Fonologia do português

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A investigação em fonologia do português.

A investigação em fonologia do português.

As análises realizadas, e que ainda hoje evidenciam grande vitalidade, mostram uma preocupação de interpretação linguística e têm contribuído para o conhecimento da fonologia do português. São de destacar os traba- lhos sobre os segmentos fonológicos de Maria do Céu Viana, Amália Andrade, Raquel Delgado-Martins e Isabel Mascarenhas. Incluem-se também na perspectiva de fonética experimental, com consequências interessantes para a fonologia, os trabalhos de Raquel Delgado Martins sobre o acento de pala- vra e as teses de mestrado de Maria João Freitas sobre pausas, de Isabel Mata da Silva sobre interrogação e de Fernando Martins sobre entoação e organização do enunciado, a que se sucedeu a sua tese de doutoramento sobre um modelo de reconhecimento da fala para a língua portuguesa. A investiga- ção em síntese da fala, desenvolvida em equipa por investigadores de inte- ligência artificial e de linguística está presentemente em curso e tem obti- do resultados notáveis. 16
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MATTOSO CÂMARA E ARYON DALL’IGNA RODRIGUES: PIONEIROS DA LINGUÍSTICA NO BRASIL

MATTOSO CÂMARA E ARYON DALL’IGNA RODRIGUES: PIONEIROS DA LINGUÍSTICA NO BRASIL

Além das opiniões anteriormente referidas, há alguns fatos que pesam contra a posição de Altman (2004). Em primeiro lugar, deve-se observar que a qualidade de referência obrigatória do livro Para o Estudo da Fonêmica Portuguesa não se limita a estudos de Fonologia do Português brasileiro, mas também se estende a estudos de Fonologia do Português europeu, como se observa em trabalhos da autoria de Jorge Morais Barbosa ([1965] 1983; 1994), Maria Helena Mira Mateus (1975; 2000) e Ernesto D’Andrade (1974; 2000), entre outros. Os registos da biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa apresentam, além das obras relevantes do Professor Mattoso Câmara, mais de setecentos títulos do domínio da Fonologia Portuguesa, além de numerosas teses e dissertações que incluem obras de Mattoso Câmara nas respetivas bibliografias. Pode haver semelhanças de tratamento fonológico entre trabalhos de Fonologia Portuguesa que não refiram os trabalhos de Mattoso Câmara e Para o estudo da fonêmica portuguesa: por exemplo, trabalhos de orientação gerativa costumam tratar as vogais nasais e as vibrantes de forma semelhante ao tratamento pelo Professor Mattoso Câmara 2 . Assim, Harms (1968, p. 36) declara que a
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O alinhamento pró-Estados Unidos da Fonologia no Brasil.

O alinhamento pró-Estados Unidos da Fonologia no Brasil.

Já foi apontado, por Yonne Leite (1990, p. 35), que a linha de análise fonológica “vencedora”, em nosso país, não foi a de Mattoso Câmara Jr., considerado o “pai da Lingüística” no Brasil. Adepto da fonologia na vertente do Círculo de Praga, Mattoso Câmara não deixou seguidores, cedendo lugar à ascensão, nos estudos lingüísticos brasileiros, da vertente do estruturalismo distribucionalista norte- americano. O que cumpre discutir, porém, é: que conseqüências teve, para os estudos fonológicos no Brasil, esse alinhamento pró-americano? Essa comunicação pretende argumentar a favor da tese segundo a qual as limitações teóricas do referido modelo norte-americano, com seu empirismo exacerbado, engessaram as abordagens da fonologia do Português Brasileiro, cujos reflexos se vêem mesmo nas abordagens gerativistas e pós-gerativistas, e provocaram o abandono das intuições mais perspicazes da abordagem do próprio Mattoso Câmara.
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Personalidade, atividade docente e produção científica de J. R. Macambira

Personalidade, atividade docente e produção científica de J. R. Macambira

e Fonologia do português são, para nós, não só as obras mais equilibradas do ponto de vista neológico, mas também os seus melhores trabalhos no que respeita a uma efetiva[r]

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Estudo do acento lexical no português arcaico por meio das Cantigas de Santa Maria

Estudo do acento lexical no português arcaico por meio das Cantigas de Santa Maria

