Estrutura da comunidade

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Estrutura da comunidade de peixes demersais da baía de Sepetiba, RJ.

Estrutura da comunidade de peixes demersais da baía de Sepetiba, RJ.

Indicações de diferenças na estrutura da comunidade de peixes entre a zona interna e ex- terna da Baía, especialmente nas estações 3 e 4 (Ilha Bonita e Costa do Guandu), que se apresen- taram mais similares às outras estações de coleta, caracterizando uma situação de fauna intermediária entre as duas zonas da Baía, foi confirmada pelo coeficiente de similaridade de Czekanowski. Tal coeficiente apresentou maiores similaridades dentre as estações da zona externa de Ilha do Socó e Laje das Enxadas (estações 1 e 2) e den- tre as estações mais internas de Canal da Restinga, Meio da Baía e Fundo da Baía (esta- ções 5, 6 e 7).
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Florística e estrutura da comunidade arbórea de um fragmento florestal em Luminárias, MG.

Florística e estrutura da comunidade arbórea de um fragmento florestal em Luminárias, MG.

RESUMO – (Florística e estrutura da comunidade arbórea de um fragmento florestal em Luminárias, MG). O objetivo deste trabalho foi analisar a composição florística e estrutural da comunidade arbórea de uma floresta em Luminárias, MG. O local de estudo é conhecido como Mata do Galego, possui cerca de 77 ha e está localizado a 21°29’S e 44°55’W, às margens do rio Ingaí. A amostragem florística foi realizada em parcelas e também em caminhadas pela floresta. Todo o material coletado foi identificado e incorporado ao Herbário ESAL, da Universidade Federal de Lavras. O levantamento estrutural foi realizado por meio de amostragem sistemática, em 32 parcelas de 20 × 20m, distribuídas em três transeções, da margem do rio até a borda da mata. Nas parcelas, foram amostrados todos os indivíduos arbóreos, vivos, com circunferência à altura do peito (CAP) ≥ 15,5 cm. As variáveis químicas e físicas do solo foram obtidas das análises de amostras superficiais de solo (0-20 cm) de cada parcela. No levantamento florístico foram amostradas 201 espécies, 129 gêneros e 57 famílias. As famílias com maior riqueza foram Myrtaceae, Lauraceae, Fabaceae Faboideae, Rubiaceae, Euphorbiaceae e Fabaceae Mimosoideae. No levantamento estrutural foram amostrados 2343 indivíduos de 159 espécies, 104 gêneros e 50 famílias. As espécies mais abundantes foram Casearia sylvestris, Lithraea molleoides, Machaerium stipitatum, Faramea cyanea, Diospyros inconstans e Copaifera langsdorffii. A Mata do Galego apresentou alta diversidade de espécies (H’ = 4,23 nat/indivíduo) e alta equabilidade (J’ = 0,83). A alta diversidade de espécies pode estar relacionada à influência de formações vegetais próximas e aos diferentes microhabitats proporcionados pela topografia, variações na fertilidade e umidade do solo.
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Estrutura da comunidade fitoplanctônica em sistema de áreas alagáveis, na planície...

Estrutura da comunidade fitoplanctônica em sistema de áreas alagáveis, na planície...

