Florestas - Manejo

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Plantações florestais e a proteção de florestas nativas em unidades de manejo certificadas no Brasil.

Plantações florestais e a proteção de florestas nativas em unidades de manejo certificadas no Brasil.

Existem duas modalidades de certificação implementadas pelos órgãos credenciados pelo FSC: a) Certificação do Manejo Florestal, quando são certificadas as operações de manejo florestal que atendem aos Princípios e Critérios do FSC; b) Certificação de Cadeia de Custódia (CoC), quando são certificados os produtos florestais através do uso do “selo verde” nesses produtos, com a inspeção de toda a cadeia produtiva, tendo-se a garantia que toda a matéria-prima utilizada teve sua origem em florestas certificadas. Esse fato é importante porque, muitas vezes, o produto florestal, originado numa unidade de manejo certificada, é transportado e processado por diferentes organizações, até chegar ao consumidor final (IMAFLORA, 2002; NARDELLI; TOMÉ, 2002). A certificação de cadeia de custódia está presente em diversas indústrias do setor florestal, como a moveleira, por exemplo (JACOVINE et al., 2006; ALVES et al., 2009a, b).
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Na trilha do manejo científico da floresta tropical: indústria madeireira e florestas nacionais.

Na trilha do manejo científico da floresta tropical: indústria madeireira e florestas nacionais.

Considerando-as como recurso estratégico, o Código Florestal de 1965 reafirmou a posição das florestas como domínio público sob estrito controle do governo federal e centralizou todas as ações relacionadas às políticas florestais, assim como estabeleceu leis para disciplinar e controlar o seu acesso e a sua exploração. Entre estas leis, determinou para a Amazônia, diferentemente das demais regiões, a preservação de 50% da cobertura florestal nas áreas de propriedade privada e estabeleceu que a exploração madeireira fosse realizada somente com base em planos de manejo que seguissem rigorosos critérios técnicos. Além disso, o novo código estabeleceu dois conjuntos de categorias de reservas ambientais a serem criadas e implementadas pelo Estado: as reservas de proteção integral, denominadas de “uso indireto”, que incluíam os Parques Nacionais, Estaduais e Municipais e as Reservas Biológicas; e as reservas de “uso direto”, nas quais os recursos poderiam ser manejados para propósitos econômicos, técnicos ou sociais, tais como as Florestas Nacionais, Estaduais ou Municipais.
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IMPORTÂNCIA DO MANEJO DE FLORESTAS NATIVAS PARA A RENDA DA PROPRIEDADE E ABASTECIMENTO DO MERCADO MADEIREIRO IMPORTANCE OF NATIVE FOREST MANAGEMENT FOR INCOME OF FARMS AND THE SUPPLY OF TIMBER MARKETS Franz Heinrich Andrae1 Paulo Renato Schneider2 Miguel

IMPORTÂNCIA DO MANEJO DE FLORESTAS NATIVAS PARA A RENDA DA PROPRIEDADE E ABASTECIMENTO DO MERCADO MADEIREIRO IMPORTANCE OF NATIVE FOREST MANAGEMENT FOR INCOME OF FARMS AND THE SUPPLY OF TIMBER MARKETS Franz Heinrich Andrae1 Paulo Renato Schneider2 Miguel

A produção brasileira de madeira industrial baseia-se essencialmente nas plantações florestais, porém, somente no setor de serraria existe ainda uma parcela apreciável de toras de origem de florestas nativas, desconsiderando o uso da madeira para fins energéticos. Com a criação de concessões florestais deu-se um passo importante rumo ao manejo das florestas nativas do norte do país. Já no extremo sul existem florestas nativas somente em estágios de recuperação, em propriedades familiares e cujo manejo é muito restrito. No presente artigo argumenta-se sobre a importância de manejar as florestas nativas, mesmo em pequenas propriedades. Para isto, toma-se como exemplo o caso da Áustria, cujo território é dominado por florestas nativas em pequenas propriedades. A tradição deste uso é baseada em uma legislação adequada, no trabalho do serviço de extensão e de pesquisa que geram um ambiente no qual os benefícios materiais e imateriais da floresta se aliam aos interesses da sociedade e aos econômicos dos proprietários. O manejo das pequenas unidades florestais permite alcançar um regime de sustentabilidade periódico, cujas intervenções silviculturais partem das condições locais, sendo o objetivo central a árvore e não o povoamento. Este procedimento de manejo, atualmente recomendado para a produção de madeira de elevado valor econômico, é descrito de maneira resumida.
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Diagnóstico de planos de manejo florestal em áreas de florestas estacionais semideciduais no Estado de Minas Gerais

