Ensino superior indígena

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O ensino superior indígena como política pública: elementos para a construção de um modelo metodológico de avaliação e comparação de experiências locais.

O ensino superior indígena como política pública: elementos para a construção de um modelo metodológico de avaliação e comparação de experiências locais.

Superadas essas dificuldades, há o processo de homologação das inscrições, que é realizado pelos professores-especialistas da instituição. Essa fase nos recoloca diante da variável condição étnica, temática fundamentalmente relacionada ao campo da política indigenista nacional. O vestibular indígena, como o próprio nome evidencia, é exclusivamente disputado por candidatos que se autoidentificam indígenas e são identificados da mesma forma por sua comunidade de origem. Esse critério é válido para ambas as modalidades de ensino superior indígena. Entretanto, definir quem é índio e quem não é, no Brasil, não tem sido tarefa fácil, e os reflexos repercutem de maneira significativa entre os principais atores envolvidos nessa fase delicada que compõe a etapa de acesso ao ensino superior. Sem tempo e espaço suficientes para dedicar a todos os aspectos que essa temática mereceria, cabe apresentar e comentar ao menos parte deles. Primeiro, diferentemente do que imagina o senso comum, a condição étnica de um indivíduo e da comunidade indígena da qual faz parte não é – segundo a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), devidamente ratificada pelo Estado brasileiro – definida pela manutenção de traços socioculturais atemporais, tais como fenótipos ameríndios, moradia em terra indígena, manutenção da língua e costumes ancestrais e mais uma gama de atributos primitivistas. Ao contrário, a condição étnica é definida na perspectiva antropológica moderna pelo que já foi assinalado anteriormente: os próprios índios definem os elementos que os diferenciam da sociedade global; trata-se, portanto, de um debate e um posicionamento eminentemente político. 3 Assim, de um modo mais didático, não cabe
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O ensino superior indígena como política pública: elementos para a construção de um modelo metodológico de avaliação e comparação de experiências locais

O ensino superior indígena como política pública: elementos para a construção de um modelo metodológico de avaliação e comparação de experiências locais

Superadas essas dificuldades, há o processo de homologação das inscrições, que é realizado pelos professores-especialistas da instituição. Essa fase nos recoloca diante da variável condição étnica, temática fundamentalmente relacionada ao campo da política indigenista nacional. O vestibular indígena, como o próprio nome evidencia, é exclusivamente disputado por candidatos que se autoidentificam indígenas e são identificados da mesma forma por sua comunidade de origem. Esse critério é válido para ambas as modalidades de ensino superior indígena. Entretanto, definir quem é índio e quem não é, no Brasil, não tem sido tarefa fácil, e os reflexos repercutem de maneira significativa entre os principais atores envolvidos nessa fase delicada que compõe a etapa de acesso ao ensino superior. Sem tempo e espaço suficientes para dedicar a todos os aspectos que essa temática mereceria, cabe apresentar e comentar ao menos parte deles. Primeiro, diferentemente do que imagina o senso comum, a condição étnica de um indivíduo e da comunidade indígena da qual faz parte não é – segundo a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), devidamente ratificada pelo Estado brasileiro – definida pela manutenção de traços socioculturais atemporais, tais como fenótipos ameríndios, moradia em terra indígena, manutenção da língua e costumes ancestrais e mais uma gama de atributos primitivistas. Ao contrário, a condição étnica é definida na perspectiva antropológica moderna pelo que já foi assinalado anteriormente: os próprios índios definem os elementos que os diferenciam da sociedade global; trata-se, portanto, de um debate e um posicionamento eminentemente político. 3 Assim, de um modo mais didático, não cabe
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Curso de Magistério Indígena Tremembé Superior – MITS: protagonismo indígena e inclusão social no ensino superior no Brasil

Curso de Magistério Indígena Tremembé Superior – MITS: protagonismo indígena e inclusão social no ensino superior no Brasil