A relevância desta pesquisa reside, principalmente, na descrição de um fenômeno prosódico de um período passado da língua, sobre o qual não se tem registros orais - fato ainda pouco explorado em relação ao tratamento da história do português, sendo que pouco se sabe a respeito da prosódia do PA. O grupo de pesquisa ao qual a presente dissertação está vinculada, o Grupo Fonologia do Português Arcaico (coordenado pela Profª. Dra. Gladis Massini-Cagliari, com sede na FCL/UNESP – Araraquara e registrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa – Lattes/CNPq) tem produzido alguns estudos do português na sua fase medieval. 2 No entanto, de um modo geral, no panorama dos estudos desenvolvidos sobre a estrutura fonológica do PA até o momento, pode-se considerar que, com exceção dos trabalhos do grupo acima referido, até mesmo em trabalhos mais recentes sobre esse período da Língua Portuguesa não é possível encontrar tais informações.
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O comportamento do indivíduo em uma abordagem probabilística em fonologia

O comportamento do indivíduo em uma abordagem probabilística em fonologia

suporte teórico que adotamos – Fonologia de Uso (BYBEE, 2001), Teoria dos Exemplares (PIERREHUMBERT, 2001) e Lingüística Probabilística (BOD; HAY; JANNEDY, 2003) –, que a organização do componente lingüístico é baseada em representações múltiplas, alinhavadas em redes e reguladas por critérios probabilísticos. Analisamos as palavras em estudo e mostramos que palavras relacionadas a um fenômeno específico podem ter diferentes comportamentos.

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Percurso de construção da fonologia pela criança:: uma abordagem dinâmica

Percurso de construção da fonologia pela criança:: uma abordagem dinâmica

A análise de padrões coloca, portanto, a palavra como o centro da categorização. A criança inicia a construção do seu sistema fonológico a partir da produção de palavras específicas, com formas específicas. Os padrões representam rotinas articulatórias que a criança domina e utiliza na expansão do vocabulário. A “Whole-WordPhonology” relaciona- se com a Fonologia de Uso. Conforme Bybee (2001, p.15, tradução minha): “Rotinas articulatórias que já são dominadas são usadas na produção de novas palavras, conduzindo à tendência de a criança expandir o seu vocabulário através de palavras que são fonologicamente similares àquelas que já conhecem”. 24 Pode-se estabelecer uma relação entre o que Bybee (2001) chama “rotinas articulatórias” e os padrões (templates). No excerto citado, a autora trata das palavras selecionadas e refere-se ao fato de a criança expandir o seu vocabulário a partir de palavras que se encaixam em seu padrão. Assim, a “Whole-Word Phonology” acrescenta informações sobre um ponto específico do desenvolvimento da produção infantil, e, por postular que o conhecimento fonológico é gerenciado pelo léxico, relaciona-se aos modelos multirrepresentacionais. A seguir serão apresentados os dados longitudinais dos quatro informantes: Paulo, Lucas, Laís e Gabriel.
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Categorização Fonológica e Representação Mental: uma análise da alternância entre [Ks] e [s] à luz de modelos de uso

Categorização Fonológica e Representação Mental: uma análise da alternância entre [Ks] e [s] à luz de modelos de uso

