Fronteiras Nacionais

Top PDF Fronteiras Nacionais:

DIÁLOGOS ALIMENTARES ATRAVÉS DE MEMÓRIAS DE PESCADORES DE FOZ DO IGUAÇU-PR

DIÁLOGOS ALIMENTARES ATRAVÉS DE MEMÓRIAS DE PESCADORES DE FOZ DO IGUAÇU-PR

As discussões sobre memórias alimentares desencadearam alguns desdobramentos tais como: há discussão sobre fronteiras nacionais, com o comércio alimentício entre os três países ([r]

24 Ler mais

A arte portuguesa e as fronteiras da Europa

A arte portuguesa e as fronteiras da Europa

Este artigo analisa as fronteiras que os historiadores e críticos de arte tiveram de erguer a par- tir do século XIX para garantir a originalidade e o valor de Portugal. O meu ponto de partida é a noção de Europa: pretendo mostrar a irrelevância deste referente e sugerir que o seu uso se reporta, na maior parte dos casos, aos países centrais. Baseando-me nos discursos identitários sobre a história da arte portuguesa, mostrarei que as fronteiras nacionais reconhecidas até ao fim de Oitocentos eram ténues, episódicas e insusceptíveis de garantir uma sólida autonomia nacional, e que na transição para o século XX os intelectuais repensaram as relações históricas com a Flandres, Espanha, Itália, França e Alemanha e provaram que Portugal era um país artis- ticamente consistente e autónomo. Não é a ideia de Europa que determina a formação contem- porânea de uma identidade artística portuguesa. A Europa só emergiu como unidade artística quando foi preciso combater o internacionalismo, isto é, as vanguardas apátridas e alegadamente judaicas ou orientalizantes. Essa invocação foi, porém, breve e inconsequente, reactiva, e por isso incapaz de travar o fascínio pela globalização. As identidades artísticas nacionais olharam a Europa como um recurso defensivo circunstancial, que serviu nos anos de 1930 e 1940, para resis- tir ao inapelável avanço da arte moderna. Os patriotas em arte acolheram-se à ideia de Europa para contrariar o processo de mundialização onde se adivinhava a obsolescência dos critérios nacionais oitocentistas.
Mostrar mais

12 Ler mais

Os casos de Ceuta e Gibraltar na fronteira entre a África e a Europa

Os casos de Ceuta e Gibraltar na fronteira entre a África e a Europa

Nas três últimas décadas houve um considerável aumento da reflexão sobre as fronteiras nacionais no campo das Ciências Sociais em diferentes países e universidades. O fortalecimento dos estudos fronteiriços ocorreu especialmente a partir da década de 1990, em um novo contexto geopolítico anunciado pelo fim da União Soviética e do Muro de Berlim, pela formação de blocos econômicos regionais e comunidades transnacionais (União Europeia, Mercosul, Nafta, entre outros), pela intensificação dos fluxos migratórios e criação de novos muros e cercas de contenção de determinadas mobilidades transnacionais (Balibar, 2005). Nesse contexto, foi possível pensar e organizar áreas singulares de pesquisas e de organização de eventos acadêmicos, tais como os Borderlands Studies, os estudos fronteiriços e transfronteiriços, Antropologia e Sociologia das fronteiras etc. Nesses campos específicos, as zonas fronteiriças têm sido trabalhadas a partir de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas e em diálogo frutífero, sobretudo, com as disciplinas de Geografia, História, Antropologia, Sociologia, Ciência Política, Relações Internacionais, Letras e Literatura.
Mostrar mais

18 Ler mais

O direito à integração do trabalho e o sindicalismo no Mercosul

O direito à integração do trabalho e o sindicalismo no Mercosul

Em verdade, o esforço do movimento sindical de articular ações que transcendam as fronteiras nacionais é processo em estágio embrionário porque os Estados ainda continuam a ser o espaç[r]

18 Ler mais

Fronteiras em movimento e identidades nacionais: a imigração brasileira no Paraguai

Fronteiras em movimento e identidades nacionais: a imigração brasileira no Paraguai

