Fazendas - São Paulo (Estado)

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Agricultura e mercado de trabalho: trabalhadores brasileiros livres nas fazendas de café e na construção de ferrovias em São Paulo, 1850-1890.

Agricultura e mercado de trabalho: trabalhadores brasileiros livres nas fazendas de café e na construção de ferrovias em São Paulo, 1850-1890.

A historiografia sobre a inserção, papel e lugar dos trabalhadores livres brasileiros na sociedade agroexportadora durante o período de transição da escravidão para o trabalho livre tem freqüentemente ressaltado a ausência ou marginalidade dos traba- lhadores brasileiros. Essa ausência ou marginalidade é explicada, em geral, pela atitude (deliberada ou não) de exclusão por parte do governo e de proprietários ou por uma atitude dos próprios trabalhadores que teriam se recusado a trabalhar em determina- das condições, como forma de garantir sua independência na sociedade escravista. Este artigo apresentou evidências que questionam tais interpretações predominantes na historiografia. As evidências mostram o engajamento dos trabalhadores brasileiros em duas atividades interligadas na crescente economia agroexportadora de São Paulo na segunda metade do século XIX: nas diversas tarefas exigidas pelas fazendas de café e nas obras de construção de ferrovias. Privilegiando o problema da mão-de-obra no momento de decadência das relações escravistas na segunda metade do século XIX, o artigo procurou examinar as inter-relações entre a expansão cafeeira e a expansão da malha ferroviária. Claramente, a expansão ferroviária intensificava o tão comen- tado problema da escassez de trabalhadores no período, seja ampliando a fronteira e a quantidade de terra cultivada, seja exigindo em suas obras um grande número de trabalhadores.
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Ocorrência de mastite bovina em fazendas produtoras de leite B no estado de São Paulo.

Ocorrência de mastite bovina em fazendas produtoras de leite B no estado de São Paulo.

A análise dos dados demonstrou que houve um efeito significativo (p < 0,0001) tanto do número quanto do estágio de lactação sobre a % de vacas CMT + + /+ + + Com relação ao perfil mic[r]

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01ª VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP. Falência de FAZENDAS REUNIDAS BOI GORDO S/A Processo n

01ª VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP. Falência de FAZENDAS REUNIDAS BOI GORDO S/A Processo n

bioma predominante de floresta e 53% de área aberta com aptidão para lavoura, avaliada em R$ 13.282.099,00 (treze milhões, duzentos e oitenta e dois mil e noventa e nove reais) e Sublote 18d7 - Composto de parte da “Redivisão” da Fazenda 18 do “Laudo de Avaliação”, com área total de 602,0065 ha, avaliado em R$ 1.903.908,25 (um milhão, novecentos e três mil, novecentos e oito reais e vinte e cinco centavos). Memorial Descritivo: anexo 7 e 18d7. Ônus: sob este lote constam as seguintes ações/recursos pendentes de julgamento: processo nº. 212-41.2016.811.0046 em trâmite na 1ª Vara Cível da Comarca de Comodoro – MT, processo nº. 1084988-69.2016.8.26.0100 em trâmite na 1ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo – SP, processo nº. 3543-02.2014.8.11.0046 em trâmite na 2ª Vara Cível da Comarca de Comodoro – MT, processo nº. 1026477-78.2016.8.26.0100 em trâmite na 1ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo – SP. Valor Total das Avaliações do Lote 1.7: R$ 15.186.007,25 (quinze milhões, cento e oitenta e seis mil e sete reais e vinte e cinco centavos), em janeiro de 2017. Deságio: 30% sobre o valor da avaliação. Valor do LANCE
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Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro

Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro

quantidades e variedade de madeira e de pedra, além da terra argilosa e areia, foram os materiais construtivos básicos dessa região, ao longo do século XIX. As técnicas tradicionais mais comuns nas habitações e construções rurais de grande porte, na região, até a década de 1880, eram a taipa de mão e a alvenaria de pedra (esta usada somente nos alicerces e muros de contenção), influências do intenso povoamento mineiro. A mudança mais notada, a partir da chegada da ferrovia, na década de 1880, foi a introdução dos tijolos de barro e, um regionalismo surpreendente, a alvenaria de pedra. Sobre esse assunto, aventamos duas hipóteses. A primeira nos leva a crer que essa técnica tenha sido introduzida por mestres de obra europeus que atuaram na região de São Carlos ao final do século XIX. Nessa região do Estado de São Paulo, encontramos diversos exemplares de edificações construídos em alvenaria de pedra, como ocorre nas fazendas: Santa Maria, no bairro do Monjolinho; na Itapiru e na Paredão. Sabemos que a Santa Maria foi executada por um italiano de nome David Casinelli, e a Paredão, segundo nos informou em entrevista o senhor Rui Toledo, neto de João Evangelista Toledo, proprietário da fazenda Paredão à época da construção do conjunto arquitetônico 34 , as obras foram comandadas por um mestre
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01ª VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP. Falência de FAZENDAS REUNIDAS BOI GORDO S/A Processo n

01ª VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP. Falência de FAZENDAS REUNIDAS BOI GORDO S/A Processo n

O MM. Juiz de Direito Marcelo Barbosa Sacramone, da 01ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo/SP, na forma da lei, FAZ SABER, aos que o presente Edital virem ou dele tiverem conhecimento e interessar possa, que nos termos do Art. 117 do Decreto Lei 7.661, de 21 de junho de 1.945 e do Provimento CSM nº 1.625, de 9 de fevereiro de 2.009, por este Juízo, que foi designada a venda do bens descritos abaixo, de acordo com as regras expostas a seguir:

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O patrimônio arquivístico de antigas fazendas paulistas

O patrimônio arquivístico de antigas fazendas paulistas

Guilherme Gaensly (Wohlhausen - Cantão de Thurgau, Suíça 1843 - São Paulo SP 1928). Fotógrafo. Vem para o Brasil ainda menino, acompanhando o pai comerciante que se radica em Salvador. Ali inicia sua carreira em meados da década de 1870, associando-se a Rodolpho Lindemann em 1882 e fotografando diversas localidades da província da Bahia antes de se transferir para a cidade de São Paulo em 1890 e deixar seu sócio à frente do estúdio baiano. É na capital paulista, colaborando durante mais de 25 anos para a São Paulo Tramway Light and Power Company e organismos oficiais como a Secretaria de Agricultura, que se firma como o mais importante paisagista do Estado de São Paulo na primeira metade do século XX. Consagrado ainda em vida, é agraciado com as medalhas de prata das exposições de Paris (França), em 1889, e Saint Louis (Estados Unidos), em 1904.
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Japoneses pioneiros nas fazendas de café do interior paulista

Japoneses pioneiros nas fazendas de café do interior paulista

No contexto dessa citação, uma figura merecedora de menção é Ryo Mizuno (1859-1951), empreendedor e político japonês responsável pelas tratativas e concretização do contrato firmado entre o governo paulista e o império japonês em 1907, que resultou na chegada dos primeiros imigrantes nipônicos ao estado de São Paulo no ano posterior. Mizuno foi presidente e proprietário da Koukoku Shokumin Gaisha, Companhia Imperial de Emigração, fundada em 1904, e, juntamente com os demais colonos da primeira leva, cumpriu todo o itinerário da viagem até o Brasil, enfrentando uma tentativa de assassinato, mas que acabara vitimando o maquinista chefe da embarcação Seizo Yokoyama que, ao tentar protegê-lo, foi brutalmente assassinado a facadas por um marujo embriagado, contrariado pelas rígidas normas de conduta adotadas pelo empresário, conforme relata Motoyama (2011).
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Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro

Fazendas paulistas: arquitetura rural no ciclo cafeeiro

A té meados do século XVIII as terras que hoje compõem o atual Estado de São Paulo pouco interesse despertaram à Coroa Portuguesa, no que diz respeito à implantação de uma grande lavoura de produtos tropicais voltada à exportação. As dificuldades para se chegar às férteis zonas do planalto eram tremendas. Situadas nos vales dos rios Paraíba e Tietê, somente eram acessíveis por trilhas precárias que atravessavam longos trechos de serras e matas fechadas, e isso se constituía num dos empecilhos para o surgimento de uma agricultura voltada para o comércio externo. Outra desvantagem era a grande distância dos principais centros consumidores europeus, que encarecia o transporte. Nesse aspecto, o Nordeste brasileiro levou enormes vantagens, nos primeiros tempos, por estar muito mais próximo da Europa, além de possuir um clima extremamente favorável à lavoura de cana-de-açúcar. Assim, principalmente no que se refere à economia, nos três primeiros séculos de colonização, a então chamada capitania de São Vicente voltou-se para a produção de gêneros alimentícios, tais como trigo, mandioca, gado, entre outros produtos destinados ao circuito comercial intercapitanias, principalmente, ao abastecimento de zo- nas açucareiras de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, chegando inclusive a exportar trigo para Portugal e Angola. Até os princípios do século XVIII, essa lavoura, cuja mão- de-obra era quase totalmente indígena, fez surgir inúmeras fortunas, forjando os tradicionais troncos familiares de São Paulo. 1
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Avaliação da efetividade de um programa de controle de mastite bovina em fazendas produtoras de leite B do estado de São Paulo.

Avaliação da efetividade de um programa de controle de mastite bovina em fazendas produtoras de leite B do estado de São Paulo.

Baseado na afirmação feita por DODD (1983) de que o nível de mastite de um rebanho gira em função da duração dos casos existentes e do número de novas infecções, julgamos ser de grande i[r]

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Velhas fazendas da Ribeira do Seridó

Velhas fazendas da Ribeira do Seridó

Os trabalhos apresentados acima tratam apenas da arquitetura relacionada aos engenhos de açúcar do litoral nordestino. Porém, o Nordeste além de grande produtor de açúcar no período colonial, também despontou com a atividade pastoreia e posteriormente algodoeira, o que, conseqüentemente, gerou uma arquitetura para abrigar tais atividades. Infelizmente, não há nenhum estudo sistemático publicado a respeito (como se tem dos engenhos de açúcar). Porém, há trabalhos que elucidam algumas questões. Como o artigo de Paulo Thedim Barreto, intitulado "O Piauí e sua arquitetura", publicado na revista do IPHAN, no qual apresenta breves considerações a respeito da ocupação inicial, das primeiras fundações de vilas e cidades e das condições climáticas do Piauí, detendo-se na explanação sobre a arquitetura tradicional rural e urbana produzida no estado nos séculos XVIII e XIX. O livro “Arquitetura luso-brasileira no Maranhão”, de Olavo Pereira da Silva Filho, apresenta um breve capítulo sobre as casas de sítio do estado, porém restrito às casas situadas nas proximidades da capital. Do mesmo autor, é o livro “Carnaúba, pedra e barro na capitania de São José de Piauhy”, com um volume destinado aos estabelecimentos rurais.
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Qualidade do leite cru e práticas de manejo em fazendas leiteiras

Qualidade do leite cru e práticas de manejo em fazendas leiteiras

O objetivo do presente estudo foi avaliar a associação entre a contagem de patógenos causadores de mastite, a contagem bacteriana total (CBT) e a contagem de células somáticas (CCS) de rebanhos leiteiros. De um total de 454 rebanhos de leite, localizados no Sul de Minas Gerais e Oeste de São Paulo, foram selecionados 90 com base na CCS (média geométrica) de 10 amostras de leite coletadas a cada 6 dias, os quais foram classificados em 3 grupos de acordo com a CCS: a) ≤ 250.000 céls/mL (n = 30); b) >250.000 ≤600.000 céls/mL (n = 30); c) >600.000 céls/mL (n = 30). Após a seleção, foram coletadas 6 amostras do leite de tanque (a cada 15 dias) dos 90 rebanhos para as análises de: CCS, CBT, contagem de Staphylococcus aureus (S. aureus), contagem de Streptococcus agalactiae (agalactiae), contagem de estafilococos coagulase negativos (ECN), contagem de estreptococos ambientais e contagem de Escherichia coli (E. coli). Todos os produtores apresentaram isolamento de S. aureus, ECN e estreptococos ambientais, enquanto que apenas 41,8% dos produtores apresentaram isolamento de agalactiae e 88,6% isolamento de E. coli. Não houve efeito do nível de CCS no tanque sobre as contagens de S. aureus e E. coli. A contagem de ECN foi maior em rebanhos com CCS <250.000 céls/mL e a contagem de agalactiae foi maior em rebanhos com CCS acima de 600.000 céls/mL. Foi observada baixa correlação positiva entre a contagem de S. aureus e estreptococos ambientais tanto com a CCS quanto com a CBT. Foi observada baixa correlação negativa entre as contagens de ECN e CCS, e positiva moderada entre agalactiae, a CCS e a. Os resultados do presente estudo indicam que existe associação entre bactérias causadoras de mastite tanto com a CCS quanto com a CBT, no entanto, apenas o agalactiae contribui consideravelmente para o aumento da CCS.
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Fazendas de gado no Paraná escravista.