armazenamento, haveria grande redundância de informações – razão pela qual esses modelos são chamados de não redutivos. Desse modo, na mente humana, a especificidade estaria atrelada à generalidade, sendo que a última surge a partir da primeira – daí dizer que modelos de uso envolvem processamento bottom up, e não top down. Formulações muito próximas a essas têm sido adotadas nas últimas décadas por estudos tanto independentes quanto derivados da Gramática Cognitiva de Langacker, mas todos eles contribuindo para fortalecer as bases gerais da abordagem de uso. Especialmente nas duas últimas décadas, vem-se acumulando um corpo respeitável de evidências que indicam a primazia do uso em áreas como psicologia, lingüística, cognição e neurofisiologia. Nessas áreas, destacam-se estudos pioneiros sobre processos cognitivos e de categorização, que apresentam diferentes graus de comprometimento com a linguagem humana, mas são em grande medida aplicáveis a seu estudo e compatíveis entre si. Dentre eles, quatro serão aqui apresentados, a título de contextualização. Rosch (1978) trata da construção e organização de categorias mentais, que seriam articuladas ao redor de protótipos, membros que melhor representam a estrutura redundante da categoria como um todo. Hopper (1987) apresenta o modelo da Gramática Emergente, propondo que a estrutura lingüística molda e é moldada pelo discurso em um processo contínuo. Hintzman (1986) relata os resultados obtidos com um simulador de memória episódica compatível com o modelo de exemplares. Kuhl (1994) defende, com a teoria do Native Language Magnet, que o espaço perceptual seria estruturado em protótipos, referência perceptual para unidades sonoras e responsáveis por exercer um efeito atrativo sobre representações próximas, que tenderiam a assimilar. O presente estudo baseia-se principalmente em três abordagens de uso relativamente recentes, que se voltam para a dimensão sonora da linguagem: a Fonologia de Uso (BYBEE, 2001), o modelo de exemplares proposto em Pierrehumbert (2000) e a Fonologia Probabilística (PIERREHUMBERT, 2003). Essas abordagens são amplamente comparáveis e complementares à proposta de Langacker, que será outro ponto de referência teórica neste estudo. Os pressupostos fundamentais destes modelos serão brevemente descritos a seguir. Primeiramente, ressalte-se que todos eles compartilham a idéia de que não há uma separação nítida entre léxico e gramática, essas duas esferas sendo agrupamentos (assemblies) de estruturas simbólicas (LANGACKER, 2000).
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Relação entre consciência fonológica e desvio fonológico em crianças da 1ª série do ensino fundamental.

Relação entre consciência fonológica e desvio fonológico em crianças da 1ª série do ensino fundamental.

Na Tabela 3 estão os dados dos sujeitos em rela- ção ao teste CONFIAS, quando comparados como tendo ou não alteração de fala, tanto na nomea- ção quanto na imitação, segundo os resultados da Fonologia do Teste ABFW. Na soma dos resultados de S1 até S9, foi obtida média de 32,00 ± 6,83 para crianças com alteração de fala e para crianças sem alteração de fala, foi obtida média de 32,53 ± 6,28. Apesar de haver diferença, esta foi mínima, não sendo estatisticamente signiicante (P=0,81). Em relação ao nível de fonema, a soma dos resultados de F1 até F7 para as crianças com alteração de fala foi 21,76 ± 7,18 e para as crianças sem alteração de fala foi 23,24 ± 6,16, o que demonstra uma média superior, entretanto não sendo estatisticamente sig- niicante (P=0,53).
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CRIATIVIDADE E INFORMAÇÃO:UMA RÁPIDA ANÁLISE PRAGMÁTICA DAS ESCOLHAS SINTÁTICO/FONOLÓGICAS

CRIATIVIDADE E INFORMAÇÃO:UMA RÁPIDA ANÁLISE PRAGMÁTICA DAS ESCOLHAS SINTÁTICO/FONOLÓGICAS

Para concluir esta etapa, ressaltamos que a fonologia está relacionada à criatividade linguística (no que toca à estrutura informacional) no sentido de que permite [r]

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As hipóteses de Aryon Rodrigues: validade, valor e papel no cenário dos estudos de línguas indígenas e de linguística histórica.

As hipóteses de Aryon Rodrigues: validade, valor e papel no cenário dos estudos de línguas indígenas e de linguística histórica.

Sua meta maior era “mostrar aos estudiosos da fonologia”, reunidos nesse encontro, “que as numerosas línguas indígenas sul-americanas e brasileiras constituem um amplo e diversifi cado campo de pesquisas, com fenômenos ainda pouco conhecidos”. Ao lado dos seus esforços para sensibilizar teóricos sobre fenômenos que não estiveram na base empírica que serviu à constituição das próprias teorias em fonologia, de modo particular, e em Linguística, de modo geral, Rodrigues também manteve uma incansável atividade como professor e pesquisador que tentava sensibilizar alunos e colegas para fenômenos que, apresentados por línguas indígenas, estavam (e estão) no âmbito do que é pouco co- nhecido e teoricamente relevante. Sua ação, nesse campo, apresentou grandes efeitos. Assim, se é possível acompanhar citações de trabalhos seus por parte de outros autores, também é possível encontrar, em arquivos existentes no país, as provas dessa atividade incansável. À
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A influência da idade na sição da fonologia do inglês por brasileiros

