Engenhos - Brasil

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A ARQUITETURA DOS ENGENHOS. Antigos Engenhos do Brasil.

A ARQUITETURA DOS ENGENHOS. Antigos Engenhos do Brasil.

não a escassez de recursos — pois muitos de- les possuíam grandes casas nas cidades —, é o que pode explicar esse aparente descaso em relação às suas casas rurais, i^or esse motivo, d[r]

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Visualidade e administração do trabalho escravo nas fazendas de café e engenhos de açúcar de Brasil e Cuba, c.1840-1880

Visualidade e administração do trabalho escravo nas fazendas de café e engenhos de açúcar de Brasil e Cuba, c.1840-1880

A atividade na qual os escravos estavam envolvidos no momento em que Ferrez os repre- sentou não era a capina, mas a colheita: os pés de café desnudos bem o demonstram. Aqui, chegamos ao ponto final da análise. Mais pés de café por trabalhador significavam mais grãos a serem colhidos por escravo na época da safra – os cafezais brasileiros, aliás, destacavam-se também por sua maior produtividade. No entanto, em razão da variação bianual das safras no Brasil (algo comum quando os cafeeiros são plantados a pleno sol, sem sombreamento), era impossível à gerência escravista ter ciência prévia do volume a ser colhido. Em anos ruins, a força de trabalho disponível na fazenda dava conta facilmente da colheita, mas, em anos bons, a pressão sobre os trabalhadores aumentava. A solução adotada no Vale do Paraíba se aproximou notavelmente da prática do Sul algodoeiro, ou seja, um sistema de tarefas indivi- dualizado, variável conforme a avaliação sobre o andamento da safra e a capacidade de cada trabalhador, e que o compelia a colher a maior quantidade possível de produto sob o risco de ser punido fisicamente caso não cumprisse a cota mínima estipulada, recebendo prêmio monetário correspondente ao montante extra, caso a ultrapassasse. 10
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Extracto sobre os engenhos de assucar do Brasil, e sobre o methodo já então praticado na factura deste sal essencial, tirado da obra Riqueza e opulencia do Brasil, para se combinar com os novos methodos que agora se propoem

Extracto sobre os engenhos de assucar do Brasil, e sobre o methodo já então praticado na factura deste sal essencial, tirado da obra Riqueza e opulencia do Brasil, para se combinar com os novos methodos que agora se propoem

Vaõ doze mil e cem pára © rléiiíò : a saber, sete mil de branco macho; duas mil, seiscentas de mascavado macho, mil, e quatrocentas de branco batido, mil è cem de ihasêavád© batido: e[r]

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Os caminhos do açúcar no Rio Grande do Norte: o papel dos engenhos na formação território potiguar

Os caminhos do açúcar no Rio Grande do Norte: o papel dos engenhos na formação território potiguar

Foi durante esse período prolongado de balança comercial favorável para o açúcar brasileiro, que surgiram as primeiras iniciativas bem sucedidas de modernização da produção. O nível técnico da atividade açucareira brasileira era bastante inferior se comparado com o de outros importantes centros produtores, como a Jamaica e as ilhas antilhanas. O isolamento do Brasil durante o período colonial, o rudimentar e precário sistema de educação e instrução, a falta de conhecimento sobre o meio ambiente tropical, juntamente com o tipo de agricultura empregado em terras brasileiras – agricultura extensiva, em larga escala, baseada na monocultura e no trabalho escravo – contribuíram para esse cenário, onde praticamente os mesmos processos bastante rústicos foram empregados nas atividades agrícolas desde o início da colonização no século XVI. As matas foram sendo devastadas indiscriminadamente, principalmente nas áreas açucareiras, onde os engenhos demandavam grandes quantidades de lenha para as suas fornalhas, e os solos foram se empobrecendo gradualmente pelo uso de queimadas para a limpeza do terreno e plantio de novas culturas. Nada se fazia para melhorar essa condição: não se empregava o bagaço da cana como combustível das fornalhas – processo que já havia se tornado rotina nas colônias inglesas, francesas e holandesas – não se buscava melhorar ou corrigir o solo, através da irrigação, drenagem ou adubação, se utilizava a mesma variedade de cana e os mesmos equipamentos antiquados eram empregados nas fábricas dos engenhos desde o início da colonização 53 . Dessa forma, com o passar do tempo, os solos foram se esgotando e as matas ficando cada vez mais
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Discursos sobre o mundo dos engenhos: uma leitura das obras de Antonil e Mário Sette

