Educação dos trabalhadores

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A quem interessa a educação dos trabalhadores do campo? Uma análise do PRONACAMPO

A quem interessa a educação dos trabalhadores do campo? Uma análise do PRONACAMPO

Até onde sabemos a classe portadora do futuro é a classe trabalhadora. Portanto, para não se tornar apenas uma retórica ou uma simples frase de efeito, ao afirmarem o confronto pelo polo do trabalho e as necessidades da classe portadora do futuro, os movimentos sociais que participam do Fórum devem ter a compreensão de que no campo educacional isto implica em assumir proposições teóricas e um método que não tratem de dividir a classe trabalhadora em sujeitos distintos, e propor uma educação específica para cada um deles, que no limite assume, portanto, um caráter pragmático, imediatista e de exacerbado multiculturalismo que diferencia a educação dos camponeses da educação dos trabalhadores assalariados, escondendo a essência que os une: o processo permanente de exploração e expropriação do trabalho ou do fruto do trabalho pelo capital.
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Claudia Janet Cataño Hoyos A FORMAÇÃO POLÍTICA DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA E A PRODUÇÃO COLETIVA DE ALIMENTOS: possibilidades e limites da proposta de Soberania Alimentar

Claudia Janet Cataño Hoyos A FORMAÇÃO POLÍTICA DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA E A PRODUÇÃO COLETIVA DE ALIMENTOS: possibilidades e limites da proposta de Soberania Alimentar

Um aspecto importante relacionado com o ponto de partida da pesquisa, as escolhas, as perguntas, as ênfases, as motivações, as fragilidades e os aportes têm a ver com a história pessoal de quem assume a responsabilidade, o risco e o prazer de pesquisar. A experiência familiar como filha de trabalhador rural, estudante de escola rural, a trajetória acadêmica e laboral como socióloga e professora no contexto da Colômbia e a atual condição de estudante estrangeira no Brasil determinaram a estruturação do projeto de pesquisa, assim como as limitações na construção e interpretação dos dados aqui apresentados. A Colômbia, lugar em que nasci e onde morei até o ano de 2012, é um país em guerra e sem horizontes, no qual ainda mantenho meu coração, meus sonhos, minhas esperanças e as pessoas que amo. Lá, tudo o que é relacionado com a terra, inclusive a educação dos trabalhadores rurais e a produção de alimentos, tem um contexto histórico de conflito armado e de violência. Nos últimos três períodos de governo, a migração forçada de comunidades de trabalhadores rurais e de comunidades indígenas para os centros urbanos massificou-se de maneira continuada até o presente, como conseqüência da implantação de diferentes políticas econômicas relacionadas com a produção e comercialização de alimentos, extração de minérios e como resultado dos confrontos entre as forças militares, paramilitares e as guerrilhas.
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Os Movimentos Sociais e a construção de outros currículos.

Os Movimentos Sociais e a construção de outros currículos.