Diagnóstico de planos de manejo florestal em áreas de florestas estacionais semideciduais no Estado de Minas Gerais

áreas de reserva legal, constatou-se que: a sustentabilidade dos planos de manejo depende, fundamentalmente, do nível de intervenção, da qualidade da gestão institucional do poder público, da capacidade administrativa e do nível técnico do executor. Em nenhum dos planos de manejo estudado houve efetiva aplicação de tratamentos silviculturais e monitoramento, conforme prescrevia a legislação vigente. O ciclo de corte de 12 anos prescrito na legislação vigente é incom- patível com o crescimento do estoque remanescente das florestas estacionais semideciduais dos planos de manejo estudados. Houve evidências de exploração das áreas de reserva florestal legal conjuntamente com as áreas autorizadas para manejo florestal. Os planos de manejo permitiram o acesso legal ao uso dos recursos florestais, contribuindo para conservação e proteção da biodiversidade, e mesmo com as deficiências legais e técnicas apresentadas a cobertura florestal remanescente apresenta-se em razoável estado de proteção e conservação, o que não ocorreria caso se tratasse de projetos de desmatamentos.
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Alteração florística de áreas de florestas exploradas convencionalmente em planos de manejo, nos domínios de floresta atlântica, Minas Gerais-Brasil.

Alteração florística de áreas de florestas exploradas convencionalmente em planos de manejo, nos domínios de floresta atlântica, Minas Gerais-Brasil.

De acordo com Jardim et al. (1993), a atividade de exploração florestal infuencia consideravelmente a diversidade de espécies e, conseqüentemente, a composição florística do local e que também sofre influência do tamanho das clareiras (WHITMORE, 1978, 1989; DENSLOW, 1980, 1987) e do tipo de exploração, se convencional ou planejada (VIDAL et al., 1998). O Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, órgão responsável pela gestão dos recursos florestais do Estado, protocolou planos de manejo para exploração florestal em várias regiões do Estado. Nas áreas de formações florestais foram protocolados, nos escritórios do IEF-MG, 132 planos no período de 1993 a 1998, sendo 70 (53,07%) na microrregião da Zona da Mata, 60 (45,46%) na microrregião Centro-Sul e 2 (1,31%) na microrregião Nordeste. Desse total, 78 planos (58,2%) possuem áreas de exploração de 10 hectares, 33 (24,62%) entre 10 e 20 hectares e 22 (16,42%) acima de 50 hectares, caracterizando o manejo em pequenos fragmentos florestais, o que dificulta, sobremaneira, a sua fiscalização e o seu monitoramento (IEF, 2000)
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Alteração estrutural de áreas de florestas exploradas convencionalmente em planos de manejo, nos domínios de floresta Atlântica, Minas Gerais, Brasil.

Alteração estrutural de áreas de florestas exploradas convencionalmente em planos de manejo, nos domínios de floresta Atlântica, Minas Gerais, Brasil.

O Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), órgão responsável pela gestão dos recursos florestais do Estado, começou, a partir daquela data, a protocolar planos de manejo para exploração florestal em várias regiões mineiras. Nas áreas de formações florestais foram protocolados, nos escritórios do IEF-MG, 132 planos no período de 1993 a 1998, sendo 70 planos (53,07%) na microrregião da Zona da Mata, 60 (45,46%) na microrregião Centro Sul e 2 (1,31%) na microrregião Nordeste (CPMF, 2000). Desse total, 78 planos (58,2%) possuem áreas de exploração de 10 ha, 33 (24,62%) entre 10 e 20 ha e 22 (16,42%) acima de 50 ha, caracterizando o manejo em pequenos fragmentos florestais, o que dificulta, sobremaneira, a sua fiscalização e o seu monitoramento.
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A incorporação de corredores de conectividade no manejo de florestas industriais utilizando a heurística da RazãoR.

A incorporação de corredores de conectividade no manejo de florestas industriais utilizando a heurística da RazãoR.

