Escola Pública - relações étnico - raciais

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Educação das relações étnico-raciais: a experiência de uma escola pública estadual de Santa Catarina

Educação das relações étnico-raciais: a experiência de uma escola pública estadual de Santa Catarina

compreender o processo de implementação da Lei nº 10.639/03 em uma escola de ensino médio da rede pública estadual localizada no município de Florianópolis, SC. O presente trabalho discute a democratização da educação e a promoção da igualdade racial na escola com a Lei nº 10.639/03; contextualiza o campo de pesquisa, posicionando a dinâmica da escola, os sujeitos, as estratégias de mobilização e as ações na implementação da Lei. A pesquisa de campo, com aporte bibliográfico, documental e empírico foi desenvolvida sob a perspectiva qualitativa, por meio de observação e entrevistas com educadoras da escola e monitores de uma ação de educação das relações étnico-raciais (ERER). Para análise do processo de implementação da Lei nº 10.639/03, no contexto escolar, foram investigadas as representações dos educadores sobre as relações raciais na escola e na sociedade, a discriminação racial manifestada na escola, o conhecimento e as representações dos educadores sobre a lei pesquisada, o Projeto Político Pedagógico (PPP), o currículo, a formação inicial e continuada dos educadores, os materiais didático-pedagógicos, a resistência de parte dos educadores, finalizando com as possibilidades e desafios para a implementação da Lei. Considerou-se, finalmente, que a falta de políticas públicas comprometidas com a ERER, condições de trabalho e de precariedade dessa escola pública, expressas na falta de material didático, na ausência de formação continuada, entre outras, combinada com a resistência de parte dos educadores e alunos, configuram-se como os maiores entraves para a implementação da Lei. Portanto, não se trata, em face destes desafios, de perder de vista as tensões que já se colocavam no mundo da escola em relação aos conhecimentos e relações raciais que permeavam o desenvolvimento do currículo. A experiência com a ERER da escola pesquisada expressa a mobilização de ações curriculares significativas, ainda que o processo de implementação não esteja sedimentado, efetivando-se numa dinâmica de avanços e retrocessos.
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Relações étnico-raciais na escola pública

Relações étnico-raciais na escola pública

Ressalta-se que a abordagem qualitativa em educação tem fundamentação teórica na fenomenologia, que compreende uma série de matizes. A intenção fenomenológica significa buscar compreender como e qual tipo de sentidos os sujeitos dão aos acontecimentos e às interações sociais, estes que ocorrem diariamente. Esta foi a pretensão a propósito das relações étnico-raciais no Colégio Mário Costa Neto, ou seja, buscou-se observar como a realidade étni- co-racial era socialmente construída dentro daquele ambiente de educação. É importante esclarecer que a pesquisa foi marcada pela observação na en- trada, nos intervalos e nas saídas dos alunos. A primeira etapa foi constituída por, aproximadamente, dez horas de observação no turno vespertino. A outra etapa do trabalho constituiu-se da observação em sala de aula, com a devi- da autorização dos professores. Pôde-se, assim, adentrar nas suas aulas e acompanhar um pouco a relação deles com os alunos e destes entre si. A última etapa foi a aplicação de um questionário a alunos, a saber: vinte e oito discentes, divididos entre o sexto e o nono ano do colégio.
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RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS COMO OBJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM ESCOLA PÚBLICA NO ESTADO DO PARANÁ

RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS COMO OBJETO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM ESCOLA PÚBLICA NO ESTADO DO PARANÁ

