Educação em solos

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Educação em solos: princípios, teoria e métodos.

Educação em solos: princípios, teoria e métodos.

O solo é um componente essencial do meio ambiente, cuja importância é normalmente desconsiderada e pouco valorizada. Assim, é necessário que se desenvolva uma “consciência pedológica”, a partir de um processo educativo que privilegie uma concepção de sustentabilidade na relação homem-natureza. Existem múltiplas formas, tempos e espaços de promover a educação para o meio ambiente a partir de uma abordagem pedológica; esse conjunto de conteúdos e métodos constituem a Educação em Solos, que é indissociável da Educação Ambiental. A Educação em Solos tem como principal objetivo trazer o significado da importância do solo à vida das pessoas e, portanto, da necessidade da sua conservação e do seu uso e ocupação sustentáveis. Assim como a Educação Ambiental, a Educação em Solos coloca-se como um processo de formação que, em si, precisa ser dinâmico, permanente e participativo. Nessa perspectiva, foi criado o Programa de Educação em Solos e Meio Ambiente (PES) junto ao Museu de Ciências da Terra do Departamento de Solos da UFV, que atua na educação formal e não-formal na região de Viçosa. A base teórico-metodológica da prática pedagógica do PES baseia-se no construtivismo e nas idéias de Paulo Freire, utilizando-se a abordagem holística, os métodos participativos e a prática da pedagogia de projetos. A perspectiva Construtivista-Freiriana promove uma abordagem dos temas pedológico-ambientais com base não apenas na simples transmissão do conhecimento, mas também da investigação, da experimentação e do resgate e valorização do conhecimento prévio das pessoas. A abordagem de aspectos que são familiares e conhecidos das pessoas, possibilitando uma aprendizagem significativa, embute em si um grande potencial para consolidar mudanças de valores e atitudes, ou seja, para efetivar uma consciência ambiental/ planetária
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Educação em solos, educação ambiental inclusiva e formação continuada de professores: múltiplos aspectos do saber geográfico

Educação em solos, educação ambiental inclusiva e formação continuada de professores: múltiplos aspectos do saber geográfico

Dentre os tantos elementos do meio físico, o solo, princípio e fim de todas as coisas, sustentáculo das civilizações, principal fonte de alimento e matérias primas, palco das di- versidades, testemunha de duelos históricos, moeda de uso e troca, contemporaneamente passa por intensos processos de degradação: perda da fertilidade natural, salinização, con- taminação, compactação, erosão, dentre outros. Por essa perspectiva, destaca-se a educação em solos como uma das dimensões para se promover a educação ambiental, entendida aqui como um recurso capaz de capacitar o indivíduo à plena cidadania, “através da formação de uma base conceitual abrangente, técnica e culturalmente capaz de permitir a superação dos obstáculos à utilização sustentada do meio” (DIAS, 2004, p. 99).
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IES Índice Sintético de Educação em Solos para os municípios do Território da Cidadania do Cariri, Ceará

IES Índice Sintético de Educação em Solos para os municípios do Território da Cidadania do Cariri, Ceará

A educação em solos torna-se fundamental para as regiões propensas à degradação ambiental. Vários são os fatores que determinam a produtividade agrícola, tais como, educação, clima, tecnologia, tipos de solos etc., porém, a atual pesquisa teve como objetivo geral analisar a relação existente entre a utilização dos solos e o nível educacional da população do Território da Cidadania do Cariri localizado no sul do estado do Ceará e composto por vinte e oito municípios. Especificamente, a pesquisa levantou dados secundários sobre as condições educacionais e agrícolas relacionadas ao uso dos solos caririenses e analisou a situação desses indicadores no período de 2004 a 2009. Para alcançar tais objetivos, foi calculado o Índice de Educação em Solos (IES) e as taxas médias de crescimento no período analisado. Os resultados mostraram que os indicadores educacionais tiveram grande participação no IES, porém, deve-se atentar para as áreas plantadas com cultura de subsistência, pois, atuaram de forma menos expressiva e, possivelmente, tais áreas podem estar se tornando degradadas devido às práticas agrícolas inadequadas. Assim, a inobservância desse indicador nas políticas públicas pode acarretar diminuição das terras férteis e, consequentemente, sérios problemas sociais e econômicos. Palavras-chave: Índice de Educação em Solos. Educação Ambiental. Produtividade agrícola.
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Sistematização participativa de cursos de capacitação em solos para professores da educação básica