Além disso, apesar de a fazenda considerada no estudo de caso possuir tamanho e número de unidades de manejo suficientes para se avaliar a aplicabilidade das técnicas propostas para a implantação dos corredores de conectividade em problemas de escala real, sua área ainda é pequena quando comparada à área total média que as empresas de grande porte necessitam trabalhar no planejamento estratégico do manejo de suas florestas. Para esses casos, modelos matemáticos de programação linear inteira mista podem não ser capazes de gerar soluções viáveis em um tempo computacionalmente aceitável. É, portanto, papel da ciência elaborar e testar métodos alternativos, como a heurística da RazaoR, que permitam a gestores florestais resolverem problemas de otimização.
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CRITÉRIOS E INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA O MANEJO DE FLORESTAS TROPICAIS

CRITÉRIOS E INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE PARA O MANEJO DE FLORESTAS TROPICAIS

Atualmente, o desejo de que o manejo dessas florestas se faça de forma “ecolo- gicamente adequada, economicamente sustentável e socialmente justa” tem sensibilizado inúmeras organizações e mobilizado uma multidão com o objetivo de colocar em prática esse paradigma (RODRIGUEZ, 1998). Em função disso, tem-se buscado um modelo de desenvol- vimento florestal que visa substituir o modelo antigo de exploração dos remanescentes flores- tais naturais (corte raso com extração volumétrica e alteração de uso do solo) por um modelo moderno de Manejo Florestal de Rendimento Sustentável onde as interações das florestas com outros recursos como água, solo, atmosfera, fauna e conservação da biodiversidade sejam levados em consideração (COELHO, 1999).
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Avaliação de métodos de amostragem em ocasiões sucessivas aplicados no manejo de florestas inequiâneas

Avaliação de métodos de amostragem em ocasiões sucessivas aplicados no manejo de florestas inequiâneas

A certificação florestal tem o papel de atestar o produto que está sendo extraído da floresta. Com a certificação e a crescente demanda da população por produtos que respeitem as questões ambientais e sociais, estudos que incluam restrições que produzem efeitos benéficos sobre o bioma e a população local estão sendo requisitados. Portanto, a construção de modelos matemáticos, algoritmos e heurísticas para a elaboração de plano de manejo tem constituído um desafio para o planejamento florestal nas últimas décadas gerando assim, uma demanda de estudo (MOREIRA, 2008).
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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA DIVERSIDADE E MANEJO DA VIDA SILVESTRE Influência do gado e da monocultura de Eucalyptus sp. em florestas ripárias do sul do

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA DIVERSIDADE E MANEJO DA VIDA SILVESTRE Influência do gado e da monocultura de Eucalyptus sp. em florestas ripárias do sul do

A partir da década de 60, muitas áreas campestres utilizadas para criação extensiva de gado começaram a ser substituídas por plantios florestais pelas indústrias de celulose, resultando em uma expansão de plantações de árvores exóticas dos gêneros Eucalyptus e Pinus no sul do país (VOLPATO et al., 2010). Os plantios de espécies madeireiras, como o caso do eucalipto, ocupam hoje extensas áreas em todo o país (SBS 2008) e existem diversos fragmentos de florestas nativas imersas nessas áreas (NASCIMENTO et al., 2010) que servem como local de manutenção da biodiversidade de espécies nativas e fonte de propágulos para o sub-bosque dos plantios de eucalipto (GONZALEZ et al., 2010). A capacidade de regeneração natural de espécies de plantas nativas em monoculturas arbóreas pode ser considerada um fator de grande valor para a manutenção da biodiversidade, auxiliando na manutenção do patrimônio genético vegetal e criando condições de abrigo e alimentação para a fauna (SARTORI, 2001). Embora estas florestas tenham sido criticadas por substituir ou degradar valiosos ecossistemas existentes e consideradas de pouca relevância como um habitat para a biodiversidade normalmente associados com mata nativa (COSSALTER; PYE-SMITH, 2003), diversos estudos tem demonstrado que estes plantios podem ter uma grande importância na promoção da regeneração natural da vegetação nativa em seu sub-bosque e na conservação de espécies (FONSECA et al., 2009, ONOFRE et al., 2010).
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Estratégias de regulação de florestas equiâneas com vistas ao manejo da paisagem