Defendendo a prática docente como principal mecanismo de efetivação do que propõe o Artigo 26A da LDBEN, esse tido como referência de uma pedagogia decolonial para o cotidiano escolar, o presente trabalho apresenta apontamentos reflexivos sobre a relação entre a docência e a temática das relações étnico-raciais, utilizando-se para isso de relatos de uma atividade formativa realizada com professoras/es de uma rede municipal de ensino do estado do Paraná. A metodologia utilizada foi a revisão exploratória da produção científica sobre a temática, tendo na pesquisa qualitativa a caracterização central da análise, esta dialogada com um relato de experiência do projeto de formação realizado. Os dados obtidos indicam que, em maior ou menor escala, os professores conhecem direcionamentos possíveis para se solucionar situações de tensão no que se refere a discriminação e preconceito racial em sala de aula. Entretanto, a ausência de um debate sobre essa realidade nos cursos de formação inicial, bem como a manutenção do uso do senso comum no exercício docente, inviabiliza uma ação, por parte dos profissionais em educação, voltada à criticidade no que se refere a diferença e a diversidade étnico-racial brasileira.
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As relações étnico-raciais no cotidiano escolar: reflexões a partir de uma Escola Pública do município de Pilões/PB

As relações étnico-raciais no cotidiano escolar: reflexões a partir de uma Escola Pública do município de Pilões/PB

Durante uma conversa informal com a professora, perguntando se mesma percebia no cotidiano escolar, situações e atitudes racistas, a respeito do cabelo, da cor da pele? Disse-nos que só às vezes quando as crianças estão em meio a uma discussão, ouvia falas do tipo “cabelo de bucha” “macaco” 5 , a mesma diz que isso é muito frequente, no dia a dia escolar, que não acontecia só em sua sala de aula, a questionei de que como ela se colocava diante de tais situações, disse que “chamava atenção das crianças, dizendo que não é para falar esse tipo de coisa”. Percebe-se então, que falas como essas estão naturalizadas pelo senso comum, então o professor já está tão acostumado que acha que não tem mais jeito, e acaba de forma inconsciente, contribuindo para perpetuação desse xingamento, como algo normal. Para desnaturalizar esses estereótipos a escola precisa instrumentalizar-se para trabalhar com a questão racial. Pois é notório que na maioria das vezes o professor não sabe como se posicionar, não sabe como lidar, pelo fato de não ter um conhecimento mais abalizado sobre tais questões. Conforme Gomes
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EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: A APLICAÇÃO DA LEI 10.639 NUMA ESCOLA PÚBLICA DE SANTO ANTONIO DE JESUS NA BAHIA

EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: A APLICAÇÃO DA LEI 10.639 NUMA ESCOLA PÚBLICA DE SANTO ANTONIO DE JESUS NA BAHIA

Diversos estudos comprovam que, no ambiente escolar, tanto em escolas públicas quanto em particulares, a temática racial tende a aparecer como um elemento para a inferiorização daquele/a aluno/a identificado/a como negro/a. Codinomes pejorativos, algumas vezes escamoteados de carinhosos ou jocosos, que identificam alunos/as negros (as), sinalizam que, também na vida escolar, as crianças negras estão ainda sob o jugo de práticas racistas e discriminatórias. Demarca-se, então, a importância do desenvolvimento do PIBID de História como um projeto que interveio no cotidiano escolar dos alunos da Escola Municipalizada Antônio Fraga, localizada em Santo Antônio de Jesus, na Bahia.
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Percepções das crianças sobre currículo e relações étnico-raciais na escola: desafios, incertezas e possibilidades

Percepções das crianças sobre currículo e relações étnico-raciais na escola: desafios, incertezas e possibilidades