sua apropriação como propriedade dos donos da terra. Não há como reinventar outro sistema de educação sem análises mais aprofundadas do Estado, de suas instituições e dos processos de sua apropriação. O Estado condensa as relações sociais e políticas na especificidade de nossa sociedade. Que atores sociais, or- ganismos, intelectuais controlam o Estado e especificamente o sistema fraco de educação do campo? Como tem sido usado até na sua fraca existência a serviço de seus interesses? Nesse sentido não apenas “escola é mais do que escola”, o sistema de educação escolar tem sido mais do que escolar, tem sido um território de fortalecimento ou de não enfraquecimento das estruturas de poder no campo, coronelismo, enxada, voto, escola rural. Os trabalhadores/as vítimas dessas estru- turas de poder tem direito a conhecer essa história. Haverá lugar nos currículos? As lutas dos movimentos sociais explicitam, radicalizam, reorientam po- liticamente as velhas e múltiplas formas de conflito no campo a que estiveram e estão atreladas às possibilidades e limites de um sistema de educação do campo. Que centralidade dar aos saberes dessas resistências nos conhecimentos dos currículos? O sistema escolar foi fraco como aparelho de hegemonia-dominação- -subordinação no campo. (ARROYO, 2012b). Porque as elites econômicas hegemônicas preferiram outros processos de dominação-subalternização mais brutais, mais eficazes. Aí reside a fraqueza e inexistência do nosso sistema de educação pública, particularmente rural e do campo. Pesquisar, aprofundar e teorizar sobre essa história do nosso sistema escolar, do campo mais especifica- mente, seria uma tarefa dos cursos de graduação e pós-graduação de formação de professores do campo, uma tarefa dos seus intelectuais-militantes-pesquisadores. Sem se construir o sistema de educação escolar não há como avançar na recons- trução dos currículos das escolas nem avançar na garantia do direito à educação dos trabalhadores dos campos. Uma tarefa simultânea, urgente:elaborar outros currículos do campo não será possível em um vazio material, sem a existência de estruturas escolares. Os currículos não são apenas conteúdos organizados por boas teorias e intenções ideológicas, são grades estruturantes de conhecimentos e do trabalho docente que pressupõem uma base material, um sistema. A pres- são política por um sistema com uma sólida base material é uma das fronteiras mais urgentes na garantia do direito à educação dos trabalhadores/as do campo.
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Educação profissional e organizações não governamentais: panorama dos cursos de formação...

Educação profissional e organizações não governamentais: panorama dos cursos de formação...

Entre as 64 ONGs pesquisadas, cinco delas são diferenciadas em relação ao padrão do trabalho voluntário descrito acima: possuem de 90 a 100% de voluntários em seu quadro funcional 106 . Na verdade, duas dessas ONGs adotam uma metodologia diferenciada: a realização do curso dentro de uma empresa parceira que disponibiliza espaço para sala de aula, e seus funcionários para atuarem como educadores voluntários. Entretanto, de acordo com descrição da própria ONG, “são voluntários que têm vínculo empregatício com as organizações (empresas) franqueadas e, portanto, voluntários na unidade do Projeto (...) em seus horários de trabalho nas organizações (empresas) ”. Isto é, os funcionários das empresas são voluntários na medida em que se dispõem a participar espontaneamente como educadores de um projeto social de educação profissional e não são remunerados pela aula ministrada, porém, ao mesmo tempo, continuam a ter sua hora de trabalho remunerada pelas empresas onde o projeto está instalado 107 . Uma terceira declara que 90% dos educadores são de uma instituição parceira, entendendo-se que são remunerados por esta. O relato das últimas duas ONGs – ambas de origem comunitária – revela a ação voluntária tradicional como essencial para o desenvolvimento do curso, ou seja, apenas nesses dois casos os educadores não são remunerados.
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Tecnologias emissoras de radiação ionizante e a necessidade de educação permanente para uma práxis segura da enfermagem radiológica.

Tecnologias emissoras de radiação ionizante e a necessidade de educação permanente para uma práxis segura da enfermagem radiológica.

Refletir acerca das tecnologias radiológicas e da necessidade da educação permanente que aborde temas relacionados com a aplicação das radiações ionizantes na práxis da enfermagem radiológica é mister, haja vista o avanço tecnológico que revolucionou as práticas em saúde e conseqüentemente a assistência de enfermagem, pois essas tecnologias incidem fortemente sobre o trabalho e a qualificação do trabalhador. Esta reflexão discorre sobre as áreas de atuação da enfermagem radiológica nos Serviços de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SRDI), assim como a necessidade da educação permanente para a práxis segura nessa especialidade. Apresenta estudos de alguns autores acerca dessas necessidades, principalmente no que tange à proteção radiológica e à necessidade de qualificação desses trabalhadores.
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Cinema e Educação: o Projeto Imagens em Movimento e espaços de alteridade (Cinema and Education: the Project Moving Images and spaces of otherness)

Cinema e Educação: o Projeto Imagens em Movimento e espaços de alteridade (Cinema and Education: the Project Moving Images and spaces of otherness)

