Educação - História - 1895 - 1917

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ORGANIZAÇÃO DA INSTRUÇÃO PÚBLICA EM UBERABA-MG NO CONTEXTO DA REPÚBLICA VELHA (1895 – 1917)

ORGANIZAÇÃO DA INSTRUÇÃO PÚBLICA EM UBERABA-MG NO CONTEXTO DA REPÚBLICA VELHA (1895 – 1917)

Trata-se de investigação historiográfica inserida no campo dos estudos sobre a História da Educação no Brasil. Em linhas gerais, versa sobre o processo de organização da instrução pública no contexto da República Velha no Brasil (1895-1917), focalizando especificamente, o município de Uberaba-MG. Mediante a análise das características locais, busca promover a ampliação da compreensão acerca do processo de organização da instrução pública ocorrido no alvorecer da República. Foram utilizados como fontes os seguintes documentos: Atas da Câmara Municipal; livros de registros produzidos pelo poder público municipal; e Relatórios de Inspeção de Ensino. De um modo geral, o presente trabalho procurou tratar do processo de organização da educação pública ocorrido no alvorecer do período republicano, procurando demonstrar de que modo específico o município de Uberaba-MG participou do processo de organização da instrução pública nos primeiros anos republicanos. Nesse sentido, o estudo da realidade local contribui para a apreensão do referido processo, levando a repensar a questão, direcionando o olhar para o papel exercido pelos municípios na organização da instrução pública durante os primeiros anos republicanos, confirmado pela a existência de formas próprias de escolarização pública em cada municipalidade. Ao final das reflexões, acreditamos ter ficado demonstrado que, nos primeiros anos republicanos, ocorreu em Uberaba, uma mobilização educativa: um envolvimento do município para com os assuntos relativos à instrução. No período analisado, num contexto crescente de racionalização social, tem-se um reconhecido processo de organização da escolarização municipal, com o poder local assumindo parte da responsabilidade para a instrução pública em seus domínios. No entanto, a instrução municipal, àquele tempo, ainda era marcada por carências de diversas ordens e por estado de desorganização e precariedade. No qual, teve destaque também a predominância da forma escolar das chamadas escolas isoladas.
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Religiosa, imigrante, mulher: Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas num olhar transnacional (1895-1917)

Religiosa, imigrante, mulher: Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas num olhar transnacional (1895-1917)

físicas, desenho e o catecismo, sempre promovendo a “educação completa da juventude.” As transferências culturais, no interior de “dinâmica de ressemantização” (ESPAGNE, 2017, p. 136) produzem um modo de pensar e organizar a instituição escolar pelas Irmãs Missionárias de São Carlos que é marcada pelo hibridismo, por conexões entre a pátria “lontana” (Itália) e a pátria de adoção, o Brasil. Nos exames finais realizados em 1917 ficam evidentes, novamente, os processos de transferência, mas também de negociação. Não é um modelo cultural de escola que é exportado, mas sim uma escola criada a partir de negociações entre o que conheciam e possuíam como prescrição do ensinar na Itália e o que era possível no interior do Rio Grande do Sul, mais especificamente em Bento Gonçalves. Os exames iniciaram em 11 de dezembro de 1917 com o pároco Enrico Poggi examinando os estudantes e constatando que o Catecismo tinha sido aprendido, “obtendo quase todos ótimas notas” (JORNAL, 1917, p. 2). Na manhã seguinte, o examinador foi o agente consular da Itália em Bento Gonçalves, Gino Battochio, que aplicou as provas de italiano e “também ele, muito satisfeito partiu após haver constatado que no Colégio São Carlos, além do português, se ensina a linda língua de Dante” (JORNAL, 1917, p. 2). Consta que Battochio “antes de retirar-se fez uma bela exortação aos alunos e alunas, incitando-os a terem amor aos estudos, para que um dia tenham uma sólida instrução e uma boa educação” (JORNAL, 1917, p. 2). No mesmo dia, à noite, o maestro Cappelli, diretor da Orquestra e maestro da Banda Municipal, fez o exame de piano forte, sendo que “não só ficou satisfeito assim como se manifestou surpreso pelo progresso feito pelas pequenas alunas em um tempo relativamente breve” (JORNAL, 1917, p. 2). Na quinta-feira foram aplicados os exames de todas as outras matérias com a presença do Intendente, o Dr. Casagrande (médico), o pároco local, o Padre Carlo Porrini e o maestro Cappelli. Ao verificarem os resultados declararam alegria mediante o “esplêndido resultado dos exames e ao deixarem o Colégio, levavam uma ótima impressão do trabalho ativo das ótimas freiras de São Carlos, que merecem o aplauso de todos aqueles que se importam com a boa educação e a verdadeira instrução” (JORNAL, 1917, p. 2).
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Repositório Institucional da UFPA: Paisagens de Belém: história, natureza e pintura na obra de Antônio Parreiras, 1895-1909

