Dossel florestal - Mata Atlântica

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Captura de aves em dossel florestal: técnica adaptada e estudo de caso em remanescentes de mata atlântica da Paraíba, Brasil

Captura de aves em dossel florestal: técnica adaptada e estudo de caso em remanescentes de mata atlântica da Paraíba, Brasil

O número de espécies registradas neste trabalho não foi alto quando considerados trabalhos desenvolvidos anteriormente na região das áreas estudadas, Mata Atlântica da Paraíba (Lamm 1948, Zenaide 1953, Pinto & Camargo 1961, Dekeyser 1979, Forbes 1881, Almeida & Teixeira 2010). Para a Reserva Biológica Guaribas, por exemplo, foram registradas 187 espécies, das quais 81 espécies são consideradas aves de dossel florestal (Stotz et al. 1996). Este fato pode estar relacionado principalmente a metodologia escolhida para este trabalho, assim como ao esforço amostral desenvolvido. Os trabalhos desenvolvidos anteriormente na Mata Atlântica da Paraíba envolveram metodologias para invetariar áreas, na intenção de conhecer o máximo da avifauna, e não de amostrar apenas características que necessitam do manuseio da ave, como neste trabalho. Dessa forma, uma maior quantidade de ambientes, estratos e possibilidades de encontro de aves foram abrangidas nesses trabalhos, o que levou ao encontro de várias outras espécies. Quanto ao esforço desenvolvido neste trabalho, além de ter sido direcionado apenas para a captura de espécies de apenas um estrato florestal, foi menor do que o desenvolvido nos trabalhos citados, o que pode ter levado ao registro de uma menor quantidade de espécies. Este fato que pode ser observado na curva de espécies deste trabalho, que ainda estava em ascenção ao final do esforço, padrão considerado comum para áreas de Mata Atlântica com alta diversidade e presença de grande quantidade e espécies raras (Wong 1986, Kar 1981, 1990, Bierregaard 1990, Vielliard & Silva 2001). Apesar disso, comparações entre estudos são bastante limitadas na região, visto que não existem trabalhos publicados apenas com a metodologia de captura e esforço limitado, e principalmente de aves no dossel florestal.
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Capacidade de retenção de água do dossel vegetativo : comparação entre Mata Atlântica e plantação florestal de eucalipto

Capacidade de retenção de água do dossel vegetativo : comparação entre Mata Atlântica e plantação florestal de eucalipto

A Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta, reduzida atualmente a menos de 8% de sua cobertura original, necessita de atenção especial para sua melhor conservação. O objetivo do estudo foi comparar a capacidade de retenção de água do dossel vegetativo em uma microbacia coberta por Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica), situada no Parque Estadual da Serra do Mar e outra com cobertura de Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis em área próxima ao Parque. O monitoramento foi realizado nos anos de 2008 e 2009 através de pluviômetros e a retenção de água do dossel florestal foi avaliada a partir de regressões lineares entre a precipitação (PR) e a precipitação interna (TR). Os resultados mostraram que com exceção da interceptação na época “seca” que apresentou os menores coeficientes de determinação (R 2 ), sendo de 77% no eucalipto e 82% na Mata Atlântica, as variáveis apresentaram bom
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Caracterização do perfil vertical do dossel de um trecho de Mata Atlântica através de escaneamento laser aerotransportado

Caracterização do perfil vertical do dossel de um trecho de Mata Atlântica através de escaneamento laser aerotransportado

A busca de camadas verticais homogêneas no dossel de uma floresta pode facilitar estudos para que inferências mais precisas sobre a estrutura de complexos agrupamentos arbóreos possam ser obtidas. O objetivo deste trabalho foi caracterizar o perfil vertical do dossel florestal em uma área de floresta ombrófila densa (bioma Mata Atlântica) a partir de um levantamento laser aerotransportado (ALS - Airborne Laser Scanning). Com o apoio da análise de agrupamento hierárquico, foram concatenadas classes de altura de um metro que resultaram em oito estratos de mínima colinearidade entre classes. Para essas classes de altura, o método k-means indicou que células de grade regular que cobria toda a área de estudo pode- riam ser reunidas em quatro grupos de perfil vertical: baixo (pontos ALS entre 7 e 11 metros), médio-baixo (pontos ALS entre 15 e 18 metros), médio-alto (pontos ALS entre 19 e 22 metros) e alto (pontos ALS entre 23 e 26 metros). Esses grupos refletem características do perfil vertical do dossel em escala de ecosítio, evidenciando diferenças estruturais da paisagem. Os grupos obtidos apresentaram distribuição espacial coerente com a topografia local, além de correspondência com levantamentos ecológicos anteriormente conduzidos em campo por outros autores.
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Comparação entre variáveis microclimáticas de local aberto e florestal em um bioma da Mata Atlântica, sul do Brasil