A influência da idade na sição da fonologia do inglês por brasileiros

O presente estudo buscou investigar como o fator ―idade no início da aquisição‖ influencia a aquisição da fonologia do inglês por alunos brasileiros que adquiriram essa língua estrangeira exclusivamente em salas de aula no Brasil e que estavam no último semestre de seus cursos de inglês no momento da coleta de dados. Participaram da pesquisa 10 alunos que começaram a estudar inglês antes dos 12 anos de idade, 10 que começaram entre 12 e 15, 10 que começaram após os 16, e 10 falantes nativos de inglês americano. Todos foram gravados lendo uma frase veículo com palavras que continham as vogais [ ], lendo um parágrafo, e falando espontaneamente. As vogais foram analisadas acusticamente com relação à duração e à qualidade espectral (F1 e F2), e as outras gravações foram julgadas em inteligibilidade e grau de sotaque estrangeiro por nove juízes. Ademais, todos os alunos responderam a um questionário que suscitou características extralinguísticas dos aprendizes, tal como motivação, vontade de soar como um falante nativo do inglês, grau de identificação com a cultura da L2, busca por exposição extra à L2, etc. Os dados foram analisados com base na Teoria de Sistemas Complexos e Dinâmicos para a aquisição de segunda língua (e.g. LARSEN-FREEMAN, 1997; DE BOT, 2008; CAMERON, 2003; ELLIS, 1998) e na fonética (acústico-)articulatória (BROWMAN; GOLDSTEIN, 1987, 1993; ALBANO, 2001). Os resultados de todas as análises mostraram uma grande queda na qualidade da produção fonológica entre os falantes nativos e os aprendizes que começaram mais cedo. Entre os aprendizes, contudo, os resultados não revelaram um único período crítico após o qual a aquisição fonológica seja igualmente dificultosa ou impossível, e sim uma tendência gradual de dificuldade em adquirir a fonologia do inglês-L2 acuradamente conforme a idade de início da aquisição aumenta. Alguns alunos de desempenhos excepcionais, com produções próximas ou iguais às de falantes nativos, foram encontrados.
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Anartria Pura: Estudo de Dois Casos.

Anartria Pura: Estudo de Dois Casos.

Uma terceira dissociação considera falhas seletivas nas diferentes estruturas da linguagem: a morfossintaxe, semântica e fonologia encontram-se intactas, mas não a fonética. (Buyssens, 1967; Lecours, Dordain & Lhermitte, 1970; Martinet, 1967). Essa dissociação pode ser analisada de duas maneiras. De um lado, era evidente que tanto a estrutura semântica, como a morfossintática, estavam preservadas em atividades lingüísticas complexas, como a narração e a conversa. Entretanto, pode-se questionar se o sistema fonológico encontrava-se também afetado: os dois pacientes produziam, raramente, transformações que não podiam ser diferenciadas das parafasias fonêmicas dos afásicos sem problemas articulatórios, salvo por seu componente puramente fonético (Blumstein, 1973; Lecours & Caplan, 1975; Lecours & Lhermitte, 1969; Poncet, Degos, Deloche & Lecours, 1972). Esta característica correspondia ao que Alajouanine e Lhermitte (1960) definiram como sendo o componente disártico da desintegração fonética. Nessa perspectiva, a dificuldade dos pacientes não é causada por uma desintegração fonológica, mesmo se as parafasias fonêmicas fossem mais freqüentes do que as realizadas normalmente por pessoas sem lesão.
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Os primórdios da fonética e da fonologia na literatura hebraica medieval na Andaluzia...

