Direitos de personalidade

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A FOTOGRAFIA, A IMAGEM E OS DIREITOS DE PERSONALIDADE: PONTOS DE CONTATO

A FOTOGRAFIA, A IMAGEM E OS DIREITOS DE PERSONALIDADE: PONTOS DE CONTATO

LUIZ EDUARDO GUNTHER Pós-Doutor em Direito pela PUC-PR (2015). Doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná (2003). Mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná (2000). Graduado em Direito e em História pela Universidade Federal do Paraná (1977). Desembargador no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região. Professor Permanente do Programa de Mestrado em Direito Empresarial e Cidadania do Centro Universitário Curitiba - UNICURITIBA. Tem experiência em: Direito Internacional do Trabalho. Direito Sindical e Coletivo do Trabalho. Tutela dos Direitos de Personalidade na Atividade Empresarial. Crise da Jurisdição: Efetividade e Plenitude Institucional. Autor de diversas obras na área do Direito do Trabalho. Poeta nas horas vagas, com diversos livros publicados. Membro da Academia Brasileira de Direito do Trabalho, do Conselho Editorial do Instituto Memória - Centro de Estudos da Contemporaneidade, do Centro de Letras do Paraná e do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Orientador do Grupo de Pesquisa que edita a Revista Eletrônica do TRT9
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UMA ANÁLISE DA INDISPONIBILIDADE DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE NO DIREITO CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE DA DISPONIBILIDADE DE DIREITOS DE PERSONALIDADE

UMA ANÁLISE DA INDISPONIBILIDADE DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE NO DIREITO CONTEMPORÂNEO: UMA ANÁLISE DA DISPONIBILIDADE DE DIREITOS DE PERSONALIDADE

Muitos dos direitos fundamentais são direitos de personalidade, mas nem todos os direitos fundamentais são direitos de personalidade. Os direitos de personalidade abarcam certamente os direitos de estado (por ex:. direito de cidadania), os direitos sobre a própria pessoa (direito à vida, à integridade moral e física, direito à privacidade) , os direitos distintivos da personalidade (direito à identidade pessoal, direito à informática) e muitos dos direitos de liberdade (liberdade de expressão). Tradicionalmente, afastam-se dos direitos de personalidade os direitos fundamentais políticos e os direitos a prestações, por não serem atinentes ao ser como pessoa. Contudo, hoje em dia, dada a interdependência entre o estatuto positivo e negativo do cidadão, e em face da concepção de um direito geral de personalidade como ‘direito à pessoa ser e à pessoa de vir’, cada vez mais direitos fundamentais tendem a ser direitos de personalidade e vice-versa (...) no entanto, não é apenas uma ordem de direito subjectivos, mas também uma ordem objectiva que justificará, entre outras coisas, o reconhecimento de direitos fundamentais a pessoas colectivas e
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UM ENSAIO SOBRE DIREITO A PRIVACIDADE E INTIMIDADE. VOCÊ AINDA OS TEM?  Milena de Bonis Faria

UM ENSAIO SOBRE DIREITO A PRIVACIDADE E INTIMIDADE. VOCÊ AINDA OS TEM? Milena de Bonis Faria

O XXVI Encontro Nacional do CONPEDI – SÃO LUIS – MARANHÃO foi promovido em parceria com a Universidade Federal do Maranhão e a UNICEUMA. Sua temática central teve como objeto “Direito, Democracia e Instituições de Justiça”. Esse assunto suscitou intensos debates desde a abertura do evento no Convento das Mercês e inúmeros desdobramentos ao longo da apresentação dos trabalhos previamente selecionados e da realização das plenárias. Em especial, as questões relativas à função social do contrato, dos direitos de personalidade e os reflexos do novo CPC no direito material mereceram um olhar reflexivo crítico-analítico dos participantes do Grupo de Trabalho “Direito Civil Contemporâneo II”.
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS DIREITOS DA PERSONALIDADE

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE OS DIREITOS DA PERSONALIDADE

O artigo 12 do Código Civil trata da tutela ge- ral dos direitos da personalidade, protegendo os in- divíduos de qualquer ameaça ou lesão à sua integri- dade física ou moral. Por tratar-se de regra genérica, reconhece proteção a direitos de personalidade que não estão expressos nos demais artigos, mas que po- derão se concretizar. A proteção pode ser requerida para evitar que a ameaça seja consumada ou para que diminua os efeitos da ofensa praticada, sem prejuízo da reparação de danos morais e patrimoniais.

