Doença de Whipple - Tratamento

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Doença de Whipple - um caso

Doença de Whipple - um caso

manece sem resposta, mas não deve ser inferior a dois anos e, se for bem tolerado, deverá ser prolongado por vários anos, opção que tomámos neste doente. Associa- damente à terapêutica antibiótica, deve fazer-se correcção de défices nutricionais e administrar-se ácido folínico no tratamento prolongado com cotrimoxazol. As recaídas ocor- rem em média após 4,2 anos, justificando um acompanha- mento clínico durante pelo menos 10 anos, com monitori- zação clínica e laboratorial, tendo como objectivo a norma- lização dos parâmetros de absorção intestinal e a regres- são das alterações histológicas. No caso de recidiva cere- bral na ausência de sintomatologia gastrointestinal, o tra- tamento só pode ser suspenso após negativação da PCR no liquor 3 . Saliente-se que a obtenção de biopsias duode-
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Doença de Whipple : um diagnóstico difícil

Doença de Whipple : um diagnóstico difícil

A doença de Whipple é uma doença bacteriana, multissistémica e rara. O agente etiológico é a bactéria Tropheryma whipplei, um bacilo gram-positivo da família das Actinobacterias e do grupo Actinomycetes. Por ser uma doença sistémica, a doença de Whipple tem manifestações clínicas muito variadas com particular envolvimento do intestino delgado, do sistema nervoso central, das articulações e do coração. A forma mais comum de apresentação inicial é na forma de uma doença gastrointestinal manifestando-se como uma síndrome de má absorção com dor abdominal, diarreia e perda ponderal. A obtenção de biópsias do intestino delgado e de outros órgãos acometidos, com base nos sintomas do paciente, constitui a abordagem primária e mais usada de diagnóstico da doença. O tratamento é à base de antibioterapia prolongada, porém o melhor esquema terapêutico ainda não está completamente definido. Para além disso, mesmo quando detetada e adequadamente tratada, a sua evolução clínica tem de ser monitorizada durante a terapêutica, bem como por vários anos após o término desta, de modo a evitar recidivas tardias.
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DOENÇA DE WHIPPLE: RARA CAUSA DE MÁ ABSORÇÃO INTESTINAL - RELATO DE CASO WHIPPLE'S DISEASE: A RARE CAUSE OF INTESTINAL MALABSORPTION - CASE REPORT

DOENÇA DE WHIPPLE: RARA CAUSA DE MÁ ABSORÇÃO INTESTINAL - RELATO DE CASO WHIPPLE'S DISEASE: A RARE CAUSE OF INTESTINAL MALABSORPTION - CASE REPORT

A doença de Whipple é uma infecção sistêmica rara, causada pela bactéria gram-positiva Tropheryma whipplei, usualmente encontrada no solo. Acomete com maior frequência homens, entre 40 e 60 anos. Tem como característica ser uma doença com sintomas inespecíficos, o que dificulta seu diagnóstico. No presente estudo, relatamos o caso de um paciente do sexo masculino, 57 anos, que apresentava como sintomas principais diarreia e perda de peso significativa. Realizada investigação diagnóstica durante internação, onde a endoscopia digestiva alta confirmou o diagnóstico, com biópsia compatível com doença de Whipple. O paciente do presente estudo foi a óbito no décimo dia de internação. Entretanto, a doença quando diagnosticada precocemente apresenta bom prognóstico, sendo importante considerar doença de Whipple no diagnóstico diferencial de doenças disabsortivas. O tratamento é baseado em antibioticoterapia prolongada.
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INFLUÊNCIA DE FATORES SOCIOECONÔMICOS, DEMOGRÁFICOS E DE SAÚDE SOBRE A LETALIDADE DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL

INFLUÊNCIA DE FATORES SOCIOECONÔMICOS, DEMOGRÁFICOS E DE SAÚDE SOBRE A LETALIDADE DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO BRASIL

