ESPORTE E POLÍTICAS PÚBLICAS

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GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER: PRINCÍPIOS E PRESSUPOSTOS TEÓRICOS - 2

GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER: PRINCÍPIOS E PRESSUPOSTOS TEÓRICOS - 2

As três primeiras categorias são compostas por capitais imprescindíveis para que um país possa estar e competir no âmbito global. Mas, recentemente, percebeu-se que as demais categorias podem fazer a diferença nos processos de gestão em seus níveis. O capital humano em especial tem uma significativa contribuição no processo de desenvolvimen- to das políticas públicas de esporte e lazer, uma vez que constituem lócus de conhecimentos, know-how que sintetiza a aproximação entre o saber e o fazer, ou seja, conteúdo que faz convergir a teoria e a prática a partir da reflexão do in- divíduo sobre seu ambiente de trabalho; e no exercício reflexivo, o indivíduo atribui sentidos e significados ao seu fazer profissional.
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Cartografia das políticas públicas em esporte e lazer do Rio Grande do Norte

Cartografia das políticas públicas em esporte e lazer do Rio Grande do Norte

É importante observar que apenas 24 (43%) gestores responderam afirmativamente dizendo possuir Avaliação e Monitoramento das Políticas Públicas, entretanto, no contexto do instrumento de recolha de dados, foram formuladas oito questões com alternativas e com espaços para manifestação do entrevistado nessa dimensão. Os resultados trouxeram os dados que seguem, fundamentados com alguns recortes e singularidades. Diante dessas considerações, Silva (2017) traz em seu estudo um recorte teórico sobre avaliação em Políticas Públicas em Esporte e Lazer (PPEL) no qual retrata que as perspectivas apresentadas sobre o ciclo das políticas públicas permitem uma visão como a mera realização de uma proposição a partir de interesses de gestão. Há, portanto, um processo de planejamento e de desenvolvimento que deve ser cumprido e constantemente analisado, a fim de que as estratégias pensadas possam atingir os objetivos a que a política pública pretendeu alcançar. Nesse contexto, tempo, abordagem e monitoramento fazem parte das fases dos ciclos das políticas públicas e este pode ser compreendido com as etapas do processo político administrativo de uma política pública, como: formulação, implementação e avaliação (FREY, 2009).
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Cidade sustentável, políticas públicas e esporte de natureza: um caminho a se trilhar.

Cidade sustentável, políticas públicas e esporte de natureza: um caminho a se trilhar.

Por último, pode-se pensar na terceira idade que durante as práticas esportivas de natureza agregam em seu modo de vida novos valores que lhes garante melhoria da saúde e convívio social. O capital social no esporte de natureza, devido às características próprias das modalidades vai exigir maior flexibilidade na sua forma de organização política e administrativa e maior participação dos envolvidos. Por outro lado, estas modalidades esportivas de natureza exigem parcerias entre organizações públicas, de modo geral, no que concerne a infra-estrutura e organizações privadas, como já vimos no caso ambiental. Outros exemplos poderiam ser citados como a modalidade de ciclismo que se torna impraticável sem uma infra-estrutura pública de ruas e estradas adequadas a sua prática com segurança. Os esportes em águas abertas que exige um mínimo de segurança nas praias, rios e lagos como salva-vidas e controle da poluição ambiental da água para evitar contaminação e doenças graves. Por isto em alguns momentos as necessidades estruturais e de políticas públicas para os esportes de natureza se confundem com as melhorias estruturais gerais para o lazer e para vida cotidiana.
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REFLEXÕES SOBRE A PRODUÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, ESPORTE E LAZER

REFLEXÕES SOBRE A PRODUÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, ESPORTE E LAZER

O estudo de Veronez (2007) é exemplar para pensarmos sobre uma pers- pectiva pouco explorada nas políticas públicas de educação física, esporte e lazer, ou seja, o entrelaçamento de duas dimensões da política, a dimensão conceitual e normativa, com a implementação da política governamental. Ele desenvolve o tema explorando a legislação, os modelos conceituais de planejamento assim como explicita os orçamentos executados, ou seja, a implementação da política. Arriscamos afirmar que, em certa medida, o autor consegue dar conta de avaliar o impacto dessa política. O autor anuncia outro fato relevante para a pesquisa nessa área, quando diz que “talvez não exista uma área tão pouco explorada por pesquisas científicas como a área do planejamento e financiamento do esporte” (2007, p. 5).
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O Processo de Participação Democrática e Controle Social nas Políticas Públicas de Esporte e Lazer

