Educação de jovens e adultos - Distrito Federal (Brasil)

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A RETENÇÃO DE ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL

A RETENÇÃO DE ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL

Segundo o último Censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o numero de brasileiros analfabetos é de 14.612.083 pessoas, acima dos 10 anos de idade. É um número muito elevado para os padrões econômicos que o Brasil tem hoje. No Distrito Federal, o número de pessoa que são consideradas analfabetas é de 71.053 analfabetos, acima dos 10 anos de idade, segundo o IBGE. Para compensar esse problema social, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal oferece, cursos de alfabetização como o “DF Alfabetizado” e o Primeiro Segmento do curso de Educação de Jovens e Adultos. Esta pesquisa foi realizada em duas classes escolares uma do 1º semestre e outra do 2º semestre ambas do Primeiro Segmento da Educação de Jovens e Adultos e o objetivo da pesquisa é estudar os fatores que contribuem para a retenção dos alunos naqueles semestres letivos. Analisar os dados escolares dos resultados de promoções e retenções dos anos de 2008, 2009 e 2010 dos anos letivos equivalentes do Ensino Fundamental aos semestres letivos da Educação de Jovens e Adultos e compará-los. E contextualizar o ambiente escolar da alfabetização de jovens, adultos e idosos com algumas das de redes de relações sociais que esses alunos participam.
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Autoavaliação na educação de jovens e adultos em uma escola pública do Paranoá-Distrito Federal : diferentes concepções que se entrecruzam

Autoavaliação na educação de jovens e adultos em uma escola pública do Paranoá-Distrito Federal : diferentes concepções que se entrecruzam

Na década de 1980, com o fim do MOBRAL e a recusa da FEDF 14 (Fundação Educacional do Distrito Federal) em montar turmas de alfabetização no Paranoá, o pároco da Igreja São Geraldo, Padre José Gálea, que incentivou e motivou política e religiosamente os jovens de sua congregação, construiu três salas ao lado da igreja e deu suporte à primeira turma de alfabetização para jovens e adultos/as trabalhadores/as que haviam buscado auxílio da Associação que os representava. Ao saberem da experiência comunitária de alfabetização de jovens e adultos no Gama, que era coordenada pela professora Marialice Pitaguary, da Faculdade de Educação da UnB, os jovens que compunham a Comissão de Educação do Paranoá foram ao encontro da professora Marialice. Num segundo momento, ela foi conhecer a realidade da cidade e, só então, decidiu assumir o trabalho de alfabetização, dando início a uma parceria entre o movimento popular e a UnB, de grande relevância histórica para os moradores do Paranoá. Assim, no segundo semestre de 1986, iniciou-se o Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos, com a parceria da UnB. Um projeto que, além de ensinar a ler e a escrever, possibilitava a discussão e o encaminhamento dos problemas da comunidade (REIS, 2011).
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Alfabetização e participação social de jovens e adultos no Distrito Federal

Alfabetização e participação social de jovens e adultos no Distrito Federal

No entender de Lobo Neto (1990), o processo de alfabetização não é uma simples introdução do domínio de uma técnica. É um processo cultural e necessariamente consciente, que não se esgota em uma eficiente habilidade, e que só acontece quando efetiva e eficazmente contribui na aquisição, pelo sujeito, de mais uma e fundamental forma de domínio da realidade. Ou seja, a alfabetização não é apenas um tema pedagógico, como não é um fenômeno puramente educacional, mas envolve questões mais complexas de ordem socioeconômica e política. O autor entende ainda que, no Brasil, hoje, falar de educação e alfabetização como primeiro mecanismo perversamente acionado para confirmar a discriminação de uma enorme parcela da população brasileira. Portanto, educação e alfabetização são indissociáveis da prática social, dos processos cultural, político e econômico, além de ser, também, uma questão pedagógica.
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Presença e pegadas de Paulo Freire no Distrito Federal: uma primeira aproximação