Os exames parasitológicos que incluem a visualização direta de formas amastigotas ou isolamento em cultura dos parasitos são considerados métodos de referência no diagnóstico da LV. Porém, estes métodos exigem para a sua execução procedimentos invasivos, tais como, punção da medula óssea, punção esplênica, aspirados de linfonodos ou biópsia hepática; e demandam laboratoristas experientes. Ainda, nos cenários onde existem as condições necessárias para realizar esses procedimentos com segurança, os exames parasitológicos não apresentam sensibilidade ideal (Machado de Assis et al., 2008). A sensibilidade da pesquisa direta em esfregaços em lâmina varia de 95 a 98% para o aspirado de baço, 76 a 91% para o de fígado, 52 a 89% para o de medula óssea e 52 a 69% para o de linfonodos. O cultivo dos parasitos eleva a sensibilidade da pesquisa (> 80%), mas, prolonga o tempo até a confirmação do diagnóstico (Machado de Assis et al., 2008). Em algumas situações quando não há possibilidade de diagnóstico laboratorial, o início do tratamento é baseado nos achados clínico-epidemiológicos (Queiroz et al. 2004).
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Orientações terapêuticas para o tratamento da Doença de Crohn

Orientações terapêuticas para o tratamento da Doença de Crohn

A budesonida é um glucocorticoide que sofre, essencialmente, o efeito de primeira passagem, que resulta num perfil de toxicidade mais favorável, em comparação com os corticosteroides convencionais. Esta molécula é aprovada para o tratamento e para a indução da remissão clínica da Doença de Crohn ativa ligeira ou moderada que envolve o íleo e/ou o cólon ascendente (recentemente, verificou-se que a budesonida não é eficaz em manter a remissão por mais de 3 meses). A budesonida está disponível como uma cápsula gastrorresistente que contém microgrânulos de libertação prolongada e que vão libertando a substância ativa quando o pH do intestino é superior a 5,5 e que, devido à sua formulação única, têm demonstrado ser eficazes no tratamento da Doença de Crohn ligeira ou moderada no íleo e no cólon proximal. Num estudo, 51% dos doentes com Doença de Crohn ativa (pontuação CDAI >200), localizada no íleo e/ou no cólon, atingiu a remissão (pontuação CDAI <150) durante o tratamento com budesonida 9 mg por dia, em comparação com os doentes que receberam 3 mg/dia de budesonida (33%), 15 mg/dia (43%) ou placebo (20%). Noutro estudo, foi observada uma redução significativa de 121 pontos na pontuação média de CDAI na oitava semana com budesonida 9 mg por dia em comparação com uma diminuição de 21 pontos com placebo (p < 0,001); por curiosidade, foi observada uma resposta de remissão imediata logo na segunda semana com budesonida 9 mg/dia (p < 0,001). Outro estudo demonstrou taxas de remissão semelhantes entre budesonida a 9 mg/dia e prednisolona a 40 mg/dia, com regimes de tratamento programados durante mais de 10 semanas. O grupo que foi tratado com a prednisolona mostrou uma taxa de remissão maior (56% e 67%) do que o grupo com a budesonida (40% e 53%). No entanto, foram observados mais efeitos colaterais sistémicos com prednisolona, 55%, do que com budesonida, 33% (p = 0,003). Ainda noutro estudo, a budesonida demonstrou ser mais eficaz do que a messalazina (cuja posologia foi de 2 gramas, duas vezes por dia) após 16 semanas de tratamento (p < 0,001). Uma meta-análise confirmou o benefício terapêutico de 9 mg/dia de budesonida em induzir remissão em doentes com Doença de Crohn ativa no íleo e/ou no cólon, mas menos efetiva que a prednisolona. Assim, a budesonida pode substituir a prednisona ou a prednisolona nos doentes sensíveis a corticosteroides para melhorar a tolerabilidade.(2,30,37–39)
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Avanços no tratamento da doença inflamatória intestinal

Avanços no tratamento da doença inflamatória intestinal

Na DC as lesões estão distribuídas num padrão não confluente, sendo que a inflamação é transmural (5-7). Esta doença pode afetar qualquer segmento do tubo digestivo, no entanto, no momento do diagnóstico, o íleon terminal (47%) e o cólon (28%) são os locais mais frequentemente atingidos (6). A progressão da doença é geralmente caracterizada por episódios de exacerbação e remissão de duração variável, no entanto, em 10-15% dos casos a doença é contínua (5). A apresentação clínica vai depender da localização da doença, podendo incluir diarreia, dor abdominal, febre, sinais de obstrução intestinal, bem como a presença de sangue e muco nas fezes (6). Em cerca de 20-30% dos pacientes encontram-se lesões perianais no momento do diagnóstico, acrescido de um risco cumulativo de 50% de vir a desenvolver estas lesões (5). Dentro das complicações inclui-se a formação de fistulas, abcessos e a estenose e/ou obstrução intestinal (5,6,7).
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Avaliação do tratamento clínico da doença de Graves.

