Direito internacional humanitário

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238 GRAND, Antoine. Publicação eletrônica [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <monica@projuris.com.br> em 14 set. 2001. Tradução da autora: O CICV tem uma natureza dupla: enquanto associação privada sujeita ao Código Civil Suiço, é simultaneamente investido de uma funcional personalidade na área do Direito internacional humanitário. Embora não seja uma organização intergovemamental, nem uma organização não-govemamental, no sentido comum do termo. Ao contrário disso, é uma pessoa de direito internacional exercendo funções específicas de caráter de direito internacional que tem sido largamente reconhecida pelos Estados e pelas Nações Unidas e outras organizações internacionais [...] O CICV é usualmente reconhecido como uma organização internacional e goza de personalidade internacional [...] O CICV é uma organização privada que não é composta por Estados. Mas diferentemente de outras organizações que não têm Estados como componentes, o CICV tem personalidade jurídica de direito internacional. Esse fenômeno é único no direito internacional e é a razão pela qual alguns autores classificam o CICV como não sendo nem uma organização intergovemamental nem uma ONG mas sim uma organização internacional sui generis.
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Direito Internacional Humanitário e Direito Internacional dos Conflitos Armados

Direito Internacional Humanitário e Direito Internacional dos Conflitos Armados

Muitas civilizações diferentes em todo o mundo e na história possuíam tais proibições. Por exemplo, em muitas partes da África, havia regras específicas sobre o início de hostilidades entre diferentes povos que correspondem, em grande medida, à obrigação tradicional europeia clássica de se declarar uma guerra. Além disso, em um tratado chamado A Arte da Guerra, escrito em 500 a.C, o escritor chinês Sun Tzu expressou a ideia de que as guerras devem ser limitadas à necessidade militar e que os prisioneiros de guerra, os feridos, os doentes e os civis devem ser poupados. 3 Da mesma forma, no subcontinente indiano, regras semelhantes podem ser encontradas. Por exemplo, no Código de Manu, escrito em 200 a.C, encontram-se regras relacionadas ao comportamento em combate. 4 O Código declarou que as armas farpadas ou envenenadas eram proibidas, que os soldados feridos deveriam receber tratamento 2) Para obter uma definição de direito consuetudinário internacional, consulte a Seção 1.5 em "As Fontes do Direito Internacional Humanitário". 3) Sun Tzu, A Arte da Guerra (Nova York: Penguin Classics, 2003).
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DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO E DIREITO DOS CONFLITOS ARMADOS

DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO E DIREITO DOS CONFLITOS ARMADOS

Lição 1 / Introdução Geral ao Direito Internacional Humanitário (DIH) 5 de aplicabilidade, tais precedentes cumpriram um papel extremamente relevante para a criação do DIH. A partir dessa perspectiva histórica, tem-se a origem documentada do DIH em meados do século XIX. Até esse momento, a prática do que era aceito como regras de guerra refletiam as teorias dos filósofos, padres ou juristas com acordos locais ou especiais. Porém, esses costumes eram limitados em termos geográficos e não havia normas internacionais (os Estados não haviam sido criados) ou universais. O primeiro tratado universal sobre Direito Humanitário é a Convenção de Genebra de 1864.
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O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO OU O DIREITO INTERNACIONAL DOS CONFLITOS ARMADOS (DICA)

O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO OU O DIREITO INTERNACIONAL DOS CONFLITOS ARMADOS (DICA)

O Direito Internacional Humanitário é inspirado por considerações sobre a humanidade e a mitigação do sofrimento humano. Compreende um conjunto de regras, estabelecidas por tratado ou costume, que visa proteger pessoas e bens / objetos que são, ou podem ser, afetados por conflitos armados e limita os direitos das partes em um conflito de usar métodos e meios de guerra de sua escolha. Fontes de direito internacional incluem acordos internacionais (as Convenções de Genebra), direito internacional consuetudinário, princípios gerais das nações e jurisprudência. Ele define a conduta e as responsabilidades das nações beligerantes, nações neutras e indivíduos engajados na guerra, em relação uns aos outros e às pessoas protegidas, geralmente significando não combatentes. Ele é projetado para equilibrar as preocupações humanitárias e as necessidades militares, e sujeita a guerra ao estado de direito, limitando seu efeito destrutivo e mitigando o sofrimento humano.
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O direito internacional humanitário e a emergência da ciberguerra*