O Processo de Participação Democrática e Controle Social nas Políticas Públicas de Esporte e Lazer

De forma semelhante, Bonalume tem se dedicado ao estudo da temática controle social das políticas de esporte e lazer. Em 2009 publicou uma retrospectiva do IV Seminário Nacional de Políticas Públicas em Esporte e Lazer, realizado pela Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, que teve como tema central a “Participação popular” e como um dos objetivos aprofundar a temática da participação popular na gestão de esporte e lazer nas cidades. Cita as experiências realizadas pelas cidades de Porto Alegre, Belém, Recife, Mato Grosso do Sul e Caxias do Sul como exemplos “onde as forças comprometidas com um projeto contra-hegemônico dominante hoje no Brasil, acumulam experiências e práticas alternativas” (BONALUME, 2009, p. 57) e continua: “no campo das alternativas [...], a perspectiva fundamental é o controle democrático, e, portanto, transparente, dos recursos e das políticas públicas, dos processos e conteúdos do projeto esportivo e de lazer da classe trabalhadora, para evitar que esse seja reduzido a mero adestramento”. (p. 58).
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Políticas Públicas e Esporte: a contribuição da Qualidade de Vida nesta relação

Políticas Públicas e Esporte: a contribuição da Qualidade de Vida nesta relação

O investimento no esporte é uma opção política forte. O primeiro aspecto que chama a atenção, a partir desta linha de raciocínio, é o caráter educativo das políticas públicas de esporte. Como em gestões de diferentes prefeituras como Belo Horizonte (1999) e Rio Grande do Sul (STIGGER, 1996). O esporte se potencializa na educação pelo esporte, isto é, ao colocar o caráter educativo, as atividades esportivas são explicáveis e justificáveis. O programa federal Segundo Tempo é um exemplo desta tentativa do esporte como veículo de educação. Em outras palavras, o esporte apóia-se no processo pedagógico formal para fundamentar-se em algo maior e ter assim sua legitimação enquanto política pública. Outra alternativa, de valorização do esporte, passa por associá-lo ao controle da criminalidade (NICHOLLS, 1997). Trata-se então de um esporte funcionalista, que serve para minimizar os riscos sociais, fundamentado na concepção de que as ações ilícitas são provocadas por escolhas do indivíduo e não por problemas sociais mais gerais. O esporte é visto como integrante de um plano geral que vai eliminar a delinqüência (BH. Prefeitura Municipal, 1999).
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Políticas públicas de esporte no Brasil e ONG: par eles ganham, ímpar nós perdemos

Políticas públicas de esporte no Brasil e ONG: par eles ganham, ímpar nós perdemos

O presente trabalho insere-se na pesquisa matricial do Grupo LEPEL/FACED/UFBA como Dissertação integrada ao eixo Políticas Públicas. Nossa investigação partiu das reformas liberais ocorridas como resposta a crise do welfare state e que ficaram conhecidas como neoliberalismo. No âmbito destas reformas, aparelhos privados de hegemonia como as ONG e outras entidades de um fictício “terceiro setor” ganharam muito destaque pela sua atuação em “parceria” com o Estado. Ao estudarmos a reforma do Estado empreendida no Brasil principalmente a partir da década de 1990, discutimos as peculiaridades do debate sobre a atuação da sociedade civil em nosso país e da participação das ONG nas políticas públicas de esporte. Pela discussão do próprio conceito de esporte e de como este se manifesta por dentro das ações do Ministério do Esporte chegamos aos programas esportivos de atendimento a população e selecionamos para nosso estudo o Programa Segundo Tempo, onde constatamos que, no período de 2005/2010 mais de três quartos dos recursos nos quatro estados que mais receberam verba foram destinados a “parcerias” com ONG. Deste debate, apontamos a necessidade da luta pela construção de um sistema nacional de esporte que realmente, e não apenas nominalmente, referencie-se nas demandas da classe trabalhadora para o estabelecimento de suas linhas de ação, o que é incompatível com o modelo atual de politica publica de esporte, altamente guiado pelos interesses do capital especulativo e da classe dominante e que se traduz no ultimo período na chegada dos megaeventos. Defendemos que esta construção pode ser pensada tendo em vista à superação dos marcos de uma sociedade civil idealizada, o que requereria romper com as bases pautadas pelo dialogo da conciliação de classes e da naturalização das desigualdades sociais, como se estas fossem algo normal e necessário, ainda hoje, para nossa organização, desenvolvimento e sobrevivência enquanto humanidade.
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Diagnóstico do Acesso ao Esporte e Lazer da População do Estado de Rondônia por Meio das Políticas Públicas