Presença e pegadas de Paulo Freire no Distrito Federal: uma primeira aproximação

Outro projeto de inspiração freireana desenvolve-se desde 2007 na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, com base no Decreto nº 5.840, de 13 de julho de 2006, e no Edital nº 3/2006 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica – Setec, do Ministério da Educação. Coordenado no Distrito Federal pela FE/UnB, o Subprojeto 3, Proeja-Transiarte, é executado em parceria com a Secretaria de Educação e de Ciência e Tecnologia do DF. Segundo Teles (2006), este projeto se propõe a trabalhar com jovens e adultos, despertando-lhes a identidade cultural por meio da produção artística virtual em forma de avatares, animações, imersão na realidade virtual, que “reflitam”, enquanto reconfigurações virtuais, a arte não virtual. Parte do conceito de “arte de transição” no sentido de que a arte virtual não é vista de maneira dicotômica em relação à arte presencial, mas harmoniosa,
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EXPANSÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA DE ENSINO SUPERIOR FEDERAL: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

EXPANSÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA DE ENSINO SUPERIOR FEDERAL: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

A UFJF, segunda universidade federal do interior do país a ser criada, atrás apenas da de Santa Maria (RS), foi criada por meio da Lei nº. 3.858, de 23 de dezembro de 1960, produto de ação desenvolvimentista do então presidente, Juscelino Kubitschek, está localizada no bairro Martelos, Juiz de Fora/MG. Encontra- se estabelecida em local articulado, entre três importantes capitais brasileiras, quais sejam: Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP. Seu campus sede localiza-se em Juiz de Fora/MG que, com 516.247 habitantes (Censo de 2010) 14 , é uma das metrópoles mais populosas do Estado de Minas Gerais e um centro de referência na Zona da Mata Mineira. A instituição contribui para que Juiz de Fora/MG se constitua em autêntico polo educacional que desperta estudantes das cidades da adjacência bem como de outros estados brasileiros. Dos alunos aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSu), mais de 50% são procedentes de outras cidades (UFJF, 2015b).
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O PRONERA E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA: AS VOZES QUE ECOAM DA SALA DE AULA

O PRONERA E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO ACAMPAMENTO ELIZABETH TEIXEIRA: AS VOZES QUE ECOAM DA SALA DE AULA

As escolas multisseriadas são espaços marcados predominantemente pela heterogeneidade, ao reunir grupos com diferenças de série, de sexo, de idade, de interesses, de domínio de conhecimentos, de níveis de aproveitamento, etc. Essa heterogeneidade inerente ao processo educativo da multissérie, articulada a particularidades identitárias relacionadas a fatores geográficos, ambientais, produtivos, culturais, etc., são elementos imprescindíveis na composição das políticas e práticas educativas a serem elaboradas para a Região Norte e para o País. Essa prerrogativa referencia nossa intencionalidade de pensar a educação do lugar dos sujeitos do campo, o que significa que, se temos por pretensão elaborar políticas e práticas educativas includentes para as escolas do campo, é fundamental reconhecer e legitimar as diferenças existentes entre os sujeitos, entre os ecossistemas e entre os processos culturais, produtivos e ambientais cultivados pelos seres humanos nos diversos espaços sociais em que se inserem. Não obstante, não podemos desconsiderar a visão dos sujeitos envolvidos com a multissérie, que consideram toda essa heterogeneidade mencionada como um fator que dificulta o trabalho pedagógico, fundamentalmente porque se tem generalizado na sociedade que as "classes homogêneas" são o parâmetro de melhor aproveitamento escolar e, consequentemente, de educação de qualidade. Contudo, os fundamentos teóricos que orientaram a realização da pesquisa apontaram justamente o contrário, indicando ser a heterogeneidade um elemento potencializador da aprendizagem e que poderia ser mais bem aproveitado na experiência educativa que se efetiva na multissérie, carecendo, no entanto, de muitos estudos e investigações sobre a organização do trabalho pedagógico, sobre o planejamento e a construção do currículo e de metodologias adequadas às peculiaridades de vida e de trabalho das populações do campo, o que de forma nenhuma significa a perpetuação da experiência precarizada de educação que se efetiva nas escolas multisseriadas tal qual identificamos nesse estudo. (HAGE, 2006, p. 311)
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICA SOCIAL MARLÚCIA FERREIRA DO CARMO

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICA SOCIAL MARLÚCIA FERREIRA DO CARMO

