Direito do Trabalho e Processual do Trabalho.

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NOVA LEITURA DOS PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO DOUTORADO EM DIREITO

NOVA LEITURA DOS PRINCÍPIOS DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO DOUTORADO EM DIREITO

depósito em dinheiro, no valor de sessenta salários-mínimos, em sede de execução provisória, o Juízo não afronta o devido processo legal, na medida em que se fundamenta em dispositivo da norma processual comum absolutamente aplicável ao processo trabalhista, sub-sidiariamente, em consonância com os ditames do art. 769 da CLT. Isso porque o texto consolidado é lacunoso quanto à matéria (execução provisória) e porque o art. 475-O do CPC é escancaradamente compatível com as normas que regem o processo do trabalho. Ressalte-se que a expressão "até a penhora", do art. 899 da CLT, além de não restringir a execução provisória, deve ser analisada como uma referência, jamais como um limite intransponível, existindo, portanto, uma lacuna na norma processual trabalhista, o que leva à aplicação subsidiária do processo civil. Este, por sua vez, deu vida nova à execução — definitiva ou provisória — pela Lei n. 11.232/05, cujo objetivo precípuo é o de, na esteira da alteração constitucional (EC n. 45/04), obter sua maior eficácia e efetividade. Para a conquista de tal objetivo, a Lei n. 11.232/05, dentre outras coisas, ampliou o alcance do art. 588, revogando-o expressamente. A sistemática e a dinâmica da execução provisória, que deverá ser processada "no que couber, do mesmo modo que a definitiva", são atualmente tratadas especificamente no art. 475- O do CPC. Ademais, ainda que por amor à argumentação se entenda não haver uma lacuna normativa nas regras processuais trabalhistas, há que se observar a existência de uma lacuna ontológica, sendo premente uma modernização dessas regras. Forçoso concluir, portanto, que, ocorrendo a lacuna ontológica na CLT, como no caso em concreto, faz-se imperioso buscar uma solução, nos institutos mais modernos, mediante a "heterointegração do direito", visando a eficiência e a efetividade na prestação jurisdicional. Segurança denegada, por maioria de votos. (TRT - 15 a R. - SDI-1 - Rel. Samuel Hugo Lima (designado) - DJe n. 376 - 10.12.09
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Distribuição dinâmica do ônus da prova no direito processual do trabalho

Distribuição dinâmica do ônus da prova no direito processual do trabalho

desfrute de maior facilidade para produzir a prova, é evidente que o resultado dessa distribuição não pode importar numa probatio diabolica reversa. Exageros dessa ordem conflitariam claramente com a garantia da ampla defesa ” (PACÍFICO, Luiz Eduardo Boaventura, Ônus da prova e o Projeto de Código de Processo Civil, p. 316); “Todavia, é importante lembrar que o limite na aplicação da dinamização se encontra justamente em suas bases de legitimação: não se faz possível deslocar o ônus da prova se este fardo, para a outra parte, se revela impossível de ser cumprido. Assim, do mesmo modo que a dificuldade do acesso à prova e a desigualdade possibilitam a dinamização, pela mesma razão estão a impedi-la, quando a outra parte encontrará as mesmas dificuldades, observando-se, via de consequência, semelhante violação ao princípio da igualdade” (CARPES, Artur, A distribuição dinâmica do ônus da prova no formalismo-valorativo , p. 16); “A nota característica da teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova reside, pois, na identificação da parte que detém melhores condições para produzir a prova necessária para o convencimento do julgador. Sendo assim, não basta que a prova seja especialmente difícil ou impossível para uma das partes, é preciso também que seja especialmente fácil ou acessível para a parte contrária” (MARECO, Gabriella Dinelly Rabelo, O ônus da prova no direito do trabalho: distribuição dinâmica e inversão , p. 55); “Há vezes em que a facilidade probatória de uma parte transforma-se em ônus; se o empregador alega fato impeditivo em seu favor contra seu empregado, em princípio, a ele cabe o ônus da prova; se esse fato impeditivo é a menoridade do empregado, não é fato constitutivo, e no entanto a prova da maioridade será exigida ao pretenso menor. Pela natural facilidade para manter registros, arquivos e outros meios materiais que a organização burocrática possibilita, o ônus da prova pende às vezes para a empresa, como parte. Isso não poderia ser levado até as últimas consequências, sem uma ponderação de cada caso, como se pretende fazer com o despedimento. Esse rigor probatório, de praxe contra a empresa, não se pode transferir à empregadora doméstica, por motivos óbvios (art. 7º/4)” (CARRION, Valentin, Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho, p. 704-705).
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O PROCESSO CIVIL COLETIVO E AS CONDIÇÕES DA AÇÃO

