Dor Lombar Crónica

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Dor lombar crónica numa unidade de cuidados de saúde primários

Dor lombar crónica numa unidade de cuidados de saúde primários

Material e métodos: Estudo observacional, descritivo e transversal que incidiu sobre os utentes do Centro de Saúde da Covilhã, com idade igual ou superior a 18 anos. Foi utilizada uma amostra não aleatória de utentes consecutivos que recorreram à consulta com queixa de dor lombar crónica, entre junho e dezembro de 2014. Os dados foram recolhidos através de questionário constituído por 4 partes: caracterização sociodemográfica; caracterização da dor lombar (duração, frequência, intensidade, absentismo laboral, medicação analgésica e problemas associadas); Índice de incapacidade de Oswestry (ODI) 2.1a; Questionário sobre a saúde do paciente-9 (PHQ-9) para depressão.
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Dissertacao Mestrado Fisioterapia Ana Rosa 2013

Dissertacao Mestrado Fisioterapia Ana Rosa 2013

De um modo geral, verifica-se que os fisioterapeutas são da opinião de que a forma como os utentes vêm a sua dor, influencia a progressão dos seus sintomas e a terapia pode ser eficaz e aliviar completamente os sintomas funcionais, mesmo nos casos em que a dor continua presente (Ostelo, 2003). Segundo os resultados do estudo de Ostelo (2003), que averiguaram a opinião dos fisioterapeutas holandeses (n=421) acerca de vários aspetos sobre a abordagem de tratamento de casos de dor lombar crónica, foi possível verificar que, através da resposta dada a várias questões do questionário The Pain Attitudes and Beliefs Scale for Physiotherapists (PABS-PT), houve uma forte discordância com os seguintes itens (pontuação atribuída a cada item pode variar entre 1 – discordo totalmente e 6 – concordo totalmente): “a dor lombar indica que algo de perigoso está errado com as suas costas” (Média da pontuação: 1,6; Desvio padrão: 0,8); “o desporto não é recomendado para utentes com dor lombar” (Média da pontuação: 1,8; Desvio padrão: 0,9); e que “os utentes com dor lombar crónica devem evitar toda a atividade física” (Média da pontuação: 1,8; Desvio padrão: 1,0). Concluindo, os fisioterapeutas preferem focar o seu tratamento nas limitações funcionais do que no nível de dor. Estes resultados vão ao encontro das recomendações dadas pelas normas de orientação clínica, que referem a relevância dos fatores psicossociais, recomendam o seu tratamento e reforçam a importância de certificar que os utentes com dor lombar crónica compreendem que o seu problema e a realização das atividades habituais não representam nenhum perigo (Bishop, 2008; Ostelo, 2003). De forma a conseguir uma maior efetividade no tratamento destes casos e de prolongar esses resultados ao longo do tempo, torna-se necessário que a abordagem inclua estratégias positivas de coping 1 , para minimizar a incapacidade relacionada com a dor e depressão, e ajudar os utentes a incorporar atividade física nas suas rotinas diárias (Liddle, 2007).
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O papel dos Recetores do Glutamato na génese da Dor Crónica

O papel dos Recetores do Glutamato na génese da Dor Crónica

A plasticidade do SNC refere-se à capacidade deste se reorganizar ao longo do tempo. Ocorre em resposta a experiências, pensamentos e ações do indivíduo. Os seus mecanismos principais incluem alterações funcionais nas propriedades intrínsecas dos neurónios e no número e localização dos recetores e das sinapses (10). Como resultado, os circuitos neuronais possuem um elevado grau de flexibilidade, permitindo ao sistema nervoso adaptar-se às alterações da frequência e padrão das aferências sensoriais recebidas (29). Pensa-se que um dos fatores predisponentes ao aparecimento de dor crónica seja a elevada capacidade do SNC para se reorganizar. A reorganização cerebral que ocorre em alguns estados de dor crónica, como por exemplo na dor lombar crónica, na fibromialgia, na síndrome dolorosa regional complexa, na dor fantasma e na dor crónica pós lesão vertebro-medular, já foi alvo de vários estudos (10). Esta reorganização pode ser comprovada imagiologicamente.
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Toxina botulínica para o tratamento de síndromas dolorosas