Sistematização participativa de cursos de capacitação em solos para professores da educação básica

RESUMO : O Programa de Educação em Solos e Meio Ambiente, do Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa oferece, desde 2004, cursos anuais de capacitação em solos para professores da Educação Básica. Após três anos consecutivos, já era possível observar os impactos da abordagem em algumas escolas de Viçosa-MG. Para analisar e refletir criticamente a influência dos cursos na prática pedagógica dos participantes desenvolveu-se pesquisa em processo de sistematização participativa, durante encontros presenciais com os participantes dos cursos de 2004, 2005 e 2006. Os resultados são apresentados neste artigo e mos- tram que tantoos conteúdos como os métodos desenvolvidos nos três cursos foram efetivamente apropriados pelos educadores, que valorizaram e ressignificaram o conteúdo de solos. Isso lhes deu mais segurança em sua abordagem, enriquecendo as aulas e diversificando-as com o uso de diferentes abordagens metodológicas, possibilitando inclusive a superação do livro didático como único apoio conceitual e metodológico às suas aulas.
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Sistematização participativa de cursos de capacitação em solos para professores da educação básica

Sistematização participativa de cursos de capacitação em solos para professores da educação básica

Além destas conquistas e lições foram levantados alguns desafios relevantes para a efetivação da educação em solos nas escolas de Viçosa. O primeiro desafio levantado foi que os cursos precisam avançar nas discussões de uso e manejo sustentável dos solos, uma vez que os professores sentiram dificuldades em discutir esta questão durante o processo da sistematização. A maioria das educadoras ainda possui dificuldades para criar e aprofundar discussões sobre o assunto, restringindo a sua abordagem com os alunos. Assim, os cursos promoveram a facilitação da abordagem de conteúdos básicos de solos, permitiram a compreensão de sua importância ambiental e a percepção dos impactos de seu uso e ocupação inadequados sem, entretanto, estabelecer as relações entre estes impactos e o modo de vida da sociedade atual. Com isso houve poucos avanços no que diz respeito à sua capacitação para a discussão e problematização do atual modelo de desenvolvimento e sua insustentabilidade, em especial no que se refere à agricultura e à ocupação urbana. As discussões inseridas no curso sobre a possibilidade de modelos de desenvolvimento mais sustentáveis tanto no que se refere ao uso de recursos minerais como de exploração agrícola, como a agroecologia, não foram apropriadas e utilizadas em suas práticas. Essas discussões, além de possibilitarem a compreensão da importância de conservar os solos, devem instrumentalizar os participantes dos cursos para a abordagem de alternativas ecológicas de uso e manejo dos solos que possam garantir a sua conservação. Esta questão ainda não foi conquistada pelo curso e se torna um desafio a ser contemplado em cursos futuros.
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O ensino de Geografia no contexto da educação formal: considerações sobre o ensino de solos nos Parâmetros Curriculares Nacionais e na Proposta Curricular do Estado de São Paulo

O ensino de Geografia no contexto da educação formal: considerações sobre o ensino de solos nos Parâmetros Curriculares Nacionais e na Proposta Curricular do Estado de São Paulo

É notório que as formas danosas como os recursos da natureza têm sido manejados para atender as demandas do sistema econômico de produção é motivo de preocupação. Estudiosos de diferentes áreas do conhecimento têm se debruçado sobre as questões ambientais e, principalmente, sobre as interferências humanas no meio ambiente. Deste modo, a Geografia com seu caráter holístico visa compreender as relações sociais, culturais e econômicas que ocorrem sobre o espaço geográfico. Tais conhecimentos devem contribuir para a formação escolar e multiplicar os defensores de um desenvolvimento harmonioso entre a sociedade e a natureza. Dentro deste contexto, o presente artigo tem por objetivo compreender como a educação em solos é abordada dentro da educação formal, mais especificamente na disciplina de Geografia e identificar sua relação (ou dependência) com a educação ambiental, por meio dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e da Proposta Curricular do Estado de São Paulo.
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O papel dos efeitos locais e das características da fonte na resposta sísmica de estruturas afetadas por sismos nos Açores

O papel dos efeitos locais e das características da fonte na resposta sísmica de estruturas afetadas por sismos nos Açores

Usando as simulações do sismo dos Açores de 1980 com ∆σ = 30 bar como referência, foi possível observar que, em relação à aceleração de pico obtida no afloramento rochoso, o fator de amplificação dos solos ficou compreendido entre 1.17 (no perfil 8, que corresponde ao terreno com solos mais rígidos) e 2.73 (no perfil 6). Também foi possível constatar que o aumento da queda de tensão média de 30 para 100 bar, originou um aumento da aceleração de pico com um fator compreendido entre 2.23 (no afloramento rochoso de referência) e 1.80 (no perfil 9, que corresponde ao terreno com solos mais brandos). Esse aumento de ∆σ também alterou o valor obtido para o fator de amplificação dos solos, que reduziu ligeiramente, tendo ficado entre 1.15 (no perfil 8) e 2.61 (no perfil 6).
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Relações solo, superfície geomórfica e substrato geológico na microbacia do ribeirão Marins (Piracicaba - SP).

