Escritura de autoria feminina

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O arquipélago “literopintado”: escritura literária de autoria feminina em Cabo Verde

O arquipélago “literopintado”: escritura literária de autoria feminina em Cabo Verde

Mesmo com todas essas conquistas, subsistem social e culturalmente diversas formas de limitação que impedem à mulher a cidadania plena. O labor doméstico não é incluído nas estatísticas nacionais como força de trabalho, assim como a agricultura doméstica produzida não é contabilizada no PIB. A violência familiar é outro obstáculo e a persistência da prostituição, do turismo sexual e do tráfico de mulheres agrava o quadro da violência na sociedade cabo-verdiana, sendo a coação sexual muitas vezes praticada em casa, o que ocasiona um índice elevado de homicídios e ofensas corporais graves aos companheiros, praticados por mulheres constantemente espancadas. Maternidade precoce, aborto clandestino, filhos sem pai, alcoolismo e até loucura são algumas consequências cerceadoras da emancipação feminina abstraídas do contexto psicossocial que envolve a mulher crioula.
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LITERATURA DE AUTORIA FEMININA NEGRA: (DES)SILENCIAMENTOS E RESSIGNIFICAÇÕES

LITERATURA DE AUTORIA FEMININA NEGRA: (DES)SILENCIAMENTOS E RESSIGNIFICAÇÕES

Não é difícil encontrar na literatura brasileira obras em que construções discursivas e narrativas do feminino aparecem figuradas pelo poder masculino. Nelas prevalecem, por exemplo, preconizações de personagens negras femininas subjugadas, não só ao patriarcalismo, como também a representações envolvidas por traços de inferioridades, virilidade acentuada e de valoração negativa de suas diversidades étnico-culturais. Ao se acrescentar a essa realidade a invisibilidade da escritura de mulheres negras, no cenário da tradição literária, poderemos mais facilmente entender a literatura, que se quer diferenciadora, inovadora e transgressora, por elas produzida. Destarte, este texto fará uma leitura interpretativa de práticas de (des) silenciamentos da autoria literária e de vozes literárias de escritoras negras, que, como formações discursivas, desfilam longe de estigmas e de apagamentos e próximas de marcas de alteridades.
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Literatura paraense de autoria feminina: uma perspectiva diacrônica

Literatura paraense de autoria feminina: uma perspectiva diacrônica

algumas pesquisadoras do GEPEM têm direcionado ações nesta perspectiva, a exemplo: o In- ventário das Práticas e Saberes das Mulheres Paraenses, no Campo da Literatura e de outras Artes: 1870/1970 realizado entre os anos 2000-2001, por Maria Luzia Álvares e Eunice Santos; os estudos específicos de Maria de Fátima Nascimento a respeito da poética de Olga Savary (2005-2006), incluindo entrevistas e acervo parcial; os de Eunice Ferreira dos Santos (2004) focalizando a escritura e a militância política de Eneida de Moraes, com reunião de 5500 peças éditas e inéditas, e a pesquisa intitulada Percursos Literários de Escritoras Paraenses: “cem anos de solidão” (1900-2000), a ser concluída em 2008, objetivando organizar uma antologia com verbetes bibliográficos e amostra textual (prosa e verso) de quinze escritoras paraenses sem inclusão literária.
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A IDENTIDADE MARGINAL FEMININA EM PERIFEMINAS I

