Direito tributário

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Decadência e prescrição no direito tributário

Decadência e prescrição no direito tributário

O presente trabalho pretende analisar os institutos da decadência e prescrição no Direito Tributário Brasileiro. Para tanto, parte da Teoria Geral do Direito e, posteriormente, da Teoria Geral do Direito Tributário, para explicitar o surgimento da relação jurídico-tributária e os mecanismos de perecimento de direitos dos envolvidos nesta. Explicita, pois, as diversas peculiaridades atinentes à extinção do direito de constituição do crédito tributário e do respectivo direito de ação do sujeito ativo tributário, bem como aquelas afeitas ao sujeito passivo em pretender a invalidação da exigência fiscal e respectiva devolução, via repetição ou compensação dos valores pagos indevidamente ao Estado. Identifica as diversas regras decadenciais e prescricionais, todas direcionadas pelo adequado atendimento, mormente, do princípio da segurança jurídica, perpassando o entendimento da doutrina acerca do tema e, do mesmo modo, o posicionamento dos tribunais pátrios na condição de intérpretes últimos dos comandos prescritivos impostos pelo ordenamento jurídico nacional.
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RESGATANDO OS LAÇOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM O DIREITO FINANCEIRO

RESGATANDO OS LAÇOS DO DIREITO TRIBUTÁRIO COM O DIREITO FINANCEIRO

Em suma, os critérios de classificação dos tributos não são certos ou errados. São mais adequados, menos adequados, ou inadequados (a) no plano da teoria do direito tributário, ou (b) no nível do direito tributário positivo, como instrumento que permita (ou facilite) a identificação das características que devem compor cada espécie de tributo (no plano teórico ou num dado sistema jurídico-positivo). É óbvio que a eleição de mais de uma variável irá tornar mais complexo o trabalho de classificação, pois a pluralidade de características utilizadas pode formar múltiplas combinações. Isso faz a classificação depender de certo grau de arbítrio do classificador. Mas o arbítrio está presente nas várias classificações de tributos apresentadas pela doutrina, uma vez que cada autor sempre elege (ou seja, ‘arbitra’) uma ou mais características das diversas figuras para poder classificá-las 151 .
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APONTAMENTOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO NO DIREITO DO TRABALHO E NO DIREITO PREVIDENCIÁRIO

APONTAMENTOS DE DIREITO TRIBUTÁRIO NO DIREITO DO TRABALHO E NO DIREITO PREVIDENCIÁRIO

ADCT para vigência transitória, até que fosse instituída nova contribuição de custeio da Seguridade Social sobre tal base econômica. Estava disciplinada pelo DL 1.940/82, com as alterações impostas pelo DL 2.049/83, Dec. Lei 91.236/85 e Lei 7.611/87. Após o advento da CF/88, a Lei 7.689/88 procurou torná-la definitiva e as Leis 7.787/89, 7.611/89 e 8.147/90 vieram alterar-lhe a alíquota, mas o STF entendeu que, em razão de sua recepção com caráter transitório, não poderia ser alterada, razão porque julgou inconstitucionais tais alterações. Surgiu então, a LC nº 70/91 instituindo a nova contribuição sobre o faturamento, com suporte no art. 195, I, da CF, denominada COFINS. Em 1998, foi editada a Lei 9.718/98, cujo objetivo foi ampliar a base de cálculo da COFINS para que abrangesse a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica (receita bruta) e aumentar sua alíquota. Impõe-se frisar que esta Lei 9.718/98 é anterior à EC nº 20/98. Em 2003, através da MP 135, convertida na Lei 10.833, sobreveio o regime não cumulativo da COFINS, alcançando determinadas empresas. Em 2004, com a Lei 10.865/04 foi instituída a COFINS - Importação, mas com suporte no art. 195, IV, da CF.” (PAULSEN, Leandro. Direito Tributário..., 2009, p.484)
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MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

