Educação para surdos

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Cultura escolar e inclusão de alunos surdos em questão: breve reflexão teórica

Cultura escolar e inclusão de alunos surdos em questão: breve reflexão teórica

Este ensaio teórico advém de reflexões acerca da inclusão de alunos surdos nas escolas comuns. Essas inquietações surgem a princípio de experiências empíricas no que concerne a prática profissional em dois contextos distintos de educação para surdos: a escola comum e a escola dita bilíngue para surdos que culminaram em uma inflexão acerca das práticas docentes e do cotidiano escolar em ambos os contextos citados. Essa inflexão inicial mostrou a necessidade da busca por leituras e análises de fontes primárias como os documentos legais que versam sobre a educação de surdos no Brasil, a proposta de inclusão escolar e também de leituras e estudos temáticos que contemplassem ou explicassem o fenômeno da inclusão escolar. Ao se debruçar sobre estas leituras e análises percebeu-se também a necessidade de uma discussão que abarcasse a questão da cultura escolar como uma forma de trazer luz aos vários nós encontrados na educação de surdos, especialmente quando discutimos a questão da inclusão escolar destes alunos e os resultados para além de acesso e permanência na escola comum, e sim daqueles relacionados aos ganhos acadêmicos na trajetória escolar destes alunos.
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O ensino de química para alunos surdos: desafios e práticas dos professores e interpretes no processo de ensino e aprendizagem de conceitos químicos traduzidos para libras.

O ensino de química para alunos surdos: desafios e práticas dos professores e interpretes no processo de ensino e aprendizagem de conceitos químicos traduzidos para libras.

A educação para surdos no Brasil teve início durante o segundo império, através da lei 839 assinada por D. Pedro II em 26 de setembro de 1857. Segundo Reis (1999), o interesse do imperador D. Pedro II na educação de surdos ocorria devido ao fato da princesa Isabel ser, supostamente, a mãe de um filho surdo, além de seu próprio esposo sofrer de surdez parcial. O empenho de D. Pedro resultou na fundação de uma escola para surdos, o Instituto nacional de Surdos-Mudos (INSM), atual instituto nacional de educação de surdos – (INES). O responsável pela escola de surdos veio da França e se chamava Ernest Huet, (professor vindo do Instituto de Surdos-Mudos de Paris, também surdo, por isso acreditava na capacidade educacional das pessoas surd as). O programa de ensino adotado inicialmente por Huet era destinado apenas para meninos, e o instituto recebia crianças de todo país. As turmas do INSM eram compostas, inicialmente, por seis alunos. Seu currículo era semelhante ao das outras escolas e incluía Língua Portuguesa, Aritmética, Geografia, História do Brasil, Escrituração Mercantil, Linguagem Articulada, leitura labial para aqueles que tinham aptidão para tal e doutrina cristã (ABBUD e ALMEIDA, 1998). Segundo Albres (2005), para desenvolver os métodos especiais para a obtenção da consciência da linguagem e do ritmo da fala, eram necessários, no mínimo, oito anos de educação. Os alunos também tinham direito a uma série de atividades extracurriculares, como as oficinas preparatórias para o mercado de trabalho, que contemplavam as áreas de mecânica, alfaiataria, tornearia, carpintaria e artes gráficas. Posteriormente, após algumas décadas da fundação do INSM, as meninas puderam ter acesso ao Instituto, recebendo aulas de costura, bordado, tapeçaria e arte. O objetivo da escola, além de ensinar a ler, a escrever e a contar, era principalmente reduzir a criminalidade e os focos de desordem, instruindo e educando os surdos, muitas vezes de origem pobre, para torná-los proveitosos e úteis à sociedade em que viviam. A respeito desse fato, Albres (2005, p. 26) conclui:
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O funcionamento da escola e a atuação do psicólogo: o projeto político pedagógico como mediador dessa relação

O funcionamento da escola e a atuação do psicólogo: o projeto político pedagógico como mediador dessa relação

