Floresta - floresta secundária

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Levantamento fitossociológico e caráter sucessional de um trecho de floresta secundária ciliar em Juquitiba, SP, Brasil.

Levantamento fitossociológico e caráter sucessional de um trecho de floresta secundária ciliar em Juquitiba, SP, Brasil.

Além disso, não se pode desconsiderar o grupo das espécies secundárias tardias, que ocorreram em todos os estratos, o que se depreende a evolução do quadro sucessional do fragmento ao longo do tempo. Nessa categoria sucessional, certas espécies são típicas de florestas em estádio avançado de regeneração ou florestas que não sofreram corte raso e sua presença nesse trecho de floresta secundária ciliar nos estratos inferiores indica que o processo de sucessão secundária está por reintroduzi-las na área novamente. Tais espécies são citadas por Catharino et al. (2006) que também trabalharam no Planalto Paulistano na região de Cotia, SP, e estão listadas abaixo, organizadas em ordem decrescente de IVIa no trecho estudado: Copaifera trapezifolia (3,76), Ocotea catharinensis (2,68), Eugenia stigmatosa (1,61), Ocotea daphnifolia (0,59), Quiina magellano-gomezii (0,56), Micropholis crassipedicellata (0,55) e Pouteria bullata (0,39).
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Fitossociologia de uma floresta secundária com Araucaria angustifolia (Bertol.) O. Kuntze na Estação Ecológica de Bananal, Bananal-SP.

Fitossociologia de uma floresta secundária com Araucaria angustifolia (Bertol.) O. Kuntze na Estação Ecológica de Bananal, Bananal-SP.

não apresenta número decrescente de árvores por sucessivas classes de diâmetro, ou seja, um estoque que possa compensar os efeitos da mortalidade natural. Esta distribuição tende a se agravar ainda mais, em razão da desprezível regeneração natural da espécie no estrato inferior, comprometendo seriamente o processo de ingrowth na primeira classe de diâmetro avaliada. Reitz & Klein (1966) e Backes (1973) apontam as alterações lumínicas qualitativas e quantitativas durante o decorrer da sucessão secundária como o principal fator responsável pelo fracasso regenerativo de A. angustifolia no sub-bosque, causado pelo sombreamento das espécies latifoliadas dos estratos superiores. Logo, a fitofisionomia desta floresta secundária tende a se alterar no longo prazo, em função do egresso de sua espécie emergente e dominante na estrutura horizontal.
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Riqueza, estrutura e composição de espécies arbóreas em floresta secundária invadida por hovenia dulcis thunb, caracterização do seu nicho de regeneração e efeitos alelopáticos

Riqueza, estrutura e composição de espécies arbóreas em floresta secundária invadida por hovenia dulcis thunb, caracterização do seu nicho de regeneração e efeitos alelopáticos

Através da análise dos indivíduos da árvore exótica H. dulcis nos diferentes estágios ontogenéticos avaliados nas áreas de floresta secundária em regeneração observa-se uma mudança no nicho de regeneração de juvenis para adultos em função da abertura de copa, onde locais com juvenis apresentaram maior porcentagem de abertura de copa que locais com adultos durante a fase não decidual. Este resultado pode ser pelo fato que indivíduos adultos de H. dulcis dominam o dossel e também por apresentar uma copa pouco densa, acentuam o efeito da abertura de copa. No entanto, durante o período decidual, não houve diferença na abertura em todos os estágios ontogenéticos. Provavelmente em função do grande número de indivíduos de H. dulcis no entorno dos três estágios ontogenéticos avaliados, contribuindo com a porcentagem de abertura de copa constante mesmo durante este período, ou seja, todos os indivíduos de H. dulcis no entorno perdem as folhas. Cabe ressaltar que as florestas com dossel mais fechado, têm sido mencionadas há muito tempo como altamente resistentes à invasão (CAVERS & HARPER 1967, CRAWLEY 1987, REJMÁNEK 1989, VON HOLLE et al. 2003).
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Banco de sementes de uma floresta secundária amazônica dominada por Vismia.

Banco de sementes de uma floresta secundária amazônica dominada por Vismia.

