Empresário Individual de Responsabilidade Limitada

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Portanto, o ato constitutivo da EIRELI pode ser caracterizado como uma declaração unilateral de vontade solene, formal e condicionada. Solene porquanto sempre deve ser de modo escrito, não admitindo o direito brasileiro a constituição de pessoas jurídicas de forma verbal. É formal porquanto deve obedecer às regras próprias de seu tipo, ou seja, sua adequação depende do preenchimento de requisitos identificadores dos elementos de sua composição, como a definição da única titularidade, capital mínimo, inscrição de seu ato em registro etc. Por fim, é condicionada à declaração do Poder Público, que o faz de forma constitutiva e não apenas declaratória, uma vez que só existirá EIRELI caso o registro competente promova seu arquivamento neste sentido, de modo que é correto entender que, dedicando-se o empresário único à atividade econômica, está enquadrado como empresário individual (CC, art. 966) e não com responsabilidade limitada (CC, art. 980-A).
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A limitação da responsabilidade do empresário Individual: a sociedade unipessoal

A limitação da responsabilidade do empresário Individual: a sociedade unipessoal

por seu turno, a ascensão do instituto a figura societária (além das motivações económicas que também são comuns à necessidade e adopção de uma sociedade de responsabilidade limitada) facilitaria a transmissão da participação social, bem como a cisão e a transmissão da empresa objectiva, em virtude do benefício da personalidade jurídica social. Em suma, um instituto que está sempre aberto à pluralidade de sócios e à consequente ‘transformação’ em sociedade de estatuto jurídico respectivo, isto é, à passagem da titularidade individual ao exercício colectivo da mesma empresa, seja, exemplificando, através da entrada de coparticipantes no negócio, seja com a repartição do patrimônio empresarial entre os herdeiros do sócio primitivo, apresenta uma maior elasticidade numa óptica evolutiva da empresa. É compreensível, em outra medida, que a empresa individual não terá essa versatilidade funcional no caminho da expansão do negócio e do acolhimento de novos partners, pois isso passaria pela adopção de uma operação de restruturação que implicaria a constituição de um novo e distinto sujeito da empresa preexistente, com a empresa a constituir entrada da nova sociedade.
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EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA: INSTRUMENTO DE RESGATE DA FORMALIDADE EMPRESARIAL

EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA: INSTRUMENTO DE RESGATE DA FORMALIDADE EMPRESARIAL

Há tempos se discute uma forma de limitar a responsabilidade patrimonial do empresário individual. Diversos juristas e empresários sempre questionaram a razão pela qual é imperioso ter um sócio para obter tal condição. O empresário individual é uma pessoa física que exerce atividade empresarial que, normalmente, na prática, limita-se a atividades de pequeno porte e sem necessidade de grandes investimentos. As atividades desenvolvidas por eles, na maioria das vezes, são pequenos negócios, como padarias, pequenas mercearias, artesanato e outros. Dadas as limitações financeiras e o desconhecimento sobre a vida empresarial, um contingente muito grande de empreendedores acaba sendo empurrado para a informalidade, vivenciando diversas dificuldades para manter sua empresa no mercado.
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10873

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A Lei nº 12.441/11, que instituiu no Brasil a empresa in- dividual de responsabilidade limitada, absteve-se de elencar quais atividades poderão ser exercidas pelo novo empresário individual, tampouco estabeleceu a forma como deverão ser praticadas, restando ao intérprete dúvidas acerca da possibili- dade de exercício de atividade de natureza civil pela EIRELI. O novo diploma legislativo, assim, obrigou o hermeneuta a solucionar tal incerteza. Ao acrescentar o art. 980-A, § 5º, ao Código Civil, aquela Lei previu que a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, no- me, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurí- dica, vinculados à atividade profissional, poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza. Ora, não quis aqui o legislador estabelecer limitações à iniciativa empre- endedora do titular da EIRELI, não cabendo ao intérprete fazê- lo por meio de esforço hermenêutico.
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ADHEMAR NELSON LACERDA DE MOURA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI): VANTAGENS E DESVANTAGENS SOCIETÁRIAS E TRIBUTÁRIAS EM SUA IMPLEMENTAÇÃO

