Extensão Universitária

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Cursinho Eukaipía: uma atividade de extensão universitária

Cursinho Eukaipía: uma atividade de extensão universitária

Introdução: Há muito tempo, o ensino fundamental e médio públicos tem deixado a desejar em sua qualidade. Os motivos são vários. No entanto, o que cabe discutir é uma das consequências dessa má qualidade: o baixo nível escolar apresentado por estudantes oriundos deste tipo de ensino. Diante desse cenário de desvantagens, é importante ressaltar o papel da Universidade Pública, sustentada sobre o tripé ensino-pesquisa-extensão. A extensão universitária significa articulação da universidade, difundindo os conhecimentos por ela produzidos, com a sociedade que a mantém. A extensão assume uma via de mão dupla onde ambas as partes são beneficiadas; a comunidade universitária que propaga seus conhecimentos e vivencia os problemas sociais ligados à sua profissão e a sociedade que tem acesso a esses conhecimentos bem como chances de melhorar a condição sócio-econômica. Os cursinhos pré-vestibular populares representam uma grande oportunidade de retorno à sociedade através da qualificação de pessoas carentes cuja deficiência escolar dificulta a busca por melhores condições. Objetivos: proporcionar oportunidade de estudo e qualificação aos indivíduos que ainda cursam o ensino médio na rede pública ou que já concluíram. Materiais e Métodos: as aulas são ministradas voluntariamente por 35 alunos de todos os anos de graduação e pós-graduação dos cursos de Biologia, Biomedicina, Física Médica e Medicina Veterinária, durante o período noturno. A estrutura administrativa é formada por um docente, o vice-diretor do IB, e dois graduandos, coordenadores gerais. O processo seletivo para o curso extensivo é realizado todo início de ano e são oferecidas 80 vagas. Os interessados são submetidos a uma prova de conhecimentos gerais para avaliação do nível escolar e selecionados através de uma análise socioeconômica que comprove a carência. Uma vez escolhidos, os alunos têm à sua disposição uma biblioteca e, além das aulas, atividades extraclasse como: ciclo de palestras sobre profissões, plantões de dúvidas, monitorias para resolução de exercícios, simulados, visitas a museus e peças teatrais. O Projeto também conta com comissões da qual fazem parte os professores de todas as disciplinas com o intuito de criar e discutir atividades que desenvolvam a multi e interdisciplinaridade. Resultados: o Projeto obteve 3 aprovados em 2009. Após reestruturação realizada entre 2009 e 2010 notamos uma crescente melhora nos índices de aprovação: 10 aprovados em 2010 e, em 2011, 7 aprovados em vestibulares de meio de ano. Todas as aprovações se deram em faculdades públicas do estado de São Paulo, como Unesp, Usp, Ufscar, Fatec e Etec, com destaque aos cursos da área biológica.
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''Extensão Universitária'', Mediação e Investigação

''Extensão Universitária'', Mediação e Investigação

Este texto resulta do aprofundamento da comunicação realizada no XIV Congresso da SPCE, realizado em Coimbra, FPCE-UC, nos dias 11, 12 e 13 de outubro e 2018. Mantemos o título, resultante dum projeto de investigação e intervenção social iniciado em junho de 2018, o projeto VEUMI (voluntariado, extensão universitária, mediação e investigação). Já se fez alguma revisão da literatura sobre o voluntariado em Portugal, já foi aplicado um primeiro inquérito por questionário a algumas instituições que têm promovido ações de voluntariado, em género de pré-teste, no sentido de conhecer as intenções e as competências que são idealizadas por quem acolhe estes atores sociais. O projeto está ainda numa fase inicial, mas já deu para perceber o excesso de autocentração institucional sempre que se fala de extensão universitária, o que passámos a ver com olhos bastante mais críticos e o que levará, provavelmente, à mudança do próprio nome do projeto e sua visibilidade no site em construção.
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A experiência como prática formativa de estudantes na Extensão Universitária