Fazendas de gado no Paraná escravista.

José Arouche de Toledo, o terceiro proprietário em importância pelo critério da área apropriada, era dono da fazenda Curralinho, mas não resi- dia nela. Morava em São Paulo, e de idade beirava os 70 anos. Ficamos na dúvida se se trataria do conhecido José Arouche de Toledo Rendon, de ilus- tre e abonada família, autor de uma monografia sobre os aldeamentos in- dígenas. Ao que parece, trata-se dele mesmo. Não encontramos em nossas buscas um homônimo em São Paulo da época com esse nome, nem com riqueza e faixa etária suficiente para ser titular de uma fazenda. Rendon tinha sete irmãs solteiras conhecidas como as “mocinhas da Casa Verde”, proprietárias de uma fazenda com esse nome, onde ele se dedicou a plan- tar café. Em 1818, no Inventário dos Bens Rústicos, figura como proprietá- ria da Curralinho D. Caetana Antonia de Toledo Correa Franca, ao que tudo indica, uma das “mocinhas” (tinha uma irmã denominada Caetana de Toledo). De profissão advogado, formado em Coimbra, Rendon culti- vou, como a elite imperial, uma vida pública intensa e versátil: entre ou- tras coisas, foi procurador da Coroa e da Fazenda Real; diretor geral dos índios; juiz de órfãos; governador de armas de São Paulo; diretor da Aca- demia de Ciências Sociais e Jurídicas de São Paulo; e deputado eleito à Assembléia Constituinte brasileira de 1823. Como militar chegou a tenente- general. Como fazendeiro introduziu na província a cultura e o fabrico do chá, e foi um dos primeiros a exportar café. 26 Mas, no Paraná, como fazen-
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Fazendas de café oitocentistas no Vale do Paraíba.

Fazendas de café oitocentistas no Vale do Paraíba.

Uma das áreas pioneiras de desenvolvimento da cultura do café teve origem no chamado Caminho Novo da Piedade, ligação terrestre aberta no século XVIII entre as províncias de São Paulo e do Rio de Janeiro. Iniciada a partir de Lorena, essa estrada passa por Silveiras, Areias, São José do Barreiro e Bananal, prosseguindo por Rio Claro, São João Marcos e Itaguaí na direção do Rio de Janeiro. Esta região, conhecida como o “fundo do vale” assistiu, durante o século XIX, um vertiginoso processo de desenvolvimento, dando origem à formação de alguns dos mais ricos estabelecimentos de café daquele período. Para compreender a organização de suas instalações, sua arquitetura, as formas e os padrões, as variações e as particularidades que distinguem uma fazenda de outra, é necessário recorrer às fontes capazes de permitir a reconstituição, ainda que parcial, de alguns aspectos desse mundo. Para tanto há, de um lado, o que talvez possa ser chamado de literatura “agronômica” do século XIX e, de outro, os inventários dos proprietários de fazendas. Tais fontes permitem explorar aspectos pouco estudados do tema e, de algum modo, desvendar como eram concebidas e como funcionavam estas unidades produtivas.
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Fazendas e casas de taipa: a dinâmica do sistema de moradores no semiárido

