Empresa capitalista

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GLOBALIzAçãO: A EMPRESA CAPITALISTA E OS DESLOCAMENTOS DAS UNIDADES PRODUTIVAS

GLOBALIzAçãO: A EMPRESA CAPITALISTA E OS DESLOCAMENTOS DAS UNIDADES PRODUTIVAS

Nesses termos, a mobilidade é uma válvula de escape que os novos investidores adotam hoje como estratégia: gozam da liberdade de custos, no frio cálculo, do poder de investir sem preocupar-se com as obrigações sociais. Esse movimento inaugura uma desconexão entre gozar de liberdade para utilizar-se da exploração e desprezar as consequências desse ato (BAUMAN, 1999). Essa mobilidade tem uma implicação direta na empresa capitalista. Sua dispersão geográfica exige soluções flexíveis. O que leva a dizer que o capitalismo tende a ser mais organizado, além de aumentar sua capacidade de se reproduzir, pelo fato de essa mobilidade permitir maior flexibilidade no mercado de trabalho e no conjunto da economia (HARVEY, 1992).
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As “sete vidas” do capitalismo: um estudo de caso alargado em uma empresa “capitalista consciente”

As “sete vidas” do capitalismo: um estudo de caso alargado em uma empresa “capitalista consciente”

Inspirado no velho dogma liberal segundo o qual o desenvolvimento dos povos só pode resultar do livre funcionamento da economia (capitalista), os ‘mandamentos’ fundamentais deste plano americano para impor ao mundo o catecismo monetarista e neoliberal são, em síntese, os seguintes: a plena liberdade de comércio (sem barreiras alfandegárias ou quaisquer outros obstáculos à livre circulação de bens e serviços); a liberdade plena de circulação de capitais; a desregulamentação completa de todos os mercados, em especial os mercados financeiros ... a subordinação do poder político democrático ao poder económico-financeiro; a subordinação dos estados à regra ‘clássica’ (em Portugal poderíamos dizer salazarenta) do equilíbrio orçamental, que arrasta consigo a redução das despesas públicas, com a inevitável asfixia do estado social; o combate prioritário à inflação e a desvalorização das políticas de promoção do emprego; a adoção de políticas tributárias favoráveis aos muito ricos e aos rendimentos do capital; a rejeição de qualquer ideia de equidade e de quaisquer políticas de redistribuição do rendimento em favor dos titulares de rendimentos mais baixos; o esvaziamento da contratação coletiva; a ‘flexibilização’ da legislação laboral (aumento do número de horas de trabalho não pago, bancos de horas, precarização do emprego, facilitação dos despedimentos); a adoção de políticas de rendimentos que se traduzem na transferência para o capital dos ganhos da produtividade e que promovem a redução dos salários reais, para tentar compensar a subida dos custos financeiros e a baixa tendencial da taxa média de lucro.
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Sujeito e empresa capitalista contemporânea num impasse: entre o laço social neurótico...

Sujeito e empresa capitalista contemporânea num impasse: entre o laço social neurótico...

que constituem a organização, não é essa configuração preferível, do ponto de vista da vida em sociedade? Claro, sabendo que qualquer ato dito altruísta invariavelmente remete ao próprio sujeito, sob a forma de demanda de amor ou de reconhecimento, por exemplo, mas que, de alguma forma, beneficia o outro também. Ou seja, será que tal discurso da preocupação com todos e da boa empresa, ainda que procure esconder uma certa dimensão não tão altruísta assim, não cria laços sociais menos perversos do que a tendência parece apontar no caso de outras empresas, onde as metas de produtividade, redução de custos e lucros sempre crescentes tornam-se, não raras vezes, a única finalidade dessas empresas?
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Organização e processos de trabalho em uma cooperativa do MST: debate teórico no contexto da empresa capitalista e da economia solidária.

Organização e processos de trabalho em uma cooperativa do MST: debate teórico no contexto da empresa capitalista e da economia solidária.