É inegável a fonte de infinitas interações com os espaços, os sujeitos e as coisas – reais e imaginárias – que o Projeto Imagens em Movimento permite que aconteça, “ ” FRESQUET, 2013, p. 99). Referimo-nos tanto às interações dentro da escola – podendo ressignificar cada objeto escolar e cada lugar já conhecido pelos estudantes – quanto fora dela – explorando o entorno, a vizinhança, as ruas, o bairro, a praça... – aliás, indo até além, em lugares da cidade mais afastados ou em cidades próximas. Escolhemos chamar esses lugares de espaços de alteridade, tentando perceber como a relação com tais espaços cria subjetividades tanto para os estudantes e trabalhadores envolvidos na realização dos filmes, quanto para os espectadores, que dialogam com os personagens, sendo atravessados também pelo ambiente onde esses personagens estão inseridos.
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TESE Doutoramento IHMT VReis Julho2015 FINAL

TESE Doutoramento IHMT VReis Julho2015 FINAL

As últimas décadas tem sido palco de rápidas e profundas mudanças na vida económica, cultural, social e política da humanidade e de um impressionante avanço no conhecimento científico e tecnológico. A globalização da economia, resultante da internacionalização da produção, distribuição e consumo, e do avanço das tecnologias da informação reflecte-se directamente no modo de produção e actuação dos recursos humanos em geral e no campo da saúde. Esses avanços, entretanto, não têm sido compartilhados de forma equitativa dentro e entre os países; e paralelo a isto, novos desafios têm surgido como os novos riscos infecciosos, ambientais e comportamentais, em um tempo de transição demográfica e epidemiológica, que ameaçam a segurança da saúde das populações e impõem demandas adicionais aos trabalhadores de saúde. Os sistemas de saúde dos países, por outro lado, lutam para se manter diante do aumento da complexidade e custos (Paim, 1998; Rosselot, 2005; Frenk, Chen, et al., 2010).
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Os meios que se perderam dos fins: cooperativas fabris e autogestão dos trabalhadores — Outubro Revista

Os meios que se perderam dos fins: cooperativas fabris e autogestão dos trabalhadores — Outubro Revista

O surgimento do movimento de organização democrática das forças populares remonta os anos imediatamente posteriores ao fim da ditadura militar no país, no final dos anos 1980. As expe- riências de autogestão dos trabalhadores nas fábricas constituem, a nosso ver, uma variação particular desse movimento, e coinci- dem com os desdobramentos da crise estrutural do capital e a reação neoliberal à crise explicitada no Brasil, principalmente, a partir dos anos 1990. Estas experiências aparecem como uma reação possível aos efeitos danosos da crise sobre a acumulação capitalista e as taxas de lucratividade dos capitalistas individuais. Elas contribuem para a atenuação dos problemas resultantes da crise estrutural do capital, salvando empresas e empregos. Des- se modo, aparecem como mecanismo remediador no combate ao desemprego, bem como acabam por desviar o foco da luta de classes do confronto com a lógica do capital, ao colocarem trabalhador contra trabalhador, gerando formas novas de auto- exploração do trabalho.
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Comportamento heterogêneo da educação na desigualdade setorial da renda: uma análise para o Brasil, nordeste e sudeste nos anos 2004 e 2013

Comportamento heterogêneo da educação na desigualdade setorial da renda: uma análise para o Brasil, nordeste e sudeste nos anos 2004 e 2013

Este trabalho tem como objetivo analisar, para o Brasil, Nordeste e Sudeste, os determinantes da desigualdade salarial das pessoas ocupadas em três setores da economia: Agrícola, Indústria e Serviços. No presente estudo foram consideradas as principais fontes de geração e reprodução de desigualdade no mercado de trabalho: heterogeneidade dos trabalhadores, segmentação e discriminação. Os dados utilizados foram os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) nos anos 2004 e 2013. Para tanto, foi utilizado o método de Cowell e Fiorio (2011) que une a decomposição por fatores, já abordada por Shorrocks (1982) e Fields (2003), com uma decomposição por subgrupos. Os resultados mostraram que a contribuição da educação para a desigualdade não ocorre de maneira uniforme entre os setores e entre as regiões. Na atividade agrícola nordestina e brasileira, o mercado de trabalho tende a gerar desigualdades com mais intensidade do que reproduzir, já que a variável formalidade foi a que mais explicou a desigualdade dentro deste setor, enquanto que nos Serviços e na Indústria, a educação se mostrou mais importante do que as variáveis ligadas à segmentação e discriminação do mercado de trabalho. No Sudeste, a educação desempenhou um papel mais homogêneo, sendo o fator que mais contribuiu para a desigualdade nas três atividades econômicas.
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Educação do campo nos governos FHC e Lula da Silva: potencialidades e limites de acesso à educação no contexto do projeto neoliberal.