Comparação entre variáveis microclimáticas de local aberto e florestal em um bioma da Mata Atlântica, sul do Brasil

Na região subtropical do Brasil, o ambiente é naturalmente caracterizado pelo clima quente e úmido. Essas condições são fatores preponderantes para a ocorrência da formação florestal na região, o bioma Mata Atlântica. Associa-se que qualquer condição diferente daquela que não seja natural, pode receber de forma diferenciada a condição meteorológica local. Supõe-se que florestas ajam como reguladoras, atenuando os índices meteorológicos e microclimáticos. Este estudo comparou uma série temporal de três anos de registro de duas estações meteorológicas, uma em área aberta de pastagem e outra abaixo do dossel de um fragmento florestal de floresta ombrófila densa (Mata Atlântica) em estágio avançado de regeneração. Foram monitoradas a precipitação, a umidade relativa do ar, a radiação global, a temperatura do ar, a velocidade do vento e a temperatura do solo. A evapotranspiração potencial diária foi estimada pela equação de Penman-Monteith (PM-FAO56) para as duas condições. A área florestal apresentou condições meteorológicas diferenciadas em relação à área aberta (pastagem). Por exemplo, o dossel florestal reteve 41,2% da precipitação anual (menor drenagem superficial), a temperatura média diária do ar foi reduzida em 9,5% no ano, assim como a velocidade média do vento, em 87,6%, e a média da radiação global, em 88,1%. A evapotranspiração potencial foi 89,1% superior na pastagem. Valor comprovado pela média anual da umidade do ar, que foi de 7,6% maior no ambiente florestal. O comportamento diário das variáveis mostrou maiores valores na pastagem e por volta das 15h, e mais baixos na floresta no período noturno. Exceto para a umidade relativa do ar que foi inverso. Ou seja, na pastagem ocorrem perdas maiores de água para a atmosfera. O ambiente florestal, por outro lado, retém mais água, formando um “microclima” em seu interior.
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Avaliação de métodos de restauração florestal de Mata Atlântica de tabuleiros

Avaliação de métodos de restauração florestal de Mata Atlântica de tabuleiros

Na figura 5 é apresentado o índice de área foliar (IAF), uma medida da superfície de um lado da folha por unidade de área de terreno, para os tratamentos em estudo. O maior índice de área foliar (1,35) foi obtido pelo tratamento 3, em que foram inseridas as espécies nativas pioneiras e uma leguminosa. Esse resultado corrobora com Kageyama e Castro (1989), que afirmam que as espécies pioneiras possuem maiores taxas de crescimento que as não pioneiras, proporcionando rápido fechamento do dossel. De acordo com Kageyama e Gandara (2000), o uso de espécies pioneiras em plantios para fins de restauração cria condições de sombreamento para as espécies dos estágios futuros de sucessão. Posteriormente ao tratamento 3, os melhores resultados foram observados, em ordem decrescente, nos tratamentos 4, 2 e 1, apresentando médias de IAF, respectivamente, 1,08; 0,52 e 0,26.
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Fragmentação florestal, perda de habitat e ocorrência de primatas na Mata Atlântica