A experiência como prática formativa de estudantes na Extensão Universitária

Ao longo das construções tecidas em grupo pudemos compreender as experiências formativas enquanto parte constituinte dos sujeitos, práticas formativas dos estudantes universitários, construídas ao longo das atividades extensionistas. Foi na experiência que as falas dos estudantes puderam articular sentidos e significados às suas vivências, entendendo a experiência como o próprio lócus de tessitura de outros saberes. Compreendemos que os diversos impactos das experiências em Extensão Universitária, ressaltados pelos próprios estudantes, têm como base as diferentes perspectivas históricas e políticas que permeiam as diversas concepções da extensão. Ao longo deste trabalho destacamos a experiência em Extensão Universitária como espaço formativo para os estudantes nela envolvidos, mais além, destacamos agora o grupo focal enquanto experiência formativa tanto para os estudantes que dele fizeram parte, quanto para mim, enquanto estudante, pesquisadora e extensionista. O que nos leva a destacar a necessidade da elaboração de novos espaços de discussão sobre a Extensão Universitária, encontra-se na fala dos próprios estudantes, indicadas ao longo dos encontros, ressaltando a possibilidade de reflexão coletiva como caminho para consolidação e legitimação de concepções e práticas de Extensão Universitária emergentes no espaço acadêmico.
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As universidades e a sociedade: uma reflexão sobre a extensão universitária

As universidades e a sociedade: uma reflexão sobre a extensão universitária

De uma forma geral, foram utilizados os conceitos de Adorno sobre a realidade, quanto ao duplo caráter do sistema (sistema e anti-sistema), e a sua tese de que o sistema não apenas designa o pensamento filosófico, mas também o contexto estrutural de uma determinada realidade social. Além disso, apresenta que esses dois conceitos de sistema ou mesmo realidades sistêmicas (systemrealitäten) estão conciliados: o anti-sistema criado a partir da dialética negativa da sociedade, produzindo outro sistema a ser negado. O grande esforço filosófico-crítico que Adorno reúne na complexa lógica da identidade aponta justamente para a análise e crítica social do funcionamento da troca, entendida como práxis instrumental e reificada (verdinglichte) do pensamento que classifica como identificante e reificante. Ora, pensamentos nada mais apropriados para um exercício de negar a extensão universitária, pois ela em sua forma atual e histórica pode pretender criar canais de instrumentalização, vejamos:
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Acolhimento como prática interdisciplinar num programa de extensão universitária.

Acolhimento como prática interdisciplinar num programa de extensão universitária.

tes conceitos de extensão universitária existen- tes, chama a atenção para a exigüidade da lite- ratura sobre o tema e também sobre as diferen- tes conotações que o termo apresentou e vem apresentando ao longo do tempo. Esses con- ceitos foram agrupados pelo autor em cinco ca- tegorias: a extensão como curso; a extensão co- mo prestação de serviços; a extensão como com- plemento; a extensão como “remédio” e a ex- tensão como instrumento político-social. Des- se modo, discutiu o papel da extensão sob vá- rias perspectivas: como uma simples oferta de cursos à população, apoiada em idéias oriun- das da Europa; como prestação de serviços so- ciais seguindo o exemplo dos Estados Unidos; como promoção de qualquer evento pela uni- versidade; como atividade filantrópica ou como qualquer tipo de relação e comunicação entre universidade e comunidade; como atividade complementar ao ensino e à pesquisa; como compensação às falhas do ensino regular, em especial, a alienação da realidade social e, fi- nalmente, como instrumento institucional uti- lizado para manter a ordem vigente ou como reduto de agrupamento de pessoas progressis- tas dentro das universidades e instrumento de mudanças sociais.
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Talento Olímpico Solidário - projeto de extensão universitária da FCT/UNESP