Toxina botulínica para o tratamento de síndromas dolorosas

Apesar das indicações aprovadas variarem de país para país, a lista inclui, de modo genérico, o blefaroespasmo, o espasmo hemifacial, a distonia cervical, o pé equino por espasticidade na parali- sia cerebral, a espasticidade do membro superior após acidente vascular cerebral, a hiperhidrose axi- lar e palmar e as linhas de expressão (rugas faciais). A lista de outras indicações potenciais inclui vári- as doenças do movimento como o tremor, sinciné- sias faciais, tiques, mioquimias, mioclonias, bruxis- mo, gaguez, discinésias tardias, etc. Também tem sido sugerida a sua aplicabilidade na sialorreia, dis- sinergia do detrusor, acalásia, disfunções do es- fíncter de Oddi, fissuras anais crónicas, anismo, va- ginismo, obstipação, bloqueios motores da mar- cha («freezing») ou até para induzir ptose protec- tora. Várias síndromas dolorosas também fazem parte da lista de potenciais indicações. Estas in- cluem a dor lombar crónica, a síndroma da dor miofascial, a disfunção temporo-mandibular, a ce- faleia de tipo tensão, a enxaqueca, a dor cervicogé-
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Dor lombar em crianças: estudo de prevalência

Dor lombar em crianças: estudo de prevalência

A dor lombar, conhecida como lombalgia, é considerada uma dor ou desconforto na região lombar, localizada abaixo da margem costal e acima das pregas glúteas, irradiada ou não para a coxa (Silva, Bandaró e Dall’Agnol., 2014). A prevalência da dor lombar é elevada, comum na população adulta e também nos adolescentes (Detsch et al., 2007). Atinge cerca de 80% da população mundial, ao longo da sua vida, sendo uma das principais causas de limitação de actividades em jovens e adultos nos países desenvolvidos (Filho et al.,2014). Segundo Graup, Bergmann e Bergmann (2014), é na faixa dos 11 aos 12 anos que ocorre a primeira dor lombar não especifica, e aumenta aproximadamente 10% ao ano, atingindo 50% dos adolescentes, aos 18 anos.
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Terapia com exercício físico na dor lombar

Terapia com exercício físico na dor lombar

de 2000 a 2010, utilizando os descritores low back pain, sta- bilization, multifidus, transversus, exercise e training. Foram encontrados seis ensaios clínicos aleatorizados, que demonstr- aram que esses exercícios podem ser indicados na dor lombar aguda como forma de prevenção de recidivas, e indicações para sua aplicação na redução da dor e incapacidade na dor lombar crônica.

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Terapia com exercício físico na dor lombar.

Terapia com exercício físico na dor lombar.

Quanto aos estudos sobre ECM para DL subaguda e crônica, que testaram esse tipo de exercícios com outra intervenção isioterapêu- tica, foi encontrado apenas um trabalho que comparou a técnica em questão à terapia manual (alongamentos, tração, mobilização de tecidos moles), durante seis semanas, aplicando os questionários DIR e Oswestry para avaliar a dor e a incapacidade 10 . Foi veriicada

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Dissertação de Candidatura ao Grau de Doutor em Medicina, 7º Grupo – Cirurgia, SubGrupo G - Ortopedia, apresentada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

Dissertação de Candidatura ao Grau de Doutor em Medicina, 7º Grupo – Cirurgia, SubGrupo G - Ortopedia, apresentada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa

Senegas, personalidade da cirurgia da coluna e da Ortopedia que dispensa qualquer apresentação, desenvolveu o sistema “Wallis” em 1986. A sua experiência em várias centenas de casos levou-o a publicar um artigo (140) no qual recomendava a sua utilização em exereses discais alargadas, nas recidivas de hérnias do disco, nas alterações degenerativas de tipo 1 de Modic acompanhadas de lombalgia, e na doença adjacente à artrodese. Assim, são descritas as primeiras indicações para a utilização destes sistemas. É curioso notar, que Caserta et al (2002) (21) publicam um outro artigo no qual avaliam clínica e biomecânicamente a acção do sistema “DIAM”, em 61 doentes com alterações degenerativas lombares, por eles operados e revistos. Reafirmando que o estudo evidenciou a sua eficácia em hérnias recorrentes, e em menor grau na doença degenerativa lombar, estenose lombar e instabilidade de baixo grau, consideram que poderão ser vantajosos para prevenir a doença adjacente à artrodese vertebral. São trabalhos publicados no mesmo ano, por diferentes autores, mas com uma proximidade de conclusões que importa salientar.
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Determinantes da dor lombar em enfermeiros hospitalares

