Experiência sensível

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A experiência sensorial e a experiência sensível nas artes

A experiência sensorial e a experiência sensível nas artes

ca outro corpo. Sentimos através dos ou- tros”. O autor faz uma distinção entre ex- periência sensorial e experiência sensível: a primeira ser-nos-ia oferecida através de estímulos elementares que chegam do am- biente, tais como a rugosidade de uma cas- ca de árvore, o aroma de uma flor, a cor da terra, etc.; já a segunda seria a combinação e a articulação dentro de uma experiência estética dos elementos sensoriais, numa configuração que carregue um significado maior do que a mera soma de pequenas experiências sensoriais. A experiência sen- sível operaria num significado complexo que nos fala de vida e morte, de alegria e tristeza, de sorte e fatalidade, de sonhos e desencantos, dialogando com a inteireza de nossa corporeidade.
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Percepção e Impercepção: a Experiência Sensível na Tradição Fenomenológica

Percepção e Impercepção: a Experiência Sensível na Tradição Fenomenológica

(2) essas considerações, além de justificarem nossa referência descritiva, e até topológica, à dinâ- mica de conjugação das dimensões de presença e ausência, de visibilidade e invisibilidade na fe- nomenologia, auxiliam-nos a estabelecer, como questão relevante para o campo de estudos em apreço, o meio pelo qual dispositivos concei- tuais atrelados ao exame da percepção ensejam transformações teóricas que conduzem a inves- tigações voltadas à especificidade do próprio fenômeno da vida, no interior de um campo de pensamento marcado por sistemas de oposições entre o presente e o ausente, o visível e o invisí- vel. Nesse contexto, novos dispositivos teóricos podem emergir atrelados à origem fenomenal da negação, como a relação entre percepção e movimento e a noção de desejo. É preciso compreender em que medida, e com base em quais progressões teóricas, a fenomenologia do aparecer elege as dimensões motriz e pulsional da experiência sensível como o centro de suas reflexões.
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Experiência sensível e sociabilidade no IPPMG: quando o cinema vai ao hospital

Experiência sensível e sociabilidade no IPPMG: quando o cinema vai ao hospital

formatos pré-concebidos, teorias diversas e alguma vivência prática, que levavam a crer no poder transformador da comunicação, mas definitivamente não eram suficientes para avaliar sua importância em situações extremas. Ao cruzar o limiar da realidade palpável das doenças graves, lentas e dolorosas é possível vislumbrar um definitivo lugar para o “entre”, o relacional nesse espaço onde se encontram todas as demais pessoas que também dedicam a vida a minorar o sofrimento alheio. E é nesse lugar que se pensa a arte não como criação e fruição estética, mas como um caminho, entre tantos possíveis, até o outro, caminho que se faz apoiado nos processos comunicacionais. Mais do que isso, como uma ação, pautada no afeto e no sensível, que se faz comum, posto que, através da arte é possível se reconhecer naquele que está em um leito de hospital. Segundo Fernanda Omelczuk, coordenadora do projeto Cinema e Hospital “o cinema permite, ainda, outro exercício de alteridade, ao aproximar o outro no tempo e no espaço – de fato, conhecemos paisagens, culturas, costumes de outros países e épocas –, e ainda permite um melhor e mais profundo conhecimento de nós mesmos” 1 .
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Arte de rua, estética urbana: relato de uma experiência sensível em metrópole contemporânea

Arte de rua, estética urbana: relato de uma experiência sensível em metrópole contemporânea