Avaliação do tratamento clínico da doença de Graves.

O tratamento da doença de Graves (DG) com drogas antitireoidianas (DAT) associa-se à remissão da doença em metade dos indivíduos trata- dos por no mínimo 6 meses, e o índice de recidiva é alto, variando de 60 a 80%. A presença de fatores prognósticos de sucesso do tratamento medicamentoso da DG é tema de discussão na literatura. Neste estudo avaliamos a incidência de remissão e recidiva em resposta ao trata- mento clínico da DG com diferentes esquemas de tratamento com as duas DAT disponíveis no Brasil (propiltiouracil – PTU e metimazol – MMI), bem como determinar a presença de possíveis fatores preditivos de remissão e recidiva da doença e o perfil de efeitos colaterais. Revimos, no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), prontuários de todos os pacientes submetidos ao tratamento clínico da DG (sem história de tratamento prévio) por pelo menos 6 meses e seguidos após a suspensão da DAT por no mínimo 12 meses. Foram identificados 127 pacientes (idades de 18 a 88 anos; média 39,3±12,8), nos quais remissão da doença foi observada em 58 (45,7%) e recidiva em 31 deles (53,4%), num período médio de 14,5±16,1 meses. Sexo, idade e tempo de duração dos sintomas antes do tratamento clínico não interferiram sig- nificativamente sobre as taxas de remissão e recidiva, enquanto a pre- sença de bócio >40 gramas, oftalmopatia de Graves (OG) e uso de doses diárias de DAT ≥600mg de PTU / 60mg de MMI influenciaram ne- gativamente a taxa de remissão. Além disso, pacientes que apresen- taram níveis de TSH <0,4µIU/mL entre 4 e 5 semanas após a suspensão da DAT apresentaram maior probabilidade cumulativa de recidiva da doença. Nossos resultados confirmam que a taxa de remissão em longo prazo da DG tratada com DAT é relativamente baixa. Concluímos que a combinação de oftalmopatia, bócio >40g e uso de dose diária de PTU ≥600mg ou MMI ≥60mg relacionou-se fortemente à ausência de remis- são da DG. Ademais, observamos que a dosagem de TSH entre 4 e 5 semanas após a suspensão da DAT parece ser uma ferramenta útil na determinação da chance de remissão ou recidiva da doença. (Arq Bras Endocrinol Metab 2005;49/3:410-419)
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Terapia génica no tratamento da doença de Parkinson

Terapia génica no tratamento da doença de Parkinson

acompanhamento, o controle dos efeitos adversos, o uso oportuno do tratamento cirúrgico, e educação do paciente, são factores que influenciam a qualidade de vida dos doentes. 1 A TG é um novo paradigma para o tratamento da DP e que mantém a promessa de cumprir tal papel. Este tipo de terapia abre portas a objectivos mais precisos, de longa duração e de intervenções alternativas, oferecendo esperança aos doentes e profissionais de saúde. 82 A questão da regulação da TG na DP, surge como uma grande discussão e levou ao início do desenvolvimento de estudos nesse sentido. Assim, o surgimento de novas ferramentas moleculares, como pequenas moléculas de RNA interferência (em formato de “hairpin”), RNA silencing e outras ferramentas associadas oferecem a possibilidade de regulação da expressão dos genes alvo. Contudo, serão necessários vários anos até que qualquer sistema regulável esteja pronto para uso clínico. 66,74,83
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Efeitos da dieta enriquecida com frutos das palmeiras Euterpe oleracea Mart. e Mauritia flexuosa L.f. na inflamação intestinal em ratos

Efeitos da dieta enriquecida com frutos das palmeiras Euterpe oleracea Mart. e Mauritia flexuosa L.f. na inflamação intestinal em ratos

