Fronteiras - Brasil - Argentina

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Cruzando fronteiras: entre a Antropologia e a Educação no Brasil e na Argentina.

Cruzando fronteiras: entre a Antropologia e a Educação no Brasil e na Argentina.

Antes de passarmos à análise dos casos brasileiro e argentino, faz-se necessária uma nota metodológica: a partir do exemplo da própria prática etnográica, esta in- vestigação pretendeu ser uma identiicação, descrição e interpretação de um campo de estudos em construção. Portanto, o levantamento da produção bibliográica nos programas de pós-graduação nos dois países constituiu o nosso campo etnográico. Para isso, os estudos de Oliveira (2000) e Oliveira e Ruben (1995) sobre a etnograia do pensamento, em torno da comparação e dos estilos de Antropologia, foram de grande importância para nossas relexões, embora a dinâmica da investigação nos tenha exigido o desenvolvimento de nossa própria metodologia. Em termos gerais, a pesquisa cumpriu as seguintes etapas: compreensão histórica do DIE-CINVESTAV; inventário das dissertações e teses via seus resumos, coletados no Portal da CAPES, no caso do Brasil; e, no caso da Argentina, inventário de dissertações, teses, artigos e livros coletados em diversas fontes; elaboração da icha analítica das pesquisas e da leitura; análise crítica do material selecionado, visando à compreensão dos modos como a etnograia proposta pelo DIE foi incorporada nas investigações.
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A televisão brasileira nas fronteiras do Brasil com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai....

A televisão brasileira nas fronteiras do Brasil com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai....

A apresentadora do Globo Rural introduz a reportagem dizendo que “índios guaranis do Brasil, da Bolívia, da Argentina e do Paraguai estão reunidos em Diamante do Oeste, no norte do Paraná, para discutir o futuro da etnia. A demarcação de terras é um dos principais problemas em debate”. Enquanto são exibidas imagens dos guaranis que participam da reunião, a repórter afirma que “eles moram em estados e países diferentes, mas se consideram um povo só, [falam] a mesma língua, [compartilham] as mesmas tradições e até os mesmos problemas unem os guaranis, uma das maiores etnias da América do Sul, [que] só no Brasil são mais de 65 mil índios. Os guaranis querem fortalecer a integração cultural”. Em stand-up, a repórter ressalta que “o assunto que mais preocupa os guaranis é a demarcação de terras. A luta pelo espaço das aldeias é um problema que incomoda tanto os índios que vivem no Brasil quanto os de fora”. A reportagem ouve duas fontes. Um antropólogo, Rubem Almeida, explica que “foram terras tradicionais que foram ocupadas, ou de ocupação tradicional e que hoje se tornaram fazendas, então há uma briga muito grande, há uma peleja, uma luta deles no sentido de recuperar essas terras”, e um professor indígena que participa das discussões sobre a etnia, Teodoro Tupã Alves, argumenta que “se não tiver terra, a cultura não vai ser mantida, então a discussão é para isso, para gente reivindicar a demarcação de terra indígena na América Latina, não só no Brasil, não só no Paraguai, ou não só na Argentina, mas a gente [está] pensando na América Latina”. A apresentadora do Globo Rural finaliza informando que o “encontro termina amanhã”.
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ARQUEOLOGIA SEM FRONTEIRAS: PROJETO DE COOPERAÇÃO BINACIONAL PARA O ESTUDO ARQUEOLÓGICO DA PROVÍNCIA DE MISIONES (ARGENTINA) E OESTE DE SANTA CATARINA (BRASIL)

ARQUEOLOGIA SEM FRONTEIRAS: PROJETO DE COOPERAÇÃO BINACIONAL PARA O ESTUDO ARQUEOLÓGICO DA PROVÍNCIA DE MISIONES (ARGENTINA) E OESTE DE SANTA CATARINA (BRASIL)

Por fim, a notável quantidade de sítios arqueológicos registrados na área e a aposta no projeto de pesquisa binacional, outorgam uma incomparável oportunidade para avançar na produção de novos conhecimentos sobre a história pré-colonial dessa ampla região, na formação de recursos humanos e na integração dentro do panorama macrorregional da arqueologia do sul do Brasil e do nordeste da Argentina.