Repositório Institucional da UFPA: Paisagens de Belém: história, natureza e pintura na obra de Antônio Parreiras, 1895-1909

Como este trabalho abordará principalmente as artes plásticas, daremos ênfase aos eventos e fatos relacionados a essa linguagem artística, observando que em Belém estiveram, neste período, muitos artistas que implantaram no cenário nacional uma obrigatoriedade nos roteiros dos grandes artistas, uma exposição na capital do Pará. Diariamente, a imprensa publicava notas de apoio e incentivo ao consumo da arte, como a do Jornal a “Folha do Norte” de 14 de setembro de 1907 quando o jornalista escreve sobre a instalação da filial em Belém, de um importante estabelecimento voltado para a arte em Paris, a loja “Martin, Augendre e Cia”, que estava sob a responsabilidade do empresário João C. de Campos. Dizia o jornal que o estabelecimento localizava-se na Praça da República número 5, e que possuía “uma agradável e interessante galeria de artigos de arte, trazendo para Belém, uma colaboração muito grande para que se eduque cada vez mais o publico Paraense” 16 . Informava ainda o jornalista que era um importantíssimo evento de estética na cidade, uma iniciativa louvável, pois esse tipo de atitude dá a possibilidade às pessoas de se livrarem de “artefatos horrendos que estão nas casas de muita gente sem educação e certamente degrada o interior das residências”. Ele convida todos, para irem apreciar e comprar objetos de arte, pois acredita ser, prova de civilidade e uma característica importante nos lares bem constituídos. Apresenta através de sua coluna no jornal todos os objetos que estavam à venda no estabelecimento e que podiam ser adquiridos um total de 41 telas pintadas a óleo, terracotas coloridas, bronzes, mármores translúcidos e vasos de porcelana francesa.
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As tramas e o poder: Jaboticabal 1895-1936 praça, igreja e uma outra história

As tramas e o poder: Jaboticabal 1895-1936 praça, igreja e uma outra história

O partido que veio à luz pela Convenção de Itu em abril de 1873 propunha a república como alternativa concreta para estabelecer uma ação por meio do Estado que assegurasse a ampliação e a reprodução do capital (SALLES, 1986, p.55). Formado por boa parte da fina flor da elite de São Paulo foi largamente engrossado pelos votos do “Oeste”, da zona do café, motor do capital paulista que se ressentia à falta de prestígio político do Império. A plataforma de ação foi ambígua. A idéia de república, mesmo trasladada e reformulada nos parâmetros do contexto periférico, tem inerente em si a atuação do cidadão como agente histórico, como portador de direitos. Sob o âmbito prático, “liberdade, igualdade e fraternidade” significa também a existência e a organização do uso do espaço citadino. No entanto, se o agente “cidadão” não existe neste momento histórico, seria preciso de alguma forma forjá-lo. Essa situação trouxe para o foco das discussões a politização da relação povo-Estado, que tenciona criar essa condição de cidadania enfatizada, então, por projetos modernizadores da educação, das transformações espaciais e do próprio exercício político que, contudo, mascaram a continuidade do privilégio de classe e desigualdades da sociedade brasileira (SALLES, 1986, p.63).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS – UFSCar EDNALDO GONÇALVES COUTINHO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS – UFSCar EDNALDO GONÇALVES COUTINHO