ADHEMAR NELSON LACERDA DE MOURA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI): VANTAGENS E DESVANTAGENS SOCIETÁRIAS E TRIBUTÁRIAS EM SUA IMPLEMENTAÇÃO

Um caso questionado no mundo empresarial brasileiro é o fato do empresário individual não ter a capacidade de constituir uma empresa sozinho, ou seja, depender de um sócio ou mais para poder abri-la e ser de fato uma pessoa jurídica com responsabilidade limitada. Isto causa a criação da figura do “sócio fantasma”, que consiste num sócio o qual não tem nenhum tipo de participação na atividade e fins da empresa e que está na composição societária apenas para configurar a obrigação de um segundo sócio na sociedade. Não sendo o caso de constituir uma sociedade, o empresário opta pela firma individual, onde a pessoa física é a titular, ou seja, a responsável por um CNPJ (cadastro nacional de pessoa jurídica), respondendo pela totalidade de seu patrimônio individual.
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MICROEMPRESÁRIO, EMPRESA SIMPLES DE CRÉDITO E EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA: TRAÇOS DISTINTIVOS GERAIS

MICROEMPRESÁRIO, EMPRESA SIMPLES DE CRÉDITO E EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA: TRAÇOS DISTINTIVOS GERAIS

subordinação do empresário individual ou de sociedades empresárias a regimes jurídicos diferenciados nas áreas tributária, trabalhista; processual e no campo licitatório. O art. 170 da Constituição Federal, estipula que a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observado, dentre outros princípios, o tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. No mesmo sentido das ME, EPP e MEI, a Empresa Simples de Crédito - ESC não é uma nova espécie de empresário. A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI é uma espécie de empresário com personalidade jurídica, distinta do empresário individual e das sociedades empresárias.
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Análise e reflexões sobre a criação da empresa individual de responsabilidade limitada no cenário jurídico empresarial brasileiro

Análise e reflexões sobre a criação da empresa individual de responsabilidade limitada no cenário jurídico empresarial brasileiro

Este trabalho tem por principal objetivo analisar e refletir sobre a instituição da empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI) no ordenamento jurídico brasileiro, levando em consideração suas raízes, seus fundamentos, as ideias do legislador por meio de seu projeto de lei, valendo-se, para tanto, de uma pesquisa bibliográfica de obras gerais e específicas sobre o tema, revistas, legislação, consulta a sítios eletrônicos diversos, utilizando- se, ainda, de dados extraídos do sítio eletrônico da Junta Comercial do Estado de São Paulo. A metodologia utilizada foi o método analítico dedutivo, elaborando-se uma análise do novo instituto jurídico empresarial, partindo-se do seu projeto de lei até após a publicação da Lei nº 12.441/2011. O procedimento adotado foi a leitura, seleção de material, interpretação, fichamento do material coligido, análise, discussão, síntese, sistematização, elaboração da primeira redação do trabalho e revisão, que redundou na elaboração da presente dissertação. Abordou-se desde os institutos que cercam a matéria, como a personalidade jurídica e a afetação patrimonial pessoal do empresário individual, analisando, também, um pouco mais profundamente, o projeto de lei de sua criação, bem como a própria Lei nº 12.441/2011, as características peculiares desta nova modalidade, com reflexões sobre o tema, expondo uma visão de resultado sobre a realidade da EIRELI, utilizando-se, para tanto, dos dados colhidos no sítio eletrônico da Junta Comercial do Estado de São Paulo, que apontam os números de inscrições deste tipo empresarial, corroborando para a conclusão final do trabalho, em que se constatou a necessidade de algumas reformas na legislação que cerca a matéria, para que se atinja o resultado almejado pelo legislador brasileiro quando da criação deste novo instituto empresarial.
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A NATUREZA JURÍDICA DA EMPRESA INDIVIDUAL DE  LIMITADA NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO  Isabella Lucia Poidomani