Discursos sobre o mundo dos engenhos: uma leitura das obras de Antonil e Mário Sette

Convém principiar distinguindo manifestações literárias, de literatura propriamente dita, considerada aqui como um sistema de obras ligadas por denominadores comuns, que permitem reconhecer as notas dominantes duma fase. Estes denominadores são, além de características internas, (língua, temas, imagens), certos elementos da natureza social e psíquica, embora literariamente organizados, que se manifestam historicamente e fazem da literatura aspecto orgânico da civilização. Entre eles se distinguem: a existência de um conjunto de produtores literários, mais ou menos conscientes de seu papel; um conjunto de receptores formando os diferentes tipos de público, sem os quais a obra não vive; um mecanismo transmissor (de modo geral, uma linguagem, traduzida em estilos) [...]. São manifestações literárias, como as que encontramos, no Brasil, em graus variáveis de isolamento e articulação, no período formativo inicial que vai das origens, no século de XVI, com os autos e cantos de Anchieta, às Academias do século XVIII. Período importante e do maior interesse, onde se prendem as raízes de nossa vida literária e surgem, sem falar dos cronistas, homens do porte de Antonio Vieira e Gregório de Matos (CANDIDO, 1993, v.1, p. 23-24 – grifos do autor).
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“Para o Povo Ver”: A materialidade dos Engenhos Banguês do Norte de Alagoas, no século XIX

“Para o Povo Ver”: A materialidade dos Engenhos Banguês do Norte de Alagoas, no século XIX

A unidade de sondagem de número 5, realizada próxima a encosta com o oceano, revelou uma lente de argila compactada no perfil estratigráfico da encosta, que se tratava de um piso de habitação. Esta lente foi identificada há 120cm de profundidade em contexto com diversos tipos de artefatos característicos de sítios históricos no Brasil. Também foi encontrado uma grande quantidade de material malacológico, que provavelmente está associado a dieta alimentar dos indivíduos que habitaram aquele local. O piso de ocupação está associado a uma unidade doméstica pertencente a Maria Lúcia, a maior casa do povoado de Patacho, que segundo as informações orais dos moradores pertencia a uma família rica do local. Através dessas intervenções, foram coletadas uma grande quantidade de material arqueológico, com ênfase para os artefatos históricos relacionado ao ambiente doméstico dos quais se destacam: cerâmica vitrificada e de torno, faiança, grés e louças, sendo esta ultima o material de interesse desta pesquisa. As louças do sítio Patacho correspondem a um total de 1259 fragmentos, representação de 23% dos materiais cerâmicos do Sítio Arqueológico. Estes fragmentos estão relacionados a diversos modelos, motivos decorativos e tipos morfológicos.
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A®MAR A HISTÓRIA: engenhos e lições na literatura modernista e no cinema moderno