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Aproveitamento econômico dos direitos privados da personalidade

Aproveitamento econômico dos direitos privados da personalidade

personalidade: (i) não patrimoniais em sentido forte, que corresponderia aos direitos que não admitem uma tradução pecuniária e cita como exemplo o direito à vida, à saúde e à integridade corporal, (ii) não-patrimoniais em sentido fraco, como aqueles que podem ter um alcance patrimonial, embora respeitando certas regras, citando como exemplo o direito à saúde e à integridade física, quando utilizados para fins científicos, desde que não irreversivelmente atingidos, e (iii) patrimoniais, que seriam aqueles negociáveis no mercado, mas que permanecem sendo tutelados pelas regras específicas dos direitos de personalidade por se referirem aos bens de personalidade, tendo mencionado como exemplo os direitos ao nome, imagem e os decorrentes de atividade intelectual.
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Os direitos da personalidade enquanto direitos fundamentais

Os direitos da personalidade enquanto direitos fundamentais

[...] Os elementos intrínsecos à pessoa como tal, em toda a sua complexidade natural e histórica, racional e emocional, irrompem como fundamentais para garantir a felicidade humana, e essa fundamentalidade não pôde mais ser ig- norada pelo sistema jurídico. A honra, a reputação, a imagem, o nome e os atri- butos humanos que determinam a positividade ou negatividade das relações da pessoa com outros indivíduos e a comunidade em geral; a afetividade, a sexua- lidade, a integridade física e psíquica, todos os fatores fisiológicos, psicológicos e emocionais que são decisivos para o bem-estar humano compõem, da mesma forma, um conjunto de elementos que, dada a sua fundamentalidade para a felicidade do homem, exigem a atenção incisiva do direito. [...] Pois todos esses elementos intrínsecos à “humanidade essencial” da pessoa, que concernem a sua personalidade, ou seja, à dimensão existencial da subjetividade humana, compreendem hoje os direitos de personalidade. 46
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Estado de Direito e Direitos Fundamentais: A Concretizao dos Direitos Fundamentais pelos Tribunais
        Assembleia da Repblica/CEJ

Estado de Direito e Direitos Fundamentais: A Concretizao dos Direitos Fundamentais pelos Tribunais Assembleia da Repblica/CEJ

mentais, cit. p. 105 e ss., e, em especial, Contrat de travail et droits fondamentaux – contribution à une dogmatique commune européenne, avec référence spéciale au droit allemand et au droit portugais, cit. (na versão portuguesa, Contrato de trabalho e direitos fundamentais, cit.), passim, e ainda, “O novo Código do Trabalho e os direitos de personalidade do trabalhador”, in A reforma do Código do Trabalho, Coimbra, 2004, p. 139-160, Rosário Palma Ramalho, “Contrato de trabalho e direitos fundamentais da pessoa”, in Estudos de Direito do Trabalho, cit., I, p. 157-178, “Direitos de personalidade e direitos fundamentais no domínio laboral”, in Estudos em homenagem ao Prof. doutor Jorge Miranda, II, Coimbra, 2012, p. 619-638, e Tratado de Direito do Trabalho, Parte II – Situações laborais individuais, 4.ª ed., Coimbra, 2012, p. 139 e ss. e p. 386 e ss., M. Regina Redinha, “Os direitos de personalidade no Código do Trabalho: atualidade e oportunidade da sua inclusão”, in A reforma do Código do Trabalho, Coimbra, 2004, p. 161-172, Amadeu Guerra, A privacidade no local de trabalho, cit., passim, e Guilherme Dray, Direitos de personalidade. Anotações ao Código Civil e ao Código do Trabalho, Coimbra, 2006, p. 61 e ss.; e, na literatura estrangeira, entre muitos outros, destaca-se o trabalho fundamental de F. Gamillscheg, Die Grundrechte in Arbeitsrecht, AcP, 1964, 164, 5/6, p. 385-444, e, ainda deste autor, Die allgemeinen Lehren der Grundrechte in Arbeitsrecht, ArbuR, 1996, 2, p. 41-48. Sobre alguns direitos de perso- nalidade e direitos fundamentais, em especial no contexto do contrato de trabalho, ver J. Leal Amado, Pornografia, informática e despedimento, QL, 1994, 2, p. 109-116, A. Menezes Cordeiro, “O respeito pela esfera privada do trabalhador”, in A. Moreira (coord.), I Congresso Nacional de Direito do Trabalho – Memórias, Coimbra, 1998, p. 16-37, “A liberdade de expressão do trabalhador”, in A. Moreira (coord.), II Congresso Nacional de Direito do Trabalho – Memórias, Coimbra, 1999, p. 24-43 e, ainda, “Contrato de Trabalho e objeção de consciência”, in A. M oreira (coord.), V Congresso Nacional de Direito do Trabalho. Memórias, Coimbra, 2003, p. 23-46, M. Teresa Moreira, Da esfera
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES A TUTELA JURÍDICA DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE DO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO COORDENAÇÃO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES A TUTELA JURÍDICA DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE DO