Esta pesquisa teve o objetivo principal de caracterizar a estrutura da comunidade fitoplanctônica, no espaço e no tempo e relacioná-la às variações climatológicas e hidrológicas, em sistema de áreas alagáveis, da planície de inundação do rio Jacupiranguinha. As coletas foram realizadas durante quatro épocas do ano, em 3 dias alternados e 11 estações de amostragem (estações 1 e 2, no rio Jacupiranguinha; estação 3, no córrego Serrana e estações 4 a 11, no sistema de áreas alagáveis). Esta pesquisa contemplou a análise de variáveis climatológicas (precipitação e radiação solar fotossinteticamente ativa, por exemplo) e hidrológicas como, formas de carbono, sólidos em suspensão, nutrientes, biovolume, freqüência específica, dominância e diversidade específicas da comunidade fitoplanctônica.O sistema de áreas alagáveis estudado foi regulado pelo regime hidrológico anual do rio Jacupiranguinha. Em período chuvoso, os pulsos de inundação foram responsáveis por intensas modificações nestes ambientes. A entrada de sedimento e o aumento dos níveis hidrométricos estão entre os distúrbios ocasionados pela entrada de água lateral. A comunidade fitoplanctônica respondeu a estas variações com suas estratégias de sobrevivência. Uma das características importantes observadas neste estudo foi que nas estações próximas ao rio, as maiores concentrações de sólidos suspensos coincidiram com o período chuvoso. Na estação 4, próxima à estação 2 (rio Jacupiranguinha), as maiores concentrações de sólidos suspensos inorgânicos (168,0 mg.L -1 ) e orgânicos (150,0 mg.L -1 ) foram verificadas neste período. O mesmo pode ser observado na estação 11, próxima a outro acesso ao rio Jacupiranguinha (68,0 mg.L -1 , sólidos suspensos inorgânicos e 22,0 mg.L -1 , sólidos suspensos orgânicos). O índice de dominância atingiu
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Estoque de carbono e nitrogênio e estrutura da comunidade de diazotróficas em solos...

Estoque de carbono e nitrogênio e estrutura da comunidade de diazotróficas em solos...

As informações sobre a diversidade de microrganismos do solo é escassa em estudos envolvendo a caatinga. Os microrganismos presentes neste solo são fortemente influenciados por fatores físicos e químicos, como umidade do solo, matéria orgânica, disponibilidade de nutrientes, acidez e temperatura (SUBBA, 2001). Em ambientes áridos, a temperatura e umidade são fatores desfavoráveis para o crescimento microbiano no solo e os microrganismos, principalmente bactérias, passam a ser extremamente selecionados (SONNLEITNER 1993). Portanto estes atributos podem justificar o agrupamento hierárquico da floresta nativa da região (caatinga) com os plantios mais antigos de mamona, podendo correlacionar o tempo de cultivo aliado às condições edafoclimáticas com as diferenças encontradas na estrutura da comunidade de diazotrófica.
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Diversidade e estrutura da comunidade bacteriana associada às armadilhas da planta...

Diversidade e estrutura da comunidade bacteriana associada às armadilhas da planta...

A manutenção dos ecossistemas é dependente da interação dos diversos organismos presentes, dentre os quais estão as comunidades microbianas. Neste contexto, o Brasil é tido como um dos países com a maior biodiversidade, porém ainda existem poucos estudos sobre a diversidade microbiana em ambientes aquáticos e a associação desta comunidade com plantas carnívoras. Apesar dos avanços da metagenômica utilizando a clonagem combinada à técnica de sequenciamento, ainda existe uma grande lacuna no conhecimento a respeito da diversidade de microrganismos presentes no ambiente. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar por meio do seqüenciamento em larga escala a diversidade e estrutura da comunidade bacteriana associada às armadilhas (utrículos) da planta carnívora Utricularia gibba e ao ambiente aquático. Para alcançar os objetivos foi realizado o pirosequenciamento 454 parcial do gene 16S rRNA de bactérias associadas aos utrículos de plantas representantes da espécie U. gibba e da água de dois locais na várzea do Alto Tietê. Foram avaliadas 14.020, 14.520 e 12.371 sequências para U. gibba, local 1 (onde está a planta analisada) e o local 2, respectivamente. Os resultados das análises de OTU’s indicaram que ocorreu um agrupamento das comunidades bacterianas presentes na água (independente do local amostrado), sendo significativamente diferente daquela presente nos utrículos. Foi observado que a comunidade bacteriana da água é composta principalmente por membros dos filos Proteobacteria, Actinobacteria, Firmicutes e Verrucomicrobia, enquanto a comunidade associada à U. gibba é composta por membros dos filos Proteobacteria, Firmicutes, Cyanobacteria e Acidobacteria. Foi observado que o gênero Polynucleobacter foi dominante nos dois ambientes aquáticos, visto que em média 13% das sequências obtidas da água apresentam similaridade a este grupo. Entretanto, este gênero não foi observado nos utrículos, onde Acidobacterium e Methylococcus, os quais não foram detectados na água foram dominantes. Tendo em vista que a comunidade bacteriana presente nos utrículos deve ter sido selecionada a partir de bactérias da água, os resultados observados sugerem que o ambiente presente no interior dos utrículos selecione bactérias específicas, independente da sua freqüência na água. O papel destas bactérias no interior dos utrículo é ainda incerto, mas pode ser sugerido que podem participar da degradação das presas capturadas por U. gibba.
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Estrutura da comunidade de anfíbios da região de Bauru, SP

