Estado de natureza

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Hegel e a crítica ao estado de natureza do Jusnaturalismo moderno.

Hegel e a crítica ao estado de natureza do Jusnaturalismo moderno.

Assim, o organicismo especulativo do jovem Hegel induz à crítica aos mecanismos de exterioridade do estado de natureza para a dedução, por via negativa dessa exterioridade, da origem do poder político. Critica, também, a forma artificial que o empirismo do direito natural emprega para unificar a vontade particular com a vontade geral, em que pese o caráter da constituição de um corpo único de um Estado forte e poderoso, ou de um Estado como expressão da vontade geral. A consequência desse procedimento é a instauração de uma societas política marcada pela abstração de seu ato constitutivo; e a coerção do Estado um recurso que se cristaliza na figura do soberano que se opõe aos súditos, sem manifestar nenhuma coesão interna. O Estado permanece exterior e sujeito a constantes tensões que levam à instabilidade da vida política, a qual permanece apenas como o resultado de uma equação vantajosa tanto para o soberano como para o súdito, traduzida na mútua relação entre proteção que o primeiro oferece e a obediência que o súdito, em troca, lhe presta. Para que este Estado não se dissolva, ele necessita de um lado da dominação que lhe é inerente e, de outro, da submissão obediente da condição do súdito.
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SOBRE O ESTADO DE NATUREZA E O ESTADO CIVIL: UM DIÁLOGO ENTRE THOMAS HOBBES E IMMANUEL KANT

SOBRE O ESTADO DE NATUREZA E O ESTADO CIVIL: UM DIÁLOGO ENTRE THOMAS HOBBES E IMMANUEL KANT

Em virtude do que fora discutido, conclui-se que a concepção de Estado civil em Kant é completamente antagônica à de Hobbes. Destacou-se a abordagem racionalista e moralista de Kant em contraposição ao viés empirista e utilitarista de Hobbes. Além disso, este tem ojeriza à ideia de liberdade, retirando-lhe qualquer valor intrínseco, enquanto aquele a considera como o fim último da constituição do Estado e único meio de se garantir a expressão máxima da personalidade, portanto, considerando-na um bem supremo. Hobbes simplesmente não concebe a presença da liberdade no estado civil, a não ser quando, estando ameaçado de morte pelo próprio soberano, para proteger sua vida, o súdito resgata sua liberdade natural, sendo que quando o faz, segundo Hobbes, retorna ao estado de natureza. Essa é a única liberdade do súdito, ou seja, a liberdade de ser morto pelo déspota. Além do mais, a liberdade política no Estado hobbesiano, caso existisse, seria fortemente reprimida, haja vista que nele os súditos transferem completamente o direito de governar suas próprias vidas ao soberano e devem julgar bom tudo o quanto ele fizer, não havendo, portanto, possibilidade de se erigirem, em tais condições, leis autônomas, posto que esse Estado autocrático é regido pelo princípio de heteronomia. Vemos, portanto, que a razão de ser do Estado para Kant seria savaguardar a liberdade, já para Hobbes, quando muito, o papel do Estado se basearia em garantir a sobrevivência dos súditos.
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A teoria do “Estado de natureza” no Leviathan de Hobbes

A teoria do “Estado de natureza” no Leviathan de Hobbes

Existem pelo menos duas razões que podem ser levantadas aqui. A primeira é que o E.N. descrito por Hobbes tem por base a experiência do próprio au- tor, principalmente com a guerra civil inglesa, vivida intensamente pelo autor (Rawls, 2007, p.52). Ali, Hobbes viu as leis sucumbirem frente à instabilidade provocada pela insegurança e o que homem é capaz de fazer parar preservar a sua vida. Para Bobbio, “Hobbes jamais acreditou que o estado de natureza uni- versal tivesse sido o estágio primitivo atravessado pela humanidade antes do processo civilizatório” (1991, p.36). O que interessava eram as formas de Estado de Natureza que ainda subsistiam em seu tempo: a sociedade internacional e o estado de anarquia originado pela guerra civil²²; isto é, as relações humanas não pautadas por um acordo civil coercivo.
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Contratualismo e biopoder

