Direito internacional humanitário

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Ecologização do direito internacional humanitário: perspectivas para maior efetividade da proteção ambiental durante conflitos armados.

Ecologização do direito internacional humanitário: perspectivas para maior efetividade da proteção ambiental durante conflitos armados.

O presente trabalho tem por objeto o problema da eficácia das normas de Direito Internacional Humanitário (DIH), em confronto com a proteção ao meio ambiente, no contexto de conflitos armados. O fenômeno do aniquilamento intencional do meio ambiente para cumprir metas e decisões militares, em cenários bélicos, vem sendo usado como estratégia de batalha que afeta a natureza tornando-a vítima silenciosa e comprometendo a sadia qualidade de vida para esta e futuras gerações. Tratam-se de delitos de requintada crueldade e de difícil enfrentamento legal, que foram historiados, nos últimos anos, por exemplo, nos conflitos do Golfo (1992), Kosovo (1999), Líbano (2006) e Palestina (2009). Apesar da regulamentação produzida pelos instrumentos de DIH, a eficácia normativa desses atos acaba prejudicada pela ausência de definição dos requisitos legais para a fixação do dano ambiental resultante de manobras militares, ou pela dificuldade em cumprir o rigor dos requisitos existentes. O problema surge quando correntes doutrinárias enxergam o sistema humanitário como regime jurídico fechado e autossuficiente (self-contained regime), ao passo que outras concebem a possibilidade de, diante da ineficácia em proteger a natureza durante hostilidades, torná-lo permeável a outros regimes especiais, como os Direitos Humanos e o Direito Ambiental. Para os fins deste trabalho, ante a inexistência de incompatibilidade entre os ramos especiais humanitário e ambiental, o enfrentamento do problema passa pela maior interação entre as leges speciales do DIH e do Direito Internacional Ambiental, como modo de ampliar os cânones de conservação natural. Sendo assim, sustenta-se a viabilidade formal e material de interação entre esses sistemas, em processo de “ecologização” do direito humanitário, com o propósito de efetivar a proteção do meio ambiente físico durante conflitos armados.
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Terrorismo, Meio Ambiente e o Direito Internacional Humanitário  Rodrigo Araújo Reul, Vyrna Lopes Torres de Farias Bem

Terrorismo, Meio Ambiente e o Direito Internacional Humanitário Rodrigo Araújo Reul, Vyrna Lopes Torres de Farias Bem

A existência de conflitos armados é uma das grandes preocupações em nível global. Buscando a proteção transnacional, Estados circundam ações e metas para extirpar da realidade os conflitos que vitimam milhares de vidas humanas todos os anos, bem como de seus efeitos colaterais, maximizados por atos terroristas. Diante da necessidade de impor limites às agressões, o chamado Direito Internacional Humanitário se desenvolve sua principal função em regulamentar o direito de guerra, tentando minimizar os seus efeitos. Este ramo do direito teve seu desenvolvimento no mesmo período em que a ideia de preservação ambiental ganha destaque no plano internacional, coincidentemente.
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A PRIVATIZAÇÃO DA GUERRA E SEUS IMPACTOS NO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO DOUTORADO EM DIREITO

