Estações de tratamento de águas residuais

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Projeto e Exploração de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’s) Metodologia de dimensionamento, sua definição e inventariação relativa às estruturas da RAM

Projeto e Exploração de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’s) Metodologia de dimensionamento, sua definição e inventariação relativa às estruturas da RAM

As Estações de Tratamen to de Águas Residuais (ETAR’s) têm um importante papel na preservação da qualidade das águas e na manutenção dos recursos hídricos através da implementação de sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais. Os benifícios para as populações são evidentes quer na manutenção das zonas costeiras, quer no bem-estar na população. As estações tratam as águas residuais de origem doméstica e industrial para depois serem escoadas para o mar ou rio. Existem vários esquemas de Estações de Tratamento de Águas Resi duais (ETAR’s). A escolha do processo a implementar depende da localização, da carga a tratar e das propriedades exigidas para o efluente final tratado uma vez que existem processos que se revelam economicamente e ambientealmente mais rentáveis do que os outros.
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Funções de custo de investimento para estações de tratamento de águas residuais

Funções de custo de investimento para estações de tratamento de águas residuais

Ao longo do desenvolvimento desse trabalho foi possível perceber que as informações sobre custos unitários de investimento, operação e manutenção de estações de tratamento de águas residuais são muito difíceis de serem obtidos, muitas vezes esses dados estão desorganizados, se referem apenas a custos de empreitada, não estão datados e não estão acompanhados de informações como capacidade e localização da ETAR. Porém a qualidade e a quantidade dos dados usados na construção de funções de custo são essenciais para que seja possível obter como resultado estimativas realistas.
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CONTRIBUIÇÃO PARA O TRATAMENTO E GESTÃO DAS LAMAS EM EXCESSO DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS – CASO DE ESTUDO DE OPTIMIZAÇÃO PARA 4 ETAR DO CONCELHO DE ELVAS

CONTRIBUIÇÃO PARA O TRATAMENTO E GESTÃO DAS LAMAS EM EXCESSO DAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS – CASO DE ESTUDO DE OPTIMIZAÇÃO PARA 4 ETAR DO CONCELHO DE ELVAS

Ao longo dos vários níveis de tratamento que o efluente residual sofre aquando da sua chegada a uma ETAR, vão se formando sub-produtos inevitáveis, aos quais se dá o nome de lamas. Estas resultam da acumulação das substancias em suspensão da água residual e têm de ser submetidas a tratamento antes do seu encaminhamento a destino final, de modo a reduzir o seu volume e a serem estabilizadas (AZEVEDO, 2008). Embora o seu tratamento seja complexo e caro, assim como o seu encaminhamento a destino final e representam cerca de 50% dos custos de funcionamento de uma ETAR, o tratamento da fase sólida é um elemento essencial a ter em conta na concepção de estações de tratamento de águas residuais. Ao dimensionar uma ETAR o engenheiro responsável pode optar entre muitos processos de tratamento da fase sólida. Independentemente da combinação escolhida, o objectivo será sempre o mesmo, a transformação das lamas residuais num subproduto que possa ser manuseado facilmente e tornar o seu transporte a destino final mais económico e seguro. O seu tratamento vai também ele permitir aumentar o poder calorífico das lamas por redução do seu teor em água, essencial para uma possível incineração, reduzir o seu cheiro assim como o seu potencial de putrefacção (SPELLMAN, 2000).
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Avaliação de desempenho operacional de estações de tratamento de águas residuais como instrumento associado à reutilização da água na rega de campos de golfe

Avaliação de desempenho operacional de estações de tratamento de águas residuais como instrumento associado à reutilização da água na rega de campos de golfe

Tendo em conta as grandes potencialidades desde recurso alternativo e a necessidade de garantir a qualidade e segurança do produto aos seus utilizadores, pretendeu-se com esta tese contribuir para o desenvolvimento de uma ferramenta de avaliação do desempenho de estações de tratamento de águas residuais (ETAR) urbanas, de forma a aumentar a fiabilidade do tratamento e assim garantir os padrões de qualidade e segurança da água para reutilização. Para o efeito, aplicaram-se metodologias de ‘Análise dos Pontos Críticos de Controlo do Perigo’ (HACCP) e de avaliação do risco a uma ETAR com tratamento secundário biológico por biomassa suspensa precedido de selector biológico, com a possibilidade de remoção de nutrientes (configuração modificada do processo A 2 O) e desinfecção por radiação ultravioleta. Foram identificados os perigos e respectivos pontos críticos de controlo do tratamento, definidos limites de alerta e críticos, avaliados os riscos do produto final e definidas medidas preventivas e correctivas.
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Avaliação das condições de uso e consumo de energia em estações de tratamento de águas residuais: caso de estudo