Contratualismo e biopoder

O estado de natureza se caracteriza pelas paixões dos homens chamadas de direito natural e a razão é a que determina a lei natural. De acordo com a definição de Hobbes, direito natural é a liberdade que cada homem possui de usar o seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação da sua própria natureza, ou seja, da sua vida; já a lei natural é um preceito ou regra geral, estabelecida pela razão, mediante o qual se proíbe a um homem fazer tudo o que possa destruir a sua própria vida ou privá-la dos meios necessários para a preservar, ou omitir aquilo que se pense melhor contribuir para a preservar (Lev., p. 112). Dessa maneira a melhor maneira de se preservar a vida é buscando-se a paz. A paixão que faz o homem tender para a paz é o medo da morte e a razão irá conduzi-lo a preservar a sua própria vida. No entanto, se certo e errado não têm lugar na condição natural, como Hobbes explica no capítulo XIII, então as leis da natureza, que ele concebe como requerimentos da moralidade, não poderiam ser aplicadas fora do Estado. O Estado é o mais perfeito artifício criado pelo homem e repre- senta a união de todos os homens juntos. Sua criação, apesar de não ser natural, se faz por analogia à natureza. Enquanto os homens possuem corpos físicos dados pela natureza, o Es- tado é um corpo político criado a partir da arte humana (Lev., p. 112). Faz-se a necessidade de se determinar os meios para a constituição da sociedade civil.
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A democracia em Jean-Jacques Rousseau

A democracia em Jean-Jacques Rousseau

A obra de Jean-Jacques Rousseau é intemporal, pois não tem «(…) contornos nem fronteiras. Continua a provocar-nos (…)» 273 . O pensamento de Rousseau agita-se num movimento que constantemente se renova; já o fizera na sua época quando relançou toda a problemática que sustenta o conceito de forma em si mesmo, numa época em que se elevou a cultura da forma a um patamar jamais atingido. Todo o século XVIII se apoia, nas mais diversas áreas (poesia, filosofia, ciências), num universo formal fechado e bem estabelecido. Este mundo funda a realidade das coisas e fixa o seu valor e garantia, gozando de uma clara definição, de um contorno seguro das coisas, vendo, ao mesmo tempo, nesta capacidade de definir e delimitar, a mais alta faculdade subjectiva do homem, a faculdade fundamental da razão. Rousseau é o primeiro pensador que não apenas ataca esta certeza animadora, como abala os seus fundamentos. Nas mais diversas áreas em que se debruçou (moral, política, filosofia, educação, religião, literatura, etc.), o genebrino renega e quebra as formas inscritas que descobriu – correndo o risco de deixar o mundo naufragar de novo no estado originário e informal, o “estado de natureza”, entregando-o, assim, num certo sentido, ao caos. «Mas é no seio deste caos que se consolida a sua própria força criadora» 274 . Ao contrário do que acontecia, Rousseau «opõe ao modo de pensar essencialmente estático do seu século a dinâmica própria e pessoal do seu pensamento, do seu sentimento e da sua paixão» 275 . E é esta dinâmica que torna o seu pensamento um instrumento valioso para a abordagem de questões tão importantes como a teoria do contrato, a questão da cidadania ou da democracia, entre outras. As questões colocadas por Rousseau, não se tornaram, hoje em dia, obsoletas, muito pelo contrário, continuam a inquietar-nos.
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LEO STRAUSS E OS TRÊS MOVIMENTOS DA MODERNIDADE