Áreas de vegetação secundária têm mais sementes no solo que áreas de mata e a grande maioria são de pioneiras, pois essas espécies produzem sementes de fácil dispersão e que se mantê[r]

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Fatores de variação das estimativas de precipitação interna em uma floresta secundária

Fatores de variação das estimativas de precipitação interna em uma floresta secundária

De acordo com as questões definidas anteriormente, este estudo mostrou que: (1) a distribuição espacial da precipitação interna é temporalmente persistente e consistente entre as parce[r]

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Precipitação efetiva e interceptação das chuvas por floresta de Mata Atlântica em uma microbacia experimental em Cunha - São Paulo.

Precipitação efetiva e interceptação das chuvas por floresta de Mata Atlântica em uma microbacia experimental em Cunha - São Paulo.

RESUMO - São apresentados os resultados de pesquisa que quantificaram a precipitação efetiva e a interceptação das chuvas pelo dossel da floresta secundária de Mata Atlântica na “microbacia experimental B”, do Laboratório de Hidrologia Florestal Walter Emmerich, em Cunha-SP. No período de um ano foram medidos a precipitação no aberto, a precipitação interna e o escoamento pelo tronco das árvores, totalizando 54 coletas. Um pluviômetro em área aberta e 16 no interior da floresta foram utilizados para quantificação dos dois primeiros processos, respectivamente. Para determinação do escoamento pelo tronco foram instalados dispositivos de espuma de poliuretano em 38 árvores. A água interceptada foi estimada pela diferença entre a precipitação no aberto e a precipitação efetiva. Concluiu-se que, em média, 18,6% da precipitação foi interceptada pela floresta, retornando à atmosfera na forma de vapor. Um montante de 81,2% alcançou o piso como precipitação interna e apenas 0,2% como escoamento pelo tronco. Os fluxos de precipitação interna e escoamento pelo tronco foram maiores no período caracterizado como chuvoso. Os porcentuais de interceptação foram superiores no período pouco chuvoso.
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Artropodofauna Associada a Diferentes Sistemas de Cultivo de Açaizeiro no Nordeste Paraense

Artropodofauna Associada a Diferentes Sistemas de Cultivo de Açaizeiro no Nordeste Paraense

Esta pesquisa analisou as assembleias de formigas em diferentes áreas de cultivo de açaí (Euterpe oleraceae Mart.), sendo duas áreas de sistemas biodiversificados (SAFs) e uma em monocultivo. Em cada área avaliada foram implantadas 45 armadilhas de solo, tipo Pitfall, para a captura de Formicidae, as quais permaneceram no campo por 48 horas. Cada área avaliada foi subdividida em 3 subáreas (cultivos, floresta secundária circundante aos cultivos e áreas de transição entre os cultivos e a floresta secundária), nas quais foram distribuídas 15 armadilhas. Houve variações na myrmecofauna presente nas 3 floresta secundárias avaliadas, sugerindo que a idade e o tipo de mata ao redor dos cultivos de açaí afetam, diferentemente, os gêneros de formigas. Solenopsis (Westwood), Wasmannia (Forel) e Azteca Forel foram os gêneros de formigas mais frequentes nas áreas de floresta secundária. O período do ano de coleta também afetou as assembleias de formigas. Os períodos de transição de seco para o chuvoso e o período seco apresentaram maior abundância desses insetos, enquanto o contrário foi registrado no período chuvoso (CH), demonstrando a menor afinidade desses artrópodes por períodos de maior precipitação pluviométrica. A área de transição 2 (monocultivo de açaí) apresentou o maior número de formigas quando comparada com as demais áreas, independentemente do período do ano. Independente do sistema de cultivo avaliado, os gêneros de formigas mais abundantes nesta pesquisa foram Solenopsis, Pheidole (Westwood), Wasmannia e Azteca. A área de monocultivo de açaí apresentou maior abundância de Formicidae do que os dois SAFs analisados em todos os períodos de coleta, o que demonstra que a diversificação de cultivo não está diretamente ligada com a assembléia desses insetos.
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Decomposição e Atividade Microbiana da Serapilheira em Coberturas Florestais no Sul do Espírito Santo

Decomposição e Atividade Microbiana da Serapilheira em Coberturas Florestais no Sul do Espírito Santo

