direito administrativo

Top PDF direito administrativo:

Moralidade e direito : o princípio da boa-fé no direito administrativo

Moralidade e direito : o princípio da boa-fé no direito administrativo

Cumpre advertir que este trabalho não terá a pretensão de esgotar o tema da aplicação do princípio da boa-fé, que é extremamente vasto, nem tampouco realizar uma investigação filosófica acerca da moralidade, mas apenas demonstrar que, no atual estágio de evolução da Ciência do Direito, não mais é possível pretender-se o isolamento entre as esferas jurídica e moral, e que a aplicação do princípio da boa-fé no Direito Administrativo, a partir de seu desenvolvimento em searas privatistas, tem muito a oferecer na concretização do objetivo constitucional de se construir uma sociedade livre, justa e solidária.
Show more

18 Read more

CONTRIBUTO POTIGUAR À ELABORAÇÃO DOUTRINÁRIA DO DIREITO ADMINISTRATIVO

CONTRIBUTO POTIGUAR À ELABORAÇÃO DOUTRINÁRIA DO DIREITO ADMINISTRATIVO

De relevo a observação seguinte: “Temos, por tudo isso, que o uso da desapropriação de terrenos, como fator de obtenção de recursos para a feitura de obra pública, se traduz em desvio de finalidade da lei que o permite, contaminando, de resto, o ato administrativo que dela se socorre. Sim, porque o expropriamento se destina a habilitar a administração pública para a realização de obras ou desempenho de serviços pela utilização de bens expropriados (necessidade ou utilidade pública), ou, ainda, a ensejar, com finalidades sociais (melhores condições de habitação, melhor distribuição da terra, etc.), a transferência deles para terceiros (interesse social); e nunca a ser fonte de receita. Para a realização de obras públicas, mesmo na dimensão maior dos projetos urbanísticos, os recursos financeiros terão de haurir-se na fonte tributária” (Desapropriação para urbanização e reurbanização. Validade da revenda. Revista de Direito Administrativo, nº 128, p. 33-34, abr./jun. de 1977).
Show more

27 Read more

Governo eletrônico e direito administrativo

Governo eletrônico e direito administrativo

Por certo, em razão da extensão dos efeitos das novas tecnologias sobre a atividade administrativa, não seria possível pensar em um trabalho exaustivo a esse respei- to. A realidade do governo eletrônico é extremamente rica e complexa, podendo oferecer questões de variadas espécies, referentes às particularidades dos diversos temas do direito administrativo. Assim, cabe esclarecer que o objetivo deste estudo é oferecer um tratamen- to sistemático da matéria, o que já se mostra bastante desafiador. Cabe, pois, ressalvar que este estudo não trata de temas específicos, nem mesmo aqueles em que o governo eletrôni- co parece ter chegado a um estado mais avançado de desenvolvimento, como é o caso da utilização de meios digitais na administração tributária, na execução orçamentária, na ges- tão de pessoal e nos pregões eletrônicos.
Show more

39 Read more

A geometria variável do direito administrativo

A geometria variável do direito administrativo

A resposta deverá considerar a diferença entre entidades privadas e entidades administrativas privadas, sujeitas a influência pública dominante, justificação bastante para integrarem a Administração Pública. Não que se verifique uma transfiguração da sua personalidade jurídica. Que se mantém privada. Aliás, não nos parece que tal seja sequer necessário. Ademais, contrariaria uma opção legislativa expressa nesse sentido que é também uma opção clara por uma regra, — a aplicação do Direito Privado, — e por uma excepção, — a aplicação do Direito Administrativo. Apenas consideramos a influência pública dominante como suficiente para a inte- gração, na Administração Pública, de entidades administrativas privadas, por a mesma sujeitar a entidade privada, a uma vinculação diferente, ili- mitada, ao princípio da prossecução do interesse público, que não se define pela medida da delegação de tarefas públicas, e que se estende a toda a actividade desenvolvida, independentemente do exercício de poderes públi- cos de autoridade (40) . De facto, tal como ensina G IANNINI , o que é mani-
Show more

