Enfermagem Baseada em Evidências/educação.

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Barreiras para a prática da enfermagem baseada em evidências no Brasil

Barreiras para a prática da enfermagem baseada em evidências no Brasil

Ivan Luiz Marques RICARTE. Professor Titular da Faculdade de Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Limeira, Brasil, onde atua nos cursos de graduação e de pós-graduação em Sistemas de Informação. Tem graduação e mestrado em Engenharia Elétrica pela Unicamp e Ph.D. em Engenharia pela University of Maryland at College Park (EUA). Os seus interesses de pesquisa envolvem a utilização das tecnologias da informação na resolução de demandas informacionais em outras áreas do conhecimento, com ênfase na saúde, na educação e na linguística. Por um ano esteve como professor visitante junto à Faculty of Medicine da McGill University (Canadá). Recebeu, durante as XII Jornadas APDIS em 2016, o Prémio Lucília Paiva pela melhor comunicação oral com o trabalho C ITAÇÕES E FATOR DE IMPACTO NÃO REFLETEM RELEVÂNCIA CIENTÍFICA DA INFORMAÇÃO EM SAÚDE .
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Ensino e aprendizagem da prática baseada em evidências nos cursos de Enfermagem e Medicina

Ensino e aprendizagem da prática baseada em evidências nos cursos de Enfermagem e Medicina

O Instituto Americano de Medicina afirma que a capacidade de empregar a PBE é uma das cinco principais competências que todos os profissionais médicos devem ter (Practice Update, 2010, apud Scano, 2014). Igualmente, a Associação Americana de Faculdades de Enfermagem identifica a prática baseada em evidências como um dos nove princípios básicos do bacharelado em Educação para a prática profissional de Enfermagem (The American Association of Colleges of Nursing, 2008, apud Scano, 2014). Nessa perspectiva, é primordial que os estudantes, enquanto futuros profissionais de Saúde, exercitem a PBE durante sua formação acadêmica.
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Prática baseada em evidências: estratégias para sua implementação na enfermagem.

Prática baseada em evidências: estratégias para sua implementação na enfermagem.

Um grupo de enfermeiros constituído por especialistas e mestres em educação (EUA), aplica uma estratégia denominada grupo de discussão de pesquisas para desen- volver o potencial de enfermeiros que atuam na área médico- cirúrgica de um hospital geral, na utilização de pesquisas. Um pesquisador é convidado para auxiliar o grupo nas suas necessidades relacionadas à compreensão de tópicos de pesquisa, discutindo suas pesquisas com os enfermeiros e ajudando o grupo a promover a integração da pesquisa na prática.Em cada grupo formado para a discussão de determinadas pesquisas, um enfermeiro/mestre é preparado para exercer o papel de líder e as atividades de sua responsabilidade são: relacionar os artigos para a discussão, recrutar e convidar os participantes do grupo, facilitar a discussão, fazer contato com o pesquisador e coordenar as reuniões. Os participantes do grupo têm como responsa- bilidades: realizar a leitura prévia dos artigos, comparecer nas reuniões, participar das discussões e fornecer retorno (feedback) dos artigos discutidos. Compete ao pesquisador convidado, discutir suas pesquisas selecionadas com o líder, responder as questões sobre as mesmas e receber retorno sobre os estudos dos participantes do grupo (15) .
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INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS DE ENFERMAGEM PARA CONTROLE DOS SINTOMAS GASTROINTESTINAIS DECORRENTES DA QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA

INTERVENÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS DE ENFERMAGEM PARA CONTROLE DOS SINTOMAS GASTROINTESTINAIS DECORRENTES DA QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA

O câncer é uma das principais causas de morbimortalidade, tratando-se de um problema de saúde pública. A quimioterapia antineoplásica (QT) umas das formas de tratamento utilizadas para essa doença, ocasiona efeitos colaterais que diminuem a qualidade de vida. Entre eles estão a náusea, o vômito, a constipação e a diarreia. O manejo oportuno desses sintomas é de extrema importância, cabendo à enfermagem o acompanhamento e minimização desses efeitos através de intervenções eficazes. As intervenções não farmacológicas minimizam os efeitos colaterais, sendo preferíveis pelos pacientes. O objetivo desse estudo consistiu em identificar evidências sobre intervenções de enfermagem eficazes no controle dos efeitos colaterais gastrointestinais da quimioterapia antineoplásica. Revisão integrativa de artigos publicados nos últimos 5 anos em português, inglês ou espanhol, disponíveis na íntegra nas bases SCIELO, LILACS, CINAHL, BDENF, PUBMED e COCHRANE. Foram utilizados os descritores “Câncer”, “Quimioterapia”, “Náusea”, “Vômito”, “Diarreia”, “Constipação i ntestinal”, “Cuidados de enfermagem”, “Efeitos colaterais e Reações adversas relacionadas a me dicamentos” e “Enfermagem oncológica”, sendo selecionados e analisados 09 artigos. Os estudos tiveram um bom nível de evidência científica, sendo a maioria classificados como 1B, boa qualidade metodológica dos ensaios clínicos, sendo que a maioria foi encontrado na base de dados CINAHL advindos de países orientais, como a China, Turquia, Irã, Hong Kong e Coreia. A principal intervenção utilizada foi baseada nos princípios da medicina tradicional chinesa, incluindo técnicas de acupuntura e acupressão, seguida por técnicas de relaxamento, educação em saúde e intervenção telefônica. Houve a redução da incidência, frequência e gravidade da náusea, vômito, constipação e diarreia na maioria das intervenções utilizadas. Os estudos, em sua maioria, comprovaram a eficácia das intervenções utilizadas e a aplicabilidade na prática de enfermagem.
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A prática baseada em evidências: considerações teóricas para sua implementação na enfermagem perioperatória.

A prática baseada em evidências: considerações teóricas para sua implementação na enfermagem perioperatória.

Em uma investigação para identificar os fatores incentivadores e desencorajadores para a utilização de pesquisas na enfermagem, as atividades de pesquisa desenvolvidas pelos enfermeiros e que obtiveram maior freqüência foram a leitura dos estudos, seguida pelo intercâmbio de informações entre os profissionais, mais do que a implementação dos resultados de pesquisas. Quando os enfermeiros foram indagados sobre o tipo de assistência necessária para incentivar a utilização dos resultados de pesquisas, esses profissionais opinaram que um método adequado e maior tempo para o desenvolvimento de atividades de pesquisa eram cruciais. Salientaram, ainda, que o auxílio de profissionais como estaticista e enfermeiro/pesquisador, bem como acesso fácil à literatura e serviços informatizados são estratégias fundamentais para a implementação dos resultados de pesquisa. A falta de tempo e de suporte organizacional foram os fatores desencorajadores que sobressaíram no estudo. Em relação aos fatores incentivadores, os enfermeiros relataram que um boletim informativo mensal sobre pesquisas é o meio mais estimulador, seguido pelos eventos científicos, programas de educação continuada, informações via computador, software e guias de estudos de pesquisas (19) .
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Em defesa da biblioteca escolar: a prática baseada em evidências

Em defesa da biblioteca escolar: a prática baseada em evidências

O desenvolvimento de estudos sobre a prática baseada em evidências no Brasil, no âmbito da Biblioteconomia e mais especificamente aplicada à biblioteca escolar, não apresenta avanços significativos. Por isso, ainda não é possível listar revisões sistemáticas, base de dados ou grupos de pesquisa com o objetivo específico de reunir as evidências científicas da prática em Biblioteconomia e biblioteca escolar. No entanto, isso não significa que tais evidências não existam. A Ciência da Informação e a Biblioteconomia no Brasil possuem um número expressivo de pesquisadores e profissionais qualificados que desenvolvem pesquisas diversas de cunho teórico e/ou prático. Além disso, contamos com periódicos, editores e instituições de ensino com qualidade científica reconhecida por meio da avaliação constante de órgãos competentes, que sustentam a produção, disseminação e uso da informação científica atuando como recurso útil na busca pelas evidências necessárias para o desenvolvimento de uma Biblioteconomia de alto nível (CAMPELLO, 2012).
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Estresse pós-traumático: uma abordagem baseada em evidências