Estrutura da comunidade de anfíbios da região de Bauru, SP

Conforme COLII (2005), os eventos históricos que influenciaram na irradiação e formação das comunidades herpetofaunísticas sul-americanas foram: 1) a diferenciação climática latitudinal e a formação de províncias florísticas, que criaram paisagens abertas com climas temperados e secos, e paisagens florestais com climas tropicais e úmidos; 2) a formação da Cordilheira dos Andes, a transgressão marinha ou o avanço do mar sobre o continente e o soerguimento do Planalto Central Brasileiro, que ocasionaram a diferenciação entre a herpetofauna do Planalto Central Brasileiro em relação à do sul do continente e das depressões interplanálticas; 3) as flutuações climáticas no Quaternário promoveram mais especiação, principalmente em enclaves de vegetação nas regiões de contato entre o Cerrado, a Floresta Amazônica e Atlântica. Essa sequência de eventos presumivelmente deixou suas marcas na composição atual da herpetofauna dos biomas (COLLI, 2005). Os enclaves de Cerrado da região central do Estado de São Paulo, incluindo a região de Bauru, são indícios destes eventos históricos, que influenciaram diretamente na formação da estrutura da comunidade de anfíbios da região de Bauru.
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Distribuição espacial e estrutura da comunidade de crustáceos de águas intersticiais...

Distribuição espacial e estrutura da comunidade de crustáceos de águas intersticiais...

serem distintas, os riachos estudados apresentam estrutura física parecida. A zona hiporrêica de águas lóticas vem sendo lenta, porém gradativamente alterada pela construção de hidrelétricas que modificam a dinâmica dos rios nas áreas represadas. A diminuição da corrente leva à deposição de sedimentos finos sobre os bancos de areia do fundo, preenchendo os interstícios entre os grãos, e à queda dos níveis de oxigênio do substrato e da água próxima a ele. Tais mudanças ambientais têm fortes reflexos negativos sobre as populações da fauna intersticial, em particular dos copépodes. O estudo em áreas de rios ainda pouco ou nada perturbadas por ação antrópica das mais diversas naturezas é importante no sentido de se compreender a diversidade, estrutura da comunidade e a dinâmica das populações mediante as variações espaciais e temporais dos parâmetros ambientais. Tal conhecimento é importante não só em termos de riqueza de espécies e de biogeografia, mas também para estudos de avaliação de impacto ambiental, que, de uma forma não intencional, negligenciam essa biota.
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Efeito de diferentes intensidades de perturbação na estrutura da comunidade de peixes de riachos

Efeito de diferentes intensidades de perturbação na estrutura da comunidade de peixes de riachos

Em regiões tropicais existe uma defasagem de conhecimento sobre estrutura da comunidade de peixes e suas relações com impactos de seus habitats. Mas, de uma década atrás até dias atuais, isso está sendo minimizado. Porém, ainda não se conhece muito sobre interações tróficas, estruturas da comunidade, relações entre impactos e espécies de peixes. Faltam informações a ponto de se ter subsídios suficientes para se propor uma metodologia eficaz para monitoramento ambiental de rios e riachos. Principalmente metodologias que abordem de forma mais ecológica para prover a manutenção de um ecossistema íntegro. Entretanto, no Brasil em especial, há poucos estudos comparando as comunidades de peixes ao longo de gradientes de degradação do habitat provocados por perturbações antrópicas (BOJSEN & BARRIGA, 2002; CASATTI et al., 2006).
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Estrutura da comunidade microbiana (algas e bactérias) em um sistema de lagoas de...