Educação do campo nos governos FHC e Lula da Silva: potencialidades e limites de acesso à educação no contexto do projeto neoliberal.

No momento de escrita deste artigo, o Plano Nacional de Educação (2014- 2024) aprovado, mesmo sem resistência dos trabalhadores rurais, continua sendo questionado por docentes e estudantes das universidades; O Encontro Nacional de Educação – ENE realizado em 2014 com apoio do Sindicato Nacional dos Docentes – ANDES, na cidade do Rio de Janeiro, também mostra que a luta pelo direito à educação fora dos marcos do capital continuará forte e a tendência nos próximos anos é de se ampliar a unificação das mesmas entre trabalhadores da cidade e do campo. Pesquisas realizadas no âmbito da pós-graduação apontam a necessidade da continuidade do Pronera e a implementação de política pública de educação do campo, conforme aponta Santos (2012). No entanto, essa política deve estar vinculada diretamente à luta pela Reforma Agrária. O agronegócio necessita ser combatido com todas as forças pela classe trabalhadora.
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Paulo Freire e Florestan Fernandes: diálogos necessários sobre a democracia e a escola cidadã

Paulo Freire e Florestan Fernandes: diálogos necessários sobre a democracia e a escola cidadã

A educação em bases nacionais, respeitando as singularidades regionais, daria condições para que as dinâmicas escolares re-produzissem efeitos socializadores nos diferentes tipos de comunidades no Brasil, de modo a criar no povo brasileiro a consciência de sua identidade e dos limites do Estado democrático no sistema capitalista. Toda a argumentação do autor tenta mostrar que um dos fatores que prejudica o desenvolvimento da democracia brasileira é a persistência de uma mentalidade política arcaica – por quem forma -, inadequada para promover ajustamentos dinâmicos não só a situações que se alteram socialmente, mas que estão em contínua transformação, reiterando as palavras de Freire quando diz que:
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Indira Barreto Trindade

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Indira Barreto Trindade

O trabalho precário é uma condição multifacetada, com rebatimentos econômicos, jurídicos, políticos e morais. Modifica-se no tempo, entre países, cidades e regionais e a partir da atividade econômica desempenhada. Não é possível considerá-lo como um fenômeno novo, existe desde o início do trabalho assalariado. Em suas determinações atuais, tem-se insinuado de forma cada vez mais insidiosa no mundo do trabalho, a ponto de se perceber que a precariedade está na raiz das questões sociais do século XXI. Assim, a questão é que o trabalho apresenta-se cada vez mais precário em todo o mundo, rompendo fronteiras, esferas e setores antes relativamente protegidos. Sob formas renovadas, já não respeita os limites da formalidade, insinuando-se também para dentro do campo tradicionalmente protegido das chamadas profissões liberais. A precariedade se expressa pela impossibilidade técnica e política de os trabalhadores controlarem os meios e os fins de sua atividade produtiva (VARGAS, 2016).
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Meritocracia na educação para o trabalho: contradições na formação de trabalhadores

Meritocracia na educação para o trabalho: contradições na formação de trabalhadores

... a meritocracia surge como um sistema social, político e econômico em que os privilégios são obtidos pelo mérito e o poder é exercido pelos mais qualificados, mais competentes, mais talentosos. O principal argumento em favor desse modelo é o de que governos e organismos meritocráticos proporcionam maior justiça que os demais sistemas hierárquicos, pois as distinções não provêm de fatores biológicos, culturaisou econômicos (como o sexo, a etnia ou a classe social), mas do talento e das virtudes revelados pela educação, forma de exercitar a justiça social.
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Educação básica e educação profissional do trabalhador jovem e adulto: desafios da integração