O PROCESSO CIVIL COLETIVO E AS CONDIÇÕES DA AÇÃO

Romano, que já disciplinava o instituto da ação. Como nos ensina Leonardo José Carneiro da Cunha, “na verdade, sobre o conceito de ação, havia duas correntes civilistas: (a) a que identificava a ação como o próprio direito subjetivo material e (b) a que a corporificava num direito dependente ou nascido daquele, a partir da violação” (Interesse de agir na ação declaratória, p. 37). Entre os seguidores de referida teoria, destaca-se Savigny. Posteriormente, já em meados do século XIX, surgiu uma discussão entre dois autores alemães, Windscheid e Muther, que, apesar de discordes em alguns pontos, acabaram por “derrubar” a teoria civilista, levando a perceber uma distinção entre o direito material (direito lesado) e o direito de ação. A partir daí, muitos doutrinadores passaram a repensar o conceito de ação e acabaram por reconhecer sua autonomia. Pode ser dado destaque ao trabalho ofertado por Bülow (1868), que mostrou a existência de duas relações jurídicas: uma de direito material e outra de direito processual. O ponto culminante da passagem da teoria clássica para a teoria da ação como direito concreto deu-se em 1855, com trabalho apresentado por Adolf Wach, que comprova a independência da ação em relação ao direito material, ao mencionar a ação declaratória, que pode ser utilizada justamente para declarar a inexistência de uma relação jurídica. Muito embora fique, por essa teoria, evidenciada a autonomia do direito de ação em relação ao direito material, continua, porém, aquele direito vinculado a decisão favorável. Nesse meio de caminho, antes de partir para a teoria abstrata, evidencia-se a teoria defendida por Chiovenda, denominada potestativa, justamente por originar-se de poder atribuído a titular de um direito, para obter do Estado provimento em face de um obrigado, diante da manifestação de vontade daquele
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MARISA DE SANTANA DA COSTA MONITORAMENTO DO SISTEMA DE GESTÃO DA REDE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO PELO COMITÊ GESTÃO INTEGRADA DA ESCOLA – A DINÂMICA DE TRABALHO E SEUS DESAFIOS

MARISA DE SANTANA DA COSTA MONITORAMENTO DO SISTEMA DE GESTÃO DA REDE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO PELO COMITÊ GESTÃO INTEGRADA DA ESCOLA – A DINÂMICA DE TRABALHO E SEUS DESAFIOS

As situações críticas apontadas pelos AAGEs devem ser encaminhadas aos setores da SUGEN, de acordo com a pertinência. Caso as situações sejam de governabilidade de outra Subsecretaria, estas são submetidas à Superintendente da SUPGE para que esta submeta à Subsecretária da SUGEN e, a partir de então, os devidos encaminhamentos sejam realizados de forma que se retorne uma resposta ao AAGE. Esta é uma importante atividade para a rotina do técnico do Comitê GIDE, que precisa ficar bem informado de todas as ações da sede administrativa, sobretudo as ações da SUGEN, para orientar aos AAGEs, porém nem sempre é uma ação possível. Ainda que o técnico leia e estude todas as publicações feitas em Diário Oficial, o diálogo para esclarecimento de dúvidas é fundamental. As demandas emergenciais dificultam o diálogo e a pouca quantidade de técnicos no Comitê também produzem efeito negativo na qualidade do trabalho. Atualmente existem oito técnicos que precisam realizar todas as ações internas e externas. A sobrecarga de atividades foi notória na fase de análise da rotina dos técnicos do Comitê GIDE.
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A materialidade do trabalho e o “trabalho imaterial” — Outubro Revista