O papel da má alimentação na patogênese da doença inflamatória intestinal ainda não é totalmente conhecido, mas devido a alguns dados epidemiológicos fica clara a relação entre a transição alimentar ocidental, que envolveu o aumento do consumo de alimentos refinados e processados, ricos em gorduras de origem animal e açúcar, com o aumento da incidência da doença. Alguns alimentos já se mostraram relacionados com a progressão da inflamação como o álcool, o leite de vaca o açúcar refinado, carboidratos em grandes quantidades e proteínas de origem animal (NEISH, 2009; DORÉ & CORTHIER, 2010; YAMAMOTO et al., 2009; VIND et al., 2008; ANDERSEN et al., 2012; FORBES et al., 2011; TARGAN & SHANAHAN, 1994).
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Indicadores de Eficácia dos Processos de Tratamento Alternativos à Incineração – Resíduos Hospitalares do Grupo III – Normas de Orientação Clínica

Indicadores de Eficácia dos Processos de Tratamento Alternativos à Incineração – Resíduos Hospitalares do Grupo III – Normas de Orientação Clínica

O equipamento deve efetuar o controlo dos parâmetros por microprocessador com impressão contínua dos dados sobre os diferentes estádios do ciclo de tratamento. Estes registos devem ser mantidos pelo operador de gestão dos resíduos hospitalares para verificação pelas entidades competentes, nomeadamente de inspeção e de fiscalização. Cada ciclo de tratamento deve ter um tempo de duração suficiente para destruição total ou redução a valores mínimos (nível III STAATT) dos agentes patogénicos.

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Grupos de entreajuda de doentes com hepatite C no ciberespaço

Grupos de entreajuda de doentes com hepatite C no ciberespaço

bém porque começava o tratamento quinze dias depois. (...) Pensei: ‘Preciso começar a mudar ou encontrar soluções... Estou gravemente doente...’ Pesava cem quilos para um metro e setenta, tinha os cabelos compridos, oleosos... Não era o mesmo. Por isso decidi aproveitar. Pensei: ‘Bom, vou estar doente durante um ano, é melhor mudar tudo.’ Deixei de fumar. Fumava desde a adolescência. Por isso, disse para comigo: ‘Mais vale sofrer durante um ano, pôr tudo no mesmo cesto, mas pelo menos ico desembaraçado (...) O tratamento vai acabar por limitar-me, mais vale aproveitar...’ Havia como que uma ideia de reparação. Há quinze anos que andava cansado por causa do vírus da hepatite C, cansado cronicamente... Pen- sei: ‘Bom, é uma oportunidade para arranjar isto tudo’. A priori, livrar-se do vírus é uma reparação, tanto melhor reparar realmente, reparar-se totalmente, como se repara um veículo, pronto. Tanto melhor reparar tudo ao mesmo tempo. (...) Voltei para casa dos meus pais, onde cresci. Para o meu quarto de criança. Talvez seja simbólico... Além disso, isso acompanha a psicoterapia, retomamos tudo o que se passou na infância (...) É uma segunda vida que começa, talvez... Volto ao ponto de partida...” (François, 42 anos)
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Novas perspectivas para tratamento da doença de Parkinson

Novas perspectivas para tratamento da doença de Parkinson

A levodopa, em combinação com um IDDC, geralmente proporciona uma melhora significativa das características motoras da DP, mas o seu uso prolongado está associado ao desenvolvimento de flutuações motoras e discinesias, especialmente em indivíduos mais jovens (HAUSER; LAUREN, 2009). Depois de alguns anos de tratamento, ocorrem complicações motoras, particularmente flutuações motoras, com o pico da dose tais como fenômenos on-off, quando a rigidez e hipocinesia agravam-se subitamente podendo durar poucos minutos ou até mesmo horas; e vários tipos diferentes de discinesias induzidas pela levodopa, como coreia, distonia e atetose, o que limita a sua utilidade (JANKOVIC, 2005). Discinesia consiste em dois componentes: a execução de movimentos involuntários em resposta à administração de drogas, e o fenômeno de congelamento que dificulta o estabelecimento e persistência dos movimentos (JENNER, 2008; NADJAR et al., 2009). A fisiopatologia precisa destes efeitos motores não é definida. Achados clínicos e experimentais indicam que a discinesia está associada com anormalidades relacionadas à funcionalidade de sistemas de neurotransmissores que levam a alterações na taxa de liberação dos mesmos e padrão de sincronização de atividade neuronal no interior e no exterior dos núcleos da base (BROTCHIE, 2005; CENCI, 2007; JENNER, 2008).
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Paradoxo da vida entre sobreviventes do câncer de bexiga e tratamentos.