Educação básica e educação profissional do trabalhador jovem e adulto: desafios da integração

Elevar a escolaridade e oferecer formação profissional ao trabalhador jovem e adulto constituem-se na tarefa de buscar dois direitos fundamentais, a educação e o trabalho. Essa ideia foi materializada pelo Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica, na modalidade Educação de Jovens e Adultos, o Proeja, instituído em 2006. Este trabalho busca analisar o Proeja sob o ponto de vista daqueles que participam de sua implantação na rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT). Foram utilizadas pesquisas documentais, entrevistas, questionário e grupo focal. Para entender a concepção, foram analisados documentos legais e o Documento Base do Proeja. A fim de verificar aspectos vinculados à implantação d o Proeja , optou-se pelo diálogo com ofertantes, ou seja, instituições, representadas pelos coordenadores, docentes e alunos, principalmente aqueles para quem o curso foi inicialmente pensado, o futuro aluno, trabalhador jovem e adulto. Pressupondo que a consolidação desse projeto educacional tem como fundamento a integração entre trabalho, ciência, técnica, tecnologia, humanismo e cultura geral, e que esses elementos são essenciais para o efetivo exercício da cidadania, de acordo com o Documento Base do Proeja, é possível afirmar que, apesar de os resultados dos projetos educacionais só possam ser percebidos a longo prazo, o fundamento ainda não foi materializado. Identificaram-se, na visão dos participantes, concepções fortemente marcadas pela ótica do capital, assim como a incorporação de conceitos ideológicos vinculados ao mundo produtivo. Alunos e futuros alunos também vinculam a necessidade de estudar à visão exclusiva da garantia de emprego. Trazem enraizado o pensamento da necessidade de formação de um contingente de reserv a de „mão-de-obra‟, como também a aceitação de que a responsabilidade e o esforço pessoal determinam as condições de trabalho e a garantia de sucesso profissional. Verifica-se a veiculação de ideias consentidas e aceitas que garantem a manutenção do pensamento de que a educação profissional, sob a tutela do mundo produtivo, deve permitir e aceitar as imposições demandadas pelo „mercado‟ de trabalho.
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A automação da educação: o telensino e a precarização do trabalho docente.

A automação da educação: o telensino e a precarização do trabalho docente.

Ao mesmo tempo em que as políticas educacionais neoliberais proporcionavam uma ampliação dos serviços oferecidos à população, aumentando com isso o acesso à educação por parte da parcela mais carente, da sociedade até então fora do sistema escolar, não investia os recursos necessários para melhorar os serviços prestados. Portanto, cria-se um desequilíbrio entre a quantidade das vagas ofertadas e a capacidade estrutural do sistema escolar público. Em última instância, isso está refletido na queda dos índices de qualidade e produtividade da escola pública. Sob o ponto de vista neoliberal seu objetivo foi atingido, pois houve um acréscimo no número de pessoas atendidas pelo sistema escolar. Entretanto, o custo desse processo de redemocratização escolar é muito alto e inviável socialmente, pois o aumento da oferta educacional é acompanhado do desmantelamento e do sucateamento do sistema escolar e, conseqüentemente, da queda da qualidade educacional. (SHIGUNOV NETO e MACIEL, 2004, p. 49 )
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Intelecto geral e polarização do conhecimento na era da informação: o Vale do Silício como exemplo

Intelecto geral e polarização do conhecimento na era da informação: o Vale do Silício como exemplo

