Geografia física

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O ensino de Geografia Física no Ensino Médio: qual seu lugar?

O ensino de Geografia Física no Ensino Médio: qual seu lugar?

Os livros didáticos tradicionais, baseados no paradigma “A Terra e o Homem”, começam com o quadro físico (coordenadas geográficas, fusos horários, relevo, clima, vegetação etc.) e depois colocam, nessa base, uma espécie de superestrutura construída pelo homem (visto essencialmente como habitante, morador e consumidor) e pela economia (onde há igualmente uma sequência pré-definida, ligada a uma evolução temporal dos elementos: primeiro o meio rural, depois o urbano, o extrativismo e a agropecuária sempre antes da atividade industrial etc.). Os capítulos – ou melhor, os temas − são quase sempre estanques e sem grandes relações entre si. Não há, por vezes, sequer uma integração nos moldes ecológicos dos próprios elementos da geografia física [...]. Na abordagem do homem, apesar de muitos desses livros quase sempre trazerem o (pseudo) debate determinismo versus possibilismo, concluindo-se ser este último mais correto que o primeiro, na realidade procura-se adaptar o social ao meio-físico [...]. A importante ideia de construção ou produção do espaço pela sociedade moderna acaba ficando completamente ausente, pois no fundo ela não tem lugar numa perspectiva que nunca vê a segunda natureza e muito menos o homem como ser político [...]. (VESENTINI, 1989).
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Considerações sobre a paisagem enquanto recurso metodológico para a Geografia Física -  CONSIDERATIONS ABOUT THE LANDSCAPE WHILE METHODOLOGICAL RESOURCE TO PHYSICAL GEOGRAPHY

Considerações sobre a paisagem enquanto recurso metodológico para a Geografia Física - CONSIDERATIONS ABOUT THE LANDSCAPE WHILE METHODOLOGICAL RESOURCE TO PHYSICAL GEOGRAPHY

Para o autor citado e também para outros que foram mencionados, o complexo da paisagem, quando analisado, deve levar em conta a relação de complementaridade entre o meio físico e as manifestações humanas. Cristaliza-se, diante disso, um outro percalço metodológico expresso pela dificuldade em se transitar, dentro de um mesmo conjunto, pelas esferas natural e humana, uma vez que cada uma delas exige diferentes dispositivos de análise. Por outro lado, a adequação do geossistema a uma categoria natural que sofre interferência antrópica incita a dicotomia entre Geografia Física e Geografia Humana, uma vez que sugere a existência de dois subconjuntos (natural e humano) claramente definidos e clivados, delineando-se uma situação na qual um subconjunto interfere sobre o outro ao invés de atuarem de maneira complementar e integrada na organização do espaço geográfico.
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PERSPECTIVAS E DESAFIOS DA GEOGRAFIA FÍSICA NO NORDESTE BRASILEIRO

PERSPECTIVAS E DESAFIOS DA GEOGRAFIA FÍSICA NO NORDESTE BRASILEIRO

O crescimento da análise ambiental na produção de Geografia Física nacional, incluindo a que se realiza no Nordeste brasileiro, implica na existência hoje de um grande desafio, qual seja, o de permanência do conhecimento sobre a dinâmica da natureza no âmbito desse ramo da ciência Essa situação, iniciada com a Geografia Crítica dos anos 1980 e ainda em pleno andamento, vem cerceando lentamente as possibilidades de realização de ciência pura, de análise da dinâmica natural, para impor a produção de ciência aplicada, pautada exclusivamente na relação sociedade x natureza. Dos 25 trabalhos encaminhados para o eixo de Climatologia Geográfica (Figura 8), apenas 1 trata da produção de análises climáticas básicas, sem interação com sociedade. Noventa e seis por cento dos trabalhos de climatologia geográfica são pautados na temática análise ambiental e relação sociedade x natureza. No outro extremo está o eixo de Estudos Geomorfológicos, que só contou com 24% dos trabalhos abordando a temática ambiental, os demais estando associados com dinâmica da natureza– não é à toa que surgem propostas de criação de uma geomorfologia geográfica!
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GEOGRAFIA FÍSICA, GEOSSISTEMAS E ESTUDOS INTEGRADOS DA PAISAGEM

