Florestas - Regeneração

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Estrutura e regeneração de clareiras em florestas pluviais tropicais.

Estrutura e regeneração de clareiras em florestas pluviais tropicais.

por exemplo, poderiam ser direcionados para entender o comportamento das espécies em diferentes zonas de clareiras. Por fim, há carência de informações ecofisiológicas que permitam uma divisão confiável de muitas populações florestais nos diferentes grupos ecológicos. Ainda existe divergência entre autores na classificação ecológica de muitas espécies florestais e a maioria das divisões propostas até hoje está baseada principalmente no conhecimento empírico dos autores. Por um outro lado, grande parte dos estudos disponíveis na literatura caracteriza-se pela curta duração, o que dificulta a compreensão dos processos envolvidos na regeneração de clareiras a longo prazo. Nesse contexto, os projetos de pesquisa com média ou longa duração que estão em andamento no Brasil e no mundo, certamente trarão um entendimento mais completo destes processos e, conseqüentemente, da dinâmica de florestas pluviais tropicais. Também não se deve pressupor que as diferentes florestas pluviais tropicais estejam submetidas a um mesmo modelo de regeneração. É preciso adaptar os modelos de regeneração e dinâmica de clareiras existentes para cada formação florestal (e.g., florestas ombrófilas e estacionais, floresta densas e abertas) e quantificar a influência da abertura de clareiras em cada uma delas.
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Diversidade e regeneração natural de árvores em florestas de restinga na ilha do...

Diversidade e regeneração natural de árvores em florestas de restinga na ilha do...

Os trabalhos observacionais, apesar de serem basicamente descritivos, são muito importantes para a geração de hipóteses. Acreditamos que esse seja um dos grandes méritos deste trabalho, pois em todos os capítulos procuramos gerar hipóteses buscando entender os padrões observados e, mais importante ainda, procuramos gerar hipóteses que pudessem ser testadas em estudos futuros. É importante ressaltar, também, que o acompanhamento de várias fases da ontogenia das plantas (sementes, plântulas e adultos) é essencial para o entendimento da estruturação e da dinâmica das populações e das comunidades vegetais, conforme foi mostrado ao longo deste trabalho. Ainda, os projetos em grande escala, como o Parcelas Permanentes, são imprescindíveis para estudos como este, uma vez que deve haver o acompanhamento da dinâmica de regeneração natural ao longo do tempo para a confirmação se os padrões observados se mantêm. Além disso, mesmo com apenas um ano de análise temporal foi possível testar algumas partes do modelo de estruturação das florestas estudadas, devido, em grande parte, aos dados dos indivíduos arbóreos adultos previamente coletados na parcela permanente do PEIC.
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Riqueza e abundância de anuros de serapilheira em florestas em regeneração do estado...

Riqueza e abundância de anuros de serapilheira em florestas em regeneração do estado...

Estima-se que atualmente 80% dos remanescentes florestais de Mata Atlântica estejam localizados em propriedades particulares, o que torna evidente a necessidade da conservação dessas áreas por entidades engajadas. A avaliação e o monitoramento das florestas restauradas são essenciais para o aperfeiçoamento das técnicas de restauração, contribuindo dessa forma para a manutenção e a permanência da biodiversidade nessas áreas. O presente estudo teve como objetivo avaliar a influência do tempo de restauração florestal em áreas plantadas com espécies arbóreas nativas e suas características estruturais sobre a riqueza e abundância da anurofauna de serapilheira. Os dados da presente pesquisa foram obtidos entre abril de 2011 e fevereiro de 2012, em parcelas de 5 × 5 m dispostas em 12 fragmentos localizados em três áreas de vegetação nativa e uma cronossequência (cinco meses e quatro e 11 anos de idade) de áreas restauradas, totalizando três fragmentos por idade. Em cada fragmento foram instaladas seis unidades amostrais, cada uma composta por quatro parcelas, perfazendo 288 parcelas de esforço amostral. Além da contagem de anuros, em cada parcela, com a intenção de caracterizar os micro-habitats disponíveis para os anuros dentro das diferentes florestas, foram medidas as seguintes variáveis abióticas: temperatura e umidade relativa do ar aprisionado na serapilheira, profundidade da serapilheira e cobertura do dossel. Observou- se a presença de cinco espécies distribuídas em cinco famílias. A maior riqueza de espécies e abundância foram registradas nos fragmentos com 11 anos de restauração, seguida pela área de floresta nativa e pelo fragmento com cinco meses de idade. Na área com quatro anos de restauração nenhum indivíduo foi capturado. A análise de correlação de Spearman indicou que a riqueza foi significativamente correlacionada com a profundidade de serapilheira e a cobertura do dossel. Foi observada correlação positiva entre as variáveis cobertura do dossel e profundidade de serapilheira e correlação negativa entre umidade relativa do ar e temperatura relativa do ar. O teste de Kruskal-Wallis indicou diferença significativa entre os diferentes tipos de fragmentos avaliados. O teste de Wilcoxon revelou que os fragmentos de cinco meses e quatro anos não diferiram entre si, mas foram significativamente diferentes dos fragmentos de 11 anos e de floresta nativa. Ressalta-se, no entanto, a necessidade de estudos de médio e longo prazo para que se possa melhorar a compreensão dos processos envolvidos na sucessão ecológica e da ocupação desses habitats pelas espécies de anuros.
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MECANISMOS DE REGENERAÇÃO NATURAL EM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL NATURAL REGENERATION MECHANISMS IN A SEASONAL DECIDUOUS FOREST FRAGMENT Marta Silvana Volpato Sccoti1 Maristela Machado Araujo2 Cristiane Friedrich Wendler3 Solon Jonas Long