, mesmo, que eles são violados a todo instante. Se o jovem diz, por exemplo, eu já citei esse exemplo, ―eu tô com dor, dor na barriga, dor na cabeça‖, ele não é encaminhado pra saúde, ele é encaminhado pra saúde se ele passar mal. Assim, e a gente teve até o jovem que passou mal recentemente na escola, e ficou na Gerência de Segurança, dizia que era responsabilidade da saúde ir até a escola atender o jovem, e a saúde dizia que era responsabilidade da Gerência de Segurança fazer os primeiros socorros, e levar até a saúde. Nessa guerra entre os dois, o jovem faleceu recentemente, né. Nesse último caso aqui, então eles têm até o direito à vida negligenciado. Nesse caso, o direito ao atendimento técnico também é negado, não só na falta da equipe mínima do módulo, mas também nas dificuldades de acesso ao jovem no módulo, então a gente tem dificuldade, por exemplo, se eu passo dentro do espaço do pátio, eu não posso. É solicitado que eu desvie pelo outro lado, pra ir pra sala de atendimento, porque eles dizem que causa tumulto, porque os jovens ficam chamando a equipe, né, eles têm direito de verbalizar, né, nem de se expressar nem de chamar aquela equipe técnica que os atende eles não podem, porque os agentes se sentem incomodados, Mas a gente entende que são estratégias de barrar o trabalho, mesmo, né, de impedir. Então os jovens, eles são violados nesses aspectos do Sinase, todos, né. Eu desconheço algum que seja atendido integralmente (ES 2).
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MARIELE ANGÉLICA DE SOUZA FREITAS

MARIELE ANGÉLICA DE SOUZA FREITAS

Os autores supracitados complementam que a ação educativa voltada para jovens e adultos não é nova, já que, desde o período colônia, esse tipo de educação realizavam- se por meio dos missionários que ensinavam os ofícios úteis para o funcionamento da economia colonial e, também, para a doutrinação religiosa por meio do ensino religioso; a educação propriamente dita era inexistente (ROMANELLI, 1989) Posteriormente ao período destacado, houve a iniciativa dos missionários em promover uma instituição escolar, na área das Humanidades, para os filhos dos colonizadores. A educação dada por esses missionários transformou-se em uma educação de classe, distinguindo, desse modo, a aristocracia rural brasileira das camadas mais baixas da população; perpassando pelos períodos colonial, imperial e republicano sem sofrer em suas bases qualquer tipo de mudança econômica e social, obrigando, apenas, posteriormente, a ampliação da oferta escolar. (ROMANELLI, 1989).
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4 REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

4 REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

Este estudo versa sobre a temática da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Integrada à Educação Profissional desenvolvida no campo. Considera o pressuposto de que a educação de adultos, bem como, a Educação Profissional, ao longo da história, experimentou mudanças de cunho político- filosófico, passando por um processo de re-conceitualização, afastando-se do caráter de suplência para reafirmar-se como um direito e como uma modalidade da educação básica. Assim, elegemos como protagonistas deste estudo os sujeitos da EJA e, para tanto, nos aproximamos da base epistemológica construída por Freire e por Gramsci, pois compreendemos que o trabalho faz parte do movimento da vida e que, neste sentido, os processos formativos que constituem a relação entre a educação básica e a educação profissional não se fazem de forma abstrata e/ou fragmentada, mas considera a materialidade da vida e, portanto, o saber e a cultura do sujeito. Elegemos como objeto de estudo o Programa Nacional de Integração Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), desenvolvido no Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), no período de 2009-2012. O problema central visa investigar: qual(is) concepção(ões) de práticas educativas moveram o desenvolvimento do Curso Técnico Agropecuário do PROEJA/IFPA-Castanhal (2009-2012)? Quanto ao objetivo central buscamos: Analisar, considerando a visão dos diferentes sujeitos envolvidos no processo educativo, as práticas educativas que moveram o desenvolvimento do Curso Técnico Agropecuário do PROEJA/IFPA-Castanhal (2009-2012). O estudo foi desenvolvido considerando a perspectiva da pesquisa qualitativa e, para coletarmos as informações, realizamos entrevistas narrativas com a coordenação pedagógica, educadores - considerando as diferentes áreas do conhecimento - e educandos
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AS DIFICULDADES DE INTERPRETAÇÃO DE ENUNCIADOS POR ALUNOS DA EJA: REFLEXÃO E DESAFIOS PARA O PROFESSOR