LEO STRAUSS E OS TRÊS MOVIMENTOS DA MODERNIDADE

não se certificasse de que a sociedade civil possui uma estrutura definida, uma estrutura voltada para a sua autopreservação. Para tanto, o homem precisa tornar a sociedade totalmente equivalente à liberdade que ele possuía no estado de natureza; todos os membros da sociedade precisam estar igual e completamente sujeitos às leis que cada um deve estar apto a contribuir na elaboração; e deve ser impossível apelar para alguma lei superior ou lei natural que se sobreponha às leis positivas, pois tal apelo poderia pôr em risco o estado de direito. A fonte da lei positiva, e de nada mais do que a lei positiva, é a vontade geral. Uma vontade inerente ou imanente à sociedade propriamente constituída assume o lugar da lei natural transcendente. A modernidade surge da insatisfação com o abismo entre o que é e o que deve ser, o atual e o ideal. A solução sugerida quando do primeiro movimento da modernidade consistia em trazer o que deve ser para mais próximo daquilo que é ao se atenuar o que deve ser mediante a concepção do que deve ser como algo que não exija demais do homem ou que está de acordo com a mais poderosa e mais comum das paixões humanas. A despeito dessa atenuação, a diferença fundamental entre o que é e o que deve ser permaneceu. Nem mesmo Hobbes podia simplesmente negar a legitimidade do apelo daquilo que é, a ordem estabelecida, àquilo que deve ser, a natureza ou a lei moral. O conceito rousseauniano de vontade geral, infalível em si mesmo, faz daquilo que é aquilo que deve ser, e mostra como o abismo entre aquilo que é e aquilo que deve ser pode ser superado. Estritamente falando, Rousseau pôde mostrar isso apenas sob a condição de que sua doutrina da vontade geral, sua doutrina propriamente política, estivesse relacionada com sua doutrina do processo histórico, e essa relação foi trabalhada mais nos sucessores de Rousseau, Kant e Hegel, do que no do próprio Rousseau. De acordo com essa visão, o racional ou a sociedade justa, a sociedade caracterizada pela existência de uma vontade geral que é conhecida enquanto vontade geral, i.e., o ideal, é necessariamente atualizada pelo processo histórico sem a intervenção consciente do homem.
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Origem divina e fonte humana do poder civil em Guilherme de Ockham: Emergência da Liberdade

Origem divina e fonte humana do poder civil em Guilherme de Ockham: Emergência da Liberdade

screvendo o devir político do ser humano segundo os diversos «estados», deter- minados pela ruptura radical do pecado original. É fácil pressentir coincidências na filosofia política moderna com o discurso de Ockham. Por exemplo, o estado de natureza de Hobbes é manifestamente uma laicização do estado da natureza humana após o pecado, tal como a noção de jus omnium in omnia («direito de todos sobre todas as coisas») deriva da noção de dominium commune («domínio comum», i.e, o mesmo é comum a todos). A ganância, inveja, ciúme, destrói o domínio comum: eis por que doravante, ainda no pecado, é necessário ao homem organizar racionalmente a divisão das coisas e a repartição dos cargos públicos, escapando assim à guerra de todos contra todos e assegurando a continuação da vida comum através de uma justa propriedade e uma justa sociedade civil. (Cf. André de MURALT, L’unité de la philosophie politique. . . , pp. 148ss).
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Instrução pública e projeto civilizador: o século XVIII como intérprete da ciência,...

Instrução pública e projeto civilizador: o século XVIII como intérprete da ciência,...