A NATUREZA JURÍDICA DA EMPRESA INDIVIDUAL DE LIMITADA NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO Isabella Lucia Poidomani

A presente pesquisa pretende analisar a natureza jurídica da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, a qual promove a limitação da responsabilidade do empresário individual, com base nas teorias da personalização e da afetação patrimonial como formas de se viabilizar a referida responsabilidade limitada. O avanço legislativo conferido com a promulgação da Lei 12.441/2011, que cria a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, atende aos anseios sociais, que já eram objeto de estudo e discussões doutrinárias nos mais diversos ordenamentos, inclusive no brasileiro. A pesquisa proposta, na vertente jurídico-dogmática, é teórica e pretende realizar um estudo do novo instituto criado no sistema brasileiro, a EIRELI, em comparação com as demais formas de se limitar a responsabilidade do empresário individual pelas obrigações sociais instituídas em outros ordenamentos jurídicos. Assim, distintamente das figuras da sociedade unipessoal e do estabelecimento individual de responsabilidade limitada, a empresa individual de responsabilidade limitada foi a opção legislativa adotada no ordenamento jurídico brasileiro.
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A autonomia patrimonial na empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI)

A autonomia patrimonial na empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI)

Por fim, outro custo da entity shielding é a falta de diversificação de ativos para garantia dos credores da companhia. Caso não houvesse a autonomia patrimonial, esses credores teriam acesso ao patrimônio decorrente de outros negócios que os sócios exercem. Ou seja, haveria maior variedade de ativos para garantir o crédito, e dessa forma menor risco de não ser pago, pois as chance de haver um declínio em todos os ramos que o empresário atua é bem pequeno. É evidente que o credor pode atingir este mesmo objetivo investindo em diversas firmas que atuam em atividades distintas. Porém, mesmo esta via alternativa ainda há um único ponto negativo, que reside no adicional custo de transação necessário para atingir este objetivo.
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IDENTIFICAÇÃO DO IMPACTO DAS EMPRESAS INDIVIDUAIS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI) NA CONSTITUIÇÃO DAS EMPRESAS NO MUNICÍPIO DE ICÓ-CE

IDENTIFICAÇÃO DO IMPACTO DAS EMPRESAS INDIVIDUAIS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI) NA CONSTITUIÇÃO DAS EMPRESAS NO MUNICÍPIO DE ICÓ-CE

De acordo com Brasil (2011), foi sancionada a Lei n° 12.441 de 11 de Julho de 2011 que possibilitou, segundo os dizeres do Professor Coelho (2016), a criação da “figura da sociedade unipessoal de responsabilidade limitada”. Com intuito de melhorar a vida do empresário e consequentemente alavancar a economia do país a integrando nas novas empresas dessa modalidade que passaram a ser constituídas desde sua promulgação, trazendo a possibilidade da separação de responsabilidade patrimonial entre sócio e empresa. Destacando-se das demais sociedades que podem ser constituídas com responsabilidade solidária e ilimitada, adentrando no patrimônio do sócio. Tal fato não acontece na sociedade estudada, pois um de seus pontos fortes é a separação da responsabilidade entre entidade e sócio que já vinha sendo aplicada na sociedade limitada, pois as regras da mesma aplicam-se a EIRELI em conformidade com a Lei n°12.441/11 que determina em seu Art. 980-A, § 6º “Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couberem, as regras previstas para as sociedades limitadas”, e assim como na limitada, a EIRELI também fica sujeita a desconsideração da personalidade jurídica.
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Os direitos e as obrigações do titular do capital social da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI).

Os direitos e as obrigações do titular do capital social da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI).