Duas perguntas deram origem a esta pesquisa. Inicialmente, indagamos que contribuições nos trazem as teorias da Economia Política da Informação e do Conhecimento e o pensamento de Karl Marx para a discussão do papel da informação e do conhecimento nas dinâmicas socioeconômicas atuais. Adicionalmente, questionamos também que aproximações e distanciamentos podem ser percebidos quando esses construtos teóricos são confrontados com as visões de mundo dos trabalhadores da era da informação. Como objetivo geral da investigação, buscamos o confronto das teorias da Economia Política da Informação e do Conhecimento com as percepções dos trabalhadores da era da informação, no que diz respeito ao papel da informação e do conhecimento nas dinâmicas socioeconômicas contemporâneas. O Vale do Silício, localizado no estado norte-americano da Califórnia, berço de grandes avanços científicos, tecnológicos e inovativos, foi eleito como locus de uma pesquisa empírica. Entrevistas semiestruturadas foram realizadas com representantes dos trabalhadores da região. A análise do discurso foi empregada como instrumento analítico, e a dialética como guia para o nosso olhar. Para expor os principais aspectos dos discursos registrados, os argumentos dos entrevistados foram separados em quatro temáticas: economia, educação, trabalho e propriedade intelectual. Ao contrário de enunciar conquistas positivas para a sociedade, os entrevistados alegam que o modelo econômico do Vale do Silício expande o desemprego e o subemprego na região, exacerba as desigualdades socioeconômicas locais e fomenta problemas nos países que atraem a produção fabril que abandonou a região. O sistema de educação do Vale do Silício, retratado como desigual e excludente, é considerado um fator decisivo na maneira como cada indivíduo se insere no mercado
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A residência multiprofissional em saúde como possibilidade de formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde

A residência multiprofissional em saúde como possibilidade de formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde

É a problematização que permite desnaturalizar tanto os objetos quanto os referenciais teóricos em que nos fundamentamos. Assim, outra importante consideração a ser feita, retomando a discussão das estruturas propostas para a RMS, está na valorização das aulas de campo e núcleo, entendendo-se que, nesse modelo transdisciplinar, o espaço-tempo de produção para um pensamento livre deve ser conservado e priorizado. Os espaços de aula de núcleo apontam para a possibilidade de pensar a implicação da profissão em questão quando inserida no campo, buscando não só os conceitos comumente utilizados, como também permitindo tomar-se consciência da afetação produzida pelos espaços de trabalho coletivo. As aulas de campo, por sua vez, servem para que o estudo de diferentes teorias produzidas no campo da saúde se multiplique por sua implicação nos encontros com usuários e entre os trabalhadores. Além disso, a produção de tempo- espaço para o pensamento remete a importantes conceitos apontados pela CNRMS para garantia de uma forma de educação que assegure a real implicação dos profissionais na construção do SUS a partir da reflexão crítica e produtora de sentido das vivências que a inserção na residência permite.
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O DISCURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES: TENSÕES E VALORES NA PRODUÇÃO DE SENTIDO

O DISCURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES: TENSÕES E VALORES NA PRODUÇÃO DE SENTIDO

A presente pesquisa fundamenta-se nos estudos da Análise do Discurso francófona e tem como tema o estudo da organização e do funcionamento do discurso na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo – EFAP, produzido no âmbito da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo – SEESP. Justifica-se o presente estudo a possibilidade de exame de como são gerados os valores e as tensões no discurso de formação de professores oferecido pela SEESP, já que os discursos circunscritos na Escola de Formação mitigam questões essenciais para a promoção de uma educação de qualidade na atualidade, como a violência nas escolas, a precarização do ensino público, a valorização profissional, a autonomia da gestão escolar e a formação continuada de professores. Nossa pesquisa visa a examinar, como práticas discursivas, os discursos que engendram a formação de professores no âmbito institucional, buscando contribuir para os estudos do discurso e da leitura interdiscursiva nos cursos de formação docente. As categorias de análise que operacionalizamos nos revelam que o discurso de formação de professores está arraigado a fatores econômicos e políticos, às pedagogias hegemônicas e respondem mais facilmente a esses embates, aparentemente, de âmbito escolar. A análise da relação interdiscursiva do discurso da EFAP fez-nos observar valores e tensões que ele engendra, mas foi a partir da constituição da cenografia e do ethos discursivo que pudemos vislumbrar os mecanismos de funcionamento desse discurso.
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Análise da viabilidade sócio  ambiental da fruticultura irrigada no Baixo Jaguaribe, Ceará