Fragmentação florestal, perda de habitat e ocorrência de primatas na Mata Atlântica

transformar em ferramentas de manejo, isso porque eles tendem a variar muito de acordo com o grupo estudado, as escalas espaciais, e os tipos de paisagem e os processos ecológicos. Além disso, efeitos locais como mudanças em características do micro-habitat podem afetar a compreensão da influência da fragmentação na distribuição e abundância das espécies. São efeitos complexos e difíceis de medir e entender, por isso tem sido feito um recente esforço de pesquisa voltada para essa questão. Apesar de a fragmentação ser relatada como um efeito negativo em termos de biodiversidade, quando as espécies são analisadas individualmente ou dentro de grupos, algumas espécies podem se beneficiar da fragmentação ou não serem afetadas em termos de extinção. Espécies que são capazes de usufruir de recursos do entorno do fragmento, como morcegos frugívoros (KALKO, 1998) e macacos- pregos (ROCHA, 2000), podem se beneficiar de fruteiras ou plantações e se tornar mais abundantes em fragmentos do que na floresta íntegra. Assim como espécies que possuem grande capacidade de se deslocar entre fragmentos, mesmo requerendo amplas áreas de vida, como araras ou pássaros do dossel, podem persistir porque se deslocam com facilidade entre fragmentos (LAURANCE e VASCONCELOS, 2009). As características biológicas das espécies, portanto, são um fator importante a ser observado quando pretende-se avaliar os efeitos da fragmentação (LOVEJOY, 2013). As relações ecológicas também merecem atenção, considerando que quando há extinção local de grandes predadores em razão da fragmentação, como felinos ou aves de rapina de grande porte, a perda de um predador da cadeia trófica beneficia as presas em termos populacionais, como pequenos e grandes mamíferos (JORGE, 2008). Em geral espécies com ampla área de vida, que possuem uma dieta mais especializada, ou que são estritamente florestais, em geral necessitam de fragmentos grandes ou de áreas de floresta pouco perturbadas (LAURANCE e VASCONCELOS, 2009).
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INDICADORES DE ESTÁGIO SUCESSIONAL EM UM FRAGMENTO FLORESTAL DE MATA ATLÂNTICA NO SUL DO ESPIRITO SANTO

INDICADORES DE ESTÁGIO SUCESSIONAL EM UM FRAGMENTO FLORESTAL DE MATA ATLÂNTICA NO SUL DO ESPIRITO SANTO

Dentre as espécies relatadas pelos ex-funcionários do IFES -Campus de Alegre como suprimidas através do corte seletivo ocorrido no pretérito na gleba 1, podem-se citar: Cariniana ssp., Pterygota brasiliensis Allemão, Acacia ssp., Anadenanthera colubrina var. cebil (Griseb.) Altschul., Parapiptadenia pterosperma (Benth.) Brenan., Pseudopiptadenia ssp., Peltophorum dubium (Spreng.) Taub., Plathymenia foliolosa Benth, Vataireopsis araroba (Aguiar) Ducke, Eugenia involucrata DC., Sweetia fruticosa Spreng. e Schizolobium amazonicu m Huber ex Ducke. É notável a ausência de várias dessas espécies em todo o fragmento florestal, provavelmente em decorrência das alterações ocorridas no mesmo. A exploração seletiva de espécies arbóreas pode favorecer a abertura no dossel e assim, estimular o desenvolvimento de outras espécies no povoamento que competem por espaço (VIEIRA et al., 2015).
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Estrutura e florística da regeneração natural ao longo de um gradiente de perturbação em um fragmento florestal de Mata Atlântica

Estrutura e florística da regeneração natural ao longo de um gradiente de perturbação em um fragmento florestal de Mata Atlântica

A estrutura vertical refere-se ao estágio de desenvolvimento da floresta pela ocupação das espécies na sua estratificação (GALVÃO, 2005). Em geral, florestas em bom estado de conservação apresentam maior quantidade de espécies de hábitos distintos e indivíduos em fases de vida diferentes (MARTIN et al., 2004), que por sua vez compõem banco de plântulas, sub-bosque, dossel e estrato emergente que caracteriza elevado grau de estratificação. Os fragmentos em estágio inicial de sucessão ou constantemente perturbados, com luminosidade mais intensa no solo, geralmente são desprovidos de espécies de arvoretas e arbustos características de sub-bosque, já que são espécies tolerantes à sombra na fase de germinação ou juventude (PUIG, 2008).
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Estimativa de estrutura biofísica florestal de Mata Atlântica em áreas declivosas...

Estimativa de estrutura biofísica florestal de Mata Atlântica em áreas declivosas...