Paradoxo da vida entre sobreviventes do câncer de bexiga e tratamentos.

Objetivo: Interpretar o signiicado atribuído à experiência do câncer de bexiga entre sobreviventes em seguimento terapêutico. Método: Empregou-se a abordagem metodológica qualitativa, embasado pela antropologia médica e método narrativo. Após aprovação do Comitê de Ética, os dados foram coletados de janeiro 2014 a fevereiro de 2015, por meio de entrevistas semiestruturadas gravadas, observação direta e registros no diário de imersão com grupo de seis homens e seis mulheres, entre 57 e 82 anos, em seguimento terapêutico em um hospital público universitário. As narrativas foram analisadas por meio da análise temática indutiva. Resultados: Os sentidos revelam as diiculdades com o processo da doença e do tratamento, como rupturas na vida, futuro incerto pela possibilidade de recidiva da doença, continuidade do tratamento e controle emocional, relacionando-se com as ponderações contraditórias da vida atual. Assim, o signiicado desta síntese narrativa é de paradoxo. Conclusão: A interpretação do signiicado da experiência com câncer de bexiga entre os adoecidos permite ao enfermeiro um olhar integralizado do cuidado que perpasse as dimensões biopsicossociais dos adoecidos e, com isso, sistematize a assistência de maneira humanizada.
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Diagnóstico e tratamento da doença do refluxo gastroesofágico.

Diagnóstico e tratamento da doença do refluxo gastroesofágico.

são: pirose funcional, falta de aderência ao tratamento, erro de prescrição, diferenças genotípicas, refluxo gastroesofágico não ácido, doenças autoimunes, esofagite eusinofílica e erro de diagnóstico. O autor refere ainda que a DRGE pode estar associada à hipersensibilidade visceral, a qual interfere no quadro clínico, aumentando a intensidade dos sintomas. Esta situação pode melhorar com a administração de antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) e inibidores da recaptação da serotonina (fluoxetina).

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Variáveis clínicas e bioquímicas associadas com a evolução do peso e da estatura de crianças e adolescentes com doença renal crônica em tratamento conservador

Variáveis clínicas e bioquímicas associadas com a evolução do peso e da estatura de crianças e adolescentes com doença renal crônica em tratamento conservador

Aos familiares, crianças e adolescentes com doença renal crônica, atendidos no Ambulatório Interdisciplinar de Prevenção e Assistência na Doença Renal Crônica em tratamento conservador do Hospital das Clínicas da UFMG, pelo convívio, ensinamentos e paciência ao longo destes anos.

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Tratamento endovascular de aneurismas da aorta em pacientes com doença de Behçet: relato de dois casos.

Tratamento endovascular de aneurismas da aorta em pacientes com doença de Behçet: relato de dois casos.

Estudos recentes revelam que pacientes que receberam tratamento endovascular têm menor tempo operatório e também de internação hospitalar, além de menor perda de sangue do que no reparo cirúrgico aberto, com taxa de mor- talidade mais baixa (0,6-3,5%). A taxa de sucesso na libera- ção de próteses endovasculares é alta (90% em pacientes de baixo risco e 80% em pacientes de risco entre moderado e alto), embora ainda haja algumas limitações, tais como o tamanho dos sistemas de entrega, os vazamentos e a posi- ção dos troncos principais 21 . Há evidente possibilidade de
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Tratamento da doença de Gaucher: um consenso brasileiro