Avaliação das condições de uso e consumo de energia em estações de tratamento de águas residuais: caso de estudo

Na Tabela 5.1, apresentada no capitulo anterior, destaca-se a grande variabilidade da amostra em análise. É importante referir que apesar das instalações em análise possuírem o mesmo tipo de tratamento - Lamas Ativadas - existem alguns fatores como a capacidade de tratamento (m 3 /dia) e a população servida que levam a que cada instalação tenha especificações muito próprias. Esta particularidade levou a que fossem definidas tipologias com base na população servida, tendo em vista o horizonte de projeto, de forma efetuar comparações entre instalações com características semelhantes. Note-se que os habitantes equivalentes, ou equivalente populacional de uma ETAR representa a quantidade de poluição orgânica de um efluente liquido que é gerado por uma pessoa, a qual corresponde a uma carga orgânica biodegradável com uma carência de CBO de 60g de oxigénio por dia. Este indicador permite “converter” a carga orgânica de determinado efluente, bruto ou tratado, em habitantes “equivalentes” e assim inferir sobre a quantidade de habitantes que determinado efluente representa em termos de carga orgânica (1 hab.eq =60g CBO/dia). A pesquisa bibliográfica efetuada, normalmente referente aos EUA, levou a que a definição de uma parametrização que permitisse a separação das ETAR em função da sua dimensão se revelasse um exercícios de difícil execução. Este aspeto tem que ver com as diferenças de dimensão existentes no universo de instalações e a possibilidade de uma ETAR de pequenas dimensões num determinado país não obter a mesma definição em Portugal. Desta forma, e tendo em conta a necessidade de parametrizar as instalações em estudo, foi utilizada a parametrização contida no Decreto-Lei nº152/97 que estabelece a quantidade mínima de amostras necessárias ao controlo do cumprimento dos requisitos aplicáveis de descarga de águas residuais, recolhidas em função das dimensões das estações de tratamento para Portugal, tal como apresentado na tabela seguinte.
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Métodos de eliminação de fármacos e seus metabolitos ao nível das Estações de Tratamento de Águas Residuais

Métodos de eliminação de fármacos e seus metabolitos ao nível das Estações de Tratamento de Águas Residuais

Prevê-se que as questões relacionados com o consumo, acesso e escassez de água potável constituirão uma das preocupações primordiais para a sociedade global no século XXI. Esse problema coloca-se, em parte, devido à crescente contaminação do compartimento aquático por via das atividades antrópicas. Existe uma contribuição importante dos fármacos (e seus metabolitos) utlizados na medicina humana, veterinária e nalgumas práticas agropecuárias, por via da sua chegada através de efluentes doméstico e industriais, não eficazmente tratados nas estações de tratamento de águas residuais (ETAR). São quatro as classes terapêuticas que merecem destaque: anti- inflamatórios não esteroides, antidislipidémicos, antibióticos e antidepressivos/ansiolíticos.
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Avaliação do desempenho e monitorização das estações de tratamento de águas residuais de Serzedo e do Sousa

Avaliação do desempenho e monitorização das estações de tratamento de águas residuais de Serzedo e do Sousa

As características das águas residuais dependem do uso que se dá à água e podem resultar de diversas fontes como domésticas, industriais, irrigação, agricultura. De uma forma geral são as águas residuais domésticas e industrias que são prioritárias no tratamento de águas. O esgoto doméstico contém 99,9 % de água sendo a restante percentagem, de uma forma geral, formada por matéria orgânica e inorgânica, sólidos suspensos e microrganismos [21]. A água residual industrial depende da natureza da indústria e muitos dos seus poluentes devem ser retirados antes da descarga numa estação de tratamento [22]. Os principais poluentes deste tipo de água são matéria orgânica solúvel responsável pela diminuição do oxigénio dissolvido, sólidos suspensos, metais pesados, cor, turbidez e nutrientes como o fósforo e azoto [22].
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Acompanhamento Analítico das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Sousa (Lousada) e de Serzedo (Guimarães)

Acompanhamento Analítico das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Sousa (Lousada) e de Serzedo (Guimarães)

