Gestão de Conflito

Top PDF Gestão de Conflito:

O efeito da experiência multicultural no estilo de gestão de conflito: mediação da inteligência cultural e self

O efeito da experiência multicultural no estilo de gestão de conflito: mediação da inteligência cultural e self

Em termos das medidas disposicionais utilizadas para predizer os estilos de gestão de conflito observámos que, a inteligência cultural por si só apresenta-se como uma preditora razoável dos estilos de gestão de conflito. Quando mediada pelo self- monitoramento o seu poder explicativo diminui ligeiramente. Contudo, destaca-se que a única dimensão da IC que apresenta um poder determinante nos estilos de gestão de conflito é a dimensão Metacognitiva. Esta dimensão prediz razoavelmente o estilo Integração. Os resultados apontam para a importância, em relações interpessoais, da existência de motivos cooperativos em indivíduos que apresentam elevados níveis de inteligência, uma vez que o outcome em situação de conflito será mais satisfatório para as duas partes (Imai & Gelfand, 2010). Portanto, se os indivíduos apresentam uma maior consciência do background cultural do outro aquando das interações sociais e se comportam de formas que enfatizam a sua conexão com os outros então, em situação de conflito, então eles optam por estratégias que beneficie não só a si mesmo como o outro e, mais importante talvez, fortalecendo e mantendo ao mesmo tempo a sua relação com esse indivíduo.
Mostrar mais

58 Ler mais

A Gestão de Conflito em Ambiente Laboral: Estudo no IBMC e no IPATIMUP.

A Gestão de Conflito em Ambiente Laboral: Estudo no IBMC e no IPATIMUP.

Medina et al., (2005), através da direção bidimensional de Rahim (1992), analisaram a ligação entre tarefa e situação conflitual e a sua influência em reações emocionais dos trabalhadores como o bem-estar ou a predisposição para deixar o trabalho. Este estudo envolveu 169 trabalhadores de quatro unidades hoteleiras na Andaluzia, em Espanha. Os autores mostraram, empiricamente, que o conflito relacional estava negativamente ligado a “reações afetivas”, enquanto o conflito que advinha do desempenho da tarefa não interagia diretamente com os comportamentos emocionais. Por outro lado, o conflito relacional tinha influência positiva no desejo de deixar o trabalho, mas o conflito ligado à tarefa não o afetava negativamente. Algumas grandes conclusões foram afirmadas nesta investigação no que concerne à gestão de conflito em equipa: devia ser feita uma tentativa para perceber o tipo de conflito em questão e, parale- lamente, caberia aos gestores encorajar a discussão sobre assuntos que se prendiam diretamente com a tarefa e dedicar especial atenção à intensidade conflitual e aos seus efeitos relacionais (Medina et al., 2005).
Mostrar mais

189 Ler mais

Conflito organizacional e gestão de recursos humanos

Conflito organizacional e gestão de recursos humanos

A segunda perspetiva contrasta com esta visão, preferindo uma noção mais condicional de que há vários fatores externos que influenciam a escolha de métodos de gestão de conflito, nomeadamente, o contexto, a relação entre as partes, a dimensão e coesão dos grupos em confronto, a dimensão do problema e vários outros fatores (Jameson, 1999: 268 - 294). Assim, embora os indivíduos possam ter estilos de gestão preferenciais, tomam decisões tendo em conta o contexto do conflito, mesmo que essas impliquem utilizar métodos que não são os seus preferidos (Callanan et al, 2006: 269-288). A abordagem de contingência tem em conta dois fatores para a eficácia da escolha de método (Rahim, 2002: 206-235): a qualidade da decisão, ou seja, até que ponto esta vai afetar os envolvidos, e a aceitação da decisão, ou seja, até que ponto é que os trabalhadores se vão dedicar a implementá-la. Se tanto a aceitação como a qualidade forem baixas, o gestor deverá adotar um estilo de gestão baseado em dominação, uma vez que terá de impor essa decisão nos trabalhadores e garantir que eles a vão implementar, enquanto que se ambas forem elevadas deverá ser adotado um estilo de gestão mais integrativo, de forma a tomar partido do ambiente mais cooperativo para fazer com que os trabalhadores se sintam incluídos na decisão.
Mostrar mais