Relações solo, superfície geomórfica e substrato geológico na microbacia do ribeirão Marins (Piracicaba - SP).

cobertura neocenozóica e à superfície I, mais alta. O ALISSOLO e os ARGISSOLOS VERMELHO-AMARELOS de textura arenosa/média relacionam-se aos arenitos da formação Pirambóia e às superfícies II e III em áreas com declive suave, posicionadas abaixo da I. Os NEOSSOLOS LITÓLICOS argilosos estão associados aos siltitos da formação Corumbataí, ocorrendo nas superfícies IV e V, mais recentes, inferiores e em áreas muito inclinadas. Os CAMBISSOLOS HÁPLICOS de textura variada relacionam-se aos alúvios-colúvios da base. Quanto mais velha e estável for a superfície geomórfica mais homogênea ela é em relação aos solos que nela ocorrem. A evolução pedogenética é maior na medida em que em que aumenta a idade da superfície. A variabilidade dos atributos químicos e físicos dos solos na camada de 60-80cm é influenciada principalmente pela natureza química e física do substrato geológico, enquanto que os atributos morfológicos são determinados principalmente pelo relevo. Estas relações se repetem na paisagem da microbacia com características de solo, relevo e litologia semelhantes, permitindo sua extrapolação para outras áreas, contribuindo para futuros levantamentos detalhados de solos que possam vir a ser realizados na região.
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Avaliação da carga última de estacas carregadas horizontalmente

Avaliação da carga última de estacas carregadas horizontalmente

No capítulo três é apresentada uma breve descrição e métodos que se enquadram na definição das denominadas curvas p-y. Estes métodos apresentam uma boa aproximação à realidade, sendo que, apresentam bastante utilidade para a avaliação da carga última de estacas carregadas horizontalmente. São apresentadas algumas metodologias que se baseiam em propostas de definição de curvas p-y. Para solos coerentes são apresentados, o método para argilas moles de Matlock (1970), o método para argilas rijas de Reese et al. (1975) e o método unificado de Sullivan et al. (1980). Por fim, para os solos incoerentes, apenas é apresentado o método de Reese et al. (1974).
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PARADIGMAS EM DISPUTA NA EDUCAÇÃO DO CAMPO

PARADIGMAS EM DISPUTA NA EDUCAÇÃO DO CAMPO

O objetivo geral dessa tese é o de demonstrar as diferenças dos aspectos teóricos, políticos e ideológicos existentes entre a Educação do Campo construída a partir da tendência campesinista do Paradigma da Questão Agrária (PQA), tendo como recorte analítico a experiência do Curso Especial de Graduação em Geografia (CEGeo) convênio INCRA/PRONERA/UNESP/ENFF, e a proposta de Educação do Campo construída a partir do Paradigma do Capitalismo Agrário (PCA), tendo como recorte analítico a experiência do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) que recebe apoio técnico, pedagógico e financeiro do Instituto Souza Cruz (ISC), e é implementada pelo Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (CEDEJOR),no Centro-Sul do Paraná. Com esta comparação pretendemos defender o que consideramos ser o Paradigma Originário da Educação do Campo e afirmar a tese de que o território teórico da Educação do Campo está amparado na tendência campesinista do Paradigma da Questão Agrária. A metodologia utilizada foi à análise do Projeto Político-Pedagógico, a observação participante e as entrevistas com coordenadores, educandos, monitores e educadores de ambos os cursos. A nossa reflexão vai estar calcada em torno de dois paradigmas: o PQA e o PCA. A tendência campesinista do PQA defende a tese da recriação camponesa, entende que o desenvolvimento do capitalismo no campo se faz a partir de um movimento desigual e contraditório. No PCA, a tese principal é da metamorfose do campesinato em agricultor familiar a partir da integração do camponês ao mercado. Nossa tese central é a de que o Paradigma da Educação do Campo é um território imaterial construído política-ideologicamente a partir da tendência campesinista do PQA. A Educação do Campo é construída como uma forma de resistência cultural e política do campesinato frente à territorialização capitalista no campo. Os camponeses-militantes licenciados e bacharéis pelo Curso Especial de Graduação em Geografia (CEGeo) vão utilizar os conhecimentos geográficos aprendidos, na escola do seu assentamento e na militância dos movimentos socioterritoriais. Por outro lado, a experiência de Educação do Campo construída a partir do PCA, o PEJR, visa formar empreendedores rurais na lógica da profissionalização dos camponeses para competir e se integrar ao mercado.
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Sorção, dessorção e lixiviação do ametryn e fitorremediação do picloram em solos brasileiros