Fazendas e casas de taipa: a dinâmica do sistema de moradores no semiárido

morre doido e não consegue. Além disso, o avestruz só precisa de 1 kg de volumoso para passar o dia, enquanto o gado precisa de 30” [Nota do diário de campo, em 22 de dezembro de 2012]. O gerente W. é um grande defensor dos avestruzes. Ele, como muitos agricultores, também se encantou pelos lucros que podiam advir dessa criação. Assim, entre o final da década de 90 e começo dos 2000, houve um aumento nunca visto dessa criação no Brasil: segundo a Associação dos Criadores de Avestruz no Brasil (ACAB), em 1997, havia 150 mil avestruzes em criação no país. Mas, para o semiárido cearense, dificilmente essa criação iria vingar, pois o custo inicial de produção era alto, além de não existir mercado para o consumo da sua carne. Em 2007, um filhote custava mil reais e um casal com três anos, quinze mil, conforme me informou a administração da Santa Fé. Mesmo com todas as vantagens, essa criação ficou restrita às grandes fazendas, como a Santa Fé, devido aos riscos que o empreendimento representava. Não demora muito para que este empreendimento se tornasse um grande fracasso. A carne não agradou ao gosto brasileiro e, além disso, sua produção foi marcada como um dos negócios mais fraudulentos da história financeira do país, em razão das atividades da empresa Avestruz Master. O escândalo gerado pela mídia repercutiu negativamente sobre o comércio da ave. Atualmente, há poucas empresas agropecuárias que criam avestruzes e, dentre elas, está a Santa Fé. Ao adquirir animais da Espanha, o “Deputado” investiu no comércio do avestruz sem precisar da mediação da Avestruz Master. Mas na Fazenda as vendas também fracassaram. Ele não conseguiu vender a carne dos avestruz, pois só havia mercado para ela em São Paulo, e os custos para processá- la e enviá-la não compensavam. As matrizes dos animais também não tinham demanda, visto que poucos eram os produtores que se aventuraram na estrutiocultura. Assim, a venda da carne foi abandonada pela Santa Fé, mas isto não quer dizer eles se desfizeram das aves. Como empresário de visão, o “Deputado” evitou os prejuízos desse negócio, ao comercializar as plumas do animal. A demanda pelas plumas cresce a cada dia e triplica no período carnavalesco. Desta forma, os avestruzes continuam na Santa Fé porque dão lucros ao empresário. Já para os moradores, a ave exótica só lhes trouxe problemas: além da sua selvageria característica, sua morte constante no período de adaptação foi usada pela administração para servir de justificativa à suspensão da criação de animais – uma das principais concessões extramonetárias da Fazenda.
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O CONSUMO ENERGÉTICO EM FAZENDAS VERTICAIS - UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

O CONSUMO ENERGÉTICO EM FAZENDAS VERTICAIS - UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Com a realização da busca no banco de dados citado no ítem anterior, foram identificados 743 trabalhos. Após a leitura aleatória dos títulos, resumos e palavras- chave, selecionou-se 24 pesquisas para leitura completa (Tabela 2). Destes, 10 artigos foram excluídos porque não possuíam conteúdo necessário para a criação de uma hipótese de resposta a questão “As Fazendas Verticais, no contexto urbano, podem se tornar economicamente viáveis com ações de eficiência energética?” (Tabela 3).

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Agregação e poder rural nas fazendas do baixo Jequitinhonha mineiro

Agregação e poder rural nas fazendas do baixo Jequitinhonha mineiro

Estes, apesar de serem modos freqüentes de descrever o agrego, têm a limitação de vê-lo somente em função de uma família e um mando, espelhado nos outros, elidindo assim sua trajetória própria e circunscrevendo-a à dinâmica da família, da terra e da fazenda alheias. Assim, as relações de domínio são absolutizadas, e o agregado transforma-se numa existência reflexa de interesses dos outros. Daí vem as histórias dos agregados feitos eleitores, jagunços, defensores de divisas de terras, ganhando sentido a partir da humildade dos serviços que prestavam. Já Martins (1981: 35/36) situou o agregado noutra perspectiva: vinculou sua trajetória aos modos de apropriação da terra, que incluíram usos simultâneos ao domínio, tendo seus direitos reconhecidos como extensão dos direitos de fazendeiros. Segundo ele, entre fazendeiro e agregados eram estabelecidas relações de trocas, marcadas sobretudo pela reciprocidade, não somente pelo reflexo; aquelas fazendas não se explicariam sem aqueles personagens. Suarez (1982) e Woortmann (1987) também estudaram a fazenda da perspectiva das reciprocidades: elas colocam em dúvida o caráter estritamente comercial do empreendimento fazendeiro e a natureza utilitariamente mercantil da relação de agrego.
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ASTÚCIA E MALANDRAGEM EM “O COMPRADOR DE FAZENDAS”, DE MONTEIRO LOBATO

