Ditadura - Brasil - História - Séc. XX

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Ser professor de história na ditadura militar no Brasil: aprendizados

Ser professor de história na ditadura militar no Brasil: aprendizados

Não é raro encontrarmos nos programas governamentais e na literatura especializada que se ocupa da educação nacional, a ên- fase na necessidade de superarmos as práticas de ensinar e apren- der herdadas do passado que em pequenos e grandes aspectos obs- tacularizaram o salto de qualidade da educação nacional. Dentre as heranças do passado que insistimos em superar, estão os resquícios das políticas autoritárias dos governos militares no Brasil e sua re- percussão nas práticas de ensinar e apreender os processos histó- ricos e, como efeito, na definição das políticas de formação de pro- fessores dessa modalidade específica dos conhecimentos escolares. No decorrer de nossos estudos, aqui sintetizado, problema- tizamos até que ponto as reformas da educação nacional no con- texto da ditadura civil-militar repercutiu na História ensinada, es- pecificamente na construção identitária do professor de história. Questionamento que, por sua vez, perpassa pelo debate acerca do modelo imposto para a formação inicial.
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A história da filosofia no Brasil: da ditadura até a sala de aula, um relato de experiência

A história da filosofia no Brasil: da ditadura até a sala de aula, um relato de experiência

Os estudos inovadores e contemporâneo de filosofia aqui no Brasil se deu por volta do século XX, seu marco foi na década de 1940 sendo a USP, Universidade de São Paulo, a primeira universi- dade que teve a oportunidade ter o curso de filosofia.Os franceses Martial Gueroult e Victor Goldschmidt ajudou a inserir, colaboran- do com a experiência e trazendo para nós métodos e conhecimento do seu país, e principalmente nomes de filósofos renomados.

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Brasil anos 1990: teleficção e ditadura - entre memórias e história.

Brasil anos 1990: teleficção e ditadura - entre memórias e história.

Neste trecho, embora o diretor se reira a outro formato de teleicção, a preocupação com a nova si- tuação histórica do país é evidente. Merece especial atenção o fato de que as transformações pelas quais a sociedade brasileira passava no período da “transição democrática” — entre o inal da ditadura e as primei- ras eleições diretas para presidente — ainda não estavam claras para as empresas. Tampouco se sabia como o processo repercutiria no quadro das forças sociais e políticas ou mesmo no “mercado”, especialmente para aquelas empresas cujos produtos têm caráter simbólico. Tal situação deve ter contribuído para que a TV Globo criasse um órgão encarregado de arejar a produção da teleicção: a Casa de Criação. 34
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Ditadura e direitos sociais: a história da Constituição dos direitos sociais no Brasil

Ditadura e direitos sociais: a história da Constituição dos direitos sociais no Brasil

diversas formulações teóricas de alguns autores, sobre os direitos sociais no Brasil, especificamente autores contemporâneos brasileiros. Discutimos a complexidade das relações estabelecidas no desenvolvimento e modernização do capitalismo brasileiro sob o ponto de vista estrutural e conjuntural das forças hegemônicas no processo de transição e rearrumação do bloco de poder. Recorremos a Gramsci, no sentido de situar a questão do corporativismo do Estado como resposta às pressões sociais e como forma de garantir as condições de acumulação. Enfim, os novos rumos introduzidos no país com o foco na constituição dos direitos sociais na ordem corporativa. A regulação das relações de trabalho e a Carta Constitucional convertem parte das reivindicações dos trabalhadores em leis sociais e permitem-lhe corpo jurídico, apesar de ambigüidades, antagonismos e contradições que permearem o processo de construção dos direitos sociais e tutela da cidadania no Brasil nos anos 30 e da primeira metade dos anos 40.
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Ditadura e democracia: entre memórias e história

Ditadura e democracia: entre memórias e história

Professor titular de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor de importantes trabalhos como A revolução faltou ao encontro: os comunistas no Brasil, lançado em 1990 e Ditadura Militar, esquerdas e sociedade, de 2000, Aarão Reis, numa linguagem não academicista e com poucas notas explicativas, divide o livro em sete capítulos e uma reflexão final sobre ditadura e democracia no Brasil. Diante da impossibilidade de abordar todos os elementos discutidos nas 191 páginas de Ditadura e democracia no Brasil, optamos por, nesta resenha, tratar daqueles que a nosso ver mais contribuem para a construção de um olhar crítico sobre o período.
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A história indumentária feminina no séc. XX: as relações sociais pela perspectiva da moda em São Paulo no início dos anos 20.

