Ecologia - Mata Atlântica

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Aspectos sobre a ecologia e taxonomia de fungos poliporoides (Basidiomycota) da Mata Atlântica de Santa Catarina, Brasil

Aspectos sobre a ecologia e taxonomia de fungos poliporoides (Basidiomycota) da Mata Atlântica de Santa Catarina, Brasil

Políporos é um dos principais grupos de fungos decompositores de madeira, contudo, o conhecimento sobre sua diversidade ainda é escasso. Em Santa Catarina, a sinopse sobre a diversidade dos macromicetos apresenta 247 espécies de fungos, destas, 143 são poliporoides, principalmente da região insular. Para a continuidade e o avanço do conhecimento sobre a diversidade de fungos poliporoides que ocorrem na Mata Atlântica de Santa Catarina, foram estudados aspectos sobre a ecologia de comunidades fúngicas, particularmente de uma área pouco explorada, bem como um complexo taxonômico que ocorre na região. Primeiramente foi avaliada e caracterizada a comunidade de políporos em uma área de Floresta Ombrófila Densa do Parque Nacional da Serra do Itajaí, em termos de riqueza, abundância e funcionalidade. Entre os 152 espécimes coletados 58 espécies foram identificadas. Polyporus dictyopus, Perenniporia martia e Fuscoporia walhbergii foram as espécies dominantes. Com base nas frequências relativas nos diferentes tipos e substratos foram encontrados cinco grupos funcionais, dos quais dois formados por Phylloporia spathulata (em raízes vivas no solo) e Phylloporia chrysita (em lianas vivas) e os outros três constituídos por espécies saprofíticas, sendo cada grupo caracterizado pela presença de uma das espécies dominantes citadas. Finalmente, Phellinus piptadeniae é apresentada como um complexo taxonômico, em processo de especiação, a partir de evidências ecológicas (hospedeiro e distribuição geográfica) e filogenéticas.
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Mata atlântica: biodiversidade, ameaças e a importância dos estudos de ecologia de paisagens

Mata atlântica: biodiversidade, ameaças e a importância dos estudos de ecologia de paisagens

A Mata Atlântica brasileira está classificada entre os 25 hotspots mundiais de biodiversidade em função da grande diversidade e elevado número de espécies endêmicas, sendo portanto considerada uma das regiões mais importantes do mundo para conservação da biodiversidade. O objetivo deste artigo é realizar uma revisão bibliográfica referente a conservação do bioma Mata Atlântica, bem como discutir a importância dos estudos de ecologia de paisagens neste bioma altamente fragmentado. É apresentado ao longo do texto uma revisão sobre a Teoria de Biogeografia de Ilhas e os fundamentos históricos e teóricos da Ecologia da Paisagens. Diante desse estudo, compreendo que a Ecologia de Paisagens tem papel fundamental para entendermos e consequentemente reduzirmos as alterações antrópicas ocorridas nas paisagens naturais da Mata Atlântica, sendo que os fragmentos que serão mais capazes de manter a biodiversidade são aqueles de maior tamanho e que estão próximos das grandes áreas de floresta remanescentes.
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Ecologia espaço-temporal de populações de Leopardus wiedii (Schinz, 1821) em áreas do sul da Mata Atlântica

Ecologia espaço-temporal de populações de Leopardus wiedii (Schinz, 1821) em áreas do sul da Mata Atlântica

16 entendimento sobre aspectos comportamentais e ecológicos [22]. Neste contexto, o presente estudo pretende estimar a densidade populacional e o padrão de atividade do gato-maracajá em áreas distintas do bioma Mata Atlântica no sul do Brasil e analisar os potenciais efeitos da perturbação humana sobre a ecologia dessa espécie aparentemente tão dependente da floresta. Para tal, foram utilizados modelos espacialmente explícitos de captura-recaptura [21,23] para as análises de densidade populacional e o padrão de atividade foi estimado a partir dos registros horários de ocorrência da espécie, testando a uniformidade de sua atividade nas 24h; além disso, foi calculada a sobreposição temporal entre o gato-maracajá e outras espécies que possam afetar seu padrão de atividade [24].
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Ecologia e biodiversidade de cupins (Insecta, Isoptera) em remanescentes de Mata Atlântica do nordeste brasileiro