ASTÚCIA E MALANDRAGEM EM “O COMPRADOR DE FAZENDAS”, DE MONTEIRO LOBATO

Este artigo tem por objetivo encontrar traços dos pícaros nos personagens do conto “O Comprador de fazendas”, do escritor brasileiro Monteiro Lobato. Dessa maneira, ressalta-se a configuração dos pícaros da literatura espanhola dos séculos XVI e XVII e o seu ressurgimento na literatura brasileira como neopícaros, com pontos de semelhança e também de divergência em relação ao ancestral espanhol. Para a realização desta análise, tomamos como ponto de partida aspectos teóricos da picaresca clássica em consonância com características da formação do personagem malandro brasileiro. Pautar-nos-emos pelos estudos de Candido (1970), González (1994), Botoso (2010) e DaMatta (1990) como suporte teórico. Serão ressaltadas as ações do personagem malandro para conseguir vantagens por meio do engano e da trapaça, que são as mesmas armas que o pícaro clássico usava na Espanha no passado.
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Roteiro metodológico para planos de manejo em fazendas experimentais

Roteiro metodológico para planos de manejo em fazendas experimentais

zoneamento de propriedades rurais. Sugere-se a leitura de Rivera et al. (2008), que menciona metodologia baseada em Análise Multicritério, sendo aplicada em uma área da Embrapa, localizada em Caçador, SC. O texto que primeiramente abordou o tema foi o próprio roteiro associado ao SNUC (BRASIL, 2000), que trata da elaboração de planos de manejo para Unidades de Conservação e sugere a classificação do território em determinadas zonas ou classes. Tal instrumental pode ser usado como base para a definição das funções mais comuns em Fazendas Experimentais.

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Gerenciamento ambiental das fazendas de camarão do Rio Grande do Norte

Gerenciamento ambiental das fazendas de camarão do Rio Grande do Norte

exemplos, papel, detergente, sabões, tintas que após utilização geram resíduos do tipo cartuchos de tintas, pó, esgoto sanitário, sulfonatos, que tem como destino o lixão, única forma de descarte identificada no estudo. O papelão é um dos poucos resíduos sólidos que tem destinação para reciclagem sendo vendido pelas fazendas. O tratamento que estas empresas dão aos resíduos sólidos é a queima destes materiais em terrenos no interior das fazendas. O fato indica um perigo: as queimadas são uma das grandes fontes de libertação de dioxinas, compostos orgânicos, que contêm uma molécula extremamente tóxica e um dos cancerígenos mais poderosos conhecidos pelo homem. Nenhuma empresa pesquisa tem se preocupado com emissões gasosas em seu empreendimento como atestou o estudo.
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Fatores que influenciam o acúmulo de biomassa em fazendas de microalgas

Fatores que influenciam o acúmulo de biomassa em fazendas de microalgas

RESUMO: Com o surgimento de grandes fazendas de cultivo de microalgas e aumento da competição nesse setor, é comum a busca por maior produtividade. Uma maneira de alcançar esse objetivo na produção de microalgas é otimizar os fatores que influenciam o crescimento das mesmas, durante a etapa de cultivo, para aumentar o acúmulo de biocompostos de interesse. Nesta etapa, os fatores que mais influenciam são: nutrição, difusão de gases, intensidade e qualidade luminosa e, por último, agitação, que afeta diretamente todos os demais fatores. Desta forma, foi realizada no presente estudo uma revisão e também uma avaliação da influência e importância da agitação. Os nutrientes que mais influenciam o acúmulo de biomassa são o carbono, nitrogênio e fósforo, porém, a proporção dos mesmos está diretamente relacionada ao objetivo proposto para a microalga. Na difusão de gases, é imprescindível o fornecimento de CO 2 adequado para o crescimento das microalgas, podendo-se utilizar gases de queima. Além disso, deve-se garantir a remoção adequada de O 2 produzido pela fotossíntese, que poderia inibir o metabolismo da microalga e diminuir sua taxa de crescimento. É importante fornecer a intensidade luminosa adequada para a fotossíntese, porém, o excesso pode provocar fotoinibição no cultivo. A agitação é de suma importância para garantir a distribuição dos nutrientes no meio, a difusão de gases (incorporação de CO 2 e remoção de O 2 ) e adequada exposição das microalgas à luz, reduzindo os efeitos de fotoinibição e de auto sombreamento.
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