Determinantes da dor lombar em enfermeiros hospitalares

Das atividades que fazem parte do quotidiano dos profissionais de enfermagem, o posicionamento/mobilização do doente na cama (p=0.026) e levantar o doente da cama sem ajuda mecânica (p=0.004), são as únicas que se revelaram estatisticamente influentes para a presença de dor lombar. Entre outras, estas também se verificam em I. L. Engkvist, et al. (2001) e em Serranheira, Sousa-Uva, et al.(2012). No caso da primeira, quanto mais vezes esta atividade é executada, mais tendência se verifica para a existência de dor lombar. Já na segunda, esta ligação é independente do número de vezes que é praticada. De forma coerente, estas duas atividades são também as que os enfermeiros consideram mais difíceis de executar, quando questionados acerca disso. Isto não só revela a importância da repetitividade das atividades no processo de desenvolvimento de sintomas lombares, como também reforça o que foi dito anteriormente em relação às posturas extremas do tronco adotadas. Estas tarefas têm um impacto elevado na problemática das lombalgias ocupacionais, uma vez que a necessidade constante de posicionamento e reposicionamento de doentes acamados, para voltarem à sua posição de conforto e os inúmeros levantes/transferências da cama para os doentes irem para o cadeirão ou à casa de banho, por exemplo, constitui um fator preponderante na presença de dor lombar, pela constante aplicação de força física por parte dos enfermeiros.
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DEEP GLUTEAL PAIN: COMMON PROBLEM IN THE OFFICE – REVIEW OF LITERATURE AND REPORT OF ENDOSCOPIC TREATMENT OF 3 CASES

DEEP GLUTEAL PAIN: COMMON PROBLEM IN THE OFFICE – REVIEW OF LITERATURE AND REPORT OF ENDOSCOPIC TREATMENT OF 3 CASES

Paciente 1 – 31 anos, do sexo masculino, sofreu queda sentado há dois anos e permaneceu com dor intratável na região glútea direita; realizou diversos tratamentos (medicamentosos, fisioterápicos, infiltrações anestésicas e de botox no piriforme) sem melhora do quadro álgico; não consegue permanecer sentado sem dor. Atualmente em uso de antidepressivos e sem melhora dos sintomas. Durante o procedimento foi evidenciada compressão so- bre o nervo ciático pelo tendão do músculo piriforme e realizada liberação do tendão; observou-se também hipo- -mobilidade do nervo ciático (Figura 7) e nesta oportuni- dade foi realizada a liberação perinueral para restabelecer a mobilidade do nervo, que foi testada no intraoperatório realizando-se o teste de flexão do quadril, adução e rota- ção interna. Este paciente utilizou como medicação pré- -anestésica Midazolam, fato que prejudicou a obtenção de PEM confiável na realização da MNIO.
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NA ANSIEDADE, NA DEPRESSÃO E NAS ACTIVIDADES DE VIDA DIÁRIA

NA ANSIEDADE, NA DEPRESSÃO E NAS ACTIVIDADES DE VIDA DIÁRIA

Um outro factor que intervém na resposta comportamental dos doentes com dor crónica tem a ver com o medo antecipado de sentir dor, o que condiciona comportamentos de evitamento da mesma. A dor como é normalmente um sinal de perigo ou alarme para o indivíduo, vai implicar que ele tenha receio face a determinadas actividades, as quais passam a ser evitadas na ausência de dor, existindo ainda alguns estímulos que frequentemente estão associados à dor, e deixam de ser neutros, provocando a mesma resposta na ausência de dor (con- dicionamento clássico) (Gonçalves, 2002). Se o medo continuar a persistir e de modo patológico, o indivíduo começa a evitar actividades leves e actividades que não têm relação com a dor, iniciando-se um círculo vicioso de dor. A antecipação da dor provoca ansiedade, assim como desencadeia tensão psíquica e física aumentando a sua susceptibilidade à dor. Perante esta situação, o doente responde com inactividade, o que lhe permite bem-estar. Mas, o círculo vicioso vai continuando, e cada vez mais vai existir evitamento e por consequência, modificação do estilo de vida. Se a dor provocar uma ansiedade cada vez maior no doente, este estado e os mecanismos de tensão tornam-se permanentes e a dor é contínua (Vandenberghe, 2005).
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Resultados de dois esquemas de tratamento da pielonefrite durante a gravidez e correlação com o desfecho da gestação.