Estresse pós-traumático: uma abordagem baseada em evidências

As intervenções usadas no manejo do transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) focalizam-se em: (1) pre- venção do desenvolvimento da doença após um evento traumático, (2) tratamento do quadro já estabelecido e (3) manutenção do funcionamento e da qualidade de vida em longo prazo. Uma variedade de tratamentos psicoterápicos e farmacológicos tem sido proposta para o tratamentos do TEPT. Entretanto, nem todas as modalidades de tratamento apresentam comprovação científica. No presente artigo, os autores apresentam as modalidades de tratamentos do TEPT amparadas em evidências e discutem sua aplicabilidade e limitações. Estresse pós-traumático. Tratamento baseado em evidências. Psicoterapia. Tratamento clínico.
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Rev. latinoam. psicopatol. fundam.  vol.4 número2

Rev. latinoam. psicopatol. fundam. vol.4 número2

Outra vertente do debate tem em “Can randomized trials inform clinical decisions about individual patients?” um digno representante. David Mant, seu autor, é professor de clínica médica e chefe do departamento de Primary Health Care da Universidade de Oxford; em geral, são profissionais desta área os que se manifes- tam para apontar os problemas criados pela aplicação de predições estatísticas, que são a forma sob a qual se apresentam os resultados destes ensaios, ao singular pa- ciente que pede ao médico alívio para seu sofrimento. Mant detalha as dificuldades e assinala aspectos da produção dos dados que limitam fortemente sua transposição para a clínica. A explicitação dos limites técnicos das “evidências” da chamada me- dicina baseada em evidências é uma constante nesta vertente; o artigo de Mant ocupa-se principalmente disto – em busca de aperfeiçoar o modelo –, mas deixa en- trever outra questão, esta mais funda, sobre a concepção mesma desta nova medicina, cuja implementação sugere uma nova “clínica”: no extremo, busca-se retirar a deci- são sobre o tratamento daquele que se debruça sobre o paciente no consultório e transferi-la para a reunião de especialistas inclinados sobre os números obtidos em testes padronizados; e isto pressupõe que o médico, ao tratar seu paciente, reconheça
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Prática baseada em evidências, aplicada ao raciocínio diagnóstico.

Prática baseada em evidências, aplicada ao raciocínio diagnóstico.

A aplicação de princípios da prát ica baseada em evidência nas decisões diagnóst icas depende da pr odução de pesquisas com car act er íst icas que são p o u co co m u n s n a e n f e r m a g e m . O e x e m p l o a p r e se n t a d o n e st e a r t i g o m o st r a q u e , a l é m d a disponibilidade de pesquisas sobre testes diagnósticos com alt o gr au de v alidade, a cor r et a aplicação dos r esult ados nas sit uações clínicas r eais depende do d e se n v o l v i m e n t o d e h a b i l i d a d e s e sp e ci a i s p e l a enferm eira. Essas habilidades incluem a ident ificação de fontes de inform ações pertinentes, o que requer o uso de com put adores e da I nt ernet ; a aplicação de co n ce i t o s d e e st a t íst i ca , e p i d e m i o l o g i a e d e delin eam en t o de pesqu isas qu e n ão são con ceit os f r e q ü e n t e m e n t e a p r e se n t a d o s n o s cu r so s d e g r ad u ação em en f er m ag em . Acim a d e t u d o isso, h a b i l i d a d e s co g n i t i v a s e h á b i t o s m e n t a i s característicos do pensam ento crítico ( 15) são essenciais
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"Baseada em evidências": uma análise do discurso de prevenção às doenças.

"Baseada em evidências": uma análise do discurso de prevenção às doenças.