GEOGRAFIA FÍSICA, GEOSSISTEMAS E ESTUDOS INTEGRADOS DA PAISAGEM

Este ramo da Geografia busca auxílio em métodos de outras ciências, incorporando-os e adaptando-os. A Geologia, Biogeografia, Pedologia, Meteorologia, Botânica etc. lhe servem me- todologicamente. Em escala geral, a Geografia Física tem tentado trabalhar com a dialética da natureza; mas a teoria sistêmica tem-se configurado como método mais eficaz em seus trabalhos moderno e contemporâneo. Tentativas pormenorizadas da teoria dos sistemas têm sido imple- mentadas na Geografia soviética, norte-americana e sobretudo a inglesa, influenciadas diretamen- te pela tendência “Sistêmico-Quantitativo”, e como conseqüência produziram-se tendências me- todológicas oriundas desta base, confeccionando o estudo da paisagem, os estudos ecossistêmi- cos, geossistema e a ecogeografia, só para citar os mais importantes.
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Da cosmologia à geografia: o curso de geografia física de Imannuel Kant e a construção metafísica da superfície da terra.

Da cosmologia à geografia: o curso de geografia física de Imannuel Kant e a construção metafísica da superfície da terra.

O que não hesitamos em asseverar é que, mes- mo tendo acompanhado clandestinamente todo o per- curso filosófico de Kant — já que ele só foi editado tardiamente — o Curso de Geografia Física é parte integrante da herança intelectual kantiana. Ele, destarte, está longe de ser uma mera coleção de coisas margi- nais ou uma obra marginal; e escolta, intimamente, o sistema crítico e a reflexão do Aufklärer de Königsberg. O Curso de Geografia Física mostra-se como um inventário do mundo, que buscava trazer aos estu- dantes um conhecimento vasto e preciso de tudo o que se sabia existir na superfície da Terra. Por isso, o discurso de Kant é ora positivo (densamente ligado às coisas naturais, leal aos seus detalhes, sendo absorvi- do pela descrição e dirigido às tarefas de exibição e de explicação) ora negativo (incluindo uma atividade de julgamento, que ora acolhe os preconceitos os mais infames, ora pesa e suspende cada opinião, o enuncia- do e o retrato). Há, assim, não somente uma palavra do geógrafo Kant, mas duas: uma que coleta, compila e relata e, outra que escolhe, sopesa e duvida (COHEN- HALIMI, 1999).
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Representações discursivas da geografia física em livros didáticos de geografia

Representações discursivas da geografia física em livros didáticos de geografia

Nas análises apresentadas foi possível perceber que os textos didáticos não são simples reduções da ciência geográfica. Dito de outra forma, não são versões simplificadas da Geografia Física, mas sobretudo, são formas particulares de conceber tais conhecimentos. A análise das palavras e sua força nos enunciados, nas permanências e nas mudanças discursivas, como postula Fairclough (2016), torna- -se rica fonte de novas compreensões do motivo pelo qual a natureza figura de maneira tal, e as motivações por ter sido de tal maneira dissimula- da, além dos papéis que tem desempenhado para o homem na produção do espaço.
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CONTRIBUIÇÕES DA GEOGRAFIA FÍSICA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM GEOGRÁFICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

CONTRIBUIÇÕES DA GEOGRAFIA FÍSICA PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM GEOGRÁFICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Boas práticas docentes estão atreladas à qualificação profissional de professores, numa perspectiva de que o professor bem preparado tem mais chances de promover a autonomia intelectual de seus alunos, estimulando o “conhecimento poderoso” que fortalece a cognição emancipatória (YOUNG, 2007). Daí a importância da contínua atualização dos professores quanto aos avanços teórico-metodológicos e científicos alcançados nas Geociências e na Geografia Física para que as análises integradas possam ser feitas de modo adequado em suas aulas. Além disso, é preciso desenvolver estratégias para que o conhecimento científico (ou especializado) se converta em conhecimento didático do conteúdo científico, a partir de estratégias docentes de tratamento didático de conteúdos específicos do currículo escolar (SCHULMAN, 2005). O foco no “conhecimento didático do conteúdo” tem relação com a seleção de temas e questões para debate junto aos alunos da educação básica, bem como ao desenvolvimento de estratégias de ensino dos conteúdos específicos do currículo escolar. Schulman (op. cit.) ressalta que tais conhecimentos diferenciam um pesquisador (especialista em uma determinada área do conhecimento) de um professor (que desenvolve mecanismos docentes para abordar tais temática no ambiente escolar). Daí a contribuição cada vez mais significativa de muitos geógrafos físicos em responder às questões “para que serve a Geografia Física na educação básica” e “como os geógrafos físicos contribuem para o trabalho dos professores da Geografia escolar”.
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TEMAS E TENDÊNCIAS DA GEOGRAFIA FÍSICA NO CONTEXTO DO PPGGEO/UFPI (2013-2018)

TEMAS E TENDÊNCIAS DA GEOGRAFIA FÍSICA NO CONTEXTO DO PPGGEO/UFPI (2013-2018)