Tratamento da doença de Gaucher: um consenso brasileiro

O Grupo Brasileiro de Estudos em Doen- ça de Gaucher e outras Doenças de Depósito Lisossômico (GBDDL) tem o objetivo de esta- belecer diretrizes para o diagnóstico, tratamen- to e acompanhamento de pacientes com doen- ça de Gaucher e outras doenças de depósito no Brasil. O grupo surgiu por um interesse em comum de vários especialistas, é formado por profissionais de área da saúde com experiên- cia no diagnóstico e tratamento da doença de Gaucher. Para participar, deve-se entrar em con- tato com o grupo já estabelecido através do Fórum DDL (Doença de Depósito Lisossômico – www.forum-ddl.com.br). Há reuniões perió- dicas e disponibilidade de membros do grupo de visitar e dar assessoria aos serviços interes- sados. O registro brasileiro já existe e é uma extensão do “Gaucher Registry”, gerenciado pelo ICGG (International Colaborative Gaucher Group) e está em atividade no país através dos
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TRATAMENTO ORTODÔNTICO EM PACIENTES COM DOENÇA PERIODONTAL

TRATAMENTO ORTODÔNTICO EM PACIENTES COM DOENÇA PERIODONTAL

O movimento dentário vestibular ou pro-inclinação por si só não causa recessão gengival, mas em casos específicos pode resultar em tecidos finos ou deiscências ósseas que em regiões de baixa resistência levam a inflamação (Wennström, 1996). Baseado em observações semelhantes, vários autores sugerem que a espessura dos tecidos periodontais deve ser cirurgicamente aumentada antes do TO quando se prevê que este irá causar alguma deiscência óssea (Melsen & Allais, 2005; Wennström, 1996; Holmes et al., 2005). Por outro lado, estudos animais demonstraram que tal precaução não é necessária para o movimento lingual de dentes deslocados vestibularmente com deiscências, uma vez que este leva a formação óssea e aumento da espessura gengival por vestibular (Karring et al., 1982; Wennström et al., 1987). Usualmente, nestes casos, mesmo na presença de recessão, a necessidade para intervenção periodontal deve ser avaliada após o TO (Wennström, 1996). No entanto, Prato et al. (2000), comparou casos tratados cirurgicamente com casos tratados sem cirugia de pré-molares erupcionados por vestibular e recomendaram que cirurgia intercetiva mucogengival deve ser realizada antes do TO para manter a espessura da gengiva queratinizada a longo prazo. Dada a controvérsia, parece que o problema do momento para recobrimento da recessão ou aumento de espessura num plano de tratamento global necessita de maior suporte científico.
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Tratamento com infliximabe da doença de Behçet ativa.

Tratamento com infliximabe da doença de Behçet ativa.

Os autores descrevem o caso de uma paciente de 41 anos de idade com diagnóstico de doença de Behçet, diagnosticada em abril de 2000. A paciente apresentava envolvimento muco- cutâneo, articular e neurológico persistentes, apesar do tratamento com colchicina, corticosteróides e metotrexato, durante os três anos que se seguiram ao diagnóstico. Em abril de 2003, a paciente mantinha-se com a doença ativa, necessitando de altas doses de corticosteróides e de metotrexato. Optou-se, então, pela admi- nistração do infliximab, 3mg/kg por via endovenosa. Uma semana depois, havia ocorrido regressão completa das manifes- tações da doença de Behçet nesta paciente.
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Videolaparoscopia no tratamento da doença por refluxo gastroesofágico.

Videolaparoscopia no tratamento da doença por refluxo gastroesofágico.

RESUMO: A doença por refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma entidade relativamente recente que vem se tornando freqüente na prática clínica, haja vista que responde por 75% das doenças de esôfago. A introdu- ção rotineira de métodos investigatórios mais apurados, como a pHmetria de 24 horas e a esofagomanometria, aliadas à endoscopia com biópsia, trouxeram ao cirurgião dados que lhe permitiram utilizar com segurança a videolaparoscopia na cura cirúrgica desta afecção. A confecção de válvulas anti-refluxo, parciais ou totais, proporcionam resultados bastante animadores. Na série apresentada, foram estudados 30 pacientes opera- dos por videolaparoscopia, num período de 36 meses, com excelentes resultados, sendo que apenas um paciente, após seis meses de cirurgia, apresentou, à endoscopia de controle, hérnia de hiato, com esofagite leve, mas absolutamente assintomática. Concluindo, os resultados mostraram que a fundoplicatura por via laparoscópica é um método seguro para a cura da doença por refluxo gastroesofágico, estando indicada em suas complicações e em pacientes refratários ao tratamento clínico, pelo baixo índice de morbimortalidade apresentado.
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