O Projeto Político Pedagógico (PPP) de uma escola constrói-se a partir da relexão sobre as suas inalidades, bem como explana o seu papel social e deine caminhos e ações a serem compreendidos na dinâmica escolar. Reunindo crenças, conhecimentos sobre o contexto social e cientíico, o PPP constitui-se como um compromisso pedagógico e político para com a sociedade. O presente estudo objetiva reletir sobre o papel do PPP na construção do campo de atuação da Psicologia Escolar, denotando a mediação necessária entre a proposta pedagógica da escola e atuação do Psicólogo. Trata-se de um relato de experiência, decorrente de um trabalho realizado na disciplina Psicologia Escolar/Educacional II, que consistiu em visita e entrevistas em uma escola estadual de educação para surdos, localizada na cidade de Fortaleza/CE. A metodologia de perspectiva qualitativa pautou-se em revisão bibliográica, observação da escola e entrevista com alguns proissionais da instituição. Foi possível compreender as formas que a educação especial potencializa o desenvolvimento de alunos com surdez, assim como avaliar a relevância da Psicologia Escolar nesse contexto. Tal experiência apresentou-se como uma oportunidade de reletir sobre a relação entre a psicologia e a educação, analisando os padrões educacionais vigentes, possibilitando outro olhar crítico sobre eles.
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ENTREVISTA COM CARILISSA DALL’ALBA: “O QUE NOS SALVA É MINORIA (...) O ASSISTENCIALISMO ESTÁ VOLTANDO COM TODA FORÇA”

ENTREVISTA COM CARILISSA DALL’ALBA: “O QUE NOS SALVA É MINORIA (...) O ASSISTENCIALISMO ESTÁ VOLTANDO COM TODA FORÇA”

eventos, liderança minha seguia crescendo. Aos 17 anos, fiz vestibular para Geografia e História, estudei por uns quatros semestres, aí surgiu o Letras – Libras, primeira turma, lá em 2006, promovida pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mas o polo foi na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e fiz só Letras – Libras como graduação. Faço parte da primeira turma, foram 4 anos de muitas novidades da área de Libras, curso de graduação pioneiro da América Latina. Antes de me formar, eu fui aprovada para mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), orientada pela professora Dra. Márcia Lunardi-Lazzarin. A dissertação de mestrado é sobre negociação de cultura surda no movimento surdo. Em 2014, fui aprovada no concurso para docente de Libras do Centro de Educação da UFSM. Antes, trabalhei na Escola Helen Keller, nas universidades particulares e também fui professora temporária do Instituto Federal de Educação do Rio Grande do Sul por dois anos. Em 2016, comecei o doutorado em linguística na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com orientação da professora Dra. Marianne Stumpf. Em 2020, vou defender a tese. Consegui quatro anos de afastamento para os estudos. Falam que tenho família dos sonhos, eu concordo, modéstia à parte, tenho família ouvinte que sabe Libras e que aceita muito bem o meu casamento igualitário. E tenho uma filha ouvinte maravilhosa que sabe muito Libras, e na escola da minha filha sempre colocam intérprete de Libras para mim nas reuniões, eventos e apresentações. Minha esposa surda, a Helenne, brinca que tem inveja da minha família, pois a família dela não sabe Libras e nunca a colocaram nas escolas de surdos, e sofreu muito na “inclusão” – uso entre aspas porque, de fato, não era uma escola inclusiva. E tenho a irmã do meio, a Carisa, que é professora de Português do ensino médio da Escola Helen Keller, professora de surdos.
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Tecnologias digitais e estratégias comunicacionais de surdos: a inclusão digital numa perspectiva bilíngue

Tecnologias digitais e estratégias comunicacionais de surdos: a inclusão digital numa perspectiva bilíngue