O artigo teve como objetivo geral analisar a produção científica da Geografia Física no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Piauí, entre 2013 e 2018. Os objetivos específicos contemplaram: (i) identificar os estudos com ênfase em Geografia Física; (ii) verificar os enfoques temáticos das pesquisas e (iii) indicar as demais particularidades e tendências da produção científica no PPGGEO. A metodologia pautou-se em pesquisa bibliográfica com foco nas dissertações. Os resultados apontaram que os estudos de Geografia Física perfazem aproximadamente 27% da produção científica do PPGGEO. Entre os enfoques temáticos abordados, destacam-se: (i) impactos socioambientais urbanos; (ii) degradação ambiental; (iii) vulnerabilidade ambiental; (iv) ambiente e saúde; (v) levantamento pedológico; (vi) mapeamento geomorfológico/cobertura das terras; (vii) morfodinâmica litorânea e (viii) patrimônio geológico- geomorfológico. O atual estágio desta produção acadêmica indica as seguintes tendências: (i) aplicação da abordagem sistêmica; (ii) concentração de estudos nas Mesorregiões Centro-Norte e Norte do Estado do Piauí; (iii) prevalência dos estudos em escala local; (iv) forte direcionamento dos estudos à questão ambiental; (v) recorrente emprego das geotecnologias.
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A GEOGRAFIA FÍSICA NO IBGE 1938-1998

A GEOGRAFIA FÍSICA NO IBGE 1938-1998

A segunda grande inflexão nas pesquisas ocorreu em 1985, com a ab- sorção pelo IBGE, do Projeto Radambrasil com toda sua estrutura de pessoal e equipamentos, inaugurando uma nova fase de trabalhos voltados para os grandes diagnósticos ambientais integrados. No início, a chamada integração não foi muito além dos segmentos da Geografia Física e da Biologia, para pouco a pouco incor- porar também áreas da Geografia Humana como Urbana e Agrária, gerando um novo conjunto de grandes trabalhos conhecidos como diagnósticos socioambientais integrados como o Diagnóstico Brasil, coordenado por Rivaldo Pinto de Gusmão (IBGE,1990), que acompanhou os diferentes processos de ocupação do território brasileiro, estabelecendo relações com algumas segmentos do meio ambiente, como no caso da poluição industrial.
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SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS: ABORDAGEM TEÓRICO-CONCEITUAL NA PERSPECTIVA DA GEOGRAFIA FÍSICA

SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS: ABORDAGEM TEÓRICO-CONCEITUAL NA PERSPECTIVA DA GEOGRAFIA FÍSICA

Os autores ainda colocam que é a partir da classificação e identificação desses serviços que é possível propor medidas que facilitem a conservação dos ecossistemas, onde a geografia parte da analise sistêmica, estudando a parte pelo todo e entendendo que um não funciona sem o outro, havendo a necessidade de avaliar todos os elementos de maneira integrada.Segundo Calvalcanti (2013), a análise geográfica considera a abordagem integrada do ponto de vista dos elementos do meio natural, os fatores econômicos e sociais sob uma perspectiva de relações interdependentes, se dando de maneira intrinseca uns com os outros. Todavia há necessidade de entender como alguns conceitos podem influenciar na compreensão da abordagem dos Serviços.
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RELATO DE ATIVIDADE DE CAMPO NA GEOGRAFIA FÍSICA: PRAIA DE CACIMBINHAS

RELATO DE ATIVIDADE DE CAMPO NA GEOGRAFIA FÍSICA: PRAIA DE CACIMBINHAS

Esta pesquisa teve como objetivo discutir a importância do campo para o ensino da geografia. Os conteúdos vistos em sala de aula são aplicados em práticas, servindo de suporte e constatação. O instrumento motivador da aprendizagem é a atividade que se vivencia. A pesquisa e a coleta de sedimentos foram alguns dos meios práticos que nortearam esta pesquisa. Para melhor nos orientarmos durante a produção deste trabalho, foram consultados autores como Ferreira (2012), Guerra e Cunha (2000) Venturi (2005), que abordam teorias e procedimentos metodológicos que auxiliam e orientam o pesquisador na realização dos trabalhos de campo. Nos resultados, foram observadas as influências da prática de campo, bem como a integração dos conteúdos vistos em sala de aula com a atividade prática realizada nos campos, destacando a importância desse tipo de atividade.
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TEMPO GEOLÓGICO, SOCIEDADE E ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA

TEMPO GEOLÓGICO, SOCIEDADE E ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA

Mas, o que seriam as paisagens senão resultados da superposição de tempos (histórico e geológico) e que estão em constantes mudanças, ainda que difíceis de identificar? As impressões existentes nas paisagens, como formas, em perpétua transformação, abrigam intencionalidades, contradições e processos naturais, entre outras categorias. No entanto, muitas abordagens feitas por geógrafos (sobretudo, na sala de aula) restringem-se à análise das paisagens atuais, apropriadas e modificadas segundo os interesses da sociedade. Essa dimensão histórica, que possui na obra de Milton Santos um importante referencial teórico, prevalece nos livros didáticos de Geografia, necessitando, no entanto, ser revisado por não considerar o tempo da natureza ou tempo geológico nas diversas situações cotidianas.
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GEOGRAFIA FÍSICA E GEOMORFOLOGIA: TEMA PARA DEBATE

GEOGRAFIA FÍSICA E GEOMORFOLOGIA: TEMA PARA DEBATE

O presente texto apresenta um conjunto de dez afi rmações. Estas visam sintetizar a refl exão que faço desde alguns anos sobre a temática da natureza no âmbito da geografi a. O texto está constituído de uma argumentação baseada em fragmentos de outros textos já escritos. Aqui foi feita uma sistematização dessas idéias objetivando uma exposição, quem sabe, mais didática, das proposições já enunciadas sobre o tema. Centra-se a discussão no âmbito da Geomorfologia e da Geografi a Física, embora a tese que permeia o conjunto das afi rmativas, aqui expostas, remeta a uma argumentação a favor da unidade analítica na Geografi a.
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CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA DA BACIA DO RIO COREAÚ, NOROESTE DO CEARÁ

CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA DA BACIA DO RIO COREAÚ, NOROESTE DO CEARÁ

Há presença de uma cornija (Figura.. Revista da Casa da Geografia de Sobral, Sobral/CE, v. 2, Dossiê: Estudos da Geografia Física do Nordeste brasileiro, p. Todos os direitos reservados[r]

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Investigação científica e política colonial portuguesa: evolução e articulações, 1936-1974.

Investigação científica e política colonial portuguesa: evolução e articulações, 1936-1974.

A relação entre as opções da Junta e o quadro político externo também se pode verificar pelo fato de terem sido criadas missões para responder a situações ou recomendações da cooperação científica e técnica internacional. Alguns exemplos: a Missão de Geografia Física e Humana à Guiné (1947), chefiada por Orlando Ribeiro, foi uma tentativa de compulsar conhecimentos sobre o território em que teria lugar o Congresso de Africanistas da África Ocidental; a Missão para o Estudo da Atração das Grandes Cidades e do Bem- estar Rural (criada no Ceps, em 1957) centrava-se numa temática que fora objeto de inquérito do Incidi e de recomendação da CCTA; na gênese da Missão do Rendimento Nacional do Ultramar (criada no Ceps em 1962) estiveram recomendações do CSA e da CCTA; a Comissão para o Estudo da Produtividade em África foi criada no Ceps (em 1958) para efetuar inquérito acerca daquele assunto em Angola e Moçambique, em coordenação com inquérito a efetuar em África sob a égide da CCTA; a Comissão de Planeamento da Investigação Científica e Tecnológica e a respectiva Missão de Recolha e Processamento de Dados sobre a Investigação Científica e Tecnológica (criadas em 1967) serviam não só para habilitar o Ministério do Ultramar a planejar as correspondentes atividades em função dos programas de desen- volvimento econômico-social, mas também para fornecer os elementos solicitados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 24
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IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS POR ATIVIDADE DE MINERAÇÃO DE AREIA EM DUNAS FIXAS, CAUCAIA, CEARÁ

IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS POR ATIVIDADE DE MINERAÇÃO DE AREIA EM DUNAS FIXAS, CAUCAIA, CEARÁ

Figura 04 - Resultados do Diagrama de Interações e Check-list.. Revista da Casa da Geografia de Sobral, Sobral/CE, v. 2, Dossiê: Estudos da Geografia Física do Nordeste brasileiro, p[r]

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A GEOGRAFIA E OS ESTUDOS AMBIENTAIS