A vida nas cidades contemporâneas que abrigam as múltiplas expe- riências temporais de ser e estar de seus habitantes nos estimula ao siste- mático desafi o de pesquisar e orientar pesquisas etnográfi cas privilegiando, de modo geral, a interlocução com os cidadãos que narram suas memórias transgeracionais. Estas narrativas também se enraízam na cidade, vividas de diferentes formas de expressão sensível. Dedicadas aos estudos das cidades como objetos temporais, investimos em exercícios etnográfi cos (etnografi a de rua) com equipamentos de produção audiovisual. Procuramos identifi car os laços que unem a arte de rua, ou a arte em contexto urbano, à trágica presença do tempo granular e nodular no interior das fábulas progressistas que acompanham o mito de fundação da cidade moderna. Neste artigo, nos voltamos para as práticas e saberes evocados por inscrições em paredes, muros e ruas, por colagem de cartazes, que dão tons e traços diversos à pai- sagem urbana. Esta produção (tangível ou intangível) pode ser reconhecida pela diversidade de pontos de vista, como linguagem juvenil, vandalismo e sujeira, criação, expressão de liberdade artística, movimento de contestação, depredação do patrimônio construído, etc.
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de ouvir: a experiência sensível do corpo lesma para o historiador da educação

de ouvir: a experiência sensível do corpo lesma para o historiador da educação

Assim, penso que se faz necessário na pesquisa a produção de um corpo que, como diz Mia Couto (2003), o "olhar parece mais um modo de escutar" - ver de ouvir as fontes - suportes[r]

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A partilha do Sensível em lugares liminares

A partilha do Sensível em lugares liminares

perceção e nomeação de injustiças atrozes, a que o poeta serve de interlocutor. A sua vida e obra trazem à experiência sensível vozes e testemunhos da repressão franquista, até então não reconhecidos na comunidade, num formato estético que ofuscou as «memórias fracas» dos resistentes antifascistas locais. Ao estabe- lecer um comum partilhado, e simultaneamente partes exclusivas, a «comuni- dade de partilha» (Rancière, 2005: 15) invisibilizou as narrativas da experiência dos represaliados de Rosal, que dão sinais de resistência em lugares virtuais. As «memórias fracas» transformaram-se então em «palavras pirilampo», que rompem as intencionalidades não enunciadas, o não dito, numa indagação incessante pela compreensão. Enzo Traverso (2015: 409) recorda-nos que, para além das memó- rias pessoais, de culturas herdadas e transmitidas dentro dos «quadros sociais», de gerações, classes, movimentos sociais e instituições da sociedade, as memórias coletivas são moldadas pelos media, pelas indústrias culturais e pelas políticas de memória. Neste caso, a patrimonialização da memória histórica adaptou o passado num formato consensual, para enriquecer e conduzir o presente «através de reconstruções seletivas e ecléticas baseadas em perceções e códigos maleáveis, que traçam, simbolizam e classificam o mundo» (Lowenthal, 1998: 194).
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A CIDADE E A FABRICAÇÃO DO SENSÍVEL NA SOBREMODERNIDADE.

A CIDADE E A FABRICAÇÃO DO SENSÍVEL NA SOBREMODERNIDADE.

A inundação dada pelas informações e imagens tem nos confundido, nos fazendo pensar que estar informado é ter conhecimento. Vattimo alerta que “a própria lógica do ‘mercado’ da informação exige uma contínua dilatação deste mercado, e exige consequentemente que ‘tudo’, de qualquer maneira, torne-se objecto de comunicação” (VATTIMO, 1992, p. 12). Talvez por isso nos faça bastante sentido a incisiva afirmação feita por Larrosa, de que “A informação não é experiência” (LARROSA, 2002, p. 21). Atualmente, de forma equivocada, informação, conhecimento e aprendi- zagem tornaram-se sinônimos, como se aprender não fosse outra coisa que não adquirir e processar informação. (LARROSA, 2002, p. 22)
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CORPO, EDUCAÇÃO E SABER SENSÍVEL