MARX (1997) ao estudar os GSA brasileiros aponta alguns critérios para a formação dos grupos e alcance da autonomia. São eles: a) formação de grupos pequenos de trabalhadores polivalentes, coordenado por um líder, no qual o treinamento é feito on-the-job, onde os trabalhadores mais experientes repassam seus conhecimentos para os demais; b) os grupos recebem, discutem e negociam metas semanais, sendo parte do salário dependente do cumprimento destas metas; c) o objetivo é transferir o poder decisório para os grupos, cobrando-se quantidade e qualidade; d) cada grupo possui um terminal de computador integrado à planta, onde é possível ter informações sobre o andamento da produção de cada grupo e enviar ordens de compra para o almoxarifado; e) estudos de tempos e métodos para definição de como a empresa vai se organizar para produzir, dimensionamento dos grupos e do número de equipamentos, porém não há controle de tempos ao longo do processo produtivo.
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Rentabilidade e perspectivas da empresa capitalista na agricultura brasileira: um estudo de casos

Rentabilidade e perspectivas da empresa capitalista na agricultura brasileira: um estudo de casos

a generalização das relações de produção capitalistas no setor rural.. das economias avançadas, e as razões pelas quais estas ainda são pr~.[r]

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Criativa e maravilhosa pra quem? Como as cidades estão transformando a cultura no ativo mais valioso da empresa urbana global

Criativa e maravilhosa pra quem? Como as cidades estão transformando a cultura no ativo mais valioso da empresa urbana global

É no contexto dessas relações que as cidades vão se transformando e o planejamento urbano dá lugar ao planejamento estratégico, isto é, a empresa capitalista se sobrepõe à organização do espaço nas cidades. A cidade do pós-guerra, para a qual a funcionalidade do espaço urbano deveria resolver o problema das desigualdades existentes em seu território, dá lugar à cidade global do fim do século XX, cujo principal objetivo é não ser excluída do circuito dos fluxo de capitais mobilizados em seu território, ou mais ainda, atrair cada vez mais empresas para esse espaço. De modo que, o perfil das políticas em torno do redesenho das cidades vai ganhando um contorno, que em sua essência se volta prioritariamente à reprodução econômica, ainda que, no plano normativo, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida de suas populações.
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O Mercado Convencional da Banana: sujeição da agricultura familiar no Vale do Ribeira-SP

O Mercado Convencional da Banana: sujeição da agricultura familiar no Vale do Ribeira-SP

Ainda, mesmo sendo de caráter ideológico, é cabível discutir a concepção que emerge do campo da administração rural e da gestão da produção, que acredita que a prosperidade econômica do agricultor familiar virá da gestão profissional do seu em- preendimento. Esta concepção ganhou relevância na modernização da agricultura, pro- pondo que o produtor familiar deveria criar uma mentalidade empresarial para gerir o seu estabelecimento produtivo, assemelhando-se a uma empresa capitalista (MARTINS, 1975). Nesta linha de pensamento, o produtor familiar deve agir como um administra- dor rural para prosperar economicamente; para tanto, deve lançar-se ao uso de méto- dos de gestão que favoreçam as condições para a sua inserção nos mercados de forma competitiva (SOUZA FILHO; BATALHA, 2005; MENDES, 2006; LOURENZANI, 2006).
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NA ATUAL CONFIGURAÇÃO DE SOCIABILIDADE CAPITALISTA

NA ATUAL CONFIGURAÇÃO DE SOCIABILIDADE CAPITALISTA

RESUMO Reflexões sobre a leitura e as novas Tecnologias de Informação e Comunicação-TIC como possibilitadora ao acesso à informação no enfrentamento às desigualdades sociais na atual configuração de sociabilidade capitalista. Discute sobre a exclusão digital como decorrência da própria exclusão social. Adverte que o obstáculo maior ao acesso à informação via TIC, deve-se ao grave quadro social do Brasil, pela não efetividade das ações do Estado. Enfatiza a necessidade da prática da leitura como instrumento capaz de possibilitar o uso autônomo e crítico das TIC pela classe trabalhadora.
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O racionalismo capitalista e a evolução da empresa brasileira

O racionalismo capitalista e a evolução da empresa brasileira

O crescimento do mercado interno, com o deslocamento de populaç~es do campo para a cidade deterDinado principalmente, pela expans;o industrial, reduziu as possibilidades de aumento de ex[r]

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A reforma agrária capitalista brasileira