legisladores a disciplinar a matéria que na órbita internacional mereceu acolhida na Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948. O Novo Código Civil Brasileiro dedicou capítulo especial aos denominados direitos da personalidade (artigos 11 a 21), constituindo tal disciplina inovação em nosso direito positivo. Neste contexto, impende destacar o disposto no art. 11 do referido diploma, que diz: “Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos de personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária”. Portanto, os direitos da personalidade somente podem ser relativizados nas hipóteses legais, não podendo sofrer limitação voluntária.
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O conflito entre o direito de intimidade das pessoas notórias e a liberdade de imprensa

O conflito entre o direito de intimidade das pessoas notórias e a liberdade de imprensa

São três as formas de tutela processual para garantia dos direitos de personalidade, quando em voga na imprensa: a tutela ressarcitória, tutela inibitória e reparação in natura. Nos casos que envolvem o direito de intimidade, por certo que os danos ocasionados, em caso de exteriorização do segredo, podem ser incompensáveis e irretratáveis. Nesse sentido, caberá ao julgador observar com atenção os casos que lhe forem dispostos, optando por tutelas capazes de evitar a violação, mesmo que sejam necessárias medidas liminares impeditivas da notícia.
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Biografia : os limites da liberdade de expressão

Biografia : os limites da liberdade de expressão

. No mesmo sentido, em relação à biografia da cantora Cássia Eller, Apenas uma Garotinha – A História de Cássia Eller, a coadjuvante, a cantora Elaine Silva Moreira, conhecida como Lan Lan, ajuizou uma ação de indenização por danos morais em razão de uma violação, em tese, da privacidade, da intimidade e da honra. No caso, foi realizada uma ponderação de interesses entre os direitos à liberdade de expressão, manifestação do pensamento e os direitos de personalidade. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ao aplicar a técnica de ponderação, ressaltou que, pelo fato de a autora da ação também ser uma figura pública, a tutela à sua imagem e à privacidade devem ser relativizadas. Ademais, todos os fatos ofensivos narrados na obra já eram de pleno do pensamento, da expressão intelectual e da profissão não autorizam a apropriação dos direitos de outrem para fins comerciais e de lucro, por se encontrar isso fora do direito de informar. O dano patrimonial decorre do locupletamento da popularidade do biografado comercialmente explorada, sem a autorização de quem de direito, ou sem lhe dar a devida participação nos lucros”. Disponível em: http://redir.stf.jus.br/estfvisualizadorpub/jsp/consultarprocessoeletronico/ConsultarProcessoEletronico.jsf ?seqobjetoincidente=4271057. Acesso em: 12 ago. de 2016;
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DIGNIDADE, DIREITOS FUNDAMENTAIS E DIREITOS DA PERSONALIDADE: UMA PERSPECTIVA GARANTISTA PARA A DEMOCRACIA SUBSTANCIAL