51 Ler mais

Estilos de Gestão de Conflitos e Clima de Segurança do Doente

Estilos de Gestão de Conflitos e Clima de Segurança do Doente

erros de prática, esgotamento do pessoal e ações judiciais. Os cuidados de saúde exigem trabalho em equipa e uma intensa interdependência, para assegurar qualidade, eficiência e satisfação dos pacientes. Os conflitos não geridos são prejudiciais para cada um desses objetivos (Morreim, 2014). O conflito não abordado e não gerido tem impactos erosivos e até mesmo devastadores nos indivíduos, equipas e cultura organizacional (De Wit et al., 2012). As relações dos colegas de trabalho estão consistentemente ligadas a resultados melhorados para os doentes, força de trabalho produtiva e cultura segura para apoiar a prestação de cuidados (Clements, Dault, & Priest, 2007; Leonard, Graham, & Bonacum, 2004). As relações de trabalho positivas nas equipas de saúde têm um efeito significativo na segurança e eficácia dos cuidados prestados aos doentes (Baggs, Ryan, Phelps, Richeson, & Johnson, 1992; E. J. Thomas, Sexton, & Helmreich, 2003). O conflito é relatado pelos enfermeiros como comum (Dewitty et al., 2009) e atribuído a erros de prática (Rowe & Sherlock, 2005). Se evitado ou gerido inadequadamente, o conflito pode ser prejudicial à colaboração interprofissional e à prestação de cuidados ao doente (Jehn & Mannix, 2001). Gerir conflitos com êxito resultará, em última instância, no aprimoramento do trabalho em equipa, no envolvimento do pessoal e nos resultados positivos para os doentes (Kaufman, 2011). O conflito é um problema generalizado nos cuidados de saúde e parece estar associado a gradientes persistentes de poder (Janss et al., 2012). A maioria das narrativas conflituosas compartilhadas reflete lutas com os diferenciais de poder na organização (S. Kim et al., 2016). A gestão de conflito inadequada pode inibir a comunicação, e lapsos de comunicação têm mostrado contributos importantes para a ocorrência de eventos adversos (Johansen, 2012; Rogers et al., 2013; Skjørshammer, 2002). Inclusive, os sistemas de notificação criados para relatar eventos adversos, foram usados inadvertidamente como uma saída para a escalada de conflitos não resolvidos com colegas (S. Kim et al., 2016).
Mostrar mais

157 Ler mais

O conflito e a sua gestão na organização profissional

O conflito e a sua gestão na organização profissional

Os teóricos têm salientado as particularidades das organizações em que trabalham profissionais com elevado nível de qualificação. Mesmo autores clássicos, como Weber (1949) referiu as variantes ao modelo burocrático puro, considerando que, instituições como hospitais, igrejas ou exércitos, são geridas por funcionários com características diferentes. Outros (Etzioni, 1974; Stelling e Bucher, 1972) salientam a impossibilidade de uma gestão mecanicista 3 . O elevado nível de qualificação dos profissionais dificulta ou impossibilita a supervisão hierárquica. Esta ideia de que o elevado nível de qualificação das pessoas vem impossibilitar a supervisão hierárquica tem sido retomada por vários autores: Miner, (1988) descreve o sistema profissional, baseado no conhecimento, de uma forma que se aproxima da configuração de burocracia profissional de Mintzberg (1982) cujo modelo adiante aprofundaremos. Também, Blacker, Reed e Whitaker (1993) constataram que, à medida que as qualificações vão aumentando, o saber e o trabalho baseado no conhecimento desempenham um papel cada vez mais importante nas teorias do desenvolvimento das sociedades industriais. O conhecimento começa a ser considerado um recurso estratégico, prevendo-se que a perícia venha a transformar-se rapidamente numa vantagem competitiva. Em termos organizacionais, esta perspectiva obrigaria a mudar de ênfase na gestão dos peritos para a gestão das qualificações ou da perícia.
Mostrar mais

11 Ler mais

Gestão escolar, situações de conflito e violência: campo de tensão em escolas públicas.