Fernandes MM, Pereira MG, Magalhães LMS, Cruz AR, Giácomo RG. Aporte e decomposição de serapilheira em áreas de floresta secundária, plantio de sabiá (Mimosa caesalpiniaefolia Benth.) e andiroba (Carapa guianensis Aubl.) na Flona Mário Xavier, RJ. Ciência Florestal 2006; 16(2): 163-175. http://dx.doi.org/10.5902/198050981897. Gama-Rodrigues AC, Barros NF, Santos ML. Decomposição e liberação de nutrientes do folhedo de espécies florestais nativas em plantios puros e mistos no sudeste da Bahia. Revista Brasileira de Ciencia do Solo 2003; 27(6): 1021-1031. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-06832003000600006. Gama-Rodrigues AC, Gama-Rodrigues EF, Barros NF. Balanço de carbono e nutrientes em plantio puro e misto de espécies florestais nativas no sudeste da Bahia. Revista Brasileira de Ciencia do Solo 2008; 32(5): 1165-1179. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-06832008000300025. Godinho TO, Caldeira MVW, Rocha JHT, Caliman JP, Trazzi PQ. Quantificação de biomassa e nutrientes na serapilheira acumulada em trecho de floresta estadual semidecidual submontana, ES. Cerne 2014; 20(1): 11-20. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-77602014000100002. Gonçalves SL, Saraiva OF, Torres E. Influência de fatores climáticos na decomposição de resíduos culturais de milho e soja. Londrina: Embrapa Soja; 2011. 25 p. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento.
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Estrutura e diversidade arbórea da Floresta Estacional Semidecidual secundária no Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Estrutura e diversidade arbórea da Floresta Estacional Semidecidual secundária no Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Este trabalho teve como objetivo principal realizar o diagnóstico da comunidade arbórea de um trecho de floresta secundária do Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora, a fim de se obter informações mais detalhadas sobre a estrutura e diversidade florística da Floresta Atlântica na Zona da Mata mineira e demonstrar a sua importância para a manutenção da biodiversidade da flora regional. Foram definidos os seguintes objetivos específicos: (1) analisar a composição, estrutura e diversidade de espécies arbóreas da comunidade, e comparar com os padrões obtidos em outros remanescentes florestais na região; (2) analisar a estrutura fitossociológica e a estrutura demográfica das principais espécies e sua representatividade na comunidade arbórea; (3) analisar, por meio de técnicas multivariadas, a heterogeneidade florística da comunidade arbórea e a existência de gradientes ambientais que relacionem a ocorrência das espécies ao longo da comunidade; (4) analisar a comunidade em termos de grupos ecológicos (grupos ecofisiológicos e síndromes de dispersão) das espécies e relacionar com o estágio sucessional.
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Food items found in regurgitation samples of Pyriglena leucoptera (Vieillot) (Aves, Thamnophilidae) in a secondary forest area in Rio de Janeiro State, southeastern Brazil.

Food items found in regurgitation samples of Pyriglena leucoptera (Vieillot) (Aves, Thamnophilidae) in a secondary forest area in Rio de Janeiro State, southeastern Brazil.

Itens alimentares encontrados em amostras de regurgitação de Pyriglena leucoptera (Vieillot) (Aves, Thamnophilidae) em.. uma floresta secundária no Estado do Rio de Janeiro.[r]

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Carbono orgânico total, biomassa microbiana e atividade enzimática do solo de áreas agrícolas, florestais e pastagem no médio Vale do Paraíba do Sul (RJ).

Carbono orgânico total, biomassa microbiana e atividade enzimática do solo de áreas agrícolas, florestais e pastagem no médio Vale do Paraíba do Sul (RJ).

Características do solo, como o carbono orgânico total (COT), a biomassa microbiana e a atividade enzimática, são influenciadas por diversos fatores e têm sido apontadas como indicadores adequados de alterações provocadas por diferentes sistemas de uso e manejo do solo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o COT, a biomassa microbiana e a atividade enzimática de um Cambissolo Háplico Tb distrófico típico de áreas agrícolas, florestais e de pastagem, no Médio Vale do Paraíba do Sul (RJ). Os sistemas avaliados foram: agricultura anual (AgAn); agricultura perene (AgP); pasto; floresta secundária em estádio inicial de sucessão (FSEI); floresta secundária em estádio médio de sucessão (FSEM); e floresta secundária em estádio avançado de sucessão (FSEA). Foram coletadas amostras de terra na camada de 0-5 cm, em duas épocas distintas (úmida e seca), e analisados o COT e as propriedades biológicas: C da biomassa microbiana - CBM; N da biomassa microbiana - NBM; respiração basal - RB; quociente metabólico - qCO 2 ; quociente
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PLASTICIDADE FENOTPICA DE CARACTERES 
            MORFOFISIOLGICOS E REFLEXO ESPECTRAL DE FOLHAS DE Ilex 
            paraguariensis A. St.-Hil