Embora o entendimento possa apresentar fundamento, salienta-se a incompatibilidade com o regime jurídico da EIRELI já exposto e verifica- -se no fato do legislador ter optado pela criação de uma nova espécie de pessoa jurídica ligada à figura da pessoa natural, portanto, empresário in- dividual. Assim, dentro dos limites do presente trabalho, analisar-se-ão os direitos e as obrigações do titular do capital social da EIRELI nessa pers- pectiva.

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O princípio da segurança negocial no direito societário DOUTORADO EM DIREITO

O princípio da segurança negocial no direito societário DOUTORADO EM DIREITO

Quanto ao uso da metodologia do fluxo de caixa descontado, trago a lume as considerações do Professor Marcus Elidius Michelli de Almeida registradas no artigo Sociedade Limitada: causas de dissolução parcial e apuração de haveres, em que o articulista não só defende a utilização do referido método como o mais justo para definir o valor devido ao sócio retirante mas também corrobora o entendimento adotado pela eminente relatora de que tal critério pode perfeitamente se compatibilizar com o levantamento de balanço de determinação. Confira-se: É inegável que a empresa possui um valor de mercado deveras superior ao que consegue obter numa simples análise contábil como se dissolução total fosse. A propósito, é oportuna a manifestação de Rocco, quando menciona que a partir do momento em que a organização dos vários elementos da produção atinge um certo grau de eficiência, o valor do complexo organizado é superior ao da soma dos diferentes elementos que o compõem. A apuração deve ser sempre da forma mais ampla possível, levando em conta o fundo de comércio, os bens corpóreos e incorpóreos, o goodwill da empresa. Justamente por tais motivos é que afirmamos que o critério de avaliação dos haveres deve ser melhor estudado, a fim de não trazer distorções, injustiças e verdadeiro enriquecimento sem causa, para um ou para outro sócio. No nosso entender, é necessário que o aplicador da lei, seja ele juiz, advogado, árbitro ou perito, volte os olhos para outros critérios de avaliação que representem o valor real e justo da sociedade, que muitas vezes pode ser apurado pelo critério de avaliação de empresa com base no fluxo de caixa descontado trazido a valor presente. É cristalino, em toda a literatura contábil e econômica, que o critério de fluxo de caixa descontado é hoje o melhor método para encontrar o valor da empresa, sendo uma tecnologia científica contábil.
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Estudo sobre confiança dos stakeholders nas informações não-financeiras dos relatórios de sustentabilidade das empresas

Estudo sobre confiança dos stakeholders nas informações não-financeiras dos relatórios de sustentabilidade das empresas

Com a expansão do capitalismo para países de economia pré-capitalista, como China e Russia, chegou-se à conclusão de que os recursos naturais disponíveis não serão suficientes para todo mundo. Então, estamos num ponto em precisamos resolver um grande enigma do capitalismo: como preservar o meio ambiente, como promover a insersão dessas populações no mercado de consumo, com todas as suas conseqüências, e como continuar sendo rentáveis. Na minha opinião está equação está proposta, mas não está resolvida. Nesse cenário, as empresas são muito mais uma unidade do que no passado. No passado havia uma forte intervenção do Estado, havia organizações não empresariais, mas o sistema se modificou de uma tal forma que isso tudo se atrofiou e as empresas cresceram. Com isso seu poder cresceu muito e a responsabilidade, teoricamente, também cresceu muito.
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULOPUC-SP Deolindo Luiz Rodrigues Neto

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULOPUC-SP Deolindo Luiz Rodrigues Neto