Este tratamento efetua-se segundo duas linhas, cada uma com um tanque de ozonização/flotação (Figura 36), equipado com um módulo cilíndrico interno, no fundo do qual se procede à injeção do ozono. Quando o efluente dá entrada no módulo interno, com alguns sólidos provenientes da decantação secundária, estes entram em contacto com a corrente de efluente saturado com ar, que tem capacidade de os arrastar até à superfície, ocorrendo o processo de flotação, promovendo-se assim, a separação dos SST existentes, sendo estes encaminhados para o poço de lamas flotadas, através da ponte raspadora de superfície, encaminhando-os para o descarregador e deste para a estação elevatória, da qual são recirculadas para o tratamento biológico. Após remoção das partículas, o afluente a descolorar é encaminhado para a parte inferior destes órgãos, sendo introduzido o ozono, que incide sobre os compostos (constituídos por moléculas complexas não biodegradáveis, muitas vezes com forma cíclica e com ligações duplas fortes) que conferem cor à água, quebrando-lhes essas ligações, das quais resultam moléculas mais pequenas já sem características de corante.
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Odores em Estações de Tratamento de Águas Residuais Urbanas

Odores em Estações de Tratamento de Águas Residuais Urbanas

Admitindo que os valores limite de detecção humana do odor, associados aos compostos preferencialmente monitorizados, são inferiores aos valores de detecção e de registo dos analisadores portáteis, é possível que o ar após tratamento ainda seja odorífico dependendo da sua composição efectiva e das respectivas concentrações. Em consequência e porque em muitos dos casos de estudo se verificou que a saída do ar correspondia à saída do último órgão de tratamento, a uma cota mais relacionada com o órgão ou com o edifício que o encerrava do que com fenómenos de dispersão, afigura-se que a adopção de infraestruturas de descarga do ar tratado para diluição e dispersão atmosférica, como medida complementar ao tratamento do ar odorífico e de prevenção do incómodo, conforme referido por [Lund, 1971; WSDE, 1998], ainda não seja aplicado nem, tão pouco, avaliada a sua necessidade. Com efeito, o facto de ocorrerem odores em algumas das ETAR visitadas e, ou nas imediações destas pode indicar que não foram optimizadas as estratégias e soluções de diluição e de dispersão atmosférica, principalmente se a origem dessa ocorrência é o ar tratado, o que não foi possível confirmar nos casos estudados.
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Produção e caracterização de  obtidos por linhagens de Bacillus sp. isoladas de estações de tratamento de águas residuais e de solo de manguezais (Ceará  Brasil)

Produção e caracterização de obtidos por linhagens de Bacillus sp. isoladas de estações de tratamento de águas residuais e de solo de manguezais (Ceará Brasil)

Biossurfactantes são moléculas de origem microbiana que possuem ação superficial. Dentre os biossurfactantes mais efetivos estão os lipopeptídeos produzidos por bactérias do gênero Bacillus , especialmente a surfactina. Os biossurfactantes apresentam uma série de vantagens quando comparados aos surfactantes químicos convencionais, tais como: diversidade de estruturas químicas, excelentes propriedades superficiais e ecológicas, estabilidade frente a condições extremas (pH, temperatura, concentração de sais), entre outras. Dentro deste contexto, desenvolveu-se o presente trabalho, cujo objetivo principal consistiu em investigar a produção de biossurfactantes, em especial a surfactina, a partir da fermentação submersa utilizando diferentes meios de cultivo (sintéticos e naturais) e diferentes micro- organismos do gênero Bacillus , os quais foram isolados de uma estação de tratamento de esgoto (UFC - Pici) e de solo de manguezal. Dentre os meios de cultivo testados, avaliou-se a utilização de meios sintéticos e suco de caju clarificado, um substrato não convencional, proveniente das indústrias do processamento do caju. A escolha do suco de caju clarificado justifica-se pelo fato de que a sua cadeia produtiva gera importantes volumes de co-produtos frequentemente desperdiçados na indústria. Dentre as diferentes linhagens de Bacillus testadas para a produção de biossurfactantes, destacou-se a linhagem denominada ICA56, isolada do solo de manguezal de Icapuí (Ceará - Brasil). Testes qualitativos indicaram capacidade de consumo de petróleo e misturas de óleo de girassol e oliva (tanto virgem como usado) pelo micro-organismo B. subtilis ICA56. O biossurfactante produzido por B. subtilis ICA56 foi caracterizado quanto as suas propriedades fisico-químicas, atividade superficial, capacidade emulsionante e estrutura
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Sistema de apoio à exploração de estações de tratamento de águas residuais