MECANISMOS DE REGENERAÇÃO NATURAL EM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL NATURAL REGENERATION MECHANISMS IN A SEASONAL DECIDUOUS FOREST FRAGMENT Marta Silvana Volpato Sccoti1 Maristela Machado Araujo2 Cristiane Friedrich Wendler3 Solon Jonas Long

Diante da perda da biodiversidade e do habitat natural decorrentes da fragmentação das florestas, surge a necessidade de alternativas que possibilitem a recuperação desses ambientes. Assim, este estudo objetivou obter informações sobre o potencial dos mecanismos de regeneração natural (chuva de sementes, banco de sementes do solo, banco de plântulas e regeneração natural estabelecida) em um remanescente de Floresta Estacional Decidual, visando à conservação e recuperação destes ecossistemas. O estudo foi realizado de forma sistemática, a partir da demarcação de 14 unidades amostrais de 2.000 m², dentro das quais foram selecionadas, aleatoriamente, 70 subparcelas onde foram avaliados os mecanismos de regeneração. A chuva de sementes foi avaliada durante um ano, com base no material obtido mensalmente a partir de coletores. Para o estudo do banco de sementes foram tomadas amostras de solo, com uso de um gabarito de ferro com 25x25x5 cm de dimensões, monitoradas durante 7 meses mediante germinação das sementes. A regeneração natural foi avaliada em duas classes: banco de plântulas e regeneração natural estabelecida, onde foram identificados e medidos indivíduos com h≥30 cm e DAP<5 cm. A chuva de sementes apresentou densidade média de 1350 sementes.m - ² na área, dentre as quais se observou 73 espécies, predominantemente,
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Uma Petrobrás das florestas?.

Uma Petrobrás das florestas?.

Vejamos, nos últimos 25 anos a pesquisa científica sobre a regeneração de florestas tropicais produziu um ex- tenso volume de informações que demonstram que as florestas estão continuamente e imperceptivelmente se refazendo, através de um mecanismo de abertura e cicatrização de pequenas clareiras. Quando uma, ou algumas árvores da floresta morrem e caem forma-se uma clareira na floresta, e essa clareira passará por ciclos progressivos de ocupação e re-ocupação, nos quais diferentes tipos de árvores aí regenerarão, crescerão e morrerão até que de novo re-apareçam aí as árvores típicas da floresta madura. Assim, nem todas as árvores de uma floresta são iguais, umas são de crescimento rápido e vida curta, vivendo alguns anos na luz das clareiras, enquanto outras, exigentes ou tolerantes à sombra, de crescimento mais lento e ciclos de vida mais longos, virão progressivamente substituindo as anteriores, até que o antigo local da clareira, venha a ser re-ocupado pelas árvores de vida longa, as ditas madeiras de lei.
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Florestas maduras da região metropolitana de São Paulo: diversidade, composição arbórea e variação florística ao longo de um gradiente litoral-interior, Estado de São Paulo, Brasil.

Florestas maduras da região metropolitana de São Paulo: diversidade, composição arbórea e variação florística ao longo de um gradiente litoral-interior, Estado de São Paulo, Brasil.