Gestão escolar, situações de conflito e violência: campo de tensão em escolas públicas.

mos um questionário semiestruturado a 43 diretores de escolas públicas, todas inseridas no Sistema de Proteção Escolar, organizado em quatro blocos: a) o primeiro, dividido em duas seções, sendo que a primeira solicitava o registro das situações de conflito e violência nas unidades escolares com a frequência (nunca; às vezes; frequentemente), a segunda seção solicitava a livre descrição das ações adotadas para enfrentar situações de conflito e violência (os respon- dentes poderiam assinalar várias ações); b) o segundo bloco, constituído por questões abertas que buscavam registrar suas percepções a respeito das funções e atribuições do Professor Mediador Comunitário (PMEC), tendo em vista que esse profissional é o responsável por articular mediações em situações de conflito; este bloco ainda instava os diretores a se manifestarem livremente a respeito da instauração (ou não) de práticas pedagógicas renovadas para seu enfrentamento, após a adesão ao Sistema de Proteção Escolar, por meio do exercício das funções do PMEC; c) o terceiro bloco versava sobre o perfil profissional do diretor; d) o quarto bloco foi composto por itens de livre associação.
Mostrar mais

18 Ler mais

Diagnóstico hídrico do rio Uberaba-MG como subsídio para a gestão das áreas de conflito ambiental

Diagnóstico hídrico do rio Uberaba-MG como subsídio para a gestão das áreas de conflito ambiental

RESUMO: O manejo de bacias hidrográficas é uma forma de analisar e monitorar o ambiente como um sistema de causa e consequências na exploração dos recursos naturais. Esta pesquisa teve por objetivo diagnosticar o recurso hídrico do rio Uberaba, como subsídio para a gestão das áreas de conflito ambiental. Com extensão de 2.419,04 km 2 e perímetro de 308,04 km, abrange os municípios de Uberaba, Veríssimo, Conceição das Alagoas, Planura e uma pequena porção de Campo Florido. Considerando as características do rio Uberaba e o uso e ocupação do solo, dividiu-se em 5 (cinco) áreas distintas, no qual foram coletadas amostras de água. A partir da aplicação diagnóstica das variáveis físicas conservacionistas identificaram-se as áreas de conflito no rio e em seu entorno. Dentre as análises dos parâmetros hidrológicos da água, os que apresentaram resultado significativo quanto aos conflitos de uso do solo foram: o potencial hidrogeniônico (pH), oxigênio dissolvido (OD), potencial de oxirredução (ORP), condutividade elétrica, temperatura, alcalinidade e turbidez. O principal uso do solo na microbacia foi observado à ocupação com pastagem, seguido de florestamento e agricultura intensiva com as seguintes culturas: milho, soja e cana de açúcar.
Mostrar mais

76 Ler mais

Impactos da judicialização da saúde na gestão pública: conflito entre direito fundamental e interferência orçamentária

Impactos da judicialização da saúde na gestão pública: conflito entre direito fundamental e interferência orçamentária

Assim, recorrer ao Poder Judiciário ocorre como última aternativa em busca de medicamentos ou tratamento negados pelo SUS, quer pela ausência da presença na Relan[r]

78 Ler mais

É possível trabalhar o conflito como matéria-prima da gestão em saúde?.

É possível trabalhar o conflito como matéria-prima da gestão em saúde?.