A PRIVATIZAÇÃO DA GUERRA E SEUS IMPACTOS NO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO DOUTORADO EM DIREITO

No que respeita ao Direito Internacional Humanitário, conquanto, na sua origem tenha sido motivado pelo fenômeno da guerra, no final do Séc. XIX (1864, Convenção sobre Melhorar a Sorte dos Feridos nos Exércitos em Campanha), suas normas constituem o denominado “Direito de Genebra” (...), não deve confundir-se com o denominado “Direito da Haia”, este um corpo de normas jurídicas escritas, elaboradas a partir de duas Conferências Internacionais da Paz, realizadas na Haia, em 1899 e 1907, durante as quais foram elaboradas, respectivamente, 3 e 13 convenções multilaterais sobre o “jus ad bellum”, ou seja, as normas internacionais que regulam tanto o direito de ir à guerra e o direito de prevenção da guerra, quanto o “jus in bello”, ou seja, as normas internacionais sobre a condução das hostilidades, nos dois tipos de guerras, então existentes, a guerra terrestre e a guerra marítima (hoje complementado com normas sobre a guerra aérea e sobre o desarmamento), bem como o regime da neutralidade. (...) Na verdade, uma análise das normas do “direito da Haia”, perfeitamente identificado como um “direito dos meios e métodos de combate”, confere ao “direito de Genebra”, a característica de um “direito de proteção das vítimas”. Contudo, deve notar-se que “a quase totalidade das disposições das antigas Convenções da Haia, relativas a condução das hostilidades, se incorporaram ao Direito de Genebra, mediante adaptação e modernização, e se encontram agora incluídas no Protocolo I de 1977 (à Convenção de Genebra de 1949) relativo aos conflitos armados internacionais” 332 .
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NOVOS DESAFIOS AO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO: A PROTEÇÃO DOS BENS CULTURAIS EM CASO DE CONFLITO ARMADO

NOVOS DESAFIOS AO DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO: A PROTEÇÃO DOS BENS CULTURAIS EM CASO DE CONFLITO ARMADO

A partir desse entendimento é que sempre houve a “necessidade de impor limites legais à agressão militar”, como bem mencionado por Michael Byers (2007, p. 73), tendo em vista que dia após dia a crueldade e o sofrimento, a morte e a destruição que os conflitos causam, vêm extraordinariamente aumentando (KALSHOVEN e ZEGVELD, 2001, p. 11). Por isso, aplica-se o Direito Internacional Humanitário (DIH), uma vez que sua função é regulamentar o direito de guerra – o jus in bello – fazendo com que os “efeitos devastadores” de um conflito sejam minimizados pela criação de normas jurídicas que restrinjam a liberdade das partes envolvidas “em utilizar quaisquer meios e métodos de combate” (BORGES, 2006, p. 3-5).
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O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO EFICÁCIA DA SUBSUNÇÃO DAS NORMAS DO DIH NO ÂMBITO DOS CONFLITOS ARMADOS

O DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO EFICÁCIA DA SUBSUNÇÃO DAS NORMAS DO DIH NO ÂMBITO DOS CONFLITOS ARMADOS

Comitê Internacional da Cruz Vermelha aos últimos avanços convencionais do Direito Internacional Humanitário. In PRONER, Carol; GUERRA, Sidney. Direito internacional humanitário e a proteção internacional do indivíduo. Porto Alegre: Sérgio Fabris Editor, 2008: “Em 24 de junho de 1859, o cidadão suíço Jean Henri Dunant se encontrava na Lombardia, norte da Itália, onde o Exército francês lutava contra o austríaco nas proximidades de Solferino. Dunant viajara para esta cidade a fim de conversar com o Imperador Napoleão III da França, esperando obter seu apoio para alguns projetos de caráter pessoal. A batalha cruel deixou milhares de feridos, os quais, em virtude da insuficiência dos destacamentos de socorro de seus próprios exércitos, não recebiam a atenção médica adequada. Comovido com o triste espetáculo de corpos mutilados e de vozes febris que imploravam ajuda, Dunant começou imediatamente a socorrer os feridos e enfermos, com a colaboração dos habitantes do povoado de Castiglione, oferecendo socorro sem se importar quais eram suas insígnias militares, a cor de seus uniformes e evitando qualquer tipo de discriminação de caráter desfavorável.
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CARL SCHMITT E A CRÍTICA AO LAWFARE