Talento Olímpico Solidário - projeto de extensão universitária da FCT/UNESP

1055 - TALENTO OLÍMPICO SOLIDÁRIO - PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DA FCT/UNESP - Camila Dantas Brum (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), Monique Yndawe Castanho (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), Ronaldo Bucken Gobbi (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), Eduardo Zapaterra Campos (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), José Gerosa Neto, (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), João Paulo Loures (Rio Claro, UNESP, Instituto de Biociências), Pablo Barreto de Almeida (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), Carloa Augusto Kalva Filho (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), Marcelo Papoti (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia), Pedro Balikian Junior (Presidente Prudente, UNESP, Faculdade de Ciências e Tecnologia) - camsbrum@terra.com.br. Introdução: A natação é um esporte completo, do ponto de vista fisiológico, que traz inúmeros benefícios aos seus praticantes. Nos aspectos que concernem a integridade moral dos indivíduos, fatores como o a estrutura familiar, o ambiente de criação e o próprio meio esportivo (dentre muito outros) determinarão as características de cada um. O projeto “Talento Olímpico Solidário – TOS” inicialmente com objetivo de oportunizar jovens talentos a pratica do atletismo, incluiu na sua estrutura, a partir de 2010, o ciclismo, o futebol e a natação. Desta forma os atletas da natação da Secretaria Municipal de Esportes de Presidente Prudente, SEMEPP, foram incluídos no projeto para que, da mesma forma como foi feito com o atletismo, pudessem praticar uma atividade física, com suporte e monitoramento adequado podendo chegar ao surgimento de um talento olímpico específico. Objetivos: Avaliar e prescrição de treinos para atletas que competem, ou não, em nível municipal e nacional, incentivando a prática
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Extensão universitária como forma complementar da formação inicial

Extensão universitária como forma complementar da formação inicial

Introdução: O Programa Ciência vai à Escola (CVE) foi criado no ano de 2000 e está vinculado ao Centro de Ciências de Araraquara (CCA). Seus bolsistas e voluntários (licenciandos em Química) trabalham neste Programa de Extensão Universitária junto a uma escola de Ensino Fundamental levando o conhecimento científico, estreitando a relação entre Universidade e a Sociedade. Assim, proporciona aos graduandos o contato direto com a realidade da Escola Básica, além de proporcionar aos alunos atendidos uma aula diferenciada.

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POTENCIALIDADES FORMATIVAS NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

POTENCIALIDADES FORMATIVAS NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Já no Brasil, segundo revisão de Nogueira (2001), as primeiras práticas extensionistas foram desenvolvidas pela antiga Universidade de São Paulo, criada em 1911, por meio de cursos gratuitos abertos à população, e pelas Escola Superior de Agricultura e Veterinária de Viçosa/MG e Escola Agrícola de Lavras/MG, por meio da assistência técnica aos agricultores na área rural. Nogueira esclarece que a modalidade de oferta de cursos e conferências segue o modelo europeu de extensão, enquanto que a prestação de serviços tem vínculo com o modelo americano. Nota-se que no Brasil a extensão universitária tem influências desses dois modelos. Anos mais tarde, com a reforma universitária iniciada na década de 30 por Francisco Campos, o Decreto 19.851 de 11 de abril de 1931 regulamenta o Estatuto das Universidades Brasileiras, promovendo a institucionalização da extensão. Esse documento entende a extensão na forma de cursos oferecidos para as comunidades, imprimindo ainda uma perspectiva vertical, de difusão do conhecimento daqueles que sabem para aqueles que não sabem.
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Extensão universitária, economia solidária e políticas públicas

Extensão universitária, economia solidária e políticas públicas

As atividades de Extensão Universitária da UNESP têm possibilitado que ações de ensino e pesquisa dentro da área acadêmica possam chegar até à comunidade e atender suas reais necessidades sociais. Nesse sentido, a Extensão Universitária consiste em um caminho importante para que políticas públicas sejam efetivadas de maneira que haja a promoção e o desenvolvimento social, cultural e econômico da comunidade local, numa tentativa de unificar os conhecimentos que a Universidade produz com as demandas sociais. Além disso, ela possibilita que o aluno de graduação aplique seus conhecimentos e estudos acadêmicos à prática, ou seja, que ele atue na realidade social concreta e aperfeiçoe seus conhecimentos enquanto discente e seja contemplado por uma formação acadêmica que dialogue com a realidade social.
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Extensão universitária em uma perspectiva cidadã: o caso do projeto de extensão universitária de jiu jitsu da UNESP - Rio Claro

Extensão universitária em uma perspectiva cidadã: o caso do projeto de extensão universitária de jiu jitsu da UNESP - Rio Claro

0220 - EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM UMA PERSPECTIVA CIDADÃ: O CASO DO PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DE JIU JITSU DA UNESP – RIO CLARO - Luiz Gustavo Bonatto Rufino (Instituto de Biociências, Unesp, Rio Claro), João Luiz Dela Coleta (Instituto de Biociências, Unesp, Rio Claro), Carlos José Martins (Intituto de Biociências, Unesp, Rio Claro) - gustavo_rufino_6@hotmail.com.