CORPO, EDUCAÇÃO E SABER SENSÍVEL

O saber sensível consiste em sentir a vida plenamente, para depois pensarmos nela e sobre ela. Esse caminho poderia ser inserido numa educação para a sensibilidade, incentivando a educação do olhar, do ouvir, do degustar, do cheirar e do tatear. Por meio do contato direto com as maravilhas que constituem o mundo, cria-se a possibilidade para que todas as pessoas produzam suas “verdades”, que são diferentes das verdades científicas, baseadas em comprovações estatísticas e generalizações. Verdades que possuem “caráter individual e próprio, particular e inerente à existência de um sujeito humano, pequeno, falho e limitado, porém grandioso em sua consciência do cosmo. Um sujeito sem o qual nenhuma verdade científica existiria.” (DUARTE JUNIOR, 2001 p.132). Portanto esse saber está no nosso dia a dia e se manifesta corporalmente. Nosso corpo tem condições de captar a complexidade do mundo com a devida qualidade de detalhes, como os sons, os cheiros, as imagens, os desníveis, as outras pessoas e tudo o mais que compõe o mundo e nos oferece o prazer de viver.
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O discurso da memória: entre o sensível e o inteligível

O discurso da memória: entre o sensível e o inteligível

Com base na teoria semiótica greimasiana e em seus desdobramentos na gramática tensiva, são analisados diferentes gêneros autobiográficos produzidos no Brasil, como a autobiografia literária em prosa, os poemas de caráter autobiográfico e os memoriais acadêmicos. Um dos objetivos deste trabalho é examinar a construção desses gêneros em relação com as esferas da comunicação de que participam: a esfera literária e a esfera acadêmica. Além disso, são analisadas as formas de adesão do enunciatário aos discursos, uma vez que, em cada gênero e mesmo em cada texto, o enunciador, ao apresentar retrospectivamente a sua vida, regulamenta de forma singular a entrada de grandezas no campo de presença do enunciatário. A análise do corpus permite propor duas formas discursivas de memória como categoria analítica dos discursos autobiográficos: a memória do acontecido e a memória-acontecimento. Mais da ordem do inteligível, a primeira manipula o enunciatário por meio de estratégias que privilegiam a legibilidade do texto, enquanto a segunda promove uma experiência, predominantemente, sensível. Os diversos gêneros que compõem o corpus desta pesquisa tendem a favorecer uma combinação específica entre essas duas formas da memória. Isso possibilita que eles sejam organizados num gradiente, que tem num dos extremos os memoriais acadêmicos e, no outro, os poemas de caráter autobiográfico. As autobiografias literárias em prosa se encontram entre as duas pontas, ora tendendo para um, ora para outro extremo.
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Experiência do Sensível...

Experiência do Sensível...

sentidos, como forma de sensibilizar a crianga para os experimentos em arte.. Deste modo o aluno é orientado a.[r]

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A maneira criativa e sensível de pesquisar.

A maneira criativa e sensível de pesquisar.

O presente relato de experiência trata da aplicação do Método Criativo Sensível em uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória, descritiva. O alicerce teórico e a maneira como o método foi aplicado estão objetivamente descritos por meio das etapas: introdução, produção, apresentação, discussão e avaliação. Por fim, pode-se sustentar que o método é um entre muitos caminhos metodológicos alternativos de produção de dados em espaços coletivos para uso em investigações qualitativas envolvendo a Enfermagem ou outros contextos em saúde.

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A contradição na certeza sensível

A contradição na certeza sensível

Na certeza sensível a consciência tem a certeza de que está percebendo o objeto individualmente, independente de qualquer outra coisa que possa ser atribuída a ele, e essa percepção, lhe faz acreditar que sabe o que o objeto é de fato. Entretanto, ao fazer a análise do objeto, a consciência busca em sua base conceitual informações acerca do mesmo e, desse modo, inicia um movimento dialético de relação com tudo àquilo que é exterior a ela mesma, fazendo a mediação entre essas informações oriundas do exterior e o seu entendimento acerca delas. ―Mas se nos fixarmos (se desejamos que a dialética avance), vemos que esta imediatez é mediada, negada, determinada. (...) No entanto, não somente é negada e mediada a união de todos os lados, senão também a imediatez de cada lado‖. (MURE, 1988, P.77).
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A MATEMÁTICA DO SENSÍVEL