Estrutura da comunidade microbiana (algas e bactérias) em um sistema de lagoas de...

Legendre et al. (1984) estudaram a dinâmica dos indicadores de poluição e das bactérias heterotróficas em lagoas de estabilização. Segundo os autores, a comunidade de bactérias heterotróficas aeróbias apresentou dois tipos de distribuição espaço-temporal: a) a densidade estável destes organismos ao longo do tempo foi influenciada, principalmente, pela entrada de esgoto bruto e associada principalmente aos processos de sedimentação que ocorrem com as células iniciais; b) nas estações mais distantes da entrada do sistema, a abundância destes organismos foi mais variável ao longo do tempo devido à presença de outros fatores limitantes como a disponibilidade de recursos e a predação. Por outro lado, a distribuição espaço- temporal dos indicadores de poluição foi diferente: a densidade foi máxima no inverno, enquanto que a densidade máxima dos outros componentes bióticos do sistema (fitoplâncton e zooplâncton) foi observada no verão.
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Estrutura da comunidade de invertebrados aquáticos em arrozais do Rio Grande do Sul

Estrutura da comunidade de invertebrados aquáticos em arrozais do Rio Grande do Sul

Dados conservativos apontam que aproximadamente 90% das áreas úmidas originais do Rio Grande do Sul já foram destruídas no último século devido principalmente à expansão agrícola, especialmente de plantações de arroz irrigado. Nesse sentido, conhecer o papel dos arrozais como refúgio da diversidade de macroinvertebrados é importante para estratégias de conservação. Os principais objetivos desse estudo foram conhecer a diversidade de macroinvertebrados em lavouras de arroz irrigado no Sul do Brasil ao longo das diferentes fases hidrológicas do ciclo de cultivo, e verificar os efeitos de diferentes práticas de manejo na comunidade de macroinvertebrados nesses agroecossistemas. Foram realizadas seis coletas ao longo de um ciclo de cultivo (junho de 2005 a junho de 2006) em seis lavouras de arroz irrigado (três lavouras que permaneciam com água e três lavouras que eram drenadas durante a resteva) na Planície Costeira do Rio Grande do Sul. Um total de 6.425 indivíduos distribuídos em 71 táxons de macroinvertebrados foi coletado durante o período estudado. A riqueza e a densidade variaram ao longo do ciclo de cultivo estudado, e foram maiores na primeira coleta da fase de resteva do que nas coletas de preparo do solo e crescimento do arroz. Embora a riqueza e densidade de macroinvertebrados tenham sido similares entre as lavouras alagadas e drenadas, a composição variou, principalmente nas fases de resteva e de crescimento do arroz. Em termos de conservação, a manutenção das lavouras com água e sem água no período de resteva auxiliaria a conservação da diversidade de macroinvertebrados, permitindo o estabelecimento de um maior número de táxons dentro da paisagem agrícola, principalmente em regiões onde grande parte das áreas úmidas naturais já foi destruída.
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Efeito de alterações do habitat na composição e estrutura da comunidade de aves de...

Efeito de alterações do habitat na composição e estrutura da comunidade de aves de...