AS DIFICULDADES DE INTERPRETAÇÃO DE ENUNCIADOS POR ALUNOS DA EJA: REFLEXÃO E DESAFIOS PARA O PROFESSOR

A realidade que encontramos no atual cenário educacional é que, não obstante a Educação de Jovens e Adultos obteve avanços ao longo de sua história e apesar de ter conquistado garantias instituídas por lei, o seu cumprimento não ocorre efetivamente, pois, as instituições não têm oferecido um ambiente propício para a aprendizagem e permanência desses alunos, os recursos didáticos utilizados na aula são escassos, não há materiais específicos para esse público e os conteúdos trabalhados não são contextualizados com a realidade dos alunos. Com isso, as dificuldades encontradas são muitas –não só com relação à leitura e interpretação de dados e enunciados, mas em todo o processo de ensino e aprendizagem – e acabam por provocar um alto índice de evasão, e o desenvolvimento desses sujeitos fica aquém das suas expectativas e da proposta da EJA.
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UM RECURSO À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

UM RECURSO À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Este capítulo traz uma experiência metodológica com a produção de texto nas classes da EJA. O trabalho, em forma de oficina, visa acentuar o caráter pragmático da educação, oferecida nessa modalidade de ensino. Fundamentado no dialogismo bakhtiniano, apresenta a intertextualidade como recurso à produção de textos. Parte da discussão de temas emergentes, tratados de forma transversal ao currículo, que permitem identificar a intertextualidade nas diferentes formas em que ela se apresenta. As atividades centradas na produção de texto contemplam, além do repertório verbal, o repertório não-verbal, explorando a leitura da imagem e a escuta musical. O trabalho nas diferentes linguagens, além de ampliar as possibilidades comunicativas, incentiva a leitura, a reflexão e a dimensão crítica na formação de jovens e adultos.
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INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Esta condenação de que fala Buarque, parece ser ainda bastante visível no Brasil, apesar do processo de industrialização e urbanização pelo qual passou, desde a segunda metade dos anos 1990. Se por um lado a industrialização garantiu uma mudança radical nos modos de produção e definiu uma nova organização social e do mundo do trabalho, possibilitando ao país o ingresso em um concerto de nações de outro nível econômico, por outro fez-se à custa de processos de produção em que os homens trabalhadores e integrantes desses processos de desenvolvimento não viveram, nem como sujeitos, nem como trabalhadores, o próprio desenvolvimento, integrando os processos à margem deles, se isto é possível de ser pensado, sem acompanhar nem usufruir das aceleradas transformações a eles submetidas, para continuar a produzir lucro e competitividade. As mudanças não foram somente provocadas pela industrialização, mas também pela “reforma agrária” às avessas, que ocorreu quase no mesmo período. As exigências dessa “reforma agrária” incluíram projetos de educação tipicamente alternativos aos “modelos” urbanos, em disputa não apenas ao direito à educação, enunciado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), como também a um tipo de educação chamada “do campo”, defensora e propagadora de valores da terra, de um ambiente sustentável e de um outro projeto de sociedade.
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Educação de Jovens e Adultos e representações sociais: um estudo psicossocial entre estudantes da EJA

Educação de Jovens e Adultos e representações sociais: um estudo psicossocial entre estudantes da EJA

Para o autor supracitado, a década de 1930 é marcada pela implantação da produção industrial no país. Houve mudanças substanciais nas dimensões sociais e políticas, como: mudança dos latifúndios agrícolas para burguesia industrial, a constituição da classe operária composta por trabalhadores urbanos e rurais, e a crescente intervenção do Estado. No âmbito da educação, as Constituições de 1934 e de 1937 marcam o direcionamento do sistema educacional para a profissionalização da mão de obra e o controle ideológico. Nas décadas subsequentes, as políticas educacionais direcionaram-se para atender às demandas industriais, o que culminou na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e na implantação dos sistemas “S” (Senai e Senac); apesar disso, metade da população ainda não tinha acesso à educação e o ensino público era eletivo.
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Significações sobre causas e prevenção das doenças em jovens adultos, adultos de meia-idade e idosos.