A história indumentária feminina no séc. XX: as relações sociais pela perspectiva da moda em São Paulo no início dos anos 20.

“A população, não só de S. Paulo, como do Rio e de todo o Brasil de Norte a Sul, tem estado ultimamente alarmada com o aparecimento da chamada “gripe espanhola”, que nada mais é senão a gripe, a influenza comum. O alarme tem sido infundado, porque a moléstia, apesar de sua grande contagiosidade, tem reinado com caráter muito benigno: os poucos óbitos até hoje registrados são devidos a complicações secundárias, dependentes talvez de condições individuais. Não é a primeira vez que assistimos a tais surtos epidêmicos da influenza. [...] No Brasil, parece, pelas notícias telegráficas, que os primeiros casos de influenza foram importados pelo “Demerara”; em 26 de setembro surgia na Bahia; em 30 de setembro manifestou-se a moléstia em Niterói, depois de já grassar no Rio; a 8 de outubro, em Pernambuco, a 10 no Pará, sendo que a 12 já estava no Rio Grande do Sul. Em S. Paulo o seu aparecimento tem sido mais tardio e os primeiros casos verificados foram todos importados do Rio [...] Para evitar a influenza todo indivíduo deve fugir das aglomerações, principalmente à noite; não freqüentar teatros, cinemas; não fazer visitas e tomar cuidados higiênicos com a mucosa naso-faringeana que, muito provavelmente, é a porta de entrada dos germens. As inalações de vaselina mentolada, os gargarejos com água e sal, com água iodada, com ácido cítrico, tanino e infusões de plantas contendo tanino, como folhas de goiabeira e outras, são aconselháveis. Como preventivo, internamente, pode-se usar qualquer sal
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A História das Mulheres (séc. XX - XXI): entre poder, resistência e subjetivação

A História das Mulheres (séc. XX - XXI): entre poder, resistência e subjetivação

Muitas “artes de viver” e de “saber” na história das mulheres produziram um pensamento que, por seu caráter fugidio, intempestivo, mantêm uma relação direta com o movimento/acontecimento. É o caso das lutas feministas no Brasil – como as batalhas pelo voto e pelo livre acesso das mulheres ao campo de trabalho, encampadas pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino no ano de 1922; pela aprovação da lei do divórcio e pela criação do Movimento Feminino pela Anistia no ano de 1975, considerado o Ano Internacional da Mulher. É o caso também, nos anos 1980, do Movimento das Margaridas – mulheres trabalhadoras rurais – que através de intensa mobilização conquistaram o direito à cidadania, à aposentadoria rural e ao salário maternidade; das redes de diálogos intra e intermovimentos feministas que se constroem através de Organizações não Governamentais (ONGs); das redes de articulação, como a Articulação de Mulheres Brasileiras e a Marcha Mundial das Mulheres, dentre tantos outros acontecimentos.
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O desenvolvimento desigual das regiões brasileiras no séc XX.

O desenvolvimento desigual das regiões brasileiras no séc XX.

Planejar considerando a história e a geografia de um lugar coopera para que os interesses e necessidades de cada território sejam atendidos. Em casos de planejamentos e decisões tomadas em países subdesenvolvidos como o Brasil vemos uma autonomia reduzida. Todas as decisões que são de grande importância são influenciadas e até determinadas por questões que não estão sob controle (como abordado nas subseções 2.1 até 2.3). Isso indica que a formação do capital é reproduzida de uma forma desigual (THEIS, 2016, p. 82). Para o Brasil existem duas hipóteses para justificar o planejamento: planejar para alinhar o desenvolvimento com base no capital (reduzindo-se assim as incertezas) ou atendendo as necessidades e interesses das populações regionais (extraindo de forma ilimitada todo o trabalho e todos os recursos naturais). O planejamento regional no Brasil tomou forma com Celso Furtado e esses planejamentos ocorreram durante o séc. XX, em especial, na segunda metade dele. Antes disso observa-se as formações geográficas que eram voltadas para a economia cafeeira, ou seja, o Sudeste brasileiro. E assim é possível verificar como os contrastes de acumulação de capital na periferia são atenuantes do desenvolvimento regional desigual.
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A HISTÓRIA NATURAL DA DITADURA.

A HISTÓRIA NATURAL DA DITADURA.