Resultados de dois esquemas de tratamento da pielonefrite durante a gravidez e correlação com o desfecho da gestação.

pielonefrite para gestantes com quadro clínico de febre, dor lombar com punho-percussão lombar positiva (PPL+), piora do estado geral, com ou sem sintomas urinários baixos (disúria e polaciúria) e leucocitose com desvio para esquerda, independentemente do resultado da urocultura obtido posteriormente à sua admissão. Foram excluídas duas pacientes cuja investigação clínica revelou não se tratar de pielonefrite. O número inal de casos estudados foi de 106 gestantes.

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Avaliação da percepção de dor, incapacidade e depressão em indivíduos com dor lombar...

Avaliação da percepção de dor, incapacidade e depressão em indivíduos com dor lombar...

O objetivo geral deste estudo foi avaliar a dor percebida, em indivíduos com dor lombar crônica, e as correlações existentes entre a variável intensidade de dor, incapacidade e depressão. Os objetivos específicos foram caracterizar sociodemograficamente os indivíduos com dor lombar crônica, mensurar a intensidade de dor percebida, identificar a incapacidade relacionada às atividades de vida diária, identificar os níveis de depressão, estabelecer correlações entre as variáveis estudadas e identificar os descritores de maior e menor atribuição na caracterização da dor. Trata-se de estudo transversal descritivo-exploratório. Utilizou-se um questionário contendo os itens para a coleta de dados sociodemográficos e econômicos e perguntas relacionadas à percepção da dor, a Escala Multidimensional de Avaliação de Dor, o Questionário Roland-Morris de Incapacidade e o Inventário de Depressão de Beck. A coleta de dados ocorreu na Clínica para o Tratamento da Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Brasil. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, USP. Foi realizada uma análise exploratória dos dados e aplicado o coeficiente de correlação de Spearman para correlacionar as variáveis de interesse. A amostra foi composta por 60 sujeitos que apresentavam dor lombar crônica com idade média de 54,8 anos e prevalência do sexo feminino (63,33%). A média da intensidade de dor encontrada foi de 7,38 pontos, da incapacidade foi 19,87 e da depressão, 24,98, portanto, os participantes apresentaram alta intensidade de dor, incapacidade e depressão. Os cinco descritores de dor de maior atribuição, considerando as médias aritméticas e o desvio-padrão, foram: desconfortável, enjoada, dolorosa, terrível e prejudicial, sendo os sensitivos (desconfortável e dolorosa), afetivos (enjoada e terrível) e cognitivo (prejudicial) e os cinco descritores de menor atribuição foram: angustiante, desgraçada, assustadora, desastrosa e deprimente, e todos indicam componente afetivo. Os resultados mostraram uma correlação positiva fraca entre intensidade de dor e incapacidade e entre intensidade de dor e depressão, já as variáveis incapacidade e depressão apresentou correlação positiva moderada. Ao considerar a complexidade do fenômeno estudado, ressalta-se que os achados do presente estudo mostram- se consistentes com os resultados de outras pesquisas, portanto, considera-se adequado conhecer as variáveis inter-relacionadas, a fim de propiciar adequado manejo da dor lombar crônica demonstrando a sua multidimensionalidade.
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Uso de opióides na dor crónica não oncológica

Uso de opióides na dor crónica não oncológica

Esta insuficiente formação no tratamento da dor parece ser um problema que vem já da formação pré-graduada. O estudo Advancing the Provision of Pain Education and Learning (APPEAL) da EFIC, realizado em 2013, foi a primeira revisão europeia sobre o ensino da dor para estudantes de medicina na Europa. Este estudo concluiu que o ensino sobre dor é inconsistente e limitado, e frequentemente incorporado em outras matérias. Verificou-se também que 7 em cada 10 escolas médicas na Europa não têm formação dedicada à área da dor. Em quatro países (Bélgica, Dinamarca, Irlanda e Polónia), não existe nenhuma formação dedicada à dor, nem obrigatória nem opcional. E em sete países, incluindo Portugal, nenhuma das escolas médicas tem formação obrigatória dedicada à dor no seu currículo. Mesmo nas faculdades onde a formação sobre dor é obrigatória, um estudante de medicina recebe, em média, apenas 12 horas de formação nesta área, o que equivale a apenas 0,2% da sua formação médica. Relativamente ao método de ensino, este é maioritariamente teórico, e poucas vezes se encontra o método prático para o ensino da dor (45).
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O TREINAMENTO DE ESTABILIZAÇÃO LOMBOPÉLVICA NO TRATAMENTO DA DOR LOMBAR EM ATLETAS: UMA REVISÃO DA LITERATURA ”