CARL SCHMITT E A CRÍTICA AO LAWFARE

O crítico do lawfare acusa o inimigo lawrior de politizar o Direito, presumivelmente por razões básicas. Especificamente, acusa o inimigo lawrior de abusar do direito internacional humanitário e do direito penal internacional para paralisar ou, pelo menos, assediar planejadores militares inimigos. 7 A última década viu duas grandes erupções da crítica ao lawfare. 8 A primeira foi pelos EUA, durante o governo Bush e a segunda foi por Israel e os defensores americanos de Israel, na esteira do Relatório Goldstone. No primeiro caso, as acusações consistiam em que os governos da “velha Europa” e organizações não- governamentais como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) buscavam enfraquecer as táticas dos EUA na Guerra ao Terror por motivos essencialmente políticos. 9 Aqui, a acusação de lawfare era indireta: ninguém acusou a CICV ou os países do oeste europeu de intencionalmente auxiliar a AL-Qaeda, embora alguns críticos ao lawfare insinuassem que os europeus poderiam ter um histórico geopolítico de atrapalhar a dominação militar dos EUA. 10 Em vez disso, a acusação era de que os grupos humanitários seriam os idiotas úteis dos jihadistas. A reação ao Relatório Goldstone foi diferente: aqui, a acusação foi, nas palavras do jornalista Jeffrey Goldberg, de que Richard Goldstone era “o chefe da festa do enforcamento” cujo “objetivo. . .era tornar Israel culpada”. 11 Essa foi a mais direta acusação de lawfare internacional e deliberado no debate americano.
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A protecção do património cultural no âmbito das operações de paz

A protecção do património cultural no âmbito das operações de paz

Afirmada, em termos gerais, a aplicabilidade do Direito Internacional Humanitário às forças intervenientes em operações de paz, propomo-nos verificar quais as normas que, no quadro específico da protecção do património cultural em caso de conflito armado, se aplicam a tais forças. Neste contexto, assinalamos o facto de a supramencionada cláusula alusiva aos «princípios e espírito» das convenções internacionais de carácter geral aplicáveis à conduta do pessoal militar – constante de diversos diplomas elaborados no seio da ONU relativos a operações de paz – ser acompanhada de uma referência à Convenção para a Protecção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado. De entre as disposições constantes da Convenção, destaca-se o Art. 4.º, relativo ao respeito pelos bens culturais. Assumindo a aplicabilidade de tal preceito às
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Direitos humanos, ética e prática médica.

Direitos humanos, ética e prática médica.

Os assassinatos em massa em Ruanda e na ex-Iugoslávia deram origem a tribunais especiais Ad Hoc estabelecidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O Tribunal Internacional para Julgar as Pessoas Responsáveis por Violações Graves do Direito Internacional Humanitário come- idas no Território da Aniga Iugoslávia desde 1991, conhecido, mais comumente como o Tribunal Pe- nal Internacional para a ex-Iugoslávia, é um órgão da Organização das Nações Unidas estabelecido para processar crimes graves comeidos durante as guerras na ex-Iugoslávia e para julgar seus autores. O tribunal está localizado em Haia, Holanda, e tem jurisdição sobre violações graves das Convenções de Genebra, violações das leis ou costumes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade comeidos na ex-Iugoslávia desde 1991.
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TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

Considerando o problema objeto da investigação científica proposta de como os drones podem ser empregados para a atividade beligerante e seus impactos sociais, objetiva-se verificar o uso deles nos conflitos e como provocam alterações nas perspectivas dos conflitos armados com base no Direito Internacional Humanitário. Para tanto, proceder-se à baseado na concepção de dignidade humana para Ingo Sarlet. Desse modo, observa-se que apesar da grande contribuição dos drones em conflitos internacionais, visando maior precisão nas missões, não é possível mensurar em que nível estão cumprindo com esse objetivo pela falta de informações oficiais das autoridades.
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Rev. direito GV  vol.9 número1

Rev. direito GV vol.9 número1

Cançado trindade resgata, na sexta parte da obra, considerações básicas de humanidade que fornecem ilustrações acerca da emergência de um novo jus gentium, em diversas áreas do direito in- ternacional. tais considerações básicas são indispensáveis no momento atual, marcado por uma crise profunda de va- lores, e já se encontram no corpus juris do direito internacional contemporâneo. estão presentes nos instrumentos de direito internacional contemporâneo, na jurisprudência internacional e na doutrina internacional considerada lúci- da pelo autor. Merecem, segundo ele, maior atenção e cultivo pela doutrina in- ternacionalista com vistas à construção de um novo jus gentium, que resgata a po- sição central do ser humano e da huma- nidade. dentre os capítulos do direito internacional nos quais as considerações básicas de humanidade se fazem presen- tes, especial atenção é dada a temas como desarmamento, direito dos trata- dos, responsabilidade de estados, suces- são de estados, território, direito diplomático e consular e, finalmente, convergências entre as três vertentes de proteção da pessoa humana, quais se- jam, o direito internacional dos direi- tos Humanos, do direito internacional Humanitário e do direito internacional dos refugiados. 21
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HISTORICIDADE E DIREITOS HUMANOS  Rodrigo Dias Silveira, Christiane Schneiski