Contudo, não se deve imaginar que esta experiência possa simplesmente ser reproduzida em outras situações, para outros povos indígenas, outros segmentos sociais ou outras universidades no Brasil. O caso aqui relatado é, antes do mais, o atestado da obstinação de um Povo e da confluência favorável de um conjunto de situações às quais não foi possível aprofundar nos limites deste texto. Porque a política para o ensino superior indígena em voga no Brasil ainda é marcada pela tibieza, precariedade, contradições, desarticulação, improviso desta política, bem como sobrecarga de trabalho dos que, dentro das universidades públicas, abraçaram o projeto das licenciaturas interculturais.
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O ensino superior no Brasil

O ensino superior no Brasil

Primeiro, mesmo no professor, pesquisa é coisa peregrina, ainda que cresça a pressão sobre a necessidade de pesquisar, à medida que se exige pós-graduação, sem falar que faz parte da trilogia obscura e piedosa “ensino, pesquisa e extensão”. Sobretudo entidades particulares e mais ainda aquelas que funcionam apenas a noite, contratam como professores pessoas que veem imbuídas da tarefa de ‘dar aula’, e nada fazem além disso, não só porque não tem tempo ou motivação, mas principalmente porque lhes é estranho ou inviável. Todavia, também em entidades públicas e mesmo em universidades federais, há uma maioria de professores que só dão aula, ou apenas ensinam a copiar.
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A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR

A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR

Verificou-se ainda que, sob a inspiração das recomendações do Banco Mundial, que indica serem as universidades de pesquisa muito dispendiosas, ocorreu forte diferenciação do sistema, quebrando o modelo de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e estimulando novas modalidades de formação e de pesquisa, como cursos de curta duração, ensino a distância, ensino tecnológico voltado às “profissões emergentes”, pesquisa “aplicada” etc. Isso nos remete à consideração de que os estudantes também foram submetidos a “qualidades” muito distintas de ensino superior. Alguns têm a possibilidade de acesso a processos de formação e capacitação, com uma relação mais orgânica com o conhecimento produzido em sua área. Outros, a maioria, infelizmente, têm suas oportunidades educacionais reduzidas a um caráter meramente certificatório, “que não asseguram domínio de conhecimentos necessários ao desenvolvimento de competências cognitivas complexas vinculadas à autonomia intelectual, ética e estética ” (KUENZER, 2007, p. 1170-1171).
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Didática no Ensino Superior

Didática no Ensino Superior

Trabalhando a partir da diversidade de nossas próprias experiências pessoais, ambas com a formação do educador, em diferentes níveis de ensino, numa interface entre educação e comunicação, também nós temos construído nosso caminho. E, nessa trajetória, a vivência de situações quase sempre conflituosas estimulou questionamentos, levando-nos a reorganizar teorias e a elaborar algumas sínteses. O compromisso com a Didática

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QUAL DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR?.

QUAL DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR?.

Os recursos financeiros são um dos principais fatores na desigualdade de acesso à universidade. Não somente alguns países não têm um sistema universitário que não é gratuito e, consequentemente, está fora do al- cance das classes sociais mais modestas, mas, mesmo nos países onde os estudos superiores são gratuitos, ou quase, eles têm um custo. Os estudantes precisam viver, alimentar-se e alo- jar-se durante o período em que estão estudan- do. Além disso, o tempo dedicado aos estudos representa também uma perda de salário que muitas famílias não podem assumir, uma vez que já esperam dos jovens que se responsabi- lizem por si mesmos e que contribuam para o sustento da família. Os sistemas de bolsas e de subsídios diversos, as possibilidades de combi- nar o trabalho com os estudos podem atenuar essa deficiência econômica, mas ela continua a existir assim mesmo. É o que explica porque as classes médias foram as grandes beneficiá- rias da massificação escolar e porque as classes populares “optam” pelo trabalho precoce ao término dos estudos obrigatórios. Com a crise econômica, observa-se, hoje em dia, a formação de uma categoria de estudantes extremamente pobres. De modo geral, quanto mais uma socie- dade é relativamente igualitária, mais o acesso ao ensino superior é democrático.
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O empreendedorismo no ensino superior.

O empreendedorismo no ensino superior.