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As faixas de fronteiras do Brasil e os Neopuncti Dolents

As faixas de fronteiras do Brasil e os Neopuncti Dolents

reside no que Carneiro (2012, p. 84) chamou de “transfronteirização através do crime”, que seriam ilícitos como descaminho e o contrabando, desde cigarros até armamentos de pequeno e grosso calibres, que são introduzidos, principalmente, pela fronteira do Paraguai com o Brasil. A porta de entrada desses ilícitos se dá através da Ponte da Amizade, que liga os dois países, além da Argentina. O fluxo intenso e a falta de agentes da Aduana brasileira e da Polícia Federal para fiscalizar de forma adequada, têm contribuído para a entrada de mercadorias de uso proibido no Brasil ou sem pagar os tributos devidos para a Fazenda Nacional. Quando há um reforço na fiscalização do fluxo de pessoas e mercadorias que entram em território brasileiro através da ponte, as organizações criminosas que atuam na região utilizam o rio Paraguai como rota de contrabando para transportar mercadorias das mais diversas para o lado brasileiro.
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Rotas turísticas jesuíticas: o Caminho Inaciano em Espanha e a Rota Iguassu-Misiones entre Brasil, Paraguai e Argentina

Rotas turísticas jesuíticas: o Caminho Inaciano em Espanha e a Rota Iguassu-Misiones entre Brasil, Paraguai e Argentina

que nos séculos XVI e XVIII, período em que a Companhia de Jesus na chegada dos Jesuítas estabeleceram as Missões e fazem o apoderamento sobre o povo Guarani. É permeado de múltiplas variáveis que transcende uma interdisciplinaridade que parte de uma realidade do Guarani e do Jesuíta que põe em questão as diferenças culturais, filosóficas, antropológicas, sociológicas, enfim a uma discussão de fronteiras estabelecidas pelo homem que faz e se move nas fronteiras por certa temporalidade que a história nos mostra. O território Guarani deixa de existir e passa a ser um território missioneiro e que hoje pertence parte ao Brasil, ao Paraguai e a Argentina. A materialidade expressa na atualidade pelas Reduções Jesuítico-Guarani nos remete a interpretação do patrimônio e de suas representações (Cury, 2010).
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O mapa das cortes e as fronteiras do Brasil.

O mapa das cortes e as fronteiras do Brasil.

Essa região foi dividida em quatro conjuntos, que possuem como característica comum o fato de apresentarem baixa precisão em ambas as coordenadas e refletem, de certa maneira, a cartografia espanhola da época. Em quase todas elas existe também um erro sistemático em todas as coordenas. A região da Venezuela e das Guianas apresenta erros pequenos na foz dos rios no Atlântico, mas valores crescentes nos pontos interiores; em longitude; os erros acompanham aproximadamente os 3° de Belém, havendo um ponto no interior com erro de 4,8°. Na região das missões jesuíticas, que confrontam com o atual estado de Mato Grosso, os erros são muito grandes: 4,5º e 3.1º em latitude e longitude, respectivamente. De Cusco a Buenos Aires, embora relativamente impreciso, não existe erro sistemático em latitude e um erro sistemático de 1,0° para leste, que afeta, por exemplo, a região do lago Titicaca. No entanto, apesar das médias razoáveis, há pontos com grandes erros: 4,1° em Cusco, 2,5° em Salta e 1,9° em Chuquisaca, atual Sucre. Por fim, foram analisadas as missões jesuíticas no atual Rio Grande do Sul (São Borja, Santo Ângelo e outras), da região argentina de Misiones (S. Tomé, Santo Inácio e outras) e do Paraguai (S. Tiago, Tobati e outras), num total de 24 pontos. Não há erros sistemáticos significativos e a precisão é razoável.
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A Geografia nas territorialidades da destinação turística da tríplice fronteira de Foz do Iguaçu (BR), Ciudad del este (PY) e Puerto Iguazu (AR): Avanços transfronteiriços