A IDENTIDADE MARGINAL FEMININA EM PERIFEMINAS I

Para Hall (2016), a prática de naturalizar a “diferença” do povo negro foi estratégia representacional para fixar a diferença entre negros e brancos e, assim, assegurar o fechamento discursivo ou ideológico. Mas, como expõe o eu lírico, feminino e negro, mais relevante que perguntar “quem nós somos” e/ou “como nós temos sido representados”, é engendrar marcas identitárias a partir da (re)construção identitária. Não por acaso, os versos acima transcritos fraturam o estereótipo da fragilidade feminina, bem como com a convencional imagem da mulher passiva, dependente, vulnerável, amável e submissa, deixando à mostra a recusa em acolher o paradigma patriarcal que, historicamente, manteve a mulher como figura secundária, limitada, dependente do homem e marginalizada em diversos aspectos. Dessa forma, a seu modo, o poema também exibe o caráter militante da literatura marginal, na medida em que coloca o discurso literário a serviço da denúncia de construções imagéticas que marcam ideologicamente a vivência da mulher negra, seja na busca por emancipação social, seja para afirmar a sua identidade racial. Contrariando expectativas, o eu lírico feminino desfaz, portanto, um conjunto de regras e estereótipos do mundo masculino e branco.
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A  HISTÓRIA DE UM SILÊNCIO: A INSURGÊNCIA DA VOZ FEMININA EM A MANTA DO SOLDADO, DE LÍDIA JORGE

A HISTÓRIA DE UM SILÊNCIO: A INSURGÊNCIA DA VOZ FEMININA EM A MANTA DO SOLDADO, DE LÍDIA JORGE

homem. Nesse caso, homens e mulheres escreveriam de modo diferente entre si devido a seus corpos e não devido à sua educação, cultura e contexto social. O intelecto seria, por essa via de entendimento, um elemento eliminado do processo. Entretanto, se pensarmos que as diferenças sociais entre homens e mulheres provêm de suas diferenças físicas – o corpo feminino sempre esteve na base na discriminação sofrida pela mulher – então sim, o corpo determina as diferenças entre as escritas masculina e feminina, mas é uma determinação que se origina do uso intelectual que homens e mulheres fizeram e fazem dessa diferença para constituir uma sociedade androcêntrica. Concordamos com Elaine Showalter, para quem “a língua e o estilo nunca são crus e instintivos, mas sempre o produto de inúmeros fatores, de gênero, tradição, memória e contexto”. (SHOWALTER, 1994, p. 39).
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Figurações do feminino em Agustina Bessa-Luís

Figurações do feminino em Agustina Bessa-Luís

Ao pensar a inserção da mulher na sociedade, a ficção agustiniana analisa a dificuldade daquela em se afirmar, dada a estrutura patriarcal que a oprime. Isabel Allegro, no já citado O tempo das mulheres, reflete sobre a precariedade da condição feminina, destacando o fato de o emparedamento – físico ou psicológico – que vitima as mulheres em sociedades falocêntricas aparecer de forma recorrente nos romances de Agustina, como que a reiterar o protesto realizado em sua obra. Entretanto, como a rebeldia constitui uma das marcas das personagens agustinianas, elas se mostram mais irreverentes quando a repressão é mais intensa. Em Eugénia e Silvina, nota-se a revolta de uma das protagonistas diante da austeridade do pai e dos valores que ele lhe tenta impor:
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ZINANI, Cecil Jeanine Albert; SANTOS, Salete Rosa Pezzi dos (Org.). Trajetórias de literatura e gênero: territórios reinventados. Caxias do Sul: EDUCS, 2016. 297 p.

ZINANI, Cecil Jeanine Albert; SANTOS, Salete Rosa Pezzi dos (Org.). Trajetórias de literatura e gênero: territórios reinventados. Caxias do Sul: EDUCS, 2016. 297 p.

Literatura e história são o carro-chefe de “Terra e identidade feminina: bildungsroman feminino em Alvina Gameiro” (Maria do Socorro Baptista Barbosa). Constatam-se nos três romances da piauiense as relações da mulher sertaneja com a terra, a identidade da mulher com a terra e a família, e o paradigma da sertaneja piauiense na primeira metade do século XX. Ora submissas, ora emancipadas (BARBOSA, 2016, p. 210), as personagens femininas buscam romper os bloqueios de compêndios de histórias de literatura que silenciam, minimizam ou excluem as ações femininas.