No segundo capítulo, serão abordados alguns aspectos do pensamento político e social de Rousseau, buscando entrecruzá-los com suas reflexões pedagógicas. Verificar-se-á que Rousseau pensou a educação a partir de três vertentes: escreveu um texto como preceptor, no qual discorria sobre o comportamento e sobre a maneira de interagir e de disciplinar as atitudes das crianças, à luz de sua recente experiência de preceptoria; escreveu alguns projetos de educação pública, nos quais procurou articular seu pensamento político com planos pedagógicos de feição nacional, e elaborou sua obra-prima, Emílio, que constitui um tratado acerca da infância e da constituição originária do que o filósofo concebia por natureza humana. Este capítulo procurará traçar aproximações e distâncias dessa tripla escrita pedagógica de Rousseau: quem era o interlocutor do Rousseau-pedagogo, se é que se pode chamá-lo assim? Como Rousseau apresenta a articulação entre o seu pensamento político e a formação pedagógica – nos textos em que cuidou do assunto? Por que pensar a educação coletiva em projetos nacionais, se ele se valeu do recurso da preceptoria para dotar de sentido a formação de seu menino Emílio? Por que Rousseau separou seu menino do mundo, dizendo que pretendia revelá-lo como o homem do estado de natureza? O Emílio é mesmo apenas uma metáfora para que se possa adentrar no território da política? Quem é a criança que Rousseau constrói? E por que o discurso que ele ali elaborou sobre a infância teve impacto tão decisivo na longa duração do pensamento pedagógico que lhe foi posterior? Somos nós, sujeitos da modernidade, os filhos abandonados de Rousseau? O menino Emílio é gente ou é uma metáfora? Se o menino Emílio é gente, o que ele vai fazer quando crescer? Enfim, refletindo sobre o significado da criação do Emílio, procurou-se conferir destaque a essa construção conjectural e operatória de um garoto imaginário e ficcional, compreendendo-a como estratégia de que se valeu o filósofo para reconhecer e apresentar ao seu tempo algumas ideias de natureza, e mais especificamente da natureza infantil. Será dessa ideia de natureza que um novo traçado de futuro poderia, talvez, emergir.
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MÔNICA FIGUEIREDO DE MORAES A INFLUÊNCIA DA INFRAESTRUTURA NO DESEMPENHO ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE TRÊS COLÉGIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

MÔNICA FIGUEIREDO DE MORAES A INFLUÊNCIA DA INFRAESTRUTURA NO DESEMPENHO ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE TRÊS COLÉGIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Neste contexto,para orientar a pesquisa apresenta-se neste capítulo, a Sede SEEDUC/RJ com as funções e atribuições dos respectivos gestoresresponsáveis pela elaboraçãodas políticas públicas, instituição de portarias e decretos (atos administrativos) para que haja regulamentação e aplicação das leis educacionais da rede Estadual de Ensino. É importante entender que para fiscalizar, monitorar e controlar toda a rede de ensino no que tange a recursos humanos, rede física, financeira, orçamentária,estes gestores utilizam das Diretorias Regionais, unidades responsáveis pelos colégios estaduais em suas áreas de abrangência. Estas Diretorias permitem mais rapidez, agilidade e dinâmica na coordenação e implantação de políticas públicas noscolégio do estado do Rio de Janeiro.
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Resumen La interdependencia entre estado y MST en la constitución de un asentamiento de reforma agraria

Resumen La interdependencia entre estado y MST en la constitución de un asentamiento de reforma agraria

Os agentes atuantes na realidade em que um assentamento é conquistado e constituído centram-se, muitas vezes, nas propostas e experiências vivenciadas pelos assentados, técnicos e dirigentes vinculados ao MST, pelos diferentes graus de acordo e capacidade decisória entre eles, frente ao Estado e demais agentes (governo municipal, grandes proprietários, empresas em agronegócio, etc.) situados no contexto local. Outro aspecto é o relativo ao campo político configurado pelo conjunto de fatores sociohistóricos do meio rural no Brasil, no qual perpassam as questões da atuação política e das experiências vivenciadas junto ao Estado e aos diferentes governos, partidos, sindicatos em busca de aliados, oportunidades e negociação; as pautas relativas às políticas públicas, como a reforma agrária, o acesso ao crédito e a assistência técnica; questões relativas à mobilização da base social do MST, como reuniões, encontros e congressos do Movimento; dentre outras possibilidades de relação social inerentes ao processo em questão.
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Gramsci, Estado e sociedade civil: anjos, demônios ou lutas de classes? — Outubro Revista

Gramsci, Estado e sociedade civil: anjos, demônios ou lutas de classes? — Outubro Revista

linhagem marxista e revolucionária e da centralidade do conceito de Estado. Desde então, e com maior vigor na atualidade, há uma tensa luta social em torno da categoria “sociedade civil”, pela recorrente tendência a torná-la oposição ao Estado de maneira genérica. Ora, a demonstração gramsciana é de uma relação estreita e consubstancial entre a sociedade civil (ou melhor, os aparelhos privados de hegemonia) e o Estado tomado no sentido restrito, resultando no que considerou como Estado Ampliado. Lutas contra- hegemônicas na sociedade civil poderiam ter um duplo papel: assegurar conquistas institucionais e avançar para o enfrentamento do próprio Estado. Mas, para tanto, jamais podem perder de vista que ocorrem em campo minado. Guerra de posição e guerra de movimento são momentos de uma luta de classes, enfrentando o conjunto das relações sociais burguesas, inclusive seu Estado.
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ALESSANDRA KELLY DE CARVALHO UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PROMOVIDA PELO ESTADO DE MINAS NA SRE DE CONSELHEIRO LAFAIETE NO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