I - A revisão do lançamento decorreu de erro de fato, qual seja, a área cadastral do imóvel era inferior à sua área real. Em hipóteses tais, o art. 145, III, c/c o art. 149, VIII, do CTN, autorizam a revisão. No entanto, conforme se extrai do art. 173, I, do mesmo código, somente podem ser revistos lançamentos cujo direito de constituição do crédito tributário não esteja decaído. Assim, os efeitos da revisão atingirão apenas os lançamentos ocorridos no qüinqüênio anterior. II - "Os lançamentos em geral podem ser objeto de revisão, desde que constatado erro em sua feitura e não esteja ainda extinto pela decadência o direito de lançar. Tanto o lançamento de ofício, como o lançamento por declaração, e ainda o lançamento por homologação, podem ser revistos”. (Hugo de Brito Machado, in Curso de Direito Tributário, 19ª ed., Malheiros, 2001, p. 147). (RMS 11.271/RJ, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ de 27/09/2004).
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MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

Em resumo: as regras jurídicas que geram as relações jurídicas tributárias são regras jurídicas organicamente enquadradas num único sistema que constitui o ordenamento jurídico emanado de um Estado. Desta homogeneidade sistemática (homogeneidade essencial para o funcionamento de qualquer organismo e, portanto, essencial para a certeza do direito que deve derivar do organismo jurídico, decorre a conseqüência de que a regra de Direito Tributário ao fazer referência a conceito ou instituto de outro ramo de direito, assim o faz, aceitando o mesmo significado jurídico que emergiu daquela: expressão (fórmula ou linguagem literal legislativa), quando ela entrou para o mundo jurídico naquele outro ramo do direito. Somente há deformação ou transfiguração pelo Direito Tributário, quando este, mediante regra jurídica, deforma ou transfigura aquele conceito ou instituto; ou melhor, quando o Direito Tributário cria uma nova regra jurídica, tomando como 'dado' (matéria- prima para elaboração da nova regra jurídica) o 'construído' (o conceito ou instituto jurídico de outro ramo do direito) 21 .
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O impacto da globalização no Direito Tributário

O impacto da globalização no Direito Tributário

O presente trabalho pretende demonstrar o impacto que a globalização económica tem, atualmente, sobre o Direito Tributário. Subsequente à escolha de desenvolver este tema, tão pertinente na atualidade, está o nosso interesse em perceber como graças a uma, cada vez maior, internacionalização das políticas económicas e comerciais, uma área do Direito tradicionalmente incluída no Direito Público ganha hoje contornos de Direito Privado através de caraterísticas impensáveis, há não muito tempo atrás, que constituem uma afronta a certos valores soberanos dos diversos Estados. De facto, a autonomia legislativa tributária parece colocada em causa pelas constantes adaptações que os Estados promovem com o fito de adaptação a uma constante e irreversível globalização económica. Novos desafios são colocados por uma sociedade pródiga em novos acontecimentos e o legislador é obrigado a encontrar soluções efetivas para as novas realidades que se deparam.
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PRESCRIÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO

PRESCRIÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO

4. Ademais, ainda que se trate de mandado de segurança extinto sem “resolução” do mérito, ante reconhecida ilegitimidade passiva ad causam da autoridade coatora (o que inocorreu na hipótese sub examine), é mister a conversão dos depósitos judiciais efetuados em renda em favor da Fazenda Pública (Precedentes do STJ: REsp 901.415/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 27.05.2008, DJe 05.09.2008; REsp 901.052/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 13.02.2008, DJe 03.03.2008; EREsp 215.589/RJ, Rel. Ministro José Delgado, Primeira Seção, julgado em 12.09.2007, DJ 05.11.2007; e AgRg no Ag 756.416/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, julgado em 27.06.2006, DJ 10.08.2006). […] Com efeito, segundo leciona HUGO DE BRITO MACHADO: 'O depósito do montante integral do crédito tributário é causa de suspensão de sua exigibilidade (CTN, art. 151, III). Vencido o sujeito passivo no litígio, a sentença determinará a conversão do depósito em renda, com o quê ficará extinto o crédito tributário.' (in Curso de Direito Tributário, 12ª ed., Malheiros Editores, pág. 150) Finalmente, cabe consignar que não comporta o âmbito do presente recurso de agravo discussão acerca da ilegitimidade ou não da CEMIG, para promover o levantamento dos depósitos. Com efeito, impõe-se esclarecer, a propósito, que, de conformidade com o teor da r. decisão agravada, o MM. Juiz, após indeferir o pedido de levantamento formulado pela Impetrante, abriu vista dos autos à CEMIG, por cinco dias (cf. fl. 19), não tendo, portanto, se pronunciado, ainda, sobre essa questão, no particular.”
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Finanças Públicas e Direito Tributário