Análise da viabilidade sócio ambiental da fruticultura irrigada no Baixo Jaguaribe, Ceará

RESUMO: A fruticultura irrigada é uma atividade que vem crescendo no Estado do Ceará, sobretudo em certas regiões favoráveis do Estado. Entre estas regiões encontra- se o Baixo Jaguaribe, onde diversas empresas exploram a fruticultura irrigada e procurou-se, nesta pesquisa, avaliar os aspectos sociais e ambientais da atividade. Os aspectos sociais foram avaliados através de entrevistas com funcionários das empresas produtoras de frutas na região e estas abrangeram aspectos como: serviços de educação e saúde nos municípios de residência, habitação, aspectos sanitários, posse de bens duráveis e emprego. Os aspectos e cuidados ambientais das empresas foram avaliados com base em entrevistas com os técnicos responsáveis das empresas por este setor. Foram abordados nas entrevistas itens como: utilização de práticas de conservação do solo, existência de reserva legal na propriedade, controle de pragas e doenças, uso de fogo em atividade agropecuária, sistema de irrigação utilizado, entre outros. A partir das informações obtidas foram calculados dois sub-índices: um de qualidade de vida dos funcionários e outro de viabilidade ambiental. A partir desses dois sub-índices foi obtido um índice de viabilidade sócio-ambiental da fruticultura irrigada nas empresas, ambos apresentaram bons resultados. Verificou-se que as condições de vida dos funcionários são adequadas e que, em geral, são tomados nas propriedades os principais cuidados ambientais necessários. Assim, a fruticultura irrigada vem sendo desenvolvida por empresas e estas tomam os cuidados ambientais necessários, com responsabilidade social.
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R E S P O S TA S A O S D E S A F I O S DA AIDS NO BRASIL: LIMITES E POSSIBILIDADES

R E S P O S TA S A O S D E S A F I O S DA AIDS NO BRASIL: LIMITES E POSSIBILIDADES

O último relatório da UNAIDS sobre a epidemia no mundo, lançado publicamente em julho de 2004, faz elogios ao Programa Brasileiro de Aids pela sua capacidade de gerenciamento da epidemia. Inegavelmente, o Brasil conta com uma trajetória consolidada de aprendizados e experiências positivas com relação ao enfrentamento da pandemia de aids. Mas não significa que a aids seja um problema resolvido no Brasil. Longe disso, o controle da epidemia constitui ainda grande desafio e novos problemas precisam ser enfrentados com vigor. Assim que esse reconhecimento outorga ao Brasil novas responsabilidades, na visão do seu atual diretor Pedro Chequer (2004), para continuar como referência bem sucedida no mundo, “o Brasil precisa avançar para se manter na vanguarda da área de controle do HIV/aids, e se torna imperativo inovar”. Os muitos brasis que convivem no país das grandes desigualdades, fazem que o Brasil possua várias epi- demias no seu território. Portanto, as ações sustentáveis e sistemáticas previstas para seu controle, requerem ainda renovados esforços do governo e de seus parceiros na definição das prioridades atuais. Segundo informado pelo diretor do Programa de Aids, Pedro Chequer (2004), algumas destas prioridades seriam as seguintes: busca de alternativas que reduzam a ineqüi- dade em termos de cobertura das ações de prevenção e a tecnologias de diagnóstico e assistência. Nestas cabe mencionar necessidade de aumentar a produção de insumos para diagnóstico. Atualmente, apenas oito (AZT, DDI, 3TC, D4T, NVP, RTV, AZT+3TC) dos quinze medicamentos que fazem parte do consenso terapêutico são produzidos pelo Brasil; produção de informações especializadas sobre aspectos culturais, demográficos e econômicos das populações vulneráveis; implementação maciça de estraté- gias para outras doenças sexualmente transmissíveis; ampliação de atividades de promoção à saúde e educação sexual e o fortalecimento das redes sociais no seu exercício do controle social do Estado.
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