Para Gonçalves (2009) o programa com maior destaque ao nível do ensino superior é o programa Poliempreende. Este programa é uma atividade pioneira do Instituto Politécnico de Castelo Branco que posteriormente foi alargada ao Instituto Politécnico da Guarda e de Viseu entre 2003 e 2006. A partir de 2007 o programa alargou-se a todos os restantes IP. O Poliempreende tem como objetivo o desenvolvimento da criatividade e inovação nos alunos e a criação de empresas com os respetivos apoios em todas as suas etapas de desenvolvimento. Neste sentido, visa a promoção do espírito empreendedor nas comunidades académicas através da realização de oficinas de empreendedorismo, de concursos de ideias de negócio e da apresentação de planos de negócio (Parreira, Pereira & Brito, 2011).
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O Ensino Superior na Hungria

O Ensino Superior na Hungria

O sistema de funcionamento do ensino superior foi profundamente reformado. Até 1993 ele era gratuito e financiado pelo estado. Com uma regulamentação centralizada originavam-se simultaneamente desperdícios e carências. A nova realidade do país conduziu o governo, apesar de uma situação orçamental cada vez mais difícil e da pressão inflacionista (35% em 1991; 23% em 1992 e em 1993; 20% em 1994 e 29% em 1995), esta realidade, dizíamos, conduziu o governo à adopção de uma política económica para o estabelecimento de um quadro legal e institucional onde as forças do mercado pudessem operar. As previsões oficiais de que em cinco anos muitas das dificuldades estariam vencidas revelaram-se, porém, incorrectas, acreditando-se hoje que o processo de transformação da sociedade húngara e da sua economia possa dilatar-se por uma geração.
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A educação superior no Brasil: contextualizando o ensino de Administração e as Instituições de Ensino Superior

A educação superior no Brasil: contextualizando o ensino de Administração e as Instituições de Ensino Superior

Após a avaliação de uma das mais tradicionais IES do Estado do Rio de Janeiro, a Universidade Gama Filho (UGF) e, também do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), e dado tempo para os ajustes necessários, o que não ocorreu, tiveram descredenciamento em janeiro de 2014, por apre- sentarem uma série de irregularidades e não cumprirem o prazo estipulado pela legislação. Por essa razão, foi publicada decisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), tendo sido justificadas razões de “baixa qualidade acadêmica, o grave comprometimento da situação econômico-financeira da mantenedora e a falta de um plano viável para superar o problema, além da crescente precarização da oferta da educação superior ” (INEP-MEC-2014).
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AVALIAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR: DO ACESSO AO ENSINO SUPERIOR A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL.

AVALIAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR: DO ACESSO AO ENSINO SUPERIOR A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL.

A avaliação do ensino superior, na abordagem dos autores, passa pelo acesso ao ensino superior, pela avaliação das Instituições de Ensino Superior (IES), a fim de que elas possam contribuir para a avaliação de desempenho profissional e a atuação no mercado de trabalho. Diante disto, este estudo tem por objetivo principal analisar este percurso de uma forma integrada. Especificamente, pretende-se apresentar teorias voltadas à contextualização e definição do referido percurso; e retratar as políticas institucionais aplicadas por IES e demais instituições e actores neste percurso. Desta forma, considerando o interesse dos pesquisadores e a viabilidade de desenvolver estudo nos objetos de estudos definidos, esta pesquisa teve como temas a serem estudados a avaliação do ensino superior – do acesso ao ensino superior a avaliação de desempenho profissional. A metodologia aborda tem por objetivo a discussão sobre o acesso e a permanência na educação superior, assim como a efectiva avaliação das IES. Os principais resultados alcançados com este estudo são: a caracterização do percurso de forma articulada e integrada no intuito de tomar conhecimento da atual situação, com intuito de se preparar melhor para o mercado de trabalho; e o interesse por parte das IES em contribuir para a evolução das políticas educacionais.
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O ensino superior e a sida