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Extensão Universitária: Intervenção Social

Extensão Universitária: Intervenção Social

Em seguida, o artigo EDUCAÇÃO EM SEXUALIDADE NO CONTEXTO DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: O JOGO COMO PRÁTICA DE INTERVENÇÃO, desenvolvido por Brêtas e colaboradores, destinou-se a submeter o jogo SEXGAME à avaliação de 110 jovens entre 14 a 20 anos de idade de duas escolas públicas do município de Embu das Artes (SP), em relação à estrutura, conteúdo e inteligibilidade das informações contidas. Esse jogo de tabuleiro, desenvolvido por pesquisadores e estudantes de enfermagem, tem a finalidade de oferecer nova tecnologia educacional pedagógica para promoção e prevenção em saúde, sobre a temática corpo e sexualidade. Os autores observaram que, embora o jogo não deva ser utilizado isoladamente, mas sim em processos educativos mais abrangentes com ações continuadas, os estudantes apontaram ser uma excelente tecnologia educacional em promoção e prevenção da saúde, que busca garantir a melhoria da qualidade de informações fornecidas aos adolescentes e jovens sobre sexualidade.
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Meta-avaliação de uma extensão universitária: Estudo de caso.

Meta-avaliação de uma extensão universitária: Estudo de caso.

**Doutora em Educação pela UNICAMP. Professora permanente do Programa de Pós-graduação em Edu- cação da PUC-Campinas, membro do Grupo de Pesquisa Qualidade de Ensino.E-mail silrocha@uol.com.br Resumo: A partir do interesse em compreender a formação do estudante universitário como futuro profis- sional que deve ser capaz de atuar de forma diferenciada nas diversas situações de sua trajetória profissional e pessoal e com elevado compromisso social, entendemos que os programas de extensão universitária podem cumprir importante papel neste sentido. Elegemos como campo da pesquisa, um programa de extensão de uma universidade católica, que trabalha pela inclusão social de pessoas com deficiência, numa perspectiva interdisciplinar, tendo em sua equipe professores e estudantes de diferentes áreas dos cursos de graduação. Consideramos a implantação da extensão universitária nas instituições de ensino superior e destacamos a importância dos processos de avaliação dos programas extensionistas. Desenvolvemos um trabalho de meta-avaliação, com objetivo de refletir sobre quais aspectos desta avaliação podem contribuir para a formação dos estudantes que participam de tais programas. O principal procedimento metodológico adotado foi a análise documental (relatórios anuais do Centro, instrumentos de avaliação). Além desta, realizamos entrevista com a Coordenadora do programa a fim de complementar informações e obter esclarecimentos. Entendemos que colocar em funcionamento um processo de avaliação da extensão é um trabalho complexo e que lacunas e contradições precisam ser analisadas com cuidado, porque podem limitar as contribuições que as atividades extensionistas tem em potencial para a formação dos estudantes que delas participam.
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VIVIANE DE ALMEIDA O TEATRO COMO EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

VIVIANE DE ALMEIDA O TEATRO COMO EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