Sorção, dessorção e lixiviação do ametryn e fitorremediação do picloram em solos brasileiros

O controle químico de plantas daninhas constitui prática indispensável na agricultura em larga escala, tornando-se indiscutível a utilização de herbicidas no sistema agrícola. No entanto, o uso de herbicidas sem os conhecimentos básicos de suas interações com o solo e clima representa alto risco de contaminação ambiental e redução da biodiversidade. O conhecimento do processo de retenção é fundamental para se prever o potencial de lixiviação, degradação e a eficiência no controle das plantas daninhas quando o herbicida atingir o solo. Objetivou-se com este trabalho avaliar os processos de sorção e dessorção do ametryn em quatro solos brasileiros: Latossolo Vermelho-Amarelo (LVA), Latossolo Vermelho-Amarelo húmico (LVAh), Latossolo Vermelho (LV) e Latossolo Amarelo (LA), com diferentes valores de pH. Para isso, utilizou-se o método “Batch Equilibrium” em condições controladas de laboratório e análise por cromatografia líquida de alta eficiência, com detector UV-Vis a 245 nm. Considerando-se os valores da constante de Freundlich modificada (K’ f ), verificou-se,
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AS VEGETAÇÕES LITORÂNEAS DE MANGUEZAIS E RESTINGAS QUE CONFIGURAM O RECIFE

AS VEGETAÇÕES LITORÂNEAS DE MANGUEZAIS E RESTINGAS QUE CONFIGURAM O RECIFE

************************************************************************************************* A compartimentação do relevo da cidade foi elaborada no quaternário, o que implica uma deposição recente. As condições climáticas favoreceram a distribuição espacial humana ao longo do litoral, primeiramente, com os índios até as transformações com a colonização européia e as atividades econômicas para exportação, como exemplo da cana -de- açúcar que influenciou na estrutura diferenciação do espaço e na cultural da cidade. Em decorrência de uma ocupação mais avançada e da composição de terrenos, com predomínio de sedimentos argilosos – arenosos, os tabuleiros apresentam uma forma suavemente ondulada. O fato da cidade está desenvolvida sobre uma planície acontecem algumas inundações causadas pelo assoreamento do rio Capibaribe. A sedimentação desse relevo foi feita sobre o Maciço Pré- Cambriano Pernambuco – Alagoas ( Brito Neves,1975 ) com depósitos holocênicos que se consolidaram e que são constituídos principalmente por areias quartzozas bem selecionadas e inconsolidadas de cor esbranquiçada sofrendo contínuo retrabalhamento das variações do nível do Mar. Na linha de costa encontramos depósitos de conchas marinhas e material orgânico e nos trechos das praias pode-se observar acumulações eólicas – dunas frontais. Nessas áreas desenvolvem-se as espécies típicas da restinga que estão em constante influência dos ventos marinhos, solos salinos e altas temperaturas. Recebe o nome de Floresta Estacional Perenifólia de Restingas (Lima, 1961), são espécies halófitas e rastejantes, variando de arbustivo a floral. A planície está em constante influência das marés e os solos predominantes são Argissolos Vermelhos – solos minerais, não hidromórficos quando não estão nas áreas dos manguezais, esses são encontrados na área estuarina servindo de valor ambiental, cultutal e econômico para a cidade. Essa vegetação é típica das regiões tropicais com depósitos de sedimentos soltos ou consolidados com solos característicos e classificados como Indiscriminável de Mangue. A população dessas áreas sobrevive dos recursos desse ecossistema através da atividade pesqueira. A orla marítima está ocupada por classes sociais mais favorecidas, dominada pela produção do espaço pela acumulação do capital correspondendo uma área de valorização Urbana. A vegetação predominante são os coqueirais trazidos pelos portugueses e a ocupação ocorreu com o aterramento da vegetação de restingas construção de residências, pontos comerciais e obras de drenagem e saneamento. A urbanização nessas áreas se intensificou a partir dos meados do século XX.
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Fundação oswaldo Cruz Presidente