A®MAR A HISTÓRIA: engenhos e lições na literatura modernista e no cinema moderno

Mário de Andrade dá o salto crítico na composição dessa realidade brasileira, criticando a urbanização e aburguesamento das relações e dialogando também com as teorias sociais, históricas e antropológicas de maneira intrinsecamente ligada à sua pesquisa estética. Como José Lins do Rego antecipa na ficção as teses de Gilberto Freyre, Mário de Andrade exercita encontro e desencontros com os parceiros modernistas, num diálogo tenso com as vanguardas estéticas e sociais. O jogo é de aproximação/distanciamento, como José Lins do Rego também tenciona sua relação com o chamado ‘regionalismo nordestino’, inclusive escrevendo obras com outras temáticas e lugares. No campo da ciência social, por exemplo, Mário de Andrade comenta o famoso ensaio de Paulo Prado, compara-o aos hábitos dos capitalistas no Brasil, que evoluíram mas não apagaram o imaginário feudal dos senhores de terras, nem os irracionalismos das classes populares. Portanto, a nossa modernidade se forma dessa convergência - nem sempre pacífica – entre elementos antagônicos. Para ele, tomar consciência dessas contradições é o primeiro passo para superar os impasses. Com estas reflexões ele comenta o espírito moderno de Retrato do Brasil, lendo na objetividade da análise social desse livro o reflexo da inteligência ‘fazendeira prática’ de Paulo Prado: “fazendeiro sai na porta da casa, olha pro céu, pensa: vai chover. Chama o administrador e fala: – Vai chover. Ponha os oleados no café” (Andrade, s/ d, p. 317).
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UM APANHADO SOBRE REMANESCENTES DE ENGENHOS ALAGOANOS LOCALIZADOS NO ENTORNO DA LAGOA MANGUABA.

UM APANHADO SOBRE REMANESCENTES DE ENGENHOS ALAGOANOS LOCALIZADOS NO ENTORNO DA LAGOA MANGUABA.

Os engenhos foram complexos importantes para a colonização do Brasil e com forte influência para o nosso estado. Estes núcleos constituíam-se como conjunto de sub- sistência, cujas necessidades poderiam ser supridas e oferecidas no próprio conjunto. Além disso, a principal finalidade destes foi a produção e comercialização do açúcar que movimentou a economia do país bem o setor em Alagoas. Durante um grande período estes núcleos tiveram seu apogeu, porém posteriormente com os avanços e necessidades em adotar sistemas tecnológicos estes complexos caíram em declínio. Considerando a influência destes sob a construção da nossa identidade esta inves- tigação objetiva averiguar os elementos materiais de engenhos remanescentes em Alagoas sob a ótica de exemplares localizados no entorno da lagoa Manguaba, re- gião que teve importantes modelos açucareiros. Para tanto o trabalho apresenta uma compilação que envolve as referências bibliográficas e as percepções de campo que tecem e revelam sobre a conformidade dos engenhos investigados.
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Engenhos e fazendas de café em Campinas (séc. XVIII - séc. XX).

Engenhos e fazendas de café em Campinas (séc. XVIII - séc. XX).

Todo o terreno de Campinas é ótimo para a plantação de cana; de maneira que, há doze anos a esta parte, tem se conhecido um aumento considerável na exportação do açúcar. O lugar chamado Anhumas tem a primazia entre os mais para a dita plantação; basta dizer- se que, a perto de sessenta anos, que recebe a planta, sem que tenha sido preciso deixar- se o terreno em descanso, por se não conhecer o menor abatimento na produção [...] Há no termo desta Vila sessenta engenhos, contando os do fabrico de aguardente; quinze dos quais são movidos por água; e outros muitos se podem levantar por esta maneira cômoda. O principal senhor de engenho é o Coronel de Milícias Luiz Antônio, morador em São Paulo, homem ajudado pela fortuna de um modo espantoso, e que possui uma das mais sólidas casas do Brasil; só ele, em Campinas, tem dezesseis engenhos, um dos quais lhe rendeu em 1817 nove contos de réis; a sua colheita anual não desce de trinta mil arrobas de açúcar, e a renda da sua casa anda em oitenta mil cruzados. Além desta, existem outras de bons fundos. A do Coronel Francisco Antônio de Souza anda de dez, a doze mil arrobas, em cinco engenhos, quatro dos quais são próprios. A do Sargento Mor Floriano de Camargo
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Território e desenvolvimento rural: o caso dos engenhos de farinha de mandioca do litoral centro-sul de Santa Catarina