ALESSANDRA KELLY DE CARVALHO UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PROMOVIDA PELO ESTADO DE MINAS NA SRE DE CONSELHEIRO LAFAIETE NO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Entretanto, desde o início da implementação do PIPATC foi necessário o aumento de mão de obra específica para atendimento da demanda do programa. Neste sentido foi constituída uma situação provisória especial, com a criação de cargos de função gratificada 6 . Esta situação permite que professores efetivos das escolas atuem no quadro da SRE como Analistas Educacionais. As atribuições desses professores são as mesmas dos analistas concursados da SRE que atuam no PIPATC. Esses professores permanecem com a remuneração do cargo de professor acrescida de uma gratificação para aturarem na SRE, especificamente com o programa de intervenção pedagógica dos anos iniciais. Os resultados positivos do programa ratificaram a necessidade de aumentar ainda mais o quantitativo de analistas, e por não ser mais possível a criação de mais Funções Gratificadas, em 2010 o Estado de Minas Gerais optou por contratar os demais analistas através da Fundação Renato Azeredo (FRA) que também atuam com as atribuições dos analistas da SRE, especificamente com o programa de intervenção dos anos iniciais do PIPATC. Todos os analistas da DIRE são responsáveis também por realizar o acompanhamento das políticas, assim como o monitoramento das ações e das atividades realizadas, bem como, a avaliação dos resultados produzidos ao longo do período da implementação. A composição dessa equipe de analistas educacionais da DIRE ficou estabelecida dentro de uma dinâmica diferenciada das demais diretorias da SRE, levando em consideração as especificidades do trabalho pedagógico e das metas estabelecidas para a qualificação do ensino em Minas.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-Graduação em Administração Mestrado Denis Anísio Socorro Carvalho

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-Graduação em Administração Mestrado Denis Anísio Socorro Carvalho

Segundo Dejours e Abdoucheli (1990), o sofrimento físico é causado pelas condições de trabalho relacionadas com as condições ergonômicas, físicas, mecânicas, químicas e biológicas, que atingem diretamente o corpo dos trabalhadores. Nielsen e Piassa (2012) confirmam essa teoria em estudo realizado com professores públicos do estado do Paraná, salientando que o esgotamento físico está relacionado com o excesso de atividades e com as condições de trabalho. É perceptível que a categoria esgotamento físico está relacionada com a categoria ambiente físico do contexto do trabalho, que, no caso dos servidores da Secretaria de Administração, conseguiram deixar de forma explícita o sofrimento em relação às condições de trabalho, enquanto os membros da Educação, de certa forma, escondem o sofrimento nas melhorias estruturais, feitas nos últimos três anos. Entretanto, cabe registrar que as estruturas eram precárias e que as sequelas das condições de trabalho estão aparecendo depois de 15 a 25 anos de trabalho, através de doenças que atingem o corpo e a mente dos servidores.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Esta pesquisa tem como objetivo analisar os efeitos da política de bonificação, instituída pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC/RJ), a partir do ano de 2011, nas ações gestoras de oito escolas estaduais localizadas no município de Valença. As escolas foram selecionadas de acordo com o perfil dos gestores, sendo escolhidos aqueles que estão no cargo há mais de cinco anos. Esses, portanto, já ocupavam o cargo antes da execução da política, sendo possível, deste modo, verificar a mudança nas ações gestoras. As políticas públicas de avaliação e bonificação pelos resultados obtidos começaram a despontar no setor público a partir da década de 1980, modificando também as formas de gestão pública. Na década seguinte, as bases das reformas educacionais tiveram como foco a mensuração de resultados para uma posterior bonificação. O Estado do Rio de Janeiro criou, no ano de 2000, a primeira política de avaliação com objetivo de bonificar os servidores, o Programa Nova Escola. Em 2010, com uma nova gestão frente à Secretaria de Estado de Educação, findou-se o Programa Nova Escola e em 2011 foi criado o sistema de bonificação por resultados, o qual foi um dos enfoques da pesquisa. Os recursos metodológicos utilizados nesta pesquisa foram: entrevista com os gestores, aplicação de questionários aos docentes, pesquisa na internet e análise documental das atas de reuniões das escolas. Depois de realizadas as análises, detectou-se a necessidade de formação continuada para os gestores e modificação no desenho da política de bonificação, diante disso foi elaborado um Plano de Intervenção Educacional, com o objetivo de aperfeiçoar a prática gestora das escolas estaduais localizadas no âmbito da Regional Centro Sul, assim como aprimorar o Sistema de Bonificação no Estado do Rio de Janeiro.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd – CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd – CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