Diagnóstico do Acesso ao Esporte e Lazer da População do Estado de Rondônia por Meio das Políticas Públicas

Considerando que a pesquisa realizada pelo ILES/ULBRA (Instituto Luterano de Ensino Superior de Porto Velho – ULBRA) através do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Física/ 5RQG{QLD *(3()52 VHSURS{VDLGHQWLÀFDUDVFRQGLo}HVGH DFHVVLELOLGDGHGRVSURJUDPDVSURMHWRVHDo}HVGHHVSRUWHHOD]HU das políticas públicas do Estado de Rondônia, em particular de Porto Velho;; os resultados apresentados seguirão basicamente as categorias de análise apresentadas no item metodologia, a saber: público alvo, participação popular e relação espaço e equipamen- tos de lazer. Estas categorias foram as mais evidentes no proces- so de investigação, porém emergiram carências quanto ao acesso, público alvo e espaços e equipamentos de lazer nas Secretarias pesquisadas: Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL) e Secretaria Municipal de Esportes (SEMES).
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Políticas públicas de esporte e lazer: o processo de formação do Programa Esporte e Lazer da Cidade de Vitória - ES.

Políticas públicas de esporte e lazer: o processo de formação do Programa Esporte e Lazer da Cidade de Vitória - ES.

O presente artigo foi elaborado da análise sobre o processo de formação dos agentes sociais do Programa Esporte e La- zer da Cidade (PELC), no município de Vitória, estado do Es- pírito Santo. De forma sintética, o PELC corresponde a uma política pública e social do governo federal, criado em 2003, que se desenvolve por intermédio da Secretaria Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (SNELIS) do Ministério do Esporte. O Programa se caracteriza como ina- lístico, cuja principal justiicativa é a conscientização dos parceiros a respeito da importância das políticas públicas de esporte e lazer, com o intuito de aprimorar o controle social e a intersetorialidade das ações (Brasil, 2012a).
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Ações Empreendedoras e Políticas Públicas: Uma Articulação para Promover o Esporte

Ações Empreendedoras e Políticas Públicas: Uma Articulação para Promover o Esporte

O conceito de políticas públicas pode sofrer algumas variações, de acordo com o enfoque que lhe for dado, contudo, o termo não costuma fugir ao fato de se tratar de ações para as quais são destinados os recursos públicos. Souza (2006, p. 26), por exemplo, resume que as políticas públicas se constituem “[...] no estágio em que os governos democráticos traduzem seus propósitos e plataformas eleitorais em programas e ações que produzirão resultados ou mudanças no mundo real”. Essas ações irão proporcionar o bem-estar social, garantindo o direito de acesso da sociedade aos serviços públicos de educação, saúde, esporte e lazer, entre outros (Nogueira, 2001).
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VULNERABILIDADE SOCIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER NO OESTE POTIGUAR