Finanças Públicas e Direito Tributário

Além disso, a regulamentaçãp das atividades financeiras, dando oportunidade a que receitas da;s mais variadas ordens fôssem arrecadadas, exigiu, de uma forma ou de outra, que ha­ vendo receitas do patrimônio estatal, estas, por si sós, não bas­ tariam como anteparo ou melhor dito, como base para perfeita satisfação das necessidades. Portanto, havia que se disciplinar aquelas outras contribuições das quais se socorria o Estado, em virtude do seu poder soberano, impondo-as sôbre os demais mem­ bros da coletividade. Enraizadas tais contribuições, na ordem jurídica, o conjunto de normas que a regularam passou a constituir o direito tributário. Êste apropria-se das considerações teóricas, elaboradas pelas finanças públicas, e faz incidir sôbre as mesmas, o poder e a vontade do Estado e, dessa relação, uma afirmação se estereotipa no exemplo de que, quanto maior fôr a carga tributária e, portanto, mais intensa a sua açáo econômica, mais necessária se torna a sua delimitação jurídica-
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SUBSISTEMA TRIBUTÁRIO DO MEIO AMBIENTE NATURAL Mestrado em Direito Tributário

SUBSISTEMA TRIBUTÁRIO DO MEIO AMBIENTE NATURAL Mestrado em Direito Tributário

O Supremo Tribunal Federal, entretanto, em sua composição plena, sendo relator o Min. Moreira Alves, entendeu que o IPTU não pode ter duas alíquotas progressivas, fixadas em razão da presumível capacidade econômica do contribuinte, mas que a única progressividade admitida pela Constituição vigente é extrafiscal, segundo os arts. 156 e 182, §4º, II, compreendidos conjuntamente. Foi dessa forma, declarada inconstitucional a lei do Município de Belo Horizonte, que previa a progressividade sem prévia lei federal e plano diretor (ver BRASIL. Supremo Tribunal Federal. IPTU e progressividade. Plenário. Informativo n. 54, 18-22 nov. 1996. Disponível em: <http://www.stf.jus.br/arquivo/informativo/documento/informativo54.htm>). O voto vencido do Min. Carlos Mário Velloso defende uma progressividade mais ampla, a nosso ver, sobretudo ajustada no art. 145, §1º, que obriga à pessoalidade, à progressividade nos impostos em geral e à realidade social brasileira, marcada por profundas desigualdades sociais.” (BALEEIRO, Aliomar. Direito tributário brasileiro. 11. ed., atualizada por Misabel Abreu Machado Derzi. Rio de Janeiro: Forense, 2008, p. 254-255).
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A BOA-FÉ NO DIREITO TRIBUTÁRIO MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

A BOA-FÉ NO DIREITO TRIBUTÁRIO MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

Pois bem, agora faremos um esforço para tentar trazer para o direito tributário a figura do tu quoque. Para tanto, pensamos que devemos ter em mente que o instituto vem marcado pela má-fé, como o elemento diferenciador dos demais institutos (contraditórios quanto à conduta) aqui estudados. Isso porque, como vimos anteriormente, o agente deseja concorrer dolosamente para o descumprimento de uma norma, só que, posteriormente, deseja aproveitar-se da situação resultante que ele mesmo negara antes. Partindo da premissa de que a Administração Tributária tem o dever de agir sob os auspícios da moralidade, não se admitindo pensar em se agir de má-fé, teoricamente fica difícil defender que possa haver uma situação de tu quoque por parte da Fazenda Pública. O mesmo não podemos dizer quanto aos contribuintes, diante das cediças situações que levam inclusive ao cometimento de crimes de sonegação fiscal. Mas como teoria e prática nem sempre caminham de mão dadas, certamente veremos algumas situações, principalmente processuais, em que a Administração chega a transbordar certos limites em busca do discurso vencedor, mesmo sabendo que não é isso que a ordem jurídica pretende na realidade. O difícil é encontrar uma decisão que declare a má-fé
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As garantias dos contribuintes no direito tributário português