A presente pesquisa teve como objetivos compreender como as crianças percebem, na escola, as relações étnico-raciais por meio do currículo experienciado e apresentar algumas sugestões metodológicas no tratamento pedagógico da referida temática/problemática, inspiradas, principalmente no intermulticulturalismo. A coleta de dados foi realizada com 14 (catorze) crianças que no ano de 2007 estudavam em uma turma de quarta série de uma escola pública da cidade de São Carlos. Foram realizadas entrevistas individuais e em grupo, sempre tendo como foco principal o currículo vivido por elas e as relações étnico-raciais. Na primeira etapa de entrevistas individuais, as crianças mostraram suas percepções a respeito de uma situação que li para elas, que envolvia preconceito, discriminação e racismo em uma sala de aula imaginária. Em um segundo momento, as crianças informaram os seus conhecimentos sobre os conceitos de preconceito, de discriminação e de racismo, relacionando-os aos do caso lido e explicitando onde e como aprenderam (ou não) sobre tais conceitos. No terceiro momento, pedi para que crianças entrevistadas relatassem uma situação real, ocorrida na escola, vivenciada ou não por elas, que envolvesse os conceitos de discriminação, de preconceito e de racismo. E por último, foi proposto para que opinassem sobre o quê e como deveriam ser tratadas as situações de racismo, de preconceito e de discriminação ocorridas na escola. A segunda etapa da pesquisa pretendeu aprofundar aspectos relacionados às aprendizagens dos conteúdos escolares pelas crianças. Para tanto, ocorreram encontros em grupo, nos quais após visualizarem imagens retratando cenas da História do Brasil, expressaram quais aprendizagens escolares emergiam a partir delas. Foram utilizadas as imagens “A primeira missa no Brasil”, de Victor Meirelles, “Mercado de Escravos” de Johann Moritz Rugendas e “Inspeção de Negras recentemente chegadas da África”, de Paul Harro-Harring
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Relações étnico-raciais na escola: relato de professores

Relações étnico-raciais na escola: relato de professores

No contexto atual, falar sobre a temática das Relações Étnico-Raciais na escola tem grande relevância, considerando a escola como ambiente formador de possíveis transformações sociais ou reprodutor da sociedade atual. A presente pesquisa, partiu das seguintes indagações: “Quais as experiências dos entrevistados com o tema em sala de aula enquanto discente e docentes? Quais as contribuições das leis educacionais que visam a implementação da educação para as relações étnico-raciais desde a educação infantil?”, procurando apresentar a relevância de abordar a temática na esfera educacional e as contribuições que podem trazer para a comunidade escolar, tendo reflexos na sociedade como um todo e considerando o professor como um grande personagem desse processo. A pesquisa está ancorada na abordagem qualitativa, com embasamento em autores como Demarzo (2009), Fernandes (1972), Munanga (2003), Gomes (2002), entre outros, buscando conhecer a partir de entrevista semiestruturada com quatro professores de Sorocaba e região, de escola pública e privada, suas práticas em sala de aula e identificar as contribuições das leis educacionais, como por exemplo, a alteração da LDB 11.645/08, que apontam para a inserção do tema desde a primeira infância. Os resultados obtidos apontam para a necessidade de haver na própria formação docente a disciplina específica de relações étnico-raciais, afim de embasar futuros professores no conhecimento da África e seus povos, da nossa história e culturas. Contribuindo assim para que haja maior entendimento dos alunos, da escola em sua totalidade e da sociedade sobre quem nós somos, gerando uma educação antirracista passível de transformar a realidade brasileira mais igualitária.
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Educação para as relações étnico-raciais no Brasil : um termômetro

Educação para as relações étnico-raciais no Brasil : um termômetro

O documento continha três partes: Introdução, Diagnóstico e Programa de superação do racismo e da desigualdade racial. A Introdução trazia uma contextualização geral destacando a ruptura da crença na democracia racial e a necessidade de ações efetivas do Estado. Na segunda parte, denominada Diagnóstico, aparecia a denúncia de que, a despeito dos avanços, práticas racistas persistiam provocando discriminação racial. Esta parte continha ainda uma avaliação do racismo na educação e demais áreas sociais. A terceira parte citava propostas de ações em diversos campos. No tocante à educação foram apresentadas propostas ligadas à garantia de uma escola pública, gratuita e de qualidade; monitoramento de materiais didáticos e programas educativos; formação de professores; eliminação do analfabetismo e ações afirmativas voltadas ao acesso a cursos profissionalizantes e ao Ensino Superior. Essas propostas referem-se a medidas necessárias diante do cenário que se apresentava naquele momento no campo da educação. O documento denuncia um modelo educacional como espaço de reprodução do racismo e legitimação da situação de inferioridade dos/as negros/as, em especial em razão de adotar um currículo eurocêntrico e materiais didáticos reprodutores de imagens preconceituosas, bem como ao tratamento diferenciado direcionado às crianças negras na escola. O documento apresenta ainda estatísticas que evidenciam o alto índice de analfabetismo, evasão e repetência que afeta a população negra bem como
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As relações étnico-raciais negra e indígena na escola: possibilidades de ações pedagógicas reduzindo o preconceito