No Brasil, a condição social do surdo como grupo linguístico minoritário ainda não foi amplamente assimilada pela cultura ouvinte e que majoritariamente fala a língua portuguesa. Situação que não é muito diferente no contexto das escolas e que, num primeiro momento, impõe à pessoa surda um estado de segregação que historicamente a tem colocado (STRÖBEL, 2008) em desvantagem em relação ao acesso, principalmente, aos bens culturais da sociedade. Essa condição estrangeira do povo surdo tem exigido, além da luta pela conquista e garantia de direitos, também estratégias de adaptação por parte dos mesmos. Uma das estratégias que merece ser destacada é a apropriação da língua portuguesa escrita (LPE) como segundo idioma (L2). As discussões sobre bilinguismo têm modificado o pressuposto de que somente a linguagem de sinais é importante para os surdos. A necessidade de acessar as informações por meio da língua portuguesa tem aumentado o interesse dos surdos em se constituírem como sujeitos bilíngues. Essa necessidade tem ganhado destaque principalmente nos contextos em que os surdos possuem acesso a tecnologias de informação e comunicação digitais. Mas esse interesse maior pela LPE surgiu quando as mídias visuais, como a televisão, passaram a incluir legendas em parte da sua programação. Pela característica visual da comunicação dos surdos, as imagens são mais bem compreendidas, e o incremento do suporte do texto escrito criou novas condições de possibilidade para o entendimento das cenas e informações que se passam na tela.
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A formação em Libras de professores que atuam no contexto educacional bilíngue com alunos surdos

A formação em Libras de professores que atuam no contexto educacional bilíngue com alunos surdos

A perspectiva da educação bilíngue para o ensino dos alunos surdos considera a língua de sinais brasileira – Libras como primeira língua, e o ensino da modalidade escrita como segunda língua. Nesse cenário, este estudo investigou a formação, em Libras, de professores do Ensino Fundamental e Médio de uma escola de educação bilíngue para surdos em uma cidade no norte do Estado do Paraná. Para tanto, foi realizada coleta dos dados por meio da aplicação de um questionário a respeito da formação em Libras, como o perfil dos professores, a comunicação professor-aluno e a necessidade da presença de Tradutor Intérprete de Língua de Sinais/Língua Portuguesa (TILSP) em sala para mediar a comunicação durante as aulas. Os resultados apontaram que a maior parte dos professores obteve contato com a Libras após ingressarem na escola de Educação Básica para alunos surdos. Ainda, se verificou que, embora os participantes não tenham relatado dificuldade na comunicação entre professor-aluno e se considerarem fluentes na língua de sinais, grande parte não possuía certificação oficial de proficiência em Libras, bem como admitiram a necessidade da presença do TILSP para mediar a comunicação durante as aulas.
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Música, Musicoterapia e surdez: uma revisão literária

Música, Musicoterapia e surdez: uma revisão literária

No século XVI, o médico italiano Girolamo Cardano (1501- 1576), sugeriu que se ensinasse a ler e a escrever os sujeitos surdos, ele mostrou que esses sujeitos, se expostos a sinais, poderiam abranger ideias abstratas. Girolamo Cardano foi quem extinguiu a ideia de ineducável referente aos surdos. Foi na Espanha, no inicio da Idade Moderna que a educação do surdo começou a fazer parte da sociedade. O monge beneditino, Pedro Ponce de León (1510- 1584), é considerado o primeiro educador de surdos. Em 1620, foi publicado o primeiro livro sobre educação de surdos pelo espanhol Juan Pablo Bonet (1579-1626), o livro era intitulado “Reduccion de las letras, y arte para enseñar a hablar los surdos”. Acredita-se que foi outro espanhol, Jacob Rodriguez Pereire (1715-1790) que iniciou a educação de surdos na França, sendo reconhecido oficialmente em 1749, pela Academia de Ciências de Paris, como professor de surdos. Na Alemanha, o educador de surdos a ser lembrado é Samuel Heinicke (1729-1784). Em Paris, Charles-Michel de L’Epée (1712- 1789), abade de L’Epée, foi o fundador da primeira escola pública para surdos no mundo. Já na Idade Contemporânea (1789-1900), na Europa e nos EUA, nota-se que a educação de surdos ganha um lugar significativo na sociedade, onde foram iniciadas pelo americano Gallaudet (1787-1851) e pelo discípulo de L’Epée, o francês Laurent Clerc (1785-1869) (HAGUIARA-CERVELLINI, 2003).
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A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO L2 PARA SURDOS: SABERES-FAZERES DA PRÁTICA DOCENTE / Teachers’ training of Portuguese language as L2 to deaf people: teaching practice concepts

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO L2 PARA SURDOS: SABERES-FAZERES DA PRÁTICA DOCENTE / Teachers’ training of Portuguese language as L2 to deaf people: teaching practice concepts

