Federalismo - Brasil

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República, democracia e federalismo Brasil, 1870-1891.

República, democracia e federalismo Brasil, 1870-1891.

O federalismo era demanda quase unânime dentro do republicanis- mo. No campo liberal, Tavares Bastos vinha lutando pela descentralização desde a década de 1860. Ao final do Império, o federalismo já fazia parte da agenda de monarquistas como Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. As divergências giravam apenas em torno da forma que ele devia assumir. A demanda federalista foi mais intensa entre os republicanos de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Em São Paulo, reunião feita em janeiro de 1872 de- cidiu criar um partido paulista que “de acordo com as ideias democráticas e regime federativo, conservaria (...) sua independência e autonomia ante o centro estabelecido na corte”. O partido foi criado no ano seguinte. Nesse mesmo ano de 1873, foram aprovadas as “Bases para a constituição do Estado de São Paulo”. O estado teria autonomia política e administrativa dentro de uma eventual Federação dos Estados Unidos do Brasil.
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Educação e Federalismo no Brasil: combater as desigualdades, garantir a diversidade

Educação e Federalismo no Brasil: combater as desigualdades, garantir a diversidade

El libro trae importantes orientaciones para discusiones sobre las relaciones entre educación y federalismo en Brasil. Siendo Brasil, en la expresión constitucional, una República Federativa, importa analizar su competencia educacional y por qué entidades federativas, órganos y agentes ésta se ejerce en el cuadro del régimen de colaboración, también prescripto por la ley Mayor. Si la acción pública educacional requiere gastos, es necesario compatibilizar responsabilidades con un adecuado aporte de recursos financieros. Además, implementación y evaluación de políticas públicas sólo pueden darse adecuadamente si se comprende la dinámica federativa brasileña. Solamente así, nuestra educación podrá ser decisiva en el combate de las desigualdades y la garantía de la diversidad.
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Federalismo e educação no Brasil: subsídios para o debate

Federalismo e educação no Brasil: subsídios para o debate

interdependência entre eles. Como diz Abrúcio (2005, p. 14), a peculiari- dade da federação reside exatamente na "[...] existência de direitos originários pertencentes aos pactuantes subnacionais − sejam estados, províncias, can- tões ou até municípios, como no Brasil." Por isso, como reafirma o mencionado autor, "[...] esses direitos não podem ser arbitrariamente retirados pela União e são, além do mais, garantidos por uma Constituição escrita, o principal contrato fiador do pacto político-territorial" (ABRÚCIO, 2005, p.15). Para efe- tivação do federalismo, conforme Cunha (2004, p. 6), torna-se imperativo o reconhecimento da autonomia de cada uma das esferas territoriais de poder, mas, sobretudo, a "[...] construção de instituições, regras, culturas e relações entre governos, de maneira a permitir formas de cooperação e coordenação federativa."
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FEDERALISMO E MUNICIPALISMO NA TRAJETÓRIA POLÍTICA DO BRASIL

FEDERALISMO E MUNICIPALISMO NA TRAJETÓRIA POLÍTICA DO BRASIL

Para Campos (2005, p. 118), não existe consenso sobre a introdução do Federalismo no Brasil, pois “para alguns, ela foi produto da cópia do modelo americano; para outros, resultou da visão da diversidade territorial e da necessidade de atentar para a heterogeneidade das regiões e de adminis- trar um espaço vazio”. Contudo, foi a Constituição de 1891 que de fato estruturou o federalismo brasileiro. No sistema adotado, os Estados membros, mesmo com autonomia, deveriam se organizar de modo análogo ao da União, de modo que suas constituições fossem baseadas na Constituição Federal. Pode-se afirmar, com base em Furtado (1998), que o federalismo brasileiro surge como um desdobramento da incapacidade do governo imperial nas ações administrativas em um território com disparidades cada vez mais atenuadas nos serviços públicos, educação e saúde. Como resultados,
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FEDERALISMO COOPERATIVO E EDUCAÇÃO NO BRASIL: 30 ANOS DE OMISSÕES E AMBIVALÊNCIAS

FEDERALISMO COOPERATIVO E EDUCAÇÃO NO BRASIL: 30 ANOS DE OMISSÕES E AMBIVALÊNCIAS

Da mesma forma, o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2001 a 2011 inscreveu o federalismo “autêntico” em matéria educativa, a partir da pers- pectiva da divisão de responsabilidades — com ênfase nas funções próprias de cada um deles — e da premissa vaga do “aprimoramento do regime de colabora- ção” não só entre os entes federados, mas também, “sempre que possível”, entre entes da mesma esfera federativa, mediante ações conjuntas e realização de fóruns e de planejamento regionais, interestaduais e intermunicipais (BRASIL, 2001, p. 76). Tratou-se de mera prescrição sem efeitos práticos quanto à regulamentação e à concretização do regime de colaboração.
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Federalismo e democracia no Brasil: a visão da ciência política norte-americana.