Significações sobre causas e prevenção das doenças em jovens adultos, adultos de meia-idade e idosos.

informadas฀sobre฀o฀que฀devem฀fazer฀para฀evitar฀as฀doenças;฀ (3)฀ adesão฀ e฀ submissão฀ às฀ recomendações฀ e฀ prescrições฀ médicas.฀Aderir฀às฀prescrições฀e฀recomendações฀médicas฀é฀ uma฀condição฀para฀a฀prevenção;฀(4)฀sorte฀ou฀azar.฀A฀doença฀ depende฀da฀sorte฀ou฀do฀azar฀apesar฀dos฀cuidados฀pessoais;฀(5)฀ condições฀ambientais฀favoráveis.฀O฀ambiente฀físico฀em฀que฀ a฀pessoa฀vive฀é฀importante฀para฀a฀prevenção;฀(6)฀educação฀ para฀a฀saúde.฀A฀pessoa฀deve฀ser฀educada฀a฀ter฀uma฀vida฀mais฀ saudável;฀(7)฀estilo฀de฀vida฀saudável฀pode฀permitir฀excessos฀ pontuais.฀ Um฀ estilo฀ de฀ vida฀ saudável฀ não฀ é฀ incompatível฀ com฀a฀adesão฀pontual฀a฀alguns฀excessos;฀(8)฀evitar฀excessos฀ psicológicos/emocionais.฀Certos฀estados฀emocionais฀levam฀ à฀doença,฀o฀que฀implica฀que฀os฀seus฀excessos฀deverão฀ser฀ evitados;฀ (9)฀ impossibilidade฀ de฀ prevenção฀ de฀ algumas฀ doenças.฀Há฀doenças฀que,฀pelas฀suas฀características,฀não฀é฀ possível฀serem฀prevenidas฀(e.g.,฀provocadas฀por฀vírus,฀fatores฀ hereditários,฀propensão฀do฀organismo,฀acidentes฀etc.,);฀(10)฀ equilíbrio฀ou฀harmonia฀pessoa-ambiente.฀Faz-se฀o฀apelo฀a฀ uma฀ harmonia฀ entre฀ a฀ pessoa฀ e฀ o฀ seu฀ ambiente฀ para฀ uma฀ melhor฀saúde;฀(11)฀sistema฀de฀saúde฀deiciente.฀O฀sistema฀ de฀saúde฀não฀consegue฀responder฀com฀eiciência฀às฀solici- tações฀dos฀utentes;฀(12)฀prevenção฀depende฀das฀atitudes฀e฀ comportamentos฀pessoais.฀Esta฀categoria฀é฀semelhante฀à฀falta฀ de฀cuidados฀pessoais,฀contudo,฀há฀uma฀ênfase฀muito฀clara฀ na฀atitude฀pessoal,฀ou฀seja,฀os฀comportamentos฀preventivos฀ estão฀na฀nossa฀mão,฀dependem฀de฀nós;฀(13)฀equilíbrio฀psi- coisiológico.฀A฀pessoa฀apela฀a฀uma฀equilíbrio฀entre฀o฀corpo฀ e฀ a฀ mente฀ para฀ prevenir฀ a฀ doença;฀ (14)฀ controlo฀ médico.฀ Fazer฀regularmente฀uma฀visita฀ao฀médico฀para฀a฀realização฀ de฀um฀check-up;฀(15)฀equilíbrio฀pessoa-meio฀social.฀A฀saúde฀ depende฀de฀um฀equilíbrio฀da฀pessoa฀com฀o฀seu฀meio฀social;฀ (16)฀autonomia฀face฀ao฀médico.฀Os฀conhecimentos฀e฀pres- crições฀médicas฀são฀colocadas฀em฀questão,฀pois฀podem฀não฀ estar฀correctas;฀(17)฀relação฀colaborativa฀com฀o฀médico.฀A฀ pessoa฀deve฀colaborar฀(i.e.,฀sem฀submissão)฀com฀o฀médico฀ e฀seguir฀as฀suas฀recomendações.
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<b>Resolução de problemas matemáticos de alunos da Educação de  Jovens e Adultos</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v29i1.138