As relações étnico-raciais negra e indígena na escola: possibilidades de ações pedagógicas reduzindo o preconceito

A realização dos Projetos Pedagógicos justificou-se pela necessidade de intervenção da escola a partir de suas propostas curriculares para afirmar positivamente a identidade da população negra e indígena. Busca-se romper com essa situação de desigualdade social, vivenciada por seus alunos, uma vez que “a escola e seus profissionais têm o compromisso ético de colocar em debate as diferenças, tendo em vista o fato de trabalharem com a formação do indivíduo para o convívio social” (GENRO; CAREGNATO, 2013, p. 24). Além disso, precisamos mostrar aos alunos e às comunidades escolares que as diferenças existentes entre eles não podem significar desigualdades ou exclusão. As autoras apontam que “a desigualdade não é um fenômeno natural, mas construída nas relações sociais e nos modelos econômicos historicamente consolidados” (GENRO; CAREGNATO, 2013, p.24). A escola, por ser pública, precisa desenvolver os seus Projetos Pedagógicos voltados para a Diversidade Cultural e com base nos Direitos Humanos. E, “para que a escola cumpra a sua função social, na formação de cidadãos inclusivos, críticos e solidários, é fundamental a convivência, o respeito, o reconhecimento e a valorização do outro” (FARENZENA; ROSSI; MAFASSIOLI, 2013, p. 149).
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EDUCAÇÃO, ESCOLA E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: UMA APROXIMAÇÃO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL

EDUCAÇÃO, ESCOLA E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: UMA APROXIMAÇÃO DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL

a) necessária implementação de política pública, pelos sistemas de ensino, junto às instituições de educação básica e superior, de processos destinados à formação de professores que ampliem e aprofundem a discussão e os estudos sobre educação, literatura e diversidade étnico- racial. Tal investimento poderá contribuir para que os docentes possam realizar a devida mediação pedagógica diante de situações como a narrada pelo requerente, a saber, o uso de obras consideradas clássicas presentes na biblioteca das escolas e que apresentam estereótipos raciais. Nesse caso, serão sujeitos dessas políticas não só os docentes da rede pública de ensino, mas, também, aqueles que atuam na rede particular (...); b) este parecer ratifica os critérios de avaliação estabelecidos pelo PNBE, a partir do edital de 2005, no sentido de que os editais que regem o processo seletivo para as obras que compõem os acervos desse programa explicitam, dentre outros requisitos, que “não serão selecionadas obras que apresentem didatismos, moralismos, preconceitos, estereótipos ou discriminação de qualquer ordem”. (Edital PNBE 2011); c) caso algumas das obras selecionadas pelos especialistas e que componham tanto o acervo do PNBE quanto outros formados pelas escolas públicas e privadas, ainda apresentem preconceitos e estereótipos, tais como aqueles relatados na denúncia encaminhada pela Ouvidoria da SEPPIR ao CNE, recomenda- se à editora responsável pela publicação a inserção, no texto de apresentação das novas edições, de contextualização crítica do autor e da obra, a fim de informar o leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutem a presença de estereótipos na literatura, entre eles os raciais (...); d) os sistemas de ensino, em atendimento às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana (Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004) deverão, entre suas atividades, orientar as suas escolas a realizarem avaliação diagnóstica sobre a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, inserindo como um dos componentes dessa avaliação a análise do acervo bibliográfico, literário e dos livros didáticos adotados pela escola, bem como das práticas pedagógicas voltadas para a diversidade étnico-racial dele decorrentes (...) (BRASIL, 2011, p. 6).
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Relações étnico-raciais no cotidiano da escola: "Alegria de aprender" - Cuitegi/PB