DIGNIDADE, DIREITOS FUNDAMENTAIS E DIREITOS DA PERSONALIDADE: UMA PERSPECTIVA GARANTISTA PARA A DEMOCRACIA SUBSTANCIAL

Contribuições: A principal contribuição deste estudo é enaltecer o modelo de Estado defendido na teoria de Luigi Ferrajoli como detentor do poder, porém, atrelado ao dever de abstenção da proteção positiva em favor da pessoa. Ainda, o contributo deste artigo é sobressair a soberania popular por meio da legitimação dos representantes via eleição periódica com pluralismo de opções e submissão dos governantes à lei e à Constituição, a fim de preservá-la, mas também de conferir tutela de direitos e garantias individuais e sociais dos seus destinatários.
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ROSANA GUIDA KRASTINS DIREITO AO TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E TECIDOS

ROSANA GUIDA KRASTINS DIREITO AO TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E TECIDOS

Por fim, cumpre ressaltar a extracomerciabilidade do corpo vivo ou morto. A esse respeito, argumenta Adriano De Cupis 163 : “Se a personalidade não existe depois da morte, nem por isso o cadáver deixa de ser considerado por parte do ordenamento jurídico. Pelo contrário, o corpo humano, depois da morte, torna-se uma coisa submetida à disciplina jurídica, coisa, no entanto, que não podendo ser objeto de direitos privados patrimoniais, deve classificar-se entre as coisas extra commercium. Não sendo a pessoa, enquanto viva, objeto de direitos patrimoniais, não pode sê-lo também o cadáver, o qual, apesar da mudança de substância e de função, conserva o cunho e o resíduo da pessoa viva. A comerciabilidade estaria, pois, em nítido contraste com tal essência do cadáver, e ofenderia a dignidade humana”.
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Dos Direitos da Personalidade ao Princípio da Boa-fé Objetiva no Sistema Obrigacional  dos Contratos de Direito Privado: Aproximações Luso-Brasileiras

Dos Direitos da Personalidade ao Princípio da Boa-fé Objetiva no Sistema Obrigacional dos Contratos de Direito Privado: Aproximações Luso-Brasileiras

Luiz Edson Fachin, [...], na UFP. No Nordeste, [...], Paulo Luiz Netto Lobo. Em São Paulo, [...], Renan Lotufo, na PUCSP, e a professora Giselda Maria Fernandes Novaes Hironaka, na USP. Na FADISP, onde lecionamos [...]. Em Brasília, na UNB, o professor Frederico Viegas de Lima [...]. O conceito de Direito Civil Constitucional, à primeira vista, poderia parecer um paradoxo. Mas não é. O direito é um sistema lógico de normas, valores e princípios que regem a vida social, que interagem entre si de tal sorte que propicie segurança - em sentido lato - para os homens e mulheres que compõem uma sociedade. O Direito Civil Constitucional, portanto, está baseado em uma visão unitária do ordenamento jurídico (TEPEDINO, Gustavo - Normas constitucionais e relações de direito civil na experiência brasileira. Temas de direito civil. Tomo II., Rio de Janeiro: Renovar, 2005). Ao tratar dos direitos fundamentais, José Joaquim Gomes Canotilho também fala em unidade da ordem jurídica, sustentando a viabilidade de uma interação entre Direito privado e a Constituição, mesmo que em tom cético. Para o mesmo Gustavo Tepedino, um dos principais idealizadores desse novo caminho metodológico, é 'imprescindível e urgente uma releitura do Código Civil e das leis especiais à luz da Constituição'. Desse modo, 'reconhecendo a existência dos mencionados universos legislativos setoriais, é de se buscar a unidade do sistema, deslocando para a tábua axiológica da Constituição da República o ponto de referência antes localizado no Código Civil' (TEPEDINO, Gustavo - Premissas metodológicas para a constitucionalização do direito civil. Op. cit., p. 1 e 13). [...]. Deve ser feita a ressalva que, por tal interação, o Direito Civil não deixará de ser Direito Civil; e o Direito Constitucional não deixará de ser Direito Constitucional. O Direito Civil Constitucional nada mais é do que um novo caminho metodológico, que procura analisar os institutos privados a partir da Constituição, e, eventualmente, os mecanismos constitucionais a partir do Código Civil e da legislação infraconstitucional em uma análise de mão dupla" (TARTUCE, Flávio - Manual de Direito Civil - Volume Único. 8.ª ed., rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Forense, 2018, p. 57-60, passim). Enfim, o diálogo das fontes de que nos fala a melhor doutrina lusitana e brasileira.
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É só uma piada? O humor e sua colisão com os direitos da personalidade