Fundação oswaldo Cruz Presidente

1920 e 1930, esses movimentos coin- cidiam na defesa de práticas de mane- jo que privilegiam o vínculo estrutural entre a agricultura e a natureza. Uma excelente síntese sobre a emergência das agriculturas alternativas nesse pe- ríodo foi apresentada no artigo “Eco- agriculture: a review of its history and philosophy” (Merril, 1983). Para a au- tora, os fundamentos teóricos desses movimentos podem ser encontrados em trabalhos científicos do final do século XIX, que realçam a importân- cia dos processos biológicos para a manutenção da fertilidade dos solos agrícolas. Outro texto sobre o tema que se popularizou no Brasil intitula- se “Histórico e filosofia da agricultu- ra alternativa” (De Jesus, 1985). Com pequenas variações entre esses autores, os movimentos alternativos podem ser categorizados nas seguintes vertentes: a) Agricultura biodinâmica: intima- mente vinculada à antroposofia, uma filosofia elaborada pelo austría- co Rudolf Steiner (1861-1925) que influenciou o desenvolvimento de abordagens metodológicas em di- ferentes campos do conhecimento, tais como a pedagogia, a medicina e a psicologia. Atribui-se o nasci- mento da agricultura biodinâmica a um ciclo de palestras proferidas por Steiner em 1924, nas quais ele enfa- tizou a importância da manutenção da qualidade dos solos para que as plantas cultivadas se mantivessem sadias e produtivas. A ênfase dada ao tema da sanidade das plantas justificava-se pelo aumento da in- cidência de insetos-praga e doen- ças com o avanço da agroquímica. Para lidar com essa questão, Steiner apresentou propostas de manejo dos solos baseadas no emprego de
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Sílica solúvel em solos.

Sílica solúvel em solos.

No quadro 5 pode-se ver que, para solos que têm aproximadamente os mesmos teores de argila, os teores de silica solúvel são maiores nos solos com horizonte B textural do que nos solos[r]

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Caracterização do meio físico como subsídio à elaboração de cartas de sensibilidade ambiental: ensaio de aplicação em dutovia na Serra do Mar - SP

Caracterização do meio físico como subsídio à elaboração de cartas de sensibilidade ambiental: ensaio de aplicação em dutovia na Serra do Mar - SP

Os migmatitos com paleossoma xistoso estão nas partes mais altas dos anfiteatros formados a partir da erosão e entalhe das vertentes da serra. Formam pequenas áreas e estão próximo do contato entre planalto e serra. Ocorrem em duas porções da área, uma na parte superior do anfiteatro e outra como faixa alongada. Os perfis de solo para estas rochas correspondem a solos com uma textura mais argilosa, portanto, menos permeáveis, pouco profundos (<2,0 m) e podem conter solo coluvionar, com espessuras menores que 0,5 m. São rochas em que os perfis de solo possuem pouca espessura, solo incipiente, há presença de blocos de rocha e rocha pouco alterada. A Figura 23 ilustra o perfil de solo desses tipos de rocha.
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Toxicidade do níquel em plantas de feijão e efeitos sobre a microbiota do solo.

Toxicidade do níquel em plantas de feijão e efeitos sobre a microbiota do solo.

O fator mais importante que determina a distribuição de Ni entre a fase sólida e a solúvel do solo é o pH, sendo a disponibilidade de Ni inversamente relacionada com esse índice (Uren, 1992). Anton (1990), ao traba- lhar com dois solos, Latossolo Roxo distrófico e Terra Roxa Estruturada, verificou que a calagem diminuía o teor de Ni extraível com extrator DTPA e reduzia o efeito tóxico de altas doses do elemento sobre o feijoeiro. A fitotoxicidade do Ni é resultado de sua ação no fotossistema, causando distúrbios no ciclo de Calvin e inibição do transporte elétrico por causa das quantida- des excessivas de ATP e NADPH acumuladas pela ine- ficiência das reações de escuro (Krupa et al., 1993). Os sintomas de toxidez de Ni não estão bem definidos para os estádios iniciais de toxicidade, porém nos está- dios moderados e agudos, a toxidez produz clorose, ge- ralmente semelhante aos sintomas de deficiência de Fe. Nos cereais as cloroses são brancas ou amarelo-claro, podendo se apresentar na forma de estrias nas folhas. Nas dicotiledôneas, aparecem manchas cloróticas en- tre as nervuras das folhas, semelhantemente à deficiên- cia de Mg. Liu & Wang (1993) determinaram a fitotoxicidade de Ni em arroz e milho e concluíram que houve redução de produção com as doses de Ni entre 14 e 403 mg kg -1 de solo, sendo este efeito mais
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Relação entre atributos do terreno, material de origem e solos em uma área no noroeste do estado do Rio de Janeiro.