Esta pesquisa não pretendeu fixar-se em uma reconstrução histórica de instituição de ensino profissional em seu sentido mais amplo, ou seja, com uma determinada cronologia ou, simplesmente, ater-se a uma narrativa de fatos e mudanças que ocorreram na estrutura das instituições estudadas. Objetivamos conhecer as questões relativas à educação profissional, como as relações entre o educacional e o escolar, a relação entre educação para ou pelo trabalho – como o despertar para aptidões na relação trabalho manual, trabalho intelectual – no contexto dos “modos” de produção capitalista. A consecução deste objetivo foi possível graças às fontes documentais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (Câmpus Uberlândia) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (Câmpus Rio Pomba e Câmpus Barbacena) e da legislação do período a ser estudado (anos 1940, 1950, 1960 e início dos anos 1970). Esta pesquisa aborda algumas temáticas a ela relacionadas, quais sejam: instituições educativas e história-capitalismo-educação, além de, obrigatoriamente, perpassar pelo acervo escolar, pelas fontes pesquisadas, pela legislação, pela periodização e por um suporte teórico e metodológico que propiciou o devido aprofundamento científico ao trabalho.
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Trabalho e/ou educação: história da educação profissional no Brasil

Trabalho e/ou educação: história da educação profissional no Brasil

[...] buscava romper com a dicotomia entre educação básica e técnica, resgatando o principio da formação humana em sua totalidade; em termos epistemológicos e pedagógicos, esse ideário defendia um ensino que integrasse ciência e cultura, humanismo e tecnologia, visando ao desenvolvimento de todas as potencialidades humanas. Por essa perspectiva, o objetivo profissionalizante não teria fim em si mesmo nem se pautaria pelos interesses do mercado, mas constituir-se-ia numa possibilidade a mais para os estudantes na construção de seus projetos de vida, socialmente determinados, culminada com uma formação ampla e integral.
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Fractais do ensino de História: um panorama da produção acadêmica sobre a história local (2009-2019)

Fractais do ensino de História: um panorama da produção acadêmica sobre a história local (2009-2019)

Ainda para fins de conceituação, entendemos com base nos estudos de Romanowski e Ens (2006) que esse estudo se trata de um estado da arte e não de um estado do conhecimento, por considerar que nossa investigação se dá em várias fontes de pesquisa, diferentemente deste último em que se aborda apenas um setor das publicações. E, para realizar esse mapeamento, definimos inicialmente os critérios para a seleção do material que compõe o corpus do nosso estudo. Interessava-nos, então, descobrir as produções a respeito da História Local no Brasil. Para realizarmos esse mapeamento, definimos inicialmente os critérios para a seleção do material que compõe o corpus do nosso estudo, privilegiando, assim, a produção acadêmica entre os anos de 2009 a 2019. Tendo definido o nosso recorte temporal, estabelecemos as nossas fontes de pesquisas: o Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, a Revista de His- tória da USP, A Revista História e Ensino e o Projeto Político Pedagógico de três escolas de Mossoró – RN. Por fim, estabelecemos o nosso descritor como “História Local”, haja vista é um tema muito específico e uma busca simplificada nesses termos já nos interessaria.
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O século XIX e a escrita da história do Brasil: diálogos na obra de Tristão de Alencar Araripe (1867-1895)

O século XIX e a escrita da história do Brasil: diálogos na obra de Tristão de Alencar Araripe (1867-1895)

A utilização e apreciação particulares mais recentes da história do Ceará trouxeram importantes reflexões sobre o livro de Alencar Araripe. Muitas destas conclusões me guiaram pelos textos do Norte. Entretanto, respeitando os comentários de Pimentel Filho, Montenegro e Silva, permito-me contestar, ao longo deste capítulo e dos próximos, sete questões. Primeiro: a dificuldade de mensurarmos o impacto do livro de Araripe no “imaginário excludente ” da época. No entanto, não nego que tal exclusão, no caso a dos indígenas, não tenha sido privilegiada no texto de Araripe. Segundo: o enquadramento do texto em ideários, projetos ou escolas (liberalismo, romantismo, cientificismo, positivismo) pressupõe explicar a narrativa pelo contexto ou espírito de época. O caráter generalizante não traz para o debate as singularidades da prática por um grupo de pesquisadores a fim de escrever a história provincial. Terceiro: parece-me anacronismo exigir de determinados trabalhos realizados no passado o que as condições de pesquisa e escrita, de discussão e de formação não lhes proporcionavam. Quarto: entendo que pouco proveito há em pensar a escrita da história pela questão senhores versus dominados, de um texto a serviço da classe dominante. Quinto: colocar o livro como peça na construção do Estado Nacional ou sob o projeto político imperial, de igual forma padroniza a produção dos estudiosos do passado da pátria, espalhados, mas não isolados, por distintos cantões do Império. Lê-lo sob o manto do projeto monárquico pode nos dizer muito sobre como o livro foi recebido na Corte, mas pouco sobre as especificidades na sua construção na província. Sexto: analisar a obra de Araripe, considerando um ou poucos textos, também pode levar a uma apreciação homogênea de sua produção, desconsiderando mudanças sensíveis no fazer história. Nesse sentido, a publicação de um trabalho, onde o historiador tensionou não só entre dois regimes políticos mas entre os esforços de ressignificação temporais e reorientações metodológicas, pode ser mais bem analisada ao confrontá-la com outros escritos em momentos distintos de sua trajetória. Sétimo: a correlação historiador-político é essencial nesse momento, mas vincular os estudos sobre as cousas passadas a prescrições partidárias, parece-me pouco proveitoso. 197 Políticos,
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História intelectual e história da educação.