Em uma estrutura fragmentária de textos curtos, desen- volve-se uma história situada em São Paulo, em 1974, sobre um pai judeu que vive a desaparição da filha, universitária e militante de uma organização de esquerda. No prefácio do romance, o autor salienta a ficcionalidade da narrati- va, apesar de ser resultado de um trabalho de memória da desaparição da própria irmã nas mãos das forças repressi- vas da ditadura militar. Kucinski, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), jornalista, conselheiro do primeiro governo Lula e cientista político conhecido, se inspira na história real vivida pelo pai, polonês refugiado do nazismo no Brasil, e cria assim uma relação histórica de paralelismo entre o fascismo alemão e a repressão da dita- dura brasileira. Um paralelo que despertou interesse inter- nacional no lançamento da tradução alemã do romance durante a Feira do Livro de Frankfurt de 2014. O interes- sante aqui é observar a maneira com que a narrativa cons- trói sua referência histórica em uma aposta realista susten- tada sobre alicerces significativos.
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Arqueologia marítima: a evolução da canoa monóxila em Pernambuco, Brasil (Séc. XVI – XX)

Arqueologia marítima: a evolução da canoa monóxila em Pernambuco, Brasil (Séc. XVI – XX)

Para atingir aos objetivos almejados foram efetuadas pesquisas e análises das fontes bibliográficas, documentais e iconográficas concernentes ao estudo da canoa monóxila e sua presença histórica em Pernambuco, nos acervos existentes na Biblioteca do Departamento de História da UFPE, Biblioteca de Arqueologia da UFPE, Fundação Joaquim Nabuco, PE, Arquivo Público Estadual João Emerenciano, PE, Biblioteca do Itamarati, DF, Biblioteca da Marinha, RJ, Biblioteca Nacional, RJ e Biblioteca do Museu de São Francisco do Sul, SC. Além de documentos e bibliografias acessíveis pela internet nos sites: Gálica da Biblioteca Nacional Francesa – BNF; Biblioteca Nacional Portuguesa e do archive.org, dos Estados Unidos.
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Arquitetura e espaços escolares na escola portuguesa (Período do Séc. XIX e Séc. XX) : Lugares de memória

Arquitetura e espaços escolares na escola portuguesa (Período do Séc. XIX e Séc. XX) : Lugares de memória

A realidade portuguesa, no séc. XIX, pautou-se com reformas educativas (Costa Cabral, Passos Manuel) e com a construção dos edifícios escolares, num processo lento e custoso, apesar da prioridade pela instrução pública, reiterado com a eclosão do liberalismo, que previa a sua gratuitidade. Essa obrigatoriedade de frequentar a escola primária, com mais de 7 anos de idade ficou legislada no Regulamento Geral da Instrução Primária, de 7/09/1835. A retoma do ensino privado pelos jesuítas a partir de meados do séc. XIX até 1910, não impediu que as reformas educativas privilegiassem a construção de edifícios para escolas primárias, pois até finais desse século o ensino, acontecia em edifícios existentes com grande diversidade morfológica, desde construções a pequena escala, por exemplo a casa/habitação do professor, antigos conventos ou colégios jesuíticos, palácios até dependências municipais reutilizadas, etc.
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O (anti)-imperialismo de J. A. Hobson na alvorada do séc. XX

O (anti)-imperialismo de J. A. Hobson na alvorada do séc. XX

A categorização das raças ajudou a justificar o domínio britânico: atribuíram-se características de inferioridade às raças dominadas e de superioridade aos colonizadores. Johnson (2003: 11) sugere que não havia um paradigma oficial de imperialismo imposto na subjugação das outras raças, mas apenas diferentes formas de lidar com os nativos, utilizadas pelas autoridades britânicas em cada área colonizada, de acordo com as exigências e condições locais. Por um lado gerou-se a ideia de que os indivíduos de raças diferentes eram incapazes de se desenvolverem e, por outro, justificava-se desta forma o colonialismo britânico do final do séc. XIX como uma forma de ajudar ao seu desenvolvimento. A retórica e a prática institucionais favoreciam a apologia da colonização, promovendo-a como algo de intrinsecamente bom e benéfico para os povos colonizados que supostamente deveriam subordinar as suas culturas e tradições à grande civilização britânica, e era essa a crença profunda de grande parte do povo britânico: o Império era uma força positiva que contribuía não apenas para o desenvolvimento económico e cultural do país, como também para o das nações não civilizadas, tarefa considerada quase um imperativo moral dos britânicos. Lawrence James afirmou (1998: 184): “There was, on the whole, general agreement that the empire was a powerful force for the spread of civilization through trade and the imposition of superior codes of behaviour on its ‘savage’ inhabitants.”
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A afirmação do desenho desde a segunda metade do séc. XX