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A produção de subjetividades no romance e na entrevista midiática: rastros do autobiográfico e da escrita feminista de Maria Valéria Rezende

A produção de subjetividades no romance e na entrevista midiática: rastros do autobiográfico e da escrita feminista de Maria Valéria Rezende

Tomando como referências as narrativas autobio- gráficas de sete mulheres feministas contemporâneas ao período da ditadura militar no Brasil, eixo central do romance Outros cantos de Maria Valéria Rezende, a historiadora brasileira Margareth Rago (2013) apresenta, em A aventura de contar-se, como as “escritas de si” enquanto práticas e modos de ação política e cultural podem dar relevo a “[...] experiências intensas, miúdas e constantes de construção de outros modos de pensar, agir e existir em prol da autonomia feminina.” (RAGO, 2013, p. 28). A autora trata de experiências de invenção subjetiva e de inserção política dessas mulheres, levando em conta os efeitos produzidos pela irrupção do feminismo na cultura brasileira, nos últimos 40 anos. Ressaltamos que, para a autora, os feminismos são como linguagens que se referem não apenas aos movimentos autodenominados feministas, mas também “[...] a práticas sociais, culturais, políticas e linguísticas, que atuam no sentido de libertar as mulheres de uma cultura misógina e da imposição de um modo de ser ditado pela lógica masculina nos marcos da heterossexualidade compulsória.” (2013, p. 28).
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OPRESSÃO E LIBERTAÇÃO NA ESCRITA FEMININA ENTRE OS SÉCULOS XIX E XXI

OPRESSÃO E LIBERTAÇÃO NA ESCRITA FEMININA ENTRE OS SÉCULOS XIX E XXI

No conto, Júlia Lopes discute a questão da maternidade e do amor filial, visão progressista da autora em relação à mulher, o que é inovador para a época. Há uma desconstrução da personagem pela aparência, pela ternura e bondade que ela tem pelo filho, a submissão e dedicação – que é quebrada quando a mãe se decepciona com o filho, e o expulsa de casa. Isso revela o estilo da autora, advogando à mulher um papel mais eficiente e participativo na educação dos filhos – mesmo que debilmente –, uma nova perspectiva à atitude feminina. O conto discute temas abordados com frequência pela autora: gratidão, amor filial, caridade cristã, abnegação e diferenças sociais enfocadas na dicotomia pobreza versus riqueza.
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Diana Caçadora, a resistência feminina na heroína problemática de Márcia Denser

Diana Caçadora, a resistência feminina na heroína problemática de Márcia Denser

Assim, a representação literária da mulher pela voz da própria mulher tem que vencer inúmeras barreiras para se legitimar e ocupar um espaço reconhecido e valori- zado. Nesse processo de legitimação e ocupação, a autoria feminina é um movimen- to cont�nuo de resistência, mesmo que inconsciente, afinal, como rever�era Bosi, to- mando a resistência como um conceito ético e não estético, o crítico aponta que “o seu sentido mais profundo apela para a força da vontade que resiste a outra força, exterior ao sujeito. Resistir é opor a força própria à força alheia. O cognato próximo é in/sistir; o antônimo familiar é de/sistir” (Bosi 1996: 11, it�licos do original).
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A produção acadêmica sobre ginástica: estado da arte dos artigos científicos.

A produção acadêmica sobre ginástica: estado da arte dos artigos científicos.

Este artigo, de caráter descritivo do tipo bibliográfi co, analisou o estado da arte da ginástica das pesquisas acadêmico-científi cas publicadas em periódicos nacionais indexadas na área da Educação Física pela CAPES entre os anos de 2000 a junho de 2015. Detectamos 340 trabalhos que, de maneira geral, são produzidos de forma coletiva, com primeira autoria feminina, com concentração institucional regionalizada (sudeste) e pouca colaboração internacional. Das abordagens dos estudos, destacaram-se as discussões sobre saúde, pedagogia do esporte e fi siologia. Em todas as temáticas, as discussões sobre as modalidades esportivas presentes no programa da Federação Internacional de Ginástica foram pífi as.
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Leitura e escrita femininas no século XIX.