Federalismo e democracia no Brasil: a visão da ciência política norte-americana.

“As instituições [políticas brasileiras] produzem um excesso de pontos de veto. Este excesso não é apenas uma questão do número de partidos necessários para produzir maiorias legislativas. Em termos mais amplos, o destrutivo federalismo brasileiro, que constrange a vontade da maio- ria, combinado com presidencialismo e com as regras elei- torais da nação, criam este excesso.” (Ames, 2001:267). Além de gerar impasses no processo decisório, a des- centralização do sistema partidário e o federalismo influen- ciariam também o conteúdo das decisões políticas, pois os presidentes ficariam imobilizados nas áreas de política em que o Congresso e os governadores são veto players decisivos, como desindexação de salários e pensões, re- dução do emprego público, privatizações, política fiscal, gestão dos bancos estaduais, pagamento das dívidas esta- duais, etc. (Mainwaring, 1997:99-102). Ainda: o fato de que o Brasil tenha o sistema fiscal mais descentralizado entre os sistemas presidencialistas e federativos da Amé- rica Latina é explicado pelo grau de descentralização de seu sistema partidário, o qual, por sua vez, está direta- mente relacionado ao poder dos políticos locais (gover- nadores e prefeitos) sobre a sobrevivência eleitoral dos congressistas (Willis, Garman e Haggard, 1999).
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Federalismo Fiscal no Brasil: Uma Análise a partir do Fundo de Participação dos Estados.

Federalismo Fiscal no Brasil: Uma Análise a partir do Fundo de Participação dos Estados.

Este trabalho teve como objetivo analisar o papel do Fundo de Participação dos Estados no incentivo à restrição orçamentária fraca, no contexto do federalismo fiscal no Brasil. Entende-se restrição orçamentária fraca como o estímulo dado aos governos estaduais a gastar mais a partir das disponibilidades de recursos, nesse caso o Fundo de Participação dos Estados, por parte do governo central a essas jurisdições. O modelo econômico apresentado mostra condições ótimas para a demanda por bens públicos com a presença dessa transferência intergovernamental, caracterizando a existência de restrição orçamentária fraca nos estados. A partir da existência dessa interação estratégica entre os níveis de governo, foi testada empiricamente a relação alvo deste estudo através de dados em painel com modelagens de efeitos fixos, efeitos aleatórios, Hausman-Taylor e Panel Corrected Standard Errors com a transformação de Prais-Winsten. Os resultados indicaram a
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Federalismo fiscal no Brasil: arrecadação, transferências e disponibilidades (1988 - 2000)

Federalismo fiscal no Brasil: arrecadação, transferências e disponibilidades (1988 - 2000)

O estudo do federalismo fiscal no Brasil contemporâneo nos permite identificar características que longe de representarem um fato novo no ordenamento econômico do país nos remete a uma longa tradição da era republicana, dentre estes fatos merecem referência: (i) a participação relevante do Estado na composição da demanda agregada, (ii) o crescimento da demanda estatal por recursos gerados na esfera privada, (iii) a dinâmica de crescimento da arrecadação tributária vinculada a seguridade social, (iv) a oscilação do percentual de recursos tributários disponíveis por esfera de governo, e (v) o acentuado grau de assimetria fiscal inter-regional.
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Federalismo, desenho contitucional e instituições federativas no Brasil pós-1988.

Federalismo, desenho contitucional e instituições federativas no Brasil pós-1988.

Há mais de um século, o Brasil adotou a forma federativa de divisão territorial de governo. Ao longo desse tempo, o país conviveu com grande varie- dade de arranjos federativos e experimentou perí- odos de autoritarismo e de regime democrático. Durante a vigência das sete constituições que re- geram as instituições brasileiras após a República, as regras relativas ao federalismo fizeram parte integrante do corpo constitucional – daí a impor- tância de estudar-se o federalismo brasileiro as- sociando-o ao tema do constitucionalismo. Pela interseção entre as regras que regem o federalis- mo e sua constitucionalização, torna-se importante atender à convocação de Dearlove (apud EVANS, 2001) de “trazer a constituição de volta” como foco dos trabalhos sobre federalismo no âmbito da Ciência Política. Isso porque a teoria constitu- cional busca respostas para questões políticas fundamentais que afetam os entes constitutivos da federação, tais como “quem governa, como se governa e quem deveria governar” (EVANS, 2001).
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FEDERALISMO, COMPETÊNCIA E INCLUSÃO SOCIAL: BRASIL UM PAÍS INCLUSIVO?