A afirmação do desenho desde a segunda metade do séc. XX

afirmação outras se poderão opor, acusando sempre um grau de imperfeição na frase. O problema do de- senho surge a par com a questão da criação, ambos se invadindo mutuamente mas, abarcando o segun- do, usualmente, mais do que o inicial. Contudo o de- senho existe, enquanto modo imediato de projecção, em todas as obras de Artes Plásticas. Existe como marca da humanidade e realiza-se como uma espécie de linguagem, dada a sua vertente comunicativa. A origem da palavra desenhar oferece-nos variantes do acto que alargam a sua amplitude, dificultando e, simultaneamente, enriquecendo as hipóteses de es- truturação de fronteiras na análise sobre o assunto. O período identificado, sobre o qual se debruça a dissertação, desde a segunda metade do séc. XX à contemporaneidade, poderá contribuir para a controvérsia, sendo, ao mesmo tempo um desafio. Tal será consequência do embaraço na observação de situações, ainda em curso, com suficiente distan- ciamento. A partir da segunda metade do séc. XX a civilização ocidental move-se na denominada Pós- -modernidade que surgiu como reacção à anterior Modernidade. O uso do verbo mover antecipa já um outro conceito, o de globalização e das modificações que a mesma acarreta. A diversidade cultural trans- porta uma adulteração de referenciais conduzindo à criação de novos discursos assentes em leituras que privilegiam outros valores. Esta será a divisa para a análise do texto crítico sobre o desenho e seu poste- rior redireccionamento.
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O Género Musical na Identidade dos Instrumentos: o Saxofone no séc. XX

O Género Musical na Identidade dos Instrumentos: o Saxofone no séc. XX

Como noutros instrumentos, foi a ação de instrumentistas de renome que tornou cada vez mais o saxofone um instrumentos de sucesso, bem como do surgimento e desenvolvimento de diferentes técnicas de execução. No início dos anos trinta do século XX, três destes instrumentistas tornaram-se grandes figuras no ensino do saxofone. Marcel Mule e Sigurd Rascher e uma terceira, Cecil Leeson já posterior, nos Estados Unidos, tiveram um papel determinante no desenvolvimento de técnicas de execução, metodologias de trabalho, de ensino e de divulgação de repertório. Devido ao seu sucesso, captaram a atenção de seguidores e consequentemente foram desenvolvendo ‘escolas’ (estilos de tocar saxofone), cada uma com as suas idiossincrasias.
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A empresa bancária em Portugal no séc. XX: evolução e estratégias

A empresa bancária em Portugal no séc. XX: evolução e estratégias

Relativamente aos testemunhos utilizados, têm-se privilegiado as fontes escritas, principalmente as arquivadas nas próprias empresas bancárias. No entanto, há outras que, se forem devidamente exploradas, também poderão fornecer elementos de interesse. Apenas a título de exemplo, recordo: a correspondência/documentação remetida pelos bancos aos organismos governamentais da tutela; esse manancial de informação constituído pelos livros notariais e mesmo pelos registos paroquiais; e ainda a própria imprensa, de âmbito nacional, regional e local. Há, inclusive, outros tipos de fontes que carecem de uma exploração mais sistemática e que praticamente têm sido “esquecidos” pelos estudiosos da história da banca e, bem assim, pelos que se dedicam a outras temáticas: as fontes orais e as fontes materiais.
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A realização do sujeito pela elite paulistana do início do séc. XX

A realização do sujeito pela elite paulistana do início do séc. XX

Buscando um arcabouço teórico que incluísse a História Social no modelo explicativo, agregamos a este escopo a teoria sociológica de Pierre Bourdieu. Muito crítico ao “estru- turalismo” de Saussure, às propostas do modelo chomskyano e a toda perspectiva teórica com enfoque exclusivo nas “estruturas objetivas”, Bourdieu cunhou sua teoria também avesso às correntes de cunho “subjetivista”. Para o sociólogo, as ações dos indivíduos – incluindo aí as ações linguísticas – não são fruto exclusivo nem de estruturas autônomas (sociais, culturais, etc.), nem é o mero resultado da criação e produção de um indivíduo que é livre para agir e realizar suas escolhas de forma independente de qualquer determinismo social. Aposta na relação dialética entre o nível individual e o social, entre a interioridade e a exterioridade (BOURDIEU, 1994, p. 60). Assim, os indivíduos fazem suas escolhas sociais (e linguísticas) a partir do habitus, um dispositivo gerador de ações, construído historicamente, interiorizado já nos primeiros contatos sociais. Trata-se de
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As Metamorfoses do Trabalho Docente na P as sagem do séc. XX para o séc. XXI: Uma análise no âmbito da universidade pública e privada na cidade de São Luís Maranhão Brasil