VULNERABILIDADE SOCIAL E POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER NO OESTE POTIGUAR

Reconhecendo o papel do Estado como provedor das ações públicas sociais e enxergando o Esporte e Lazer como possível fator de redução da vulnerabilidade social, a presente pesquisa teve como propósito tratar sobre o tema da vulnerabilidade social e sua relação com as políticas públicas de Esporte e Lazer. Por meio da mensuração do Índice de vulnerabilidade social – IVS, utilizado pelo atlas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, assim como dos dados obtidos por meio dos questionários aplicados pelo Centro de Desenvolvimento do Esporte Recreativo e do Lazer – Rede CEDES aos gestores municipais do Esporte e Lazer, buscou-se debater como essas duas variáveis estão inseridas nos municípios estudados. O universo da pesquisa é composto por doze municípios da Mesorregião do Oeste Potiguar. Foi realizada uma pesquisa documental nos bancos de dados do IPEA e da Rede CEDES e em seguida, foi feita uma análise de conteúdo, bem como um ranqueamento dos municípios quanto às informações obtidas para cada variável. Na construção do ranking dos municípios quanto às políticas públicas de Esporte e Lazer foi utilizada uma adaptação do modelo de utilidade de multiatributos. Dessa forma, os resultados indicam, no geral, uma desproporcionalidade entre o Índice de Vulnerabilidade Social e as políticas públicas de Esporte e Lazer dos municípios, sendo divididos em três categorias: aqueles que obtiveram baixos graus de vulnerabilidade; aqueles que apresentaram melhor situação em políticas públicas descritivas de Esporte e Lazer e os que mantiveram o mesmo padrão de desempenho nos dois aspectos. Esses resultados foram discutidos e analisados frente ao debate acerca da vulnerabilidade social e feitas proposições no intuito de colaborar com essas ações de políticas públicas. Assim, essa discussão traz uma grande contribuição para os municípios estudados, no que se refere à construção e execução de políticas públicas em Esporte e Lazer, bem como para um maior aprofundamento nos debates acerca de meios de diminuição da Vulnerabilidade Social de forma geral.
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Programa Segundo Tempo, Programa Mais Educação e o Incentivo ao Esporte: um legado para as  políticas públicas de esporte e lazer

Programa Segundo Tempo, Programa Mais Educação e o Incentivo ao Esporte: um legado para as políticas públicas de esporte e lazer

Em 1990 o Estatuto da criança e do adolescente por meio da Lei nº 8.069/1990, cita o esporte como algo que deve ser assegurado a esta faixa etária. A criança deve ter direito a brincar, praticar esportes e divertir-se levando em consideração sua condição de pessoa em desenvolvimento (BRASIL, 1990). Percebemos que hoje os programas e a educação escolar buscam por meio do esporte garantir esse direito. Além das leis que abarcam a criança e o adolescente, podemos destacar também o Estatuto da juventude Lei nº 12852/2013. Este documento também faz referência ao esporte e discorre sobre direitos e políticas públicas para os jovens. Dentre estes direitos temos educação, saúde, trabalho, cultura e esporte. A seção VIII do referido estatuto cita sobre o direito ao desporto e ao lazer destacando que: O jovem tem direito à prática desportiva destinada a seu pleno desenvolvimento, com prioridade para o desporto de participação. [...] O direito à prática desportiva dos adolescentes deverá considerar sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento (BRASIL, 2013, p. 20).
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ANÁLISE PRELIMINAR DOS EQUIPAMENTOS DE ESPORTE E LAZER DA PRAIA DE ATALAIA EM ARACAJU/SE: CONTRIBUIÇÕES PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE, LAZER E TURISMO

ANÁLISE PRELIMINAR DOS EQUIPAMENTOS DE ESPORTE E LAZER DA PRAIA DE ATALAIA EM ARACAJU/SE: CONTRIBUIÇÕES PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE, LAZER E TURISMO

Apesar da Orla de Atalaia constituir-se como um espaço eminentemente público, diferentes equipamentos de esporte e lazer encontram-se marcados pela lógica da privatização, a exemplo das quadras de tênis, do Kartódromo, o oceanário, a pista de MotoCross e outros, que são administrados por entidades privadas. Diante de tal fato, parte da população local encontra dificuldade de acesso à bens e práticas situadas na Orla, devido à cerceamentos econômicos ou pela ausência de políticas públicas atentas às necessidades sociais de transporte, segurança pública, manutenção dos equipamentos etc.
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ANÁLISE PRELIMINAR DOS EQUIPAMENTOS DE ESPORTE E LAZER DA PRAIA DE ATALAIA EM ARACAJU/SE: CONTRIBUIÇÕES PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE, LAZER E TURISMO