FEDERALISMO, COMPETÊNCIA E INCLUSÃO SOCIAL: BRASIL UM PAÍS INCLUSIVO?

De fato, além do federalismo contemporâneo implicar uma coordenação de forças –o que importa na existência de um liame normativo o mais coeso e harmonioso possível entre os entes federados–, certo é que, tanto histórica quanto culturalmente, um certo unitarismo vige no Brasil, diferentemente do que a tradição norte-americana traz. Afora as distantes capitanias hereditárias e a grande extensão nacional, é fato que existe no Brasil uma unidade nacional muito presente. Os regionalismos são fortes também, mas não se ligam tanto à idéia de limites estaduais ou municipais. Isso é refletido no ordenamento jurídico brasileiro.
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Reforma psiquiátrica, federalismo e descentralização da saúde pública no Brasil.

Reforma psiquiátrica, federalismo e descentralização da saúde pública no Brasil.

Esse trabalho analisa as relações entre a reforma psiquiátrica brasileira, a adoção dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e o desenvolvimen- to do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do pacto federativo. A pactuação entre os governos subnacionais é um dos principais condicionan- tes do desenvolvimento do SUS. A Constituição de 1988 instituiu o federalismo no Brasil e trouxe a novidade do ingresso dos municípios, com- pondo, com os estados e a União, a estrutura federativa trina particular do país. Consolidou- se, assim, a condição do poder local na organiza- ção do Estado brasileiro, propiciando a transfe- rência de encargos e recursos para que os gover- nos municipais fossem responsáveis pelo provi- mento de bens e serviços 1 .
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Conexões entre o federalismo fiscal e o financiamento da política de saúde no Brasil.

Conexões entre o federalismo fiscal e o financiamento da política de saúde no Brasil.

diversos estados e municípios, assim como sua capacidade de produção e faturamento, se expres- sam de forma bastante heterogênea no território. O modelo de federalismo fiscal vigente no Brasil e o padrão preponderante das transferên- cias SUS reforçam-se mutualmente e apontam para uma tendência à redistribuição de recursos tributários no Brasil que não favorece uma mai- or igualdade no gasto público em saúde pelos de- sequilíbrios orçamentários gerados às unidades subnacionais. Com isso, crescem as expectativas dos atores federativos no financiamento federal da política de saúde: da União, pelas possibilida- des de condução dos rumos da política nacional através de incentivos financeiros e conformação de parâmetros nacionais; das esferas subnacio- nais, pelo aporte de novos recursos da saúde que possam compensar suas dificuldades de financi- amento e que possibilitem maior autonomia de gestão.
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Federalismo e relações intergovernamentais: implicações para a reforma da educação no Brasil.

Federalismo e relações intergovernamentais: implicações para a reforma da educação no Brasil.

A historiografia brasileira tem interpretado esse processo como um eterno ciclo de centralização autoritária e descentralização preda- tória (Abrucio, 2002). As interpretações contemporâneas enfatizam duas variáveis cruciais para entender a dinâmica basicamente centrali- zadora das relações intergovernamentais no Brasil: a capacidade da Pre- sidência da República de exercer forte controle sobre o Congresso (Limongi & Figueiredo, 1998) e o maior ou menor controle do gover- no federal sobre a distribuição e o uso de um volume considerável de recursos fiscais (Arretche, 2000). Nesta breve discussão do caso brasi- leiro, argumento que as condições para a centralização do poder nas mãos do governo federal realmente dependeram, e ainda dependem, da capacidade política e institucional da Presidência da República de assegurar o controle sobre essas duas variáveis centrais. No entanto, como procuro demonstrar, essas condições variaram bastante. Embora não concorde que a dinâmica institucional do federalismo no Brasil possa ser compreendida como um eterno ciclo de centralizações e descentralizações, as características estruturais da Federação brasileira, especialmente quando analisadas de uma perspectiva comparada, apon- tam para uma considerável instabilidade endógena ao sistema. Final- mente, argumento que essa instabilidade crônica da Federação brasi- leira tem impacto sobre a dinâmica da cooperação intergovernamental tanto vertical como horizontal.
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Federalismo no Brasil: aspectos político-institucionais (1930-1964).

