Golpe de Estado no Brasil

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Rev. Sociol. Polit.  número17

Rev. Sociol. Polit. número17

A análise da participação dos EUA no movimento conspirador que determinou a queda do populismo no Brasil através de um golpe de Estado, e sobre as posturas de João Goulart no referido período de crise (1961- 1964), são utilizadas constantemente pelo autor para fundamentar sua tese principal, como fica claro na seguinte passagem: “Com efeito, o golpe de Estado no Brasil, instigado e sustentado pela comunidade dos homens de negócios e pelos proprietários de terras, constituiu nitidamente um episódio da luta de classes, a refletir o aguçamento, tanto no nível nacional quanto internacional, dos antagonismos sociais e políticos, que atingiram uma gravidade inaudita na América Latina, a partir do triunfo da Revolução Cubana” (idem, p. 204-205).
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Diferenças condensadas em palavras

Diferenças condensadas em palavras

à crítica, livremente? que golpe é este, durante o qual a presidente do Brasil pode voar para os Estados Unidos, representar o país na ONU, e voltar tranquilamente em vez de ser condenada ao exílio? que golpe é este no qual, após a admissão de um processo, a presidente pode ficar hospedada na moradia oficial, visitar sua família em avião pilotado por oficiais das Forças Armadas e retornar livremente ao Palácio da Alvorada? que golpe é este no qual a presidente já foi intimada a fazer sua defesa, exercendo um direito legitimo, e se não for condenada, voltar ao exercício da presidência? Como pode o Brasil estar vivendo um golpe de estado, se todos os manifestantes contra ou a favor do impeachment frequentam livremente as ruas para se manifestarem, sob a proteção do estado? Juristas divergem sobre os procedimentos do impeachment, em andamento, e até negando-o, mas o seu ritual foi definido pelo Supremo e quem atualmente preside o Senado, instância final do mesmo, é o próprio presidente do Supremo.
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Repositório Institucional UFC: A democracia como vítima do golpe tragicômico de 2016 no Brasil

Repositório Institucional UFC: A democracia como vítima do golpe tragicômico de 2016 no Brasil

Karl Marx (2011), na obra 18 Brumaire de Louis Bonaparte, relata que o filósofo Hegel comentou, em muitas passagens de seus escritos, “que todos os grandes fatos e personagens da história mundial são encenados duas vezes”. Porém, ob- serva Marx, Hegel se esqueceu de acrescentar que a primeira encenação é como uma “tragédia”, e a segunda tal como uma como “farsa”. No Brasil, o golpe de Estado, que se repetiu mais de duas vezes, agora em 2016 se efetivou como uma tragicomédia. Fatos recentes da história política do Brasil provam essa tese, com um agravante: o assassinato da democracia. Em 1964, os militares, a elite burguesa etc., golpearam as combalidas bases da democracia de então ao assumirem, ditato- rialmente, o comando dos poderes do Estado (executivo, legislativo e judiciário) e, por conseguinte, das relações e práticas sociais, econômicas, morais, trabalhistas, educacionais. Em 1985, inicia-se o período da “redemocratização”, ou melhor, da gestação da democracia no Brasil. Mas esta, antes de renascer, sofreu um novo ataque em 2016 quando a então Presidenta Dilma Rousseff foi vítima de um golpe de Estado de cunho político-jurídico-midiático. A natureza deste golpe é tragicô- mica. O desfecho de uma tragicomédia, por vezes, é “um final feliz”; mas este não é o caso do golpe 2016 no Brasil. O objetivo deste texto é caracterizar o golpe de 2016 no Brasil como tragicômico e evidenciá-lo como assassino da democracia.
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A lei e a ordem: a formação da OAB e a resistência      ao golpe de 64 em Goiás