forma simplificadora, porém articulada por uma nuance de cientificidade, alicerçar, com Medicina Baseada em Evidências, o cerne argumentativo do que a Unimed pretende defender a seguir. Estes dois enunciados são o pano de fundo que sustenta os demais. Na sequência, explica-se o que é MBE. Isso se verifica no enunciado seguinte, onde se lê Ela consiste na aplicação, pelo médico, de resultado de pesquisas científicas na hora de escolher o melhor tratamento para cada tipo de problema clínico. São três os dados que justificam a valorização da cientificidade defendida: a) a explicitação e a explicação de que a sua aplicação é feita pelo médico, não deixando margem à inferência de que, consciente dos sintomas de uma doença e sobre suas possíveis evidências, encaminhamentos possam ser dados por qualquer outro profissional que não seja médico. Isso se deve, talvez, à importância que este profissional possui frente a, por exemplo, os enfermeiros e as pessoas em geral; b) os resultados partem de evidências autorizadas pela ciência, ou seja, são o resultado de pesquisas científicas, de onde se pode inferir um distanciamento de outros conhecimentos que não aqueles determinados por resultados de incansáveis processos de pesquisa. O termo ‘pesquisa’ remonta às instituições acadêmico- científicas que, em nossa sociedade, são tidas como fontes tradicionalmente conhecedoras e reveladoras de saberes; c) o discurso da individualidade – que faz com que o sujeito se sinta exclusivamente tratado, sendo a exclusividade um valor disseminado na sociedade, que, comumente, nega as diferenças socioeconômicas, por exemplo – é explicitado pela passagem o melhor tratamento para cada tipo de problema clínico. Ressaltamos, contudo, que os problemas não são citados, o que descompromete quanto à quantificação do alcance da Medicina Baseada em Evidências, o que provocaria a pergunta: a que tipos de problemas, exatamente, a MBE remete? A MBE aparece, assim, como uma solução geral e global da medicina, cujo reconhecimento só os médicos possuem. Por fim, não se pode deixar de citar a semelhança que a sigla MBE estabelece com outra sigla, bastante difundida nos meios acadêmicos voltados aos negócios, a MBA, o que, de alguma forma, atribui ao nome, enquanto sigla, um gosto pelo estrangeirismo, de acordo com aqueles que acham que o conhecimento estrangeiro é superior aos conhecimentos produzidos no país.
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Competência informacional e medicina baseada em evidências.

Competência informacional e medicina baseada em evidências.

A Prática Baseada em Evidências surgiu inicialmente no campo da Medicina, e, posteriormente, na Enfermagem. N os últimos anos, nos eventos científicos e nas publicações nacionais e internacionais na área de enfermagem, o conceito de Prática Baseada em Evidências (PBE) tem recebido atenção de pesquisadores, educadores e enfermeiros assistenciais. O s autores Stetler et al. (1998) apud Caliri e Marziale (2000) definem a Prática Baseada em evidências como uma abordagem para a enfermagem que utiliza os resultados de pesquisa, o consenso entre especialistas conhecidos e a experiência clínica confirmada como bases para a prática clínica, ao invés de experiências isoladas e não sistemáticas, rituais e opiniões sem fundamentação. Para Madigan (1998) apud Caliri e Marziale (2000) o conceito de PBE surgiu no Canadá na área da medicina, como uma abordagem para resolução de problemas no ensino clínico e logo após foi incorporada pelo Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido. Nos Estados Unidos, o conceito foi utilizado por agências governamentais tanto para criar diretrizes e nortear políticas de assistência em diversas áreas, como para fornecer direcionamento aos profissionais sobre uma variedade de condições crônicas e agudas prevalentes no país.
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Relatório do VIII fórum de informação em ciências da saúde de SC  10 anos de GBICSSC: Florianópolis, 22 de novembro de 2007 :: Brapci ::

Relatório do VIII fórum de informação em ciências da saúde de SC 10 anos de GBICSSC: Florianópolis, 22 de novembro de 2007 :: Brapci ::

Foram apresentadas situações em que antigos paradigmas modificaram-se graças às pesquisas realizadas, por exemplo, a reposição de estrogênio para redução de eventos cardiovasculares na menopausa. Acreditava-se que o hormônio era eficaz, porém as pesquisas demonstraram que o risco de problemas cardíacos pode até ser maior. Assim Dr. Coutinho afirma que só os estudos observacionais e racionalidade fisiopatológica não são suficientes para tomada de decisão clínica. Na verdade, a decisão clínica é a união da evidência científica, do conhecimento prévio do médico, da preferência do paciente e desfechos orientados ao paciente. O paciente não é passivo e é integrante no processo de Medicina Baseada em Evidência.
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Psicoterapia baseada em evidências em crianças e adolescentes.

Psicoterapia baseada em evidências em crianças e adolescentes.