Uma floresta tropical ou ombrófila densa pode ser considerada madura quando atinge níveis elevados de desenvolvimento, no qual pode ser caracterizado, de forma geral, como matas que apresentam alta biodiversidade, grandes árvores, abundância de epífitas, muitos estratos florestais e numerosas lianas lenhosas (Harlshorn 1980). Essas florestas, também chamadas de primitivas, originais, climácicas, primárias ou virgens, apresentam grandes diferenças estruturais e florísticas quando comparadas a florestas mais jovens, mesmo em locais próximos (Leitão-Filho 1982, Catharino 1989, Guapyassu 1994, Catharino et al. 2006, Rosário 2010). Por outro lado, quando uma floresta secundária atinge um alto nível de desenvolvimento, sua diferenciação de uma floresta primária não é uma tarefa simples. Mesmo Loefgren (1896) já dizia que é muito difícil, senão impossível, distinguir uma mata original (ou mata virgem) de um capoeirão, termo designado para florestas secundárias em estágio avançado de regeneração. Desse modo, capoeirões com alto grau de desenvolvimento também foram consideradas florestas maduras nesse trabalho. Apesar da grande quantidade de trabalhos existentes sobre a flora da região metropolitana de São Paulo, poucos foram realizados em fragmentos de florestas maduras. Apenas alguns autores se propuseram a estudar essas florestas no Parque Estadual da Cantareira (Baitello et al . 1993, Arzolla 2002) e na Reserva Florestal do Morro Grande (Catharino et al. 2006, Rosário 2010). A falta de conhecimento sobre essas matas resulta em uma lacuna no conhecimento da composição florística e estrutural das florestas atlânticas regionais. Mesmo a Resolução CONAMA 01/94, que descreve os estágios sucessionais da Mata Atlântica do Estado de São Paulo, não caracteriza e tampouco define o que seriam florestas maduras do Estado. A raridade dessas matas, aliada à sua riqueza biológica e por representarem o que mais se aproximaria das florestas
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N ATURAL DEF LORESTAS S ECAS: I

N ATURAL DEF LORESTAS S ECAS: I

A ecologia da restauração é prioridade de pesquisa para florestas secas, pois praticamente toda a sua cobertura foi convertida em áreas agrícolas. Porém, até este momento a literatura sobre a regeneração natural e restauração de florestas secas é escassa, comparada às florestas úmidas. A literatura existente mostra que os mecanismos de regeneração natural e os fatores limitantes de florestas secas são peculiares, portanto eles devem ser considerados nos planos de restauração, ao invés de simplesmente utilizar a informação gerada para florestas úmidas. A dispersão de sementes pelo vento durante a época seca, a dormência e quiescência das sementes e a alta capacidade de rebrota, características das comunidades de árvores; a limitação de água na época seca e em períodos secos durante a estação chuvosa, e a relativamente alta disponibilidade de luz no sub-bosque, fatores ambientais; são aspectos relevantes à regeneração de florestas secas (capítulo 1). A irregularidade das primeiras chuvas no início da estação chuvosa pode reduzir a germinação e a sobrevivência de plântulas recém germinadas para algumas espécies de árvores, enquanto outras têm alguma dormência para evitar a germinação precoce e não sofrer os riscos de germinar imediatamente após as primeiras chuvas. O sombreamento pode reduzir os efeitos da dessecação nesta época, embora reduza também o crescimento de plântulas. A estratégia de semeadura direta para a restauração pode ser feita quando as chuvas já estão regulares, aumentando a probabilidade de sobrevivência de algumas espécies (capítulo 2). Embora clareiras sejam um importante nicho de regeneração para árvores de dossel de florestas, por causa da maior disponibilidade de luz, em florestas secas a dessecação de plântulas em grandes clareiras é um fator importante. O sombreamento no sub- bosque não é tão limitante à sobrevivência, porque o dossel é mais aberto que em florestas úmidas, fazendo com que clareiras e sub-bosque não sejam tão discrepantes para a regeneração de árvores. De fato, algum sombreamento é melhor para a regeneração de árvores de dossel (capítulo 3). Enquanto o estabelecimento inicial de árvores de florestas secas é bastante limitado, a rebrota, após injúria, é importante para a sobrevivência de indivíduos estabelecidos. A alta capacidade de rebrota das espécies permite que elas persistam em áreas extremamente alteradas. Em pastagens ativas de até 25 anos, a riqueza de espécies de árvores ainda rebrotando por raízes é um pouco menor que em fragmentos de floresta não explorada. Aparentemente, as espécies com baixa densidade de madeira são as que não persistem rebrotando, provavelmente pela maior susceptibilidade à decomposição quando cortadas ou danificadas. A estaquia de caule e raiz coletadas em áreas em processo de desmatamento pode ser uma boa alternativa para a restauração (capítulo 4).
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RESTAURAÇÃO DE FLORESTAS ESTACIONAIS DECIDUAIS DE TERRENOS PLANOS NO NORTE DO VÃO DO RIO PARANÃ, GO