A materialidade do trabalho e o “trabalho imaterial” — Outubro Revista

Com a observação a seguir, não desejamos sugerir que Negri, Hardt e Lazzarato sejam hegelianos; efetivamente não o são. Hegel, diferente desses autores, cultivava a precisão conceitual, o racionalismo, era metodo- logicamente aferrado à categoria da totalidade. E tinha, acima de tudo, uma enorme sede de história. O que tais autores compartilham com os “jovens hegelianos” de A sagrada família é sua “atitude livre” face ao objeto. Em um movimento análogo ao dos jovens hegelianos criticados por Marx, que inver- teram a seqüência histórica (a máquina a vapor como o coroamento, e não o início da Revolução Industrial; as cidades fabris antes das fábricas, etc.), Negri, Hart e Lazzarato invertem causa e efeito tomando a “reestruturação produtiva” como conseqüência – e não causa – do fechamento de postos de trabalho. Para eles, como vimos, foram os operários que se recusaram ao tra- balho fordista e não os capitalistas que, premidos pela crise e pela concorrên- cia mais acirrada, teriam expulsado os trabalhadores de seus postos de traba- lho. A causa do fechamento dos postos de trabalho seria os próprios operári- os, e não o processo de autovalorização do capital. No mesmo caminhar, to- mam por “comunista” um “território produtivo” que nada mais é que uma das formas mais intensas da exploração do trabalho pelo capital: a “Terceira Itália”. E, no mesmo diapasão, substituem a acumulação primitiva pelo “amor para o tempo” como força motriz da história moderna.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Flávio José de Araújo Mateus

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Flávio José de Araújo Mateus

Esta dissertação é o resultado de uma pesquisa que teve por objetivo descrever e analisar, comparativamente, a percepção das vivências de prazer e sofrimento no trabalho de professores do ensino fundamental que atuam em duas escolas, uma da rede pública e outra da rede privada, ambas localizadas em um município do interior de Minas Gerais. A psicodinâmica do trabalho foi o referencial teórico que deu escopo à realização da pesquisa descritiva de caráter qualitativo. Este trabalho teve como sujeitos de pesquisa 20 docentes, dentre eles 10 professores atuantes em uma escola da rede pública e 10 da rede privada. Um roteiro estruturado, elaborado exclusivamente para esta pesquisa, norteou as entrevistas, das quais os professores do ensino fundamental participaram. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo, à luz dos pressupostos teóricos de Bardin sobre a análise de conteúdos, com as temáticas predefinidas a partir da literatura dejouriana sobre prazer e sofrimento no trabalho. As unidades de registro foram: sentido do trabalho, contexto do trabalho, vivências de prazer no trabalho, vivências de sofrimento no trabalho, e mecanismos de defesa e estratégias de regulação ante o sofrimento advindo do trabalho. Emergiram dessas unidades de registro as categorias de análise diretamente correlacionadas aos objetivos específicos da pesquisa. Os resultados evidenciaram que o trabalho ocupa espaço central na vida dos docentes, tanto os da escola pública quanto os da privada. O sentido conferido ao trabalho pelos docentes da escola da rede pública diz respeito à interação pessoal estabelecida com os discentes, em que pode ocorrer, por exemplo, laços de amizade com os alunos. Na particular, está relacionado com a percepção pessoal do autodesempenho profissional que os professores têm, por exemplo, quando conseguem perceber que dominam o conteúdo
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O PROCESSO CIVIL COOPERATIVO  Isadora Minotto Gomes Schwertner