A Geografia nas territorialidades da destinação turística da tríplice fronteira de Foz do Iguaçu (BR), Ciudad del este (PY) e Puerto Iguazu (AR): Avanços transfronteiriços

Esta interferência geopolítica dificultou a imigração e a compra de terras por brasileiros. Somente naquele período, na Argentina, foram estabelecidos seis Parques Nacionais – dois no ano de 1940, dois em 1950, dois em 1960 –, e nas décadas seguintes foram criados mais onze parques: cinco em 1970 e seis em 1990. Os Parques Nacionais Argentinos foram estabelecidos entre os anos de 1934 e 1980, em áreas de limites com o Brasil e o Chile, fato que se justificou pela segurança das fronteiras argentinas (política de Estado) – ou também se pode aventar que os parques podem ser considerados como elemento norteador de defesa de fronteira, pois estando tais parques na faixa de fronteira, há um menor número de pessoas e, com isso, facilita-se o controle de fluxos sobre ela (Cury, 2003).
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CONCESSÃO DE VISTO HUMANITÁRIO PELO BRASIL  Amanda Tirapelli, Sandra Mara Maciel de Lima

CONCESSÃO DE VISTO HUMANITÁRIO PELO BRASIL Amanda Tirapelli, Sandra Mara Maciel de Lima

O Estado brasileiro, no exercício de sua soberania, permitiu ao longo de sua história a imigração de trabalhadores para povoamento e ocupação de suas terras. Ao longo do tempo, novos fluxos migratórios se desenharam no cenário brasileiro. A participação do Brasil no contexto mundial e sua ascendência econômica motivou o ingresso de estrangeiros em seu território na atualidade. O terremoto que devastou Porto Príncipe, no Haiti, seriviu de ânimo para a população haitiana a buscar novos alentos. O Estado brasileiro tem agora este novo desenho social, com o acrescente aumento de imigrantes haitianos que aqui ingressam. Para dar início à uma solução para o caos que se formou nas cidades fronteiriças dos Estado do Acre e do Amazonas, o Brasil editou a Resolução Normativa nº 97, de 12 de janeiro de 2012, concedendo visto especial, de caráter humanitário, ao estrangeiro originário do Estado do Haiti. As indagações surgem em decorrência desta resolução e são analisadas segunda a óptica da dignidade da pessoa humana.
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O Ensino de História da África no Brasil e a Formação Docente na Educação Básica: interlocuções e desafios.

O Ensino de História da África no Brasil e a Formação Docente na Educação Básica: interlocuções e desafios.

Cristiane Azeredo de Oliveira e Rachel Romano dos Santos, no artigo “ Uma discussão historiográfica sobre a escravidão negra no Brasil à partir da narrativa de Pai João”, em uma leitura “em abismo”, dialogam com a obra da historiadora Martha Abreu na análise histórica dos registros literários do personagem “ Pai João”. A reflexão a respeito do texto da historiadora permite às autoras analisar a abordagem historiográfica a partir dos anos 1980, período em que a a percepção das resistências dos escravizados negros conflui para uma afirmação destes como sujeitos históricos, ainda que em contexto de extrema violência sistêmica.
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MIGRAÇÕES, FRONTEIRAS E DIREITOS NA AMAZÔNIA.

MIGRAÇÕES, FRONTEIRAS E DIREITOS NA AMAZÔNIA.

reuniu algumas economias e decidiu que ele deveria deixar o terceiro ano do curso de medicina que frequentava em Porto Príncipe e viajar para o Brasil em busca de um “emprego melhor para enviar dinheiro à família”. Foram orientados a tramitar o visto na embaixada brasileira na capital haitiana. “Eles fizeram um investimento em mim”, afirma o jovem. Em poucos dias estava com o visto em mãos. A mãe comentara que pagaram aproximadamente dois mil dólares entre taxas e propinas para burlar a fila de inscritos no escritório da embaixada. Depois, mais algum dinheiro para a “agência de viagens Shalon de propriedade do pastor da igreja batista Filadélfia onde a família frequenta os cultos. Foram informados pela vendedora do“pacote de viagem” que estaria “incluído todo o traslado desde Porto Príncipe, com escalas em Santo Domingo, Panamá, Quito, Lima e Manaus”.
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Os órgãos governamentais brasileiros e a questão do terrorismo na Tríplice Fronteira: divergências de percepções e convergências nas ações