A presente pesquisa teve como objetivo analisar os projetos de grupos teatrais que desenvolvem atividades extensionistas nas universidades catarinenses, com a intenção de identificar as universidades que estimulam, auxiliam e/ou promovem a prática teatral enquanto atividade de extensão universitária; identificar os grupos teatrais que desenvolvem atividade de extensão universitária em Santa Catarina; analisar o vínculo estabelecido entre o grupo teatral, a universidade e a comunidade; analisar o projeto teatral de grupos teatrais que desenvolvem seu trabalho em universidades catarinenses; e compreender o papel desempenhado pela atividade teatral enquanto extensão universitária, na contemporaneidade catarinense. Trata-se de uma pesquisa qualitativa descritiva, exploratória. Durante a pesquisa realizada através de ukvgu da internet, guias de vestibulares e hqnfgtu de universidades foram identificadas 47 instituições de ensino superior e 769 cursos de graduação, no ano de 2005, em Santa Catarina. Neste trabalho foram levadas em consideração as instituições de ensino que possuíssem grupos teatrais enquanto forma de extensão universitária, e nesta etapa fechei a pesquisa num total de 10 grupos teatrais que atuam enquanto extensão nas universidades de Santa Catarina. A coleta de dados destes grupos teatrais foi realizada através de uma entrevista semi-estruturada, gravada com a autorização dos coordenadores. Através da análise dos dados obtidos junto aos coordenadores dos grupos extensionistas foi possível elaborar uma visão de como atuam, dos objetivos e dos anseios dos grupos teatrais que atuaram como extensionistas nas universidades de Santa Catarina, no ano de 2005, bem como identificar a relação que se estabeleceu entre as instituições superiores e estes grupos teatrais.
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EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E INOVAÇÃO SOCIAL: ESTUDO EM UMA UNIVERSIDADE PUBLICA MUNICIPAL

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E INOVAÇÃO SOCIAL: ESTUDO EM UMA UNIVERSIDADE PUBLICA MUNICIPAL

Dentro do tripé ensino-pesquisa-extensão, a extensão universitária demanda e propicia uma participação ativa do estudante, vivenciando na prática os seus estudos por meio da oportunidade de atuar efetivamente como agente social na comunidade em que está inserido No sentido de interligar transferência de conhecimento, vivência prática de acadêmicos e demandas comunitárias, esta pesquisa tem o objetivo de identificar e descrever programas e projetos de extensão em uma universidade pública municipal que possuem características de inovação social. Para atender ao objetivo proposto, optou-se por estudo exploratório e descritivo, com corte transversal, na abordagem de pesquisa qualitativa. Para a análise dos dados, este estudo utilizou a técnica de análise de conteúdo, a categorização. Foram analisados 7 programas ou projetos de extensão, na proporção de um programa ou projeto para cada centro de estudo da universidade. Como resultado, evidencia-se, por meio da análise dos dados coletados e categorizados, que os programas ou os projetos de extensão analisados apresentam indícios de possuírem ocorrências de inovação social, considerando-se, especialmente: a) as motivações que suplantaram o início de cada um deles; b) suas finalidades, pautadas no atendimento pontual de lacunas, do mercado e do governo, no atendimento de demandas sociais; e c) seus resultados, considerando-se as novas redes de relacionamentos constituídas, que nasceram com o programa ou os projetos de extensão estudados neste trabalho. O estudo sugere incremento de pesquisas relacionadas à temática em pauta e alvitra a inclusão de estratégias de inovação social e investimentos em centros de inovação social em universidades. Palavras-chave: Extensão universitária. Inovação social. Universidade. Comunidade.
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Extensão Universitária entre o Assistencialismo e o Compromisso com o Povo

Extensão Universitária entre o Assistencialismo e o Compromisso com o Povo

Para esse autor, a universidade possui uma singularidade nas sociedades contempo- râneas, que é a capacidade compreender o mundo através do método científico, de pensar a si própria enquanto pensa a sociedade, pensando até as raízes as razões pelas quais não pode agir em conformidade com o seu pensamento. No lócus universitário se combinam e confluem as três racionalidades da modernidade: “a racionalidade cognitivo-instrumental das ciências, a racionalidade moral-prática do direito e da ética e a racionalidade estético-expressiva das artes e da literatura” (SANTOS, 1999, p. 193). Porém, as contradições próprias da sociedade, expressas também dentro da universidade, são propensas ao cenário de crise de hegemonia, crise de legitimidade e crise institucional. A extensão universitária sucumbe a esse cenário.
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Experiências na Extensão Universitária: Reabilitação de Amputados.

Experiências na Extensão Universitária: Reabilitação de Amputados.