Federalismo no Brasil: aspectos político-institucionais (1930-1964).

Duas grandes questões servem de pontos de referência à análise do federalismo nesse período. Como o Estado brasileiro teve em momentos ante- riores, como tem atualmente, tantas dificuldades para se tornar a organização política que pudesse efetivamente gerar a mudança social e econômica de acordo com seus objetivos? Por que o Estado brasileiro é, a um só tempo, forte, no sentido de que não pode ser ignorado, e falho, no sentido de que não consegue deter a autoridade sobre a imple- mentação de suas políticas e sobre as regras que ditam o comportamento diário dos cidadãos? Afinal, a despeito das inúmeras vantagens que a organiza- ção estatal tem tido no Brasil, outras organizações sociais e políticas continuam a se opor com sucesso ao poder central, alcançando algumas vezes inespe- radas acomodações com as autoridades estatais e mesmo capturando partes do Estado. No desenvol- vimento político brasileiro, os blocos regionais de poder firmaram-se como forças organizacionais decisivas de confronto à ação do Estado nacional. A segunda questão diz respeito aos obstáculos recorrentes na política brasileira para a implemen- tação de partidos nacionais e para a superação de um sistema partidário formado majoritariamente por partidos fundamentalmente clientelísticos.
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Entre cooperação e centralização: Federalismo e políticas sociais no Brasil Pós-1988.

Entre cooperação e centralização: Federalismo e políticas sociais no Brasil Pós-1988.

plo. Neste particular, destacamos aqui as implica- ções da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) sobre o gasto com pessoal, em vista de seus efeitos dife- renciados dado o papel que estados e municípios assumem nas políticas sociais. A princípio, nota-se que LRF foi uma resposta para coordenar o com- portamento fiscal dos governos no sistema federa- tivo brasileiro (Almeida, 2005), porém seus efeitos foram muito além, ampliando o controle da União sobre o modo como estados e municípios executam suas políticas (Arretche, 2009). No caso dos gas- tos com pessoal, definiu que a União não poderia ultrapassar mais que 50% das receitas correntes lí- quidas; no caso dos estados e municípios, não mais que 60%. Mas as trajetórias das diferentes esferas de governo neste ponto são bem distintas. Quanto à União, nos primeiros anos da década 2000 seu gasto com pessoal caiu, como proporção da despesa líquida, de 31,88%, em 2002, para 30,25%, em 2004 (Nesp/Ceam/UnB, 2006), tendo chegado ao terceiro trimestre de 2012, último dado disponível, a 21,67% (Brasil/Tesouro Nacional, 2012), por- tanto muito distante do limite. Quanto aos esta- dos, a situação, na média, não é desconfortável: a despesa com pessoal tem caído como proporção da receita líquida, passando de 47,85% para 41,93% entre 2000 e 2004, também afastando-se do limite. Já quanto aos municípios, a situação é, na média, inversa à das demais esferas, passando de 43,52% para 47,41%, já entre 2000 e 2003. Ora, sendo as políticas sociais áreas governamentais que mais ab- sorvem força de trabalho nos municípios e tendo, estes últimos, assumido a maior parte das funções de implementação, são eles o principal alvo des- se constrangimento constitucional e legal. Nem a União e nem os estados, 9 dado seu papel coordena-
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FEDERALISMO FISCAL NO BRASIL: DA TEORIA FEDERALISTA À CRISE ECONÔMICA

FEDERALISMO FISCAL NO BRASIL: DA TEORIA FEDERALISTA À CRISE ECONÔMICA

Esta União – diferentemente da união do art. 1º - nada mais é do que o ente federativo central, pessoa jurídica de Direito Público interno, detentora de bens e competências que dizem respeito a questões tratadas pela Constituição como atinentes ao governo central brasileiro. Difere da República Federativa do Brasil, embora dela faça parte, em conjunto com Estados, Distrito Federal e Municípios. E é essa República Federativa que representa nosso Estado no plano internacional, isto é, o conjunto de todos os entes federativos, e não apenas a União, embora o conceito possa, como vimos, gerar ambiguidades, pois, na prática, é a União que representa a República no plano internacional, a teor do artigo 21, I a IV, CF. Nesse contexto, a propósito, a União exerce uma competência delegada pela República Federativa do Brasil por sua própria Constituição.
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A busca de um novo paradigma: política exterior, comércio externo e federalismo no Brasil.

