são: tamanho, forma, grau de isolamento, tipo de vizinhança e histórico de perturbações. Esse estudo foi realizado em 18 fragmentos do noroeste paulista, com tamanho variando de 57,6 a 2.189,60 ha e teve como objetivo verificar se o tamanho dos fragmentos interferia de alguma forma na ocorrência de espécies foi utilizado o método de análises de coordenadas principais (PCoA) e foi verificado que os fragmentos quando tratados igualmente a composição das espécies independe do tamanho. Porém se separados pela formação vegetal verificou-se que as espécies de floresta estacional semidecidual se mostram agrupadas. Uma hipótese para que isso ocorra é que cerrado e floresta estacional semidecidual apesar de terem certa sobreposição de espécies nos fragmentos do interior do estado, as espécies que ocorrem em cada fisionomia variam. Para as métricas de paisagem, a hipótese da influência da paisagem na riqueza de espécies é confirmada. Dentre as métricas da paisagem testadas o modelo da área foi o mais plausível. Esses resultados indicam que a área, ou seja, o tamanho do fragmento possivelmente está influenciando a riqueza em espécies nos fragmentos. Nas paisagens onde os remanescentes são isolados uns dos outros, o tamanho da mancha é o parâmetro mais importante na determinação da biodiversidade. As espécies da família Bignoniaceae serviram como indicadora da importância da área para a riqueza em espécies nos fragmentos no noroeste paulista.
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Caracterização da paisagem do município de Arvorezinha, RS, com ênfase na dinâmica dos fragmentos florestais, por meio de sistemas de informações geográficas (SIGs)

Caracterização da paisagem do município de Arvorezinha, RS, com ênfase na dinâmica dos fragmentos florestais, por meio de sistemas de informações geográficas (SIGs)

mentação florestal. Como pode ser observado através dos índices calculados, a paisagem apre- sentou mudanças na sua estrutura ao longo dos dois períodos avaliados. Observa-se que houve um aumento nas áreas de mata e que está con- tida em pequenos fragmentos, o que ocasionou a diminuição da distância entre eles. Além dis- so, pode-se observar que houve redução na área ocupada pelo maior fragmento e uma redução significativa de fragmentos que apresentam área de interior. Esse dado demonstra que a paisa- gem está mais suscetível, e que o aumento de mata não resultou em áreas de qualidade para manutenção de espécies de fauna e flora, pois está relacionado a um maior número de frag- mentos de menor tamanho.
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Dinâmica de uma comunidade arbórea após enchente em fragmentos florestais no sul de Minas Gerais.

Dinâmica de uma comunidade arbórea após enchente em fragmentos florestais no sul de Minas Gerais.

Outros estudos, que realizaram análises das taxas de mortalidade e do ganho em área basal em áreas alagáveis e não alagáveis adjacentes, demonstram maior mortalidade nas áreas alagáveis e variação nos padrões das taxas de ganho. Appolinário et al. (2005), comparando a dinâmica de uma área inundável à de uma área adjacente, de topografia mais elevada, não inundável, encontraram maior taxa de mortalidade de árvores nas áreas inundáveis e taxas de ganho mais acelerado nos sítios não inundáveis. Guilherme et al. (2004), comparando área inundável com área de encosta, de menor tempo e, ou, nenhuma inundação, também encontraram maior taxa de mortalidade na área inundável. Porém, esses autores encontraram maior ganho da área basal na área inundável, contrariando os resultados encontrados por Appolinário et al. (2005), o que pode ser explicado pelo rápido crescimento das espécies de grande dominância na área de estudo com maior tempo de inundação: Salix humboldtiana Willd. e Inga vera Willd.
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Análise estrutural e considerações sobre a dinâmica sucessional de dois fragmentos florestais semideciduais do Jardim Botânico Municipal de Bauru, SP, Brasil.

Análise estrutural e considerações sobre a dinâmica sucessional de dois fragmentos florestais semideciduais do Jardim Botânico Municipal de Bauru, SP, Brasil.