Os órgãos governamentais brasileiros e a questão do terrorismo na Tríplice Fronteira: divergências de percepções e convergências nas ações

Há duas vertentes na posição brasileira que, em última instância, convergem entre si. Por um lado, temos os argumentos do Itamaraty que categoricamente se posiciona na negativa de quaisquer comprovações que corroborem a presença de terrorismo na região, alegando que isso gera estereótipos infundados contra cidadãos que são parte da sociedade brasileira. Esse posicionamento é coerente se consideramos que o próprio governo dos EUA repetidamente assume a inexistência de células terroristas no Cone Sul, embora se mostre preocupado com o possível financiamento a grupos como o Hizbollah. Assim, através de sua chancelaria, o Brasil tem buscado atenuar as acusações de presença terrorista na região, por meio de assinatura de acordos multilaterais, como o CICTE, aderência a convenções relacionadas ao tema e ampla cooperação com EUA, Argentina e Paraguai desde os fatídicos atentados contra a embaixada do Estado de Israel em Buenos Aires, em 1992.
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Espécies de Cerambycidae, Disteniidae e Vesperidae (Insecta, Coleoptera) registradas no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil

Espécies de Cerambycidae, Disteniidae e Vesperidae (Insecta, Coleoptera) registradas no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil

225. Parandra (Parandra) glabra (DeGeer, 1774). Distribuição: México à Argentina, Antilhas (Dominica, Guadalupe, Santa Lúcia, São Vicente). Na América do Sul, Trinidad e Tobago, Venezuela, Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, Brasil (Amazonas, Pará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo ao Rio Grande do Sul), Paraguai, Argentina (Misiones). Mato Grosso do Sul: Cassilândia; Costa Rica (Fazenda Santo Antonio) (Santos-Silva & Galileo, 2011:22). PRIONINAE

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PERSPECTIVAS PARA O ESTADO E O DIREITO  Augusto Karol Marinho De Medeiros, Francisco Roberto Dias de Freitas

PERSPECTIVAS PARA O ESTADO E O DIREITO Augusto Karol Marinho De Medeiros, Francisco Roberto Dias de Freitas

Descrevendo a realidade da fronteira do Alto Solimões discorre Nogueira (2007), Se para os não índios a fronteira Brasil-Colômbia praticamente não existe, para os índios ela é completamente ausente. Com língua própria, tradições costumes e parentescos disseminado ao longo do rio Solimões - acima e abaixo da fronteira estatal -os Ticuna, no dizer do ex- cônsul do Brasil em Letícia, senhor Darly Oliveira, “não respeita fronteira nenhuma”. A fronteira para os Ticuna terminou por se expressar de outra maneira. Quando a FUNAI resolveu estender os benefícios de aposentadoria para os índios, o problema veio à tona porque muitos eram Ticuna colombianos, peruanos e somente os índios brasileiros faziam jus ao benefício.
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Fronteiras coletivas e repertórios etnorraciais no Brasil contemporâneo

Fronteiras coletivas e repertórios etnorraciais no Brasil contemporâneo

Recentemente, uma linha de pesquisa tem desenvolvido ferramentas para es- tudar o “fazer e desfazer” das fronteiras etnorraciais no Brasil (Silva, 2016; Silva e Reis, 2012). Embora tenham trazido algumas perceções significativas sobre como as pessoas em diferentes posições sociais compreendem a pertença etnorracial e as suas mudanças atuais, parecem ignorar as dinâmicas institucionais que reforçam, em efeitos de retroação, o papel dessas mudanças. Argumento que a abordagem das fronteiras (dos limites grupais) não deve basear-se unicamente no aspeto da ca- tegorização social. Assim, o ponto de partida deste artigo é a combinação de com- ponentes cognitivos, traduzidos na linguagem dos repertórios culturais, com a dinâmica política da institucionalização das categorias, a fim de compreender a atual mudança das fronteiras etnorraciais no Brasil. Assim como essa relação foi de alguma forma negligenciada, também o papel do estado e sua penetração social têm sido insuficientemente explorados (Loveman, Muniz e Bailey, 2011; Bailey, Fi- alho e Peria, 2015; Silva, 2016). Estreitamente ligadas ao papel do estado, estão as narrativas de identidade nacional que sustentam uma certa visão da construção e coesão da sociedade brasileira. Por conseguinte, procuramos mostrar a relação que se estabelece entre estas narrativas e os quadros que as pessoas mobilizam relevan- do o seu papel condicionador nas estratégias de construção das fronteiras.
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Fronteiras terrestres e marítimas do Brasil: um contorno dinâmico