A lei e a ordem: a formação da OAB e a resistência ao golpe de 64 em Goiás

Esta é uma dissertação intitulada: A lei e a ordem: a formação da OAB e a resistência ao Golpe de 64 em Goiás realizada junto ao Mestrado em História das Sociedades Agrárias da Universidade Federal de Goiás. Assim, este é um trabalho de História cujo objeto de investigação é a Ordem dos Advogados do Brasil e o Judiciário no período militar brasileiro. Nossa hipótese, é que a postura dos juízes e advogados ao longo do Regime Militar explica-se devido à necessidade de preservar a autonomia e independência de suas instituições e de seus misteres. Nossa problemática consiste em dar sentido às diversas explicações existentes sobre o tema. Dentre os objetivos visados buscamos conhecer e analisar o papel da autonomia e independência para os advogados e juristas; discutir a participação destes grupos ao longo do Regime e, mais especificamente, durante a Intervenção em Goiás. Para justificar o uso que fazemos dos conceitos de Golpe de Estado e Ditadura valemo-nos das considerações teóricas propostas por Bobbio, Matteuci e Pasquino em Dicionário de Política. Em relação às categorias autonomia e independência, valemo-nos das considerações de Alla no texto A autonomia e a advocacia. Os resultados a que chegamos confirma nossa hipótese e, embora, os elementos locais tenham afetado consideravelmente a autonomia e independência dos advogados e juízes, a crise de conjuntura não se restringe ao espaço político regional.
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A Comuna de Paris no Brasil — Outubro Revista

A Comuna de Paris no Brasil — Outubro Revista

5 Idem, p. 83. Este ponto desencadeará ampla polêmica entre a vertente social-democrata alemã e a vertente bolchevique de Lenin no debate da Segunda Internacional sobre a experiência da Comuna e sua leitura por Marx. Para os social-democratas alemães, como Bernstein, Marx havia se entusiasmado excessivamente com um modelo federalista/autonomista próximo do de Proudhon. Para Lenin, muito ao contrário, Marx lançava as bases de um projeto de destruição do Estado burguês, necessária para a transição ao socialismo, projeto que a Comuna, por seus limites, não teria como efetivar (os soviets seriam a resposta de Lenin aos limites do Estado- Comuna). Da mesma forma opunham-se leituras distintas sobre o peso das eleições e da luta armada no movimento de 1871. Kautsky afirmará a importância dos referendos eleitorais para a sustentação política da Comuna, enquanto Trotski objetará que uma maior determinação em usar sua vantagem militar quando esta existiu poderia ter gerado um resultado diferente. Este debate é apresentado de forma bastante resumida por Horácio González, A Comuna de Paris: os assaltantes do céu, São Paulo, Brasiliense, 1989.
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A ofensiva da direita para criminalizar os movimentos sociais no Brasil

A ofensiva da direita para criminalizar os movimentos sociais no Brasil

Depois, como tributo à alardeada redemocratização do Brasil e à Constituição de 1988, os agentes do Estado passaram a atuar em nome deste, assumindo relevo a ação do Ministério Público e do Poder Judiciário que, durante década e meia, esforçaram-se para por fim à luta pela Reforma Agrária, valendo-se do Código Penal e variando crimes, teses e formulações. Essas artimanhas, porém, resultaram inúteis, porque foram raros os casos em que houve sentenças condenatórias definitivas – já que os advogados populares quase sempre desmascaravam a perseguição, amparados na Constituição Federal que ordena que seja feita a Reforma Agrária.Mas a derrota de um método repressivo não significa que o inimigo – privado ou estatal – desista de perseguir o povo.
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Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