<b>Resolução de problemas matemáticos de alunos da Educação de Jovens e Adultos</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v29i1.138

RESUMO. Resultados do INAF (2004) indicam que apenas 23% da população jovem e adulta brasileira é capaz de adotar e controlar uma estratégia de resolução de um problema que envolva a execução de uma série de operações. Este trabalho tem por objetivo investigar as causas das dificuldades que a maioria dos adultos – que freqüentam a escola no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola pública do Estado do Paraná - enfrenta no momento da utilização dos conhecimentos matemáticos para a resolução de problemas. Verifica-se a possível relação dessas dificuldades ao desconhecimento dos conceitos e algoritmos matemáticos ou se, antes disso, elas têm sua origem na incompreensão da própria língua materna empregada nas situações problemas. Pôde-se constatar, até o momento, que as possíveis causas são: essa modalidade de ensino nunca recebeu a atenção e os cuidados merecidos pelas autoridades competentes. O sistema de avaliação e promoção, assim como as baixas idades permitidas pela LDB 9394/96 para acesso ao programa, têm sinalizado para a identificação cada vez maior entre o ensino supletivo e os mecanismos de aceleração do ensino regular e de comprovação de escolaridade e não há preocupação com a apropriação/ construção de conhecimento.
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O DIREITO À EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

O DIREITO À EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A referência histórica às campanhas e os movimentos, ainda que extremamen- te superficial, é necessária para que possamos entender que a Educação de Jovens e Adultos apresenta, ainda nos nossos dias, algumas marcas desses períodos históricos, oscilando entre a busca por uma educação que venha a possibilitar uma redução das desigualdades sociais, o acesso de segmentos marginalizados da população a um ensino de qualidade e acesso a melhores oportunidades de trabalho e, de outro lado, mantém um caráter meramente compensatório e que visa, superficialmente, que jovens e adultos completem sua escolaridade básica, sem assegurar a qualidade necessária a essa formação. Trata-se de uma visão herdada do modelo de educação supletiva que teve seu desenvolvimento durante o período do regime militar e se traduziu em alguns modelos como o Movimento Brasileiro de Alfabetização de Adultos (MOBRAL) extinto em 1985 (REIS, 2011).
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Percepção dos profissionais da educação e saúde sobre o programa saúde na escola

Percepção dos profissionais da educação e saúde sobre o programa saúde na escola

No discurso do gestor (DSC A), é perceptível a existência da consciência de um processo metodológico e de ações norteadoras que devem ser seguidas e as portarias do MS, porém esse discurso apresenta de forma subjetiva que os avanços são pontuais; pouco significativo, de abrangência restrita para o momento, faltando ao gestor uma coesão maior nas deliberações e condução do Programa. O apoio e incentivo dos gestores estaduais e municipais em atividades escolares são de grande importância, já que se trata de um processo que visa à melhoria da qualidade da educação e saúde dos estudantes (CUNHA et al., 2014).
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Os significados da alfabetização e do letramento para adultos e alfabetizados

Os significados da alfabetização e do letramento para adultos e alfabetizados

A seleção das pesquisas se deu a partir da leitura dos respectivos resumos. Foram selecionados os estudos que tratam diretamente do tema da evasão e aqueles que, de uma forma mais sintética, colocam o objeto em questão em pauta, sugerem uma reflexão sobre o tema sem, no entanto, colocá-lo como principal eixo de debate. Os trabalhos que apenas fizeram referência à evasão e, portanto, não se propuseram a analisar o fenômeno não foram selecionados. Assim, dos 21 estudos levantados, apenas seis dissertações de mestrado compuseram o recorte de pesquisas selecionadas. Seguem os estudos em questão: BRITO FILHO, Galdino Toscano de (2001). Ensino noturno: influência das condições sociais no fracasso escolar. João Pessoa: Universidade Federal da Paraíba; FONSECA, Fábio do nascimento (1996). Fatores determinantes da evasão numa experiência de educação de adultos trabalhadores: um estudo de caso. Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa; OLIVEIRA, Andréa Roberta de (2000). Educação de jovens e adultos: um estudo sobre o processo de ensino e aprendizagem. Universidade Federal de São Carlos; SILVA, Danilson Alves da (2003). Literatura e educação: como o aluno adulto descobre a literatura? Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; SILVA, Aparecida Borges dos Santos (2002). Educandos e educadora no Projeto Sim: A luta por escolarização no difícil cotidiano vivido. Universidade Metodista de São Paulo; RENEUDE DE SÁ, Maria (2002). Conhecimento letrado e escolarização: A visão de camponeses assentados da reforma agrária em Alagoas. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
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A percepção de alunos e professores do ensino médio sobre a atuação do Ministério Público na defesa do direito à educação