(c) Como “jogam” os atores na situação confli- tuosa: os médicos fazem ameaças veladas (ou abertas), dificultam o acesso, de toda as formas possíveis, evitando criar “precedentes” de tole- rância, “para não acostumar mal o pessoal”. O enfrentamento nunca é direto com o paciente. Cede de cara feia (ou se recusa a atender, algu- mas vezes) quando o pedido é feito diretamen- te pela gerente; os auxiliares de saúde jogam em duas “frentes”: são os mais duros possíveis com os pacientes, dizendo que não podem fa- zer nada porque as cotas de atendimento já es- tão esgotadas, mas sempre tentam um jogo de “sedução” com os médicos (nunca de enfrenta- mento, como, no íntimo, imaginam que seria justo fazer), tentando sensibilizá-los para uma ou outra situação que avaliam como justifica- do o pedido do “atendimento extra”. Duplo es- tresse sempre. O pessoal da recepção faz o mes- mo jogo dos auxiliares: como regra geral, joga “duro” com os usuários, fazendo o jogo do “não”, mas tenta a “sedução” dos auxiliares pa- ra conseguir a vaga junto ao médico em situa- ções que avalia como justificadas. De qualquer forma, tanto os auxiliares como o pessoal da recepção estão sempre em situação de tensão, em que devem avaliar os riscos de cada opção, em cada situação concreta; o jogo do gerente é o da omissão na maioria das vezes, deixando que as coisas se “resolvam” entre médicos e pessoal de enfermagem. Às vezes, interfere em situações que o conflito fica muito ruidoso, em particular quando o usuário “tenta fazer valer seus direitos” e é mais brigão; o usuário joga fa- zendo pressão sobre o pessoal da recepção, mas raramente expondo sua insatisfação dire- tamente ao médico. Uma forma de jogar pode ser levar sua queixa ao conselho gestor local (quando existe) ou queixar-se com o gerente ou procurar a imprensa, quando conhece “os caminhos” para tal.
Mostrar mais

9 Ler mais

Filantropia empresarial e trabalho voluntário: interação e conflito na gestão de voluntariado.

Filantropia empresarial e trabalho voluntário: interação e conflito na gestão de voluntariado.

A identificação com a prática do trabalho voluntário intensifica o engajamento à proposta da organização e o influencia no grau de investimento dos capitais acumulados pelo administrador na gestão dos voluntários, se pensado, aqui, o poder simbólico "como poder de constituir o dado pela enunciação, de fazer ver e fazer crer (...) poder quase mágico que permite obter o equivalente daquilo que é obtido pela força (...) se for reconhecido, quer dizer, ignorado como arbitrário" (BOURDIEU, 1989, p. 14). A alocação de agentes com uma trajetória pessoal de adesão ao voluntariado funciona como estímulo ou pressão sobre os demais em função do exemplo de mobilização ou "paixão" pelo trabalho, aliado, ainda, ao poder consolidado na posição (superintendente executiva) ocupada neste espaço de disputa, a ONG-Parceiros Voluntários. Ademais, encontramos postura semelhante no discurso na coordenadora de voluntários quanto ao Programa de Estímulo ao Trabalho Voluntário.
Mostrar mais

19 Ler mais

CONFLITO SOCIOAMBIENTAL NA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS: ESTUDO DE CASO EM IGUATU, CEARÁ, BRASIL

CONFLITO SOCIOAMBIENTAL NA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS: ESTUDO DE CASO EM IGUATU, CEARÁ, BRASIL

A complexidade referente ao manejo dos resíduos sólidos urbanos tem se tornado um tema recorrente nos debates acadêmicos, políticos e da sociedade de um modo geral. Neste sentido, este artigo discute o conflito socioambiental proveniente da instalação de um lixão no município de Iguatu, no Estado do Ceará, em janeiro de 2017, e a mobilização da comunidade local na denúncia dos riscos ambientais provenientes dessa instalação. O método para desenvolvimento deste estudo constituiu-se de pesquisa bibliográfica, análise documental e realização de uma entrevista com o representante do Grupo Faça Parte, uma organização civil, que atua no referido município em defesa ao meio ambiente. Constata-se, para além da movimentação promovida por esses sujeitos na dimensão ambiental do conflito, a necessidade de mudança de hábitos cotidianos e políticos, públicos e privados, para que se possa garantir uma convivência benéfica entre sociedade e natureza, pautada pela ótica da produção e do consumo ambientalmente sustentáveis.
Mostrar mais