HISTORICIDADE E DIREITOS HUMANOS Rodrigo Dias Silveira, Christiane Schneiski

A saída viável se torna o diálogo inclusivo com o passado, em que se buscam as razões de todos os envolvidos no processo autoritário, especialmente com o amainar possibilitado pelo tempo, em que expurgo, expiação, compreensão e perdão coletivos podem curar chagas sociais (RICOEUR, 1995), sendo os espaços de exercício da memória imprescindíveis para tal escopo. A Justiça de Transição enquanto ramo interdisciplinar do Direito Internacional Humanitário é verdadeiro espaço de diálogo, compreensão e memória dos que foram atingidos pelos abusos e pelo estado de não-direito nos regimes autoritários, através de processos de reconstrução histórica, visando a identificação das falhas jurídicas e sociais nos sistemas de proteção da pessoa humana e a construção de ordem democrática pautada no mútuo respeito e na promoção dos direitos humanos (GADAMER, 2003; REÁTEGUI, 2011), embasada nos dados contidos arquivos públicos e privados disponibilizados à pesquisa de Comissões da Verdade e de pesquisadores autônomos.
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Open Estupro de mulheres como crime de guerra sob as perspectivas feministas.

Open Estupro de mulheres como crime de guerra sob as perspectivas feministas.

O estupro é característica marcante em diversos conflitos armados ao longo da história, porém somente passou a ser visto como temática relevante pela comunidade internacional a partir da década de 1990, com a instalação, sob forte pressão dos movimentos feministas, dos Tribunais Penais Internacionais para ex-Iugoslávia (TPII) e para Ruanda (TPIR). Estabelecida uma relação profícua entre, de um lado, o Direito Internacional Humanitário (DIH) e o Direito Internacional Penal (DIP) e, de outro, os discursos feministas, este trabalho propõe investigar que tipo de sujeito é produzido pelas normas de gênero operadas pela estrutura jurídica a fim de demonstrar se a regulação consagra a agência política e sexual das mulheres ou, pelo contrário, acirra ainda mais sua vitimização. Para tanto, utiliza-se como supedâneo teórico a teoria feminista do Direito enquanto tecnologia de gênero, as teorias feministas do estupro e a literatura especializada para analisar a jurisprudência dos tribunais ad hoc e as disposições pertinentes nas Convenções de Genebra de 1949 e seus Protocolos Adicionais de 1977. Destarte, a dissertação divide-se em quatro partes: 1) referencial teórico feminista que norteia a análise do objeto da pesquisa; 2) contexto histórico da criminalização internacional do estupro; 3) DIH, com ênfase nas principais disposições voltadas para o estupro, na construção generificada do princípio da distinção e na diversidade de experiências das mulheres durante conflitos; 4) jurisprudência dos tribunais ad hoc, englobando as definições conflitantes de estupro, a presunção de coerção em conflitos armados, a condenação de mulheres perpetradoras de estupro e o reconhecimento de homens enquanto vítimas de estupro. A dissertação conclui apontando a tendência preocupante, no Direito Internacional, de construção do sujeito “Mulher estuprada” enquanto marcada inexoravelmente pela passividade, impotência e vitimização.
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Direito Internacional da Famlia