33 Read more

Direito administrativo e pós-positivismo:

Direito administrativo e pós-positivismo:

A constitucionalização do Direito Administrativo é fenômeno que influencia o redimensionamento da teoria clássica dos atos administrativos. No Brasil, por exemplo, a Constituição (BRASIL, 1988), em seu artigo 5º, inciso LIV, tem como princípio orientador das atividades públicas o devido processo legal. Segundo Didier Jr. (2018), tratar do referido direito fundamental significa identificar o seu potencial de irradiação sobre todo o ordenamento. Desse modo, além da referida garantia ser aplicada aos processos legislativo e jurisdicional, ela também está presente no objeto do presente estudo, o processo administrativo. Vale ressaltar que, sob a égide pós-positivista, o conceito deve ser interpretado também de maneira ampliativa. Assim, quando é mencionado que o devido processo é legal, não se está dizendo que ele está limitado às leis, mas, sob a regra da juridicidade, que ele deve observar o ordenamento jurídico de forma integral.
Show more

26 Read more

A Constitucionalização do Direito Administrativo e a juridicidade administrativa: Um estudo sobre o caso Brasileiro e Português

A Constitucionalização do Direito Administrativo e a juridicidade administrativa: Um estudo sobre o caso Brasileiro e Português

Doutor em Direito Administrativo pela UFSC, com estágio de Doutoramento Sanduíche junto ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa (Portugal). Mestre em Direito Constitucional pela UFSC. Especialista em Direito Administrativo pelo CESUSC. Professor de Direito Administrativo nos Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Direito do CESUSC. Professor de Direito Administrativo na Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina (ESMESC) e na Escola Nacional de Administração (ENA/Brasil), em convênio com a École Nationale d'Administration (l'ENA/França), bem como em Cursos de Pós-Graduação em Direito da UNIDAVI, UNOESC, UNISUL, UnC, Estácio de Sá e diversas outras instituições. Membro fundador do Instituto de Direito Administrativo de Santa Catarina (IDASC). Conselheiro Estadual da OAB/SC (triênio 2013-2015). Vice-Diretor Geral da ESA- OAB/SC (triênio 2013-2015). Presidente do Comitê de Mobilização para a Reforma Política (OAB/SC). Membro da Comissão de Direito Constitucional e da Comissão da Moralidade Pública da OAB/SC (triênio 2013-2015). Assessor Jurídico do Sindicato dos Trabalhadores na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina (SINTE/SC). Advogado militante na seara do Direito Público. E-mail: jscristovam@gmail.com
Show more

33 Read more

As Formulações — Fonte do Direito Administrativo

As Formulações — Fonte do Direito Administrativo

São dotadas de força coativa em decorrência da competên­ cia específica do Órgão de onde são emanadas e da posição esse na composição do Sistema. A sua inobservância redunda na instabilidade administrativa decorrente da desuniformidade e tratamento, justificando sempre a interferência do Órgão en ra no sentido de anular atos praticados com infringência os preceitos contidos nas Formulações, porquanto essas re- f eQ Se, m 0 alcance real da norma legal ou regulamentar, em CaSi° co1 ncret0' °u os procedimentos ideais a serem ° a Pe a Administração, os quais por sua vez não se dis- Adrnlnistrativo1110'*3'08 'n^orma(^ores e interpretativos do Direito
Show more

6 Read more

Direito Administrativo

Direito Administrativo

matéria criminal e a restrição dos direitos, liberdades e garantias), a normação positiva que, por sua natureza, obvie intolerável, arbitrária ou demasiado opressivamente aos tais mínimos de certeza e segurança que as pessoas, a comunidade e o direito têm de respeitar — como dimensões essenciais do Estado de direito democrático —, será de considerar não tolerável pela Lei Fundamental. Mas, para tanto, necessário se torna, de um lado, que as expectativas por banda de quem, pela nova normação, veja desvalorizada a sua posição, sejam dignas de uma justificada tutela e, de outro, como questão a balancear nesta dicotomia, que o interesse visado de conformação de interesses sociais e de bem comum a prosseguir pelo legislador, se não apresente como detendo, no concreto, peso suficiente para derrogar aquelas expectativas ou, ainda que se apresentando com tal detenção, a derrogação se não mostre intolerável, arbitrária ou demasiadamente opressiva.”
Show more