A percepção de alunos e professores do ensino médio sobre a atuação do Ministério Público na defesa do direito à educação

Este trabalho de pesquisa teve como objetivo identificar qual a percepção que alunos e professores do ensino médio da Rede Pública de ensino do Distrito Federal têm sobre a atuação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios – Promotoria de Justiça de Defesa da educação - PROEDUC na defesa do direito à educação. Assim, procurou-se identificar quais são as situações mais recorrentes e que exigem a interferência da Promotoria de Defesa da Educação junto às escolas; que tipo de relação se estabelece entre a PROEDUC e o Conselho de Educação do Distrito Federal e como a Promotoria percebe as condições de trabalho em que concretiza suas atribuições. A perspectiva metodológica foi o estudo de caso a partir da abordagem qualitativa. Para isto, ficou definido o caráter exploratório por meio da realização de pesquisa de campo. Os sujeitos representativos definidos para coleta de dados foram os professores (as), o diretor (a), os alunos (as), a Promotoria e dois ex-conselheiros do Conselho de Educação do Distrito Federal. Para a coleta de dados foram utilizadas fontes primárias e secundárias. Para coletar dados primários utilizou-se a técnica de entrevista semi- estruturada com os professores, a direção, a Promotoria e os ex-conselheiros. Para coletar dados com os alunos, optou-se pela aplicação de questionários. Como segundo tipo de fonte foram utilizados documentos e referências bibliográficas pertinentes à compreensão do objeto de pesquisa. Quanto à organização, o trabalho se divide em quatro capítulos. O primeiro capítulo está composto pelo problema de pesquisa e os objetivos que nortearam este trabalho. No segundo, foi desenvolvida a revisão de literatura sobre os conceitos de direitos humanos, cidadania, democracia, sociedade civil e instituições, um breve resgate das raízes históricas do Ministério Público mundial e no Brasil e a caracterização da Promotoria de Defesa da Educação do Distrito Federal. No terceiro capítulo estão os procedimentos metodológicos usados na pesquisa e o cronograma de trabalho e o quarto capítulo se compõe da análise dos dados coletados pela pesquisa de campo e da articulação entre o quadro teórico e a realidade apreendida. A finalidade era articular a pesquisa teórica à realidade empírica para confrontar os dados e construir melhor percepção sobre o objeto em estudo. Finalmente, nas considerações finais apresentam-se alguns resultados da pesquisa realizada. Na finalização ficou reconhecido que a comunidade escolar percebe a existência do Ministério Público, mas não sabe qual é sua função na sociedade. Mais importante ainda é perceber que a comunidade não reconhece a missão da PROEDUC e desconhece sua finalidade. Sobretudo, é preocupante perceber que na sociedade brasileira que se pretende moderna e democrática, sua população desconhece os mecanismos e as instituições que a defendem e lhes garantem direitos sociais que fundamentam o exercício da cidadania.
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Como vai a educação gerontológica nas escolas públicas do Distrito Federal?: um estudo com idosos e jovens.

Como vai a educação gerontológica nas escolas públicas do Distrito Federal?: um estudo com idosos e jovens.

Outra constatação importante é a inexistência de projetos voltados aos idosos, e/ou a aproximação desses com outras gerações. Este tema não faz parte das propostas pedagógicas (PP), uma vez que por meio da análise desses documentos não se encontrou nenhuma referência direta ao assunto. Descobrimos, por meio das entrevistas com os alunos, a existência de ações isoladas que ocorrem por iniciativa de alguns professores e orientadores educacionais. Reconhecemos o valor das iniciativas, mas entendemos que elas não satisfazem as necessidades educativas de formação dos jovens, considerando a complexidade e relevância do tema.
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