Fronteiras terrestres e marítimas do Brasil: um contorno dinâmico

O Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque, no Amapá, situa-se na fronteira com a Guiana Francesa, pode ser considerado uma zona tampão. Na perspectiva militar, esse modelo é bastante criticado por apresentar demasiada vulnerabilidade territorial. Sobre esse aspecto, pode-se consultar o artigo “O Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque. E a soberania do Brasil?”, do coronel Cláudio Moreira Bento, no sítio http://www.militar.com.br/modules.php?name=Historia&file=display&jid=81, acessado em 10/jul/2007.

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A idéia de integração e o MERCOSUL

A idéia de integração e o MERCOSUL

Por fim, em 1 996, os quatro países integrantes do Mercosul, começaram a pôr em prática seus planos para ampliá-lo. Durante a décima reunião presidencial do Mercosul, realizada na Argentina, os quatro presidentes convidaram seus colegas do Chile e da Bolívia, respectivamente, Eduardo Frei e Gonzalo de Lozada, a paticiparem nos debates. Em 1 0 de outubro, o Chile fez um acordo efetivo com o Mercosul. Dois meses depois, em outra reunião de cúpula do Mercosul, desta vez realizada no Brasil, a Bolívia também se associou ao Mercado Comum, assim como o Chile, na qualidade de "estado associado". Isso significa que, além de não serem sócios, não estão integrados como membros plenos.
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Conflito e integração nas fronteiras dos "brasiguaios".

Conflito e integração nas fronteiras dos "brasiguaios".

O meu objetivo aqui não é contrapor os discursos e as práticas de conflito e de integração nessa zona de fronteiras. O que pretendo é per- ceber as relações intrínsecas entre conflito e integração, sem cair na dicotomia valorativa en- tre a negatividade do conflito e a positividade da integração. Os conflitos geram formas de integração (Simmel, 2002) e explicitam tensões contemporâneas e passadas nas relações entre brasileiros e paraguaios. Por outro lado, a integração é um campo de forças, um movimen- to diferenciador de aproximação e distância en- tre os diversos agentes e instituições envolvidas nas relações diplomáticas, militares, econômicas, políticas, sociais e culturais entre os dois países. Se continuarmos presos à armadilha de pensar as relações entre imigrantes brasileiros e população paraguaia na chave do conflito ou integração, reproduziremos ora os discursos dos setores críticos da sociedade paraguaia, que acu- sam os brasiguaios de formarem guetos ou enclaves etnoculturais na sociedade paraguaia, ora estaremos em sintonia com os discursos de legitimação política dos imigrantes, que enfatizam a existência da integração, das relações cordiais e das misturas culturais entre brasileiros e paraguaios.
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Revisão Sistemática da Literatura de estudos observacionais e experimentais sobre intervenções em saúde para controlo, prevenção e tratamento de Doenças Tropicais Negligenciadas na área da Tríplice Fronteira, entre o Brasil, Paraguai e Argentina

Revisão Sistemática da Literatura de estudos observacionais e experimentais sobre intervenções em saúde para controlo, prevenção e tratamento de Doenças Tropicais Negligenciadas na área da Tríplice Fronteira, entre o Brasil, Paraguai e Argentina