A aparente fixidez dos limites políticos dos Estados nacionais sempre se choca com a mobilidade das populações. As nações modernas são formadas a partir de vários movimentos migratórios que terminam modificando padrões políticos e culturais e redefinindo as fronteiras nacionais. Os imigrantes são estrangeiros que aparentemente estão como provisórios em uma determinada sociedade receptora, mantém variados elos culturais e sentimentais com suas nações de origem, mas geralmente se tornam permanentes e se integram de diferentes formas a essa nova nação (Sayad, 1998). Quando pensamos nos países americanos, lembramos logo a enorme quantidade de imigrantes europeus que veio para várias regiões do continente americano a partir da segunda metade do século XIX . Conforme dados apresentados por Klein (2000), cerca de 31 milhões de imigrantes europeus cruzaram o Atlântico e se dirigiram principalmente para os Estados Unidos, o Canadá, a Argentina, o Brasil e o Uruguai. As altas taxas demográficas e as péssimas condições econômicas foram fatores de “expulsão” destes camponeses e trabalhadores assalariados do continente europeu, já as promessas de terras baratas e salários altos na América se constituíram como fortes fatores de “atração”, havia o sonho do Eldorado americano.
Mostrar mais

265 Ler mais

Sociologias  vol.15 número32

Sociologias vol.15 número32

Os imensos desafios hoje vivenciados pela sociedade mundial – economias nacionais imbricadas de forma global e mutuamente dependentes, práticas de produção e consumo marcadas pela acumulação de benefícios entre poucos e pela distribuição universal dos danos e riscos – colocam aos pensa- dores da atualidade, em especial aos cientistas sociais, ques- tões extremamente complexas. A concepção de governança estendida para além das fronteiras nacionais com crescente influência de agentes diversos, não estatais, e a marcada de- sigualdade de poder entre estes e os Estados-nacionais susci- tam questionamentos sobre a possibilidade de se desenvolver formas de administração democrática mundial e de como – por que meios e com qual estrutura – elas se efetivariam.
Mostrar mais

4 Ler mais

TERRORISMO: A Evolução na Legislação Brasileira

TERRORISMO: A Evolução na Legislação Brasileira

a) Terrorismo Internacional - São os incidentes cujas consequências e ramificações transcendem nitidamente as fronteiras nacionais, ou seja, quando vítimas, executant[r]

27 Ler mais

WORLD LITERATURE HOJE: POR UMA ÉTICA DA HOSPITALIDADE

WORLD LITERATURE HOJE: POR UMA ÉTICA DA HOSPITALIDADE

reconhecimento da língua dita materna, como sua última pátria, última morada. Se a língua é a primeira e última condição de pertencimento, ela é também a experiência da expropriação. Nas palavras de Derrida, “a tal língua maternal, não seria ela uma espécie de segunda pele que carregamos, um chez-soi móvel? Mas também um lar inamovível, já que se desloca conosco?” (DERRIDA, 2003, p. 81). Dentro da world literature, a experiência de luto pela qual passa o estrangeiro –, para nós, os textos literários que circulam para além de suas fronteiras nacionais – nos serve de base para pensarmos, por fim, a categoria do “nacional” em tais estudos. Ao compreendermos o termo “nacional” como referência a um determinado conjunto étnico, observarmos que os objetos literários nunca se dissociam das marcas de seu lócus de enunciação, ainda que tais traços se tornem cada vez mais refratados à medida que interagem com outros espaços.
Mostrar mais

14 Ler mais

Arquitetura da participação e controles democráticos no Brasil e no México.

Arquitetura da participação e controles democráticos no Brasil e no México.

Se observarmos apenas as experiências que obtiveram presença territorial considerável e noto- riedade além das fronteiras nacionais, o panorama parece dominado por um conjunto menor de[r]

17 Ler mais

A vocação exportadora do Rio Grande do Sul: uma avaliação por meio do efeito fronteira.

A vocação exportadora do Rio Grande do Sul: uma avaliação por meio do efeito fronteira.

O Rio Grande do Sul tem se notabilizado pe­ lo elevado volume de suas exportações, sendo atualmente o terceiro maior estado exporta­ dor brasileiro. Este artigo busca examinar o viés exportador do estado através do chama­ do “efeito fronteira” para o período 1997­2002 . Esse efeito foi estimado empiricamente, utili­ zando­se dados agrupados e dados em painel, em um modelo gravitacional com os 27 esta­ dos brasileiros e 40 países. Os resultados apon­ tam para a inexistência de um viés de comércio para os demais estados brasileiros; portanto as fronteiras nacionais não representariam custo maior para as exportações do Rio Grande do Sul em relação aos demais estados. Possíveis causas da inexistência do viés doméstico de comércio do Rio Grande do Sul podem estar relacionadas à maior proximidade geográfica do estado com outros países, principalmente os do Mercosul, às preferências comerciais ga­ rantidas pelo bloco, bem como ao perfil de suas exportações, baseadas principalmente em produtos primários.
Mostrar mais