Ecologia e biodiversidade de cupins (Insecta, Isoptera) em remanescentes de Mata Atlântica do nordeste brasileiro

As comunidades de cupins de Mata Atlântica do Nordeste Brasileiro foram estudadas em quatro remanescentes localizados ao Norte do Rio São Francisco: Reserva Biológica de Pedra Talhada (RPT), Alagoas; Horto Dois Irmãos (HDI), Pernambuco; Reserva Biológica Guaribas (RBG), Paraíba e Mata do Buraquinho (MAB), Paraíba. Vários aspectos da ecologia e história natural destes insetos foram analisados, entre eles destacam-se: (i) as estruturas taxonômicas e funcionais e a influência da sazonalidade sobre a diversidade e riqueza de espécies na RPT, RBG, HDI e MAB; (ii) a abundância e biomassa das populações na RPT, HDI e MAB; (iii) a participação de três espécies de Nasutitermes na remoção de madeira da necromassa no HDI e MAB; (iv) os efeitos estacionais sobre a abundância e biomassa de cupins do folhiço, madeira, solo e troncos na RBG; e (v) a abundância e distribuição espacial de ninhos conspícuos em duas áreas com diferentes estádios de sucessão da vegetação na RBG. No total, 61 espécies de cupins foram encontradas, sendo a maioria da família Termitidae (78,7%), seguida pelas famílias Kalotermitidae (14,7) e Rhinotermitidae (6,6%). Dez espécies representaram novas ocorrências para a Mata Atlântica. Entre as espécies identificadas, 23 também ocorrem na Floresta Amazônica, evidenciando a similaridade da fauna de cupins desses biomas. As estruturas taxonômicas e funcionais das comunidades coletadas nas estações seca e chuvosa foram bastante similares, sugerindo que os protocolos de levantamento de biodiversidade termítica podem ser aplicados em qualquer período do ano sem alterar drasticamente a estrutura da comunidade. A abundância variou de 4950,9 a 5662,5 cupins/m 2 e a biomassa de 8,05 a 10,64g (peso fresco)/m 2 . Os cupins foram encontrados principalmente no solo, entre 0-20cm de profundidade, e em madeira morta. Duas espécies destacaram-se pela abundância: Embiratermes parvirostris e Nasutitermes corniger. O consumo médio de madeiras em laboratório por Nasutitermes corniger, N. ephratae e N. macrocephalus foi 9,43 mg (peso seco)  g de cupim (peso fresco) -1  dia -1 .
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O consumo de sementes e frutos carnosos por formigas em Mata Atlântica = história natural, ecologia e variação espacial de uma interação proeminente

O consumo de sementes e frutos carnosos por formigas em Mata Atlântica = história natural, ecologia e variação espacial de uma interação proeminente

mais abundantes e as condições ambientais são mais favoráveis. A atividade de forrageamento apresentou variação entre as espécies de formigas, o que poderia ser associada com fatores físicos e disponibilidade de alimentos, mostrando que o comportamento de forrageamento de O. chelifer e P. striata corresponde a variabilidade temporal e espacial da Mata Atlântica. Para testar a hipótese de que o consumo de diásporos não-mirmecocóricos beneficiaria colônias de formigas, no Capítulo III nós testamos o efeito do consumo de sementes de C. canjerana, com arilos ricos em lipídeos, em colônias de O. chelifer sob condições controladas em laboratório. Constatamos que larvas de formigas alimentadas com diásporos de C. canjerana foram em média maiores e se desenvolveram melhor que larvas controle. Em conclusão, os resultados desta tese reforçam a importância da dispersão secundária por formigas para sementes primariamente dispersas por vertebrados. Os dados evidenciam também a importância do estudo da ecologia de forrageamento e da influência do consumo de frutos na sobrevivência e crescimento de colônias de formigas.
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Jatobá - Hymenaea courbaril L.: ecologia, manejo, silvicultura e tecnologia de espécies nativas da Mata Atlântica