Os dois fragmentos fl orestais, no passado, abrangiam uma área maior, mas, ao longo dos anos, foram reduzidos aos limites atuais. Em ambos, mesmo em locais distantes da borda, foram encontrados por Pinheiro et al. (2002) muitos indivíduos arbóreos com a superfície do ritidoma queimada, um sinal evidente da ocorrência de fogo. O histórico da reserva mantida pelo JBMB registra incêndios periódicos, normalmente coincidindo com a estiagem. Em 1994, por exemplo, ano de prolongada seca e geada invernais, foi registrado um grande incêndio. Outra indicação de perturbações pretéritas foi a observação da presença de grande número de lianas nos fragmentos fl orestais. Em alguns locais formavam, junto ao solo e ao redor de árvores, um emaranhado denso. Vale ressaltar que a ocorrência de clareiras favorece o desenvolvimento de lianas (Bazzaz & Pickett 1980). Pôde ser encontrada ainda a espécie Pteridium af. aquilinum (L.) Kuhn, comum em bordas de mata e em locais perturbados (Lorenzi 2000); Heliconia psittacorum L.f., defi nida como heliófi ta por Lorenzi & Souza (2001), além de espécies ci- tadas como indicadoras da ocorrência de clareiras em ambientes fl orestais, como Cordia sellowiana Cham., Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill., Croton fl oribundus Spreng. (Tabarelli & Mantovani 1997a; 1997b) e Tre- ma micrantha (L.) Blume (Brokaw 1989). Essas espécies também foram coletadas na savana fl orestada contígua à fl oresta estudada por Pinheiro et al. (2002) e Pinheiro & Monteiro (2008). No interior da fl oresta estacional, especialmente no fragmento menor, foram observadas touceiras de Heliconia pouco desenvolvidas, por infl uência provável da menor incidência de luz, conseqüência da regeneração local (Pickett & White 1986). Fora dos frag- mentos fl orestais, em áreas destituídas de qualquer cobertura vegetal arbórea, foi possível observar H. psittacorum formando touceiras densas. No interior dos fragmentos, também foram encontradas Cecropia catarinensis Cuatrec. e Cecropia cf. lyratiloba Miq. O gênero Cecropia Loefl . foi defi nido por Brokaw (1985a; 1985b) como característico de grandes clareiras. Ainda sobre o histórico da área de estudo, relatos de antigos servidores municipais atestam que, muito antes da criação do JBMB, eventualmente a fl oresta estacional fornecia toras para fi nalidades diversas, como para a construção de pontes.
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BIOLOGICAL DYNAMICS OF FOREST FRAGMENTS PROJECT PROJETO DINÂMICA BIOLÓGICA DE FRAGMENTOS FLORESTAIS

BIOLOGICAL DYNAMICS OF FOREST FRAGMENTS PROJECT PROJETO DINÂMICA BIOLÓGICA DE FRAGMENTOS FLORESTAIS

Lessons from Amazonia: The Ecology and Conservation of a Fragmented Forest - Yale University Press, New Haven, Connecticut, USA.. Deforestation Impact at the Edge of an Amazonian Fores[r]

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Ecologia das populações de duas espécies arbóreas em fragmentos florestais no planalto...

Ecologia das populações de duas espécies arbóreas em fragmentos florestais no planalto...

longevidade, deve ser encarado como um atributo instigante destes organismos. As árvores experimentam uma dinâmica populacional que se processa em um escala temporal muito distinta das plantas de ciclo de vida mais curto, o que confere a elas um papel fundamental na estruturação (DeWalt et al. 2003) e na resistência das comunidades florestais. Além disso, devemos considerar que o estudo da sua dinâmica populacional é estratégico do ponto de vista de questões tão amplas quanto o ciclo do carbono no planeta (Vieira et al. 2005), com implicações para as estimativas de aquecimento global, uma vez que cerca de 40% do carbono estocado na biomassa terrestre está nas florestas tropicais (Brown & Lugo 1984).
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Avifauna em fragmentos florestais e corredores ecológicos no município de Lavras