RESTAURAÇÃO DE FLORESTAS ESTACIONAIS DECIDUAIS DE TERRENOS PLANOS NO NORTE DO VÃO DO RIO PARANÃ, GO

redução na riqueza de regenerantes. Com os experimentos realizados para testar técnicas de restauração verificou-se que o gradeamento do solo retardou a restauração, enquanto que o plantio de mudas de árvores aumentou o número de espécies arbóreas, apesar de não ter diferido na densidade de regenerantes encontrados no controle. Apesar da alta sobrevivência de mudas plantadas sem a retirada das gramíneas, o crescimento da regeneração natural foi maior na área onde houve o controle das gramíneas. Dada a importante regeneração natural de árvores de FEDTP nos pastos, a sucessão natural é capaz de iniciar apenas com a interrupção das atividades de pastejo. Como conclusão geral, verificou-se que há pelo menos 2.000 ha de pastagens que deveriam por lei estar conservando vegetação nativa, como as Áreas de Proteção Permanente. Nestes pastos há considerável regeneração natural e para restaurá-las a melhor forma é interromper as perturbações e reintroduzir apenas aquelas espécies que regeneram exclusivamente nas florestas.
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Síndromes de dispersão de sementes em estágios sucessionais de mata ciliar, no extremo sul da Mata Atlântica, Arroio do Padre, RS, Brasil.

Síndromes de dispersão de sementes em estágios sucessionais de mata ciliar, no extremo sul da Mata Atlântica, Arroio do Padre, RS, Brasil.

Esses estudos têm mostrado percentual elevado de espécies com síndrome de dispersão zoocórica para a comunidade florestal, semelhante ao padrão de florestas tropicais brasileiras (MORELLATO; LEITÃO-FILHO, 1992; BUDKE et al., 2005; De MARCHI, 2005; KINOSHITA et al., 2006; YAMAMOTO et al., 2007; ALMEIDA-NETO et al., 2008; AQUINO; BARBOSA, 2009). Nas florestas tropicais, o conhecimento das espécies, suas síndromes de dispersão e os estágios sucessionais que habitam é uma estratégia para o entendimento da sucessão da floresta e otimização da capacidade de regeneração da comunidade durante a restauração ecológica. Isso está alicerçado no fato de que a dispersão de sementes é um dos principais mecanismos responsáveis pelo início e desenvolvimento do processo de sucessão vegetal (ROCHA et al., 2012).
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Riqueza, estrutura e composição de espécies arbóreas em floresta secundária invadida por hovenia dulcis thunb, caracterização do seu nicho de regeneração e efeitos alelopáticos

Riqueza, estrutura e composição de espécies arbóreas em floresta secundária invadida por hovenia dulcis thunb, caracterização do seu nicho de regeneração e efeitos alelopáticos

Através da análise dos indivíduos da árvore exótica H. dulcis nos diferentes estágios ontogenéticos avaliados nas áreas de floresta secundária em regeneração observa-se uma mudança no nicho de regeneração de juvenis para adultos em função da abertura de copa, onde locais com juvenis apresentaram maior porcentagem de abertura de copa que locais com adultos durante a fase não decidual. Este resultado pode ser pelo fato que indivíduos adultos de H. dulcis dominam o dossel e também por apresentar uma copa pouco densa, acentuam o efeito da abertura de copa. No entanto, durante o período decidual, não houve diferença na abertura em todos os estágios ontogenéticos. Provavelmente em função do grande número de indivíduos de H. dulcis no entorno dos três estágios ontogenéticos avaliados, contribuindo com a porcentagem de abertura de copa constante mesmo durante este período, ou seja, todos os indivíduos de H. dulcis no entorno perdem as folhas. Cabe ressaltar que as florestas com dossel mais fechado, têm sido mencionadas há muito tempo como altamente resistentes à invasão (CAVERS & HARPER 1967, CRAWLEY 1987, REJMÁNEK 1989, VON HOLLE et al. 2003).
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Estrato de regeneração natural de um trecho de floresta estacional semidecidual, Viçosa, MG.