É só uma piada? O humor e sua colisão com os direitos da personalidade

um segmento racial atávica e geneticamente menor e pernicioso. 12. Discriminação que, no caso, se evidencia como deliberada e dirigida especificamente aos judeus, que configura ato ilícito de prática de racismo, com as conseqüências gravosas que o acompanham. 13. Liberdade de expressão. Garantia constitucional que não se tem como absoluta. Limites morais e jurídicos. O direito à livre expressão não pode abrigar, em sua abrangência, manifestações de conteúdo imoral que implicam ilicitude penal. 14. As liberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica, observados os limites definidos na própria Constituição Federal (CF, artigo 5º, § 2º, primeira parte). O preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o "direito à incitação ao racismo", dado que um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os delitos contra a honra. Prevalência dos princípios da dignidade da pessoa humana e da igualdade jurídica. 15. "Existe um nexo estreito entre a imprescritibilidade, este tempo jurídico que se escoa sem encontrar termo, e a memória, apelo do passado à disposição dos vivos, triunfo da lembrança sobre o esquecimento". No estado de direito democrático devem ser intransigentemente respeitados os princípios que garantem a prevalência dos direitos humanos. Jamais podem se apagar da memória dos povos que se pretendam justos os atos repulsivos do passado que permitiram e incentivaram o ódio entre iguais por motivos raciais de torpeza inominável. 16. A ausência de prescrição nos crimes de racismo justifica-se como alerta grave para as gerações de hoje e de amanhã, para que se impeça a reinstauração de velhos e ultrapassados conceitos que a consciência jurídica e histórica não mais admitem. Ordem denegada. (Destacou-se)
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Direitos Fundamentais e de Personalidade do Trabalhador (3. edio)

Direitos Fundamentais e de Personalidade do Trabalhador (3. edio)

essencial, está em causa a utilização por parte do empregador de um conjunto de mensagens enviadas por um trabalhador, através do sistema de Messenger, em violação do regulamento interno da empresa, que proibia a utilização daquele sistema para uso pessoal e não profissional. O trabalhador, apesar daquelas regras, segundo as quais aquele sistema de mensagens apenas podia ser utilizado junto dos clientes da empresa, utilizou-o indevidamente para falar com o seu irmão e com a sua noiva, tendo remetido cinco mensagens de teor pessoal. O empregador, que ao consultar o sistema tomou conhecimento, ocasionalmente, daquelas mensagens pessoais, usou o conteúdo das mesmas (algumas das quais se inseriam no plano afetivo e sexual do trabalhador) e divulgou-as para instaurar um procedimento disciplinar contra o mesmo, que culminou com o seu despedimento com justa causa. O motivo invocado para o despedimento com justa causa não foi o teor das conversas mantidas, que em nada melindravam ou ofendiam o empregador; o fundamento do despedimento foi o desrespeito pelas regras regulamentares criadas pelo empregador, que proibiam a utilização pessoal daquele sistema de Messenger, criado pela empresa apenas para efeitos de utilização profissional. O trabalhador em causa, que não logrou perante os tribunais romenos fazer vingar a tese da ilicitude da prova obtida por violação do direito à reserva da intimidade da vida privada, resolveu recorrer ao TEDH, invocando a violação pelo Estado romeno do artigo 8.º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, relativo ao direito ao respeito pela vida privada e familiar, segundo o qual “Qualquer pessoa tem direito ao respeito da sua vida privada e familiar, do seu domicílio e da sua correspondência”. O TEDH, todavia, concluiu que o Estado romeno não violou o referido preceito legal, atendendo a que os tribunais romenos decidiram de acordo com a legislação nacional (nomeadamente o artigo 40.º do respetivo Código do Trabalho
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Zulmar Fachin, Débora Alécio & João Francisco Toso, “O Direito à Educação de Criança Hospitalizada: Efetivação por Meio de Políticas Públicas Inclusivas” - 1429