Direito Internacional da Famlia

efeitos de aplicação do Regulamento, sendo estas, nomeadamente, as questões relativas: ao direito de guarda e ao direito de visita; à tutela, à curatela e institutos análogos; à nomeação e funções de pessoa ou organismo incumbido da pessoa ou bens da criança, da sua representação ou assistência; à colocação da criança numa família de acolhimento ou numa instituição; às medidas de proteção da criança relativas à administração, conservação e disposição do seu património (reiterado no considerando 9 do Regulamento). De acordo com o considerando 5, o Regulamento aplica-se ainda às decisões referentes a medidas de proteção da criança no âmbito das responsabilidades parentais. As matérias elencadas no artigo 1.º, n.º 3, ficam excluídas do âmbito de aplicação do Regulamento, ou seja, aquelas referentes ao estabelecimento ou impugnação da filiação; à adoção; aos nomes e apelidos da criança; à emancipação; aos alimentos; aos fideicomissos e sucessões; e às medidas tomadas na sequência de infrações penais cometidas por crianças.
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TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

Na coletânea que agora vem a público, encontram-se os resultados de pesquisas desenvolvidas em diversos Programas de Pós-graduação em Direito, nos níveis de Mestrado e Doutorado, e, principalmente, pesquisas oriundas dos programas de iniciação científica, isto é, trabalhos realizados por graduandos em Direito e seus orientadores. Os trabalhos foram rigorosamente selecionados, por meio de dupla avaliação cega por pares no sistema eletrônico desenvolvido pelo CONPEDI. Desta forma, estão inseridos no universo das 350 (trezentas e cinquenta) pesquisas do evento ora publicadas, que guardam sintonia direta com este Grupo de Trabalho.
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A república e o direito internacional

A república e o direito internacional

formulas jurisdicionais de controle do poder. Daí a necessidade de dotar as constituições de rigidez constitucional, de forma a distingui-las das leis ordinárias, e a consequente proposta de instituir um tribunal consti- tucional. Um tribunal, composto por uma magistratura “profissionali- zada” (juízes togados e professores de Direito), que fizesse respeitar a constituição e os princípios nela consignados, e que se apresentasse ainda como “alternativa” aos poderes de um chefe de Estado “substituto” do monarca hereditário (Ersatzkaiser). Era esta a fórmula que o liberalismo democrático propunha como “garantia” da constituição e das suas insti- tuições básicas (55) .
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TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

À frente de uma das mais notáveis forças de inteligência mundial, capaz de interceptar virtualmente toda a comunicação humana por internet e telefone, Obama representava, após os mandatos de George W. Bush, a esperança de harmonia internacional, estabelecida diplomaticamente, após os feitos de Bush em resposta ao atentado realizado pela Al-Qaeda. Por certo, uma postura mais diplomática foi adotada por Obama, mas ele não rompeu por completo com o governo anterior. Uma das continuidades estabelecidas foi o esquema de espionagem global, acentuado pelo USA Patriot Act (2001), cuja extensão foi sancionada por Obama por mais quatro anos, e pelo USA Freedom Act (2015), versão mais branda do primeiro decreto, cuja criação esteve ligada ao até então presidente.
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O IMPACTO DA GLOBALIZAÇÃO SOBRE A OIT E O FUTURO DAS NORMAS  DO TRABALHO  Lucas Barbalho de Lima, José Soares Filho

O IMPACTO DA GLOBALIZAÇÃO SOBRE A OIT E O FUTURO DAS NORMAS DO TRABALHO Lucas Barbalho de Lima, José Soares Filho

Enquanto as sociedades industriais produzem mercadorias em grande quantidade, as sociedades pós-industriais dão ênfase aos serviços das mais diferentes espécies, serviços financeiros, educacionais, de telecomunicação, saúde, entre outros. A propósito, as cifras disponíveis atestam que o comércio internacional de serviços cresce em ritmo muito superior ao comércio internacional de bens. Os vultosos recursos investidos em pesquisa pelas empresas multinacionais indicam a relevância do conhecimento para a atividade econômica, cada vez mais dependente da evolução científica. O controle da informação é fonte de poder e riqueza e eixo de estratificação tanto no interior das sociedades nacionais quanto nas relações entre os países. O nível educacional e os investimentos em pesquisa são determinantes para o desenvolvimento econômico e humano no limiar do século XXI. (CRIVELLI, 2010, p. 14)
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 DM Andrea Araújo