As garantias dos contribuintes no direito tributário português

a harmonização dos impostos directos, mantendo-se, de resto no Tratado CE, a regra da unanimidade – política – para a aprovação de instrumentos normativos comunitários (directivas ou regulamentos) que incidam sobre matéria fiscal. Assim, por exemplo, no plano do imposto sobre as sociedades várias directas (instrumento típico de harmonização do direito entre os Estado membros) foram aprovadas, tais como a relativa a fusões, cisões, entradas de activos e permutas de acções (Directiva 90/434/CEE do Conselho, de 23 de Julho de 1990) e a «Directiva mães-filhas» (Directiva 90/435/CEE do Conselho, de 23 de Julho de 1990), e a Directiva sobre juros e royalties entre empresas associadas situadas noutros Estados membros (Directiva 2003/49/CEE do Conselho, de 3 de Junho de 2003). E no domínio do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, salienta-se a denominada Directiva da Poupança (Directiva2003/48/CE do Conselho, de 3 de Junho) representa, porventura, a dimensão, nova, de uma fiscalidade europeia ainda que polarizada num elemento tradicional de conexão territorial, a residência do contribuinte. Com efeito, ela visa garantir, seja pelo método de retenção de imposto do país da residência no país da fonte, seja por via da troca automática de informação, que certos juros (rendimentos da poupança), são efectivamente tributados no Estado da residência do seu titular. Por outro lado, a jurisprudência do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, com diversos Acórdãos proferidos em matéria de tributação directo, tem exercido aquilo que a doutrina vem designando por «harmonização negativa», na medida em que, não obstante a decisão apenas valer no caso concreto, acaba por sustentar recomendações da Comissão ou, posteriormente, acções judiciais contra os países que se não acomodarem a tais decisões. Ainda recentemente a Comissão anunciou ter accionado judicialmente o Reino Unido perante o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias por considerar que aquele Estado, pelas disposições internas que para o efeito criou, inviabilizou, na prática, o cumprimento da decisão que aquele tribunal havia tomado a propósito da dedução de prejuízos fiscais transfronteiras no célebre caso Marks & Spencer (IP/09/1461, de 8.10.2009). Acrescem, neste domínio e em virtude da globalização económica e da internacionalização empresarial, os efeitos dominó e mimético, que explicam a aproximação natural dos sistemas fiscais e a sua cada vez maior similitude.
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Métodos de interpretação e direito tributário

Métodos de interpretação e direito tributário

No tocante aos argumentos que suscita, é comum encontrar referên- cias ao método histórico em, pelo menos, três situações: (1) para afirmar que não cabe interpretação literal, porque a sociedade e, portanto, o sentido evo- luíram; (2) para argumentar que a determinação do sentido de um termo da lei deve levar em conta o momento de sua criação; ou (3) para utilizar dados referentes ao direito revogado a fim de interpretar o direito vigente. Na pri- meira hipótese, o argumento histórico é utilizado como forma de alterar sig- nificado atual do dispositivo legal, negando-se a acepção que se conferia aos termos legais no momento de sua edição. Ou seja, afirma-se que o sentido não é exatamente aquele que “a letra de lei” sugere, porque o contexto social em que foi produzida era outro. Já na segunda hipótese, o argumento vem exatamente no sentido contrário. Afirma-se que o sentido dos termos da lei deve estar conforme a “intenção” ou finalidade que deu ensejo a sua edição. A terceira hipótese socorre-se, especificamente, do direito precedente para determinar como deve ser a aplicação do direito em vigor.
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SELETIVIDADE TRIBUTÁRIA Mestrado em Direito Tributário

