Ensino Primário

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O currículo de formação de professores do ensino primário em Angola/Bengo

O currículo de formação de professores do ensino primário em Angola/Bengo

Em relação ao perfil do ensino primário consideramos que exige do futuro professor que se distinga pelo elevado sentido de idoneidade moral e cívica e competência profissional, sabendo transmiti-los aos seus educandos. De acordo com os resultados os futuros professores concordam ser importante o perfil por promover as competências importantes para atingir os seus objetivos. O professor deve ter conhecimento diversos na área de saber para os poder ensinar e transmitir bons valores passando o que se aprendeu na sua formação e saber lidar com as suas atividades no processo de ensino. O professor do ensino primário é considerado um facilitador e deve ser capaz de solidificar o educando, transformando-o num ser social. Este perfil permite ainda, segundo os estudantes inquiridos, que o futuro professor tenha domínio da matéria a transmitir e das metodologias adequadas e devem ser um exemplo para os seus alunos. Tal perfil deve ser atingido através de uma escola de formação de professores e, através dessa formação, é que competências pedagógicas necessárias serão desenvolvidas para educar os alunos de acordo com a sua realidade baseando-se nos valores fundamentais que formam aquele contexto social.
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A Formação de Escreventes no Ensino Primário em Angola

A Formação de Escreventes no Ensino Primário em Angola

Programa de Língua Portuguesa do Ensino Primário. Ainda na sequência das mesmas pesquisas, para verificar as competências dos alunos da 6ª classe, o Ministério da Educação (MED) realizou, em 2009, um estudo que incluiu a aplicação de questionários de Língua Portuguesa a uma amostra de 148 alunos de 3 escolas da província de Luanda. Destes, 80,4% não tinham feito o ensino pré-escolar, isto é, não “frequentaram creches”, jardim infantil e “nem a classe de iniciação”. O resultado das competências dos alunos, no teste de Língua Portuguesa de 33 perguntas, foi de 87,8%. O facto de uma grande maioria das crianças não frequentarem o pré-escolar torna o desafio maior na 1ª classe, ainda que o resultado do caso acima referido se mostre positivo. É necessário reiterar que, nas áreas rurais, onde o número de falantes de português L1 é mais reduzido, esses resultados são, com frequência, menos animadores, o que deve remeter para uma reflexão sobre as definições do ensino e da aprendizagem da língua portuguesa na escola.
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Atividades experimentais no ensino primário em Angola

Atividades experimentais no ensino primário em Angola

A atividade experimental é um ensaio que se realiza com a manipulação e o controlo de variáveis. Trata-se de atividades bastante relevantes no ensino das Ciências pelas potencialidades que podem encerrar, principalmente no desenvolvimento de atitudes, capacidades e conhecimentos. Contudo, para que as suas potencialidades sejam rentabilizadas é necessário adotar a metodologia que corresponde ao desenvolvimento cognitivo e processual do aluno e realizar estas atividades de forma a estimular o gosto pela Ciência, pela descoberta, e pela Natureza da Ciência. Em Angola, a preocupação em melhorar a educação é cada vez mais crescente. Com efeito, a utilização de atividades práticas, de base experimental, é uma das atuais preocupações, dada a reconhecida relevância na aprendizagem das Ciências, uma vez que torna o ensino mais prático e mais motivador. Neste contexto, surge o presente estudo investigativo realizado através de entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo, num conjunto de três escolas do Ensino Primário situadas em Luanda, com a participação de trinta e sete (37) professores e dois (2) coordenadores pedagógicos e a análise dos programas nacionais da área de Estudo do Meio e de Ciências das Natureza. Este estudo tem como problema de investigação: Como promover a realização de atividades experimentais no Ensino Primário em Angola?
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Exames Nacionais no Ensino Primário (1948 – 1974)

Exames Nacionais no Ensino Primário (1948 – 1974)