395 Read more

O Ético e Poiético no Direito Administrativo

O Ético e Poiético no Direito Administrativo

Souto Maior (1965, p.-271) ensina que a sociedade se dividida em castas ou estamentos, extremamente hierarquizada e com pouca mobilidade social. O feudalismo se caracterizava como um sistema de vassalagem e suserania, no qual o direito de governar resultava do direito de propriedade. Existiam três classes sociais: o clero, a nobreza e o restante da população, em sua maioria, servos e artesões. Havia uma relação de servidão entre os servos e os senhores feudais, aqueles obrigados a pagar impostos em troca de permissão para o uso da terra e proteção militar conferida pelos senhores feudais. As obrigações que os servos se sujeitavam eram tão abusivas que consumiam dois terços do que produziam. Havia uma agricultura de subsistência, uma economia baseada na troca de mercadorias e produtos, com pouca ou quase nenhuma utilização de moedas. Os feudos eram auto-suficientes. Nesse período, havia a supremacia da Igreja Católica que possuía o maior número de terras e detinha o poder temporal. A Igreja organizava-se de forma hierárquica e centralizada. O Papa sendo o sucessor de São Pedro detinha os poderes espirituais e temporais. Os sacerdotes, arcebispos, bispos e párocos formavam o clero secular. Comentando a sociedade medieval, Carvalho discorre (2002, p.35):
Show more

113 Read more

DIREITO ADMINISTRATIVO E JUSTIÇA SOCIAL

DIREITO ADMINISTRATIVO E JUSTIÇA SOCIAL

Sobre o trabalho, inclui disposicoes relativas à sua protecao legal, com obrigação para a coletividade de procurar, com preferência aos cidadãos, a possibilidade de tirar seu sustento mediante o desenvolvimento de uma atividade econômica (artigo 53), o direito do trabalhador à justa remuneração, a limitação da jornada, o descanso semanal e a higiene física e moral, com obrigação de regulamentare e limitar o trabalho das mulheres e dos menores de dezoito anos (artigo 54), a obrigação de regulamentação legal da distribuição imparcial e equitativa do trabalho (artigo 55), e a de toda empresa, cujas características determinem a permanência de pessoal no respectivo estabelecimento, de fornecer alimentação e alojamento adequados (artigo 56), e a promoção legal da organização de sindicados gremiais, reconhecendo franquias e estabelecendo normas para reconhecer-lhes a personalidade jurídica e o direito de greve, como direito gremial (artigo 57).
Show more

18 Read more

O PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA NO DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO

O PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA NO DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO

Tais cláusulas de revogação genéricas introduzem no ordenamento jurídico revogações tácitas, as quais, na ordem jurídica brasileira, podem se dar pela incompatibilidade de duas normas sucessivas, ou no caso em que a norma posterior regula, de modo exaustivo, matéria tratada por norma anterior (art. 2º, § 2º da Lei de Introdução ao Código Civil 197 ). O problema reside em que a determinação da revogação tácita é realizada pelas autoridades administrativas, ao aplicarem as leis, e, eventualmente, pelo Juiz, com definitividade e in concreto, se for instado a fazê-lo. Percebe-se de plano a grande imprevisibilidade que esta espécie revogatória oferece, sujeita que está às multiformes interpretações dos referidos aplicadores do direito. Se a ela agregarmos o aluvião normativo que nos açoita, teremos a exata medida das incertezas de que o administrado padece quanto à vigência das normas jurídico-administrativas.
Show more