Nos últimos anos, têm surgido inquietações quanto à formação do professor de surdos, frente à particularidade dessa competência. No presente, o desafio é compreender o papel do professor de surdos no contexto das novas políticas educacionais e, entender que o processo de formação inicial e continuada para professores de surdos precisa de procedimento diferenciado. Não quero dizer, contudo, que, para as outras especificidades, não seja necessário, isto porque, partindo do pressuposto de que a língua de sinais é a primeira língua dos surdos, é fundamental que o profissional que irá trabalhar com esses alunos tenha o conhecimento gramatical e o domínio da língua de sinais para que possa desenvolver um trabalho sistemático.
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Open Docente surdo: o discurso sobre sua prática.

Open Docente surdo: o discurso sobre sua prática.

Uma professora (denominada aqui de P3) que ensinava aqui (na FACHO) chamava ela pra vir a faculdade pra ajudar junto com os sinais em sala de aula que ela era professora da cadeira antes de P1. As duas se ajudavam em ambas as formas tanto uma na própria disciplinada, cadeiras, que tinham no curso de pedagogia, e ela ao transmitir pra P3 todo conteúdo da LIBRAS em sala de aula e toda vez P3 chamava ela pra ela pudesse ajudar até então porque os sinais em si só os surdos eles podem denominar cada pessoa. Então o ouvinte por mais que se entenda ele não pode dar sinal pra ouvinte nem pra surdo então isso é uma característica da comunidade surda ao qual o surdo ele tem. Eu da um sinal de abreviação do seu nome só esse, por isso que P3 também chamava pra que ela pudesse além de dar o sinal, mas também em sala de aula ela ensinar também os sinais pra que os alunos pudessem entender melhor a dinâmica dos sinais perante a comunidade surda.
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A língua brasileira de sinais como instrumento para inserção do surdo nas instituições de ensino

A língua brasileira de sinais como instrumento para inserção do surdo nas instituições de ensino

É notório que muitos foram os avanços para a inclusão dos surdos no contexto social, em especial o educacional. Esses avanços irão passar, obrigatoriamente, pela área da saúde e da educação. Porém, sabemos que tais mudanças irão ocorrer de forma sistemática e exigirão esforços para a divulgação e manutenção da cultura surda. Nossa sociedade, infelizmente, ainda é dominada por preconceitos culturais que foram herdados do passado e que até hoje fazem com que as pessoas surdas sejam excluídas. É importante destacar que a partir o reconhecimento da LIBRAS como língua no país a comunidade surda teve um relativo incremento de espaço na sociedade.
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Aspectos do processo de construção da língua de sinais de uma criança surda filha...

Aspectos do processo de construção da língua de sinais de uma criança surda filha...

Aqui buscaremos tratar também de um grupo os Surdos filhos de pais ouvintes. Sujeitos que desde muito cedo convivem com uma língua oral-aural, no Brasil o português falado, à qual não têm acesso pleno por sua condição de surdo e que, na maioria das vezes, terão acesso tardio à língua de sinais, por questões que trataremos posteriormente. É importante ressaltar que consideramos que é pela língua de sinais que o trânsito dessas crianças com o mundo será pleno, uma vez que a natureza viso-gestual da língua não exige do sujeito funções auditivas. Apesar da exposição à língua oral-aural anteceder à da língua de sinais, é esta última que ocupará o lugar de L1, uma vez que é por meio dela que a criança “... não apenas terá assegurado a aquisição e desenvolvimento de linguagem, como a integração de um auto- conceito positivo” (Moura, Lodi e Harrison, 1997, p.345).
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DISCUTINDO A ATUAÇÃO DO PROFESSOR INTERLOCUTOR DE LIBRAS A PARTIR DE UM GRUPO DE FORMAÇÃO