Neste trabalho de investigação vou expor que ensinar a ler e escrever a língua materna, contar e estimular o espírito criador e actividades recreativas e cívicas, eram os primeiros fins do Ensino Primário nos anos 1948 – 1972. O Ensino Primário era abrangido por dois ciclos de educação: o elementar, que era constituído por quatro classes (primeira classe, segunda classe, terceira classe, quarta classe), que só terminava com aprovação no exame da quarta classe, e o complementar, que era constituído por duas classes (quinta classe e sexta classe), e que terminava com a aprovação ao exame da sexta classe. O ciclo elementar do Ensino Primário era considerado como uniforme para cada sexo e obrigatório para todos os portugueses mental e fisicamente sãos, entre os sete e os doze anos, e destinava-os a habilitá-los a ler, escrever e contar, a compreender os factos mais simples da vida ambiente e a exercer as virtudes morais e cívicas, dentro de um vivo amor a Portugal. Por outro lado, o ciclo complementar já era visto como diferenciado e facultativo, para aqueles que desejavam seguir outros estudos ou elevar os níveis de conhecimentos úteis à vida familiar e ao meio económico-social a que pertenciam.
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Avaliação de métodos de ensino do auto-exame oral a alunos frequentadores do Ensino Primário

Avaliação de métodos de ensino do auto-exame oral a alunos frequentadores do Ensino Primário

Introdução: Diversos são os fatores de risco causadores do Cancro Oral. A prevenção e promoção da saúde oral são extremamente importantes para a mudança de comportamentos e diagnóstico precoce de lesões potencialmente malignas. O livro infantil “Com o Sorriso aprendo a fazer o exame da boca” foi desenvolvido com o intuito de oferecer informações às crianças, de uma forma lúdica, sobre o cancro oral, fatores de risco, a sua prevenção e deteção precoce. Objetivos: Avaliar o melhor método de ensino do auto-exame oral e avaliar a eficácia do livro “Com o Sorriso aprendo a fazer o exame da boca” como um veículo de promoção de saúde. Material e Métodos: Cinquenta e dois alunos do terceiro ano do primeiro ciclo do Ensino Primário participaram num estudo. Foram divididos em 3 grupos e expostos a metodologias distintas de ensinar a realizar o auto-exame oral. Posteriormente foi avaliado o método mais efectivo. Resultados: Após a análise estatística dos dados coletados, constatou-se que não houve diferenças significativas entre as metodologias aplicadas, sendo o valor de significância calculado atráves do Teste Qui-Quadrado de Pearson p>0,05. Conclusão: Os três métodos aplicados mostraram-se eficazes na propagação de conhecimento e consciencialização da população estudada. Podendo considerar a literatura utilizada eficiente na promoção de saúde e as crianças excelentes propagadoras de informação.
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A expansão da rede escolar: o ensino primário e o 1º Ciclo do ensino secundário na Província do Moxico - Angola (2008 a 2015)

A expansão da rede escolar: o ensino primário e o 1º Ciclo do ensino secundário na Província do Moxico - Angola (2008 a 2015)

“Em algumas áreas (…) estamos a verificar o abandono dessas áreas por parte dos pais e encarregados de educação, portanto, da população, mas aí está uma escola”, ou seja, alertam sobre o fenómeno que está a acontecer em algumas comunidades, onde foi construída uma escola, mas a população está a abandonar aqueles locais deixando, desta feita, a infraestrutura quase vazia sem população para aí estudar. Contrariamente, em outras áreas ainda há procura daquele bem comunitário e social. Podemos ver o excerto da entrevista G0, “(…) Este é o grande desafio na educação [hoje]. Portanto, a população abandona estas áreas onde o governo construiu infraestruturas para minimizar a situação, mas a população está a abandonar. São escolas T14, são escolas T6 do ensino primário com condições favoráveis, portanto, bem apetrechadas e que não há razoes de queixa, agora estamos é a espera da população estudantil” (Entrevista G0). Para outros directores a preocupação principal é a insuficiência de docentes para atender ao número de alunos e alunas que afluem às instituições escolares.
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CONCEPÇÃO E SIGNIFICADO DE “UM SÉCULO DE ENSINO PRIMÁRIO”

CONCEPÇÃO E SIGNIFICADO DE “UM SÉCULO DE ENSINO PRIMÁRIO”

A história monumentalizada nos documentos (LE GOFF, 2003) descreve “a obra colossal de organização nacional, iniciada corajosamente naquela memorável década, no aspecto educativo” (LIMA, 1927a, p. 3) sob a ótica retroativa da coruja hegeliana que estrutura o discurso oficial de uma história consumada vista a partir do fim como “a base segura em que repousaria o melhor futuro da nossa pátria” (LIMA, 1927a, p. 3). Característica narrativa de uma história construída a partir de documentos oficiais, a composição do livro corresponde à conformação de um discurso em torno de uma concepção geral de educação articulada em torno do ensino primário que passa a ser o telos último e organiza a partir do presente todo o sentido histórico do processo. Sendo este último configurado para além do conteúdo histórico descritivo como uma matriz de pensamento, presente no entrecruzamento dos diferentes aspectos: do exercício do magistério, da política educacional e do projeto nacional que envolvem a discussão da evolução do ensino primário no Brasil e no Rio Grande do Norte.
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Inclusão de alunos com necessidades educativas especiais na escola regular: perceções de professores do ensino primário na Região Académica IV - Angola

Inclusão de alunos com necessidades educativas especiais na escola regular: perceções de professores do ensino primário na Região Académica IV - Angola

Neste capítulo apresentamos as principais conclusões do presente estudo, bem como algumas recomendações para estudos a realizar futuramente. Este estudo foi realizado com a finalidade conhecer, descrever e caracterizar as perceções de professores do ensino primário, estudantes dos cursos de Ciências da Educação de quatro instituições do ensino superior circunscritas na área geográfica da Região Académica IV, Angola, acerca da inclusão de alunos com NEE nas escolas regulares. Com o intuito de compreender as percepções, recolheram-se dados junto de 506 professores, através do questionário “Perceção dos professores na inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nas classes regulares” (Martins & santos, 2012). Estes dados foram analisados e apresentados duma forma descritiva e inferencial no capítulo anterior deste documento. Deste modo, com a análise feita no capítulo anterior, apresentamos agora as conclusões obtidas neste estudo, tendo por base os objetivos propostos, conjuntamente a uma breve reflexão baseada na literatura. As conclusões obtidas foram as seguintes:
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Das escolas normais às escolas do magistério primário: percurso histórico das escolas de formação de professores do ensino primário

Das escolas normais às escolas do magistério primário: percurso histórico das escolas de formação de professores do ensino primário

apesar do argumento principal para fechar as escolas do magistério ter sido o excesso de docentes neste nível de ensino, a verdade é que a falta destes profissionais obrigou o Ministério da Educação Nacional a recorrer, em 1940, a um recrutamento rápido de centenas de professores para o ensino primário, através de um processo de formação «de emergência» e baseado na «imersão» na prática profissional, sem preparação prévia ao exercício da mesma. Este tipo de formação não podia prolongar-se por muito tempo. Em 1942 tomou-se, finalmente, a decisão de reabrir as Escolas do Magistério Primário, consagrando-se desta forma o modelo escolar como o mais adequado à formação de professores. O Decreto-lei n.º 32.243 de 5 de Setembro de 1942 definia o seguinte percurso de formação: «artigo 1.º São condições de habilitação para o magistério primário: a) aquisição de cultura e prática pedagógicas; b) realização de um estágio; c) aprovação em Exame de Estado». Estas escolas funcionaram nas principais cidades do país, em lisboa, Porto, coimbra, Braga e, posteriormente, uma outra nos açores. Estando diretamente dependentes do Ministério da Educação Nacional, competia ao ministro assegurar as despesas do seu funcionamento e a tutela em matéria de orientação e fiscalização pedagógicas, deixando às escolas uma margem de autonomia muito restrita, que ficava limitada ao domínio administrativo e a uma identidade moral, com finalidades jurídicas, para poderem proceder à aquisição de bens. Era a afirmação de
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As disputas em torno do ensino primário rural (São Paulo, 1931-1947).

As disputas em torno do ensino primário rural (São Paulo, 1931-1947).

Outra face da inconveniência era a inadaptação da professora à escola rural. A maioria não queria exercer o magistério no campo, cumprindo apenas o tempo de desterro até obter a remoção para uma escola localizada na cidade. O diretor era então favorável a uma solução considerada por ele como qualitativa, o que significava “localizar bem o número modesto de instituições, dando-lhes situação independente e professores adequados, a esbanjar as dotações com milhares de escolas improdutivas” (Almeida Junior, 1936, p. 4). Na visão desse educador, mais que solucionar o déficit de vagas, cabia ao Estado aperfeiçoar o aparelho de ensino antes de difundi-lo. O ensino primário deveria ser o mesmo, tanto na cidade, quanto na roça. A diferença fundamental seria de ênfase, isto é, caberia à professora rural tratar de assuntos rurais, levando as crianças a simpatizarem pelas coisas da roça.
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A construção do parque escolar do ensino primário na cidade de Portalegre : uma perspectiva através dos documentos locais

A construção do parque escolar do ensino primário na cidade de Portalegre : uma perspectiva através dos documentos locais

“Um oficio da Direcção do Distrito Escolar informando que o edifício da Estrada da Serra, em construção, se destina apenas ao sexo masculino e sugere que superiormente se exponha a necessidade de no mesmo serem instalados os dois sexos para que fiquem melhor acautelados os interesses do ensino e da própria população escolar. Exposta superiormente a sugestão que foi apresentada por aquela Direcção, ao Senhor Chefe da Secção da Delegação para as Obras de Construção de Escolas Primárias, este organismo informa que o tipo daquele edifício foi definido em conformidade com o ofício da Direcção Geral do Ensino Primário, número duzentos e cinquenta e dois de catorze de Fevereiro de mil novecentos e cinquenta e um e que se o assunto exposto pela Câmara Municipal vier a ser aceite pelo Ministério da Educação Nacional no sentido de ficar assegurada a separação dos sexos, aquela Direcção nada terá a opor e procederá em conformidade com o que for aquele departamento for julgado mais conveniente. Em face do exposto, resolveu a Câmara, por unanimidade expor o caso a Sua Excelência o Ministro da Educação Nacional, por reconhecer que o mesmo edifício deve ser destinado para os dois sexos e solicitar a Sua Excelência a necessária autorização para que seja feita a alteração proposta pela Direcção do Distrito Escolar.” 126
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Ensino Primário e infância

Ensino Primário e infância

Nesse artigo, analisa-se treze entrevistas e um questionário realizados com treze mulheres e um homem. Todos passaram o ensino primário nos anos em que se aplicava o exame de admissão ao ginásio. Além dessas fontes utiliza-se também documentos provenientes de arquivo pessoal dos/as entrevistados e do arquivo histórico de Florianópolis. Das treze mulheres, apenas uma é administradora de empresas, as demais são professoras aposentadas, o homem é veterinário. Todas as entrevistas foram realizadas nas residências dos entrevistados, nas cidades de Agrolândia, Braço do Trombudo, Pouso Redondo, Rio do Sul e Trombudo Central. O questionário foi enviado por e-mail da cidade de Taió. Todas as cidades citadas são do Estado de Santa Catarina, na região do Alto Vale do Itajaí. Os/as entrevistados/as e a professora que respondeu ao questionário foram moradores do meio rural e também da cidade e contam histórias que coadunam na vontade de estudar, de superar obstáculos. O recorte dos excertos posteriormente apresentados, foram escolhidos através das narrativas que remetem ao período da infância dos sujeitos.
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A municipalização do ensino primário

A municipalização do ensino primário

7. Sendo êste o sistema constitucional previsto, em face da sirnples leitura do texto da lei magna, deveríamos logicamente partir dos* recursos municipais, para fixar a base financeira do ensino primário, dividindo os recursos correspondentes a 20% dos seus impostos pelas crianças em idade escolar do município. Verificada a insuficiência de tais recursos para um ensino primário adequado, assim entendido o ensino com a extensão e quali­ dade fixadas pela lei federal de diretrizes e bases — e aí se afirma a compe­ tência de regulação suprema da União — seriam os aludidos recursos muni­ cipais complementados pelos dos Estados da Federação até poderem atender ao mínimo (previsto pela lei de bases e diretrizes) de educação obrigatória para cada criança. Se, ainda assim, não forem suficientes os recursos, caberá à União dar novo suplemento até o limite de sua obrigação constitucional.
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Ensino primário franquista: os livros escolares como instrumento de doutrinação infantil.

Ensino primário franquista: os livros escolares como instrumento de doutrinação infantil.

Em 1945, com a derrota do nazifascismo, os responsáveis pelo poder sentiram necessidade de demonstrar, mais do que antes, que o regime era católico e não fascista. Dessa forma, a influência dos católicos em relação à educação tornou-se ainda maior. Na realidade, a aproximação das diretrizes educacionais espanholas com as do nazismo já se mostrara inviável logo no início do regime, quando houve contatos entre representantes dos dois países. A Comissão da Direção Geral de Ensino Primário que visitou a Alemanha fi- cou negativamente impressionada com o racismo e anticristianismo dos na- zistas; Romualdo Toledo, que fez parte dessa Comissão, redigiu um informe a Franco no qual recomendava não imitar, em absoluto, o nazismo no âmbito escolar. A força dos católicos no sistema educacional sempre foi muito gran- de, mas os falangistas, adeptos do Eixo, também marcaram presença. No en- tanto, com a derrota do nazifascismo estes ficaram afastados desse campo político.
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A PRODUÇÃO OFICIAL DO MOVIMENTO DA MATEMÁTICA MODERNA PARA O ENSINO PRIMÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO (1960-1980) MESTRADO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

A PRODUÇÃO OFICIAL DO MOVIMENTO DA MATEMÁTICA MODERNA PARA O ENSINO PRIMÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO (1960-1980) MESTRADO EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Os documentos coletados para analisar as reformulações curriculares produzidas pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para o ensino da matemática, a fim de compreender as apropriações do ideário do MMM realizadas pelas equipes dessa Secretaria foram digitalizados e catalogados cronologicamente. Após esta primeira classificação, cada documento foi etiquetado, sumariado e, colocado em pastas individuais. Numa segunda análise, acrescentamos ao sumário observações referentes à materialidade do documento, como aspectos da capa, diagramação, número de páginas, tiragem, público alvo, equipe elaboradora, autores mais citados, assuntos tratados, ilustrações, etc.
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Transferências e apropriações de saberes: Friedrich Bieri e a matemática para o ensino primário.

Transferências e apropriações de saberes: Friedrich Bieri e a matemática para o ensino primário.

Jakob Egger (1821-1904), pedagogo suíço e inspetor do ensino, foi professor em 1852, no Seminário de Münchenbuchsee, e autor do livro Rechenbuch für schwerische Volksschulen und Seminarien, de 1858. A análise desta obra deixa entrever a influência de Pestalozzi e Grube, além de mostrar que se tratava de um livro que visava à metodologia do ensino da Aritmética, destinado mais ao professor do que ao aluno. Todavia, a apropriação que faz das idéias de Grube é parcial. Ele resume assim o método de Grube: “Cada número de 1 a 4 é submetido ao mesmo tempo às quatro operações e tal que o progresso não está mais na operação que a criança aprende, mas no número que ela chega” (Egger, 1874, p. 36). Ainda observa que a cada passo se coloca um peso demasiado no progresso do número e pouco progresso no sistema de numeração. Alerta para o fato de que esse método só é positivo com um professor competente, mas mesmo assim a apresentação da sequencia de números dessa maneira pode ser cansativa para o aluno e ele pode não levar a sério as tarefas escolares. Além disso, o método de Grube não corresponderia ao desenvolvimento intelectual da criança quando ingressa na escola e a exigência, sendo muito alta, poderia se tornar um obstáculo.
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RUI BARBOSA E A REFORMA DO ENSINO PRIMÁRIO

RUI BARBOSA E A REFORMA DO ENSINO PRIMÁRIO

Daí Rui pôs mãos à obra e, após juntar os materiais necessários, apresentou à Câmara um grande projeto sobre a "Reforma do ensino secundário e superior". Firmava as opiniões do projeto em vários autores conhecidos, apresentava de forma brilhante as justificativas, mas seus contemporâneos – embora admirassem a erudição e inteligência do autor – achavam o projeto inadaptável ao país. Rui assim não pensava, e aproveitar-se-ia de Rodolfo no ministério, por ter carta branca para agir, para levar o projeto à prática. Rodolfo também incumbiu Rui de escrever a parte do relatório que deveria apresentar como ministro sobre a instrução pública, e tudo parecia rosas na vida de Rui. Mas, um mês após Rui escrever esse relatório, o ministério cai e ele novamente desconsola-se.
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Ensino primário e secundário no Império Alagoano

Ensino primário e secundário no Império Alagoano

No século XIX, o ensino secundário referia-se ao ní- vel de ensino que intermediava a instrução mais elementar (primária) ao ensino Superior. Craveiro Costa (1931, p. 17), intelectual do início do Século XX, airmou que “O ensino se- cundário, em Alagoas, precedeu ao primário” e as cadeiras ofertadas eram destinadas aos rapazes ricos. Sabendo-se que o ensino secundário era uma etapa que interessava, sobre - tudo, à classe dominante, o que se destaca em relatórios de presidente de província, a este respeito? E sobre a instrução primária?
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Impasses e desafios em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Norte (1890–1930)

Impasses e desafios em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Norte (1890–1930)

sta tese teve por finalidade discutir a organização da escola primária no período republicano com base em mensagens de presidentes dos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Norte, bem como em suas respectivas legislações, no período 1890–1930. Para isso, o mapeamento da constituição do ensino primário em cada estado configurou-se como primordial aos propósitos da pesquisa, pois possibilitou ampliar as análises em torno do ideário educacional, e à compreensão dos pilares que sustentavam o discurso republicano ao se incorporar neste a necessidade de estabelecer o ensino primário no país. Em termos teórico- metodológicos, o estudo se ancora na história comparada da educação, que possibilita explicar (pelo menos em parte) as diferenças e convergências de ambientes sociais distintos que deixam entrever semelhanças e diferenças entre os espaços comparados. Por outro lado, convém frisar que a comparação implica buscar tanto as similitudes e permanências quanto as rupturas. As fontes da pesquisa incluíram legislações, relatório e mensagens dos presidentes de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Norte. Com base no referencial teórico e nos dados documentais, foi possível afirmar esta hipótese: houve dissonância entre os princípios externalizados nas mensagens dos presidentes dos três estados em relação à realidade concreta da organização da escola primária; ou seja, não se efetivaram ações capazes de materializar esse horizonte republicano de educação pública. Portanto, a pesquisa revelou como problema central nos três estados a implantação da escola primária e sua institucionalização; isto é, sua materialização, pois na maioria das vezes as escolas eram criadas, mas não ganharam concretude física. Isso evidenciou que os elementos educacionais do período imperial também continuaram prevalentes ao longo da República velha. Exemplo disso são as modalidades das escolas
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Da roça para a escola: institucionalização e expansão das escolas primárias rurais no Paraná (1930-1960).

Da roça para a escola: institucionalização e expansão das escolas primárias rurais no Paraná (1930-1960).

No âmbito do presente artigo propõe-se a compreender o processo de institucionalização e expansão das escolas primárias rurais no Estado do Paraná, Brasil, por meio das iniciativas empreendidas pelo governo estadual, suas relações com as diretrizes federais e as tematizações relacionadas à educação rural, entre as décadas de 30 a 60 do século 20. Os documentos que deram suporte à investigação constituem-se das mensagens e relatórios de governadores estaduais e interventores federais, analisadas a partir da produção historiográfica sobre o tema. Tais documentos possibilitaram construir um quadro das ações governamentais acerca da educação rural, identificar o tratamento dado à temática da escola do meio rural, verificar os modelos de escolas criadas e analisar as particularidades que marcaram o ensino primário rural no Estado.
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