O direito internacional humanitário e a emergência da ciberguerra*

Antes de mais nada, importa esclarecer uma ques- tão terminológica: Direito Internacional Humanitário ou Direito dos Confl itos Armados? A dúvida surge quanto a saber se ambas as designações podem ser consideradas sinônimas, ou, em caso de resposta negativa, qual deve- rá ser usada preferencialmente pelo seu maior rigor na designação do domínio jurídico em causa. Sobre essa questão terminológica, o jurista francês Michel Deyra sustenta que, apesar de as Nações Unidas utilizarem pre- ferencialmente a expressão Direito dos Confl itos Arma- dos, a designação de Direito Internacional Humanitário é a mais adequada. O argumento utilizado é o de que as disposições que integram essa área do Direito são, essen- cialmente, uma transposição das preocupações de ordem moral e humanitária. Além disso, acrescenta o autor que “a expressão direito da guerra encontra-se atualmen- te abandonada a partir do momento em que caducou o conceito do estado de beligerância, ou, pelo menos, desde
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O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO E A PROTEÇÃO DOS PRISIONEIROS DE GUERRA

O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO E A PROTEÇÃO DOS PRISIONEIROS DE GUERRA

O presente artigo objetiva descrever, por meio de interpretação da legislação e doutrinas pertinentes, a guerra e o nascimento do Direito Internacional Humanitário, especialmente a proteção conferida por este aos prisioneiros de guerra. O método utilizado é o indutivo, procedendo-se à pesquisa e identificação das particularidades do fenômeno ora estudado. Para efetivação desta pesquisa, utilizou-se da metodologia da pesquisa qualitativa pelo emprego de meios bibliográficos, explorando o tema com base em trabalhos já publicados com fins de produzir uma pesquisa descritiva, visando registrar e analisar os fatos e fenômenos colhidos sem, contudo, manipulá-los. Com este estudo foi possível analisar o surgimento, a evolução, a conceituação e as características do Direito Internacional Humanitário, bem como delinear todos os aspectos relevantes da proteção conferida aos prisioneiros de guerra. Chegou-se a conclusão com esta pesquisa de que a guerra sempre fez parte da história das nações e, portanto, a devida regulamentação dos conflitos tornou-se imprescindível, sobretudo com o intuito de proteger a dignidade da pessoa humana.
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Como o Direito Internacional Humanitário define conflitos armados?

Como o Direito Internacional Humanitário define conflitos armados?

confronto. As normas relevantes do DIH podem ser aplicáveis mesmo na ausência de hostilidades abertas. Ademais, não é preciso nenhuma declaração formal de guerra ou reconhecimento da situação. A existência de um CAI e a consequente possibilidade de aplicar o Direito Internacional Humanitário a esta situação depende dos acontecimentos em concreto. Tem como base as condições de fato. Por exemplo, pode haver um CAI mesmo que um dos beligerantes não reconheça o governo da parte adversa. 2 Os Comentários às Convenções de Genebra de 1949 confirmam que “qualquer controvérsia que surja entre dois Estados que leve à intervenção das forças armadas é um conflito armado na acepção do artigo 2º, mesmo que uma das Partes negue a existência do estado de guerra. Não importa a duração do conflito ou quanta mortandade ocorra”. 3
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A PRIVATIZAÇÃO DA GUERRA E SEUS IMPACTOS NO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO DOUTORADO EM DIREITO