O TREINAMENTO DE ESTABILIZAÇÃO LOMBOPÉLVICA NO TRATAMENTO DA DOR LOMBAR EM ATLETAS: UMA REVISÃO DA LITERATURA ”

A ocorrência de dor lombar no esporte tem sido documentada em diversos estudos, sendo a causa mais comum de afastamento dos atletas. O treinamento da estabilidade lombo-pélvica profunda tem se destacado na literatura para o tratamento de lombalgia na população em geral. Essa modalidade de exercício tem como objetivo promover sinergismo da musculatura lombo-pélvica profunda, de forma a garantir estabilidade da coluna vertebral. O estudo das relações entre dor e reabilitação no esporte é importante visto que os acometimentos podem influenciar os resultados dos treinamentos e das competições. Diante das demandas físicas dos atletas, o objetivo desse estudo foi realizar uma revisão da literatura sobre o efeito do treinamento da estabilização lombo-pélvica no tratamento da dor lombar em atletas. A revisão da literatura foi realizada por meio de busca nas bases de dados Pubmed, Periódicos CAPES, Physiotherapy Evidence Database (PEDro) e Lilacs, e incluiu três artigos, sendo um artigo de revisão sistemática e dois estudos controlados. A análise dos estudos mostrou resultados controversos após intervenção e importante heterogeneidade nos critérios de inclusão, o que nos alerta quanto a necessidade de novas pesquisas, com foco na especificidade de cada esporte, incluindo atletas de mesma faixa etária e mesmo nível de treinamento. Além disso, é necessário um consenso na literatura sobre a prescrição dos exercícios de treino da musculatura lombo- pélvica profunda para permitir estudos homogêneos e assim, concluir sobre a aplicação da intervenção em modalidades esportivas específicas.
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O efeito dos exercícios ativos na diminuição da dor, incapacidade e depressão em pacientes com dor lombar crônica não específica

O efeito dos exercícios ativos na diminuição da dor, incapacidade e depressão em pacientes com dor lombar crônica não específica

A dor lombar crônica não especifica é um problema de saúde mundial e está comumente associado a incapacidades funcionais, má qualidade de vida, alterações emocionais e ao afastamento do trabalho. Na tentativa de aliviar os impactos associados à dor e incapacidade, evidências científicas dão suporte para a utilização de exercícios ativos supervisionados. O objetivo do estudo foi investigar o efeito do tratamento ativo nos desfechos clínicos de dor, incapacidade e depressão em pacientes com dor lombar crônica não- específica. Inicialmente, foi verificado os critérios de inclusão/exclusão dos participantes e depois coletadas os dados sociodemográficos e os desfechos clínicos. O programa de exercícios ativos supervisionados era composto por exercícios de fortalecimento e aeróbicos realizados sob a supervisão do fisioterapeuta, com duração 8 semanas (2vezes/semana). Ao final do programa, os pacientes foram reavaliados com relação aos desfechos clínicos. As mudanças pré e pós intervenção nos desfechos foram analisadas através do teste t pareado. Completaram o a intervenção um total de 14 pacientes. Os resultados mostram que o programa de exercícios ativos tem reduzido a dor, incapacidade e o grau de depressão dos pacientes com dor lombar crônica não específica. Por ser dados iniciais de um projeto espera-se que o número de pacientes atendidos pelo projeto aumente nos próximos meses atendendo cada vez mais a demanda da região.
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Efeitos de duas intervenções fisioterapêuticas em pacientes com dor lombar crônica não-específica: viabilidade de um estudo controlado aleatorizado.

Efeitos de duas intervenções fisioterapêuticas em pacientes com dor lombar crônica não-específica: viabilidade de um estudo controlado aleatorizado.