História intelectual e história da educação.

Nossa peça imaginária pode ser vista como uma encenação teatral “real”: o texto é (supostamente) o mesmo, mas a cada dia em que é representado... ele é outro. A idéia de repetição é fértil em ensinamentos; talvez o mais difícil de ser apreendido – o aceito – é que as repetições não são uma reiteração do Mesmo. Pelo menos, não necessariamente ou majoritariamente. A re- petição é, lembremos, decisiva na história da psicanáli- se. E os que se analisaram – ou a estudaram... – sabem da angústia que se instala no paciente ao imaginar que está “se repetindo”, “não diz nada de novo”, “a terapia não avança”. O psicanalista, contudo, sabe que a cada vez que aquele suposto Mesmo é dito ele se enquadra, interage, com uma situação que é nova; afinal “cada sessão é uma sessão”, assim como cada dia de encena- ção de uma peça de teatro é diferente dos outros.
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História cultural e história da educação.

História cultural e história da educação.

Diana Gonçalves Vidal e Luciano Mendes de Faria Filho (2003), em interessante artigo intitulado “História da educação no Brasil: a constituição his- tórica do campo (1880/1970)”, apresentam vários elementos analíticos e críticos acerca dos caminhos trilhados pela história da educação. Em primeiro lu- gar, o histórico da disciplina a partir de três verten- tes: a tradição historiográfica do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB); as escolas de for- mação do magistério; a produção acadêmica, de 1940 a 1970. Tomando como ponto de partida a persistên- cia maior ou menor dessas três vertentes, vêm, em segundo lugar, os trabalhos realizados nos últimos vinte anos: temas e períodos, abordagens teóricas mais recorrentes, características historiográficas, sobretudo a liderança acadêmica do grupo mais li- gado a Laerte Ramos de Carvalho. Com o surgimento dos programas de pós-graduação em educação, ma- nifestou-se a tendência a utilizar como referencial teórico o marxismo de Althusser e, a seguir, de Gramsci, fato este assinalado por Mirian Jorge Warde e Marta Carvalho (2000). Empenhada em explicar o presente e nele intervir, essa historiografia confir- mou o pragmatismo dos anos de 1930 e de 1940, e consolidou a escrita de uma história da educação presa ao presentismo pragmatista (idem, p. 25-26), aliás, com um certo viés salvacionista em alguns autores mais vinculados ao pensamento religioso ou aos engajamentos políticos.
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A ciência da história e a história da educação

A ciência da história e a história da educação

Essa nossa incursão pelo campo da História e dos historiadores de ofício se fez necessária porque a História da Educação no Brasil durante o século XX sofreu a influência das tendências e padrões da pesquisa em História. Em trabalhos anteriores (SANFELICE, 2012) pude fazer vários apontamentos sobre a pesquisa em História da Educação no Brasil do século XX. Uma das conclusões que ressaltei foi exatamente a de que as múltiplas mudanças ocorridas no nosso campo de produção de conhecimento foram muito semelhantes àquelas que também marcaram as Ciências Sociais e em especial a Ciência da História (SANFELICE, 2013). Bittar (2012, p. 87), por exemplo, trabalha com a mesma perspectiva, ou seja, foram três os esquemas interpretativos prevalecentes na História até a década de 1980: o positivismo, o marxismo e a Escola de Annales. Posteriormente, a hegemonia foi da História Cultural. Sua conclusão é a de que há similitudes e distinções “entre os dois campos de pesquisa e também sobre a influência das tendências teóricas do campo da História sobre o da História da Educação durante o século XX”. (BITTAR, 2012, p. 111). Ferreira Jr. (2012, p. 117), por sua vez, estuda especificamente “a influência epistemológica que o marxismo exerceu no âmbito da pesquisa em educação depois da criação, em 1965, do atual sistema nacional de Pós- Graduação.”.
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A unidade cultural da África Negra: uma reflexão