O mapeamento da estrutura florestal em escala de paisagem nos permite avaliar como as florestas respondem aos impactos da ação humana e a mudanças nas condições ambientais. Neste contexto, a tese tem como objetivo elaborar modelos de estimativa de biomassa acima do solo e fechamento de dossel utilizando imagens de satélite, em diferentes estágios de sucessão de Mata Atlântica localizada em área com complexidade topográfica. Para alcançar este objetivo geral, temos dois objetivos específicos: (1) avaliar o efeito da geomorfologia na modelagem da biomassa florestal e fechamento do dossel; (2) analisar os resultados das estimativas considerando diferentes estágios de sucessão florestal e testar o efeito da radiação solar direta sobre o fechamento do dossel. Primeiro, sumarizamos os mais frequentes temas ecológicos e métodos utilizados na literatura ligados a modelagem de estrutura florestal por meio do sensoriamento remoto. Subsequentemente, utilizamos dados de campo e imagens de satélite (LANDSAT TM e ALOS AVNIR-2) para estimar biomassa e fechamento do dossel. Utilizamos modelo digital de elevação como fonte de informação geomorfológica. Foram encontradas melhores estimativas de biomassa e fechamento do dossel quando integramos as imagens de satélite com uma variável geomorfométrica secundária do relevo (Fator de iluminação), que é baseada no ângulo de incidência da radiação solar sobre faces de morros. O índice ―solo/vegetação‖, elaborado no presente estudo, apresentou melhores estimativas de
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Levantamento de espécies rústicas em área de pastagem e em remanescente florestal na Mata Atlântica, Piraí-RJ

Levantamento de espécies rústicas em área de pastagem e em remanescente florestal na Mata Atlântica, Piraí-RJ

área de pastagem que não foram encontradas ou tiveram baixa representatividade no levantamento realizado no remanescente florestal. Dos indivíduos amostrados no remanescente florestal, 78,46% são espécies secundárias iniciais. É possível que, conforme o remanescente florestal foi se desenvolvendo sobre a área de pastagem, as condições ambientais foram se modificando, tornando o ambiente desfavorável às espécies pioneiras que faziam parte da comunidade. A estrutura do dossel controla a quantidade e distribuição da luz no sub- bosque, alterando a luminosidade, umidade do ar, temperatura e condições de umidade do solo, Figura 2. Percentual de indivíduos das principais
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POTENCIAL DO BANCO DE PLÂNTULAS COMO ESTRATÉGIA PARA RESTAURAÇÃO FLORESTAL NO EXTREMO SUL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA

POTENCIAL DO BANCO DE PLÂNTULAS COMO ESTRATÉGIA PARA RESTAURAÇÃO FLORESTAL NO EXTREMO SUL DO BIOMA MATA ATLÂNTICA

Tabarelli (1992), trabalhando com a Floresta Estacional Subtropical Baixo-Montana no município de Santa Maria/RS, adotou as mesmas categorias propostas por Budowski (1965), acrescentando a categoria de sub-bosque, visto que as outras categorias só contemplavam espécies do dossel. Nesse estudo, foram consideradas como pioneiras as espécies que para se desenvolver e reproduzir necessitam estar expostas a pleno sol. Como secundárias iniciais e tardias classificou aquelas mais tolerantes ao sombreamento, quando comparadas às pioneiras, mas também incapazes de se desenvolver sob o dossel da floresta. Como espécies de estratégia clímax e de sub-bosque ordenou aquelas que se desenvolvem sob o dossel da floresta madura, sendo que somente as de sub-bosque completam o seu ciclo vital nestas condições.
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Potencialidades e limitações à implementação da Redução do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD) na Mata Atlântica de Pernambuco

Potencialidades e limitações à implementação da Redução do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD) na Mata Atlântica de Pernambuco