Território e desenvolvimento rural: o caso dos engenhos de farinha de mandioca do litoral centro-sul de Santa Catarina

No Brasil sua utilização se consolida na década de 1990 através de estudos comparativos entre a agricultura brasileira e em países Europeus (Almeida, 1989; Abramovay, 1992). Nesse contexto o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) foi criado na década de 1990, regulamentado pela Lei 11.326, de 24 de julho de 2006, e define como AF os proprietários legais de terras com até quatro módulos fiscais 16 , com produções agrícolas em que a gestão e o trabalho sejam realizados principalmente pela família e a renda familiar seja obtida predominantemente através destas atividades. Além de categorizar socialmente seus beneficiários, o Programa incentiva a articulação entre diferentes instituições e o aumento do crédito rural, como através de linhas específicas para o financiamento de projetos individuais ou coletivos (MDA, 2012). A grande extensão espacial e heterogeneidade estrutural encontrada no meio rural brasileiro exercem diversas implicações quanto à aplicação dessa política pública, o que exigiria maiores reflexões, não contempladas neste trabalho.
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De armação baleeira a engenhos de farinha: fortuna e escravidão em São Miguel da Terra Firme - SC: 1800-1860

De armação baleeira a engenhos de farinha: fortuna e escravidão em São Miguel da Terra Firme - SC: 1800-1860

Em termos mais amplos, este trabalho busca contribuir para a historiografia mais recente, que cada vez mais vem na interpretação dos motores da economia colonial, colocando em destaque sua relevância para a formação histórica do Brasil. O trabalho também contribui para debates referentes à história comparativa da escravidão. Sob estes aspectos é que este trabalho investigará a economia e sociedade da Freguesia de São Miguel da Terra Firme durante a primeira metade do século XIX. São Miguel, que havia sido efetivamente colonizada a partir de 1750, já se encontrava estabelecida nessa primeira metade do XIX, agregando uma economia extremamente diversificada, contando com um bom número de fazendas de mandioca. Além disto, é neste momento que se inicia um momento de revitalização da Armação da Piedade, com a compra de novos cativos e rearticulação do monopólio. É também este o período de auge da presença escrava na região, o que explica o período escolhido como recorte de pesquisa.
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Open Fontes Iconográficas e memória afrocêntrica: análise da informação étnicoracial a partir do ensaio fotográfico Engenhos e Senzalas.

Open Fontes Iconográficas e memória afrocêntrica: análise da informação étnicoracial a partir do ensaio fotográfico Engenhos e Senzalas.

Se a imagem influencia mais do que a linguagem verbal (JOLY, 2002), e ainda mais se a construção da imagem estiver nos meandros artísticos por sua manifestação sentimental, histórica e cultural no seio estético (CANCLINI, 1984), a facilidade de memorização inerente a ela se revela ainda mais forte. Desse modo, a análise a partir da trilogia entre informação- arte-cultura viabiliza os usos e abusos da memória em duas das modalidades taxionômicas estabelecidas por Ricoeur (2007): impedida e manipulada. Impedida, porque na analogia do duelo que supõe o autor, o/a negro/negra sempre é figura inferior diante da aristocracia da família patriarcal na busca constante de ostentação do poder. A manipulação ocorre através dos silenciamentos nas posições ocupadas pelos/pelas negros/negras nas fotografias, em suas vestimentas, nos gestos, pelo trabalho, na constante submissão que entoa ao esquecimento do negro como sujeito atuante pela luta na construção de sua própria história e cultura. Entretanto, nos ditames de uma classe racialmente superior, (que é diferente do/da negro/negra) a sua identidade é retratada como objeto para a exploração trabalhista e sexual. Ideologias que foram estabelecidas desde a colonização do Brasil e que comumente são encontradas nas diversas fontes de informação étnico-racial (livros, imagens, blogs) que coadunam na manifestação silenciosa do racismo brasileiro, como versa Cunha Júnior (2008).
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ROÇAS, FAZENDAS, ENGENHOS, CURRAIS: UMA CARTOGRAFIA DA RURALIDADE COLONIAL NAS MINAS DO CUIABÁ (PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVIII).