Estrato de regeneração natural de um trecho de floresta estacional semidecidual, Viçosa, MG.

A elevada representatividade da dispersão zoocórica do trecho de floresta estudado corrobora estudo de Hartshorn (1980) sobre uma floresta onde 63% das espécies eram dispersas por animais voadores (75% por pássaros, 21% por morcegos e 4% por ambos), 8% pelo vento e 14% por animais terrestres. Nas florestas neotropicais, mais de 50% das plantas são dispersas por animais frugívoros (HOWE; SMALLWOOD, 1982), sendo geralmente aves e mamíferos os encarregados dessa disseminação (KUBITZKI; ZIBURSKI, 1994; MEDELÍN; GAONA, 1999). De acordo com Harper (1977), o tamanho da população de plantas é mais afetado pela dispersão de seus propágulos do que pelo seu número efetivo de indivíduos. Piña-Rodrigues (1990) afirmou que o potencial de estabelecimento de uma população vegetal em um hábitat é essencialmente controlado pelo fluxo de propágulos. Conforme essa autora, a dispersão zoocórica tem importante papel na manutenção das espécies de estádios sucessionais mais avançados e, indiretamente, na sua distribuição espacial e frequência das espécies da floresta.
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Comparação florística de florestas inundáveis das regiões Sudeste e Sul do Brasil.

Comparação florística de florestas inundáveis das regiões Sudeste e Sul do Brasil.

As áreas aluviais de Viçosa (Me2) e Ponte Nova (Me1), localizadas na zona da mata mineira e em uma bacia hidrográfica distinta – bacia do Atlântico Sul, trecho Leste (figura 1) – diferenciaram-se bastante no eixo 2 da DCA. Esse resultado reforça a idéia de bacias hidrográficas como unidades ambientais. Rodrigues & Nave (2000) também verificaram que as florestas ciliares pertencentes a bacias hidrográficas distintas foram reunidas em grupos diferentes. As florestas paludosas de Lavras (Pin), MG e Agudos (Pas), SP, também se diferenciaram no eixo 2 da DCA, talvez devido a fatores relacionados ao histórico de perturbação ou fatores edáficos. Mas essa afirmação requer estudos comparativos mais precisos para permitir inferências mais seguras.
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Composição florística e estrutura fitossociológica de uma floresta ripária em Itutinga, MG, e comparação com outras áreas.

Composição florística e estrutura fitossociológica de uma floresta ripária em Itutinga, MG, e comparação com outras áreas.

apresentaram-se quase como um grupo único. Den- tre as fisionomias, a que apresentou um grupo menos coeso foi a das florestas ombrófilas densas mon- tanas. Nos grupos das florestas estacionais semide- ciduais submontanas e florestas de galeria, Conquista (CQ) e Uberlândia (UB), apresentaram-se como as áreas mais distintas dos seus respectivos grupos. As florestas da região do alto rio Grande (florestas estacionais semideciduais montanas de Bom Sucesso, Madre de Deus e Poço Bonito e flore- stas de galeria de Camargos e Itutinga) formaram um grupo muito coeso, independente da fisionomia ou associação a cursos d’água (florestas ripárias). As áreas de florestas ripárias e não ripárias existentes tanto na fisionomia floresta estacional semidecidual montana como entre as florestas estacionais semide- ciduais submontanas apresentaram-se misturadas entre si, sem qualquer padrão aparente (figura 4). Levantamento fitossociológico - Foram amostrados nas parcelas (0,84 ha) 2145 indivíduos com DAS ≥ 5 cm, distribuídos em 141 espécies (tabela 3) e 51 famílias, resultando em uma densidade estimada de 2553,57 indivíduos.ha -1 . A área basal estimada foi de 45,03 m 2 .ha -1 . A altura média foi de 7,78 m, sendo a máxima de 20 m e a mínima 0,5 m. O diâmetro médio foi de 12,23 cm, o máximo de 66,21 cm e o mínimo de 5 cm. O índice de diversidade Shannon-
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Evaporação potencial de florestas.

Evaporação potencial de florestas.

mazena as informações obtidas em fitas magnéticas, que posteriormente são ana I isadas por um sistema de microcomputação, resultando um registro final de valores médios horários de tem[r]

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Mundos de roças e florestas.

Mundos de roças e florestas.