DISCUTINDO A ATUAÇÃO DO PROFESSOR INTERLOCUTOR DE LIBRAS A PARTIR DE UM GRUPO DE FORMAÇÃO

Em meados da década de 1990, o Brasil torna-se signatário de documentos que assumem a Educação Inclusiva como tarefa fundamental para todo o país. A educação dos surdos, na perspectiva da Educação Inclusiva, advoga uma educação bilíngue e tange o envolvimento de diferentes profissionais. Entre os profissionais envolvidos, dá-se o destaque para a função do Professor Interlocutor de Libras (PI). O PI é uma das recentes funções que compõem o quadro de funcionários das Escolas Públicas estaduais de São Paulo. É previsto que ele atue nas unidades escolares da rede estadual de ensino que apresentarem alunos surdos ou com deficiência auditiva regularmente matriculados, com a função de realizar a interlocução entre professores e alunos com surdez e/ou deficiência auditiva. Esse estudo tem como objetivo geral analisar uma estratégia de formação continuada para professores interlocutores. Participaram desta pesquisa três PIs, atuantes nas Escolas Estaduais de uma cidade de porte médio do interior paulista. Os participantes compuseram um grupo de formação que propôs, com base em estudos teóricos e em trocas de experiências, realizar discussões e reflexões acerca da atuação dos PIs. Os encontros do grupo de formação aconteceram semanalmente com duração média de duas horas cada, totalizando dez encontros. Os dados coletados durante o grupo de formação (questionário aberto, filmagem, roteiro de análise das filmagens do grupo, atuação do PI, e transcrições do grupo de formação) foram discutidos em três eixos de análises: 1) O papel/função do PI em sala de aula e na escola ; 2) Desafios, possibilidades e limites da atuação do PI ; e 3) O grupo de formação enquanto espaço de interlocução /mediação entre os participantes. As analises das sequências revelaram a necessidade de um espaço de formação continuada entre PIs com a finalidade de possibilitar discussões e reflexões sobre a prática. Os depoimentos dos PIs indicam a precariedade do ensino para alunos surdos na realidade vivenciada pelos PIs e pelos PRs, já que não há uma diretriz ou uma orientação de trabalho, ou mesmo metas estabelecidas para serem seguidas. Essa lacuna de metas e diretrizes causa confusão entre os fazeres de cada profissional. As soluções continuam sendo paliativas, o trabalho é realizado sem propostas ou finalidade, e não há uma política que alicerce de fato a inclusão bilíngue para o surdo. Portanto, concluímos que assumir um compromisso de educação de qualidade para o aluno surdo torna-se extremamente complicado com a ausência do alicerce Político Pedagógico de um Projeto efetivo que embase e atente de fato às práticas dos princípios que regem uma educação bilíngue para o surdo na escola.
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Aplicação de modelos qualitativos à educação científica de surdos

Aplicação de modelos qualitativos à educação científica de surdos

Desde as últimas décadas do século XX, têm sido propostas modificações nos objetivos da educação científica, que afetam o entendimento do próprio conceito de conteúdo e acrescentam-lhe novas dimensões. A dimensão conceitual e a influência das mudanças culturais de nossa sociedade dão importância à atual revisão da própria concepção do que seja o ensino de Ciências. Na abordagem Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS), não se pode conceber o ensino de Ciências sem as discussões sobre os aspectos tecnológicos e sociais, contextualizados e contextualizadores. No que se refere à dimensão processual, não se aceita mais “transmitir conteúdos prontos”, mas, sim, a construção de conceitos científicos escolares culturalmente situados. Os trabalhos em História, Filosofia e Epistemologia das Ciências influenciaram muitos organizadores de currículo sobre o que ensinar. O ensino volta-se para a dimensão relacionada com a tomada de decisões fundamentadas e críticas sobre o desenvolvimento científico e tecnológico das sociedades. Trata-se da discussão sobre os valores associados ao próprio conteúdo. Logicamente, a mudança no conceito do conteúdo exige modificações no desenvolvimento desse conteúdo em sala de aula (CARVALHO, 2004).
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Libras na educação de surdos: o que dizem os profissionais da escola?.

Libras na educação de surdos: o que dizem os profissionais da escola?.