As Metamorfoses do Trabalho Docente na P as sagem do séc. XX para o séc. XXI: Uma análise no âmbito da universidade pública e privada na cidade de São Luís Maranhão Brasil

A segurança jurídica pode referir-se a um estado de fato, isto é, a uma determinada realidade concreta passível de constatação. Nesse sentido, a segurança jurídica não diz respeito a um comportamento que deva ser adotado ou a um estado ideal de coisas que deva ser atingido. Ela se vincula, em vez disso, a uma realidade fática que se entende existente. ¹³ Sendo assim, o emprego da expressão “segurança jurídica” denota, nesse aspecto, um juízo de fato a respeito daquilo que se julga existir no plano da realidade. A expressão “não há segurança jurídica no Brasil, porque os órgãos aplicadores não confirmam as previsões feitas para a maior parte das suas decisões” representa essa significação. A segurança jurídica, nessa compreensão, significa, pois, a possibilidade de alguém prever, concretamente, as consequências jurídicas de fatos ou de comportamentos. Para o contribuinte a segurança jurídica significa a possibilidade de saber, antecipadamente, aquilo que vai de fato ocorrer. É, enfim, a capacidade de antecipar uma situação de fato ou prever efetivamente uma situação. Trata-se, como se vê, de uma concepção jusrealista de segurança jurídica, que pressupõe um conceito descritivo. (Gometz, Ramírez, Pfersmann e Kaufmann, 2016, p.126).
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Alguns aspectos da história da aritmética escolar no Brasil (séc. XIX) no ensino elementar

Alguns aspectos da história da aritmética escolar no Brasil (séc. XIX) no ensino elementar

Por muito tempo, o ensino primário foi entendido como a base sobre a qual se sustentam os demais alicerces da educação escolarizada. Na história, este ensino já foi chamado de elementar ou de primeiras letras. Este texto estrutura-se em duas partes: apresentação do cenário político no qual ocorria a constituição e elaboração dos conteúdos de aritmética no Brasil imperial e; um inventário dos livros didáticos utilizados naquele período e as análises preliminares do conceito de número presente nestas publicações. Utiliza-se, como fio condutor, leis e decretos, a respeito do ensino primário dos oitocentos. Entende-se que a análise deste particular conteúdo escolar subsidia condições para o entendimento das propostas didático-pedagógicas ampliando o entendimento da História da Educação Matemática no Brasil.
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Impacto de PCMs no desempenho térmico de edifícios em pedra do séc. XX

Impacto de PCMs no desempenho térmico de edifícios em pedra do séc. XX

61 Figura 60: Variação horária da temperatura interior e exterior na ZNT 1.1, para Lisboa no Verão 63 Figura 61: Variação horária da temperatura interior e exterior na ZNT 1.2, para [r]

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Reabilitação de edifícios da primeira metade do séc. XX: Discussão metodológica

Reabilitação de edifícios da primeira metade do séc. XX: Discussão metodológica

O betão é um material composto, cuja matéria‐prima são um ligante (um cimento), e um inerte (brita  ou  godo)  aos  quais  se  adiciona  água  para  a  mistura,  e  o  betão  armado  é  um  betão  ao  qual  se  incorporam varões metálicos (vulgo armaduras) para se obter um melhor desempenho estrutural das  construções.  Atualmente  as  matérias‐primas  do  betão  armado  (quer  o  ligante,  quer  o  aço),  por  evolução  tecnológica,  têm  vindo  a  ser  sistematicamente  alterados  ao  longo  do  tempo  nas  suas  características mecânicas e materiais. Pode‐se assim concluir que já não existem os materiais originais  do betão armado do início do século XX e talvez nem de qualquer outra década desse século. E quanto  ao  sistema  construtivo?  Nem  esse  é  o  mesmo.  Atualmente  a  construção  em  betão  armado  está  regulamentada  por  regulamentos  nacionais  (ou  europeus)  não  havendo  lugar  a  recriações.  As  questões de segurança estrutural e de responsabilidade obrigam a que seja desta forma. Pode assim  concluir‐se  que  não  há  técnicas  tradicionais  de  construção  de  betão  armado,  à  semelhança  das  técnicas  tradicionais  existentes  para  a  pedra  ou  a  madeira,  nem  artesãos  de  betão  armado.  Em  estruturas portantes de edificações, nem a regulamentação de segurança estrutural, nem a forma de  executar, nem mesmo as matérias‐primas são ou serão as mesmas.  
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