Avifauna em fragmentos florestais e corredores ecológicos no município de Lavras

Fatores como a forma, a largura, a composição de espécies vegetais, a distância, a influência da matriz circunvizinha e as conseqüências dessa matriz, na estrutura dos corredores, são essenciais para a avaliação dos processos ecológicos. A forma dos corredores artificiais criados visa o deslocamento de fauna. Tais ambientes são geralmente planejados através de fotografias aéreas e tendem a ser lineares. Esse formato facilita o deslocamento de répteis, aves e mamíferos. A largura deve ser mensurada em conjunto com outros fatores como composição de espécies vegetais e matriz circunvizinha. Corredores muito largos (50 m-100 m) podem sofrer efeitos de fatores como fogo, construção de estradas, efeito-borda, gerando alterações na dinâmica da comunidade do corredor e dos fragmentos conectados, declinando assim sua eficiência, ao longo dos anos (Saunders & Hobbs, 1991; Saunders et al., 1991).
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Análise multicritérios na definição de áreas prioritárias à conectividade entre fragmentos florestais

Análise multicritérios na definição de áreas prioritárias à conectividade entre fragmentos florestais

Na natureza, a recuperação de solos degradados pode levar muito tempo, e sua abreviação é um dos objetivos dos projetos de restauração (GÖTSCH, 1995). O restabelecimento de uma cobertura vegetal natural, passando pelos vários estágios sucessionais, devolve ao solo o potencial produtivo de outrora. O ponto de partida para a restauração de florestas é a sucessão natural, a direção que a vida se move no tempo e no espaço. Para aperfeiçoar os processos naturais, pode8se alavancar a sucessão por meio, da criação de condições para o estabelecimento de sementes de diversas espécies, o que pode ser conseguido pelo rápido recobrimento da área com espécies (herbáceas, arbustivas ou arbóreas) de crescimento rápido 8 as pioneiras; a conexão de áreas florestais próximas; o plantio de espécies dispersas por animais, que podem contribuir muito no fluxo gênico e na dispersão de sementes diversas e o manejo que acompanhe e acelere a dinâmica natural da sucessão (AMADOR, 2003).
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Análise da estrutura de fragmentos florestais no Planalto Paulistano - SP.

Análise da estrutura de fragmentos florestais no Planalto Paulistano - SP.

tipo florestal, devem-se à existência de um “mosaico de áreas em diversos estádios de degradação e regeneração“ percebido subjetivamente por Rossi (1994). Esse mosaico é causado tanto pela dinâmica natural da floresta, com a queda de grandes árvores e conseqüente abertura de clareiras e posterior regeneração, quanto pela perturbação antrópica sofrida pela vegetação no passado e à fragmentação. As variáveis ligadas à diversidade de espécies (H’, J’, número de espécies) aparecem correlacionadas entre si. A correlação entre número de espécies e H’ e entre J’ e H’ é esperada, uma vez que a riqueza, medida pelo número de espécies, e a equabilidade, medida através de J’, são os componentes da diversidade de espécies, medida através de H’. No entanto, a riqueza e a equabilidade J’ também aparecem correlacionadas, o que não era previsto. É possível que esta correlação seja um artefato, devido ao modo como é calculado o índice J’, tornando-o não independente da riqueza (Smith & Wilson 1996). Neste caso, a própria utilização deste índice de eqüabilidade deveria idealmente ser abandonada em favor de outro índice independente da riqueza de
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Integridade Biótica de Fragmentos Florestais em Matriz Urbana