Sistema de apoio à exploração de estações de tratamento de águas residuais

Com a urgência de regulação deste novo mercado, surgiu, em 1997, o Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR). No ano de 2009 este organismo tomou a designação de Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). Esta entidade tem como principal objectivo defender os direitos dos consumidores utentes dos sistemas multimunicipais e municipais, e assegurar a sustentabilidade económica destes. Procedendo deste modo, esta pretende promover a regulação como instrumento moderno de intervenção do Estado nos sectores de atividade económica fundamentais, com vista ao seu bom funcionamento e à defesa do interesse público. A atuação da ERSAR deve pautar-se pelos princípios de competência, isenção, imparcialidade e transparência, e ter em conta, de forma integrada, as vertentes técnica, económica, jurídica, ambiental, de saúde pública, social e ética, que devem caracterizar estes serviços (ERSAR, 2012).
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UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E ENGENHARIA DO AMBIENTE CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DE COMPOSTOS DESREGULADORES ENDÓCRINOS (EDC) EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS (ETAR): ESTUDO DA REMOÇÃO

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS E ENGENHARIA DO AMBIENTE CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DE COMPOSTOS DESREGULADORES ENDÓCRINOS (EDC) EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS (ETAR): ESTUDO DA REMOÇÃO

Os primeiros efeitos registados nos peixes datam de há mais de duas décadas e foram realizados pela Thames Water Authority, que encontrou fenómenos de “intersex” ou hermafroditismo em peixes que viviam numa lagoa que recebia água residual tratada, junto ao Rio Lea (Inglaterra) (Purdom et al., 1994; Sumpter, 1998; Tyler and Routledge, 1998). Foram também registados fenómenos idênticos em trutas em rios britânicos que recebiam águas residuais provenientes de ETAR (Purdom et al., 1994, Jobling et al., 1997). Estas descobertas sugeriram que as águas residuais provenientes de ETAR, continham químicos ou misturas de químicos, que seriam estrogénicas para os peixes (Sumpter, 1995; Sumpter e Jobling, 1995). Posteriormente foram realizados outros estudos direccionados para o estudo da estrogenicidade dos efluentes de ETAR e a sua influência e efeitos em carpas e trutas. Todos eles demonstraram que estes efluentes tinham um elevado potencial estrogénico (Purdom et al., 1994). Em alguns estudos realizados por Jobling et al., (1998) mostraram que 100% dos peixes macho continham ovócitos, existindo uma correlação muito forte entre estas descobertas e a proximidade destes peixes e as descargas de efluentes de ETAR.
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Caracterização do microbioma e dos perfis de resistência nos afluentes e efluentes de ETAR

Caracterização do microbioma e dos perfis de resistência nos afluentes e efluentes de ETAR

As Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) foram pensadas para o tratamento de efluentes de origem doméstica. No entanto, hoje em dia, as ETAR recebem efluentes de diversas atividades, incluindo indústria farmacêutica, instituições de saúde e de centros de investigação. As águas residuais e os sistemas de lamas ativadas das ETAR são ambientes favoráveis, onde se pode encontrar diversas bactérias, nutrientes e agentes antimicrobianos, tanto para a sobrevivência e transferência de genes, disseminando bactérias resistentes no ambiente, tanto aquático como terrestre. A partir destes ecossistemas, estas bactérias podem encontrar uma maneira de voltar para os seres humanos, quer diretamente (através da água para consumo), quer indiretamente (ingestão de carne, peixe e legumes) [2, 3].
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UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências e Tecnologia Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO AMBIENTAL DE SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS URBANAS

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA Faculdade de Ciências e Tecnologia Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO AMBIENTAL DE SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS URBANAS