no cenário da cidade não era apenas um objetivo ou desejo particular do próprio grupo, mas algo de grande interesse para muitas pessoas e grupos urbanos. Até porque estamos falando sobre um período (que vai da década de 1940 até o golpe de 1964) de intensa competição política entre as mais variadas correntes partidárias e ideológicas em torno de diferentes projetos. Além disso, diversos setores da sociedade civil encontram-se mobilizados e engajados em amplos movimentos reivindicatórios. Fenômeno que exigiria um sem-número de estratégias e realinhamentos por parte dos grupos e personalidades políticas que almejavam exercer alguma hegemonia sobre esse processo. Em tal contexto, passava a ser vital que tais agentes tivessem o maior número possível de aliados à sua bandeira. Vários deles, portanto, decidiram investir na tarefa de “ajudar” os lavradores cariocas a “defende- rem seus direitos” e terem sua “voz ouvida pelo governo”. Eles eram os chamados mediadores dos lavradores cariocas. Mas, neste caso, entendemos o mediador não como um agente cujo papel era realizar o contato do mun- do mais amplo (estado e sociedade civil) com um grupo antes esquecido, embora bem delimitado e com identidade e personalidade próprias. Esse seria um modo pouco adequado de vermos uma relação eminentemente dialética. Na verdade, o agente político em questão – os lavradores do Sertão Carioca – foi em muitos aspectos se formando e adquirindo certa identidade por meio da ação desses mesmos mediadores, que por diversas razões (políticas, eleitorais, pessoais e/ou ideológicas) objetivavam tornar um sem-número de lavradores, espalhados em diversas localidades, num grupo mobilizado e organizado sob lemas e bandeiras comuns de luta (Neves, 1997; Rosa, 2004). Em termos de análise tais mediadores podem ser divididos em três grupos: o primeiro era formado pelos militantes partidá- rios, em sua grande maioria fi liados ao PCB, como Pedro Coutinho Filho, que tinha maior atuação em Jacarepaguá, Heitor Rocha Faria, advogado dos posseiros de Santíssimo, e Lyndolpho Silva, um dos fundadores em 1954 da Associação dos Lavradores do Sertão Carioca. Ressalte-se que, além da própria atuação política, os dois primeiros eram responsáveis, sendo advogados, pela defesa jurídica das comunidades de lavradores residentes em suas respectivas áreas de atuação. Também se faz importante destacar o trabalho de militância anteriormente desenvolvido por Otávio Brandão, que desde 1946 vinha se debruçando sobre os principais confl itos da região. Foi Brandão também quem pretendeu estabelecer uma primeira pauta de reivindicação dos “camponeses do Sertão Carioca”, com o nítido objetivo de estabelecer uma linha de identidade entre a “causa” dos lavradores e a linha programática do PCB. 45
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Influências de Usinas Hidrelétricas no Funcionamento Hidro-Ecológico do Pantanal Mato-Grossense - Recomendações

Influências de Usinas Hidrelétricas no Funcionamento Hidro-Ecológico do Pantanal Mato-Grossense - Recomendações

Esta publicação tem como objetivo registrar e divulgar as recomendações resultantes do Workshop “Influências de usinas hidrelétricas no funcionamento hidro-ecológico do Pantanal, Brasil” realizado durante o VIII INTECOL – Conferência Internacional de Áreas Úmidas, em Cuiabá (20-25 de julho de 2008), que teve como objetivo embasar tecnicamente e de forma multidisciplinar a discussão sobre a conservação dos processos hidrológicos que regem o funcionamento e as inter-relações ecológicas características do Pantanal Mato-Grossense. O documento discute com propriedade a importância dos chamados “pulsos de inundação”, ou ciclos de cheias e secas anuais e interanuais, os quais influenciam, por sua vez, as relações sociais, culturais e econômicas da população pantaneira.
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FIGUEIREDO COUTINHO 2003 Aeleiçãode2002 OpiniãoPublica

FIGUEIREDO COUTINHO 2003 Aeleiçãode2002 OpiniãoPublica

O grande poder exercido pela televisão e seus possíveis efeitos sobre a política têm gerado inúmeros debates na literatura especializada. Um dos aspectos que tem sido abordado dentro deste campo investiga especificamente a influência exercida pela televisão nos processos eleitorais. Lourenço (2001), por exemplo, analisa o horário eleitoral gratuito e sua relação com os percentuais de intenção de voto na disputa presidencial e pelo governo do Estado de São Paulo em 1998 e conclui que o efeito das propagandas é maior sobre os eleitores indecisos. Já Mungham (1996), abordando especificamente o caso da Grã-Bretanha, afirma que o
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Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

Diante do quadro social imposto pelas políticas neoliberais no Brasil, o horizonte teórico do pós-neoliberalismo parecia tender para a necessidade da superação da ordem. Mas este rápido suspiro logo passou, à medida que se tornou evidente que a ordem do capital não se restringia ao ajuste político promovido pelo neoliberalismo. De acordo com Emir Sader, no entanto, o período de hegemonia do neoliberalismo teria provocado duas incompreensões fundamentais. A primeira, decorrente da interpretação de que se tratava do estágio final do capitalismo, levando muitos ao equívoco de pensar que a transição só poderia se dar para o socialismo. A segunda, vinda da concepção do “fim da história”, que aponta para a impossibilidade de qualquer construção política fora dos limites da ordem capitalista neoliberal. Para o autor, essas incompreensões precisavam dar lugar a uma análise das condições concretas da realidade brasileira e latino-americana. A seu ver, o neoliberalismo teria encontrado seu limite sem que tivesse surgido no horizonte histórico um projeto alternativo que o substituísse em escala global, de modo que, a alternativa possível estava, apenas, no pós-neoliberalismo. (I BID ., p.136-137).
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A produção da exclusão educacional no Brasil Introdução