A reforma agrária capitalista brasileira

A propriedade privada é um direito inventado a partir de uma forma própria de organização e produção social característica do capitalismo. A sua construção ocorreu em conjunto com a consagração do pensamento científico e do Estado, além de outras estruturas voltadas à manutenção e reprodução capitalista, num verdadeiro sistema. A apropriação privada da terra trouxe um caráter de exclusividade no aproveitamento de seus recursos, eliminando direitos costumeiros que possibilitavam usos comuns como forma de assegurar condições mínimas de subsistência a todas as pessoas. Com a conquista das Américas, os padrões sociais europeus foram levados para o Novo Mundo, produzindo efeitos que trouxeram restrições aos modos de viver dos povos indígenas e, mais tarde, replicariam essas consequências sobre outros grupos da sociedade, como os quilombolas e os camponeses. As diversas formas de relação com a terra, orientadas por lógicas distintas da capitalista, não foram devidamente reconhecidas pelo modelo hegemônico, o que criou obstáculos determinantes à manutenção e reprodução econômica, social, política e cultural dos povos tradicionais. A propriedade privada, no Brasil, serviu à construção de uma estrutura fundiária extremamente concentrada e excludente, como forma de atender aos interesses de uma elite. A luta pelo direito de acesso à terra levou ao reconhecimento da necessidade de se realizar uma reforma agrária, que foi sempre questionada como afronta ao direito de propriedade privada. Assim, essa política estaria associada a um projeto socialista, que seria anacrônico ao se considerar a hegemonia do capitalismo liberal. Por outro lado, a maneira como a reforma agrária tem sido realizada no país permite que se verifique a aplicação de elementos puramente capitalistas, representando a expansão territorial e social
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Uma resposta singular no campo capitalista

Uma resposta singular no campo capitalista

uma política de habitação operária revelava-se fundamental i) para a pacificação da mão-de-obra operária, e ii) para a sua fixação. Naturalmente, estes são dois objetivos – que aqui tratámos como fatores, em função do seu peso explicativo no desenrolar dos acontecimentos – melhor compreensíveis à luz de uma perspectivação do que eram os propósitos tipicamente paternalistas de mitigação dos conflitos sociais de classe e promoção da cooperação entre classes, numa lógica de recuperação de princípios de organização comunitária que pudessem suavizar as relações de classe. Do ponto de vista do operariado, por seu lado, num contexto de grande carestia económica e de extrema precariedade habitacional, bem como de reivindicação de habitação digna, iii) a disponibilização de residências de qualidade aos trabalhadores da empresa funcionava como um poderoso elemento de atratividade e de predisposição à aceitação das relações sociais de trabalho na Companhia União Fabril ou, se quisermos, como um fator de produção da manufatura do consentimento operário de que nos fala Michael Burawoy (1979).
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Desenvolvimento econômico e revolução capitalista

Desenvolvimento econômico e revolução capitalista

Neste trabalho, discutirei o desenvolvimento econômico a partir dessa perspectiva histórica. Darei uma especial ênfase à grande mudança da estrutura econômica e social que representou a Revolução Capitalista e suas três sub-revoluções. As estruturas econômicas mudam com o progresso técnico e as transformações correlatas nos sistemas de estratificação social e de propriedade. Já as instituições refletem as mudanças estruturais que estão ocorrendo na sociedade, ao mesmo tempo em que agem com força sobre essas estruturas na medida em que seu papel é o de regular a vida social. Por outro lado, no plano cultural não param de ocorrer mudanças que em parte são geradas nele próprio, em parte refletem as mudanças estruturais e institucionais. Estabelece-se, assim, uma relação dialética entre estrutura, cultura e
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O estado do tipo capitalista e suas funções

O estado do tipo capitalista e suas funções

A escola então como espaço de fluxo contínuo das relações capitalistas é também a corporificação desses elementos que buscam o consentimento do corpo social fracionado, dividido, serializado (POULANTZAS, 1985). Em Estado, Poder e Socialismo (1985), o autor grego não aprofunda a questão do papel que as formas institucionais têm no equilíbrio das relações de forças e na forma como os aparelhos repressivos e ideológicos são estratégicos para a manutenção da acumulação e consequentemente do bloco hegemônico no poder. Poulantzas (1985) entende que o Estado capitalista, esta forma especial de Estado, possui certa autonomia na ordenação das relações sociais no capitalismo, através da organização das relações ideológicas e da ideologia dominante, além da manutenção de um aparelho repressivo. A ideologia compreende também uma série de práticas materiais extensivas aos hábitos, aos costumes, ao modo de vida dos agentes, e se molda
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Natureza e espaço um breve ensaio sobre a espacialidade humana a partir da noção marxiana do metabolismo socioecológico

Natureza e espaço um breve ensaio sobre a espacialidade humana a partir da noção marxiana do metabolismo socioecológico