PLASTICIDADE FENOTPICA DE CARACTERES MORFOFISIOLGICOS E REFLEXO ESPECTRAL DE FOLHAS DE Ilex paraguariensis A. St.-Hil

A assinatura espectral foi obtida dentro do intervalo de comprimento de onda entre 325 nm a 1075 nm, com resolução espectral de 1 nm, cobrindo o visível e o infravermelho próximo do espectro eletromagnético. Foi usado o espectrorradiômetro de campo modelo Field Spec HandHeld II. As leituras foram realizadas em três folhas de quatro plantas diferentes do ecossistema de floresta secundária (FS), e também em três folhas de quatro plantas do ambiente do SAF. As leituras foram realizadas em todas as folhas, sempre na face adaxial, totalizando 12 medidas para cada ecossistema. Foram obtidas curvas espectrais para cada amostra e a seguir uma curva média referente a cada amostra, compondo assim o gráfico com a reflectância das folhas analisadas. Para o processamento dos dados espectrais, utilizou-se o software The Unscrambler X.3, no qual aplicou-se a derivada de Savitzky-Golay para suavização de dados, eliminando ruídos das assinaturas.
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FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES: COMPOSIÇÃO, COMPRIMENTO DE MICÉLIO EXTRARRADICULAR E GLOMALINA EM ÁREAS DE MATA ATLÂNTICA, RIO DE JANEIRO.

FUNGOS MICORRÍZICOS ARBUSCULARES: COMPOSIÇÃO, COMPRIMENTO DE MICÉLIO EXTRARRADICULAR E GLOMALINA EM ÁREAS DE MATA ATLÂNTICA, RIO DE JANEIRO.

No verão, a floresta secundária em estádio médio apresentou cerca de 80% mais PSRG-FE do que a FSEI. Em relação aos sistemas agrícolas, as diferenças percentuais foram maiores, uma vez que as áreas de FSEA e FSEM apresentaram 128% e 201% mais PSRG-FE do que a área de AgAn e, 85% e 144% mais PSRG-FE do que a área AgP, respectivamente (Tabela 6). A área de pastagem, por outro lado, apresentou concentração desta fração semelhante estatisticamente aos sistemas florestais (Tabela 6). No inverno, a área FSEA apresentou o mesmo padrão do verão, semelhante à área de pasto na qual quantificaram-se as maiores concentrações de PSRG-FE em relação às áreas agrícolas (AgAn e AgP), sendo os aumentos de 125% e 100%, respectivamente. A área FSEM, em contrapartida, não apresentou diferença significativa em relação aos sistemas agrícolas e a área FSEI (Tabela 6). Este padrão pode estar relacionado à atividade microbiana mais equilibrada entre estes sistemas, nesta época, o que pode ter contribuído para taxas de decomposição das hifas e consequente deposição de PSRG-FE semelhantes entre estes sistemas. Para Lutgen et al. (2003), a decomposição das hifas é um aspecto importante a ser considerado para contribuição do aumento de PSRG-FE.
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Composição florística e estrutura de um trecho de floresta ombrófila densa atlântica com uso pretérito de produção de banana, no parque estadual da Pedra Branca, Rio de Janeiro, RJ.

Composição florística e estrutura de um trecho de floresta ombrófila densa atlântica com uso pretérito de produção de banana, no parque estadual da Pedra Branca, Rio de Janeiro, RJ.

Outra espécie relevante foi Piptadenia gonoacatnha, que apresentou valores relativos de densidade e frequência baixos (1,3 e 1,67), tendo, no entanto, forte participação na dominância (6,76), por se tratar de espécie pioneira que se encontra em uma floresta em grau intermediário de sucessão. Borém e Oliveira-Filho (2002) observaram num trecho de floresta secundária, em área de uso pretérito para plantação de banana e posteriormente abandonada, a espécie P. gonoacantha com expressivo valor de importância, embora com apenas quatro indivíduos. Santana et al. (2004) também encontraram alto valor de importância dessa espécie em duas áreas estudadas de floresta secundária no Maciço do Mendanha e Maciço da Pedra Branca, Rio de Janeiro (RJ). Outros estudos destacaram esse táxon por seu elevado VI e por sua frequência em áreas degradadas e sujeitas ao efeito de borda (FERREIRA et al., 1999; FREITAS, 2003; SOUZA et al., 2003).
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BANCO DE SEMENTES DO SOLO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, EM VIÇOSA, MINAS GERAIS