Relações étnico-raciais no cotidiano da escola: "Alegria de aprender" - Cuitegi/PB

O presente trabalho tem como objetivo analisar as relações étnico-raciais no cotidiano escolar da “Escola Alegria de Aprender”, trata-se de uma instituição da educação básica e integra a rede pública de ensino da cidade de Cuitegi, Estado da Paraíba. Nele analisamos as relações no tocante ao ensino-aprendizagem, a relação entre professores (as) e alunos (as), como se dão as relações frente ao ensino- aprendizagem, as práticas que envolvem o contato direto entre alunos (as) negros (as) e seus professores (as), também discutimos se no espaço escolar, é aplicada a Lei 10.639/03. Como metodologia da pesquisa, recorremos a autores que trabalham com a temática, tais como Munanga (2005), Cavalleiro (1998), Gomes (2005), Heller (2002), entre outros. Ainda entrevistamos professores/as da referida escola. Outra ferramenta de pesquisa utilizada foram as observações diárias feitas no cotidiano da escola. Por fim, trazemos neste TCC informações da escola observada, mostrando que a mesma se destaca diante das propostas curriculares referentes ao ensino da história/cultura da África e dos afro-brasileiros, buscando sempre dar visibilidade a criança negra e, dessa forma, quebrando com os estereótipos presentes na sociedade brasileira.
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Relações étnico-raciais no ENEM: uma perspectiva curricular

Relações étnico-raciais no ENEM: uma perspectiva curricular

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma avaliação de larga escala criada pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) em 1998 com a finalidade apontada no documento Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM – Relatório Final 1999 “O ENEM caracteriza-se, desde sua implantação, como o exame do perfil de saída da escolaridade básica e tem como objetivo principal fornecer aos participantes subsídios para a sua auto avaliação (...) com ênfase na estrutura de inteligência dos participantes” (INEP, 1999, p.11) ao término da escolaridade básica das redes pública e privada. Dez anos depois, ele passou por uma reformulação através da Portaria nº 109/2009 que estabeleceu mudanças, principalmente em seu objetivo central, além de oferecer condições para auto avaliação e definir o perfil de concluintes da Educação Básica brasileira “(...) o Enem se tornou uma das principais vias de acesso às Universidades Federais do País.” (INEP, 2010, p. 7).
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A educação das relações étnico-raciais: a experiência da escola estadual porto em João Pessoa/PB

A educação das relações étnico-raciais: a experiência da escola estadual porto em João Pessoa/PB

Entretanto, tanto a Lei nº 10.639/2003 como as Diretrizes Curriculares silenciam em relação às sanções a serem aplicadas aos governos estaduais e municipais que não efetivarem as condições para implementação desses temas nas escolas. Nessa perspectiva, nada garante que os sistemas de ensino estejam preocupados com essas questões. Em outras palavras, vale salientar que a Lei nº 10.639/2003 e as Diretrizes Curriculares, por terem caráter genérico, não estabelecem metas para sua implementação, deixando espaço para que se transformem em letra morta. (AMORIM; NETO, 2012, p.24). O Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares da Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana prevê acompanhar a atuação dos envolvidos na educação no âmbito de todas as esferas: municipal, estadual e federal, bem como verificar as atividades realizadas para por em prática o que rege a lei 10.639/03.
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Relações étnico-raciais e educação nas comunidades quilombolas