Tal crítica ao papel da natureza é combatida não só pela abordagem do metabolismo, mas, quando tratando do processo de agricultura capitalista, Marx aponta que “a produção capitalista[r]

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Modelo eaespiano de capacitação em gerência estratégica de negócios (1954/1986)

Modelo eaespiano de capacitação em gerência estratégica de negócios (1954/1986)

Produçio Capitalista. Dai, a enfase de pensar a economia brasileira no contex- to dos Padrôes de Desenvolvimento Capitalista, como um Capitalismo Tardio, onde a nat[r]

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diálogos entre prostituição e Capitalismo Humanista  Rhuan Cambuí Machado

diálogos entre prostituição e Capitalismo Humanista Rhuan Cambuí Machado

Falar sobre sexo significa moldá-lo a partir do discurso. É necessário que se fale de sexo, pois é a partir dos discursos formulados, do que é dito e, especialmente, do que é silenciado, que se pode estabelecer padrões socialmente aceitáveis de sexualidade, a dizer, da forma como os indivíduos se relacionam com o sexo. A importância disso numa sociedade capitalista é fundamental. Para a lógica capitalista, onde toda a força de produção, toda a energia do trabalhador, deve estar voltada para os processos de produção, compreender e regular a forma como a energia sexual é empregada ou “desperdiçada”, marca a diferença entre a manutenção de uma reserva de mão de obra e de um mercado consumidor, e o esvaziamento das linhas de produção em face de “prazeres carnais”.
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Estado moderno ou Estado de direito capitalista

Estado moderno ou Estado de direito capitalista

Inicialmente vamos dizer que o Estado Moderno é a raiz histórica em que repousa o nosso atual Estado Capitalista. Neste sentido, o Estado Moderno guarda a chave para defi nirmos o próprio metabolismo do capital e da estrutura política, funcional e administrativa que o acompanha. Por isso, o Estado não é aqui tratado como organismo, de acordo com as concepções organicistas da política ou do funcionalismo, mas como fl uxo vital de um amplo sistema que articula Estado/ Sociedade/Capital e suas variáveis intercambiáveis. O Estado remete-nos ao Direito e discutir a Sociedade implica em tomar a cultura e o Capital pressupõe o trabalho e o próprio sistema fi nanceiro.
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Historicidade da propriedade privada capitalista  e os cercamentos

Historicidade da propriedade privada capitalista e os cercamentos

El objetivo de este artículo es diferenciar los diversos tipos de “propiedad priva- da” que surgieron en nuestra historia, desde la Edad Antigua, pasando por la Edad Media, hasta llegar a la actual propiedad privada capitalista. Para ello, se identificó la relación entre la Revolu- ción Francesa y la Revolución Agraria con surgimiento de la propiedad priva- da capitalista. Por otro lado, se detectó que con las expropiaciones, derivadas de los cercamientos, hubo la disolución entre trabajo y propiedad. Con ello, se promovió la acumulación de capital y la expulsión de la población del campo a la ciudad. Por último, se percibió que ese fenómeno, de origen inglés, todavía existe actualmente, impidiendo el acce- so a la tierra y empujando a la población pobre hacia la periferia de las ciudades.
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CRISE CAPITALISTA E EDUCAÇÃO SUPERIOR NA CONTEMPORANEIDADE

CRISE CAPITALISTA E EDUCAÇÃO SUPERIOR NA CONTEMPORANEIDADE

[...] sob a égide da reestruturação produti va e globalização, a educação tecnológica como políti ca de Estado assume grande parte da incumbência de propiciar condição ao setor produti vo nacional de alcançar os padrões de qualidade, produti vidade e competi ti vidade dos países desenvolvidos (PINO, 2016, p. 93). O contexto de fi nanceirização do capital, reestruturação produti va e hegemonia neoliberal infl uenciaram a forma de intervenção estatal. Na realidade, no neoliberalismo, Estado e capital estão diretamente imbricados, porque na sua essência o Estado é capitalista. Por isso, as relações trabalhistas são desregulamentadas com o incenti vo e o consenti mento do Estado e os direitos trabalhistas e as políti cas sociais, cada vez mais focalizadas na extrema pobreza, são diminuídos, ou seja, no neoliberalismo o que predomina é este “Estado mínimo para o social e máximo para o capital” (PAULO NETTO apud BEHRING, 2009, p. 09), conforme antes apontado. Consoante a isso, o discurso da fl exibilização defendido pelo mercado é assumido também pelas ações do Estado.
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