A avaliação de desempenho ambiental (ADA) consiste numa ferramenta de apoio à decisão, fornecendo elementos de medição, comparação e análise, de forma objectiva e com exactidão. No presente trabalho apresenta-se uma proposta de abordagem à ADA de estações de tratamento de águas residuais (ETAR) urbanas com descarga em zonas costeiras, através da utilização de indicadores ambientais. Reconhecendo-se a especificidade das águas costeiras como meio receptor de águas residuais urbanas tratadas, propõe-se um conjunto vasto de indicadores de desempenho ambiental e de indicadores de condição ambiental, destinados a avaliar o desempenho das ETAR. Procede-se seguidamente à aplicação da metodologia proposta a um conjunto de 80 ETAR localizadas na faixa costeira portuguesa, cujas descargas se localizam na área de influência de águas balneares, incluindo a análise de desempenhos negativos para o indicador de qualidade do meio receptor proposto. Recorreu-se a informação obtida junto das entidades gestoras das ETAR, entre 2003 e 2005, ao longo de duas fases, uma de inquérito e outra de visitas técnicas com amostragem e caracterização das águas residuais urbanas. Procede-se previamente ao estabelecimento do enquadramento legal relevante e à identificação dos instrumentos de planeamento que conformam as políticas seguidas no sector. Analisa-se o quadro conceptual dos sistemas de gestão ambiental e de avaliação do desempenho ambiental, identificando-se as principais abordagens existentes, quer as de carácter genérico, quer as específicas dos sectores da água e do saneamento. Por último, apresenta-se um conjunto de conclusões sobre as potencialidades de utilização e desenvolvimento da metodologia proposta, bem como sobre os resultados obtidos no exercício de aplicação. A metodologia proposta fornece um bom instrumento de avaliação do desempenho ambiental das ETAR, permitindo indiciar se estas poderão constituir uma fonte de problemas para a qualidade das águas balneares, requerendo, no entanto, abordagens complementares para a sua confirmação. O desempenho ambiental das ETAR tem registado uma evolução globalmente positiva mas carece ainda de melhorias em diversos domínios. Identificam-se como principais lacunas a dificuldade na obtenção de dados e a necessidade de desenvolver novos indicadores de estado do ambiente capazes de reflectir o nível de desempenho ambiental das ETAR. Por último, sugerem-se novas linhas de investigação, em continuação do estudo agora realizado.
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Supervisão  aplicada a uma estação de tratamento de efluentes

Supervisão aplicada a uma estação de tratamento de efluentes

Buscam-se de soluções de automação computadorizada de baixo custo que auxiliem estações compactas de tratamento de efluentes a adequar o efluente tratado aos requisitos legais, protegendo os corpos receptores contra lançamentos inadequados. Tem por objetivos específicos o desenvolvimento de um sistema de supervisão automática para pequenas estações de tratamento de águas residuais e a criação de uma base de dados histórica para apoio à tomada de decisão no que concerne a operação e manutenção do processo. Para alcançar tais objetivos, foi analisada uma configuração combinada, constituída pelo reator anaeróbio de fluxo ascendente em manta de lodo, seguido do sistema de lodo ativado convencional. Tal sistema é utilizado para tratar os efluentes sanitários do Hospital Waldemar de Alcântara, situado no bairro de Messejana, em Fortaleza – CE. De modo geral, há poucos estudos sobre instrumentação eletrônica e automação aplicados a sistemas combinados desse tipo. Inicialmente são apresentados os conceitos básicos sobre o tratamento de efluentes, bem como descritas as partes componentes do sistema de tratamento, dando, assim, suporte para que estudos sobre automação sejam desenvolvidos. No decorrer do trabalho são apresentadas a descrição e a motivação para o uso de sensores no sistema de monitoramento automático de estações de tratamento, bem como da eletrônica necessária para sua implantação. Também é apresentada a descrição da arquitetura mestre-escravo usada no sistema, bem como do funcionamento de cada módulo que o compõe, abordando o desenvolvimento de hardware e software para cada um. Por fim, são analisados os resultados da experimentação de campo do sistema de monitoramento automático. A pesquisa resultou em um sistema computadorizado de monitoramento aplicado a situações reais em campo, possibilitando uma compreensão mais profunda a respeito do processo de tratamento de esgoto e de sua operação mediante o acesso a dados, seja em tempo real, seja acessando a base de dados formada.
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Desenvolvimento de uma metodologia para a avaliação de intrusão de águas parasitas em sistemas de águas residuais: Sistema Tadim, Braga

Desenvolvimento de uma metodologia para a avaliação de intrusão de águas parasitas em sistemas de águas residuais: Sistema Tadim, Braga