A PRIVATIZAÇÃO DA GUERRA E SEUS IMPACTOS NO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO DOUTORADO EM DIREITO

No que respeita ao Direito Internacional Humanitário, conquanto, na sua origem tenha sido motivado pelo fenômeno da guerra, no final do Séc. XIX (1864, Convenção sobre Melhorar a Sorte dos Feridos nos Exércitos em Campanha), suas normas constituem o denominado “Direito de Genebra” (...), não deve confundir-se com o denominado “Direito da Haia”, este um corpo de normas jurídicas escritas, elaboradas a partir de duas Conferências Internacionais da Paz, realizadas na Haia, em 1899 e 1907, durante as quais foram elaboradas, respectivamente, 3 e 13 convenções multilaterais sobre o “jus ad bellum”, ou seja, as normas internacionais que regulam tanto o direito de ir à guerra e o direito de prevenção da guerra, quanto o “jus in bello”, ou seja, as normas internacionais sobre a condução das hostilidades, nos dois tipos de guerras, então existentes, a guerra terrestre e a guerra marítima (hoje complementado com normas sobre a guerra aérea e sobre o desarmamento), bem como o regime da neutralidade. (...) Na verdade, uma análise das normas do “direito da Haia”, perfeitamente identificado como um “direito dos meios e métodos de combate”, confere ao “direito de Genebra”, a característica de um “direito de proteção das vítimas”. Contudo, deve notar-se que “a quase totalidade das disposições das antigas Convenções da Haia, relativas a condução das hostilidades, se incorporaram ao Direito de Genebra, mediante adaptação e modernização, e se encontram agora incluídas no Protocolo I de 1977 (à Convenção de Genebra de 1949) relativo aos conflitos armados internacionais” 332 .
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O direito internacional humanitário como fonte motivadora das relações internacionais

O direito internacional humanitário como fonte motivadora das relações internacionais

A primeira preconizava que os Direitos Humanos constituíam a parte integral do direito internacional humanitário, por serem os primeiros um alcance jurídico do processo do direito internacional especificamente destinado a proteger o indivíduo que já teria sido inaugurado pelo segundo. Esta atitude “cronológica” postulava que o direito dos Direitos Humanos seria parte do DIH sensu largo, enquanto que o DIH, no sentido clássico do conceito, permaneceria humanitário sensu stricto. Para os protagonistas desta maneira de ver os Direitos Humanos, que poderia ser classificada como integracionista, estes seriam tão somente uma etapa do desenvolvimento do Direito Humanitário geral. A segunda atitude referia-se fundamentalmente à natureza e à origem de diversos ramos do direito. Para seus adeptos, era inaceitável incluir no mesmo molde as normas procedentes do Direito da Guerra e aquelas que deveriam fundamentar a própria normativa da paz. Em conseqüência, dever-se já separar os dois direitos; os partidários desta idéia os separatistas pensaram afirmar deste modo a primazia dos Direitos Humanos sobre o direito humanitário como resultado lógico e natural da proibição da guerra. Não obstante, no processo de desenvolvimento de ambos os ramos do direito manifestou-se que, apesar das controvérsias teóricas, ambas as normativas têm várias interações e perspectivas em comum. Pode-se concluir que, após ter examinado bem os respectivos âmbitos de aplicação destes direitos, finalmente prevaleceu a posição complementarista, a qual traduz, de maneira adequada, as verdadeiras pautas de inter relação do DIH com o direito dos Direitos Humanos (SWINARSKI, 2004).
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O direito internacional humanitário: aplicação em situações de conflitos armados

O direito internacional humanitário: aplicação em situações de conflitos armados

É desse modo que se conclui esse trabalho, ressaltando que há necessidade de se repensar acerca da quantidade de desafios para o Direito Internacional Humanitário que precisam ser resolvidos pela comunidade internacional em áreas como terrorismo, detenções, conduta de hostilidades, ocupação e sanções. Porém, há muitos casos em que esse direito se fez presente ao possibilitar maior proteção aos civis, doentes, feridos, mulheres, crianças, entre outros. Sabe-se que é muito difícil colocar em prática todas essas normas, visto que há inúmeras circunstâncias em que comprometem as relações entre os Estados.
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Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos em situações de Conflito

Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos em situações de Conflito

Os vários módulos do curso percorrem os elementos clássicos relativos ao sistema da Carta das Nações Unidas em matéria de uso da força (definição de agressão, legítima defesa, actuação ao abrigo do capítulo VII da Carta,…); o estado da arte em matéria de direito internacional humanitário (regime das Convenções de Genebra: conflitos internacionais, pessoas e bens protegidos, combatentes regulares e irregulares); os mecanismos de aplicação de sanções disciplinares e penais pela violação do direito humanitário (competência dos tribunais portugueses e do Tribunal Penal Internacional, tipos penais e disciplinares relevantes); os regimes jurídicos internacionais para determinadas armas (minas, munições em cluster, drones, robots); e a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relativa aos conflitos armados.
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TEXTOS APROVADOS. Ataques a hospitais e escolas como violações do direito internacional humanitário