A GEOGRAFIA E OS ESTUDOS AMBIENTAIS

Outra obra significativa, não só para a geografia física, mas para toda a humanidade (GREGORY, 1992) foi A origem das espécies, elaborada por Charles Darwin, em 1859, que, através de suas fundamentações, impôs à geografia física uma perspectiva histórica. Além das teorias e suas influências, o processo de mudança brusca e intensa que o mundo vinha sofrendo, com a busca pelo conhecimento de novas áreas, delegou à geografia a função primordial de catalogar e descrever – através de mapas, na maioria das vezes – áreas antes desconhecidas. Ciências complementares à geografia física como ecologia, hidrologia, geomorfologia, climatologia, entre outras, trouxeram diversos novos métodos e aplicações que posteriormente foram amplamente incorporados à metodologia utilizada nos trabalhos geográficos.
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COMPARTIMENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES DE PAISAGEM DO MUNICÍPIO DE SERRA NEGRA DO NORTE-RN: NO TÁXON DOS GEOFÁCIES

COMPARTIMENTAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES DE PAISAGEM DO MUNICÍPIO DE SERRA NEGRA DO NORTE-RN: NO TÁXON DOS GEOFÁCIES

Desta forma, este trabalho seguirá o conceito da corrente da geografia física, pois o objetivo principal do mesmo é a delimitação e caracterização das unidades de paisagem, no táxon dos Geofácies, realizando o mapeamento em escala espacial de 1/50.000, levando em consideração o arranjo e interação dos elementos físico (Relevo, solo, hidrografia, clima e embasamento geológico), biológicos (Fauna e Flora) e antrópicos (o homem como potencial modificador do meio), em prol do subsidio ao planejamento territorial, ambiental e exploratório do município de Serra Negra do Norte no estado do Rio Grande do Norte. A escolha deste local, se deve a grande heterogeneidade de arranjos que compõe uma paisagem, e a escolha do táxon geofácie, advém do mesmo representar a ordem hierárquica de grandeza escalar onde é possível notar mosaicos cuja estrutura e dinâmica traduzem fielmente os detalhes ecológicos, as pulsações de ordem biológica e as “pegadas” antrópicas. Portanto, esta pesquisa é de suma importância para o município em questão pela falta de trabalhos desta magnitude para o mesmo.
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GEOGRAFIA MARINHA - A RETOMADA DO ESPAÇO PERDIDO

GEOGRAFIA MARINHA - A RETOMADA DO ESPAÇO PERDIDO

Na década de 1960 foi apresentado ao Ministério da Educação, pela Diretoria de Costas da Marinha do Brasil, um documento, bem elaborado, sugerindo a inclusão da disciplina Geografia Marinho no currículo de ensino médio. A proposta não foi acolhida, perdendo a Geografia uma ótima oportunidade de dar mais ênfase na formação de docentes nesta especialidade assim como motivar os alunos para as questões ligadas ao mar e à zona costeira. Conceitos básicos de oceanografia física são ensinados no âmbito da Geografia Física, mas um maior aprofundamento nas ciências marinhas como um todo, tendo em vista a expansão do conhecimento nessas especialidades, seria altamente desejável. Nesse sentido o livro Geografia: Ensino fundamental e ensino médio: o mar no espaço geográfico brasileiro (Ministério da Educação, 2005) Introdução às Ciências do Mar(Castello &Krug, 2015).No entanto, não basta ter bons livros. É preciso que o professor seja preparado, não apenas a partir de aulas teóricas, mas tenha tido aulas práticas e experiência em pesquisa, para que possa transmitir, de modo convincente e estimulante o conhecimento previsto para os diferentes níveis de ensino.
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LINHAS DE PESQUISA DA PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA. MUDANÇAS, ESQUECIMENTOS E EMERGÊNCIA DE (NOVOS) TEMAS

LINHAS DE PESQUISA DA PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA. MUDANÇAS, ESQUECIMENTOS E EMERGÊNCIA DE (NOVOS) TEMAS

E é isso que explica também que são os pesquisadores voltados para as questões do ambien- te que mais superaram a clivagem entre esferas do conhecimento relativas à geografia física e à geografia humana, muito embora o trato da espacialização dos processos sociais ainda se faça de modo tímido e, muitas vezes, superficial e reduzido à questão da ação antrópica. É mais frequente o estabelecimento de relações entre os campos do saber próprios da geografia física e das ciências da natureza e menos comum o estabelecimento de relações com os campos do saber próprios da geografia humana. Mas, não resta dúvida que mesmo que reduzido à questão da ação antrópica há um esforço de superação das antigas rupturas herdadas de um conhecimento fragmentado. No caso quase de um do caminho inverso, do trato dos aspectos naturais por aqueles que enfatizam os processos sociais, o trato com a dimensão da natureza muitas vezes a vê como um palco da ação humana, uma condição destituída de interações, movimentos e processos. A nosso ver, bem mais tímido e insuficiente do que as análises elaboradas por aqueles que colocam em relevo a dinâmica da natureza, de tradição em pesquisa na área da geografia física.
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