Jatobá - Hymenaea courbaril L.: ecologia, manejo, silvicultura e tecnologia de espécies nativas da Mata Atlântica

Mais de cem milhões de brasileiros vivem na área de Mata Atlântica e nela se concentraram os principais pólos de urbanização e o desenvolvimento econômico desde o início de nossa História. Mesmo assim, até muito recentemente, cerca de duas décadas atrás, a maior parte da população não tinha consciência da amplitude da distribuição, da riqueza em biodiversidade, da importância sócio- econômica e do estado de degradação que caracterizava esse conjunto florestal. Os remanescentes de Mata Atlântica estão reduzidos a apenas 7,3% da cobertura original. Tais remanescentes estão dispersos no denominado Domínio da Mata Atlântica (florestas e ecossistemas associados) que se estende por 17 Estados, abrangendo cerca de 15% do território nacional. Mais de 95% desse território é composto por propriedades privadas.
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Ecologia de epífitas vasculares em uma área de Mata Atlântica do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Teresópolis, RJ

Ecologia de epífitas vasculares em uma área de Mata Atlântica do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Teresópolis, RJ

A comunidade epifítica responde diretamente à estrutura da formação florestal onde é encontrada, alterando significativamente seus parâmetros ecológicos, como riqueza, abundância e composição de espécies. Além disso, responde às diferentes variações microclimáticas ocorridas do solo até o dossel do forófito, possuindo uma marcada distribuição, tanto vertical quanto horizontal, dentro das formações florestais. Assim, este estudo tem o objetivo de descrever a ecologia da comunidade epifítica em um trecho de Floresta Ombrófila Densa Montana no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, identificando seu padrão de distribuição horizontal e vertical, além de buscar entender qual a relação entre o tamanho do forófito e a riqueza e abundância de epífitas. Foram demarcadas 60 parcelas de 100 m 2 (0,6 ha), onde todas as árvores com DAP > 10,0 cm foram vistoriadas, registrando a abundância de cada espécie de epífita e tendo seu diâmetro e altura mensurados. Para avaliar o padrão de distribuição horizontal das espécies de epífitas foi utilizado o Índice de Dispersão de Morisita. Para calcular o padrão de distribuição vertical, foi utilizado o Teste de χ 2 para avaliar se há diferença significativa na ocupação das classes do forófito para cada espécie. Para avaliar se a estrutura do forófito influencia nos parâmetros ecológicos das epífitas foi realizada a análise de regressão simples entre os parâmetros morfométricos do forófito e os parâmetros ecológicos da comunidade epifítica. A maioria das espécies apresentou um padrão de distribuição horizontal aleatório, com apenas duas espécies com distribuição agregada. Em termos de distribuição vertical, 38% das espécies não apresentaram um padrão claro de ocupção diferencial entre as classes de altura do forófito. A maior ocorrência foi observada na copa (42%), enquanto no fuste foram observadas 20% das espécies. As características morfométricas do forófito (DAP e altura total) influenciaram os parâmetros ecológicos (riqueza e abundância) da comunidade epifítica. Somente o volume da copa não teve relação significativa com a riqueza e abundância de espécies epifíticas.
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Ecologia de repouso do marsupial semi-aquático Chironectes minimus em rios de mata atlântica no Sudeste do Brasil

Ecologia de repouso do marsupial semi-aquático Chironectes minimus em rios de mata atlântica no Sudeste do Brasil