28 Ler mais

Trab. linguist. apl.  vol.56 número2

Trab. linguist. apl. vol.56 número2

comunidades indígenas. Por outro lado, a LDB (1996) que até 2017 previa a oferta de pelo menos uma língua estrangeira nos anos finais do Ensino Fundamental, passa a privilegiar o ensino do inglês em detrimento de outras línguas. A Lei nº 11.161/05 que garantiu a obrigatoriedade do espanhol no Ensino Médio foi revogada quando da promulgação da Lei nº 13.415/17. Esta última lei significa um retrocesso no que diz respeito à abertura à diversidade linguistica no Brasil, ameaçando as conquistas já alcançadas. Os documentos evidenciaram também que as políticas linguísticas oficiais adotadas pelo Estado brasileiro raramente citam as línguas minoritárias (línguas indígenas, línguas de fronteira, línguas de imigração). A análise dos PCNs apontou que ainda há uma visão monolíngue da língua em nosso território, atrelada a uma concepção nacionalista “... somente uma pequena parcela da população tem a oportunidade de usar línguas estrangeiras...” (PCN do 3º e 4º ciclo do Ensino Fundamental,1998, p.20). Os PCNs concebem as fronteiras sul como “fronteiras nacionais” e desconsideram completamente outros contextos fronteiriços, como por exemplo, a fronteira do Brasil-Guiana Francesa.
Mostrar mais

23 Ler mais

(DES)CONSTRUINDO AS FRONTEIRAS DO INGLÊS SEM FRONTEIRAS

(DES)CONSTRUINDO AS FRONTEIRAS DO INGLÊS SEM FRONTEIRAS

RESUMO: No Brasil, uma das ações criadas para amenizar a defasagem no ensino aprendizagem dessa Língua é o Inglês sem Fronteiras (IsF), onde são disponibilizados alguns materiais didáticos, tais como e-book e livro de leituras. Essa pesquisa visa (des)construir as fronteiras do IsF no que diz respeito a análise da (não)apresentação de aspectos multiculturais e de variação linguística nos textos verbais e não verbais dos livros para o nível intermediário. Para isso, utilizamos a análise de conteúdo e os filtros de análise cultural propostos por Byram(1991), categorizando qualitativa- mente os aspectos culturais e linguísticos exibidos nesses livros. Desse modo foi possível observar que o material disponibilizado para o nível intermediário é bastante raso no que diz respeito à apre- sentação de aspectos multiculturais do idioma, tendo em vista que um livro de um curso tão abrangente deveria promover essa integração cultural de forma mais latente e visível.
Mostrar mais

22 Ler mais

Berlim: fronteiras imaginárias, fronteiras reais?.

Berlim: fronteiras imaginárias, fronteiras reais?.

Nele fala de quatro Berlins: a de Marinetti, que termina em 1918 com o final da primeira Guerra Mundial e a queda do Kaiser; a de Döblin, despreparada para dar o passo da sociedade forte[r]

20 Ler mais

O Programa Idiomas sem Fronteiras e a formação de professores de inglês na UFBA: objetivos (inter)nacionais em práticas locais

O Programa Idiomas sem Fronteiras e a formação de professores de inglês na UFBA: objetivos (inter)nacionais em práticas locais

A criação da primeira versão do Programa em 2012 (Portaria nº 1.466), inicialmente chamado Programa Inglês sem Fronteiras, resultou do diagnóstico sobre a proficiência insuficiente da comunidade acadêmica para participar de oportunidades de intercâmbio e para interação com estudantes e professores estrangeiros. Para minimizar essa insuficiência, uma das primeiras ações foi a oferta de um curso on-line, disponível para estudantes e servidores de universidades federais, o My English Online. O acesso a esse curso na modalidade a distância tem permitido o estudo da língua inglesa conforme a disponibilidade do aprendiz e figura como um instrumento que auxilia o processo de aprendizagem de língua inglesa, sobretudo em estágios iniciais..
Mostrar mais

15 Ler mais

Da desigualdade de classe à desigualdade de conhecimento.

Da desigualdade de classe à desigualdade de conhecimento.