A unidade cultural da África Negra: uma reflexão

É docente do Instituto Superior João Paulo II, da Universidade Católica de Angola (UCAN). É licenciado em Ciências da Educação, opção História e Mestre em História de Angola pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) de Luanda e doutorando em Ciências Sociais, na opção Antropologia, pela Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da Universidade Agostinho Neto (UAN). Tem estudos e comunicações publicados em livros colectivos e em revistas, das quais se destaca: «Visão antropológica do exercício do poder tradicional. O caso do Ohamba Mungambwe», in I Encontro Nacional sobre a Autoridade Tradicional em Angola, Luanda, Ministério da
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DUCAÇÃO NAU NIVERSIDADEF EDERAL DE U BERLÂNDIA MG (1960-2000)

DUCAÇÃO NAU NIVERSIDADEF EDERAL DE U BERLÂNDIA MG (1960-2000)

A falta de % " ( por sua vez, acaba por revelar o problema emblemático da própria História e do conhecimento histórico na sociedade moderna. De um lado, tem se a aversão ao passado por meio da ditadura do presentismo imperante, do “presente contínuo” como argumenta Hobsbawm. Por outro, a dificuldade que o conhecimento histórico escolar, fixado na transmissão da História como algo descolado da realidade às crianças, adolescentes e adultos em fase de escolarização, enfrenta em cultivar esse saber como substancial à vida como um todo. As limitações do estudante de História da Educação, por exemplo, que ao estudar a estruturação dos sistemas nacionais de educação na Europa, não consegue contextualizar ao período histórico da edificação dos estados nacionais, da influência da Revolução Francesa para um ensino público e estatal, do desenvolvimento científico e capitalista, ou mesmo situar aonde é a Europa. Assim, o estudante que apresenta resistência ao conhecimento do passado, pode ser fruto de um ou dos dois elementos de crise da própria História enquanto saber escolar.
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AS REPRESENTAÇÕES E PRÁTICAS SOCIAIS ACERCA DA GÊNESE DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE UBERLÂNDIA (1966-1978)

AS REPRESENTAÇÕES E PRÁTICAS SOCIAIS ACERCA DA GÊNESE DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE UBERLÂNDIA (1966-1978)

Este crescimento também favoreceu o fortalecimento dos políticos locais, que procuraram influenciar o governo federal no sentido de resguardar o que consideravam ser os “interesses da cidade”. Como pontua GOMIDE, o vínculo político entre a elite triangulina e setores expressivos do governo federal foi sendo reforçado ao longo do processo de desenvolvimento da região: A aliança entre os políticos locais e os interesses do estado centralizador marcaram a História do Triângulo. O estado forte, ora incorporado na ideologia populista pós-1930, ora travestido de democrático pós-1946, ora seguindo os preceitos geopolíticos expressos na doutrina nacionalista pós- 1964 e mesmo sob o aparato redemocrático dos anos 1980, esteve sempre presente no Triângulo. Essa presença se expressa nas ações que reforçavam a sua posição de estado compactuado politicamente com interesses da classe dominante, a qual sempre representou e ainda representa. (GOMES et al, 2003, p.21) (SIC).
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A presença de Raymond Williams em pesquisas da área de educação: um olhar a partir das regiões sul e sudeste do Brasil

A presença de Raymond Williams em pesquisas da área de educação: um olhar a partir das regiões sul e sudeste do Brasil