O ensino superior e a sida

A educação engloba ensinar e aprender e tem nos seus objectivos fundamentais a transmissão da cultura de geração para geração, realizando ao longo do ciclo de vida a construção do conhecimento. Em Portugal, a educação escolar compõe-se de educação básica, formada pelo ensino infantil e médio (sendo considerada fundamental e também designada por 1º, 2º e 3º ciclo), ensino secundário e superior. O ensino superior forma profissionais e investigadores em uma determinada área do conhecimento humano. É oferecido em Universidades, Institutos Politécnicos e outros Institutos Superiores, nas suas faculdades e escolas superiores. Na hierarquia das graduações académicas, a licenciatura é o grau conferido por três ou quatro anos de curso universitário ou politécnico. Com a entrada em vigor, na Europa, do Tratado de Bolonha, a licenciatura passa a figurar como o primeiro grau académico, devido à extinção dos cursos de bacharelato.
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O cyberbullying no ensino superior

O cyberbullying no ensino superior

anteriormente sido agressores no secundário e básico. E finalmente, dos agressores-vítimas na universidade, 41.6% tinha repetido o mesmo padrão na escola secundária e básica. Atendendo a este cenário, os centros de aconselhamento universitários relatam preocupações crescentes relacionadas com depressão, ansiedade e ideação suicida em alunos universitários (Chapell, 2006). Apesar do estudo de Chapell (2006) referir o bullying, considerou-se importante referi-lo dado confirmar a repetição do ciclo de agressões envolvidas no mesmo. Além disso, é um dos escassos estudos que associa bullying e ensino universitário. Atendendo à relação existente entre bullying e cyberbullying, pode ser importante ter uma visão geral de como o bullying afeta os estudantes universitários, de forma a entender melhor o cyberbullying nesta população menos estudada (Francisco, 2012).
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O e-learning no ensino superior

O e-learning no ensino superior

As funções de seleccionar, organizar e transmitir o conhecimento, exercidas no ensino presencial, correspondem às actividades online de preparação de cursos (e-ferramentas pedagógicas). Por seu turno, a função de orientação do processo de aprendizagem deixa de ser exercida presencialmente e passa a ser efectuada através de plataforma telemática. Por último, há que levar a cabo as tarefas de planeamento, de organização e gestão do processo lectivo como um todo, bem como de avaliação do desempenho do estudante.

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Ensino superior, para quê?.

Ensino superior, para quê?.

Essa é, em parte, uma questão profundamente pedagógica e educativa, que não deve ser perdida nem pelos intelectuais nem pelas pessoas preocupadas com a finalidade e o sentido do Ensino Superior. A democracia coloca exigências cívicas sobre os seus cidadãos, e tais exigências apontam para a necessidade de uma educação de base ampla, crítica e que dê sustentação a um poder do cidadão com significado, a uma participação autônoma e a uma liderança de- mocrática. Somente mediante tal cultura educacional crítica e sustentável é que os estudantes podem aprender como tornar-se agentes individuais e sociais, e não apenas espectadores descomprometidos, dispostos não só a pensar de ma- neira diferente, mas também a agir de acordo com engajamentos cívicos que “[...] necessitam de um reordenamento nas suas disposições básicas de poder” fundamentais para a promoção do bem comum e para produzir uma democracia cheia de significados (WOLLIN, 2008, p. 43).
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A escrita no Ensino Superior

A escrita no Ensino Superior

Testemunho contundente de que a escrita no Ensino Superior assu- me alguns desafios ainda não superados é a forma como os alunos expressam suas inquietações quando necessitam elaborar material por escrito, sejam eles artigos, resenhas, resumos, resumos expandidos até dissertações e teses. Depoimentos recorrentes por parte dos acadêmicos evidenciam que os alunos têm muito a dizer, mas nem sempre sabem como fazê-lo, há muito sobre o que escrever, mas nem sempre se sabe qual a forma mais adequada para expres- sar-se por escrito. Assim sendo, nos parece importante adiantar uma listagem dos principais erros/dificuldades encontrados nos textos das turmas investigadas, já que temos utilizado algumas estratégias (descritas no final deste artigo) para a qualificação destas escritas. Dessa forma, a continuidade desta investigação se dará ao longo de dois semestres (com a elaboração de estratégias pedagó- gicas a partir dos pressupostos dela advindos), para que, ao final do próximo semestre – 2012/I – seja possível testar tais estratégias para ver como os alu- nos-sujeitos da pesquisa se encontram em suas escritas.
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A leitura no ensino superior