Resumo: Pretendo explorar neste artigo as relações entre os domínios da roça (koo) e da floresta (ka’a), importante oposição da cosmologia wajãpi (grupo Tupi que habita o estado do Amapá). Ka’a e koo, contudo, não se constituem como uma oposição fixa, mas antes como posições relacionais que se movem, nas quais a capoeira ocupa um papel fundamental. Algo que é evidenciado tanto numa dinâmica de ocupação territorial - por meio do cultivo de áreas de mata primária e o abandono dos roçados após a colheita -, quanto por meio das relações perspectivistas que movimentam as categorias de roça e floresta, plantas cultivadas e não-cultivadas, através de distintos sujeitos. Nesse contexto, compreender a dinâmica das relações entre floresta e roçado é fundamental para melhor refletir sobre como algumas famílias wajãpi entendem a atividade agrícola. Proponho essa reflexão estabelecendo um diálogo com ecologia histórica que aponta para a existência de florestas antropizadas, contexto em que a agricultura se apresenta como uma atividade central para a produção de biodiversidade.
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Estudo da ação da dexametasona na regeneração da nadadeira caudal do peixe teleósteo Cyprinus carpio (carpa)

Estudo da ação da dexametasona na regeneração da nadadeira caudal do peixe teleósteo Cyprinus carpio (carpa)

A regeneração dos apêndices de vertebrados tem sido bem estudada na cauda de anfíbios (WALLACE, 1981). Quando, por exemplo, um membro de uma salamandra é amputado, as células adjacentes ao ferimento dividem-se rapidamente e cobrem o coto. A proliferação de células epiteliais prossegue e as células empilham-se até o ápice, formando um revestimento apical. As células do tecido conjuntivo do coto (fibroblastos, miócitos e osteócitos) dividem-se e as células mesenquimais originam o blastema e iniciam uma rápida multiplicação. As células endoteliais proliferam e vascularizam o blastema, ocorrendo uma diferenciação ordenada em osso, músculo, tendão, arteríolas, capilares e vênulas. O resultado final é a reposição precisa do membro perdido (MARTINEZ-HERNANDEZ, 1988).
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Análise de conflitos do sistema de concessões florestais no Brasil

Análise de conflitos do sistema de concessões florestais no Brasil

A partir da segunda metade dos anos 1990 surgem os primeiros sinais no sentido de se voltar a discutir a questão florestal não apenas como recurso ambiental, mas também, como recurso produtivo. Um exemplo dessa mudança de rumo foi a negociação, em 1996, entre o Governo e a FAO para elaboração e execução de um projeto intitulado Agenda Positiva para o Setor Florestal Brasileiro – 1997/2001. Tal projeto tinha por objetivo contribuir pra que o potencial representado pelas florestas viesse a ter maior colaboração no desenvolvimento social e econômico do país, assegurando a sustentabilidade dos recursos e da qualidade ambiental. Estudos desse projeto contribuíram para a criação da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBFL) e para a elaboração do Programa Nacional de Florestas (PNF) (KENGEN, 2001).
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Estrutura demográfica e padrão espacial de uma população natural de Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze (araucariaceae), na Reserva Genética Florestal de Caçador, Estado de Santa Catarina.

Estrutura demográfica e padrão espacial de uma população natural de Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze (araucariaceae), na Reserva Genética Florestal de Caçador, Estado de Santa Catarina.

Para a análise do padrão espacial foi utilizada a Função K-univariada de Ripley (RIPLEY, 1977). O raio (h) empregado para o cálculo do K(h) foi de 1 m, sendo as análises realizadas até a distância de 85 m, correspondente à metade do menor lado da parcela, conforme relatou Ripley (1977). Os valores de K(h) foram transformados através da função L(h) para melhor interpretação e visualização dos resultados. Os limites de confiança, também denominados envelope, foram criados utilizando-se 499 simulações de eventos em completa aleatoriedade espacial. Para os testes de associação espacial entre a regeneração e os indivíduos femininos e a regeneração e os adultos, foi utilizada a Função K-bivariada (RIPLEY, 1977). Os envelopes foram construídos utilizando-se 99 simulações com arranjos toroidais (BAROT et al., 1999). Tanto as Funções K-univariada e K-bivariada quanto seus envelopes foram calculados, empregando-se algoritmos escritos no R (R DEVELOPMENT CORE TEAM, 2008) pacote splancs (ROWLINGSON e DIGGLE, 1993).
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