O PROCESSO CIVIL COOPERATIVO Isadora Minotto Gomes Schwertner

Para tanto, a dimensão principiológica do processo é compreendida como repositório dos valores mais caros à realização da justiça, não apenas como idealidade, mas como concretude no e pelo processo. A ocasião da edição do novo Código de Processo Civil brasileiro torna ainda mais oportuno o momento reflexivo e convida a situar o processo numa crise estabelecida na função jurisdicional. O alto índice de litigiosidade, o congestionamento processual e os entraves materiais e formais a uma prestação de mérito e exequível tornam tal retomada de fundamentos uma necessidade premente. E, diante dessas condições, a criatividade das análises produzidas sinaliza possíveis rotas de avanços.
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MARIA LÚCIA SILVA DE CASTRO

MARIA LÚCIA SILVA DE CASTRO

Tendo em vista esse contexto, a presente pesquisa tem por objetivo geral analisar como o conselho escolar da Escola X, poderia agir no sentido de construir coletivamente estratégias de intervenção. Conforme prevê a legislação, é essencial que ocorra o desenvolvimento da equipe gestora e dos docentes para conhecerem o trabalho desenvolvido a ponto de realizarem constantes estratégias de intervenção. Como os Conselhos passaram a ser enfatizados pela Secretaria do Estado do Amazonas recentemente, as escolas de Coari, perceberam, por meio desse trabalho, que o funcionamento proposto para o conselho da escola estudada frente aos desafios que ela apresenta, poderá proporcionar mudanças significativas no trabalho cotidiano da equipe escolar. Neste contexto, os dados investigados pela pesquisadora buscaram salientar os entraves da escola para um trabalho mais orgânico, tendo em vista que isso é exposto nos documentos oficiais como necessário, e o conselho escolar poderá ser um elemento importante para que a escola busque atender a este fator.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Indira Barreto Trindade

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Indira Barreto Trindade

Esta pesquisa se propôs a estudar o sentido do trabalho para os catadores de material reciclável da ASMARE (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável), situada na cidade de Belo Horizonte/MG. Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza descritiva, que adotou como instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada, realizada com oito catadores, entre mulheres e homens, que atuam nos dois galpões da associação. O processo foi organizado em três etapas: pesquisa documental; entrevistas; organização e análise dos dados. O estudo manteve diálogo permanente com teóricos que estudam o trabalho humano, sua centralidade e o sua função psicológica. Os resultados apontaram que, embora realizada em condições adversas, a atividade do catador não se reduz à luta contra o sofrimento, podendo ser percebida também como fonte permanente de recriação e de novas formas de viver. Por meio deste estudo, procurou-se dar maior visibilidade ao catador e à sua relação com seu trabalho, e os resultados mostraram que, apesar de sua pouca valorização social, para além da garantia da sobrevivência, essa atividade pode ser fonte de reconhecimento e de identidade, permitindo a emergência de novas perspectivas de vida e a projeção de um futuro melhor.
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Douglas Uemura Nunes Naercio Aquino Menezes Filho Bruno Kawaoka Komatsu

Douglas Uemura Nunes Naercio Aquino Menezes Filho Bruno Kawaoka Komatsu

Davis, Haltiwanger e Schuh (1996) também contribuíram para a visão de que as demissões são a principal fonte de flutuação do desemprego. Os autores utilizam dados de empresas industriais norte-americanas (provenientes da Longitudinal Research Datafile, de 1972 a 1993) para mensurar a criação, destruição e realocação de empregos no setor. Os autores concluem que as taxas de destruição de emprego exibem maior variação cíclica que as taxas de criação de emprego, e que, em particular, as recessões são caracterizadas por um rápido aumento da destruição do emprego acompanhado de uma relativamente leve desaceleração da criação de emprego. Para o presente trabalho, no entanto, é importante notar que a destruição de emprego pode ocorrer tanto através de demissões (o que ocasionaria um aumento da probabilidade de desligamento) ou, simplesmente, pelo não preenchimento de postos que ficaram vagos (resultando em uma redução da probabilidade de admissão) – tornando o uso dessa medida menos atraente para o objetivo proposto neste artigo. Além disso, Foote (1998) apresenta evidências de que a destruição de empregos só é mais volátil no setor industrial norte-americano.
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WP 095 Como as Mudanças no Trabalho e Renda dos Pais afetam as Escolhas entre Estudo e Trabalho dos Jovens?