Leitura e escrita femininas no século XIX.

Embora de forma “rarefeita”, esses e outros jornais voltados para o público em geral trazem textos de autoria feminina e também indicam a existência de práticas de leitura en[r]

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A mulher negra nos Cadernos Negros :: autoria e representações

A mulher negra nos Cadernos Negros :: autoria e representações

Um dos mais conhecidos nomes da literatura afro-brasileira, Miriam Aparecida Alves conta com uma obra impecável e extensa, sendo reconhecida também internacionalmente. Nascida em São Paulo em 1952, é assistente social e professora. Em novembro de 1995, esteve em Viena/Áustria, onde apresentou o trabalho “Resgate” – texto poético performático. Esteve na “1996 International Conference of Caribbean Women Writers and Scholars” e, em março de 1997, participou do “Latin American Speaker Simposium”, em Nova York, onde apresentou um trabalho cujo título é “A invisibilidade da literatura Afro-feminina: de Carolina de Jesus a nós”. A escritora tem obras publicadas em várias antologias nacionais e internacionais, e participa frequentemente de debates e palestras com temas vinculados às questões da afro-descendência, seja no campo literário, seja no social. Hoje, reside em Albuquerque, onde ministra os cursos de Literatura Afro-Brasileira e Cultura Afro-Brasileira a convite da Universidade do Novo México (EUA). Integrante do Quilombhoje no período de 1980 a 1989, Miriam Alves foi uma das primeiras mulheres a fazer parte do grupo. Seus trabalhos constam de antologias e teses de universidades dentro e fora do Brasil.
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Open Mulher, casamento e autoria feminina: enfoques na literatura infantil e juvenil de Marina Colasanti

Open Mulher, casamento e autoria feminina: enfoques na literatura infantil e juvenil de Marina Colasanti

Assim sendo, vemos que o caminho contrário ao lar, como centro da vida, em direção ao mundo externo, é um mecanismo de resistência muito bem representado nas narrativas de Colasanti. As mulheres a quem ela “dá vida” são capazes de traçar o próprio destino, este que antes era limitado e mais parecia uma cartilha que deveria ser seguida igualmente por todas elas, desconsiderando, para isso, suas subjetividades. Com o leque de opções por parte destas sendo expandido, a própria vivência e imaginação se ampliaram, já não havendo ponto de chegada ou de partida fixos. Isso transformou o entendimento acerca da identidade feminina que antes era ligada apenas ao âmbito privado do lar. A mulher conquistou o direito de frequentar espaços públicos e, por conseguinte, se torna mais visível e menos previsível.
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Amostras para observar fenómenos sociais de difícil acesso

Amostras para observar fenómenos sociais de difícil acesso

Alguns fenómenos, pela sua natureza e invisibilidade social, são de observação difícil através de inquéritos sociológicos. Nestes casos, não é expectável que as amostras sejam estatisticamente represen- tativas para uma determinada margem de erro e nível de confiança, mas tão somente que tenham a dimensão suficiente para permitir a realização dos cálculos estatísticos necessários ao estudo do fenó- meno em causa, e que as suas características traduzam as dimen- sões fundamentais do objecto de estudo. Há vários exemplos de amostras deste tipo. Exporemos, em seguida, o caminho percor- rido em um estudo pluridisciplinar, dirigido pela equipa da UNL e realizado em 2014-2015, sobre a mutilação genital feminina (MGF) em Portugal, e que consta do respectivo relatório final, cujo texto aqui se reproduz, com alterações.
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Mutilação Genital Feminina – Normas de Orientação Clínica