Os resultados encontrados sugerem que, na área de estudo, a modificação da paisagem, através da remoção de áreas de floresta preservada, parecem influenciar a selecção e uso de abrigos pela cuíca d’água. Este resultado adquire especial relevância no contexto da Mata Atlântica, dada a contínua redução que este bioma tem vindo a sofrer. Tendo em conta os requisitos de habitat da cuíca d’água para o estabelecimento dos seus abrigos, e as actuais ameaças aos ecossistemas de Mata Atlântica (Myers et al. 2000), então esta poderá ser uma espécie vulnerável nestes ecossistemas. Este estatuto para a cuíca d’água foi já anteriormente referido por Galliez et al. (2009), dados os grandes requisitos espaciais encontrados para a espécie, os quais também não são compatíveis com a elevada fragmentação que se faz sentir na Mata Atlântica.
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Ecologia da população de Pachystroma longifolium (Ness). I.M. Johnst. em área fragmentada de um remanescente de mata atlântica

Ecologia da população de Pachystroma longifolium (Ness). I.M. Johnst. em área fragmentada de um remanescente de mata atlântica

Assim, alterações nas relações alométricas entre diâmetro do caule e a altura das plantas ao longo da ontogenia, observadas também por Niklas (1995) e Sterk & Bongers (1998), indicam[r]

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Peroba-de-campos - Paratecoma Peroba: ecologia, manejo, silvicultura e tecnologia de espécies nativas da Mata Atlântica

Peroba-de-campos - Paratecoma Peroba: ecologia, manejo, silvicultura e tecnologia de espécies nativas da Mata Atlântica

A experimentação com Paratecoma peroba em Acesita (Alair Freitas - comunicação pessoal, 1977) monitorada por Kageyama e Castro, (1989) mostra que esta espécie apresenta um tronco longo e livre de galhos quando em plantio consorciado com uma espécie de mais rápido crescimento (Eucalyptuspaniculata), ao contrário do plantio puro da espécie que mostra um tronco curto e muito engalhado. Deve-se esclarecer que na mata a peroba tem um tronco semelhante ao do primeiro caso (consorciado). Dessa forma, pode-se perceber que o efeito do aumento da luminosidade no crescimento e na forma do tronco das árvores pode ser uma indicação para a separação de grupos de espécies com comportamento similar, o que deve orientar a pesquisa visando a mistura de espécies em plantações, dando a cada uma as condições adequadas para o seu pleno desenvolvimento (Tabela 1).
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Ecologia de morcegos do Parque Estadual Carlos Botelho: estrutura da comunidade e interações com plantas em área de Mata Atlântica

Ecologia de morcegos do Parque Estadual Carlos Botelho: estrutura da comunidade e interações com plantas em área de Mata Atlântica

Apesar da histórica exploração e fragmentação de sua área nativa, a Mata Atlântica abriga ainda uma significativa diversidade de espécies animais. Em vista de sua importância para a manutenção da fauna, conhecer a diversidade de espécies e como estas interagem entre si e com o ambiente físico em áreas estratégicas da Mata Atlântica, é fundamental para medidas eficazes de manejo e conservação das espécies. Desta forma, este estudo teve como objetivo analisar a comunidade de morcegos no Parque Estadual Carlos Botelho (PECB), uma unidade de conservação com alto grau de preservação da Mata Atlântica e que ainda não possui nenhum estudo ecológico com este grupo. Para isso, avaliamos dois aspectos: (1) qual a influência da altitude local na abundância, riqueza e diversidade de espécies de morcegos no PECB e; (2) como é estruturada a rede de interações entre morcegos e plantas (flores e frutos) no Parque. Apesar de variar consideravelmente em abundância e composição das espécies, a riqueza e diversidade alfa de morcegos parece não sofrer influência da variação de altitude encontrada na área do PECB (1000 m). Medidas de diversidade beta indicam que a variação encontrada na composição de morcegos entre os pontos de menor e maior altitude, é impulsionada mais pela substituição de espécies entre as áreas (spatial turnover), do que pela desagregação ordenada de assembléias de um mesmo pool de espécies (nestedness). Através da análise de uma rede multicamada de interações entre morcegos e plantas no PECB, foi possível verificar um padrão aninhado (NODF = 0,62, p < 0.0001) e pouca sobreposição nas interações entre morcegos e flores e morcegos e frutos. Os resultados mostraram ainda, que os morcegos A. geoffroyii, C. perspicillata e A. caudifer são centrais, atuando como espécies-chave para a manutenção da estrutura da rede de interações. Além de preencher uma lacuna importante para o PECB, avaliando a diversidade de morcegos em uma área sem estudos com esse grupo até o presente momento, os resultados apresentados aqui reforçam a importância de se analisar a diversidade de espécies em escalas espaciais. Além disso, auxiliam para um melhor entendimento das interações entre morcegos e plantas na Mata Atlântica, e quais espécies são centrais para a manutenção dessas interações. Sugerimos que estratégias locais de conservação mais eficazes precisam ir além de dados locais de diversidade, mas sim, considerar também variações espaciais e as interações entre as diferentes espécies que compõem os sistemas naturais.
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Vista do Base Territorial da Mata Atlântica. Etno-ecologia da Argila Branca na Tribo Tupiguarani (Séculos XIV e XV)