WP 095 Como as Mudanças no Trabalho e Renda dos Pais afetam as Escolhas entre Estudo e Trabalho dos Jovens?

fatores que podem influencia-la, tais como a escolaridade do chefe de família, o número de crianças no domicílio e o tamanho da família (Camarano e Kanso, 2012). Menezes Filho, Cabanas e Komatsu (2014) estudaram como diversos fatores, como o crescimento da renda dos adultos, afetam a escolha ocupacional e de estudos dos jovens. No entanto, poucos estudos abordam a questão da barganha interna ao domicílio, que pode trazer efeitos diferenciados da situação de mercado de trabalho e da renda de pais e de mães sobre essa decisão domiciliar. Conforme mostra Rangel (2006), a distribuição de poder de barganha no interior da família tem papel importante, de modo que um aumento do poder de barganha da mãe favorece os gastos com educação. Nesse sentido o aumento proporcional maior da renda das mães pode ter tido efeitos maiores sobre o estudo dos filhos.
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EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONCRETIZAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS NA CONCRETIZAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Seguindo essa esteira, tem-se que o legislador, visando dar cumprimento aos direitos fundamentais, em especial, aos princípios constitucionais de cunho processual, com base no princípio da inafastabilidade da jurisdição (artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal), há décadas vem tentando cumprir com o seu papel, realizando uma série de reformas processuais com o fito de impingir maior efetividade à tutela jurisdicional Estatal. Assim, o legislador enxergou que para se buscar a efetividade do processo deveria dotá-lo de mecanismos processuais para combater a excessiva demora em sua tramitação, acabando por introduzir uma série de reformas no Código de Processo Civil, como, por exemplo, as instauradas pelas Leis nº 8.950/1994, 8.952/1994, 9.079/1995, 9.245/1995, 10.352/2001, 10.358/2001, e 10.444/2002, responsáveis pela criação, dentre outros mecanismos, da ação monitória (artigo 1.102a - 1.102c); do instituto da antecipação dos efeitos da tutela (artigo 273); da ação de cumprimento de obrigação de fazer e não fazer (artigo 461) e de dar coisa certa (artigo 461-A); sem contar, ainda, a implantação das expressivas modificações na área recursal.
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Capital, força de trabalho e relações de gênero — Outubro Revista

Capital, força de trabalho e relações de gênero — Outubro Revista

Antes de mais nada, Marxismo e opressão às mulheres distingue-se pelo fato de que O Capital de Marx (v. I) constitui seu ponto de partida teórico. Com efeito, muitas feministas socialistas haviam empregado textos marxistas para fins analíticos. Geralmente, no entanto, trabalhos como A Ideologia Alemã ou A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado de Engels constituíam os principais pontos de referência. De tais textos, os analistas derivavam compromissos gerais com um foco na produção e reprodução social da vida material. Mas os autores raramente se comprometiam com o foco da madura exposição do modo de produção capitalista de Marx, encontrado na sua obra de vida, O Capital. No entanto, como Vogel reconhece, qualquer exposição marxista séria da opressão à mulher na sociedade capitalista é obrigada a levar em conta as categorias teóricas centrais desse imponente trabalho. Dito de maneira simples, o procedimento crítico de Marx em O Capital revela uma série de conceitos relacionados – a mercadoria, valor, dinheiro, capital, força de trabalho, mais-valor e assim por diante – que foram projetados para iluminar os profundos processos estruturais através dos quais o modo de produção capitalista se reproduz.
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Gênero e trabalho precário em uma perspectiva histórica — Outubro Revista