Aves são um grupo tradicionalmente estudado em trabalhos de avaliação de impacto ambiental, os quais buscam entender efeitos de atividades antrópicas nas comunidades e/ou populações. Tal entendimento é fundamental para criar diretrizes para futuros empreendimentos ou ordenamento do uso do solo, com o objetivo de mitigar os efeitos negativos das atividades humanas. Nessa perspectiva, neste trabalho foram estudados dois efeitos em diferentes escalas na comunidade de aves de sub-bosque em região de Mata Atlântica no Planalto Paulista. O primeiro trabalho refere-se a uma escala ampla, na qual existe um gradiente de perda de habitat na paisagem amostrada, oriundo de diversas atividades humanas. No segundo procurou-se identificar os efeitos de atividades de mineração, numa escala mais restrita. Os resultados mostram que cerca de 50% das espécies de aves de sub-bosque devem se prejudicar com a perda de habitat e atingir níveis críticos de abundância ou se tornarem extintas em locais com baixa proporção de habitats florestais. Por outro lado, cerca de 30% das espécies tendem a se beneficiar com a perda de habitat e aumentar os tamanhos das populações. As espécies mais prejudicadas pela perda de habitat são as endêmicas do bioma Mata Atlântica e aquelas mais sensíveis a alterações no habitat. Quando analisado o gradiente de distância em relação a cava da Mina de extração de calcário, não foram verificadas diferenças significativas na riqueza e abundância total de aves e riqueza e abundância de grupos de sensibilidade a perturbações no habitat, o que sugere que as atividades da Mina não tenham um efeito tão drástico na comunidade de aves de sub-bosque. Porém, é sugerido que uma avaliação temporal das populações, assim como outros aspectos da comunidade, como reprodução, comportamento, consumo de frutos e dispersão de sementes, talvez sejam mais adequados para verificar os impactos da atividade de mineração na comunidade de aves na área estudada.
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Estrutura da comunidade de Serpentes da Região da Fazenda Etá

Estrutura da comunidade de Serpentes da Região da Fazenda Etá

Atualmente existe um número razoável de estudos sobre a ecologia e história natural de comunidades de serpentes disponíveis na literatura (e. g., CUNHA; NASCIMENTO, 1978; STRÜSSMANN; SAZIMA, 1993; MARTINS; OLIVEIRA, 1998; SAWAYA et al., 2008; HARTMANN et al., 2009ab; MESQUITA et al., 2013). Esses estudos descrevem, entre outras informações, a diversidade (composição, riqueza, abundâncias relativas etc.), a utilização de recursos (e. g., alimento, substrato) e a atividade sazonal e diária das espécies que ocorrem nos diferentes ambientes amostrados. O acúmulo deste tipo de informação vem possibilitando análises comparativas dessas comunidades e uma melhor compreensão da estrutura das mesmas (CADLE; GREENE, 1993; BELLINI et al., 2015; CAVALHERI et al., 2015).
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MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da área de estudo

MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da área de estudo

(2007), Higuchi et al. (2013) e Marcon et al. (2014). Dos estudos realizados, os que avaliam a distribuição das espécies ao longo de gradientes ambientais, baseiam-se, predominantemente, na teoria clássica de nichos ecológicos. No entanto, o avanço no conhecimento sobre a filogenia das espécies e novos recursos computacionais têm permitido análises sob uma abordagem evolutiva (CAVENDER-BARES et al., 2009), que aumentou as possibilidades de inferências ecológicas, com destaque para o entendimento dos processos que determinam a organização de comunidades (HARDY, 2008). Fatores como a competição, a herbivoria e os fitopatógenos podem controlar a população não apenas de indivíduos da mesma espécie, mas também de grupos filogeneticamente semelhantes, resultando em dispersão filogenética, de forma que espécies ou indivíduos seriam mais distantes filogeneticamente entre si, do que o esperado em uma comunidade organizada de forma aleatória (WEBB et al., 2002; KEMBEL; HUBBELL, 2006). Por outro lado, a existência de um filtro ambiental poderia resultar em agrupamento filogenético de espécies ou indivíduos, a partir da seleção de um grupo filogeneticamente próximo, com exigências ecológicas semelhantes (WEBB et al., 2002; KEMBEL; HUBBELL, 2006). Já uma estrutura filogenética aleatória poderia ocorrer devido a vários fatores como, por exemplo, no caso de equilíbrio entre as forças ecológicas que moldam a estrutura da comunidade (KEMBEL; HUBBELL, 2006).
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Caracterização da comunidade bacteriana de filtros biológicos percoladores tratando efluente anaeróbio