TEXTOS APROVADOS. Ataques a hospitais e escolas como violações do direito internacional humanitário

2. Lamenta profundamente a falta de respeito pelo Direito Internacional Humanitário e manifesta a sua consternação e profunda preocupação com os ataques fatais a hospitais, escolas e outros alvos civis que estão a ocorrer a um ritmo cada vez mais alarmante nos conflitos armados em todo o mundo, tornando doentes, estudantes, pessoal médico e discente, trabalhadores humanitários, crianças e familiares alvos e vítimas; entende que as condenações internacionais têm de ser seguidas por investigações independentes e por uma verdadeira responsabilização; insta os Estados-Membros, as instituições da UE e a Vice-Presidente/Alta Representante a reconhecerem a verdadeira dimensão desta situação de emergência e a utilizarem todos os instrumentos à sua disposição; 3. Condena os ataques a hospitais e escolas, proibidos pelo direito internacional,
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Crianças-soldados no confl ito em Serra Leoa: direitos humanos, direito internacional humanitário e/ou direito internacional penal

Crianças-soldados no confl ito em Serra Leoa: direitos humanos, direito internacional humanitário e/ou direito internacional penal

humanitarian law and / or international criminal law Resumo Este artigo discute o papel do direito internacional na caracterização de crianças como perpetradoras, vítimas e testemunhas no confl ito armado em Serra Leoa. A primeira parte do artigo situa o estabelecimento do Tribu- nal Especial para Serra Leoa em um contexto de combate à impunidade. A se- gunda parte considera em que medida a criminalização do recrutamento for- çado e da escravidão forçada pelo Estatuto do Tribunal está em acordo com a proteção garantida aos direitos das crianças por instrumentos de direitos humanos e de direito internacional humanitário ratifi cados por Serra Leoa. Por fi m, a terceira parte do artigo trata da possibilidade de responsabiliza- ção penal individual de crianças pelo Tribunal Especial para Serra Leoa. Essa possibilidade é discutida à luz da defi nição do crime de recrutamento forçado pelo Estatuto do Tribunal Especial para Serra Leoa e da competência pessoal do Tribunal. Conclui-se que, por meio do Estatuto do Tribunal Especial para Serra Leoa, a comunidade internacional permitiu caracterizações contradi- tórias da experiência das crianças-soldados, impedindo o desenvolvimento coerente do Direito Internacional como instrumento capaz de garantir a pro- teção das crianças durante confl itos armados.
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A MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA SOB O FOCO DO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO. RESIGNIFICAÇÕES E NOVOS DISCURSOS

A MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA SOB O FOCO DO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO. RESIGNIFICAÇÕES E NOVOS DISCURSOS

A presente pesquisa apresenta-se como uma ten- tativa de ampliação das perspectivas sobre as interações simbólicas – culturais, sociais e jurídi- cas - do ser humano, no rastro das mais distintas formas de sociabilidade. De modo que, o trabalho tem como objetivo a tentativa de compreender e acolher a complexidade das abordagens jusfilo- sóficas edificadas em cima de experiências entre meninas e mulheres vítimas da mutilação genital e as normativações em sociedade. O estudo fez uso da metodologia de pesquisa de revisão bi- bliográfica como instrumento de análise. Quanto à abordagem, esta se caracterizou por fazer uso de procedimentos metodológicos, predominante- mente, qualitativos, oriundos da intepretação de ideias, categorias, signos e discursos, buscando assim, entender os problemas apresentados e procurando racionalizar a questão sob o foco da multiculturalidade. Os resultados permitiram a propositura de uma análise crítico-reflexiva sobre a mutilação genital feminina e seus reflexos no direito internacional humanitário. Além do mais, os resultados permitiram observar que na atuali- dade ainda persistem práticas culturais que care- cem de reflexões e ressignificações por parte da Teoria Geral dos Direitos Humanos. Finalmente, concluí-se que a prática da mutilação genital fe- minina constitui uma notória violação aos direitos e garantias fundamentais da humanidade, em que os motivos sustentados para a continuidade des- sa prática, demonstram um maciço e enviesado conteúdo de domínio masculino, cujo o objetivo é deter a coisificação da mulher submissa, objeto de exposição masculino.
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IV Curso de pós-graduação Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos em situações de conflito