Gênero e trabalho precário em uma perspectiva histórica — Outubro Revista

principais pilares introduzidos pelo Estatuto de Direito dos Trabalhadores de 1970 já que torna as demissões de trabalhadores por razões econômicas e disciplinares mais fáceis e menos caras. A lei não reduz substancialmente o número dos chamados “contratos atípicos” mas aumenta a flexibilidade do trabalho permitindo mais renovações de contratos temporários por três anos no total. Mais do que isso, novos trabalhadores contratos com contratos abertos não podiam se beneficiar de direitos trabalhistas e sociais completos, aplicados aos trabalhadores já na folha de pagamento, até que eles tivessem antiguidade. Apesar do novo sistema de suporte de renda inclua novas categorias de trabalhadores, como alguns “colaboradores”, a quantidade e extensão dos benefícios de desemprego estão intimamente relacionados ao emprego anterior, excluindo a maioria dos desempregados de longo prazo, os trabalhadores altamente precarizados e as mulheres dando uma pausa na carreira devido à maternidade. 13
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O jus postulandi na justiça do trabalho em face do devido processo legal

O jus postulandi na justiça do trabalho em face do devido processo legal

O jus postulandi está presente na área do Direito do Trabalho antes mesmo do advento da Consolidação das Leis Trabalhistas, pois seu exercício já era autorizado pelo Decreto nº 22.132 de 25/11/32, que permitiu aos empregados sindicalizados pleitearem junto às Juntas de Conciliação e Julgamento sem a representação por advogado. O permissivo revela uma tentativa de compelir os empregados à sindicalização, além de garantir uma maior facilidade ao trabalhador na busca da efetivação dos seus direitos, pois aquele não filiado somente poderia pleitear seus direitos perante a Justiça Comum. O instituto cumpriu seu papel a época em que fora criado, mas atualmente as relações de trabalho se tornaram cada vez mais complexas, além do fato de o processo do trabalho não mais se caracterizar pela simplicidade. Assim, faz-se necessário analisar o referido instituto sob a ótica do constitucionalismo, a partir da sua contraposição aos princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e do acesso à justiça. Trata-se de direitos fundamentais, cuja efetivação é de extrema relevância diante da nova ordem constitucional, a qual exige que as leis infraconstitucionais somente devem ser aplicadas se em concordância com a Constituição.
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O Direito do Trabalho

O Direito do Trabalho

A primeira dificuldade está em encontrar uma denominação conveniente e satisfatória, que exprima bem a essência dêsse novo direito. Chamam-no ilustres autores e grandes tratadistas do direito social, como Barassi, Pergolese, Sanseverino, Bortolotto, Ballela, Bottai, Casanova, D e Litala, Passarelli, Pic, Capitant-Cuche, Scelle Tissembaum, D e Veali, Palácios, Gronda, Oliveira Viana, Cesarino Junior, Joaquim Pimenta, Linares e muitos outros, cada um de acôrdo com a sua preferência, de direito do trabalho, direito industrial, direito obreiro, direito operário, direito laborai, direito econômico, direito sin­ dical ou direito corporativo, sendo usadas ainda outras adjetivações que aspi­ ram, com maior propriedade, definir a natureza desta ramificação jurídica. Sôbre todos êsses nomes propostos, não temos dúvida alguma. Preferimos para designá-lo a terminologia-trabalho, direito do trabalho, que nos é singu­ larmente simpática, dada a riqueza do seu conteúdo, como procuraremos d e ­ monstrar com argumentos decisivos, e mesmo porque essa terminologia já foi consagrada mundialmente. Assim os países mais adiantados dizem : “Labor Law ” . “Arbeitsrecht”, “Diritto dei Lavorc” , “Droit du Travail” e “Derecho dei T rabajo” . O trabalho é uma realidade imensa que impregna tôda a socie­ dade. O seu conceito é amplíssimo e abrange tôda a esfera do social, enquanto, ao nosso modo de ver, o sindicato e a corporação constituem meras institui­
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O Direito do Trabalho e a Proteção do Trabalho da Mulher MESTRADO EM DIREITO