(Triple Border OR Triple Frontier OR Tri-border OR Foz do Iguaçú OR Puerto Iguazú OR Ciudad del Este OR Paraná OR Misiones OR Alto Paraná OR (Brazil AND Argentina AND Paraguay)) AND (Border Areas OR Disease Prevention OR Primary Prevention OR Secondary Prevention OR Tertiary Prevention OR Communicable Disease Control OR Public Health OR Public Health Surveillance OR Health Promotion OR Health Education OR Health Policy OR Therapeutics OR Therapy) AND (Neglected Diseases OR Buruli Ulcer OR Mycobacterium ulcerans OR Schistosomiasis mansoni OR Schistosoma mansoni OR Mollusca OR Biomphalaria tenagophila OR Trachoma OR Chlamydia trachomatis OR Leprosy OR Mycobacterium leprae OR Echinococcosis OR Echinococcus OR Chagas Disease OR Trypanosoma cruzi OR Trypanosomiasis OR Triatominae OR Rhodnius neglectus OR Leishmaniasis OR Leishmania OR Phlebotomus OR Leishmania whitmani OR Leishmania neivai OR Leishmania migonei OR Leishmania infantum OR Rabies OR Rabies Virus OR Rabies Vaccines OR Taeniasis OR Neurocysticercosis OR Taenia OR Taenia solium OR Fascioliasis OR Fasciola hepatica OR Paragonimiasis OR Paragonimus OR Lymnaea OR Helminthiasis OR Ascaris lumbricoides OR Ascariasis OR Necator americanus OR Necatoriasis OR Ancylostomiasis OR Ancylostoma OR Trichuris OR Trichuriasis OR Dengue OR Severe Dengue OR Dengue Virus OR Aedes OR Hemorrhagic fever)
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A REPRESSÃO POLÍTICA NA FRONTEIRA URUGUAIANA – PASO DE LOS LIBRES NO FINAL DA DÉCADA DE 1970

A REPRESSÃO POLÍTICA NA FRONTEIRA URUGUAIANA – PASO DE LOS LIBRES NO FINAL DA DÉCADA DE 1970

A rede que está atrelada ao caso Jacques contribui para esclarecer a logística repressiva do Cone Sul quanto às trocas de informações. As ações dos opositores eram acompanhadas e compartilhadas entre os órgãos de repressão. Desde as delegacias de polícia estaduais, passando pelos serviços de informação militares até o Itamaraty. Nesse ponto também cabe ressaltar que os funcionários deslocados para Buenos Aires eram experientes em suas áreas, como o caso do Embaixador Azeredo e do Coronel Ramos, o primeiro assumindo o MRE após sua passagem pela Argentina e o segundo apontado, no relatório da CNV, como responsável por graves violações ao direitos humanos. Esse episódio, portanto, demonstra efetivamente que a fronteira Uruguaiana-Paso de los Libres era ponto importante para a logística repressiva das ditaduras de segurança nacional, bem como desvela um caso inédito na historiografia e os diversos órgãos que trocavam informações acerca de “subversivos”. Não há um documento final, no cotidiano dos pesquisadores de períodos de repressão no Brasil, e com mais dificuldade para quem busca reconstruir as conexões estabelecidas no Cone Sul, faz parte do método de pesquisa, a análise de um número significativo de documentos, para
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O Sistema de Incapacidades no Direito Civil Brasileiro e Argentino  Daniella Bernucci Paulino, Rodolpho Barreto Sampaio Júnior

O Sistema de Incapacidades no Direito Civil Brasileiro e Argentino Daniella Bernucci Paulino, Rodolpho Barreto Sampaio Júnior

No ano de 1864, tiveram início os trabalhos de elaboração do Código Civil argentino, por decreto do Ministério da Justiça da Argentina. O responsável pela codificação foi Dámaso Simón Dalmacio Vélez Sarsfield, que se inspirou declaradamente na obra de Teixeira de Freitas. O Código, aprovado em 1869, entrou em vigor em 1871 e vigeu por 147 anos, até ser substituído pelo Código Civil y Comercial de la Nación, aprovado pela Lei 26.994/2014 e promulgado pelo Decreto 1795/2014. O novo Código entrou em vigor em 1º de janeiro de 2016 e teve como Presidente da Comissão responsável por sua elaboração Ricardo Luis Lorenzetti, Presidente da Suprema Corte de Justiça da Argentina.
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