7 Outro aspecto comum, embora menos relevante, das teorias contemporâneas da desigualdade social é o fato de tomarem como fronteiras os Estados nacionais que constituem os limites políti[r]

12 Ler mais

As grandes migrações: fronteiras abertas e fronteiras fechadas

As grandes migrações: fronteiras abertas e fronteiras fechadas

No primeiro caso, mostra que os Estados Uni- dos foram o país aonde, entre 1840 e 1915, dirigiu-se o maior contingente da migração europeia, ou seja, 70%, frente aos 10% que foram para a Argentina e aos 5% que se dirigiram à Austrália, ao Canadá e ao Brasil (CORTI, 2007, p. 30). O que quer frisar é que os Esta- dos Unidos foram uma sede numericamente privilegia- da de imigração e se tornaram um lugar-símbolo da mes- ma. Chama a atenção para o fato de que, entre o século XVI e o XVII, a maior parte dos migrantes eram “súditos ingleses, o que incluía nobres, mercadores, proprietários de terra envolvidos em aumentar suas riquezas, dissiden- tes políticos e religiosos e ainda artesãos que em troca da viagem se colocavam na condição de servos temporários, com perspectiva de ascensão social” (CORTI, 2007, p. 30). Chegaram aos Estados Unidos “mais de 15 milhões de imigrantes, de 1890-1914, do sul da Europa” (CORTI, 2007, p. 30), o que simbolicamente se caracteriza como a época do Milagre do Ouro, a mitologia das fronteiras e a conquista do Oeste. Nesse sentido, o desenvolvimento de grandes obras de infraestrutura, bem como a construção de ferrovia, exigia uma disponibilidade de mão de obra migrante. Essas observações evidenciam a marca da emi- gração para os Estados Unidos, num viés de construção de uma nação que precisava de mão de obra para promo- ver seu desenvolvimento.
Mostrar mais

6 Ler mais

Povos indígenas e globalização - Redes Transnacionais de Apoio a Causas Indígenas e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte: Um estudo exploratório Gabriel Mattos Fonteles

Povos indígenas e globalização - Redes Transnacionais de Apoio a Causas Indígenas e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte: Um estudo exploratório Gabriel Mattos Fonteles

A intensidade da participação indígena nas arenas globais e fóruns internacionais de debates tem como base, sobretudo, determinados assuntos que são vistos como estratégicos. Assim, os Direitos Humanos – principalmente o direito à consulta – e questões ambientais são plataformas de sustento das ações do movimento indígena internacional. Essas plataformas, contudo, são conseqüências da evolução histórica do cenário internacional, que permitiu maior atenção a assuntos como esses, antes preteridos em favor de temas como segurança e Guerra Fria. Juntamente com a evolução do cenário internacional, há a transformação do movimento indígena. À medida que novas oportunidades abriam-se, povos indígenas, buscavam nelas novas formas de atuação e apoio político. Do início do século XX, ao início do século XXI, muitos dos problemas e demandas indígenas continuam os mesmos – relacionados à posse territorial, a ameaças de etnocídio, de extinção cultural e de assimilação em nome do desenvolvimento e do interesse ou da soberania nacional. Contudo, as formas de resolver ou contornar esses problemas diversificaram-se, ampliando as margens de manobra de aumentando as condições de negociação com os Estados nacionais. Temos, então, na percepção do movimento indígena internacional, continuidades históricas em determinadas situações de conflitos e ameaças, ao mesmo tempo em que temos transformações recentes no âmbito das oportunidades e modos de ação política e social. A presença indígena internacional adapta-se, ao longo do tempo, às condições da globalização e às novidades que a arena global traz em seu bojo.
Mostrar mais

137 Ler mais

Lei de Bases Habitação_audição grupo trabalho AR_comentários OLCPL EAPN

Lei de Bases Habitação_audição grupo trabalho AR_comentários OLCPL EAPN

 à semelhança do Conselho Nacional de Habitação, ao serem criados Conselhos Locais de Habitação, estes não deverão ser de carácter facultativo e a sua constituição deverá [r]

6 Ler mais

Índice Preços de Habitação_4º trimestre 2018 (análise pdf)

Índice Preços de Habitação_4º trimestre 2018 (análise pdf)

O número de vendas de alojamentos existentes e de alojamentos novos é estimado através da aplicação de uma estrutura de partição entre existentes e novos, apurado a partir do[r]

9 Ler mais

Salário Mínimo Nacional – 45 anos depois

Salário Mínimo Nacional – 45 anos depois

O  Decreto‐Lei  que  introduziu  o  SMN  refere  que  a  medida  fazia  parte  de  um  conjunto  de  direitos  sociais  que  visava  “(…)  abrir  caminho  para  a  satisfação  de  justas[r]

48 Ler mais

Show all 3327 documents...