A MATEMÁTICA DO SENSÍVEL

Esta tese aborda a discussão a respeito do raciocínio matemático manifestado no saber/ fazer dos artesãos ceramistas do Distrito Municipal de Icoaraci (Belém/ PA), visando o entendimento cognitivo e cultural desta prática, para abstrair contribuições à educação matemática – área de conhecimento na qual se inscreve, especialmente no âmbito da educação matemática. Trabalhado essa última, a tese analisa a realidade dos sujeitos mediante a Teoria dos Campos Conceituais, do educador matemático Gérard Vergnaud, que desenvolve estudos na linha construtivista, do psicólogo da educação Jean Piaget, possibilitando abordar na prática cotidiana do artesão, seus Campos Conceituais, a possibilidade ou não da existência de teoremas e conceitos- em- ato, fato esse que irá constatar ou não a essência ou „matematicidade‟ dos estudos educacionais matemáticos trabalhados por etnomatemáticos, pedagogos, especialistas de modelagem matemática, sociólogos e arqueólogos matemáticos. A epistemologia da educação matemática, disciplina filosófica, surge norteando esse entendimento sobre o raciocínio matemático, através da matemática do sensível, que acha origens na antiguidade grega, através dos ideários pitagórico, platônico e aristotélico, estendendo essa visão à matemática do mundo presente. Assim, a tese procura explicitar a manifestação de um raciocínio matemático por parte do artesão, que no seu fazer predominantemente não conhece e/ ou não utiliza a matemática acadêmica ou formal, como comprovado em outros estudos. Essa presença ou não de entendimentos matemáticos será constatada através de abordagem etnográfica e qualitativa, sob o enfoque fenomenológico, utilizando técnicas de observação, anotações de campo, inventário cultural e entrevistas, no intuito de analisar as representações existentes em suas obras e o fazer/ pensar manifestados nessa produção.
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O narrador sensível

O narrador sensível

No entanto, é visível que o conto e a literatura em geral estejam se tornando aos nossos olhos, algo realmente marginal em comparação com outras formas de contar a história. Com atenção a novos quadros usados para transmitir experiências - filme, fotografia, realidade virtual e augmented reality - constituirá uma nova alternativa ao leitor tradicional. A leitura é um processo psicológico e perceptivo bastante complicado. Simplificando: primeiro, o conteúdo mais esquivo é conceitualizado e verbalizado, transformando-se em sinais e símbolos, e em seguida é “decodificado” da linguagem para a experiência. Isso requer uma certa competência intelectual. Mas, acima de tudo, exige atenção e foco, habilidades cada vez mais raras num mundo extremamente perturbador.
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Desenvolvimento e caracterização de câmaras de ionização especiais para feixes de...

Desenvolvimento e caracterização de câmaras de ionização especiais para feixes de...

A curva de saturação, o efeito de polaridade e a eficiência e coleção de íons foram obtidos para diferentes aberturas do colimador; esta abertura corresponde ao campo de irradiação em que as câmaras de ionização foram irradiadas. Inicialmente essa abertura foi determinada como metade do comprimento do volume sensível (eixo x) pelo dobro do diâmetro da câmara de ionização (eixo y). Em seguida, foi realizado um estudo mais apurado da norma TRS 457 (IAEA, 2007), e observou-se que o correto era utilizar uma abertura de 5 cm x 2 cm para câmaras que apresentam um comprimento de volume sensível igual ou superior à câmara comercial disponível mais utilizada (10 cm); para câmaras de ionização que apresentam um pequeno comprimento de volume sensível, deve-se utilizar o colimador em (2 cm x 2 cm).
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Um olhar sensível sobre o Holocausto