BANCO DE SEMENTES DO SOLO DE UMA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL, EM VIÇOSA, MINAS GERAIS

Considerando todos os hábitos e todos os locais estudados, a densidade de sementes no solo variou de 347 a 2.767 sementes/m 2 (Tabela 3), indicando que o fragmento é formado por um mosaico vegetacional, influenciado pelos diversos tipos de ocupação da área, pela topografia, pelas faces de exposição à luz e pela vegetação que ocorre em seu entorno. Segundo Pezzopane (2001), a transmissividade da radiação fotossinteticamente ativa dos locais estudados variou de 1,6 a 9,3 %, e o índice de área foliar variou de 3,6 a 5,2 (Tabela 1), indicando que este fragmento de floresta secundária apresenta elevada variação de abertura de dossel, o que certamente influenciará a composição florística da vegetação arbórea adulta e, conseqüentemente, do banco de sementes do solo. Borém e Oliveira Filho (2002) e Louzada (2002) relataram variações na composição florística da vegetação em função da exposição do terreno e da posição topográfica. Ashton et al. (1998) relataram a existência de maior número de espécies e indivíduos em banco de sementes do solo no vale, em comparação com a encosta e o topo, sendo que a proporção de sementes germinadas em cada hábito de vida variou com a posição topográfica: graminóides e árvores foram mais abundantes no vale; herbáceas, na encosta; e arbustos, no topo.
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Estrutura e diversidade da regeneração florestal na nascente do Córrego São Pedro, Juiz de Fora, MG.

Estrutura e diversidade da regeneração florestal na nascente do Córrego São Pedro, Juiz de Fora, MG.

Este trabalho descreve a composição florística, a estrutura do estrato regenerante arbóreo de um trecho de floresta secundária na nascente do Córrego São Pedro, localizado na área rural do município de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. O manancial foi escolhido devido à sua importância como recurso hídrico pela sua condição de corredor ecológico e por se tratar de uma Área de Preservação Permanente – APP. Em um trecho que compreende 700 metros, a partir da nascente, foram alocadas 25 parcelas de 5x5m e amostrados todos os indivíduos arbóreos com o diâmetro à altura do peito (DAP) ≤ 5 cm e altura > 1m, totalizando 983 indivíduos pertencentes a 42 espécies. Houve predominância de espécies de estágios sucessionais iniciais. Foi observada, também, uma elevada dominância ecológica exercida principalmente pela alta densidade de Tibouchina granulosa (VI = 19,2%). O valor do índice de diversidade de espécies de Shannon (H’ = 2,81 nats.ind -1 ) foi inferior aos valores encontrados em fragmentos florestais na região. O fragmento de mata ciliar é
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Comparações florísticas e estruturais entre comunidades de palmeiras em fragmentos de floresta primária e secundária da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra - Rio Branco, Acre, Brasil.

Comparações florísticas e estruturais entre comunidades de palmeiras em fragmentos de floresta primária e secundária da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra - Rio Branco, Acre, Brasil.

O presente estudo compara a composição e estrutura das comunidades de palmeiras da Área de Proteção Ambiental Raimundo Irineu Serra - APARIS, localizada no perímetro urbano do Município de Rio Branco-Acre. Foram selecionadas três áreas de floresta secundária em estágios sucessionais distintos: 7,5 anos, 27,5 anos, 37,5 anos de idade, e um fragmento de floresta primária. Em cada área foram instaladas cinco parcelas de 20 X 20m, onde foram analisadas a composição florística, estrutura horizontal e estrutura populacional das palmeiras. Foram identificados 1.034 indivíduos, incluídos em 12 gêneros e 19 espécies de palmeiras. A área de floresta primária apresentou maior diversidade. Na análise da estrutura populacional de cada área, comprovamos a existência de uma escassez de plântulas (≤ 50 cm de altura) e adultos reprodutivos. A fragmentação alterou a composição e diminuiu a riqueza e a diversidade de palmeiras na área da APARIS, enquanto, está favorecendo a dominância de certas espécies como A. phalerata.
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Estimativa de componentes do balanço de radiação em diferentes tipos de uso e cobertura do solo.