Zulmar Fachin, Débora Alécio & João Francisco Toso, “O Direito à Educação de Criança Hospitalizada: Efetivação por Meio de Políticas Públicas Inclusivas” - 1429

[...] à humanidade em geral, positivados e garantidos por meio de convenções e tratados internacionais. Os direitos fundamen- tais, estão ligados a um determinado ordenamento jurídico, por exemplo, nas Constituições dos Organismos Estatais específi- cos, a exemplo da Constituição da República Federativa do Brasil. Já a dignidade da pessoa humana, historicamente possui um fundamento religioso, que se remonta ao jusnaturalismo, perpassando pela fundamentação filosófica com o Iluminismo e, já nos idos do século XX, adota uma retórica política, na qual passa a ser fim almejado pela sociedade e pelo Estado, e, frisa- se, que os direitos do homem preexistem ao Estado 9 .
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE DIREITO PROFESSOR JACY DE ASSIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO MESTRADO ACADÊMICO EM DIREITO PÚBLICO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE DIREITO PROFESSOR JACY DE ASSIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO MESTRADO ACADÊMICO EM DIREITO PÚBLICO

Com efeito, pretendendo-se alinhar às diretrizes emancipatórias positivadas pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), inspirada no modelo social abordagem, cuidou de eliminar as barreiras que obstavam o giro de dignidade e liberdade moral/eletiva das pessoa com déficit psíquico e intelectual, a exemplo da alteração da tônica do regime de incapacidade original do CC/02, sem no entanto, atentar-se que a efetiva autonomia e independência da pessoa com déficit funcional não depende tão somente da eliminação de barreiras atitudinais e sociais, mas também de acessibilidade em sentido amplo, assim entendia com a habilitação da sociedade em deveres de proteção e cuidado para que a dignidade-liberdade dos novos sujeitos de direitos possam ser exercidas em igualdade com demais, se que isso, porém, traga prejuízos à pessoa com deficiência em razão de algum impedimento que ostenta.
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Direitos fundamentais e de personalidade do trabalhador (2. edio)

Direitos fundamentais e de personalidade do trabalhador (2. edio)

privados (“Unmittelbare Drittwirkung”) dispensa a intervenção do legislador ordinário para assegurar esses direitos no âmbito do Direito Civil. (…) A teoria da aplicabilidade mediata (“Mittelbare Drittwirkung”), por outro lado, defende que a aplicação dos direitos fundamentais às relações entre privados deve ser efectuada mediante a intervenção do legislador ordinário, recorrendo aos princípios gerais de Direito privado, tais como a ordem pública, os bons costumes e a boa fé. (…) Surgiram ainda defensores de uma tese intermediária segundo a qual devemos distinguir as relações privadas em que interagem sujeitos tendencialmente em posições de igualdade, das relações privadas em que uma das partes tem um papel de domínio sobre a outra, como é o caso da relação laboral. Ora, nesta medida, apenas neste último caso é que seria de admitir a eficácia imediata dos direitos fundamentais”.
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Neutralidade da rede, filtragem de conteúdo e interesse público

Neutralidade da rede, filtragem de conteúdo e interesse público

A filmagem escondida de cenas íntimas entre uma famosa modelo brasileira e seu namorado na praia de Cádiz, na Espanha, tornou-se, no início do ano de 2007, um dos assuntos mais debatidos na imprensa nacional. Esse seria mais um típico caso de responsabilidade civil por violação a direitos da personalidade, especialmente a imagem, se não fosse por um inusitado motivo: ao ingressar com medida judicial para obrigar diversos websites na Internet que hospedavam o vídeo a retirá-lo de exibição, a decisão judicial prolatada resultou no bloqueio do acesso de um dos websites mais visitados da Internet mundial para usuários brasileiros. Não apenas a imagem em questão havia sido ampliada. O litígio, então particular, se transformara em questão de interesse público, pois o direito de acesso ao conhecimento, cultura e entretenimento de milhões havia sido restringido indevidamente.
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