ROÇAS, FAZENDAS, ENGENHOS, CURRAIS: UMA CARTOGRAFIA DA RURALIDADE COLONIAL NAS MINAS DO CUIABÁ (PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVIII).

praticada por livres pobres e afirma que “a mediocridade desta mesquinha agricultura de subsistência que praticam, e que nas condições econômicas da colônia não podia ter senão este papel secundário e de nível extremamente baixo, leva para elas, por uma espontânea seleção social, econômica e moral, as categoria inferiores da colonização”. PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo – Colônia. São Paulo: Brasiliense, 1997, p. 161. Celso Furtado aponta para “a quase inexistência de abastecimento local de alimentos” no Mato Grosso co- lonial. FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 32ª edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2003, p. 83. Para Sérgio Buarque de Holanda “os benefícios mais seguros, embora também mais trabalhosos da lavoura foram logo abandonados pelos do reluzente metal das minas”; ele afirma que “os primeiros moradores do arraial cuiabano tiveram uma existência comparável à dos índios coletores e caçadores, existência que só se concilia com um modo de vida andejo e inconstante”. HOLANDA, Sérgio Buarque. Caminhos e fronteiras. São Paulo: Cia das Letras, 1994, p. 138; 149. A respeito da colonização de Cuiabá, Sodré afirma: “estava fixada a cidade. Sua população aumentava sem cessar. Tudo contra eles lutava, entretanto. Os alimentos andavam escassos. Só se cuidava da mineração”. SODRE, Nelson Werneck. Oeste. Ensaio sobre a grande propriedade pastoril. São Paulo: Arquivo do Estado, 1990, p. 45; 67.
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Dos engenhos de cana a BRF: territorialização do capital e exploração do trabalho no espaço agrário de Vitória de Santo Antão, Pernambuco

Dos engenhos de cana a BRF: territorialização do capital e exploração do trabalho no espaço agrário de Vitória de Santo Antão, Pernambuco

Em 1630, a Dutch West India Company invadiu e conquistou a costa nordeste do Brasil, para assumir diretamente o controle do produto. Era preciso multiplicar os lucros, e a empresa ofereceu aos ingleses da ilha de Barbados todas as facilidades para iniciar a cultura em grande escala nas Antilhas. Trouxe ao Brasil colonos do Caribe, para que aqui, em seus novos domínios adquirissem os necessários conhecimentos técnicos e a capacidade de organização. Quando os holandeses foram por fim expulsos do Nordeste brasileiro, em 1654, já tinham estabelecido as bases para que Barbados se lançasse numa competição furiosa e ruinosa. Haviam levado negros e raízes de cana, levantado engenhos e tinham todos os implementos. As exportações brasileiras caíram bruscamente para a metade, e os preços baixaram 50% no fim do século XVII. As Antilhas estavam mais perto do mercado europeu, Barbados tinha terras ainda virgens e produzia com melhor nível técnico. As terras brasileiras estavam cansadas. A formidável magnitude das rebeliões dos escravos no Brasil e a aparição do ouro no Sul, que arrebatava mão-de-obra às plantações, precipitaram também a crise do nordeste açucareiro. Foi uma crise definitiva. Prolonga-se, arrastando-se penosamente de século em século, até nossos dias. (GALEANO, p. 45, 1978)
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Vista do ANÁLISE DA INTERAÇÃO DA CONTABILIDADE AMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NOS ENGENHOS DE BENEFICIAMENTO DE ARROZ DE SANTA MARIA/RS