A inclusão educacional de surdos tem sido frequentemente debatida, especialmente pela condição bilíngue e bicultural dos alunos, que exige práticas diferenciadas de ensino que partem da Língua Brasileira de Sinais . O objetivo do estudo foi entender o que os proissionais da escola dizem sobre o papel desta língua. Participaram da pesquisa a diretora, o supervisor pedagógico, a coordenadora de linguagens e códigos, a coordenadora de humanas, o coordenador de exatas, o professor de português como segunda língua, a professora da sala de recursos e a intérprete de Libras. O trabalho de campo foi realizado em uma escola de ensino médio da rede pública, do Distrito Federal, através de entrevistas semiestruturadas. Das análises depreendeu-se um eixo relacionado à centralidade (ou não) da Libras para o desenvolvimento bicultural dos surdos. Os participantes da pesquisa formularam críticas aos processos de escolarização dos surdos e à Língua de Sinais.
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Educação e sexualidade: um estudo com professores de alunos surdos

Educação e sexualidade: um estudo com professores de alunos surdos

RESUMO: A sexualidade compreende aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais. Ela é desenvolvida ao longo da vida e inicia-se a partir das primeiras experiências afetivas do bebê. Objetivando compreender o entendimento de sexualidade dos professores de centro de apoio à deficientes auditivos, foi aplicado um questionário semi-estruturado. Todos foram unanimes quanto a importância da temática sexualidade ser trabalhada na escola. Quando questionados se já trabalharam a temática sexualidade em sala de aula a maioria disse que sim, e uma minoria disse que não. Dentro os que responderam abordar a temática em sala de aula, foram relatados os assuntos mais abordados: prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e gravidez indesejada, diversidade sexual e de gênero. Os recursos mais usados pelos professores são palestras/oficinas com profissionais da área e filmes/documentários. Percebe-se a necessidade de uma prática interdisciplinar no que toca à sexualidade, e de que todos os profissionais da educação estejam preparados para falar, partindo, ou não, do conteúdo de suas disciplinas.
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A educação de surdos contada por meio de selos postais

A educação de surdos contada por meio de selos postais

Educação e Fronteiras On-Line, Dourados/MS, v.7, n.19, p.6-18, jan./abr. 2017 7 La educación de los sordos, lo que equivale a la configuración histórica del siglo XVI, fue documentado en diferentes maneras y en diversos medios de comunicación por un número de autores y/o participantes de diferentes países. Los personajes y los acontecimientos relacionados con la educación de los sordos ganaron representación en gráficos, estatuas, y también en el cine, entre otros. Entre los diversos apoyos que simbólicamente dan forma a la historia de la sordera, tenemos la documentación filatélico, más específicamente, el sello postal conmemorativo. El objetivo de este estudio bibliográfico y documental es ver cómo se ha reproducido la historia de la educación de sordos en los sellos postales de los países de América y Europa en el siglo XX y XXI. El método utilizado en el estudio contempló una encuesta de franqueo en línea relacionados con la discapacidad en la educación general y específicamente sordo. Los sellos fueron encontrados en las colecciones que se accede en línea y se clasificaron y analizaron de acuerdo con 1) personalidades envolvidas con la educación de los sordos, 2) eventos realizados, 3) los recursos utilizados en el servicio y 4) el lenguaje de signos. Aunque sellos no permiten vislumbrar como si dados los procesos históricos de desarrollo de la educación de sordos en los diversos países representados, el estudio pone de relieve el valor del campo a través de algunos hitos importantes que los países elencaram como un punto culminante.
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a biblioteca do Instituto Nacional de Educação de Surdos :: Brapci ::

a biblioteca do Instituto Nacional de Educação de Surdos :: Brapci ::

De maneira geral, uma biblioteca totalmente inclusiva para as pessoas surdas deve incorporar os seguintes elementos: divulgação do serviço; (b) avisos em associações e comunidades de surdos, departamentos de serviço social e audiologia e dentro das organizações especializadas; (c) artigos e anúncios nos meios de comunicação dirigidos às pessoas surdas em linguagem clara e concisa; (d) sites acessíveis com links para outros endereços especializados; (e) informações de vídeo sobre os serviços prestados pela biblioteca, com versão em Libras e legendas grandes e claras; (f) funcionários da biblioteca fazendo treinamento em Libras e leitura labial; (g) sinalização clara em todas as áreas, com imagens em Libras; (h) áreas de recepção e mesas de consultas todas devidamente equipadas com iluminação, fundos claros e uma boa acústica; (i) funcionários treinados sobre cultura surda, capaz de usar linguagem básica de sinal, com alguns funcionários treinados para padrões mais elevados e no alfabeto manual libras; (j) funcionários cientes das necessidades específicas dos surdos cegos, surdos com dificuldades de aprendizagem ou múltiplos comprometimentos; (k) treinamento de uso de serviços de assinatura de tradução da Libras; (l) versões em vídeo com sinais e legendadas dos folhetos informativos; (m) atividades infantis e adultas e apresentações com intérprete; (n) acervo disponível em uma gama de assuntos relacionados com as pessoas surdas e surdez; (o) acesso à base de dados nacionais e internacionais de formatos alternativos e serviço de empréstimo entre bibliotecas para pessoas surdas; (p) uso de TICs para incluir acessibilidade visual e tátil nos sites conforme leis de acessibilidade; (q) criação de um grupo consultivo formado por pessoas surdas.
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A construção do projeto bilíngue para surdos no Instituto Nacional de Educação de Surdos na década de 1990.