18 Ler mais

Implementação de um Modelo de SCE

Implementação de um Modelo de SCE

Um entrevistado refere que no momento atual existe outra dificuldade a ultrapassar: E4 … à oàha e doà o e tu aàfi a ei aà oàe isteà o etizaç o.àEàatual e teà oàh .àNe à ueà seà o p o eàpo àá+Bà ueà àu aà oisaà ueàaàlo goàp azoà aiàt aze à egaliasàpa aàoàhospital . É evidente o momento de crise que atualmente se vive. Tal como o participante refere, se não se comprovar as vantagens que a longo prazo a SC traz para a instituição, esta nunca será colocada em prática. Estes dados estão de acordo com Lunney (2004, p. 71), quando refere que as instituições de saúde e nomeadamente os hospitais são … à e tidadesà u o ti asà ujoàe uilí ioàfi a ei oà àoàp i ipalào jetivo .àPode-se inferir que um dos défices atuais está relacionado com os recursos humanos, que são de extrema importância para a qualidade da prestação de cuidados. As lideranças têm dificuldades em adequar o número de profissionais a essa mesma qualidade de cuidar, principalmente por questões financeiras propostas pelas organizações. É com este intuito que as lideranças em enfermagem buscam soluções e novos modelos de gestão, no sentido de colmatar as necessidades a nível de recursos humanos, tecnológicos e financeiros, evitando que se transformem em obstáculos à qualidade dos cuidados prestados e à segurança dos utentes (Magalhães et al., 2009).
Mostrar mais

182 Ler mais

FRANK DO CARMO GUEDES GESTÃO DO CONFLITO E CLIMA ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO EM UMA

FRANK DO CARMO GUEDES GESTÃO DO CONFLITO E CLIMA ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO EM UMA

A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão estudado propõe uma análise do processo de gestão dos conflitos escolares em uma escola do Estado do Amazonas, na qual os índices de registro em livros de ocorrência são percebidos em assimetria no período que compreendem os anos de 2011 e primeiro semestre de 2015. O objetivo desse trabalho é subsidiar novas propostas para melhorias do ambiente escolar, por meio de um processo de mediação eficiente nos conflitos intraescolares. Para isso é necessário o reconhecimento do perfil dos relacionamentos interpessoais ocorridos entre escola e comunidade tendo por base os relatos dos registros de enfrentamentos postos no livro de ocorrências escolar. Para tanto utilizamos a método de análise documental, na qual fizemos um recorte ficando com apenas dezesseis registros em maior evidência. Esses registros foram classificados conforme quadros produzidos e definidos a partir dos referenciais teóricos. A partir das classificações, foram verificados registros com relatos em comum estabelecendo três categorizações de análise: agressão verbal, agressão física e comportamento irregular. Para essa utilizamos uma revisão bibliográfica que teve por base as ideias de Chrispino (2007), Abramoway e Mancini (2008), Nascente, Luis e Fonseca (2015) e Fonseca Rodrigues e Antonio (2012) porque tratam especificamente de temas abordados nas análises como: indisciplina, violência e conflito escolar e como são percebidos nas formas de utilização dos livros de ocorrência. Diante das análises foi constatado que não ocorre um processo de mediação de conflitos no ambiente da escola em estudo e que os processos ocorridos em meio aos registros só provocam outros conflitos. Também foi verificado que teor dos registros é reduzido e não oferece subsídios suficientes para os processos de análise e mediação do conflito. Frente a isso foi proposto um Plano de Ação Educacional que traz quatro ações que visam sistematizar os registros de ocorrência através de um formulário específico para que viabilizem informações eficientes para a mediação. Dentre essas ações também será oferecida uma formação para o sujeito educacional que poderá exercer a função de mediador e uma roda de conversas com alunos e demais comunitários que os motivem a utilizar essa nova ferramenta.
Mostrar mais

142 Ler mais

Estud. av.  vol.21 número60

Estud. av. vol.21 número60

288), “algumas semanas após o término do conflito”, leia-se: “algumas semanas antes do término do conflito”.[r]

1 Ler mais

Efeitos da orientação para a aprendizagem e da segurança psicológica nos conflitos nas equipas

Efeitos da orientação para a aprendizagem e da segurança psicológica nos conflitos nas equipas