As mudanças climáticas, no século XXI, assumem a principal função de aspecto ambiental a ser enfrentado por grande parte dos países. Algumas localidades sofrem mais com as consequências da alteração do clima, seja em razão da sua posição geográfica, seja em razão da sua vulnerabilidade econômica. Nesse sentido, as florestas tropicais possuem um papel de destaque, pois além de proverem diversos serviços ambientais, contribuem para o armazenamento de CO 2, minimizando com isso os efeitos do lançamento na atmosfera. Todavia, esse tipo de ecossistema localiza-se principalmente em países considerados em desenvolvimento, o que significa que esses espaços naturais sofrem constantes pressões antrópicas que vão desde a expansão da fronteira agrícola até o processo de urbanização, como por exemplo a Mata Atlântica pernambucana. Almejando conciliar a proteção das vegetações nativas e minimização das ações que contribuem para o efeito estufa, aflora no cenário internacional o instrumento denominado Redução do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD). Assim, o presente estudo buscou identificar potencialidades e limitações para o estabelecimento do instrumento em Pernambuco. Foram estabelecidos como objetivos específicos à caracterização dos aspectos legais para a efetivação no Estado, a análise dos conflitos socioambientais decorrentes da concretização dessa estratégia em outras partes do mundo e a identificação de áreas potenciais para o estabelecimento da REDD no Estado. Para tanto, analisou-se os diplomas legais e publicações (oficiais e extraoficiais) relativos à concretização desse modelo na esfera internacional/nacional, juntamente com os dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Os resultados demonstram que é possível a implantação do instrumento em Pernambuco, desde que a REDD seja adaptada ao contexto socioambiental do Estado, como a fragmentação dos remanescentes florestais, as pequenas extensões territoriais de mata nativa, a presença de assentamentos rurais e a gestão democrática com as populações das áreas receptoras. Ademais, além da Mata Atlântica, o bioma Caatinga também surge como um espaço promissor para utilização do instrumento em razão do estágio de conservação e da maior disponibilidade de espaços.
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Composição, estrutura e níveis de perturbação em um remanescente florestal de Mata Atlântica no Rio Grande do Norte

Composição, estrutura e níveis de perturbação em um remanescente florestal de Mata Atlântica no Rio Grande do Norte

Para delimitar os blocos na comunidade arbórea, foram realizadas as seguintes etapas de processamento: (i) utilização de dados de presença e ausência, abundância e área basal das parcelas; (ii) cálculo das distâncias de dissimilaridades de cada conjunto de dados, com o uso dos índices de Sorensen, Kulczynski e Canberra, respectivamente; (iii) formação do agrupamento (cluster analysis), com Método Ward’s (minimum variance method) de ligação das parcelas em função das matrizes de dissimilaridade (ROMESBURG,1984). Desta forma foram produzidos três dendrogramas (composição florística, abundância e dominância) com classificações e separações das sub-formações da vegetação lenhosa da Mata do Sapê. Com base nos dados de abundância, empregou-se uma análise de correspondência retificada (DCA) (GAUCH, 1982), técnica multivariada de ordenação utilizada para diagnosticar diferenças na estrutura demográfica das espécies nas parcelas.
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Anatomia foliar de Rubiaceae ocorrentes em fragmento florestal urbano de Mata Atlântica, PR, Brasil.

Anatomia foliar de Rubiaceae ocorrentes em fragmento florestal urbano de Mata Atlântica, PR, Brasil.

Estudos de anatomia ecológica são importantes para entender os processos de colonização e sobrevivência das espécies, destacando as adaptações relacionadas às pressões ambientais que são mais expressivas na morfologia e anatomia foliar (Fahn & Cutler 1992, Dickison 2000). Em Rubiaceae, estudos relacionando os aspectos anatômicos com o ambiente de Mata Atlântica foram realizados no Estado do Rio de Janeiro com as espécies Rudgea decipiens Müll. Arg R. macrophylla Benh por Mantovani et al. (1995), Posoqueria acutifolia Mart., P. latifolia Mart., P. longiflora Aublet, P. macropus Mart., P. palustris (Rudge) Roem e Posoqueria sp. por Arruda et al. (2010) Galium hypocarpium (L.) Endl. ex Griseb., Guettarda viburnoides Cham. & Schltdl. e Posoqueria latifolia (Rudge) Schult. por Alexandrino et al. (2011), entre outros. Para o Paraná, não foram encontrados na literatura estudos anatômicos foliares para a família Rubiaceae, o que ressalta a necessidade de ampliar o conhecimento anatômico desta família em áreas de Mata Atlântica do Estado, principalmente em regiões mais susceptíveis à ação antrópica, como é o caso dos fragmentos de floresta urbana.
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Radiação solar global e fotossinteticamente ativa (PAR) acima e abaixo do dossel de floresta de mata atlântica no estado de Alagoas