ANÁLISE PRELIMINAR DOS EQUIPAMENTOS DE ESPORTE E LAZER DA PRAIA DE ATALAIA EM ARACAJU/SE: CONTRIBUIÇÕES PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE, LAZER E TURISMO

Apesar da Orla de Atalaia constituir-se como um espaço eminentemente público, diferentes equipamentos de esporte e lazer encontram-se marcados pela lógica da privatização, a exemplo das quadras de tênis, do Kartódromo, o oceanário, a pista de MotoCross e outros, que são administrados por entidades privadas. Diante de tal fato, parte da população local encontra dificuldade de acesso à bens e práticas situadas na Orla, devido à cerceamentos econômicos ou pela ausência de políticas públicas atentas às necessidades sociais de transporte, segurança pública, manutenção dos equipamentos etc.
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Desafios e oportunidades do esporte brasileiro: análise de políticas públicas para o esporte na visão de gestores e stakeholders da modalidade olímpica vela

Desafios e oportunidades do esporte brasileiro: análise de políticas públicas para o esporte na visão de gestores e stakeholders da modalidade olímpica vela

O objetivo do estudo foi o de verificar o que pensam gestores, atletas e demais stakeholders e articuladores de políticas públicas para o esporte a respeito de investimentos no esporte de alto rendimento, e de que forma tais investimentos podem alcançar o esporte como mecanismo social. Como resultado, geraram-se dois grupos de ideias a respeito da relevância dos investimentos: o primeiro considera que as políticas públicas deveriam ter como propósito o desenvolvimento do esporte de base, tendo em vista seu atrelamento a questões sociais mais abrangentes, e segundo considera que o propósito central das políticas públicas deveria ser o esporte de alto rendimento, tendo em vista seu potencial para gerar, em curto prazo, riquezas para o país, por meio de grandes eventos esportivos. No entanto, a capacidade que o esporte de alto rendimento teria para se tornar o alavancador de melhorias sociais não foi expressiva, pelas visões dos entrevistados. Na verdade, nessa questão os respondentes se dividiram em dois grupos, com visões distintas, conforme explicitado anteriormente.
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Políticas públicas de esporte e lazer no brasil e em portugal: a gestão do conhecimento em foco.

Políticas públicas de esporte e lazer no brasil e em portugal: a gestão do conhecimento em foco.

Este estudo, de natureza qualitativa, teve como objetivo compreender as condições potenciais para a elaboração de políticas públicas de esporte e lazer em Portugal e do Brasil, tendo como foco a gestão do conhecimento, sob o aspecto dos principais textos normativos e políticas destes dois países. O estudo foi realizado por meio de pesquisa documental, referente à análise de documentos oficiais de ambos os países. Os resultados evidenciaram que, embora o conjunto legal-normativo português seja mais conciso do que o brasileiro, no que se refere à aproximação da Universidade com Governo, não foi possível identificar qualquer iniciativa, em Portugal, que traçasse esta relação por meio de financiamentos governamentais. O Brasil, por intermédio do Ministério do Esporte, via Redes CEDES e CENESP, mesmo diante de diversos entraves, parece ter sido inovador na tentativa de aproximação destes campos na área do esporte e do lazer.
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Quadros conceituais em políticas públicas: aplicações e possibilidades para a área do esporte

Quadros conceituais em políticas públicas: aplicações e possibilidades para a área do esporte

Em seguida, realizamos um levantamento quantitativo das produções pelo site Google Acadêmico (2016), visando encontrar um cenário amplo da produção, o que se mostraria mais limitado (ou talvez até inexistente para a produção em português) se elegêssemos outro banco de dados. Esse levantamento, feito em 21 de setembro de 2016, está explicitado na Tabela 1. Em um primeiro momento, buscamos os termos que designam os quadros conceituais em português (coluna 1), com a combinação “quadro conceitual” “políticas públicasesporte (coluna 2). Para o caso da coalizão de defesa, realizamos a combinação “advocacy coalition” (em inglês) + esporte (em português), por notar que alguns autores brasileiros utilizam a expressão em seu idioma original. A partir desses resultados, percebemos que muitas das publicações em português tinham como foco áreas como educação, segurança, saúde, juventude, turismo, assistência social, comunicação e financiamento, com menções pontuais ao esporte, por isso foram excluídos da análise (coluna 3).
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O financiamento dos jogos universitários brasileiros: um olhar a partir das políticas públicas de esporte e lazer