A presente dissertação investiga o desenho da formação continuada ofertada pelo Programa de Intervenção Pedagógica – Alfabetização no Tempo Certo (PIP/ATC) aos professores regentes de turmas de 1º ao 5º ano do ensino fundamental no estado de Minas Gerais, em Língua Portuguesa, com vistas a aprimorá-lo. Para procedermos à análise do desenho optamos pela metodologia qualitativa para obtenção e levantamento dos dados, realizando o estudo de documentos oficiais internos da SEE/MG utilizados para monitoramento e avaliação do Programa, análise de um total de três entrevistas semiestruturadas aplicadas à gestão do Programa e um estudo comparativo entre a formação continuada do PIP/ATC e a formação de professores do Pacto Nacional pela Educação na Idade Certa (PNAIC), com o intuito de identificar os aspectos estruturais que caracterizam as duas propostas de formação, aproximações e distanciamentos. A questão central que norteou o trabalho foi: o desenho da formação continuada de professores ofertada pelo PIP/ATC favorece o empoderamento dos professores como construtores do próprio conhecimento e problematizadores de sua práxis e seu desenvolvimento profissional? Para tanto, buscou-se destacar a estrutura e conteúdo das capacitações do PIP, o monitoramento e acompanhamento pedagógico, realizado por equipes da SEE/MG e das SREs e analisar os materiais estruturados disponibilizados à luz dos autores que problematizam e estudam o tema formação de professores, suas imbricações, entraves e avanços. Os autores escolhidos para este diálogo, como Nóvoa (1997), Gatti (2009) e Imbérnon (2010), dentre outros, tratam dos aspectos que caracterizam o processo de formação continuada, que deve se fazer na conjugação da teoria com a prática pedagógica dos professores
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uma releitura à luz do Estado  de Direito  Gina Chaves, Érico Andrade

uma releitura à luz do Estado de Direito Gina Chaves, Érico Andrade

Giulio Napolitano: “A segunda metade do século XX é assim assinalada pelo advento do ‘Estado constitucional’, que se coloca em sequência natural com a experiência do Estado de direito e do Estado social” No original: NAPOLITANO, Rivista trimestrale di diritto pubblico, 2010, p. 6: La seconda metà del XX secolo è così segnata dall’avvento dello “Stato costituzionale”, che si pone pertanto in sequenza naturale con le esperienze dello Stato di diritto e dello Stato sociale. (NAPOLITANO, G. Sul futuro delle scienze del diritto pubblico: variazioni su una lezione tedesca in terra americana. Rivista Trimestrale di Diritto Pubblico, Milano, n. 1, p. 1-20, 2010).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd- CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd- CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