A produção da exclusão educacional no Brasil Introdução

De outra forma, também não há uma reprodução especular das estruturas sociais. Goldthorpe (2000) posiciona-se contrário à perspectiva de Bourdieu, uma vez que a expansão educacional não reproduziu as desigualdades anteriormente verificadas. Sobre o tema, ainda posiciona-se em alinhamento com a perspectiva de Boudon, precisamente em relação a dois pontos específicos: “first, in starting from the ‘structural’ theory of aspirations of Keller and Zavalloni (1964) and, secondly, in regarding the process that generate class differentials as operating in two different stages” (Golthorpe: 2000, 169). Além do reprodutivismo de Bourdieu, a Teoria da Desigualdade Maximamente Mantida (MMI) também aponta para mecanismos perversos que impedem o avanço de políticas equitativas, como é o caso da expansão do acesso à educação. Assim, o aprofundamento da reflexão acerca deste processo histórico no Brasil e seus elementos centrais podem ser relevantes para a reflexão do cenário educacional contemporâneo, a avaliação de suas políticas públicas, o enfrentamento de desafios atuais e entraves ao desenvolvimento que há muito tempo já deveriam ter sido superados. Este trabalho objetiva tratar de três dimensões centrais para a democratização da educação: o acesso, o rendimento e o desempenho. Posteriormente, aprofundar-se-á a investigação sobre os determinantes da aprendizagem (proficiência) e sua produção desigual.
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ALESSANDRA KELLY DE CARVALHO UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PROMOVIDA PELO ESTADO DE MINAS NA SRE DE CONSELHEIRO LAFAIETE NO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

ALESSANDRA KELLY DE CARVALHO UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PROMOVIDA PELO ESTADO DE MINAS NA SRE DE CONSELHEIRO LAFAIETE NO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Entretanto, desde o início da implementação do PIPATC foi necessário o aumento de mão de obra específica para atendimento da demanda do programa. Neste sentido foi constituída uma situação provisória especial, com a criação de cargos de função gratificada 6 . Esta situação permite que professores efetivos das escolas atuem no quadro da SRE como Analistas Educacionais. As atribuições desses professores são as mesmas dos analistas concursados da SRE que atuam no PIPATC. Esses professores permanecem com a remuneração do cargo de professor acrescida de uma gratificação para aturarem na SRE, especificamente com o programa de intervenção pedagógica dos anos iniciais. Os resultados positivos do programa ratificaram a necessidade de aumentar ainda mais o quantitativo de analistas, e por não ser mais possível a criação de mais Funções Gratificadas, em 2010 o Estado de Minas Gerais optou por contratar os demais analistas através da Fundação Renato Azeredo (FRA) que também atuam com as atribuições dos analistas da SRE, especificamente com o programa de intervenção dos anos iniciais do PIPATC. Todos os analistas da DIRE são responsáveis também por realizar o acompanhamento das políticas, assim como o monitoramento das ações e das atividades realizadas, bem como, a avaliação dos resultados produzidos ao longo do período da implementação. A composição dessa equipe de analistas educacionais da DIRE ficou estabelecida dentro de uma dinâmica diferenciada das demais diretorias da SRE, levando em consideração as especificidades do trabalho pedagógico e das metas estabelecidas para a qualificação do ensino em Minas.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd – CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd – CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