O financiamento dos jogos universitários brasileiros: um olhar a partir das políticas públicas de esporte e lazer

Resumo: Este trabalho situa-se no âmbito da pesquisa social e apresenta uma perspectiva descritiva-exploratória. Tem como objetivo central compreender o processo de financiamento das competições universitárias, especificamente o Jogos Universitários Brasileiros (JUB’s) nos anos de 2014 e 2015, a partir das Políticas Públicas de Esporte e Lazer. Tem, ainda, como objetivos: identificar as leis que amparam o esporte e o lazer, verificar em que medida o financiamento do JUB’s cumpre os objetivos dessa competição elencada como esporte educacional e identificar os problemas existentes nessa competição. Esses apontamentos foram realizados através de um paralelo entre a organização das competições universitárias e da gestão nacional, regional e institucional, a partir de análise de documentos e entrevistas, gravadas e transcritas, com os responsáveis por essas organizações. Através deste trabalho podemos verificar que o dinheiro empenhado e destinado ao desporto universitário não corresponde aos valores executados, fator este que depende de uma burocracia bem como dos interesses da gestão, ocasionando o retorno do montante não utilizado para o Governo Federal ao final de cada ano. Além disso percebemos que existe um distanciamento da competição universitária com o esporte educacional. Por distanciamento entendemos que a competição apresenta características do esporte de rendimento quando na verdade deveria apresentar-se com os princípios educacionais apontados na Lei Pelé. Durante a construção deste trabalho percebemos que existem alguns entraves que dificultam a realização dos eventos nacionais e regionais, assim como, dificultam a participação de algumas instituições de ensino superior. Nos eventos nacionais a dificuldade está presente na escolha de uma cidade sede que seja capaz de atender todas as necessidades da competição. Já nos eventos regionais, o principal entrave é a participação das instituições de ensino superior, que em sua maioria não possuem políticas de esporte e não participam das competições. Institucionalmente, no caso da Universidade Federal de Goiás, a maior dificuldade é encontrar alunos que queiram se comprometer com um time universitário e que consiga conciliar a vida acadêmica com a vida esportista.
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O FINANCIAMENTO PÚBLICO DO  3º SETOR NAS POLÍTICAS PÚBLICAS  DE ESPORTE E LAZER

O FINANCIAMENTO PÚBLICO DO 3º SETOR NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER

O financiamento é tema ainda pouco explorado pelas pesquisas em políticas públicas de esporte e lazer, como constata Veronez (2007). Igualmente pouco estu- dado é o financiamento das entidades sem fins lucrativos. Os programas do Ministério do Esporte, na sua maioria, baseiam-se nas parcerias com o setor privado sem fins lucrativos. De acordo com a classificação proposta por Teixeira (2002) acerca dos encontros (parcerias) firmados entre o governo e as instituições, percebemos que nos programas do referido ministério dá-se a contratação de entidades privadas sem fins lucrativos para a execução de determinadas ações, o que caracteriza o encontro prestação de serviço. Isto porque, os programas são criados pelo ministério, que define sua direção, perspectiva e conceituações, cabendo às entidades conveniadas apenas sua execução.
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POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER EM PAÇO DO LUMIAR-MA: avanços e limites

POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTE E LAZER EM PAÇO DO LUMIAR-MA: avanços e limites

Dos documentos analisados, o único que faz referência sobre a obrigação legal do poder público quanto à garantia de esporte e lazer à população é o Plano Diretor (2006) que atribui ao poder executivo a responsabilidade de desenvolver ações referentes a políticas públicas de esporte e lazer. Outro destaque bastante genérico foi encontrado na Lei Orgânica do Município, na seção que trata dos direitos sociais da criança e do adolescente, ao fazer alusão ao lazer como uma das prioridades para esse público específico.

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