A busca de um novo paradigma: política exterior, comércio externo e federalismo no Brasil.

As dificuldades encontradas nas últimas rodadas de negociações do Comitê de Negociações Biregionais do Mercosul com a União Européia, ocorridas a partir da Reunião de Brasília, em meados de agosto de 2004, até as do ocaso da Comissão Européia que deixou o mando em fins de 2004, demonstra perfeitamente a pertinência da assertiva anterior. Não apenas razões de ordem estratégica geral, ou de afinidades culturais, ou as “brechas” táticas em relação às negociações da Alca podem ser utilizadas na evolução do processo negociador com os europeus. A defesa de interesses nacionais ou sub-regionais, como o fizeram os negociadores em Brasília, denotam mais maturidade, realismo e percepção de que o ativismo comercial tem que ser alicerçado em ganhos equilibrados e não em imposições neocoloniais. O Brasil e seu parceiro estratégico no Mercosul – a Argentina (apesar da crise nas exportações das geladeiras, fogões e carros) – parecem ter avançado essa percepção, que também se espraia para parte relevante da América do Sul.
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A influência das competências constitucionais sobre o federalismo cooperativo no Brasil, após 1988

A influência das competências constitucionais sobre o federalismo cooperativo no Brasil, após 1988

Idealizado como a fonna de estado capaz de manter a união entre as comunidades federadas no Brasil e fortalecer o Estado para vencer o desafio imposto pela disp[r]

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Federalismo, poder de veto e coordenação de políticas sociais no Brasil pós-1988.

Federalismo, poder de veto e coordenação de políticas sociais no Brasil pós-1988.

Ponto de especial interesse para este trabalho é o sistema de distribuição de responsabilidades entre as esferas de governo. Enquanto a União assumiu o maior e mais importante leque de competências exclusivas – incluindo a defesa externa e interna, política macroeconômica, controle dos meios de comunicação, energia e outros setores estratégicos do ponto de vista nacional – porém, quanto às políticas sociais, foi clara a opção da Constituição Federal pelo compartilhamento de responsabilidades entre as três esferas. (ALMEIDA, 2000) No caso da saúde, foi prevista uma estreita articulação entre União, estados e municípios, conformando um sistema “com direção única em cada esfera de governo” (BRASIL, 1988, art. 198), no qual as distinções da atuação de cada uma seriam funcionais: caberia à União a coordenação, normatização e definição de padrões nacionais para a ação governamental no setor; aos estados, coordenação e normatização complementar na sua esfera, além de acompanhamen- to, avaliação e controle das redes do SUS; aos municípios, a gestão e execução dos serviços públicos de saúde. No caso da assistência social também foi definido um sistema nacional articulando as três esferas de governo no qual caberia, à esfera federal, a coordenação e normatização geral enquanto a coordenação e a execução dos respectivos programas ficariam a cargo das esferas estadual e municipal. Já no caso da educação, apresentou-se um desenho mais complexo no qual foram atribuídas competências comuns, desempenhadas em regime de colaboração entre as três esferas de governo, ao lado de competências a serem desempenhadas prioritariamente por estados ou municípios e competências privativas da União.
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Federalismo e políticas sociais no Brasil: problemas de coordenação e autonomia.

Federalismo e políticas sociais no Brasil: problemas de coordenação e autonomia.

Os constituintes de 1988 optaram pelo formato das competências concorrentes para a maior parte das políticas sociais brasileiras. Na verdade, as propostas para combinar descentralização fiscal com descentralização de compe- tências foram estrategicamente derrotadas na ANC 1987- 88 (Souza, 1997). Assim, qualquer ente federativo estava constitucionalmente autorizado a implementar programas nas áreas de saúde, educação, assistência social, habitação e saneamento. Simetricamente, nenhum ente federativo estava constitucionalmente obrigado a implementar pro- gramas nestas áreas. Decorre deste fato a avaliação de que a Constituição de 1988 descentralizou receita, mas não encargos (Almeida, 1995; Affonso; Silva, 1996; Affonso, 1999; Willis et al., 1999). Esta distribuição de competên- cias é propícia para produzir os efeitos esperados pela literatura sobre federalismo e políticas públicas: super- posição de ações; desigualdades territoriais na provisão de serviços; e mínimos denominadores comuns nas políticas nacionais. Estes efeitos, por sua vez, são deri- vados dos limites à coordenação nacional das políticas.
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