Estratégias de regulação de florestas equiâneas com vistas ao manejo da paisagem

Técnicas analíticas geralmente são adaptáveis às metas espaciais e tempo( rais do manejo florestal, desde a tradicional programação matemática até as técnicas heurísticas. As principais limitações relatadas em técnicas tradicionais de programa( ção matemática considerando variáveis inteiras são: a inviabilidade de formulação de complexos problemas com relações lineares; a inviabilidade de resolução de proble( mas em um tempo razoável; e a limitação de variáveis e constantes que podem ser incluídas no problema. Por outro lado, as principais limitações das heurísticas são: o tempo necessário para o desenvolvimento e aplicação para cada específico problema de planejamento; e a incapacidade de garantir que a solução ótima possa ser encon( trada (Gadow e Pukkala, 2008). A grande vantagem da utilização de técnicas tradi( cionais de programação matemática é que quando a solução é gerada, ela é necessa( riamente ótima. A principal vantagem da utilização de técnicas heurísticas é que elas podem gerar rapidamente varias soluções para problemas complexos (Gadow e Puk( kala, 2008; Bettinger et al., 2009).
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UTILIZAÇÃO E MANEJO DOS RECURSOS MADEIREIROS DAS FLORESTAS TROPICAIS ÚMIDAS.

UTILIZAÇÃO E MANEJO DOS RECURSOS MADEIREIROS DAS FLORESTAS TROPICAIS ÚMIDAS.

Os principais sistemas s i l v i - culturais utilizados no manejo florestal em regime de rendimento sustentado foram: Malaio Uniforme (original), Tropical Shelterwood (original), Se[r]

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Carla Daniele Furtado da Costa VULNERABILIDADE AO FOGO DE FLORESTAS INTACTAS E DEGRADADAS NA REGIÃO DE SANTARÉM - PARÁ

Carla Daniele Furtado da Costa VULNERABILIDADE AO FOGO DE FLORESTAS INTACTAS E DEGRADADAS NA REGIÃO DE SANTARÉM - PARÁ

A Amazônia se constitui atualmente como a maior floresta tropical úmida remanescente e contínua do mundo e abriga a maior diversidade de plantas e animais dentre todos os biomas da Terra, constituindo de suma importância para a manutenção da biodiversidade. A região tem passado por mudanças significativas nas últimas décadas, mudanças que são resultantes principalmente das alterações da paisagem/cobertura vegetal, impulsionadas pelo aumento populacional e práticas de manejo inadequado da terra, resultado de desmatamentos, queimadas, mudanças nas atividades agrícolas, pecuária, exploração madeireira, programas de colonização, abertura de estradas e problemas latifundiários. Dentre esses fatores, as queimadas e incêndios florestais se tornam os problemas mais críticos para a região, pois o manejo do fogo pelos produtores rurais na maioria das vezes é feito de forma inadequada, escapando de controle e provocando prejuízos econômicos, sociais e ecológicos. Florestas que já queimaram uma vez ficam mais susceptíveis a novos incêndios, pois tornam-se mais inflamáveis devido a modificação em sua estrutura do dossel, na dinâmica de umidade relativa do ar, temperatura do ar e no combustível fino no chão da floresta. Sendo assim, objetivou-se neste trabalho investigar os padrões diurnos de inflamabilidade de florestas intactas e degradadas na região de Santarém – PA, área de grandes alterações no padrão de uso do solo, com intensas atividades agrícolas e agropecuárias, região que apresenta também número significativo de focos de incêndios. Observou-se que as florestas intactas da região são significativamente menos inflamáveis do que as florestas degradadas, e as bordas das florestas degradadas são mais inflamáveis que seu interior, comprovados por dados da dinâmica de umidade relativa e temperatura do ar, umidade
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MATERIAIS E MÉTODOS Área de estudo: A Ilha Grande faz parte de

MATERIAIS E MÉTODOS Área de estudo: A Ilha Grande faz parte de

vegetação, é a da resultante geoecológica do manejo caiçara sobre extensões amplas de mata atlântica. Em outras palavras: com base nos dados obtidos, qual seria a influência do manejo caiçara na formação da paisagem flo- restada? Tomando-se como limite e escala a ex- tensão da Ilha Grande, há que se ressaltar que não se dispõe de imagem geoprocessada que permita espacializar o grande mosaico consti- tuído pelas manchas de florestas secundárias de diferentes idades, face às sutilezas das va- riações. Mesmo com a utilização de aerofoto- grametria, a delimitação dos estágios suces- sionais é dificultada pela inexistência de pa- drões que diferenciem cada estágio, nota- damente para os mais avançados. No entanto, as informações obtidas em extensas explora- ções de campo permitem afirmar que a maior parte do território da Ilha Grande é constituído por grandes extensões de formações secundá- rias, a maioria em estágios avançados de re- generação, cujas idades podem estar na faixa de 30 a 100 anos.
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N ATURAL DEF LORESTAS S ECAS: I