Relações étnico-raciais e educação nas comunidades quilombolas

como a disparidade de qualidade e eficiência da educação ofertada desigualmente entre áreas urbanas e rurais, rede pública e privada, brancos e negros, reforçam a reprodução dos padrões de desigualdade no mundo do trabalho. Com o nível de escolaridade baixo, quando as jovens quilombolas buscam trabalho na área urbana do município, e conseguem algum, geralmente é na informalidade. Das jovens que afirmaram trabalhar, nenhuma tem carteira assinada, algumas trabalham na área urbana de Garanhuns, outras nas comunidades. Além disso, as relações de gênero, raça/etnia e classe contribuem para essas desigualdades sofridas pelas jovens no modo como são vistas na sociedade, pois é comum as mulheres negras serem associadas ao trabalho doméstico, que não é valorizado socialmente. O mesmo acontece com os homens jovens que participaram do estudo. Dos que afirmaram trabalhar, nenhum tem carteira de trabalho assinada, alguns trabalham na comunidade como serventes de pedreiro e na agricultura, outros na área urbana, na informalidade, como vendedor nas feiras, servente de pedreiro também, entre outras funções.
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EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E SUPERAÇÃO  DA BRANQUITUDE

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E SUPERAÇÃO DA BRANQUITUDE

A ERER constrói-se nesse processo e é aqui compreendida na qualidade de projeto para a sociedade brasileira, assumido como política de Estado no ano de 2003. Foi concretizada, como marco legal, por meio da história de lutas e conquistas do Movimento Negro, em termos específicos e, de forma geral, pode-se afirmar que resulta também das ações movidas criadas pelos povos africanos em condição diaspórica. Destaca-se que o Brasil é signatário de acordos internacionais de combate ao racismo, portanto mudanças de governo não devem implicar no abandono dessa plataforma estatal. Na condição de projeto, a ERER atinge toda a sociedade e não se resume às políticas públicas curriculares, pois pressupõe mudanças nas práticas socioculturais cotidianas. Tal política de Estado em vigência no nosso país justifica-se num contexto de reparação histórica que atende ao reconhecimento de que nossa sociedade, através de seus gestores, cometeu crimes gravíssimos no passado (comércio transatlântico, escravização, impedimento de acesso à terra, trabalho e escola), causando uma assimetria do ponto de vista étnico-racial. Reconhece-se os crimes do passado e destaca-se que, no presente, novos processos de racismo e racialização se reinventam, exigindo de fato um projeto de transformação da sociedade brasileira.
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As relações étnico-raciais e as práticas pedagógicas na Educação Infantil

As relações étnico-raciais e as práticas pedagógicas na Educação Infantil

O presente estudo bibliográfico tem como objetivo principal discutir sobre as relações étnico-raciais nas práticas pedagógicas da educação infantil, enfatizando o papel do currículo e a importância da construção coletiva de propostas pedagógicas nas instituições dessa etapa educativa. O interesse por essa investigação surgiu a partir da percepção de que o currículo pode ser um artefato que favorece a reprodução das desigualdades raciais, ao mesmo tempo em que possibilita desconstruir estereótipos a partir do desenvolvimento de práticas promotoras de igualdade racial por meio da organização dos tempos, espaços e materiais na educação infantil. Nesse sentido, a pesquisa busca responder ao seguinte problema: quais estratégias podem ser utilizadas para desconstruir estereótipos relacionados à raça e etnia no contexto da primeira infância?
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O ENSINO DE HISTÓRIA E AS DCN’S PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

O ENSINO DE HISTÓRIA E AS DCN’S PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