A intrusão de águas parasitas em redes de águas residuais é um tema conhecido e preocupante para várias entidades gestoras das redes de drenagem de águas residuais (Rocha & Marques, 2006). Este fenómeno origina aumentos consideráveis nos caudais afluentes às estações de tratamento de águas residuais (ETAR), traduzindo-se num maior custo e menor eficácia do tratamento, levando assim os responsáveis a preocuparem-se com a implementação de metodologias e técnicas que permitam avaliar e detetar estas águas parasitas. No entanto, a deteção destas afluências indevidas é complexa e por vezes negligenciada. Numa grande parte dos casos não é conhecida ao pormenor toda a rede de águas residuais, apesar deste conhecimento sobre a área a atuar ser da maior importância, e sendo que a intrusão de águas parasitas se dá maioritariamente a nível subterrâneo, a preocupação das entidades gestoras só surge quando há uma falha significativa no sistema (Wirahadikusumah, Abraham, Iseley, & Prasanth, 1998). Para além disso, a importância destas infraestruturas não é evidente para o cidadão comum, sendo que estas se encontram enterradas e a jusante do mesmo, provocando muitas vezes uma atitude pouco recetiva por parte dos utilizadores à sua reabilitação (Almeida & Cardoso, 2010).
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Desempenho de uma Estacão de Tratamento de Águas Residuais Moçambicana na Remoção de Poluentes

Desempenho de uma Estacão de Tratamento de Águas Residuais Moçambicana na Remoção de Poluentes

Esta medida permitiria garantir melhor manutenção e limpeza das estruturas físicas do sistema de tratamento, assim como a manutenção da qualidade do Rio Guto (corpo hídrico receptor). Por outro lado, mostra-se necessário alargar os estudos de eficiência, sobretudo, procurando inseri-los num histórico de dados mais alargado e com um mínimo de duas estações ao longo do ano. Assim, a monotorização do oxigénio dissolvido e da temperatura “in situ” possibilitaria uma caracterização mais completa e detalhada da eficiência da estação de tratamento.
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Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente Tratamento Biológico de Odores em Estações de Tratamento de Água Residuais

Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente Tratamento Biológico de Odores em Estações de Tratamento de Água Residuais

Durante o transporte e tratamento de águas residuais são produzidos odores devido à degradação de matéria orgânica por microrganismos em condições anaeróbias. As águas residuais industriais também podem conter constituinte que exalam fortes odores. O fenómeno da septicidade pode ser acelerado devido a factores como altas temperatura, elevada concentração de CBO e presença de compostos químicos redutores. A gama de compostos químicos responsáveis pelo odor é muito vasta e inclui como principais constituintes o sulfureto de hidrogénio, amoníaco, compostos orgânicos sulfurados, tióis (mercaptanos entre outros), aminas, indol e escatol, ácidos gordos voláteis e outros compostos orgânicos (EN 12255-9, 2002).
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A IMPORTÂNCIA DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS ATRAVÉS DA BIORREMEDIAÇÃO: UMA ANÁLISE PRINCIPIOLÓGICA

A IMPORTÂNCIA DE TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS ATRAVÉS DA BIORREMEDIAÇÃO: UMA ANÁLISE PRINCIPIOLÓGICA

Entretanto, mesmo a biorremediação de águas residuais se constituindo como uma alternativa limpa e eficaz, bem como da obrigatoriedade de tratamento dessas águas, não há regulamentação normativa especifica a respeito da matéria, sendo possível defender sua utilização através de uma interpretação sistêmica dos princípios ambientais. Isso, pois, o tratamento de águas residuais, através de tecnologias limpa e altamente eficiente, deve se constituir como uma obrigação, como forma de prevenir danos (poluição ambiental) e manter a qualidade ambiental.
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Capacidade de retenção e dinâmica de um wetland construído no tratamento de águas residuais

Capacidade de retenção e dinâmica de um wetland construído no tratamento de águas residuais

Este estudo ilustra a importância da avaliação de eficiência de remoção de um “wetland” construído operando em região de clima subtropical, com flutuações entre períodos climáticos de temperatura, precipitação, vazão, fluxo hidráulico e tempo de residência. A hipótese proposta foi aceita. Quando comparados os períodos de seca e chuva pode-se observar que o menor desempenho do “wetland” no período de chuva é devido ao aumento da precipitação e consequentemente do fluxo hidráulico, que afeta as comunidades microbianas e interfere nos processos de adsorção, absorção e sedimentação, podendo ser combinado com o efeito de aumento da temperatura, que proporciona maior decomposição de matéria orgânica e redução dos níveis de oxigênio dissolvido, diminuindo a capacidade de nitrificação. As plantas utilizadas também sofreram influência dos períodos, sendo as espécies C. giganteus, T. domingensis e E. crassipes indicadas para “wetlands” construídos para tratamento de efluentes de aquicultura da região.
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