Apesar dos dados do presente estudo terem sido recolhidos ao longo do tempo, as análises efectuadas não traduzem efectivamente a dimensão temporal. De acordo com Decuyper et al. (2010) a ausência da dimensão temporal dos estudos realiza- dos sobre a aprendizagem das equipas constitui uma das principais limitações da investigação neste domínio. De facto, a maioria dos autores tende a ignorar a fase de desenvolvimento das equipas, assumindo que os diferentes inputs e estados emergentes têm a mesma importância independentemente do ciclo de tarefa em que as equipas se encontram. Neste estudo, a utilização de equipas envolvidas numa competição de gestão permitiu, em certa medida, garantir que o ciclo de tarefa fosse equivalente para todas as equipas. Contudo, estudos futuros deve- rão utilizar métodos de análise de dados que permitam ter em linha de conta o momento específico do tempo em que as dinâmicas internas das equipas ganham relevância. Torna-se igualmente pertinente em estudos futuros testar modelos mais complexos da influência do clima das equipas nos processos e resultados, quer ao nível do desempenho objectivo, quer ao nível das respostas afectivos dos membros.
Mostrar mais

18 Ler mais

Trabalhos e vidas cruzadas: uma aproximação sociológica ao fenómeno de burnout nas empresas familiares

Trabalhos e vidas cruzadas: uma aproximação sociológica ao fenómeno de burnout nas empresas familiares

Em 2010, Henry Mintzberg publicou o livro “Managing: desvendado o dia a dia da gestão”, onde recolheu os resultados da sua pesquisa e estudo acerca do trabalho de gerente. O autor, citado por Custódio et al. (2013: 2), apresentou a função de gerente como possuindo um forte ritmo de trabalho, com atividades variadas, fragmentadas e descontínuas, gerando desgaste físico e psicológico. Os resultados obtidos através da presente investigação mostram isso mesmo, o trabalho de gerente acarreta consigo mais situações de stress devido às responsabilidades e ao acumular de funções a que estão sujeitos. Quando questionados sobre se sentem estar a trabalhar demais, em especial por ser o seu próprio negócio ou por ter dependentes de si a sua família todos os entrevistados responderam afirmativamente, havendo um que ainda acrescentou também tem dependente de si as suas funcionárias. Tal dependência da família acarreta mais preocupações, responsabilidades e uma maior pressão, visto que se o negócio acabar por falir não tem mais como sustentar a família, uma vez que os seus rendimentos são provenientes do seu trabalho.
Mostrar mais

124 Ler mais

NATUREZA E FREQUÊNCIA DE CONFLITOS NOS CONTEXTOS ESCOLARES

NATUREZA E FREQUÊNCIA DE CONFLITOS NOS CONTEXTOS ESCOLARES

Os indicadores se referem à natureza do conflito, entendendo aqui por “natureza” o tipo de conflito, como se quiséssemos organizar um catálogo, na tentativa de esmiuçar ou detalha[r]

18 Ler mais

Experiências de recuperação: que relação com conflito e eficácia?

Experiências de recuperação: que relação com conflito e eficácia?

Alper, Tjosvold e Law (2000), concluíram que membros de equipas de trabalho que gerem os conflitos tendo em vista a obtenção de ganhos mútuos aumenta a confiança entre os mesmos – estratégia cooperativa. Por outro lado, se os membros optam por estratégias competitivas, verificar-se-á uma diminuição da eficácia que o conflito de tarefa pode trazer ao grupo, bem como a redução do desempenho do grupo. Outro estudo, realizado por Gross e Guerrero (2000), mostra-nos que os membros da equipa que gerem os conflitos de forma integrativa, se percecionam como mais eficazes, sendo percecionados pelos outros membros da mesma forma. A estratégia integrativa acontece quando os indivíduos se confrontam e posteriormente resolvem o problema (Prein, 1976). Também a satisfação está relacionada com a estratégia de diminuição de conflito através de estratégias integrativas, segundo um estudo realizado por deChurch e Marks (2001), com estudantes. Também se constata um efeito no que diz respeito à tomada de decisão. Indivíduos que adotam estratégias de evitamento, por exemplo, tomam decisões de menor qualidade do que indivíduos que adotam estratégias integrativas (Kuhn e Poole, 2000).
Mostrar mais

39 Ler mais

Educação quilombola em Mesquita : estudo da gestão da escola a partir do processo histórico, emancipatório e das relações de conflito