A leitura no ensino superior

As Instituições de Ensino Superior têm consigo uma grande responsabilidade não só para com os seus discentes, mas envolvendo toda a sociedade. Trata-se da oportunidade de quebrar um círculo vi- cioso de formação de pessoas (ALVES, 2007, p. 03) que influenciarão outros a serem da mesma forma, de fazer com que a leitura se torne um dos principais recursos para a realização plena da cidadania, vis- to ser ela essencial a qualquer área de conhecimento. Não se trata de corrigir erros da formação básica dos alunos e sim represar uma situação professores e também dos estudantes, pois, sem a contri- buição dos estudantes o esforço docente não terá sucesso. Sabe-se, que a leitura e interpretação textual são cruciais ao desenvolvimento educativo do individuo. Portanto, os estudos feitos através da revisão bibliográfica tem valor impar para a análise da temática em ênfase, a crise da leitura e interpretação textual na esfera escolar.
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Acesso ao Ensino Superior

Acesso ao Ensino Superior

Para admissão ao exame nacional, o aluno interno deverá obter uma classificação igual ou superior a 10 valores na média das classificações internas anuais da disciplina, não podendo ser inferior a 8 valores a classificação de frequência no ano terminal das mesmas.

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A GUERRA DO ENSINO SUPERIOR.

A GUERRA DO ENSINO SUPERIOR.

 Essa medida estaria abalizando casos de jovens de 15 anos que passam nos vestibulares e entram com uma liminar judicial para cursar a graduação. Analisemos um caso exemplo: Partindo deste pressuposto de que não é necessário terminar a graduação para iniciar uma pós-graduação temos o seguinte quadro. Joãozinho, um aluno normal, entrou no ensino médio aos 14 anos e aos 15 passou em um processo seletivo para Pedagogia (curso de duração de 3 anos), entrou com a medida cautelar e foi admitido em uma IES – tendo como referencial teórico que o saber está ligado à experiência pessoal esse aluno seria prejudicado no seu aprendizado? Sabendo que o fator inclusão no grupo é relevante no processo de formação do conhecimento este aluno, que claramente tem uma diferença de 4 anos em média para os demais colegas teria seu aprendizado comprometido? A maturidade desse aluno poderia comprometer os seus estudos e dos colegas ao redor? Todavia Joãozinho conseguiu chegar ao final da faculdade e seguindo a estratégia de terminar seus estudos de forma mais breve possível entrou no programa de pós-graduação lato sensu no formato sanduíche – aos 18 anos, quando normalmente todos os alunos estarão iniciando a vida acadêmica, nosso aluno exemplo estará formado com uma pós graduação lato sensu. Então indago: O aproveitamento do conteúdo explanado em sala de aula terá a mesma consistência dos demais profissionais formados nessa turma?
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Narrativas Maxakali: possibilidades para o ensino de cultura e história indígena.

Narrativas Maxakali: possibilidades para o ensino de cultura e história indígena.

Segundo Fonseca (2003), para se contrapor à História tradicio- nal, as propostas curriculares elaboradas em diferentes estados brasilei- ros, embora distintas, reuniam alguns pontos em comum, tais como a realização do ensino de uma História mais crítica, participativa, dinâmi- ca, rompendo com a linearidade e o etapismo. Buscava-se uma ruptura com a História oficial, e, para isso, era necessário mostrar a perspectiva de diversos sujeitos, dar voz a novos personagens a partir da compreen- são de que todos os homens fazem a História e não somente os grandes estadistas ou heróis nacionais. Os fatos históricos passaram a ser relati- vizados dentro de uma perspectiva interpretativa, possibilitando a coe- xistência de diversas versões históricas. Em relação à concepção de tempo, surgiu uma diferenciação entre o tempo cronológico e o tempo histórico, sendo o primeiro seqüencial, e o segundo, formado por tem- poralidades múltiplas, como a sucessão e a simultaneidade. Desse modo, o historiador começa a se colocar novas perguntas, que o leva a formu- lar outros problemas, dos quais participam diferentes sujeitos, que podem ser estudados pelo historiador por meio de diversas fontes dis- tintas dos documentos oficiais.
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