Vista do Base Territorial da Mata Atlântica. Etno-ecologia da Argila Branca na Tribo Tupiguarani (Séculos XIV e XV)

As conexões etinoecológicas Homem-Mineral, Homem-Homem e Homem-sobre- natural demonstraram o quanto do ecossistema local está contido na cultura da tribo, principalmente com o impressionante uso da Argila Branca para a confecção de cerâmica. Esse comportamento social dos Tupiguaranis sob a referência das funções ambien- tais de um Vale na Mata Atlântica do Sudeste brasileiro, bem como o uso Cultural do serviço ambiental desse ecossistema fortalecem a tese de que há metodologias de uso dos recursos naturais de forma sustentável, ou pelo menos saudável, pois o que se registrou nesse presente estudo foi a exploração, a relação, a criação e a otimização dos laços de pertencimento cognitivo do Homem com o seu ambiente de ocupação.
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Levantamento e ecologia de espécies de Fanniidae (Diptera) dos biomas Caatinga e Mata Atlântica : Survey and ecology of Fanniidae (Diptera) of biomes Caatinga and Mata Atlântica

Levantamento e ecologia de espécies de Fanniidae (Diptera) dos biomas Caatinga e Mata Atlântica : Survey and ecology of Fanniidae (Diptera) of biomes Caatinga and Mata Atlântica

A partir do que foi observado neste estudo, a abundância e a diversidade de fanídeos parecem estar mais diretamente relacionadas à umidade do que à precipitação ou temperatura. Nesse sentido, o bioma Mata Atlântica contemplaria condições mais favoráveis para o estabelecimento de Fanniidae do que o bioma Caatinga, uma vez que a atual fisionomia da vegetação (mais densa) do primeiro possui a importante função de absorver parte da energia solar que incide sobre a superfície terrestre, provocando a diminuição das temperaturas e aumento da umidade relativa do ar localmente. Isso explicaria, em parte, porque a maioria das espécies de Fanniidae na região Neotropical, como reportado por Carvalho e colaboradores (2003), é encontrada em florestas. Monteiro et al. (2014), em um estudo conduzido na Bahia, mostram que a abundância de Fanniidae aumenta expressivamente logo após períodos de alta precipitação (˃ 100 mm).
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Ecologia da paisagem de Mata Atlântica na Bacia do Rio Doce, Estado de Minas Gerais

Ecologia da paisagem de Mata Atlântica na Bacia do Rio Doce, Estado de Minas Gerais

No manejo de fragmentos florestais é fundamental o conhecimento da ecologia das espécies, principalmente daquelas que foram objeto de colheitas e se encontram com populações pequenas ou ameaçadas de extinção (REIS et al., 1992). Esta medida é básica quando se pretende realizar um manejo sustentável, envolvendo usos econômicos dos solos em consonância com a conservação da biodiversidade. Como existe grande interação entre populações vegetais e animais em ecossistemas florestais tropicais, o monitoramento de determinadas populações vegetais e animais possibilita a contínua avaliação de partes da comunidade (REIS et al., 1992). Segundo os autores, as espécies escolhidas para acompanhamento da dinâmica de suas populações devem caracterizar as intricadas relações plantas/animais, envolvendo principalmente os processos de polinização e dispersão de sementes, uma vez que eles influenciarão diretamente o fluxo gênico das populações.
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O estado da arte da ecologia da restauração e sua relação com a restauração de ecossistemas florestais no bioma Mata Atlântica