IV Curso de pós-graduação Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos em situações de conflito

Os vários módulos do curso percorrem os elementos clássicos relativos ao sistema da Carta das Nações Unidas em matéria de uso da força (definição de agressão, legítima defesa, actuação ao abrigo do capítulo VII da Carta,…); o estado da arte em matéria de direito internacional humanitário (regime das Convenções de Genebra: conflitos internacionais, pessoas e bens protegidos, combatentes regulares e irregulares); os mecanismos de aplicação de sanções disciplinares e penais pela violação do direito humanitário (competência dos tribunais portugueses e do Tribunal Penal Internacional, tipos penais e disciplinares relevantes); os regimes jurídicos internacionais para determinadas armas (minas, munições em cluster, drones, robots); e a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relativa aos conflitos armados.
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A consolidação do direito internacional humanitário: precedente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a contribuição definitiva da Convenção de Roma de 1998

A consolidação do direito internacional humanitário: precedente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a contribuição definitiva da Convenção de Roma de 1998

Por sua vez, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, organização não- govemamental singular, com sede na Suíça, caracterizada pela neutralidade, detentora de mandato que lhe dá status de guardiã das quatro Convenções de Genebra, de 12 de agosto de 1949 e de seus Protocolos Adicionais, de 8 de junho de 1977, constituem pontos de referências formais e fundamentais junto ao objeto de conhecimento do Direito Internacional Humanitário, delimitando seu âmbito natural de conhecimento através do trabalho humanitário de mais de um século, em relação aos indivíduos atingidos pelas guerras, seus feridos, os desaparecidos, os detidos, os prisioneiros, incidindo, ainda, suas finalidades institucionais à proteção dos indivíduos, sejam civis ou militares, em momentos de conflitos armados de natureza interna ou internacional.
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A aplicabilidade do direito internacional humanitário na corte interamericana de direitos humanos: um estudo dos casos de massacres colombianos

A aplicabilidade do direito internacional humanitário na corte interamericana de direitos humanos: um estudo dos casos de massacres colombianos

O terceiro capítulo trata da análise da jurisprudência da Corte IDH, será feito um estudo dos casos de massacres colombianos. A escolha de tal país se deu de forma pragmática, tendo em vista que ocorre em seu território um CANI e por ser possível observar uma evolução na jurisprudência da Corte IDH, que traça uma narrativa histórica nas suas sentenças, contextualizando a situação política do país, que para além das hostilidades entre Estado e Guerrilheiros, engloba grupos paramilitares, bem como o elemento do envolvimento da economia do narcotráfico e da guerra às drogas. Por conseguinte, será investigada como vem ocorrendo, pela perspectiva da Corte IDH em seus casos contenciosos, a interação entre DIH e o DIDH. Primeiramente serão averiguados os casos em que se apontam diretamente as violações às Convenções de Genebra e seus Protocolos Adicionais. Posteriormente será feita uma breve análise dos casos que não apontam violações diretas às ditas normativas, mas se relacionam com o CANI. Por fim, levanta-se a questão do paradigma de Escolha da Aplicação do Direito Internacional Humanitário.
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Ecologização do direito internacional humanitário: perspectivas para maior efetividade da proteção ambiental durante conflitos armados.

Ecologização do direito internacional humanitário: perspectivas para maior efetividade da proteção ambiental durante conflitos armados.