Essa escassez confirma, também, resultados de pesquisas anteriores, como, por exemplo, a de Araújo e Mota Neto realizada em 2012; de lá para cá, percebemos que não houve alteração nesse quadro. À época, foram encontrados no banco de teses e dissertações da Capes apenas 8 (oito) produções relacionadas à área da educação. Em outras fontes, os resultados descritos pelos autores também comprovam essa escassez: não existe nenhum grupo de pesquisa do CNPq pautado ou fundamentado na obra de Williams; no portal de periódicos da Capes, foram encontrados apenas 19 (dezenove) artigos relacionando o autor à educação. Contudo, a autora e o autor nos levam a pensar que nem sempre citar o autor deve ser entendido como afiliação teórica aos seus pressupostos, pois, parafraseando Cevasco, Williams é um autor muito citado, mas isso não significa, necessariamente, adesão aos seus pressupostos teórico-metodologias, uma vez que muitas dessas citações restringem- se a localiza-lo como um dos fundadores dos Estudos Culturais.
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Open Educação católica, gênero e identidades: O Colégio Santa Rita de Areia na História da Educação Paraibana .

Open Educação católica, gênero e identidades: O Colégio Santa Rita de Areia na História da Educação Paraibana .

qual fazia com que as religiosas de Dillingen não levassem mais vida contemplativa somente, mas procurassem ser úteis ao próximo e ao Estado, através da educação e formação da juventude feminina" (HAAS, 2000, p. 109). A missão educacional restituiu em parte a condição econômica das irmãs, e, sobretudo, abriu um campo de ação que se expandiu, através das casas filiais em terras européias, ao longo do século XIX, por solicitação dos sacerdotes e dos prefeitos. Quando estes consultavam as autoridades da Baviera sobre a qualidade do seu trabalho educacional obtinham sempre excelentes referências, tal como informa o parecer emitido em 1853, pelo governo da Suábia em resposta a uma solicitação da Franconia: "realmente, religiosas em geral são eficientes na Escola, mas as Franciscanas superam as outras. Pois elas, tendo muitas candidatas, admitem somente as melhores e assim têm boas professoras, cuja atuação consiste numa grande benção" (HAAS, 2000, p. 109-115). Na segunda metade do século XIX, a Alemanha despontava como país industrial que formava trabalhadores especializados não só nas escolas, mas também nos canteiros de aprendizagem das grandes empresas. A educação libertara-se gradualmente das restrições dogmáticas eclesiais, evoluindo à luz da noção de que o guia da vida é a lei do dever. O modelo de universidade como complexo de escola de graduação com base em experimentação e pesquisa avançada, outorgando o direito de buscar a verdade sem restrições ideológicas, políticas ou religiosas, que se tornaria referência mundial, chamou a
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Gracielle Elaine Ramos Costa

Gracielle Elaine Ramos Costa

Esta IES foi a primeira instituição a implantar o curso de Professores de Arte Dramática que posteriormente transformou-se em Licenciatura em Educação Artística, em atendimento às determinações legais do currículo mínimo (Resolução 23/73 – CFE). Na grade curricular do curso estão presentes diversas disciplinas voltadas à educação, como por exemplo: Jogos Teatrais I e II; Improvisação I e II; Teatro e Sociedade I e II; Ação Cultural em Teatro; Teatro e Educação I e II; Metodologia do Ensino em Artes Cênicas I, II e III; Didática; Introdução aos Estudos da Educação: Enfoque Histórico; Introdução aos Estudos da Educação: Enfoque Filosófico; Introdução aos Estudos da Educação: Enfoque Sociológico; Corpo e Movimento I a V; Práticas Escolares, Contemporaneidade e Processos de Subjetividade; A Psicologia Histórico-cultural e a Compreensão do Fenômeno Educativo; A Psicologia, Educação e Cultura; Práticas Educativas, Diversidade, Subjetividade; Psicologia da Educação e outras.
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Desafios 2012: a noção de número racional em alunos do 4º ano de escolaridade

Desafios 2012: a noção de número racional em alunos do 4º ano de escolaridade

25 Posteriormente identificaram a fração de cada uma das sandes que cada aluno iria na pelo número de sandes que pertencia ao grupo e deste modo, chegaram à quantida[r]

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Ríos que nos separan, aguas que nos unen. Análisis jurídico de los Convenios Hispano-Lusos sobre aguas internacionales

Ríos que nos separan, aguas que nos unen. Análisis jurídico de los Convenios Hispano-Lusos sobre aguas internacionales

Una cuestión preliminar antes de entrar a analizar el Convenio de Albufeira (CA) es el abordaje del régimen jurídico de las aguas internacionales, o sea el Derecho Interna[r]

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