Vista do ANÁLISE DA INTERAÇÃO DA CONTABILIDADE AMBIENTAL E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NOS ENGENHOS DE BENEFICIAMENTO DE ARROZ DE SANTA MARIA/RS

Muitas empresas desenvolvem seus próprios relatórios e balanços com normas e regimentos próprios. Ao longo dos anos, foram desenvolvidos modelos que suportam e dão diretrizes para a produção do documento de forma clara e compreensível ao público em geral. Desde 1997, o sociólogo Herbert de Souza e o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) mostram a importância de se criar um modelo único e simples, e assim buscar uma padronização. Hoje existem diversas normas que são seguidas pela maioria das empresas em todo o mundo. No Brasil, a maior parte das empresas que produzem o documento utilizam as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI) que é uma rede internacional que elabora modelo para relatórios de sustentabilidade. Com conjunto de princípios, protocolos e indicadores desenvolvido pela GRI, torna-se possível gerir, comparar e comunicar o desempenho das organizações nas dimensões social, ambiental e econômica. Hoje, mais de mil empresas no mundo adotam o seu modelo (LIMA; VIEGAS, 2002).
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A CIDADE E OS BANGUÊS: MAPEAMENTO E ESTUDO DE REMANESCENTES DE ENGENHOS NO MUNICÍPIO DE MACEIÓ

A CIDADE E OS BANGUÊS: MAPEAMENTO E ESTUDO DE REMANESCENTES DE ENGENHOS NO MUNICÍPIO DE MACEIÓ

A colonização e ocupação do território no Brasil teve início a partir da construção de complexos produtores de açúcar, que refletiram no desenvolvimento econômico, so- cial e político do país. Em Alagoas, vários núcleos populacionais nasceram e cresce- ram em decorrência dos engenhos de açúcar. O surgimento de sua capital, Maceió, foi marcado também pela existência de um engenho. Ou seja, o engenho não era apenas produtor de açúcar, mas também consistia em um núcleo social e cultural, a partir do qual poderiam surgir povoados, vilas e cidades. Contudo, com o surgimento das usinas e crescimento dos núcleos urbanos, os antigos engenhos gradativamente deixaram de funcionar, e foram esquecidos. Entretanto, as antigas propriedades outrora produtoras de açúcar, não deixaram de existir, e muitas vezes ainda guardam resquícios dos tem- pos de funcionamento dos banguês. Desta forma, este artigo se propõe a apresentar os trabalhos de localização desses complexos no município de Maceió, a partir de estudos e reconhecimento de seus possíveis remanescentes, a fim de resgatar a memória e a história da cidade. Para realização deste trabalho, teve como metodologia pesquisas bi- bliográficas, manipulação de mapas, criação de infográfico, além de pesquisas feitas em almanaques do século XIX e em sites. Assim, foi possível mapear prováveis localizações de engenhos, e levantar a história de cinco deles. Acredita-se que este trabalho possa contribuir para o reconhecimento, valorização e conservação da memória dessas edi- ficações, como também da história da cidade.
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A Bagaceira e a realidade romanceada dos engenhos do agreste paraibano

A Bagaceira e a realidade romanceada dos engenhos do agreste paraibano

A reflexão sobre região Nordeste foi cunhada não por um poder formalmente instituído, mas por um grupo cujo principal expressão foi o movimento Regionalista e Tradicionalista de Recife. Percebe-se na denominação do movimento a palavra “Tradicionalista”. Ou seja, havia uma preocupação por parte do grupo com um passado que o Brasil e o Nordeste estavam abandonando. Em outras palavras, um país agrário de relações patriarcais. Em 1926, o evento denominado Congresso Regionalista de Recife é a concretização das ideias do movimento supracitado. A intenção era preservar tradições e manter a identidade do Nordeste. Dentre os intelectuais que fizeram parte estavam Gilberto Freyre e José Lins do Rego. Pouco importava se os hábitos eram ultrapassados do ponto de vista social, econômico e político. Era uma mobilização conservadora e descompromissada com o porvir. Alburquerque Júnior (1999) caracteriza o agrupamento com as seguintes palavras:
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ENGENHOS ALAGOANOS E SUA ESPACIALIZAÇÃO