Um olhar sensível sobre o Holocausto

Arquivo Maaravi: Revista Digital de Estudos Judaicos da UFMG. Belo Horizonte, v. 1, n. 1, out. 2007. ISSN: 1982-3053. Mesmo tendo sido adotado por Nehama e Yigal no kibutz, Joshua não deixa de visitar sua mãe no hospital, embora ela não o reconhecesse. Tampouco as fotografias de Joshua trazem-na de volta à realidade. O olhar sensível de Liebrecht desperta a compaixão do leitor que se torna solidário não somente em relação ao sofrimento do rapaz como também à angústia de sua mãe. Assim ficamos sabendo, por meio de flashbacks, que a mãe de Joshua, de origem polonesa, nascera em 1915, sobrevivera à guerra escondida numa fazenda e fora violentada sexualmente aos dezesseis anos de idade. Durante muitos anos temera ser denunciada pelos vizinhos cristãos e tivera que se esconder em vários locais. Perdera todos os parentes que estiveram refugiados em campos de concentração durante o Holocausto e casara-se com um polonês, tendo o casal emigrado para Israel em 1951. Lá nascera Joshua.
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O Tocar na Relação de Cuidado Baseada no Sensível

O Tocar na Relação de Cuidado Baseada no Sensível

Por todas as razões evocadas neste artigo, é desejável explorar o universo do sentir que se desenvolve em uma relação com o corpo sensível. Atualmen- te, a educação pelo tocar inscreve-se na relação de ajuda junto aos pacientes. O tocar relacional de ajuda baseado no Sensível visa a assegurar uma saúde perceptiva positiva, enraizada na relação com a vivência corporal. Tocar um corpo em uma relação capaz de tratar implica, portanto, um aprendizado, pois não se trata apenas de entrar em contato com um corpo físico, mas de entrar em relação com uma pessoa. Parece-nos, então, pertinente aceitar o desafio da integração do tocar relacional nos currículos universitários, a fim de formar profissionais especializados no acompanhamento baseado na mediação corporal junto a uma população que vivencia uma doença crônica.
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A percepção do sensível e o ensino da arte na contemporaneidade

A percepção do sensível e o ensino da arte na contemporaneidade

A preparação docente, nas dimensões teórico-práticas é dirigida para alunos, cujo experiência de vida é fortemente atrelada à globalização e imersão em redes sociais, para tanto, os professores terão que estabelecer novos critérios para o ensino da arte. As formas para minimizar os danos causados pela perda de conteúdos humanistas, enquanto se aguarda uma maior conscientizaçao por parte da política vigente, requer do professor a compreensao e tomada de cosciencia que as transformações planejadas estão estreitamente vinculadas aos interesses de empresas privadas e de associações que têm por meta apenas o mercado de trabalho.
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Crenças acerca da parentalidade sensível  na deficiência

Crenças acerca da parentalidade sensível na deficiência

Relativamente às relações entre os fatores socioeconómicos e as crenças maternas acerca da parentalidade sensível, verificou-se que um menor rendimento mensal familiar estava marginalmente associado a crenças maternas acerca da mãe ideal como menos sensível. Esta tendência vai ao encontro das conclusões de outros estudos. A este respeito, Mesman e colegas (2016) verificaram que, relativamente a famílias com filhos/as com desenvolvimento típico, o baixo rendimento familiar estava associado a atitudes parentais menos favoráveis e menor sensibilidade. Neste estudo, constatou-se ainda que mães com menos habilitações literárias evidenciavam crenças acerca da mãe ideal como menos sensível, o que vai igualmente de encontro às conclusões de estudos prévios (Emmen et al., 2012; Mesman et al., 2016). Estes resultados podem ser explicados pela necessidade dos pais, que vivenciam uma situação de maior adversidade socioeconómica, em focar-se em questões de sobrevivência, não valorizando visões acerca da parentalidade que remetem para o investimento emocional e tempo de dedicação aos filhos, componentes que caracterizam o conceito de sensibilidade parental (Ainsworth et al., 1978). Tal fenómeno parece, assim, não ser exclusivo de famílias com filhos/as com deficiência.
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Psicanálise do sensível. A dimensão corporal da transferência.

Psicanálise do sensível. A dimensão corporal da transferência.

O ponto de vista acima exposto tem como fundamento a concepção de que o psíquico se desenvolve em constante referência à experiência corporal. Segundo Anzieu, depois de decênios de dominação intelectual do estruturalismo e da lingüística, o retorno da psicanálise às realidades corporais fundadoras torna-se essencial. 14 Ele mostra que Freud foi o precursor da noção de Eu-pele ao

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