145 Read more

O Conceito de Direito Líquido e certo no Direito Administrativo

O Conceito de Direito Líquido e certo no Direito Administrativo

No mesmo sentido, manifestou-se a Côrte de Justiça do Estado do Rio: “Líquido e certo é o direito que, ao ser invocado, se apresenta com tôdas as características da evidência concreta, não necessitando ser provado através de formalidades normais processuais” . (1 6 ) Vemcs assim que numa primeira fase da evolução do mandado, caracte- iizou-se o direito certo e incontestável pela translucidez e pela evidência da pretensão jurídica. Posteriormente, edmitiu-se o mandado como meio de resolver questões mais complexas desde que o fato alegado como base do direito subjetivo fôsse certo e provado inequivocamente pelos documentos juntos à inicial. Tal é o sentido da evidência concreta a que se refere a ementa do acórdão que acabamos de citar.
Show more

10 Read more

Temas de
              Direito Administrativo

Temas de Direito Administrativo

“1 – O que está fundamentalmente em causa na interpretação do artº 100.2 do CPTA é de um lado o direito ao acesso à justiça e do outro o interesse público em que os concursos sejam tramitados seguindo as regras legais e a boa-fé a que os concorrentes também estão obrigado perante a administração.

121 Read more

Pressupostos do Direito Administrativo

Pressupostos do Direito Administrativo

Daí dizer D’ALESSIO não ser o Estado “ Ia somma degli individui che ne fanno parte, ma vive al di sopra di essi, supe­ rando i lim iti dello spazio e dei tem po; erede delle tradizione dei passato, tutelatore degli interessi avvenire” . E acrescenta aquêle Mestre: “ Esso é Tespressione di quelTistinto che ricol- lega le generazioni presenti alie venture, che nella fam iglia fa si che i padri provvedano al benessere dei fig li e dei nipoti” . 40 O fenômeno de combinação, pelo qual se reunem e se fundem os vários elementos sociais que podem ser represen­ tados sintèticam ente como unidade, vem a constituir o processo de organização do Estado em face e por atuação de objetivos puramente sociais. Organizado pelos seus próprios fins, torna- se o Estado uma unidade teleológica. Assim concebido, tendo fins próprios que atingir, interêsses que satisfazer, que não os interêsses individuais de cada qual, possui o Estado em si o elemento essencial para o reconhecim ento de sua personali­ dade jurídica. Tais interêsses, realmente, que, como os outros, almejam encontrar reconhecim ento e proteção no Direito, ca­ recem de um sujeito que eventualmente possa pô-los em mo­ vimento e, para tanto, valer-se das normas que os próprios interêsses reconhecem e protegem. Constituindo-se o Estado como tal sujeito, não pode deixar êle de ser considerado como sujeito de direitos nem como não possuindo, como atributo es­ sencial e originário, personalidade jurídica.
Show more

20 Read more

Temas de Direito Administrativo

Temas de Direito Administrativo

A tergiversação quanto à natureza jurídica das fundações instituídas por ato governamental tem sido nada mais que re­ sultado de equívocos. Não tem passado de discussão acadê­ mica tôda a porfia que se vem desenvolvendo diante da classica divisão dicotôm ica do direito, oriunda da tradição romamsta, embora conservada, até hoje, por mero hábito mental, segundo observação de Joaquim Pimenta (à guisa de prefacio— Dissídios Coletivos do Trabalho-Geral — de Bezerra de Menezes — 1957-P.9). Diz Pontes de Miranda que em torno desse dualismo há mais de vinte teorias, que procuram distinguir o direito pu­ blico do privado, além de opmioes esgarçadas (apud Norma Pública e Privada no Direito do Trabalho — E .F . Gottschalk — 1944).
Show more

12 Read more

699

699

gerais sobre os requisitos de legalidade e eficácia, sobre a validade e a invalidade e sobre a revogação dos actos administrativos relevam do direito administrativo geral material e a sua aplicação no domínio fiscal, pelo menos naquilo que não sejam afastadas por disposições normativas de direito fiscal, é incontornável (referindo o direito do acto administrativo como um dos domínios em que mais claro se torna o carácter jurídico-administrativo do direito fiscal, K. Tipke, Die Steuerrechtsordnung, I, 35). Em todo o caso, ainda que fosse possível demonstrar a restrição da aplicação do direito administrativo geral no domínio fiscal à sua parte orgânica e funcional, tal apenas levaria a concluir que as especialidades materiais do direito fiscal eram em tal extensão e profundidade que já teriam afastado as disposições normativas gerais de direito administrativo, o que continuaria a ser compatível com a existência de uma relação de generalidade e especialidade entre ambas as disciplinas.
Show more