Radiação solar global e fotossinteticamente ativa (PAR) acima e abaixo do dossel de floresta de mata atlântica no estado de Alagoas

os níveis de PAR são mais difusos, existindo pouca luz solar (direta e/ou difusa) dentro do dossel. De acordo com Pezzopane et al. (2000) esta atenuação acentuada ocorre porque o processo de interação entre a radiação solar e as folhas é seletivo, ocorrendo uma alta absorção na faixa espectral da radiação fotossinteticamente ativa e baixa absorção na faixa espectral do infravermelho próximo. Outra explicação é que o dossel serve de escudo para proteger da forte e intensa radiação solar, além de outros fatores meteorológicos. Assim sendo, o interior da floresta é uma medida menos volátil do que o ambiente externo. Mas, de acordo com Machado et al. (1985), ao ser interceptada pelo dossel, a radiação solar pode ser absorvida, transmitida e refletida em proporções variáveis, dependendo do ângulo de incidência dos raios solares e das características estruturais das plantas. Tais características estão intimamente relacionadas com a disposição espacial das folhas, ângulo de inserção foliar, índice de área foliar e propriedades óticas da vegetação.
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Radiação Fotossinteticamente Ativa incidente e refletida acima e abaixo do dossel de floresta de Mata Atlântica em Coruripe, Alagoas.

Radiação Fotossinteticamente Ativa incidente e refletida acima e abaixo do dossel de floresta de Mata Atlântica em Coruripe, Alagoas.

The study of solar radiation is important to understand the several physical, chemical and biological processes that occur in the biosphere, particularly in the forest. The objective of this study has been to evaluate the temporal evolution of incident and relected Photosynthetic Active Radiation (PAR) above and below the canopy of the Mata Atlantica forest. The study has been conducted in a Private Reserve Natural Heritage, located in the Coruripe city, Alagoas, during the period from October 2009 to September 2010, based on the PAR (2, 13, 26 m) observations obtained at the micrometeorological station, installed on a 24 meters high tower (10° 17’ 36”S, 36° 17’ 24”W, 160 m asl). According to the results the incident and relected PAR outside (PAR↓_Ext and PAR↑_Ext) and inside (PAR↑_Spf) forest follow the seasonality imposed by the apparent motion of the Sun. The higher PAR values occur during the dry season, exceeding 600 and 12 W m-2, and during the wet season these averages was less than 300 and 8.0 W m-2, inluenced by cloudiness. At the beginning and ending of sunlight time PAR↑_Spf values near zero were measured. The opposite measurements of about 14 W m-2, around 12 h (November and December) were observed.
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Fragmentação florestal da Mata Atlântica: conectividade potencial via polinização por mariposas e modelagem atmosférica

Fragmentação florestal da Mata Atlântica: conectividade potencial via polinização por mariposas e modelagem atmosférica

La fragmentação forestal promueve inúmeras alteraciones em el funcionamiento de los ecosistemas, principalmente por fenómenos microclimáticos. Eso puede llevar a extinciones de especies menos tolerantes, colonización de especies invasoras, predominio de especies primarias y la invasión de plagas, lo que disminuye la biodivesidad intra-fragmentos, generando el empobrecimiento genético. En Brasil, la Mata Antlántica posee de 7 a 15% de cobertura remanecente en diferentes niveles de integridad y de sucesión ecológica. Frente a esa situación, la legislación ambiental brasileña creó los mosaicos de Unidades de Conservación y los Corredores Ecológico para conservar/preservar los remancentes y recuperarlos para promover la conectividad ecológica, lo que garantizaría el cambio y la elasticidad genética entre poblaciones. Sin embargo, los proyectos de implementación de corredores ecológicos son ejecutados sin ninguna planificación. Este estudio presenta como posibilidad de entendimiento de la conectividad el síndrome de polinización a través polillas, ya que estas pueden aprovechar las brisas para desplazarse a grandes distancias, conectando manchas de fragmentos. Fue investigado el comportamiento de vuelo, alimenticio y sexual de 13 especies de polillas a partir del catálogo de referencia y observaciones de campo en la Reserva Ecológica do Guapiaçu (en el municipui de Macacu-RJ), realizándose estudios zoológicos y de modelaje atmosférico de los sistemas de brisas, donde se pudo identificar trayectorias potenciales de vuelo, que componen um arreglo espacial. Los resultados indican uma orientación espacial em la cual norte/sur, diferente de la orientación de los proyectos ejecutados em el área.
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Fragmentação florestal na Serra da Concórdia, Vale do Paraíba: caracterização como subsídio à preservação da Mata Atlântica