ENGENHOS ALAGOANOS E SUA ESPACIALIZAÇÃO

A organização espacial do engenho estava voltada para o processo de benefi- ciamento do sumo da cana, de modo a obter o açúcar, que se tornou o principal pro- duto de exportação do Brasil. A vinda de colonos portugueses, com o intuito de lucrar com o atraente negócio do açúcar, fez desse produto um estimulador da colonização. O solo rico para plantio foi um dos fatores principais a influenciarem a implantação dessa atividade econômica, visto que no “Nordeste, em geral – em que se cultivava a cana-de-açúcar, era de massapê, portanto úmido, viscoso e que opunha uma resis- tência muito grande ao arado puxado por bois” (GOMES, 2006, p. 30).
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A IMAGEM DE CABELEIRA NOS ENGENHOS DA FAMÍLIA DE JOÃO CABRAL

A IMAGEM DE CABELEIRA NOS ENGENHOS DA FAMÍLIA DE JOÃO CABRAL

Quero crer, ainda, que o Regionalismo novecentista está calcado na retomada de laços familiares e genealógicos, que remontam a épocas longínquas, quer pensemos em Gilberto Freyre ou Paulo Prado. Por conta disso, o século XIX pode ser acionado, como o são todos os séculos da colonização portuguesa, quando o Brasil ainda não passava de um entreposto promissor, reconhecido preponderantemente como a América portuguesa, assim como havia uma África portuguesa ou uma América espanhola. Sigo, pois, o mesmo raciocínio de que assim como não podemos confundir a América portuguesa com o Brasil também não podemos confundir o Norte com o Nordeste, ainda que nos refiramos ao mesmo espaço físico ou a práticas culturais que reconhecemos como nossas. Até mesmo porque o reconhecimento se dá posteriormente e só pode interessar a quem viveu depois de certo recorte histórico, inclusive porque aqueles que viveram antes não podiam sentir a sua Região como os que vieram depois. Então, reportar-se ao passado é sempre uma atitude de quem se coloca numa dada situação e vai olhar para o passado de modo próprio, não compatível com o modo como seus antecessores viam, respectivamente, seu passado e nem a si mesmos.
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Ardis, engenhos, maquinações: astúcias do padre Vieira

Ardis, engenhos, maquinações: astúcias do padre Vieira

Vieira nasceu em Lisboa, nos inícios de 1608. Faleceu na Bahia, em meados de 1697. Numa existência quase centenária, essa figura ativa teve tempo de sobra para inquietar os poderosos, dos dois lados do Atlântico. Aliás, a sua vida adulta inicia-se por uma manobra radical: a saída de casa, para ingressar na Companhia de Jesus, sem o consentimento prévio dos pais. Com efeito, Vieira tornar-se-ia uma fonte incômoda de ruído, tanto na corte de D. João IV, quanto entre os colonos do Norte do Brasil. Expondo e defendendo resolutamente as suas idéias e projetos, arranjou inimigos às pencas. Em sua história de vida é possível encontrar instrutivas lições de como fazer adversários e fomentar a ira dos desafetos. Esgrimiu corajosamente, durante quatro longos anos, com a Inquisição, de 1663 a 1667, metade dos quais na condição de prisioneiro. A sua defesa desassombrada dos índios brasileiros, por exemplo, não deixa dúvidas quanto a seu destemor. Diante da resistência de Vieira à exploração dos indígenas, os colonos do Maranhão o embarcaram à força para a metrópole, bem como a todos os frades de sua Ordem, sob a iracunda gritaria de “abaixo os urubus!”.
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