60 Read more

A RELEITURA DO DIREITO DO TRABALHO À LUZ DO PRAGMATISMO JURÍDICO

A RELEITURA DO DIREITO DO TRABALHO À LUZ DO PRAGMATISMO JURÍDICO

HORÁCIO MONTESCHIO Pos doutorando na Universidade de Coimbra - Portugal e pelo UNICURITIBA, Paraná - Brasil. Doutor em Direito pela Faculdade Autônoma de São Paulo- FADISP. Mestre em Direitos da Personalidade - UNICESUMAR. Professor de Direito Administrativo Administrativo e Processo Administrativo do UNICURITIBA. Pós graduado em Direito Imobiliário e Direito processual civil pela Escola Paulista de Direito. Especialista em Processo Civil e Direito Público, pelo Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos, Direito Tributário, pela UFSC; em Direito Administrativo, pelo Instituto Romeu Felipe Bacellar; Direito Aplicado pela Escola da Magistratura do Estado do Paraná. Advogado, ex-Secretário de Estado da Indústria e Comercio e Assuntos do Mercosul do Estado do Paraná, ex-Secretário Municipal para Assuntos Metropolitanos de Curitiba; Integrante do Instituto dos Advogado do Paraná (IAP). Membro fundador e integrante do Instituto Paranaense de Advogados Eleitoralistas. Integrante das comissões de Direito Eleitoral e de Assuntos Legislativos da OAB/PR. ex-conselheiro do SEBRAE. ex-Presidente do Conselho da Junta Comercial do Estado do Paraná. Membro do Conselho Editorial do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral.
Show more

5 Read more

ITORM ORAIS DEA NDRADE S ANÇÕESA DMINISTRATIVAS NOC ÓDIGO DEP ROTEÇÃO ED EFESA DO

ITORM ORAIS DEA NDRADE S ANÇÕESA DMINISTRATIVAS NOC ÓDIGO DEP ROTEÇÃO ED EFESA DO

cualquier sector de ordenamiento, es que su aplicación solo permite una única solución justa, el ejercicio de una potestad discrecional permite, por el contrario, una pluralidad de soluciones justas, o, en otros términos, optar entre alternativas que son igualmente justas desde la perspectiva de Derecho.” In ENTERRÍA, García de; FERNANDEZ, Tomás-Ramón. Curso de Direito Administrativo. Curso de Direito Administrativo, tomo II. 12ª ed. Madrid: Civitas, 2004, pág. 466 Ainda Garcia de Enterría: “Lo peculiar de estos conceptos jurídicos indeterminados es que su calificación en la circunstancia concreta no puede ser más que una: o se da o no se da el concepto; o hay buena fe o no hay buena fe en el negocio, o el sujeto se ha comportado como un buen padre de familia o no, podemos decir en términos Del Derecho Privado; o en nuestro campo: o hay utilidad pública o no la hay; o se da, en efecto, una perturbación del orden público, o no se da. O el precio que se señala es justo o no lo es etc. Tertium non datur. Hay, pues, y esto es esencial, una unidad de solución justa en la aplicación Del concepto a una circunstancia concreta. Aquí está lo peculiar Del concepto jurídico indeterminado frente a lo que es propio de las potestades discrecionales, pues lo que caracteriza a éstas es justamente la pluralidad de soluciones justas posibles como consecuencia de su ejercicio” in ENTERRÍA, Garcia de. La lucha contra las inmunidades del poder. 3ed. Madrid: Ed. Civitas, 1995, pág. 35. Também neste sentido a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro: “Dentro dessa doutrina, o emprego de conceitos imprecisos pelo legislador não significa outorga de discricionariedade à Administração, pois somente o juiz, com sua imparcialidade e seus conhecimentos técnicos, tem condições de encontrar a solução mais adequada a cada caso concreto. As autoridades incumbidas de aplicar a lei não têm liberdade de escolher, segundo seus próprios critérios, a solução que lhes pareça mais conveniente; elas têm que observar os limites legais e obedecer ao fim específico de interesse público expresso na lei, seguindo as regras da mais racional administração”. In Discricionariedade Administrativa na Constituição Federal de 1988 págs 101-102.
Show more