Fragmentação florestal na Serra da Concórdia, Vale do Paraíba: caracterização como subsídio à preservação da Mata Atlântica

Existem 70 fragmentos menores circundando dois maiores que 1.000 hectares, os quais ocupam a parte central da Serra e funcionam como fonte de irradiação para as áreas adjacentes, principalmente para os 56 fragmentos que apresentam área menor que 10 ha. A distância entre os fragmentos é pequena, apenas um está a mais de 350m dos demais, o que facilita a dispersão de propágulos e de indivíduos. No entanto, os contornos dos fragmentos são bastante irregulares, com relação área/perímetro, segundo a dimensão fractal, de D~1,60, que indica formas sinuosas, distantes dos limites ideais teóricos que seriam o de um fragmento circular, além de apresentarem grande área de borda, o que os deixa mais vulneráveis, tornando-se necessárias ações que favoreçam a conectividade entre eles. A garantia da manutenção destes fragmentos com posterior enriquecimento e ampliação, através da conectividade com os outros fragmentos tornaria esta área importante para a recuperação da Mata Atlântica na região.
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COMUNIDADES QUILOMBOLAS E A MATA ATLÂNTICA  (Quilombolas Communities and the Mata Atlântica)

COMUNIDADES QUILOMBOLAS E A MATA ATLÂNTICA (Quilombolas Communities and the Mata Atlântica)

áreas remanescentes de Mata Atlântica com territórios quilombolas. De forma geral os municípios que têm comunidades quilombolas, são também os que detêm os fragmentos florestais atlânticos. Em regiões como no Vale do Ribeira no estado de São essa sobreposição é nítida, comunidades e florestas continuam a existir porque se relacionaram. Em Pernambuco, embora a sobreposição também aconteça, na região da Zona da Mata restam fragmentos tão pequenos de Mata Atlântica que por vezes não é possível mapeá-los (dificuldades de escala). Além do mais, boa parte das co- munidades quilombolas nesse estado, devido à agressividade e intensidade da destruição florestal, foram impelidas ao Agreste (zona de transição entre a Zona da Mata e o Sertão) e ao Sertão.
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Mata Atlântica e Biodiversidade

Mata Atlântica e Biodiversidade

Os sistemas de polinização nas plantas estão relacionados a conjuntos de atributos florais que favorecem a atratividade de diferentes tipos de animais. Cor, simetria e tamanho da flor, comprimento do tubo da corola, perfume, tipo e quantidade de recursos oferecidos aos animais tendem a constituir um conjunto floral que favorece a relação com determinado gru- po de animal (Tabela 3). A este fenômeno generalizado deu-se o nome de “síndromes florais” ou opcionalmente “síndromes de polinização”. Por exemplo, os beija-flores têm o sentido do olfato pouco desenvolvido, mas visão extremamente aguçada e, com seus longos bicos, são especialmente atraídos para flores tubulares, vermelhas, alaranjadas e sem cheiro, que se abrem durante o dia, como em mulungu (Erythrina spp - Fabaceae), várias bromélias (Bromeliaceae) e heliconias (Heliconiaceae) na Mata Atlântica. As flores de morcego, ao contrário, abrem à noite, são muito robustas com forte pedúnculo e corola ampla, perfume muito forte e coloração inconspícua, já que esses animais têm a visão pouco desenvolvida e forrageiam à noite. Muitas flores melitófilas apresentam corola tubular, com simetria bilateral (zigomorfia), plataforma de pouso com guia de néc- tar (Figura 1 - encarte colorido: Capítulo 2) e emissão no espectro do ultravioleta. Algumas vezes, as flores de uma dada síndrome podem passar desapercebidas por polinizadores de outras: por exemplo, o vermelho é inconspícuo sobre o fundo verde da vegetação para as abelhas; o odor acre ou de bolor desestimula borboletas e beija-flores, etc.
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