SELETIVIDADE TRIBUTÁRIA Mestrado em Direito Tributário

contribuinte de fato é o consumidor final da mercadoria objeto da operação, visto que a empresa, que repassa no preço da mercadoria o imposto devido, recolhendo posteriormente aos cofres públicos o imposto já pago pelo consumidor final, e, em conseqüência, não assume a respectiva carga tributária. Opera-se, assim, no caso do IPI, a substituição legal no cumprimento da obrigação, do contribuinte de fato pelo contribuinte de direito, inadmitindo-se a repetição do indébito e a compensação do referido tributo, sem a exigência da prova da repercussão. 7. Precedentes desta Corte. 8. Recurso Especial provido. (STJ, RESP 411478/PR, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJU 28/10/02).
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MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

A forma imediata de construção de sentido é a que se assenta em um enunciado apenas, e não em vários, enquanto a forma mediata é resultado de várias disposições. É como a diferença entre normas implícitas e explícitas: não existem normas explícitas, posto que elas não “saltam” do texto. Todas são implícitas, já que o intérprete é quem produz a norma – não se extrai, mas se constrói. Contudo, há de convir que certas normas exigem menos esforço do exegeta, e por isso mesmo dão menos margem a construções de sentido dissonantes da maioria dos utentes. Aos exemplos: o preceito constitucional que garante o direito de propriedade está “expressamente” (imediatamente) contido no art. 5º, XXII, da Constituição. Já o princípio da isonomia das pessoas políticas de direito constitucional é enunciado “implícito” (mediato), extraído da autonomia dos Estados (art. 1º da CF) e dos Municípios (arts. 18, 29, 30 e 34, VII, c, da CF). 89
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O direito de audição no direito tributário

O direito de audição no direito tributário

equitativo, este deve ser entendido num sentido lato, atendendo ao direito que está a ser ofendido/lesado no caso em concreto. Não poderemos afirmar que há direitos lesados mais importantes do que o outros, nem defender que apenas as garantias e os direitos dos contribuintes devem ser tomados em consideração perante a Administração. No atinente ao significado de prazo razoável, o Supremo Tribunal Administrativo tem vindo a debruçar-se sobre esta questão e sobre o tempo atendível para uma decisão em prazo. A delonga processual afere-se pela totalidade do tempo do processo, ou seja, desde a sua entrada na secretaria judicial até à prolação de sentença. Podemos então afirmar que “ocorre violação do direito à justiça em prazo razoável quando relativamente a uma ação de mediana complexidade, que teve número de partes diminuto e em que se verificou a apresentação de meios de prova muito simples e unicamente documental (...) demorou até à prolação de sentença em 1.ª instância um tempo total de 6 anos e 5 meses” 17 . Acórdão do Tribunal Central Administrativo
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MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

MESTRADO EM DIREITO TRIBUTÁRIO

Há dois outros princípios que despontaram no Brasil nos últimos anos: o da razoabilidade e o da dignidade da pessoa humana. O primeiro percorreu longa trajetória no direito anglo-saxão – notadamente nos Estados Unidos – e chegou ao debate nacional amadurecido pela experiência alemã, que o vestiu com o figurino da argumentação romano-germânica e batizou-o de princípio da proporcionalidade. [...] O princípio da razoabilidade é um mecanismo para controlar a discricionariedade legislativa e administrativa. Ele permite ao Judiciário invalidar atos legislativos ou administrativos quando: (a) não haja adequação entre o fim perseguido e o meio empregado; (b) a medida não seja exigível ou necessária, havendo caminho alternativo para chegar ao mesmo resultado com menor ônus a um direito individual; (c) não haja proporcionalidade em sentido estrito, ou seja, o que se perde com a medida tem maior relevo do que aquilo que se ganha. O princípio, com certeza, não liberta o juiz dos limites e possibilidades oferecidos pelo ordenamento. Não é de voluntarismo que se trata. A razoabilidade, contudo, abre ao Judiciário uma estratégia de ação construtiva para produzir o melhor resultado, ainda quando não seja o único possível – ou mesmo aquele que, de maneira mais óbvia, resultaria da aplicação crítica da lei. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem se valido do princípio para invalidar discriminações infundadas, exigências absurdas e mesmo vantagens indevidas.
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A SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA E A SUA NOVA COMPREENSÃO DO FENÔMENO JURÍDICOTRIBUTÁRIO  Antonio Alves Pereira Netto, Manoel Cavalcante de Lima Neto

A SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA E A SUA NOVA COMPREENSÃO DO FENÔMENO JURÍDICOTRIBUTÁRIO Antonio Alves Pereira Netto, Manoel Cavalcante de Lima Neto

Este trabalho tem como objetivo estudar, a partir de elementos sociológicos, a justificação do poder de tributar na sociedade contemporânea. Tem como hipótese de trabalho a ideia de que o Direito Tributário não deve ser entendido como um ramo de "pureza teórica", a reger-se isoladamente por valores e princípios próprios. Defende-se que o Direito Tributário tem passado por uma gradual reformulação de seus conceitos, em razão das novas funções atribuídas ao Estado no contexto da sociedade contemporânea, marcada pela evolução constante que requer uma nova forma de adaptação do direito para regular tais situações em todos os níveis, que decorre do avanço da tecnologia e da globalização. Utiliza a pesquisa jurisprudencial e bibliográfica para demonstrar os efeitos da chamada "sociedade de risco" no papel do Estado e, mais especificamente, no discurso de legitimação do poder de tributar junto ao corpo social.
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Reforma tributária: seria afinal uma solução econômica diante da pandemia que o país enfrenta? / Tax reform: would it be an economic solution to the pandemic the country is facing?

Reforma tributária: seria afinal uma solução econômica diante da pandemia que o país enfrenta? / Tax reform: would it be an economic solution to the pandemic the country is facing?

No período colonial prevalecia a legislação da Coroa Portuguesa; o tributo passou a ser exigido nas primeiras décadas do século XVI, chamado quinto ou vintena, incidia sobre os produtos extraídos, principalmente o pau-brasil. Dessa forma, já havia um direito tributário, porém como ressalta Ubaldo Cesar Balthazar (2005, p. 32) “... não existia ainda, por outro lado, um ‘sistema tributário’, assim compreendido como um conjunto harmônico de princípios, regras e institutos disciplinadores da atividade tributária, cujo elemento nuclear é o tributo”. Assim, as raízes mais profundas do direito tributário brasileiro se encontram no conjunto das normas portuguesas vigentes na época do descobrimento, que exerceu uma inegável influência na formação cultural do ordenamento jurídico brasileiro.
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A efetivação dos direitos sociais por medidas fiscais e financeiras: instrumentos...

A efetivação dos direitos sociais por medidas fiscais e financeiras: instrumentos...

Verificou-se, ainda, que ao longo de muitos anos a doutrina do direito tributário se voltou aos enunciados constitucionais para promover interpretações de bloqueio 7 , invocando o direito à propriedade e o princípio do não-confisco como valores quase absolutos, sem o menor cuidado de avaliar a tributação como instrumento de efetivação de direitos fundamentais outros que não aqueles ligados à propriedade privada. De outra banda, a doutrina do direito financeiro, durante muitas décadas, foi muito influenciada pelas concepções formalistas de PAUL LABAND 8 , tendo dificuldade em se desvencilhar da natureza meramente formal das leis orçamentárias, o que reduzia sobremaneira o objeto de estudo e o dissociava do contexto jurídico nacional, sobretudo após a Constituição Federal de 1988. A certa altura, essa concepção causou uma assimetria entre os estudos do direito tributário e o direito financeiro, sendo o último objeto de pouquíssima atenção da doutrina, se comparado ao primeiro 9 . Isso se reflete ainda nos dias de hoje, sem prejuízo da excelente doutrina que vem sendo produzida nos últimos anos por professores e alunos egressos dos programas de pós-graduação da Universidade de São Paulo.
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