O presente trabalho tem por objeto o problema da eficácia das normas de Direito Internacional Humanitário (DIH), em confronto com a proteção ao meio ambiente, no contexto de conflitos armados. O fenômeno do aniquilamento intencional do meio ambiente para cumprir metas e decisões militares, em cenários bélicos, vem sendo usado como estratégia de batalha que afeta a natureza tornando-a vítima silenciosa e comprometendo a sadia qualidade de vida para esta e futuras gerações. Tratam-se de delitos de requintada crueldade e de difícil enfrentamento legal, que foram historiados, nos últimos anos, por exemplo, nos conflitos do Golfo (1992), Kosovo (1999), Líbano (2006) e Palestina (2009). Apesar da regulamentação produzida pelos instrumentos de DIH, a eficácia normativa desses atos acaba prejudicada pela ausência de definição dos requisitos legais para a fixação do dano ambiental resultante de manobras militares, ou pela dificuldade em cumprir o rigor dos requisitos existentes. O problema surge quando correntes doutrinárias enxergam o sistema humanitário como regime jurídico fechado e autossuficiente (self-contained regime), ao passo que outras concebem a possibilidade de, diante da ineficácia em proteger a natureza durante hostilidades, torná-lo permeável a outros regimes especiais, como os Direitos Humanos e o Direito Ambiental. Para os fins deste trabalho, ante a inexistência de incompatibilidade entre os ramos especiais humanitário e ambiental, o enfrentamento do problema passa pela maior interação entre as leges speciales do DIH e do Direito Internacional Ambiental, como modo de ampliar os cânones de conservação natural. Sendo assim, sustenta-se a viabilidade formal e material de interação entre esses sistemas, em processo de “ecologização” do direito humanitário, com o propósito de efetivar a proteção do meio ambiente físico durante conflitos armados.
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Direito internacional humanitário e a responsabilidade de proteger: análise da atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas na Síria

Direito internacional humanitário e a responsabilidade de proteger: análise da atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas na Síria

Trata-se de trabalho de conclusão de curso voltado para o estudo do Direito Internacional Humanitário e elaborado para verificar as violações de direitos no conflito armado não- internacional na Síria, bem como para analisar a atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante do referido conflito. Para tanto, após delimitação introdutória do tema e do método de pesquisa, dedicou-se um capítulo à apreciação do Direito Internacional Humanitário, indicando características, princípios, fundamentos e aplicabilidade desse ramo do Direito Internacional Público. Na sequência, examinou-se a composição e a estruturação da Organização das Nações Unidas e do seu Conselho de Segurança para, então, abordar a responsabilidade de proteger e verificar a possibilidade de intervenção humanitária no cenário apresentado no capítulo seguinte, em que se fez um apanhado evolutivo do conflito sírio e se analisou quais os direitos violados e, pontualmente, como se deu a atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas no conflito, desde seu início até a atualidade.
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DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO E ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA: A EXPERIÊNCIA DA SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL DE SANTA CATARINA

DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO E ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA: A EXPERIÊNCIA DA SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA CIVIL DE SANTA CATARINA

O presente estudo está focado no Direito Internacional Humanitário, sendo que o tema é uma aproximação entre os direitos humanos e o direito internacional humanitário vinculado à gestão de desastres no que se refere à assistência humanitária prestada a populações quando da ocorrência de eventos adversos, que podem gerar estado de calamidade pública e situação de emergência. Salienta-se a importância das organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a Sociedade Nacional da Cruz Vermelha ou a chamada Cruz Vermelha Brasileira, e o Projeto Esfera. Estabeleceu-se, como objetivo geral: compreender como o Direito Internacional Humanitário (DIH), associado aos Direitos Humanos, pode auxiliar as organizações que atuam na gestão de desastres a superar práticas de assistência humanitária assistencialistas, focando na proteção e no direito. Procedeu-se a pesquisa bibliográfica, pesquisa em fontes de dados secundárias, entre outras. Integra, como fonte de dados, a Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina, responsável pelo atendimento de assistência humanitária aos municípios catarinenses, no período de 2014 a 2017. Conclui-se que os Direitos Humanos e o DIH são complementares e, quando da ocorrência de eventos adversos, sejam climáticos, de guerra, de conflito, entre outros, devem ser aplicados sem qualquer forma de discriminação ou distinção, priorizando-se os públicos vulneráveis, no sentido de proteger a vida, a saúde e a dignidade das pessoas. Ressalta-se o papel do Estado de Santa Catarina no atendimento à população atingida por eventos adversos severos, estabelecendo procedimentos administrativos e jurídicos (por meio de portarias, processo licitatório prévio – registro de preço, e processo de dispensa de licitação, caso necessário), além das vinte coordenadorias regionais, agilizando os processos, a fim de atender à população no máximo em 24 horas, bem como o papel das organizações não governamentais e em especial o papel do CICV, e das organizações locais.
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