Os primórdios da fonética e da fonologia na literatura hebraica medieval na Andaluzia...

massoréticos, que interpretou os qere –ketiv marcados nas marginais dos códices massoréticos. Discute-se como ayy dj solucionou as contradições existentes entre as vogais massoréticas e as vogais do Texto Consonantal. Mais especificamente mostra- seăcomoăasăteoriasădeă ayy djăpermearamă os planos ortográfico, fonético, fonológico, melismático e morfológico da gramática. Na ortografia, as formas plenas e defectivas seriam equivalentes; no plano fonético, qamats e pata , tseire e segol e por fim, olam e ataf-qamats seriam pares de fones iguais; no plano fonológico, o qamats diferentemente do pata , tseire diferentemente do segol, e olam diferentemente do ataf-qamats seriam seguidos por uma espécie de arquifonema amorfo inspirado na Messorá e nas letras de prolongação do árabe: o layyin traduzido para o português como “repousoă frágil”; no plano melismático, as vogais massoréticas precederiam os melismas; no plano morfológico, o hebraico seria enquadrado no modelo estrutural das línguas semíticas. Em suma, mostra-se que com base no layyin,ă ayy djă abandonou o modelo mental arraigado em seus antecessores para desenvolver teorias sólidas que solucionariam o problema dos verbos fracos e que simultaneamente traria harmonia entre o Texto Massorético e a tradição oral andaluza.
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Associação entre o desempenho em leitura de palavras e a disponibilidade de recursos no ambiente familiar.

Associação entre o desempenho em leitura de palavras e a disponibilidade de recursos no ambiente familiar.

Em relação à fonologia e ao vocabulário, aspectos importantes para desenvolvimento da leitura e escrita, foi observada associação entre o desem- penho nas provas de tais aspectos e os [r]

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Lacan e o estruturalismo

Lacan e o estruturalismo

Em relação à lingüística a contribuição veio da fonologia, esta serviu de modelo por considerar os termos em suas relações internas, por introduzir a noção de estrutura e por também bu[r]

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Da ortografia para a fonética e a fonologia nos Sermões do Padre Antônio Vieira

Da ortografia para a fonética e a fonologia nos Sermões do Padre Antônio Vieira

poder até 1667, ano em que o Conde de Castelo Melhor, manipulando o jovem rei, assumiu o poder. Defensor da independência da nação, Castelo Melhor conduzia energicamente a guerra, como também buscava, diplomaticamente, apoios. Propôs, assim, à França, o casamento do rei português com uma princesa francesa (Maria Francisca Isabel de Sabóia). A união ocorreu em 1666 e, no ano seguinte, foi firmada uma aliança militar entre os dois reinos. Ainda no ano de 1667, os nobres e a própria rainha executaram um golpe: já fartos da atuação de Castelo Melhor e pela possibilidade da perda da independência (pois o rei não podia ter herdeiros), o irmão do rei, D. Pedro, e a rainha obrigaram D. Afonso VI a demitir Melhor. Depois, a rainha fugiu para um convento, exigindo a anulação do casamento. D. Afonso, então, foi obrigado a assinar um documento, deixando o trono para seu irmão que, por sua vez, casou-se com a rainha D. Maria. Finalmente, negociações foram feitas e, em 1668, Espanha reconheceu a independência de Portugal, estabelecendo-se a paz entre as duas Coroas.
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Contribuições da fonologia de uso e da teoria dos exemplares para o estudo da monotongação

Contribuições da fonologia de uso e da teoria dos exemplares para o estudo da monotongação

A principal motivação para essa escolha foi a nossa crença de que os fenômenos fonéticos não são apenas simples variações que podem ser explicadas através de variáveis linguísticas e extralinguísticas, mas também parte inerente ao léxico e à constituição dos sistemas fonológicos. Abandonamos, portanto, a clássica divisão entre fonética e fonologia e passamos a adotar uma visão de inter- relação, em que a fonologia de uma língua envolve a distribuição probabilística de variáveis, resultantes dos efeitos de frequência dos itens lexicais armazenados na memória de longo prazo, com todos os seus detalhes fonéticos. Dessa forma, o léxico deixa de ser considerado separadamente da gramática fonológica e a palavra passa a ser o lócus da categorização (CRISTÓFARO-SILVA, 2004).
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A influência da idade na sição da fonologia de L2. Uma revisão da literatura

A influência da idade na sição da fonologia de L2. Uma revisão da literatura

O termo Período Crítico (PC) tem sua origem na biologia, nos fenômenos que só acontecem dado algum tipo de estímulo em um período biologicamente pré-determinado, muito bem delineado,[r]

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