Estimativa de componentes do balanço de radiação em diferentes tipos de uso e cobertura do solo.

Estudos sobre o balanço de radiação em áreas de expansão agropecuária, especialmente em estados agroexportadores como Mato Grosso, são relevantes para a compreensão da interação atmosfera-biosfera. Este estudo estimou alguns componentes do balanço de radiação em áreas distintas (floresta secundária, reflorestamento com eucaliptos e cultivos agrícolas) no município de Lucas do Rio Verde/MT com base em magens do satélite Landsat 5 – TM. As imagens escolhidas foram de 20/01 e 26/04 do ano de 2010. As imagens foram processadas utilizando o algoritmo SEBAL para o cálculo dos valores do saldo de radiação instantâneo (Rn inst ), albedo e NDVI. Os resultados evidenciaram alta variabilidade no Rn inst ,
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TRANSPOSIÇÃO DO BANCO DE SEMENTES DO SOLO COMO METODOLOGIA DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL DE PASTAGEM ABANDONADA EM VIÇOSA, MG

TRANSPOSIÇÃO DO BANCO DE SEMENTES DO SOLO COMO METODOLOGIA DE RESTAURAÇÃO FLORESTAL DE PASTAGEM ABANDONADA EM VIÇOSA, MG

RESUMO – Este estudo teve como objetivo comparar a transposição do banco de sementes do solo de dois estádios sucessionais (floresta secundária inicial - Fi e floresta madura - Fm) de Floresta Estacional Semidecidual para um trecho de pastagem abandonada de Melinis minutiflora P. Beauv., na Reserva Mata do Paraíso, em Viçosa, MG. Foram alocadas em cada trecho sucessional de floresta 10 parcelas, bem como retiradas do centro de cada parcela amostras de 1 m² e 5 cm de profundidade de solo superficial, sendo em seguida depositadas em clareiras abertas na pastagem abandonada. No período de maio de 2008 a fevereiro de 2009, foram registrados, nas clareiras cobertas com banco de sementes, 231 indivíduos, distribuídos em 13 famílias, 17 gêneros e 22 espécies. As espécies mais abundantes foram a Vernonia polyanthes, com 108 indivíduos; e Senna multijuga, com 39. As diferenças de riqueza e densidade entre os bancos de sementes oriundos dos dois trechos sucessionais foram significativas a 1% de probabilidade, sendo a maior densidade encontrada no banco de sementes do solo procedente do trecho Fi. As clareiras-testemunha foram colonizadas por herbáceas e, principalmente, pela gramínea exótica Melinis minutiflora. Este estudo mostra que é recomendável e viável a adoção da técnica de transposição do banco de sementes como metodologia de restauração florestal de pastagem abandonada, devendo o banco ser coletado, preferencialmente, em florestas secundárias em estádio sucessional inicial. Palavras-chave: Nucleação, Sucessão florestal e Recuperação de áreas degradadas.
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uma floresta primária, mas, posteriormente, trata-se muitas vezes de uma floresta secundária (capoeira). A matéria orgânica é queimada e, sem mexer o solo, são plantadas principalmente culturas alimentares como mandioca, milho, feijão e arroz. Após a colheita, a área volta a transformar-se em floresta secundária e uma outra área é roçada em seguida (ciclo de rotação). Em relação ao trabalho e à manutenção da fertilidade do solo, este método é apropriado economica e ecologicamente, enquanto os períodos de pousio adequados são observados (RUTHENBERG; ANDREAE, 1982, p. 131-132). A rotação entre o cultivo e o pousio ocorre dentro da área do estabelecimento ocupado por um longo prazo – portanto, não se trata de agricultura migratória. Este sistema refere-se apenas às culturas anuais (aqui entendido como culturas com período vegetal de um a dois anos), enquanto no mesmo estabelecimento podem ser encontradas culturas perenes e pastagens, que frequentemente ocupam áreas maiores. No entanto, quando o período de pousio é reduzido e o tempo do uso da terra aumenta, observa-se uma perda da fertilidade da área (chamado também fertilidade do meio; caracterizada pela alteração de fatores físicos e químicos relacionadas à fertilidade do solo, o aumento da concorrência pela vegetação natural não desejada e a falta de matéria orgânica para queimar). Consequentemente, a produção passa por uma redução drástica.
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