A presente dissertação objetivou a elaboração de uma proposta de intervenção para minimizar a defasagem de aprendizagem de Matemática em uma Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) no estado do Ceará. A partir de um caso de gestão, foram investigadas as condições de trabalho com a disciplina na instituição educacional para a proposição de alternativas à superação do problema encontrado. Esse recorte se justificou pelo fato de a autora deste trabalho, no início da pesquisa, ter sido gestora da EEEP em análise e, por isso, verificado que a defasagem de aprendizagem, especialmente em Matemática, pode se configurar como um dos principais entraves à implementação dos cursos profissionalizantes na escola. A fim de obter informações para descrever e analisar o caso, a investigação teve como metodologia o uso de entrevistas com roteiros semiestruturados e pesquisa documental. Ao final da descrição do caso no capítulo 1, levantou-se como hipóteses dois os elementos centrais que influenciam na existência do problema: a organização e as responsabilidades do trabalho da equipe gestora e o papel da gestão escolar na formação e no auxílio à atuação docente. No capítulo 2, o problema foi analisado levando-se em consideração esses dois elementos. A análise dos dados foi feita a partir da perspectiva de alguns autores: Heloísa Lück, Henry Mintzberg, Thelma Polon, José Carlos Libâneo, Márcia Lima, Ana Maria Falsarella, Sérgio Lorenzato, Plínio Moreira e Fernando Almeida. Desse modo, no capítulo 3, apresentou-se uma proposta de intervenção que consiste em ações para redefinir as atribuições da equipe gestora e organizar o seu trabalho, a fim de que a gestão possa atuar na formação e no auxílio à atuação docente, com foco no professor de Matemática. Dessa forma, nos limites desta investigação, proposições foram consideradas como uma tentativa de contribuir para superar a defasagem de aprendizagem em Matemática na escola pesquisada.
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Fernanda Mendes Sales Alves & Heloísa Helena Silva Pancotti, “O Estado Social como Instância de Lutas e Retrocessos” - 733

Fernanda Mendes Sales Alves & Heloísa Helena Silva Pancotti, “O Estado Social como Instância de Lutas e Retrocessos” - 733

Resumo: A constituição do Estado moderno e a legitimação dos governos foram estabelecidos, por meio do consenso geral e ins- trumentalizados pelo contrato social, tendo como marco teórico os contratualistas Hobbes, Locke e Rousseau. Com o advento da globalização e o neoliberalismo, o Brasil passou pela contrarre- forma do Estado e a flexibilização dos direitos sociais, contribu- indo para o acirrando das desigualdades socioeconômicas. O objetivo do trabalho é refletir o modelo de Estado nos dias atu- ais, haja vista a urgência de novos caminhos para uma sociedade socialmente justa, cumpridora dos objetivos e princípios funda- mentais do Estado Democrático de Direito. O problema surgiuda necessidade de enfrentamento das questões sociais na ordem constitucional e o seu tratamento pelo Poder Público sob o viés de proteção social. A pesquisa justificou-se pelo interesse pú- blico e pela relevânciasocial e ao exercício da cidadania. O mé- todo de pesquisafoi o hipotético-dedutivo, com abordagem qua- litativa e objetivos exploratórios.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Isabel Cristina de Oliveira Alves

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Isabel Cristina de Oliveira Alves

 Balassiano; Tavares e Pimenta (2011) realizaram uma pesquisa que objetivou identificar estressores próprios do âmbito do trabalho no funcionalismo público no Brasil e Investigar a influência do estresse no ambiente do trabalho de servidores públicos federais. Foi de natureza exploratória, contemplando 242 funcionários públicos federais civis ativos filiados ao Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no estado do Rio de Janeiro. O instrumento de coleta dos dados foi um questionário constituído de duas seções. Os resultados revelaram que apenas o fator emocional presente no ambiente de trabalho nas organizações públicas foi capaz de influenciar o estresse ocupacional psicológico entre os fatores estudados. O fator social merece atenção em investigações futuras sobre o tema, dado o fato de sua significância ter ficado na fronteira em termos de significância. Foram identificados como estressores organizacionais fatores intrínsecos ao trabalho e relacionados ao papel do indivíduo na organização, recompensas no ambiente de trabalho, relações de supervisão no trabalho e estrutura organizacional e clima os quais já haviam sido identificados por Cooper e Marshall (1976).
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