N ATURAL DEF LORESTAS S ECAS: I

indivíduos de uma mesma espécie, como em Aspidosperma subincanum, Eugenia sp. e Machaerium scleroxyllum, que não formam banco de sementes e, portanto, seria improvável que tivessem dispersado da floresta que está a 500 m. Embora não se pretenda aqui fazer uma comparação entre as áreas gradeadas, porque características intrínsecas de cada área não permitem generalizações confiáveis, é importante observar que a capoeira teve uma densidade quatro vezes maior que a pastagem de 25 anos e mais que dez vezes a da pastagem de 10 anos, o que provavelmente se deve ao pouco manejo que essa área sofreu. Porém, a pastagem de 10 anos foi amostrada apenas 20 dias depois da gradagem e mais indivíduos poderiam rebrotar caso o levantamento fosse realizado posteriormente. Espécies com baixa densidade no fragmento florestal podem não ter sido amostradas nas áreas gradeadas porque o esforço amostral para incluí-las no levantamento teria que ser maior, assim como espécies amostradas nas áreas gradeadas, que não foram amostradas no fragmento. Algumas espécies ocorreram em alta densidade no fragmento, mas em baixa densidade e freqüência em uma ou mais áreas gradeadas. Dentre estas espécies, destacam-se as que (1) ocorreram na pastagem adjacente ao fragmento e, portanto, devem ser associadas a uma característica ambiental espacialmente agregada e (2) aquelas de madeira leve, que podem perder mais rapidamente a capacidade de rebrota ou mesmo não apresentarem esta capacidade por serem decompostas. A diferenciação na capacidade de rebrota entre formas de vida ou estágio sucessional das espécies de uma comunidade é uma questão aberta e de fundamental importância, por exemplo, para o investimento em reposição de espécies que não têm esta capacidade. A rebrota para a vegetação estudada parece ter um papel muito mais importante que em outras florestas tropicais já estudadas, visto que mesmo a idade das pastagens e o manejo a que foram submetidas não foram suficientes para
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Análise de conflitos do sistema de concessões florestais no Brasil

Análise de conflitos do sistema de concessões florestais no Brasil

As mudanças negativas são: restringir a licitação a empresas brasileiras não é interessante ao desenvolvimento do manejo florestal; surgimento de conflitos de interesse político com o INCRA (MDA), Funai, e Ibama 84 , pois se criou um outro órgão para brigar pelas terras; O SFB foi criado no escopo da concessão florestal, o que o limita muito. Deveria ter sido o contrário, um dos braços de ação do SFB deveria ser a concessão florestal (vinculada), incluindo fomento e desenvolvimento; a estrutura física e humana do SFB é muito pequena para um país com a vocação florestal do porte brasileiro; a Lei deixa o SFB atrelado a muitos órgãos (Ibama, ICMBio), o que pode travar as concessões em um momento político desfavorável; impactos sociais negativos nas comunidades, pois elas têm dificuldade de acesso à área; destinação das Florestas Nacionais para outro fim que não atender à demanda de uma comunidade; expectativa criada sobre a resolução instantânea de problemas seculares de gestão florestal, como desmatamento e grilagem de terras; a Lei foi criada para ser aplicável em todos os biomas, tipos de florestas e regiões do Brasil, porém só foi pensada e discutida nos moldes da Floresta Amazônica; possibilidade de ser julgada inconstitucional, pois a Constituição reza, no parágrafo 5º do artigo 225, que as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados são indisponíveis por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais**.
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Universidade Federal do Pará Núcleo de Meio Ambiente Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia Ana Luiza Violato Espada

Universidade Federal do Pará Núcleo de Meio Ambiente Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia Ana Luiza Violato Espada