A construção do projeto bilíngue para surdos no Instituto Nacional de Educação de Surdos na década de 1990.

A criança surda necessita de ser compreendida, querida, amada. Não é mais um pária que, pela ignorância dos que não são surdos, ficou atirada à margem, sem direito de ser criança, como as demais. Se chegarem até elas os recursos da técnica, da “arte” de ensinar-lhe a falar e compreender o que os outros falam, por certo a inteligência se desenvolverá e o progresso que fizer estará na razão direta do esforço de seu professor [...]. Nada é impossível, há caminhos que conduzem a todas as coisas. Que Deus inspire e abençoe todos aqueles que se dispuserem a essa árdua, mas compensadora tarefa! (Dória, 1954, prefácio).
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Pelos caminhos da extensão universitária na UCFG: formação docente para o ensino de LIBRAS

Pelos caminhos da extensão universitária na UCFG: formação docente para o ensino de LIBRAS

No âmbito da Escola, nesse mesmo período, a LIBRAS foi inserida como um dos componentes curriculares, tirando os docentes surdos da condição de auxiliar de sala dos professores ouvintes e levando-os à condição de professores de LIBRAS como primeira língua (L1) para os alunos surdos. Se antes todo o planejamento didático pedagógico era feito pelos professores ouvintes dos demais componentes curriculares, sendo os docentes surdos apenas coadjuvantes no processo de ensino-aprendizagem, agora, eles seriam protagonistas de suas práticas em sala de aula. Assim, uma nova necessidade para a formação desses docentes surge: embasá-los de conhecimentos didáticos (plano de aula, metodologias de ensino, avaliação, entre outros).
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Escolarização de estudantes surdos e os profissionais envolvidos: o foco nos dispositivos legais brasileiros

Escolarização de estudantes surdos e os profissionais envolvidos: o foco nos dispositivos legais brasileiros

Várias conquistas já foram alcançadas em relação ao prescrito nos dispositivos legais brasileiros quanto à escolarização do estudante surdo: a garantia de uso da Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS) em sala de aula; a presença de profissionais que façam uso desta língua; entre outras condições que auxiliam no aprendizado acadêmico na escola regular. Sob esse viés, este estudo busca analisar nos documentos legais brasileiros que tratam da educação de estudantes surdos quais tipos de apoio e quais profissionais deverão estar envolvidos no processo de escolarização e discutir sobre a formação dos profissionais no âmbito do prescrito. Este estudo é de cunho documental, por meio dos seguintes dispositivos legais: Lei Nº 10.436 (2002), Decreto Nº 5.626 (2005), Lei Nº 12.319 (2010) e Lei Nº 13.146 (2015). Esses dispositivos foram elencados por se relacionar diretamente a pessoa surda no quesito educacional. A análise de dados se deu por meio da análise de conteúdo do tipo temática. Enfatizamos que além da indispensável presença da língua de sinais em sala de aula e no ambiente escolar, como principal forma de comunicação do e com o estudante surdo, também é fundamental a presença de profissionais (instrutores e/ou professores surdos) que utilizem essa língua. Esses serão responsáveis tanto pelo ensino da língua de sinais para os estudantes surdos, quanto pela tradução e interpretação. A formação destes profissionais e a análise do prescrito é urgente para que a escolarização dos estudantes surdos ocorra de modo adequado às suas necessidades comunicativas e de aprendizagem.
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