Caracterização da comunidade bacteriana de filtros biológicos percoladores tratando efluente anaeróbio

Outros trabalhos, no entanto, especularam a existência de AOB generalistas em sedimentos oxigenados por raízes em wetlands (BODELIER et al.,1996). A ausência de alterações nos perfis de DGGE mostrou que a estrutura da comunidade de AOB foi semelhante ao longo do tempo (KOWALCHUK et al., 1998), o que sugeriu uma adaptação das espécies já presentes a baixas concentrações de OD. O número e as atividades nitrificantes foram positivamente correlacionados. AOB generalistas apresentariam vantagens competitivas em relação a outras, por serem capazes de conservar a capacidade nitrificante durante períodos anóxicos e hábeis em reagir instananeamente à presença de oxigênio em ambientes com flutuações óxicas e anóxicas, tais como a rizosfera de plantas. Entretanto, os autores não excluíram a possibilidade de que outros organismos, tais como nitrificantes do grupo Gammaproteobacteria ou nitrificantes heterotróficas, serem responsáveis pelas flutuações sazonais no potencial das atividades de oxidação da amônia (KOWALCHUK et al., 1998). Lembrando que nessa época, pouco se sabia sobre bactérias anammox (descritas em 1995) e ainda não eram conhecidas as arquéias oxidadoras de amônia, as quais já foram encontradas recentemente em rizosfera de macrófitas de wetlands (WEI et al., 2011).
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Supracomunidade de helmintos associados a anfíbios: uso do hábitat, modo reprodutivo dos hospedeiros e distribuição espacial dos parasitas

Supracomunidade de helmintos associados a anfíbios: uso do hábitat, modo reprodutivo dos hospedeiros e distribuição espacial dos parasitas

O método de Escalonamento Multidimensional Não Métrico (NMDS), uma técnica de ordenação, foi utilizado para buscar e exibir o padrão mais forte de estrutura da comunidade de helmintos com base na composição de espécies de parasitas e abundância. O índice de Bray-Curtis foi adotado como medida de distância e a matriz foi construída com os valores de abundância (logaritmizados) de cada taxon de parasita em cada espécie de hospedeiro. A configuração utilizada para este teste foi o piloto automático com velocidade e rigor do tipo lento e cuidadoso (McCune e Mefford, 1999). A interpretação do estresse final foi analisada segundo Kruskal (1964) e Clarke (1993). Para o cálculo da NMDS foi utilizado o programa PCOrd 4.0 (McCune e Mefford, 1999).
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Diatomáceas epilíticas indicadoras da qualidade de água na bacia do Rio Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil.

Diatomáceas epilíticas indicadoras da qualidade de água na bacia do Rio Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil.

- Relacionar as variáveis ambientais abióticas com a estrutura da comunidade de diatomáceas epilíticas na busca de relações de dependência ao longo do tempo e do[r]

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INDICADORES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS DA INTEGRIDADE AMBIENTAL EM SEIS CÓRREGOS DA PORÇÃO SUPERIOR DA BACIA DO RIO MONJOLINHO, SÃO CARLOS-SP, BRASIL

INDICADORES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS DA INTEGRIDADE AMBIENTAL EM SEIS CÓRREGOS DA PORÇÃO SUPERIOR DA BACIA DO RIO MONJOLINHO, SÃO CARLOS-SP, BRASIL

Atividades antrópicas nas áreas de entorno de pequenas bacias hidrográficas geram impactos levando à deterioração da qualidade das águas e simplificando os ambientes, diminuindo assim a disponibilidade de habitats para a biota, com consequente perda da biodiversidade. O presente estudo teve como objetivo a utilização da comunidade de macroinvertebrados bentônicos, além das variáveis físicas e químicas, como ferramenta de avaliação da qualidade ambiental dos afluentes da porção superior do rio Monjolinho. As coletas foram realizadas entre os meses de julho e agosto de 2013. Os resultados evidenciaram córregos com baixa diversidade e fortemente poluídos decorrentes da perda da integridade ambiental e da qualidade da água como o Córrego Belvedere, sob forte influência humana, até córregos limpos e com elevada diversidade, como o Córrego do Espraiado. Assim, a análise da estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos permitiu avaliar os efeitos dos impactos advindos das atividades humanas nos córregos amostrados.
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Influência da estrutura da vegetação na comunidade de abelhas em florestas tropicais secas

Influência da estrutura da vegetação na comunidade de abelhas em florestas tropicais secas

As abelhas são os principais polinizadores de plantas floríferas do mundo e necessitam de ambientes que forneçam tipos diversificados de recursos para forrageamento das espécies. Apesar da grande diversidade de abelhas no Brasil, algumas regiões do país possuem grandes lacunas sobre o conhecimento da fauna existente. As florestas tropicais secas inserem-se nesse contexto, sendo um dos tipos de floresta mais ameaçados e importantes biologicamente, mas pouco estudado, não se conhecendo os efeitos da estrutura da comunidade vegetal na comunidade de abelhas em Florestais Tropicais Secas. Assim, o objetivo do presente trabalho foi verificar os efeitos de alguns parâmetros da vegetação sobre as comunidades de abelhas associadas a Florestas Tropicais Secas. As seguintes hipóteses foram testadas: (i) A composição de espécies de abelhas é determinada pela riqueza e abundância de árvores;(ii) ambientes mais heterogêneos e com maior abundância de árvores possuem maior riqueza e abundância de abelhas. Duas coletas de abelhas foram feitas em 2012 no Parque Estadual da Mata Seca e Parque Estadual da Lagoa do Cajueiro, no Norte de Minas Gerais, através de coleta ativa com redes entomológicas, solução de mel, armadilhas de cheiro e pantraps. Um total de 19.907 abelhas distribuídas em 98 espécies foi amostrado. Noventa e cinco e meio porcento das espécies pertenciam as subtribos Meliponina e Apina, (26 espécies). Verificamos que a composição de espécies de abelhas é influenciada pela riqueza de árvores, entretanto a riqueza e abundancia de árvores não influencia na riqueza e abundancia de abelhas. Alterações antrópicas nesse ecossistema podem levar a substituição de espécies importantes para a polinização eficaz, e consequentemente para a manutenção do ambiente.
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Macroinvertebrados Bentônicos como Indicadores Biológicos de Qualidade da Água: Proposta para Elaboração de um Índice de Integridade Biológica

Macroinvertebrados Bentônicos como Indicadores Biológicos de Qualidade da Água: Proposta para Elaboração de um Índice de Integridade Biológica

Macroinvertebrados bentônicos são considerados excelentes indicadores biológicos da qualidade dos ecossistemas aquáticos, pois são amplamente distribuídos, abundantes e de fácil coleta. Eles são relativamente sedentários e, deste modo, podem representar uma condição local; além disso, apresentam ciclo de vida longo, capaz de registrar a qualidade ambiental (Metcalfe, 1989). Os macroinvertebrados bentônicos são sensíveis a vários tipos de degradação ambiental e respondem diferentemente a um amplo espectro de nível e tipos de poluição, podendo apresentar alterações morfológicas causadas pelo longo período de exposição a determinados poluentes (Reice & Wohlenberg, 1993; Arias et al., 2007). Assim, a estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos reflete o estado de todo o ecossistema aquático (Reice & Wohlenberg, 1993), onde o estabelecimento de espécies nas comunidades bentônicas depende do número de espécies já residentes, dos tipos de substratos (Bunn & Davies, 1992; Baptista et al., 2001), dos padrões de corrente (Maltchick & Florín, 2002), do regime de luz e das concentrações de nutrientes dos rios (Minshall, 1984).
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