Integridade Biótica de Fragmentos Florestais em Matriz Urbana

No Brasil, a floresta estacional semidecidual (FES) é uma das fisionomias da Mata Atlântica, situada entre os biomas Mata Atlântica e Savana. Nas últimas décadas, a FES foi fragmentada pelo uso do solo em áreas agrícolas ou urbanas. O crescimento urbano e industrial promove um forte impacto nos fragmentos florestais devido aos efeitos de borda, isolamento e degradação do habitat. Assim, o conhecimento sobre a dinâmica ecológica e a integridade biótica dentro desses fragmentos é essencial para orientar políticas públicas e apoiar os tomadores de decisão no planejamento e gestão de territórios. O objetivo deste estudo foi analisar a Integridade Biótica em fragmentos de FES no interior de Ribeirão Preto (SP), cidade de porte médio do sudeste do Brasil, e analisar a relação entre a IIB e as métricas da paisagem (tamanho, forma e conectividade). O método (IIB) possui nove indicadores (serrapilheira, cobertura de gramíneas, árvores mortas em pé, espécies exóticas lenhosas, lianas, clareiras, epífitas vasculares, espécies tardias no dossel e no sub-bosque). Os resultados do IBB podem variar de 9 a 45. A pesquisa foi realizada em 9 fragmentos florestais, cujos tamanhos variam de 1,3 a 185,0 ha, todos com influência urbana. A relação entre o IBI e as métricas da paisagem (tamanho, forma) foi analisada pela correlação de Pearson. O valor IIB registrado foi de 26,0 a 38,0 mostrando baixa, média ou boa integridade para os fragmentos. Os resultados mostraram forte correlação entre IBB e tamanho (p = 0, 7944) e fraca relação com forma (p = 0, 47). No entanto, os resultados mostraram uma área grande (77 ha) com baixa Integridade e outra pequena área (22 ha) com alta integridade. Foi registrada uma área de médio porte, com alta integridade, localizada em área de expansão urbana, para a qual foi recomendada a criação de uma Área Protegida.
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Caracterização estrutural e física de fragmentos florestais no contexto da paisagem...

Caracterização estrutural e física de fragmentos florestais no contexto da paisagem...

Alterações no fluxo de radiação, vento e água, podem ter sérios efeitos em remanescentes de vegetação nativa. O efeito mais óbvio da fragmentação da paisagem é ocasionado pela presença do vento (SAUNDERS; HOBBS; MARGULES, 1991). Os fragmentos são sujeitos ao aumento de exposição ao vento, que pode resultar em dano na vegetação (MOEN, 1974; GRACE, 1977) ou aumento na evapotranspiração, que reduz significativamente a umidade florestal, aumentando também sua dessecação (TRANQUILINI, 1979 apud SAUNDERS; HOBBS; MARGULES, 1991) (LOVEJOY et al., 1986). Pode ainda haver o aumento do depósito de sementes de espécies exóticas em distâncias consideráveis no interior do remanescente e ainda proporcionar a transferência de insetos e outros organismos contaminados (SAUNDERS; HOBBS; MARGULES, 1991). Murcia (1995) observou que mudanças na estrutura da floresta podem afetar a dinâmica de interação de espécies próximas à borda e cita o exemplo de uma planta invasora atrair insetos, podendo atrair pássaros e, por conseqüência, servir de atração para predadores e parasitas de ninhos. Assim, o efeito de borda sobre a disponibilidade de luz e a abundância de insetos, inicia uma série de efeitos-cascata, que cruzam o ecossistema por meio de interações interespecíficas.
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Avaliação dos fragmentos florestais do município de Jaboticabal-SP

Avaliação dos fragmentos florestais do município de Jaboticabal-SP

A importância dessa análise para os estudos da dinâmica e estrutura dos fragmentos florestais evidencia- se na possibilidade de indicar o nível de proteção de seu interior em relação aos efeitos de borda. Viana e Pinheiro (1998) estudaram a forma de fragmentos florestais na região de Piracicaba, utilizando o parâmetro fator de forma, que é a relação entre a área do fragmento e seu perímetro, e a classificação determinada foi a seguinte: fragmentos com fator de forma superior a 0,8 são considerados arredondados; entre 0,6 e 0,8 são alongados; e inferior a 0,6, muito alongados.
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Aplicação da lógica fuzzy na identificação de fragmentos florestais com potencial para conservação

Aplicação da lógica fuzzy na identificação de fragmentos florestais com potencial para conservação