Educação quilombola em Mesquita : estudo da gestão da escola a partir do processo histórico, emancipatório e das relações de conflito

Este estudo investiga a educação quilombola, particularizada na gestão escolar de uma instituição pública de ensino do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental, Goiás. Utilizando- se de pesquisa qualitativa de tipo etnográfico, análise documental e pesquisa bibliográfica, analisa-se o processo histórico local, os múltiplos conflitos relacionados à dimensão quilombola e à gestão escolar, propriamente dita; esta, no tocante ao atendimento às diretrizes da educação quilombola. Faz-se também uma conexão entre o passado e a contemporaneidade da luta emancipatória dos negros em Mesquita, procedendo-se, assim, à ampliação do quadro de abrangência temática, partindo do ocorrido em Mesquita e chegando-se a particularidades do enfrentamento da escravidão no Brasil. Como resultados da investigação, surge pertinente traçado histórico-cultural local, dado esse que potencializa as fragilidades evidenciadas na escola local investigada, quanto a cumprir e fazer cumprir a legislação educacional quilombola. Atinente, ainda, à gestão escolar, os conflitos entre os defensores e opositores do Quilombo constituem uma dessas fragilidades por traduzir o desconhecimento, assim como o descrédito da ação afirmativa demandada pelo artigo 26A, da LDB. Em que pesem os contextos dos embates que envolvem a historicidade do Quilombo Mesquita, verifica-se que a base das oposições, quase sempre, tem por motivação interesses fundiários, embora não exclua a possibilidade da existência de posturas racistas, não raro, veladas. Por fim, este estudo publiciza perspectivas de pesquisas, no âmbito dessa temática, ao demonstrar que, mesmo considerando os avanços da humanidade em matéria de direitos humanos, políticos, sociais e étnico-raciais, os desafios da emancipação negra, exemplificados nos quilombolas de Mesquita, são exigentes e persistentemente atuais.
Mostrar mais

152 Ler mais

Implantação da gestão participativa em unidades de conservação do tipo parque na cidade do Rio de Janeiro: do conflito à colaboração

Implantação da gestão participativa em unidades de conservação do tipo parque na cidade do Rio de Janeiro: do conflito à colaboração

O Programa “Água em Unidades de Conservação” sur- giu como resultado de uma parceria entre a gestão do PARNA da Tijuca e a ONG ambiental Instituto Terra Azul, financiado pelo Programa Petrobras Ambiental. Os projetos são selecio- nados publicamente e têm prazo de dois anos para serem implementados. O Instituto Terra Azul é uma ONG criada em 1997, com sede na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, que trabalha a partir de três eixos temáticos: meio ambiente, cultura e inicia- ção profissional, operacionalizados por meio de três centros de formação e capacitação. O Instituto Terra Azul desenvolve des- de a sua criação programas e metodologias de suporte às ações públicas de governos e da sociedade civil voltadas para o desen- volvimento sustentável. Em 2004, quando houve a abertura do concurso Petrobras Ambiental, a gestão do PARNA da Tijuca convidou o Instituto Terra Azul para trocar ideias sobre a pos- sibilidade de ações conjuntas em torno de um amplo projeto que envolvesse o monitoramento de água dentro do parque, ações de reflorestamento e recuperação da flora local e a reformulação do Conselho Consultivo. O projeto, denomina- do “Água em Unidade de Conservação”, foi detalhado em con- junto e foi um dos escolhidos pela Petrobras Ambiental em 2004, iniciado em 2005 e concluído no final de 2006. Este pro- jeto foi tão bem-sucedido que foi renovado e tinha novas eta- pas em execução ao final de 2008. O projeto objetivou princi- palmente reforçar as ações de proteção dos mananciais do Maci- ço da Tijuca, promovendo ações de reflorestamento, de Educa- ção Ambiental e de monitoramento da qualidade de suas águas (PETROBRÁS, 2006). O enfoque utilizado foi o de uma refle- xão sistêmica e integrada que visou colaborar com a implanta- ção da gestão participativa no PARNA da Tijuca.
Mostrar mais

12 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados