Europa Oriental

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O diretor no teatro de bonecos (contexto da Europa Oriental)

O diretor no teatro de bonecos (contexto da Europa Oriental)

Resumo: Na Polônia, assim como nos países da Europa Oriental, para o teatro de bone- cos da segunda metade do século 20, e igualmente no primeiro quarto do século 21, a pessoa mais importante é o diretor. No entanto será que o papel do diretor no teatro de bonecos sempre foi o mesmo? O objetivo deste estudo é determinar este problema. Foi somente no início do século 20, no período da Grande Reforma do teatro, que o diretor passou a ter competências ilimitadas. No teatro de bonecos, esse processo durou muito mais, porque o estilo clássico de organização do teatro, derivado de criadores específicos de empresas privadas, também perdurou mais tempo. Hoje, o diretor é quem controla completamente um teatro de bonecos. Na prática, os diretores poloneses ainda estão convictos de que o teatro se destina a contar histórias. Este processo limitou o teatro de bonecos a ser uma arte existente independentemente, baseada principalmente nas habilidades de artesãos; no milagre de animar um objeto sem vida, um boneco, cuja vida mágica tem tanto a oferecer aos espectadores. Pelo contrário, o eixo desse processo sustenta os artistas que vêem o significado de suas expressões teatrais ao darem vida à matéria sem vida. Isto – quando o teatro de bonecos é, afinal, um espetáculo – é arte visual em movimento, não contação de histórias.
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A questão agrária na Europa Oriental na obra de Karl Marx

A questão agrária na Europa Oriental na obra de Karl Marx

y la expansión de la gran industria. El porvenir cercano de Rusia pertence al capitalismo, pero sólo el inmediato; difícilmente podría sobrevivir a la disolución final de las comunidades campesinas. Todo desarrollo económico de Rusia está demasiado íntimamente ligado al desarrollo de Europa occidental y en él están ya contados los días del capitalismo. La revolución socialista en occidente pone fin también al capitalismo en el oriente, y entonces los restos de las instituciones de la propriedad comunal prestarán un gran servicio a Rusia. (El porvenir..., 1980: 25-26). É realmente difícil extrair a opinião de Marx sobre o futuro da comunidade camponesa russa, dado o caráter fragmentário das exposições que fez sobre esse assunto e dado o fato de não ter terminado seus estudos sobre a economia agrária da Europa Oriental. Mas, ao nosso ver, parece que esteve inclinado a julgar ser possível à Rússia evitar a fase capitalista, ao menos em um primeiro momento, como demonstra esta passagem de sua carta à redação do Otiechestviennie Zapiski (Anais da Pátria) 2 , escrita em fins de 1877:
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Sobre algumas tentativas de superação do dogmatismo: o marxismo tcheco dos anos 1960

Sobre algumas tentativas de superação do dogmatismo: o marxismo tcheco dos anos 1960

2. Com a morte de Stalin e a sucessiva desestalinização surgem diferentes críticas a síntese filosófica então dominante na União Soviética e nos países da Europa Oriental. As criticas endereçadas à síntese oficial levou rapidamente ao surgimento de diferentes tendências filosóficas autônomas, que em grande parte das vezes procurava combinar o marxismo com diferentes correntes filosóficas dominantes na Europa Ocidental, como o existencialismo e o neo-positivismo o que davam origem a diferentes formas de ecletismos. Um dos traços característicos do marxismo, neste período, foi a intensa polêmica filosófica, envolvendo “dogmáticos”, “anti-revisionistas” e os diferentes “revisionismos”, que se aproximavam de uma concepção antropológica da filosofia ou de uma filosofia da natureza. 31 Na Tchecoslováquia essas correntes foram nomeadas correspondentemente “Revisionismo neohegeliano” e “Revisionismo positivista”. Por fim, uma importante preocupação de inúmeros filósofos foi, justamente, superar esta polaridade entre estas duas correntes opostas e procuraram reafirmar a autonomia da
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Questões de gênero em estudos comparativos de imigração: mulheres judias em São Paulo e em Nova York.

Questões de gênero em estudos comparativos de imigração: mulheres judias em São Paulo e em Nova York.

local, a classe social e a etnia do grupo estudado. Constatamos, por exemplo, o crescimento significativo da família matrifocal nas camadas mais pobres da população. K OSMINSKY , E. A situação familiar das crianças e adolescentes pobres: um estudo dos indicadores sociais no Brasil. Cadernos CERU, São Paulo, nº 5, série 2, 1994, p.92. No entanto, parte das observações de Antonio Cândido se coaduna com a nossa pesquisa sobre a família Feldman, cujos pais eram imigrantes judeus da Europa Oriental que se fixaram no Nordeste brasileiro por volta de 1910, quando então observamos a preocupação do chefe da família em fornecer educação superior aos seus filhos, enquanto que as mulheres eram destinadas ao casamento. K OSMINSKY , E. Judaísmo e imigração: a história de uma família. Relatório científico apresentado à FUNDUNESP, São Paulo, 1996.
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A Europa americana: o Tratado de Washington (1949)

A Europa americana: o Tratado de Washington (1949)

A aparente neutralização da ONU, o receio de um ressurgimento da Alemanha e a ameaça comunista cada vez mais intensa a Leste (Golpe comunista de Praga, 25- 02-1948; Bloqueio soviético de Berlim, 24-06-1948), bem como a consciência europeia da sua impossibilidade militar em travar uma invasão soviética, constituem o pano de fundo para o estabelecimento de uma Aliança Atlântica defensiva firmada em Washington pelos EUA e Canadá, os signatários do Tratado de Bruxelas, França, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Luxemburgo, e cinco outras potências convidadas, estrategicamente importantes e pertencentes à zona de aplicação do Tratado, como a Dinamarca, Islândia, Itália, Noruega e Portugal. O ponto-chave do Tratado de Washington (4-04-1949) que institui a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) era constituído pelo artigo 5.º relativo à solidariedade entre os seus membros em caso de agressão, o qual obrigava cada um dos Estados membros a prestar assistência (ficando no entanto cada qual livre para determinar o tipo de ajuda) em caso de ataque armado contra um dos Estados signatários, que seria considerado como um ataque a todos os membros da aliança. Embora este ponto, e o tratado no seu todo, fosse erigido na presunção de um previsível ataque da União Soviética contra a Europa Ocidental, a verdade é que a cláusula da auto defesa mútua e colectiva nunca seria invocada no decurso da Guerra-fria. Contudo, uma duplicidade de intenções ligava estes países na fundação da aliança: segundo o seu primeiro Secretário-Geral, o lorde britânico Hastings Lionel Ismay (mandato, 1952-1957), com este tratado pretendia-se “manter os americanos dentro [da Europa], os Russos fora e os Alemães em baixo”. O campo comunista e soviético opôs-se e atacou fortemente este tratado que classificou de acto de hegemonia imperialista representado numa atitude belicista da OTAN que, acentuando a divisão das duas Alemanhas buscava o isolamento das “democracias” da Europa Oriental. A dependência do arsenal militar norte-americano e do seu potencial atómico dissuasor viria a colocar a Europa progressivamente na órbita americana, o que por sua vez valeu a forte crítica da França gaullista a essa tutela disfarçada e que acabaria por se traduzir numa longa série de discussões que conduziriam à retirada francesa da organização (isto é, do comando militar integrado) – baseada no argumento da distinção entre aliança e organização – mas não do Tratado de Washington, anunciada em conferência de imprensa pelo presidente Charles de Gaulle (21-02-1966).
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Rev. Saúde Pública  vol.33 número3

Rev. Saúde Pública vol.33 número3

lançaram programa de pesquisas conjuntas com, entre outras, a então Checoslováquia. Se bem que longe de ser vultosa, a contribuição norte-americana revestia-se de apreciável papel psicológi- co para a comunidade científica checa. Não obstante, logo após, os interesses desses auxílios voltaram-se para as atividades de antigos pesquisadores soviéticos que trabalhavam com arma- mentos. Dessa maneira, sentindo-se um tanto frustrados, os países da Europa Oriental não tiveram alternativa se não aquela de se voltarem para o programa da CE (Stone 2 , 1999).

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S ÃO AS EMPRESAS PRIVADAS MAIS RENTÁVEIS DO

S ÃO AS EMPRESAS PRIVADAS MAIS RENTÁVEIS DO

 EuropaOcidental - contem os países que compõem a Europa Ocidental segundo os critérios da UNESCO (lista dos países no anexo 2). Será assim que se irá fazer a comparação e análise da rendibilidade das empresas públicas da Europa Ocidental (valor 1) com os países da Europa de Leste (valor 0). Será com esta variável que se irá determinar e analisar a hipótese H3. Para se estudar esta variável usa-se a mesma metodologia da variável CRISE. Assim, criou-se três variáveis dummy entre a variável EuropaOcidental e a variável PUB sendo que (1) DPNEOc – empresas privadas fora da Europa Ocidental (2) DPEOc – empresas privadas da Europa Ocidental e (3) DPUBEOc – empresas públicas da Europa Ocidental, ficando-se assim com um grupo de base que será as empresas públicas fora da Europa Ocidental. Portanto, ao avaliar o βeta da variável DPUBEOc vamos ter a diferença no ROE/ROA das empresas públicas da Europa Ocidental com as empresas públicas da Europa Oriental e tirar as devidas conclusões.
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Psic.: Teor. e Pesq.  vol.20 número1

Psic.: Teor. e Pesq. vol.20 número1

Em฀ 1996,฀ em฀ visita฀ ao฀ Brasil,฀ Brožek฀ participou฀ da฀ instalação฀do฀Grupo฀de฀Trabalho฀em฀História฀da฀Psicologia฀ da฀Associação฀Nacional฀de฀Pesquisa฀e฀Pós-Graduação฀em฀ Psicologia฀ (ANPEPP).฀ Naquela฀ ocasião,฀ esteve฀ em฀ Belo฀ Horizonte฀ para฀ conhecer฀ o฀ Centro฀ de฀ Documentação฀ e฀ Pesquisa฀Helena฀Antipoff฀(CDPHA)฀e฀o฀grupo฀de฀pesquisa฀ que,฀na฀Universidade฀Federal฀de฀Minas฀Gerais,฀empreendia฀ a฀tarefa฀de฀organização฀do฀acervo฀Antipoff.฀Encantado฀com฀ a฀riqueza฀dos฀materiais฀que฀compõem฀esse฀acervo฀e฀com฀a฀ trajetória฀de฀vida฀de฀Helena฀Antipoff,฀que,฀como฀ele,฀havia฀ deixado฀a฀EuropaOriental,฀passando฀pela฀Europa฀Ocidental฀ para฀desenvolver฀intenso฀trabalho฀em฀psicologia฀e฀educação฀ no฀continente฀americano,฀Brožek฀decidiu฀doar฀parte฀de฀sua฀ biblioteca฀pessoal฀para฀o฀Centro.฀A฀partir฀dessa฀doação,฀que฀ contém฀uma฀preciosa฀coleção฀de฀livros,฀periódicos,฀teses฀e฀ manuscritos฀do฀autor,฀além฀de฀fotografias฀e฀slides,฀o฀acervo฀ do฀CDPHA฀se฀ampliou,฀e฀novos฀temas฀de฀pesquisa฀passaram฀ a฀ser฀explorados฀pela฀equipe,฀em฀cuja฀orientação฀Brožek฀par- ticipou฀com฀grande฀interesse.฀O฀acervo฀doado฀por฀Brožek฀está฀ disponível฀na฀Sala฀Helena฀Antipoff,฀na฀Biblioteca฀Central฀da฀
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Estrangeiro, familiar: o cuidado do outro na instituição geriátrica.

Estrangeiro, familiar: o cuidado do outro na instituição geriátrica.

mais recorrentes no discurso dos imigrantes da Europa Oriental (que representam também o grupo mais jovem da amostra) têm a ver com a vida, num equilíbrio entre o passado em família e [r]

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O Tratado de Londres (1949): o Conselho da Europa

O Tratado de Londres (1949): o Conselho da Europa

O Estatuto do Conselho da Europa estabelece logo no seu artigo 1.º que o seu objectivo é o de estabelecer “uma união mais estreita entre os seus Membros, a fim de salvaguardar e promover os ideais e os princípios que são o património comum e favorecer o seu progresso económico e social” 1 . Pretende-se debater as

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A armadilha da Europa neoliberal.

A armadilha da Europa neoliberal.

Raoul-Marc Jennar indica que é a soberania dos povos da Europa que deve ser reconquistada, e rejeita “o retorno acanhado por trás das barreiras inúteis do Estado- nação” (ibidem, p.210). Porém, como dissemos, a nação é o âmbito da soberania popular. Reencontrar as novas coerências nacionais não implica necessariamente um “retorno acanhado” reacionário. Esse reflexo intelectual é característico da visão clássica da historiografia que, desastradamente, tem tendência a assimilar nação e nacionalismo. As duas guerras mundiais legaram à memória coletiva um contra-senso. Ao contrário de idéias prontas, os fascistas se opunham radicalmente ao conceito de Estado-nação e sugeriam em contrapartida um projeto de “Europa Nova” 20 . Inversamente, foram as forças nacionais – e não só “nacionalistas” – que resistiram. No sentido do combate do general de Gaulle e da grande maioria da Resistência, o espírito nacional é a fonte indispensável das energias morais que possibilitam que as forças da liberdade vençam os sonhos imperiais de dominação mundial ou, no caso, especificamente européia.
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Description of Amazonian Theobroma L. collections, species identification, and characterization of interspecific hybrids

Description of Amazonian Theobroma L. collections, species identification, and characterization of interspecific hybrids

“George O’Neill Addison” Collection - Initially, the original field map was searched in the library of “EMBRAPA Amazônia Oriental”, followed by interviewing many researchers who might had been involved with the collection, without success. A new map was drawn based on the field survey of the collection, checking with existing information from reports and fragments of information from persons directly or indirectly involved on the establishment and/ or maintenance of the collection. The map was drawn dividing the area into lines and columns, naming and locating each plant into Cartesian coordinates. Identification of species and interspecific hybrids - Botanical vouchers of Theobroma and Herrania species deposited at the herbarium of “EMBRAPA Amazônia Oriental” and from the “Museu Paraense Emílio Goeldi” were consulted to proceed morphological comparative studies of the Theobroma, the interspecific hybrids, and Herrania species. Descriptions available in the literature were also used during identifications.
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Nietzsche e a Europa do futuro

Nietzsche e a Europa do futuro

A nação, obra do europeu moderno, é um processo em construção. Ela não é ain da uma unidade forte e consolidada, mais “perene que o bronze”, como são as raças. Sua consolidação enfrenta resistências hostis e inflamadas presentes em algumas raças europeias, principalmente aquelas mais fracas e indefinidas que podem ser extintas com este processo de formação da nação. Desta resistência surgem os movimentos políticos nacionalistas que se fundamentam nas diferenças raciais, cuja maior expressão na Europa é o antissemitismo alemão: “„Não deixar entrar novos judeus! Fechar as portas para o Leste (para a Áustria também)‟ – isto é o que ordena o instinto de um povo cuja natu reza é ainda fraca e indefinida”. Esta indefinição e fraqueza das raças que se opõem aos judeus, as tornam bastante vulneráveis, podendo ser facilmente eliminadas, extintas por uma raça mais forte. E, os judeus são, segundo Nietzsche, “sem qualquer dúvida, a raça mais forte, mais tenaz e mais pura que atualmente vive na Europa ” (JGB/BM 251, KSA 5.193).
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A Disputa do Espaço pela Europa

A Disputa do Espaço pela Europa

Nesta fase, para além de se estar num período de grande exploração científica (Figura Q) - onde, de certa forma, valores mais altos imperam nas Relações Internacionais e onde o Espaço [r]

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O Imposto Único na Europa

O Imposto Único na Europa

Nesse sentido, cabe ao Brasil, cujo ineficiente sistema de impostos é fator determinante para o país não acompanhar o crescimento dos emergentes, mirar-se no exemplo do leste europeu, co[r]

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A Europa à Procura da Memória

A Europa à Procura da Memória

se da procurar encontrar antídotos que combatam o fatalismo das sociedades adormecidas e anestesiadas, cegas e surdas em relação àquilo que é fundamental. Há cem anos, houve quem pensasse que a paz e a liberdade estavam adquiridas e que não era necessário um sobressalto cívico que as protegesse. Depois de cinquenta anos de guerras e de projectos totalitários, sabemos que nada é irreversível – e hoje, como ontem, a liberdade e a democracia, como a construção da Europa enquanto espaço de paz e de segurança, podem ser postas em causa a qualquer momento. Popper e Bobbio chamaram a atenção nos últimos anos das suas vidas para os perigos das sociedades mediáticas, com défice de mediação democrática. Foram criticados por porem em causa alguns dos bezerros de ouro contemporâneos, mas os alertas que fizeram têm de ser ouvidos… Por outro lado, há quem diga que os totalitarismos do século XX, de Auschwitz ao Gulag, não se repetem. De facto, os perigos de hoje são diferentes. A fragmentação social e política conduz aos populismos e à demagogia. A história não se repete, mas os riscos e os perigos são recorrentes. Eis porque o projecto europeu deverá centrar-se na memória histórica, na lembrança das guerras civis continentais e na procura de uma cidadania activa livre e responsável – baseada na dignidade da pessoa humana, valor essencial do código genético europeu, que deverá ser protegido e garantido.
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A Revolução na China e na Europa

A Revolução na China e na Europa

Desde o começo do século XVIII não houve na Europa uma revolução importante que não fosse precedida por uma crise comercial e financeira. Isto se aplica tanto à revolução de 1789 como à de 1848. É certo que se observam sintomas de conflitos cada vez mais graves entre as autoridades e os que lhe estão submetidos, o Estado e a sociedade, as diferentes classes; e, acima de tudo, os conflitos entre potências estão prestes a atingir o ponto em que se desembainham as espadas, em que se recorre à última ratio dos príncipes. Nas capitais européias, cada dia traz consigo despachos, reflexos de um conflito geral, que logo no dia seguinte novos despachos vêm ultrapassar, trazendo uma garantia de paz, por oito ou dez dias. De qualquer forma, podemos estar certos que, por muito grave que possa vir a tornar-se o conflito entre as potências rivais, por carregado que possa parecer o horizonte diplomático, ou qualquer ação que possa vir a ser tentada por tal ou tal fração dinâmica de uma dada nação, a raiva dos príncipes e a cólera popular estão igualmente desarmadas pelos ventos da prosperidade. É pouco provável que as guerras e revoluções assolem a Europa se não forem o resultado de uma crise geral, comercial, e industrial, cujo sinal, como sempre, deverá ser dado pela Inglaterra, representante da indústria européia no mercado mundial.
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EUROPA: Um Continente do Passado?

EUROPA: Um Continente do Passado?

Assim se compreende por que foram os gregos recusados. Curiosamente, no século XIX a inscrição europeia na cultura grega tradicional não oferecia dúvidas. Mas hoje uma parte dos deputados europeus envolvidos neste debate considerou não se rever na famosa democracia grega, que implica uma matriz e uma proposta de organização da sociedade com a qual dizem discordar. Com efeito, na matriz a que nós chamamos democrática e onde se inclui a famosa Grécia de Péricles, de Platão e de Sócrates está inscrita a prática de uma sociedade onde a escravatura existia. Por esta razão foi recusada a cultura grega como fundamento identitário da Europa.
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