Quando a lei usa a expressão interesse da companhia, está referindo-se ao interesse do acionista enquanto tal, ao modelo jurídico de acionista, abstratamente considerado, e não a determinado indivíduo que figura concretamente como acionista de determinada companhia. Assim, enquanto os acionistas Caio, Túlio ou Semprônio podem apresentar interesses individuais os mais variados, dentro e fora da sociedade anônima, o interesse geral de todo o acionista, no mecanismo jurídico societário, é um só e sempre igual a si mesmo: a participação nos lucros e no acervo da companhia, refletida no valor de suas ações. 9. Os termos do eventual conflito tornam-se, dessa forma, mais compreensíveis, dissipada a confusão terminológica. Ao falar em interesse da companhia, a lei se refere ao interesse comum dos acionistas, igual para todos, pois que corresponde ao modelo jurídico sobre o qual se elaborou o instituto. (...) Observe-se que a possibilidade de conflito de interesses é inerente a todo contrato plurilateral, não obstante a comunhão de escopo que lhe é característica. Os sócios não abdicam de seu interesse individual de obter mais vantagens econômicas na sociedade, em concorrência entre si; ou de assumir o poder, suplantando outros. (...) Mas esse conflito interindividual não deve afetar a consecução do escopo comum: a produção e partilha de lucros, a valorização do patrimônio social, pelo desenvolvimento da atividade empresarial definida no estatuto como objeto da companhia. 47
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Microcrédito com responsabilidade individual: análise da possibilidade de criação...

Microcrédito com responsabilidade individual: análise da possibilidade de criação...

Todos os colaboradores do programa que foram consultados para esta pesquisa têm familiaridade com a forma contratual de responsabilidade coletiva via empréstimo solidário e concordaram com a seguinte constatação: nessa forma contratual, os problemas de assimetria de informação são transferidos aos membros do grupo de empréstimo solidário. Esta constatação tem o respaldo da teoria, conforme apresentado anteriormente no item 2.1.2. São os próprios mutuários que selecionam quem participa do seu grupo, depois monitoram uns aos outros (peer monitoring) para evitar default, intencional ou não, e efetuam a cobrança entre si. Assim sendo, o problema da seleção adversa é minimizado uma vez que é contra o interesse do mutuário estar no mesmo grupo que um indivíduo cujo perfil de risco seja muito diferente do seu. O problema do risco moral também é reduzido por meio do peer monitoring, pois se um membro do grupo der default, os outros membros do grupo ficam responsáveis por cobrir seu calote, ou então o grupo não terá acesso a futuros empréstimos. Por esse motivo, é criado um incentivo à adimplência. O problema do passivo limitado é reduzido, sendo que ao fazer parte do grupo solidário o indivíduo dispõe do chamado “colateral social”, mecanismo explicado anteriormente: no caso de default de um membro do grupo os outros ficam responsáveis por cobri-lo.
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MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL E SEUS ASPECTOS DE TRANSIÇÃO

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL E SEUS ASPECTOS DE TRANSIÇÃO

Thais Teixeira da Silva 3 Marçal Rogério Rizzo 4 Tarcísio Rocha Athayde 55 Resumo: A Lei Complementar nº. 128, de 19 de dezembro de 2008 criou uma nova figura jurídica que reuniu condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal se tornasse um empresário legalizado. O Microempreendedor Individual (MEI) é conceituado como a pessoa que trabalha por conta própria e que se caracteriza como pequeno empresário. A comunicação da migração de MEI para microempresa pode ser realizada a qualquer momento, por opção própria do individuo que buscar abrir seu próprio negócio, ou por comunicação obrigatória, por meio do recolhimento de seus impostos pelo Simples Nacional. O objetivo geral do trabalho é identificar quais os principais motivos que leva um Microempreendedor Individual a comunicar a sua migração para microempresa. A metodologia utilizada foi à pesquisa bibliográfica, desenvolvida a partir de material já publicado de livros, leis e materiais da internet. Dentre todas as vantagens e benefícios oferecidos ao Empresário Individual, em contrapartida, há também algumas limitações e ressalvas, que na maioria das vezes impede o empresário, de ampliar de uma forma significativa as suas atividades, e de crescer como empreendedor, diante disso o microempresário individual necessita comunicar sua transição de MEI para microempresa.
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A RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS E DEMAIS PESSOAS FÍSICAS NA SOCIEDADE LIMITADA PERANTE OS DÉBITOS RELATIVOS AO CUSTEIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

A RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS E DEMAIS PESSOAS FÍSICAS NA SOCIEDADE LIMITADA PERANTE OS DÉBITOS RELATIVOS AO CUSTEIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

Conforme acima exposto, apesar da teoria dualista da obrigação ter sido aplicada por renomados juristas ao direito tributário, como forma de diferenciar os sujeitos passivos da obrigação tributária 184 , o que ocorreu pela distribuição dos vínculos existentes na obrigação a sujeitos diferentes, esclarecemos desde já que, apesar do reconhecimento da existência tanto da relação pessoal de dívida (débito), como da relação patrimonial de garantia (responsabilidade), em todas as obrigações, não consideramos a aplicabilidade dessa teoria dualista ser suficiente e possível para diferenciar os sujeitos passivos da obrigação tributária. Primeiramente, porque inadmissível a existência do débito sem a responsabilidade ou vice-versa, e, ainda, porque em nosso sistema o responsável tributário surge sem que tenha ocorrido qualquer inadimplemento por parte do sujeito passivo originário, não correspondendo, portanto, a uma responsabilização por garantia, nos termos da teoria acima referida.
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GENOCÍDIO: CRIME COLETIVO, RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL

GENOCÍDIO: CRIME COLETIVO, RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL

A responsabilidade política coletiva por determinada ação pode originar-se no apoio dado, pela coletividade, para a realização dessa ação, na tolerância em relação a ela ou na omissão, quando o coletivo nada fizer para evitá-la. O fundamento dessa responsabilidade se encontra na noção de pertencimento a um coletivo, como, por exemplo, no caso da responsabilidade política de todos os cidadãos pelas ações dos estadistas (JASPERS, 1946, p. 31). Esse tipo de responsabilidade funda-se nos laços que unem os cidadãos a um Estado. Mas ele se reforça num contexto em que todos são autônomos e podem atuar em condições de igualdade com os demais membros igualmente autônomos, com eles decidindo os destinos do grupo. Nesse sentido, todos que, no âmbito do Estado, autonomamente e em condições de igualdade, possam agir livremente na esfera política, seja votando, seja candidatando-se a cargo eletivo, seja atuando como parlamentar, seja recorrendo à administração ou ao judiciário, compartilham a responsabilidade coletiva por qualquer decisão tomada nas esferas executiva e legislativa. Mesmo aos vencidos, cabe-lhes esse ônus, pois, ao participarem do processo decisório, eles o aceitam e legitimam-lhe o resultado. Todos compartilham a responsabilidade política não somente pela forma como o Estado é governado, mas também pela manutenção de sua estrutura.
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Controvérsias sobre a macroeconomia de Keynes e seus possíveis fundamentos microeconômicos

Controvérsias sobre a macroeconomia de Keynes e seus possíveis fundamentos microeconômicos

Ela conclama os pós-keynesianos a não caírem na armadilha de procura- rem perfeita consistência entre o que pode ser inferido para um empresário individual e o resultado de suas interaç[r]

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Corporate governance e a banca cooperativa em Portugal

Corporate governance e a banca cooperativa em Portugal

estrutura híbrida anteriormente descrita em que o oportunismo é bastante reduzido. O oportunismo também pode surgir por iniciativa dos gestores. Por exemplo, Holmstrom e Kaplan (2003) consideram que os gestores de topo podem demorar a responder às oportunidades para aumentar o valor da empresa, sobretudo se os incentivos de remuneração não forem os mais aliciantes (e.g. propriedade limitada de ações). Assim, a relação com outros stakeholders pode ser comprometida, sobretudo se houver o entendimento de que o crescimento e a estabilidade são as metas corporativas mais adequadas. Como consequência, as reações do mercado podem ser negativas. Foi o caso da “indústria de petróleo dos EUA, no início de 1980, quando as empresas de petróleo negociaram abaixo do custo de exploração devido ao excesso de produção em todo o setor” (Holmstrom e Kaplan, 2003: 7).
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