Contexto: O termo tratamentos baseados em evidências refere-se a intervenções que possuem evidência de eficácia em pesquisas empíricas. Tratamentos psicológicos baseados em evidências têm sido identificados como um objetivo principal nos Estados Unidos, e, atualmente, há uma clara orientação em direção à sua indicação para os transtornos psiquiátricos mais prevalentes. Objetivo: Revisar a efetividade de intervenções psicossociais para as principais formas clínicas dos transtornos mentais na infância e adolescência, e os desafios para a pesquisa em tratamentos baseados em evidência. Métodos: Revisão bibliográfica do banco de dados Medline, de 1985 a 2005, e revisão de artigos encon- trados em capítulos de livros e artigos de revisão. Resultados: Psicoterapias com suporte empírico em depressão, ansiedade, transtornos do comportamento disruptivo e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Conclusão: Houve um progresso importante na pesquisa em psicoterapia na infância e adolescência, que se reflete na quantidade de estudos e na identificação de tratamentos baseados em evidências. O desafio atual engloba a generalização de tais achados para a prática clínica.
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Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada de Autorrelato - EDAO-AR: Evidências de Validade.

Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada de Autorrelato - EDAO-AR: Evidências de Validade.

Resumo: A Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada-Revisada (EDAO-R) fornece medida da e fi cácia adaptativa, entendida como o grau de sucesso obtido no enfrentamento das vicissitudes da vida. Sua avaliação baseia-se em material de entrevista clínica. O estudo teve por objetivo obter evidências de validade da versão de autorrelato da EDAO-R, ou EDAO- AR. Foram desenvolvidos itens para avaliar a adequação da adaptação de dois setores da personalidade: Afetivo-Relacional (A-R) e Produtividade (Pr). A amostra foi composta por 237 pacientes ambulatoriais e acompanhantes. Houve evidências de validade baseada na estrutura interna (consistência interna, análise fatorial, análise de agrupamentos) e validade baseada em variáveis externas (relação entre EDAO-AR e Escala de Avaliação de Sintomas-40/EAS-40). Os resultados apontaram boa consistência interna e três dimensões para ambos os setores: foco na situação problema, foco na relação interpessoal e foco no eu. Obteve-se, conforme esperado, correlações negativas entre a EDAO-AR e EAS-40. Foram feitas sugestões para a segunda versão da escala.
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Educação para a saúde baseada em evidências

Educação para a saúde baseada em evidências

Os autores acrescentam que “a MBE aborda diretamente as incertezas da medicina clínica e tem a possibilidade de transformar a educação e a prática das próximas gerações de clínicos”. Concluem ainda que “a prática da MBE exigirá novas habilitações por parte dos clínicos, sendo essencial a implementação de programas de ensino no sentido do seu aperfeiçoamento” (16). Estas novas habilitações envolvem a formulação da questão clínica, a pesquisa e identificação da melhor evidência disponível e a avaliação criteriosa das metodologias que permitam validar a robustez dos resultados (17). A posterior publicação de uma série de orientações pela revista JAMA, e por outras publicações relacionadas, forneceu os instrumentos necessários para uma melhor compreensão sobre o valor das revisões sistemáticas, dos processos de decisão, das análises económicas e das guidelines sobre prática clínica (14, 17). Assim, a identificação, a avaliação crítica e a síntese da evidência constituíram-se como elementos iniciais essenciais para a prática da MBE. No entanto, a evidência, isoladamente, não é suficiente na tomada de decisão pelo clínico (16). De acordo com Sackett et al.(1996), a MBE consiste na utilização conscienciosa, criteriosa e explícita da melhor evidência disponível para a tomada de decisão relativa a cada indivíduo. A MBE visa integrar o conhecimento clínico individual, adquirido através da experiência e prática clínica, com a melhor evidência disponível resultante de uma investigação sistemática (18). A melhor evidência disponível consiste na informação mais atual de investigações relevantes e válidas sobre: a) o efeito de diversas intervenções em saúde, b) o potencial lesivo de determinados agentes, c) a precisão de testes diagnósticos e d) o poder preditor de fatores de prognóstico (10). Sackett et al. realçam ainda que a evidência externa visa informar mas nunca substituir a experiência adquirida pelo clínico. Este deverá julgar se a evidência externa é aplicável a um doente em particular e a avaliar a melhor forma de integrar essa evidência na decisão clínica (18).
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Prevenção cardiovascular em pacientes com diabetes: revisão baseada em evidências.