Mutilação Genital Feminina – Normas de Orientação Clínica

, ANEXO I em http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i016079.pdf. No quadro C da referida ficha, no motivo de referenciação, sinalizar em Outros e descrever “Risco de Mutilação Genital Feminina”. Esta sinalização deve igualmente ser utilizada em crianças e jovens de qualquer idade, sempre que se identifique o risco de MGF. O plano de intervenção e apoio à família deverá ser feito pelos profissionais de saúde da unidade de saúde onde é realizada a vigilância de saúde da criança com ou sem apoio do Núcleo de Apoio às Criança e Jovens em Risco (ver anexo IV).
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A construção do Eu no conto de autoria feminina Portuguesa e Anglófona: o diálogo intertextual numa perspectiva linguística

A construção do Eu no conto de autoria feminina Portuguesa e Anglófona: o diálogo intertextual numa perspectiva linguística

Comparemos agora, adjetivos de (11) com aqueles foram empregues em (9), na frase “Um longo grito, agudo e desmedido” e em (10) onde se vê a desolação da personagem feminina, anónima, inscrita nos adjetivos que qualificam, modalizam, a sua voz como “nua, desgarrada e solitária”, percebida por quem a observa (Joana e, provavelmente, o narrador que faz o depoimento, embora a presença deste no local não esteja explícita no texto). Há o som de uma voz humana que se transforma em uivo, soluços, lamentações. Todos estes elementos formam um contraste violento com o edénico espaço interior doméstico de paz e tranquilidade da primeira parte do conto. A primeira frase complexa ou hipotática do texto é introduzida, precisamente, para descrever o grito, como vemos em (9), uma frase longa, com uma estrutura de subordinação, com pausas mais breves e contendo dentro da subordinada uma estrutura cumulativa: «Um grito que atravessava as paredes, as portas, os ramos do cedro.» A mudança percetiva ocorrida em Joana é mostrada pelo Locutor-narrador, o qual destaca a faceta empática da protagonista, a qual se deixa afetar pelo sofrimento alheio, mesmo sendo alguém que não conhece de todo, através do contraste entre os dois momentos da história (um de felicidade e outro de choque), criado a partir de um instante de rutura – aquele em que a mulher solta o grito que rompe o silêncio acompanha a dicotomia de ritmo e de prosódia e pelo confronto entre parataxe (mais frequente na primeira parte) e da hipotaxe (mais frequente na segunda). O momento em que entra em cena esta nova personagem e se ouve o grito é, por excelência, o grande momento desestabilizador da harmonia que despertará em Joana um sentimento novo, até então desconhecido: a inquietação.
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Aspectos psíquicos de personagens da literatura contemporânea de autoria feminina: dependência, vingança, solidão

Aspectos psíquicos de personagens da literatura contemporânea de autoria feminina: dependência, vingança, solidão

Morar longe dos pais, manter relacio- namentos puros (no sentido atribuído por Bauman: sem laços afetivos, apenas relações temporárias), encontrar apenas relações efêmeras, por exemplo[r]

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Rev. Estud. Fem.  vol.19 número2

Rev. Estud. Fem. vol.19 número2

O título, Transparências da memória: estórias de opressão. Diálogos com a poesia brasileira contemporânea de autoria feminina, vale por um resumo, pois aponta para questões fundamentais que surgem dos diálogos com as poetisas contemporâneas. Como diz Constância Lima Duarte, na orelha do livro, Angélica busca “detectar os pontos de pressão que historicamente se repetem no cotidiano do universo feminino: a busca da identidade, a construção da memória, o envelhecimento”. E o faz de forma poética, através do diálogo com poemas muito bem selecionados, mas sem

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Rev. Estud. Fem.  vol.18 número1

Rev. Estud. Fem. vol.18 número1

Conhecida pelo importante trabalho de resgate da literatura de autoria feminina no século XIX e pelo empenho em trazer à luz nomes esque- cidos de mulheres de nossa história literária, Zahidé Lupinacci Muzart trilha, em 2009, cami- nhos ainda não percorridos por ela – a chamada literatura infantil – e publica, pela Editora Mulheres, Uma casa sem cor, livro de intensa sensibilidade poética, com belíssimas ilustrações de Márcia Cardeal.

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