19). Essa consideração sugere que, como tal, esse espaço curricular contribui com a construção e reconstrução das memórias que possibilitam “aos indivíduos estabelecer relações afetivas com a cidade e o país onde vivem, compreendendo como a sociedade em que vivem foi construída através do tempo, tendo uma história com continuidades e descontinuidades, mudanças, transformações”. (MONTEIRO, 2007, p. 19). Por esse caminho, é pertinente enfatizar o compromisso da história ensinada em construir outras memórias, em especial, memórias que reconheçam a produção cultural de outros sujeitos, superando narrativas históricas que há tempos têm identificado a presença africana na sociedade “por um único ângulo, eliminando aspectos da subjetividade presente nas formas de resistência” (MONTEIRO, 2007, p. 20). Superando, também, aquelas narrativas que fizeram prevalecer, entre outras, a partir de final da década de 1970, a imagem do “escravo como mercadoria, peça, coisa e que constituiu força de trabalho fundamental na economia colonial” (MONTEIRO, 2007, p. 20). A leitura de tal documento tornou possível a identificação de algumas finalidades que parecem impor à disciplina História a reinvenção de suas tradições disciplinares, a construção de outras narrativas. Afinal, como afirma Gabriel (2013, p. 310), “lutar, por exemplo, para que as ‘culturas indígenas’ ou ‘negras’ sejam incorporadas e reconhecidas nos currículos de História, exige problematizar não apenas o nosso entendimento desses significantes, mas também os de história e de escola”. Isso significa a necessidade de “deslocar, mexer também nas fronteiras epistemológicas do conhecimento histórico disciplinarizado”. (GABRIEL, 2013, p. 310).
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Gênero, corporeidade e relações étnico-raciais na EJA/PROEJA

Gênero, corporeidade e relações étnico-raciais na EJA/PROEJA

A análise de tensões, desafios e possibilidades da Educação Física como componente curricular de cursos Proeja realizada por Faleiro (2011) possibilitou ao autor questionar a ausência dessa disciplina no currículo desses cursos ofertados na instituição da Rede Federal por ele investigada. Diante disso, esse autor salienta que novamente foi negado a esses alunos o direito de problematizar e vivenciar a cultura corporal. Faleiro (2011) entende ser possível oportunizar atividades esportivas e culturais para alunos jovens e adultos e menciona que a disciplina Educação Física consta nos currículos de cursos Proeja ofertados pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte, da Universidade Federal Tecnológica do Paraná, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Faleiro (2011) evidencia também a importância de se problematizar, na proposta de Educação Física para o Proeja, o vínculo entre corpo e mundo do trabalho, mídia e cultura corporal, corpo e gênero, saúde, lazer, entre outros. Além disso, esse autor considera fundamental conhecer demandas, anseios e perspectivas dos alunos da EJA e as relações que estabelecem com sua corporeidade.
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Relações étnico-raciais e questões do mercado de trabalho em turismo

Relações étnico-raciais e questões do mercado de trabalho em turismo

Esta comunicação, que tem um caráter exploratório, visa discutir a relação entre cursos de Turismo, relações étnico-raciais e questões do mercado de trabalho em turismo. O tema é pouco abordado pelos pesquisadores da área, o que torna esta temática instigante e desafiadora. Os cursos de graduação em Turismo, que estão em atividade no Brasil nas instituições públicas de ensino superior, foram criados para tender a uma demanda do mercado nacional. As novas modalidades de acesso a estas instituições trouxe um cenário novo para elas quanto para o mercado de trabalho, haja visto que o perfil dos egressos dos cursos mudou principalmente em função da Lei Federal 12.711/2012, mais conhecida como “Lei de cotas”. O trabalho apresentado é fruto de pesquisas bibliográficas e de campo, sendo que para tal foi utilizada a ferramenta do Google drive para sua realização junto ao corpo discente do curso.
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As pesquisas sobre o "estado do conhecimento" em relações étnico-raciais.

As pesquisas sobre o "estado do conhecimento" em relações étnico-raciais.

estado da arte; estado do conhecimento; revisão de literatura; relações étnico-raciais; negro; racismo juntamente com o termo educação . A seleção ocorreu pelo uso . dessas palavras m[r]

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