O estado da arte da ecologia da restauração e sua relação com a restauração de ecossistemas florestais no bioma Mata Atlântica

Para isso, foi realizada (i) uma investigação teórico-conceitual, análise documental e cronológica com foco na restauração ecológica e na restauração florestal no Brasil, (ii) uma anál[r]

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Ecologia e comportamento de jaguatirica, Leopardus pardalis, no limite sul da Mata Atlântica

Ecologia e comportamento de jaguatirica, Leopardus pardalis, no limite sul da Mata Atlântica

Existe apenas um estudo de densidade populacional de L. pardalis no RS, realizado no Parque Estadual do Turvo, extremo nororeste do Estado, estimando entre 14 e 26 indivíduos/100km² (Kasper et al., 2015). Há, contudo, diversos estudos de densidade populacional de L. pardalis em outras regiões da Mata Atlântica que variam entre 4,7 e 23 indivíduos/100km² (Di Bitetti et al, 2008; Paschoal, 2008). No entanto, muitos desses baseiam-se em modelos tradicionais de captura e recaptura (CR). Esse método tem sido alvo de várias críticas visto que um mesmo conjunto de dados pode gerar estimativas muito variadas, influenciadas pelo tamanho da área efetivamente amostrada (buffer -área externa ao mínimo polígono convexo das armadilhas); por exemplo, Paschoal (2008) estimou uma densidade de 21 indivíduos/100km² utilizando como buffer a média da distância máxima percorrida pelos indivíduos, denominada MMDM (Mean Maximum Distance Moved) e 52 indivíduos/100km² utilizando um buffer que corresponderia a metade desse valor (½ MMDM). Ainda que estimativas que utilizam o valor integral de MMDM como buffer sejam consideradas como mais realistas que ½ MMDM (Soisalo & Cavalcanti, 2006). O método CR possui pouca justificativa teórica (Royle & Gardner, 2011) . Para tanto, Foster and Harmsen (2012), sugerem estimar densidades populacionais baseando-se em modelos de Captura e Recaptura Espacial (SCR), onde as estimativas de densidade populacional são baseadas no histórico de capturas e recapturas somado às informações espaciais. Esses modelos, são modelos hierárquicos que pressupõem que os indivíduos se distribuem uniformemente em determinada área e que cada indivíduo possui um centro de atividade, assumindo a probabilidade de um indíviduo ser capturado baseado no posicionamento espacial do detector e a distância do centro de atividade do animal. Podem ser incorporadas ao modelo outras covariáveis relacionadas tanto com a probabilidade de detecção dos animais, quanto relacionadas ao detector (por exemplo, temperatura, humidade, altitude, etc) (Royle & Gardner, 2011).
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Ecologia alimentar de Cerdocyon thous (Carnivora: Canidae) em remanescentes de Mata Atlântica

Ecologia alimentar de Cerdocyon thous (Carnivora: Canidae) em remanescentes de Mata Atlântica

Modelos experimentais para avaliar a preferência alimentar de um animal diante de uma oportunidade de escolha são bastante utilizados no campo da ecologia alimentar. Estas abordagens fornecem uma oportunidade de compreender as motivações que induzem as escolhas de um animal sobre o que consumir e em qual quantidade (RAFFA et al., 2002). Entretanto, poucos estudos neste sentido têm sido implementados para compreender o comportamento alimentar de mamíferos carnívoros (DAMGAARD, 1998; HEWSON- HUGHES et al., 2016). Um dos métodos aplicados para avaliar a preferência alimentar de um animal consiste nos experimentos de múltipla-escolha, também conhecidos como testes de “cafeteria”. Estes ensaios experimentais consistem na oferta de dois ou mais recursos alimentares de forma simultânea e segregada (MEIER et al., 2012). Particularmente, o termo “cafeteria” refere-se a uma situação em que o indivíduo possui a oportunidade de escolha entre diferentes alternativas, de forma semelhante a uma cafeteria real, onde existe a opção de escolha entre diferentes tipos de alimentos (MEIER et al., 2012).
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Ecologia trófica de pequenos mamíferos não voadores em uma área contínua de Mata Atlântica

Ecologia trófica de pequenos mamíferos não voadores em uma área contínua de Mata Atlântica

Aos amigos do Laboratório de Biologia da Conservação - LaBiC (Gabriela Schmaedecke, José Moreira Ramirez, Luana Hortenci, Valesca Ziparro, Maria Luisa Jorge, Cibele Biondo, Laurence Culot, Alexandra Sanches, Marina Cortez, Calebe Mendes, Fábio Labecca, Mariana Sayuri, Paola Tokumoto, Rafael Souza, Alex Hettena, Abraão, Emilie Bovy, Rubiane Brandolin, Marion Boutefeu), do Laboratório de Herpetologia (Eli Garcia, Marina Walker, Fábio Perin e Danilo Barêa) e do Laboratório de Ecologia Espacial e Conservação – LEEC (Renata Muylaert, Bruno Defane, Carolina Carvalho, Raiza Irina, Milene Eigenheer, Pavel Dodonov, Julia Assis, John, Rodrigo, Natália Stefanini) que estiveram presentes nos momentos de alegria e tristeza, em cada batalha estatística, nos fins de noite regados a pães de queijo e esfiha e finais de semana regados a café preto, chá mate, picolés e chocolate, porque energia é sempre bem vinda.
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História natural e ecologia de duas taxocenoses de serpentes na Mata Atlântica

História natural e ecologia de duas taxocenoses de serpentes na Mata Atlântica

As informações indicam que a dieta é composta por anuros, principalmente do gênero Bufo (SAZIMA & HADDAD, 1992; JORDAO, 1996; MARQUES & SAZIMA, 2004; Tabela 4). No entanto, no tubo digestivo de indivíduos examinados do Núcleo Santa Virgínia foram encontrados anuros de três famílias (Bufonidae, Hylidae e Leptodactylidae) e um lagarto (Enyalius sp.; Tabela 4), todos ingeridos pela cabeça (N = 7). MARQUES & SAZIMA (2004) encontraram como item alimentar de X. neuwiedii, além de bufonídeos, um leptodactilídeo e um hilídeo. Indivíduos foram observados enquanto deslocavam-se lentamente pelo chão da mata, esquadrinhando o ambiente (N = 3). Um indivíduo foi observado na borda de um charco dentro da mata, deslocando-se entre tufos de vegetação e outro acabando de ingerir um anuro (Proceratophrys sp.), na beira de trilha de mata, em dia chuvoso. Dois indivíduos foram observados deslocando-se na borda da mata em dia chuvoso. Xenodon neuwiedii forrageia ativamente no chão da mata e arredores, investigando o substrato. Estas informações indicam que esta
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Ecologia alimentar de aves insetívoras de um fragmento de mata decídua do extremo norte da Mata Atlântica

Ecologia alimentar de aves insetívoras de um fragmento de mata decídua do extremo norte da Mata Atlântica

Estudos com abundância de invertebrados nas regiões tropicais apresentam variações sazonais com aumento na abundância durante o período chuvoso e declínio durante o período seco (Wolda 1978; Wolda e Fisk 1981; Develey e Peres 2001). De acordo com Orians (1980), este aumento está relacionado com as atividades reprodutivas dos invertebrados, resultando num aumento das populações neste período. Durante o período seco a diminuição das populações de invertebrados por ser explicada pela escassez de alimentos e pela dificuldade de repor as suas necessidades hídricas (Janzen e Schoener 1968). A Mata do Olho D’água é marcada por período chuvoso longo e um período seco curto e marcante. Esta característica contribuiu para que ocorresse pico na abundância de invertebrados durante o período chuvoso.
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