Considerando que este estudo de viabilidade consiste em uma análise preliminar do estudo controlado aleatorizado, op- tou-se por não corromper a randomização nesta etapa inicial do trabalho, a fim de evitar possíveis interferências a favor de uma dada técnica por parte do terapeuta responsável pelo tra- tamento, o que poderia alterar a fidedignidade dos resultados finais. Sendo assim, os resultados da intervenção de cada téc- nica foram apresentados em conjunto, como sendo de apenas um grupo. O objetivo deste estudo foi identificar a existência de uma diferença pré e pós-tratamento dos pacientes com dor lombar crônica não-específica (independentemente da técnica escolhida). Ao final do estudo, o código de randomização será aberto para apresentação dos resultados de cada grupo isola- damente e comparação dos efeitos das técnicas. Dessa forma, a interpretação dos dados apresentados neste manuscrito deve ser entendida como uma análise da efetividade de exer- cícios preconizados pelos métodos McKenzie e Back School e, consequentemente, devem ser interpretados com cautela até que os resultados finais do estudo sejam divulgados.
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Dor lombar inespecífica em adultos jovens: fatores de risco associados.

Dor lombar inespecífica em adultos jovens: fatores de risco associados.

No total, 198 adultos jovens foram examinados (129 mulheres e 69 homens), com média de idade de 22,9 anos. Desse número, 193 (97%) eram brancos ou mulatos (tabela 1). Cinquenta e oito participantes foram diagnosticados como padecendo de dor lombar crônica inespecífica (grupo CDL), enquanto que 140 não apresentavam tal condic¸ão (grupo SDL). A média VAS para o grupo CDL foi 4,92. As características clínico- -demográficas dos dois grupos estão listadas na tabela 1. Houve diferenc¸a no porcentual de mulheres entre os dois gru- pos (maior no grupo CDL) e em termos de IMC (maior no grupo SDL).
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O impacto da dor crónica na qualidade de vida do indivíduo

O impacto da dor crónica na qualidade de vida do indivíduo

Segundo um estudo de Martins et al. (1996), subordinado ao tema, qualidade de vida em pessoas com doença crónica, a maioria das pessoas entrevistadas (67,6%), referiu que a doença crónica alterou claramente a sua capacidade física, sobretudo em relação à limitação para andar, no trabalho/actividades diárias, 64,8% das pessoas mencionaram que a interferência foi no sentido de uma limitação das actividades da vida diária e da necessidade de parar de trabalhar devido aos diferentes sinais e sintomas, causados pela doença; 53,5% das pessoas comunicaram interferências na auto-estima, relacionando-a com alterações do estado emocional. De acordo com este estudo, as áreas menos afectadas pela doença crónica foram independência e auto-cuidado (35,2%), relacionando-se à necessidade de auxílio no cuidado corporal, à necessidade de companhia para sair e à restrição e modificação de hábitos alimentares; 32.4% das pessoas entrevistadas referem como área comprometida o relacionamento familiar e social, devido a desentendimentos com familiares e amigos por variações do humor, impaciência e desequilíbrio emocional; 29,6% dos entrevistados apontam como área afectada a recreação e lazer, alegando problemas físicos, emocionais e ambientais.
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Terapias avançadas no tratamento da dor crónica não oncológica

Terapias avançadas no tratamento da dor crónica não oncológica

As MSCs têm características imunomoduladoras e anti-inflamatórias, podendo assim minimizar o dano induzido pelo sistema imunitário se transplantadas no momento certo (55,56). O transplante de células estaminais mesenquimais derivadas da medula óssea (BM-MSCs) ou de células estaminais mesenquimais derivadas de cordão umbilical humano (UC-MSCs) tem sido visto como uma terapia promissora pela capacidade de diferenciarem em várias células neurais com benefícios na recuperação funcional após LM. A diferença nas propriedades destas células pode ter impacto na sua eficácia na melhoria de LMs. Recentemente um estudo in vivo comparou a eficácia de MSCs derivadas de diferentes fontes, concluindo que os transplantes BM-MSC e UC-MSC são igualmente eficazes na recuperação motora e alívio dos sintomas de dor neuropática após LM. Estas células sobreviveram no tecido da medula espinhal pelo menos 8 semanas e impediram a formação de cavidades devido a LM. No entanto, a taxa de sobrevivência de UC-MSCs foi significativamente mais elevada do que BM- MSCs. As avaliações eletrofisiológicas mostraram que o transplante de UC-MSCs traz melhores resultados do que BM-MSCs no “wind up” de neurónios WDR, provavelmente devido à maior taxa de sobrevivência destas células. (18)
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