DM Andrea Araújo

24 Todavia, este tipo de intervenção humanitária, corre o risco de não ser imparcial, por existirem interesses subjacentes aos Estados que decidem intervir militarmente noutro Estado. A intervenção humanitária pode ser usada como um pretexto para aplicar uma intervenção militar num Estado, ou seja, existe o risco de os motivos dessa intervenção não serem legítimos e terem segundas intenções que não somente salvar vidas, proteger a população e aliviar o sofrimento humano. Dificilmente um Estado corre elevados riscos sem ter por trás outras intenções, segundo a visão realista das relações internacionais e, por conseguinte, poder instala ainda mais o caos, no Estado alvo da intervenção. Ou seja, pode ser uma carta branca para intervenções militares de Estados com segundas intenções, que podem ser geoestratégicas ou políticas por exemplo. O que levanta as seguintes questões: até que ponto é ético aplicar o termo humanitário quando se usa a força contra pessoas, sendo elas vítimas para proteger outras? Esta é uma questão que se pode considerar um verdadeiro dilema. O uso da palavra humanitária aplicada à intervenção militar e pode ser uma forma de legitimar o desrespeito pelo princípio da não ingerência e, por conseguinte, violar a soberania de outro Estado, que noutras condições não seria aceite. Daí, o acréscimo da palavra “humanitária” a intervenção militar não ser bem vista pela comunidade humanitária, que se rege pelos princípios de aliviar o sofrimento humano, salvar vidas e ajudar. No caso da Nigéria, do Haiti e da Libéria, nos anos 90, foi usada a figura intervenção militar “humanitária”, para intervir no terreno, embora pareçam evidentes motivos não humanitários (Massingham, 2009; Weiss, 2017)
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1211

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No campo dos direitos humanos, é pacífico que o Estado pode responder pela inação de seus órgãos públicos na perseguição e no julgamento de autores de violações aos direitos do ho- mem (DIHN, 2003, p. 789). A Corte de Estrasburgo, a fim de assegurar o efetivo respeito dos direitos e garantias da Con- venção Europeia de Direitos Humanos formou uma jurispru- dência a qual constatou diversas vezes que a inação do Estado constitui uma violação da Convenção. No caso movido pela Bósnia-Herzegovina contra Sérvia e Montenegro pelo geno- cídio ocorrido naquele país a Corte Internacional de Justiça entendeu que, como a prevenção e a repressão do genocídio – assim como dos crimes contra a humanidade – apresenta-se como uma norma primária imposta como um direito inderro- gável por tratados internacionais, “jus cogens”. A não coope- ração com a Justiça Internacional Penal (naquele caso, o Tri- bunal Penal Internacional “Ad Hoc” para a Ex-Iugoslávia) enquadra-se no regime de responsabilidade penal agravada, previsto o artigo 41 do Projeto da Convenção sobre a Respon- sabilidade dos Estados por Atos Ilícitos (MILANOVIC, 2006, p. 571). Assim, o caráter peremptório da norma pode suprir a imprecisão da regra primária permitindo a responsabilização do Estado por atos de não-cooperação que podem significar violação da obrigação de prevenir e punir o crime de genocí- dio e crimes contra a humanidade. Os dois primeiros parágra- fos do artigo 41 trazem importantes consequências ao deter- minar que: “1. Os Estados devem cooperar para, através de meios lícitos, acabar com toda a violação grave no sentido do artigo 40; 2. Nenhum Estado deve reconhecer como lícita uma situação causada por uma violação grave, no sentido do artigo 40, nem prestar nenhuma assistência à manutenção des- ta situação.”
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TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

TECNOLOGIAS NO DIREITO INTERNACIONAL

Na coletânea que agora vem a público, encontram-se os resultados de pesquisas desenvolvidas em diversos Programas de Pós-graduação em Direito, nos níveis de Mestrado e Doutorado, e, principalmente, pesquisas oriundas dos programas de iniciação científica, isto é, trabalhos realizados por graduandos em Direito e seus orientadores. Os trabalhos foram rigorosamente selecionados, por meio de dupla avaliação cega por pares no sistema eletrônico desenvolvido pelo CONPEDI. Desta forma, estão inseridos no universo das 350 (trezentas e cinquenta) pesquisas do evento ora publicadas, que guardam sintonia direta com este Grupo de Trabalho.
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