Prevenção cardiovascular em pacientes com diabetes: revisão baseada em evidências.

Os níveis de pressão arterial (PA) considerados alvos a serem atingidos estão baseados em ensaios clínicos que demonstraram benefícios em redução da pressão sis- tólica < 130 mmHg e < 80 mmHg em indivíduos com diabetes. Estudos como o UKPDS 38 e Hypertension Optimal Treatment (HOT) demonstraram, de maneira consistente, que a pressão diastólica de 80 mmHg deve ser almejada, apresentando redução clínica importante nas complicações macrovasculares, mortalidade cardio- vascular e morte relacionada ao diabetes (grau B) (18). As evidências para a meta da pressão sistólica < 130 mmHg são mais fracas e estão baseadas em 2 estudos de coorte e no ensaio clínico Normotensive Appropriate Blood Pressure Control in Diabetes (ABCD), no qual observou-se uma relação direta entre níveis altos de pressão sistólica e mortalidade, doença arterial coronariana e nefropatia (grau C) (19,20). Baseados nestas evidências, as diretrizes internacionais mais recentes recomendam como meta a ser atingida uma PA < 130/80 mmHg.
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Metassíntese qualitativa: desenvolvimento e contribuições para a prática baseada em evidências.

Metassíntese qualitativa: desenvolvimento e contribuições para a prática baseada em evidências.

As revisões sistemáticas e a metanálise são assuntos relativamente conhecidos. As revisões sistemáticas reúnem uma grande quantidade de resultados de pesquisas clínicas e, discutem as diferenças e semelhanças entre os resultados encontrados nos estudos primários. Este tipo de metodologia resultou do aumento da produção científica e tornou-se o fundamento do movimento da prática baseada em evidências em saúde. Esse movimento deu- se pela necessidade de validar os resultados obtidos de pesquisas sobre determinado assunto, assim como, subsidiar a tomada de decisões dos profissionais em meio a tantas informações (1) .
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Os protocolos e a decisão médica: medicina baseada em vivências e ou evidências?.

Os protocolos e a decisão médica: medicina baseada em vivências e ou evidências?.

trabalho médico em condições precárias como acontece em muitos hospitais públicos estuda- dos. Esta postura vai de encontro a propostas mais ou menos acordadas entre a direção e todo o corpo clínico, que tentava compatibilizar custo com a melhoria da qualidade do atendimento. Para a chefia da divisão, um dos pilares para as possibilidades de sucesso terapêutico está nas qualidades de um bom médico: Saber que nem sem pre cura, que paciente m orre, fazer o que você aprendeu estudando e o que viveu. Porque aqui se faz “medicina baseada em vivência.

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Proliferação das rupturas paradigmáticas: o caso da medicina baseada em evidências.

Proliferação das rupturas paradigmáticas: o caso da medicina baseada em evidências.

Nessa perspectiva, não se discute a aceitação ou a recusa da MBE como metodologia ou como paradig- ma. Sua contribuição é inquestionável como instru- mento para avaliar a resolutividade de determinadas técnicas diagnóstico-terapêuticas. Não obstante, como base para a postura ética que condena o que dela transborda e reifica o que nela se inclui, será sempre sujeita a inconsistências e aporias. O que está em questão não é somente a racionalidade instrumen- tal, que permeia as estratégias de intervenção para controle de males, e sim a expansão do próprio con- trole, na qualidade de meio e fim em si mesmo. TEIA DE CRENÇAS E EVIDÊNCIAS
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Metassíntese qualitativa: desenvolvimento e contribuições para a prática baseada em evidências

Metassíntese qualitativa: desenvolvimento e contribuições para a prática baseada em evidências

A metassíntese qualitativa é um campo de pesquisa emergente com potencial contribuição para a prática baseada em evidências, apesar das controvérsias de caráter conceitual e metodológico. Na última década, inúmeras publicações têm apontado a relevância deste tipo de estudo e os diferentes métodos para conduzir a síntese de pesquisas qualitativas. O presente artigo é uma sinopse destes aspectos, incluindo as etapas da metassíntese.

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