Trata-se de um modo de discutir a extensão universitária sem se ater somente aos conceitos, à descrição de suas práti- cas, auxiliando, assim, em sua concepção de maneira mais cla- ra. Para isto, inicialmente parte-se da premissa de que, até os dias atuais, a extensão universitária suscita questionamentos quanto a sua concepção, sendo que em alguns momentos estas discussões passam a ser rotuladas como repetitivas. Enquanto forem classificadas com este viés, fica reforçada a necessidade de avaliações e mais esclarecimentos 1 .

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A extensão universitária e a formação continuada de professores

A extensão universitária e a formação continuada de professores

Introdução: A química está presente em nosso cotidiano, desde o preparo de alimentos, até os problemas ambientais. Com a finalidade de contribuir para com a formação e desenvolvimento das habilidades dos professores de química do Ensino Médio da Região de São José do Rio Preto, visando à qualidade do Ensino de Química, temos desenvolvido, desde 2006, o Projeto de Extensão Universitária “A linguagem das transformações químicas no Ensino Médio”. O projeto tem por

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A extensão universitária com foco na sustentabilidade ambiental

A extensão universitária com foco na sustentabilidade ambiental

Mariana Martins Ortega (mazinha_ortega@hotmail.com; bolsista de extensão universitária - PROEX), Artênio José Isper Garbin (agarbin@foa.unesp.br), Renata Colturato Joaquim Gatto (renata_colturato@hotmail.com), Adrielle Mendes de Paula Gomes (adrielle_mendes@hotmail.com), Letícia de Paula Gimenez Billoba (lele.gimenez@hotmail.com - bolsista de extensão universitária - PROEX), Cléa Adas Saliba Garbin (cgarbin@foa.unesp.br), Renato Moreira Arcieri (rarcieri@foa.unesp.br), Dóris Hissako Sumida (dorishs@foa.unesp.br), todos do Campus de Araçatuba, Faculdade de Odontologia, Odontologia.
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O dilema extensão universitária.

O dilema extensão universitária.

RESUMO: Objetivou-se analisar como um gr upo de professores universitários conceitua a Extensão Universitária, ou melhor, como avalia tal função no cotidiano das ações docentes. Discutiu-se o material empírico (entrevistas) com base na teoria de Norbert Elias, interpretando- se as forças específicas compulsivas no jogo universitário. Constatou-se que os professores entrevistados se baseiam em grupos de intelectuais que jogam e se perdem entre as funções do ensino, da pesquisa e da extensão, e assim medem as suas forças. Ora buscam na força da pesquisa o reconhecimento acadêmico ou, então, criticam a Extensão sem envolvimento com pesquisa ou, ainda, são favoráveis à Extensão e propõem a modificação do mundo circundante por intermédio da Extensão, defendendo-a por garantir melhor formação profissional. Concluiu-se que a Extensão Universitária é um dilema acadêmico, ou melhor, evidenciam-se tentativas de resoluções, mas ainda nenhuma delas plenamente aceitável pela totalidade da comunidade acadêmica.
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Extensão Universitária e Inovação: O Laboratório de Design Solidário

Extensão Universitária e Inovação: O Laboratório de Design Solidário

O presente artigo apresenta a trajetória do Projeto de Extensão Universitária Laboratório de Design Solidário, Labsol, do Departamento de Design da Facul- dade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, no campus de Bauru. O Labsol atua na área do Design Social relacionando uma perspectiva que atua na relação entre o design e o artesanato, por meio do atendimento, numa relação dialógica, à comunidades produtoras de artesanato, tendo como objetivos a geração de trabalho e renda. O Labsol se orga- niza em 2007 por iniciativa do professor coordenador e um grupo de alunos voluntários e nos anos que se seguem adota pressupostos teóricos que abarcam o Ecodesign, a Sustentabilidade, a Economia Solidária e a Dialogicidade. Foram anos atendendo às comunidades quando solicitado, desenvolvendo produtos que procuravam destacar a identidade cultural dos grupos atendidos, valorizando a cultura local e os diversos modos de fazer. Nos últimos anos destacam- se três ações realizadas pelo LABSOL por meio de parcerias com a Associação Arte e Convívio de Botucatu, a Associação Cornélia Maria Elizabeth van Hylckama Vlieg em Sousas, Campinas e a Escola de Samba Coroa Imperial da Grande Cidade em Bauru, todas no Estado de São Paulo.
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