Relação entre atributos do terreno, material de origem e solos em uma área no noroeste do estado do Rio de Janeiro.

RESUMO: O presente estudo teve como objetivo identiicar as relações existentes entre atributos do terreno, material de origem e os solos em uma área no Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Os atributos do terreno: elevação, declividade, aspecto, plano de curvatura, radiação solar e índice CTI, e as litologias dominantes na área tiveram inluência direta na distribuição dos solos da área, com os solos derivados de migmatitos apresentando mudança textural abrupta, diferentemente dos solos originados dos granulitos. A elevação e a declividade ajudaram a explicar a distribuição dos Neossolos Litólicos e Cambissolos na área, enquanto a declividade e o índice CTI explicam a ocorrência dos Argissolos Amarelos, Ver- melho-Amarelos e dos Gleissolos em relevo suavizado. Diferenças na profundidade são condicionadas pela curvatura do terreno, com áreas côncavas apresentando solos menos profundos (saprolíticos) do que nas áreas convexas. Os Argissolos derivados dos granulitos, que ocorrem em relevo forte ondulado ou montanhoso, em encostas voltadas para norte, com maior incidência de radiação solar, apresentam coloração vermelha e são eutróicos, enquanto os Argissolos das encostas voltadas para sul (< radiação solar) são vermelho-amarelados, distróicos e com horizonte B latossólico em profundidade.
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Estudo da diversidade e atividade bacteriana em solos de floresta e sob cultivo de cana-de-açúcar

Estudo da diversidade e atividade bacteriana em solos de floresta e sob cultivo de cana-de-açúcar

encontrados, seguidos dos relacionados aos ciclos de Carbono (C) e Enxofre (S). Nas amostras de solos com cana-de-açúcar foi observado mesmo padrão exceto do solo cana 2 no qual bactérias relacionadas ao ciclo do C foram encontradas em maior número. Quanto às análises do sequenciamento do fragmento Vi pelo sistema Illumina, observou-se que tanto em floresta 1, quanto em floresta 2 a predominância foi do Filo Proteobacteria, seguidos de Actinobacteria, Acidobacteria e Firmicutes. Nos solos das áreas de cana-de- açúcar, o maior número de sequencias encontradas em cana 1 e 2 pertenciam ao filo Proteobacteria, seguido de Firmicutes, Actinobacteria e Acidobacteria. Aproximadamente 50% das sequencias não puderam ser classificadas. As estratégias de sequenciamento parcial de fragmentos hipervariáveis do gene 16S rRNA podem ser um recurso importante a ser explorado como estratégia de “screening” em amostras complexas, pois os mesmos filos bacterianos foram relatados quando a análise da diversidade foi estudada através do sequenciamento de bibliotecas 16S com a técnica de Sanger
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Gênese e micromorfologia de solos sob vegetação xeromórfica (caatinga) na região dos Lagos (RJ).

Gênese e micromorfologia de solos sob vegetação xeromórfica (caatinga) na região dos Lagos (RJ).

As feições de cerosidade observadas no Bt do Luvissolo (P1) são características de solos com argila de atividade alta, em que os revestimentos do tipo argilãs têm uma dinâmica de formação/destruição que forma uma trama birrefrigente estriada (Bullock & Thompson, 1985) e cutãs de estresse ao longo de planos de deslizamento. Na maior parte dos casos, os argilãs são desenvolvidos “in situ”, sem aparente iluviação. Holzhey et al. (1973) demonstraram que cutãs de iluviação estão praticamente ausentes em solos esmectíticos com COLE maior que 5 %. Além disso, como demonstraram Mermut & Pape (1971), o intemperismo de grãos minerais pode simular revestimentos argilosos em poros e vazios interagregados. Além disso, argilãs orientados podem provir da neoformação de argilas a partir da solução do solo (Parfenova & Yarilova, 1971).
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