Nesta dissertação analisou-se a contribuição da parceria no manejo florestal comunitário para a gestão de recursos naturais e desenvolvimento local em florestas públicas da Amazônia brasileira. Os objetivos específicos foram compreender os mecanismos de funcionamento das parcerias e como elas influenciam na implementação do manejo florestal comunitário em florestas públicas; compreender se existem relações desiguais de poder nas parcerias e se os parceiros lançam mão de mecanismos para compensar tal desequilíbrio; e analisar os benefícios que as parcerias aportam na implementação e consolidação do manejo florestal comunitário, propondo recomendações para a busca do desenvolvimento local pautado na gestão dos recursos naturais. Os conceitos teóricos que fundamentam o estudo são da governança ambiental, parceria e desenvolvimento local por envolverem diferentes atores atuando de forma sinérgica para a promoção da melhoria da qualidade de vida, bem-estar social e uso sustentável dos recursos naturais. A metodologia foi baseada em um estudo de caso único de uma cooperativa comunitária que executa manejo florestal na Floresta Nacional do Tapajós, região oeste do Pará. Os resultados revelam que o manejo florestal comunitário nesta floresta pública foi implementado e aprimorado a partir de uma rede de parceiros envolvendo governo, sociedade civil organizada, empresa, universidade e comunidades locais. Mostram, ainda, que existem relações desiguais de poder nas relações entre os parceiros e inexiste uma estratégia para as parcerias, enfraquecendo o capital social estabelecido. Mesmo assim, as parcerias contribuem para a formatação da gestão coletiva dos recursos florestais, a qual se mostra eficiente e qualificada, ao permitir a geração de trabalho, renda e aperfeiçoamento técnico e profissionalizante dos moradores da floresta. O modelo de gestão do manejo florestal comunitário na Floresta Nacional do Tapajós é referência nacional e internacional, sendo fruto da atuação de diversos parceiros institucionais, políticos e técnicos e que promovem, cada um com sua expertise, as bases para o desenvolvimento local do oeste do Pará, Amazônia.
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Estratificação volumétrica por classes de estoque em uma Floresta Ombrófila Densa, no Município de Almeirim, Estado do Pará, Brasil.

Estratificação volumétrica por classes de estoque em uma Floresta Ombrófila Densa, no Município de Almeirim, Estado do Pará, Brasil.

combinadas de manejo florestal com cadeia de custódia pelo FSC, o que perfazia 6.247.759,73 ha de florestas, sendo 2.737.221,57 ha de florestas nativas e 3.510.538,16 ha de florestas plantadas (SFB, 2010; BRASIL, 2011). A empresa Orsa Florestal, que executa um PMFS pleno (BRASIL, 2006, 2009), numa área de reserva legal de aproximadamente 545 mil hectares com predomínio de Floresta Ombrófila Densa primária, no Estado do Pará, Brasil, é um desses produtores de madeira legal, sustentável e certificada, cujas experiências devem ser divulgadas.

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Análise documental e de consistência técnica de planos de manejo florestal em áreas de formações florestais, no Estado de Minas Gerais.

Análise documental e de consistência técnica de planos de manejo florestal em áreas de formações florestais, no Estado de Minas Gerais.

RESUMO – Neste estudo foram utilizados dados de 42 planos de manejo florestal (PMF), protocolados no Instituto Estadual de Florestas no período de 1992 a 1998, com o objetivo de realizar a análise documental através de indicadores e verificadores de sustentabilidade de fácil aplicação, pertencentes à estrutura básica de um plano de manejo, conforme normas legais vigentes no Estado de Minas Gerais. Portanto, inicialmente fez-se a padronização de procedimentos referentes a todas as etapas de um PMF, tendo como base as exigências legais do Estado, de onde se originou a lista de checagem (check list) e, conseqüentemente, os indicadores e verificadores utilizados na análise documental dos PMF. Constatou-se que a ausência de um roteiro básico para elaboração dos PMF compromete a análise documental prévia para protocolo institucional e que houve deficiência institucional na análise documental e técnica dos planos de manejo. Os itens constantes dos PMF que apresentaram menor porcentagem de atendimento foram os que exigiram mais conhecimentos técnicos (análise de impacto ambiental, sistema silvicultural e bibliografia), enquanto os descritivos foram os que apresentaram maior porcentagem de atendimento e os que exigiram menos conhecimentos técnicos (objetivos e justificativas, informações gerais e discriminação de áreas da propriedade). Os indicadores e verificadores mostraram-se eficientes e de fácil aplicação nas análises documental e técnica dos planos de manejo estudados. A análise prévia documental, fundamentada em um roteiro básico elaborado neste estudo, reprovou todos os planos de manejo. É necessário padronizar e informatizar os procedimentos de análises documental e técnica para aprovação dos planos de manejo. O nível de exploração florestal, em área basal, de todos os planos de manejo analisados ultrapassou o limite máximo de intervenção permitido por lei.
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