272 Read more

DEVIDO PROCESSO LEGAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR NAS AGÊNCIAS REGULADORAS

DEVIDO PROCESSO LEGAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR NAS AGÊNCIAS REGULADORAS

Aborda o crescente destaque que, nas últimas décadas, tem adquirido o processo administrativo dentro do Direito Administrativo, ao mesmo tempo que ressalta a sintonia que guarda a processualidade com a nova feição assumida por este ramo jurídico. Enfoca a competência sancionadora das agências reguladoras, notadamente o que diz respeito ao balizamento processual que condiciona o seu exercício. Objetiva a reunião de elementos variados, muitas vezes dispersos pelo sistema jurídico, para que se torne possível elencar, com grau satisfatório de detalhamento, as diretrizes constitucionais de natureza processual indispensáveis ao sancionamento do particular por obra da ação punitiva das agências reguladoras. Destaca a cláusula do devido processo legal, pela abundância do conjunto protetivo que congrega em torno de si, como princípio constitucional balizador da aplicação de sanções pelas agências reguladoras. Examina a repercussão do princípio constitucional do devido processo legal sobre o Direito Administrativo, destacando os princípios mais relevantes nos quais aquele se desdobra. Analisa, à luz do princípio do devido processo legal, o processo administrativo sancionador desenvolvido no âmbito das agências reguladoras. Conclui que não há qualquer espaço, no ordenamento jurídico brasileiro como um todo, para que se apliquem sanções sumariamente; que impera, em nosso sistema, uma verdadeira presunção absoluta, ditada pela Constituição, de que somente por intermédio do regular processo é que deverá ser obtida, pela Administração Pública, a melhor e mais justa decisão a ser tomada nos casos em que possam ser afetados direitos de particulares; que, em respeito ao princípio do contraditório, é indispensável a motivação de decisão que imponha sanção; que deve haver, em homenagem ao princípio da ampla defesa e pela necessidade de ser preservada a autonomia do ente regulador, uma instância recursal internamente a cada agência; que devem ser obrigatoriamente observados pelas agências, por ser esta a única alternativa compatível com a Constituição, os princípios elencados na Lei Federal nº 9.784/1999.
Show more

197 Read more

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA  EMPRESARIAL OBJETIVA POR ATO DE CORRUPÇÃO NOS TERMOS DA LEI 12.84613  Beatriz Miranda Batisti

FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA EMPRESARIAL OBJETIVA POR ATO DE CORRUPÇÃO NOS TERMOS DA LEI 12.84613 Beatriz Miranda Batisti

A Lei da Empresa Limpa é considerada um avanço nos esforços dirigidos ao combate da corrupção, principalmente em razão da determinação da responsabilização objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira. Problematiza-se acerca do fundamento jurídico para responsabilização objetiva, alvo de controvérsias doutrinárias e questionamentos acerca de sua (in)constitucionalidade. O artigo pretende confrontar as teorias existentes no que tange à responsabilidade objetiva da empresa por condutas de corrupção descritas na Lei 12.846/13, elucidando as discussões que a envolvem e suas repercussões nas esferas administrativa, penal e civil. Procura delimitar os possíveis significados da responsabilização objetiva e construir formas de interpretação que assegurem a sua efetividade, respeitando a vontade do legislador e o dever constitucional de garantir a moralidade empresarial nos negócios realizados com a Administração Pública. Para tanto, apresenta as vertentes do direito administrativo sancionador e do direito penal administrativo, defendidas pela moderna doutrina e posiciona-se no sentido de que a exegese mais adequada para assegurar o escopo de combater a corrupção empresarial é a que toma por fundamentação a teoria do risco proveito, importada do Direito Civil.
Show more

23 Read more

Show all 10000 documents...