Com a fragmentação florestal ocorrem modificações nas condições abióticas e bióticas, consequentemente na distribuição dos organismos no espaço. Suas implicações dependem de alterações na estrutura da paisagem dos fragmentos florestais, que seja na área, na forma, na posição na paisagem e no grau de isolamento (CASTRO, 2004). De acordo com Harris (1984), qualquer diminuição na área de um fragmento florestal pode reduzir o número de espécies e afetar a dinâmica de populações, podendo comprometer a sustentabilidade do ecossistema. Forman et al. (1976) e Saunders et al. (1991) afirmaram que a riqueza das espécies diminui em uma área a medida que esta fica menor do que as áreas mínimas necessárias para a sobrevivência das populações.
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Avaliação do efeito borda na distribuição da avifauna em  fragmentos florestais de Cerrado

Avaliação do efeito borda na distribuição da avifauna em fragmentos florestais de Cerrado

ocorrência de processos biológicos. Essas alterações, provocadas pelo efeito borda, pode influenciar parcialmente fragmentos maiores (100 ha ou maiores) ou influenciar a dinâmica de todo o fragmento, no caso de fragmentos menores que 20 ha; a idéia é quanto menor o fragmento, maior o efeito borda, estando essa relação ligada diretamente à disponibilidade de recursos no solo (água, minerais, microbiota), vento, radiação solar incidente, temperatura. Assim espera-se que a dinâmica de fragmentos menores esteja diretamente influenciada pelos fatores abióticos presentes nos limites externos a eles. A distribuição da flora nas bordas, irá indicar as condições que podem ser bastante particulares nos fragmentos, atuando na distribuição e densidade de comunidades terrestres. Em relação à composição e dinâmica das comunidades terrestres em ilhas oceânicas, a Teoria da Biogeografia de Ilhas proposta por Macarthur e Wilson (1967) possibilitou informações preciosas no entendimento da estrutura de paisagens fragmentadas. Segundo os autores acima citados, a riqueza de espécies em ambientes fragmentados parece estar relacionada com o tamanho e o grau de isolamento da área, sugerindo uma redução no número de espécies em ilhas menores e mais isoladas (Terborg 1976). Um fator relacionado com a distribuição e a densidade populacional das espécies no fragmento, é a estrutura da matriz. A matriz pode ser considerada como uma área entre os fragmentos (campos, savanas, áreas agricultáveis, etc), que representa uma barreira para o fluxo migratório entre um e outro fragmento (Tocher 1997). A permeabilidade da matrix irá condicionar o fluxo das espécies por meio de um sistema de metapopulações. (Harrison 1991; Hanski, 1991).
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Ecologia de lianas e o manejo de fragmentos florestais

Ecologia de lianas e o manejo de fragmentos florestais

Em um dos estudos em um fragmento de cerca de 90 ha de área, localizado em uma microbacia experimental em Aracruz, ES, observou-se que a taxa de mortalidade de árvores pode estar correlacionada à abundância de cipós. Este fragmento encontra-se revestindo as “grotas” do terreno, enquanto os platôs são cultivados com eucaliptos. A estrutura e dinâmica da vegetação têm sido estudadas por cinco anos. Observou-se que existe uma grande heterogeneidade espacial nos padrões de mortalidade e recrutamento nesta área. O único sítio de amostragem onde o recrutamento em um período de 3 anos foi zero, coincidiu com a área mais infestada por cipós, tanto na borda quanto no centro. Nas demais áreas os cipós concentram-se mais na borda e em clareiras, e o sub-bosque é relativamente livre. Neste mes- mo sítio as taxas de mortalidade se situaram acima dos valores médios descritos na literatura para florestas em equilíbrio (1-2% ao ano), situando-se em torno de 6% ao ano. Entretanto, não se pode afirmar que a correlação existente implica em uma relação de causa e efeito. A infestação maior de cipós pode já ser uma conseqüência da maior mortalidade de árvores, e não necessariamente a causa. Como o trabalho está em andamento, haverá oportunidade de investigar com mais precisão estes aspectos.
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