O Direito do Trabalho e a Proteção do Trabalho da Mulher MESTRADO EM DIREITO

Neste sentido Luciane Cardoso BARZOTO explica que: “O direito do trabalho, como direito do homem, não pode ser meramente proclamado ou protegido, mas sua realização depende de certo desenvolvimento da sociedade.” “(...) O escravo é mais expressiva representação do trabalhador da Antiguidade. Na Idade Média, o trabalhador é um camponês, em um sistema de servidão pessoalizada, do ponto de vista econômico, social e político no feudalismo. O servo, na verdade, não é mais coisa, assumindo um grau maior de liberdade em relação ao escravo. Dentro da Idade Média, organizaram-se as Corporações de Ofício, nas quais o trabalho era hierarquizado por um grupo de produtores, em três níveis: aprendizes, companheiros, e mestres.” (...) Na idade moderna, a invenção da máquina a vapor trouxe rápido crescimento industrial e o advento da regulamentação jurídica do trabalho.” (in Direitos Humanos e Trabalhadores: atividade normativa da Organização Internacional do Trabalho e os limites do Direito Internacional do Trabalho – Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2007, p. 34)
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Organização de Serviços de Segurança e Saúde do Trabalho – Saúde Ocupacional (SSTSO) nos Cuidados Primários de Saúde – ACES e Sede de ARS – Normas de Orientação Clínica

Organização de Serviços de Segurança e Saúde do Trabalho – Saúde Ocupacional (SSTSO) nos Cuidados Primários de Saúde – ACES e Sede de ARS – Normas de Orientação Clínica

Os trabalhadores das Administrações Regionais de Saúde (ARS) e dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) exercem a actividade profissional em condições que configuram potencias situações de risco profissional, nomeadamente acidentes de trabalho ou em serviço, doenças profissionais e outras doenças relacionadas com o trabalho.

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DEGRADAÇÃO ANUNCIADA DO TRABALHO FORMAL NA SADIA, EM TOLEDO (PR)

DEGRADAÇÃO ANUNCIADA DO TRABALHO FORMAL NA SADIA, EM TOLEDO (PR)

A inversão da lógica societal, ao se efetivar, consolidou então, as mediações de segunda ordem, que passaram a se constituir como elemento fundante do sistema de metabolismo social do capital. Desprovido de uma orientação humanamente significativa, o capital assume, em seu processo, uma lógica em que o valor de uso das coisas foi totalmente subordinado ao seu valor de troca. O sistema de mediações de segunda ordem passou a se sobrepor e a conduzir as mediações de primeira ordem. A lógica societal se inverte e se transfigura, forjando um novo metabolismo societal estruturado pelo capital. Dessa forma pensamos que essa discussão permeia os nossos objetivos na pesquisa. E, portanto é imprescindível esse debate teórico quando se está procurando compreender porque tantos trabalhadores adoecem ou são vitimados por acidentes de trabalho nos mais diversos territórios, seja nos campos, nas cidades, nas fábricas, nos call centers, nos canaviais, no serviço público, entre outros, ou no caso específico da nossa pesquisa: por que tantos trabalhadores adoecem em frigoríficos, sobretudo na Sadia em Toledo (PR)?
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DER ADIODIAGNÓSTICO DE UMH OSPITALP ÚBLICO

DER ADIODIAGNÓSTICO DE UMH OSPITALP ÚBLICO

Dejours 19 acredita que determinadas categorias profissionais usam a ideologia defensiva de negação de riscos reais e concretos com o objetivo de mascarar, conter e ocultar a ansiedade particularmente grave. Seria um mecanismo de defesa funcional e vital elaborado pelo grupo de trabalhadores. Esta ideologia defensiva leva muitas vezes à resistência no uso de medidas de controle de higiene e segurança no trabalho e comportamento de enfrentamento exagerado dos riscos. Ele descreve este mecanismo em trabalhadores da Construção Civil, onde há riscos de quedas de altura e os que envolvem eletricidade.
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