, num exercício de repensar, a cada momento, o currículo que se materializa nas escolas. O necessário aprofundamento do diálogo da teoria com a prática, a pouca presença de protagonismo do professor na condução de seu próprio desenvolvimento profissional e o desenho, mais voltado para a prescrição do que para a reflexão, formam uma importante triangulação para revisão desta formação. Não obstante, evidenciou-se que a atual proposta do PIP tem caráter prescritivo e instrucional, reservando um espaço excessivamente limitado para a ação reflexiva e dialógica dos professores com o Programa e entre si. Dessa forma, esse trabalho serviu de subsídio à propositura de um Plano de Intervenção Educacional em forma de projeto piloto de formação continuada de professores a ser implementado em uma escola da jurisdição da Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora, para o aprimoramento da formação continuada oferecida pelo PIP/ATC. Este projeto terá dois formatos, em dois momentos. No primeiro, o projeto terá como propósito estimular na escola a constituição de grupos de desenvolvimento profissional para estudo, debate, análise e elaboração de propostas de práticas pedagógicas em que o protagonismo e a autonomia do professor sejam evidenciados, valorizados e compartilhados entre seus pares. Em seu segundo momento, ancorado nas possibilidades da utilização das TICs, terá como objetivo instrumentalizar o professor no conhecimento da legislação educacional do estado de Minas Gerais e da proposta curricular da Secretaria de Estado de Educação.
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Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Entretanto, a agroindústria capitalista que se utiliza da mecanização e da automação vive hoje no país uma situação contraditória. Ocorre que a mecanização e a automação da agroindústria estão concentradas em re- giões onde a competição entre os produtos é mais acirrada, como em mui- tas áreas do estado de São Paulo. Este quadro não se repete em outras regi- ões do país. José Martins apresenta números de um estudo do Instituto de Economia Agrícola pelo qual o índice de mecanização mundial, em 1993, foi de 52,2 hectares por trator. No Brasil, o índice em 1995 era de 104 hectares para cada trator. Também em 1993, a média mundial de colheitadeiras foi de 349 hectares por máquina. No Brasil, esse índice foi de 834 hectares por colheitadeira. Martins conclui que o desabamento do índice de mecanização significa que a produtividade da agroindústria bra- sileira entrou em queda livre nos últimos dez anos e que a perda do poder de competição dos produtos agrícolas nacionais no mercado externo se deve à incapacidade dos grandes proprietários agrícolas de elevar, no atual está- gio da globalização, a taxa de acumulação do capital agrário nacional e, conseqüentemente, interromper a crise agrária no país. 8
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O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

O PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DOS AGRONEGÓCIOS NO BRASIL E A ATUALIDADE HISTÓRICA DA REFORMA AGRÁRIA

109 políticas focalizadas em nada se aproximem do Estado de Bem-Estar Social hoje avassalado pelas condições globais da reprodução capitalista. Ainda no primeiro mandato de Lula da Silva, assistimos ao aumento do salário mínimo; a aprovação do Estatuto do Idoso; a destinação de incentivos aos trabalhadores do setor informal; a introdução do crédito consignado, medidas que, juntas, incrementaram o consumo popular e expandiram o mercado interno. A partir de 2005 vieram também os investimentos na educação: o número de estudantes com acesso ao ensino superior dobrou com programa Pró-Uni, que subsidia o ingresso do estudante nas universidades ou centros universitários privados. E em 2008, quando estourou a bolha financeira do mercado imobiliário norte-americano, levando a mais uma crise cíclica do capital de grandes proporções, o Brasil se tornou credor internacional (em 2009, o país possuía 250 bilhões de dólares em reservas em moeda estrangeira, sendo o quarto maior credor dos EUA). (ANDERSON, 2011, p. 29-32). Além disso, conforme lembrou Maria Orlanda Pinassi, os governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff foram “...pródigos na concessão de direitos para as chamadas ‘minorias’, os direitos de cidadania que vão fortalecer a democracia formal”, tal como o avanço da Lei Maria da Penha, os direitos ampliados dos negros, dos índios, dos homossexuais. “O problema é a individualização desideologizada do tratamento, devidamente orientado pelo Banco Mundial, de controle do miserável” (PINASSI, 2013, não paginado).
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A OMC e os efeitos destrutivos da indústria da cana no Brasil E

A OMC e os efeitos destrutivos da indústria da cana no Brasil E

A ex pansão e a cres- cente meca nização setor canavieiro têm ge rado maior exploração (chamada de “flex ibilização”) da força de trabalho. Principalmente em São Paulo, a maior par- te do corte da cana é realizada por traba- lhadores m igrant es, principalm ent e do Nordeste e do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. A Pastoral dos Migrantes es- tima que cerca de 200 mil trabalhadores migrantes trabalhem em São Paulo no pe- ríodo da safra de cana, laranja e café. No setor canavieiro do estado, o número de migrantes por safra é estimado em 40 mil. Para milhares de trabalhadores essa si- tuação “temporária” se torna permanente por falta de alternativas de emprego em suas regiões de origem. Eles iniciam um círculo vicioso: “O trabalho aqui é o mais bruto que ex iste, mas é o único que te- m o s” , af i r m a u m t r ab al h ad o r p er - nambucano em Dobrada (SP). Mesmo di- zendo que não voltariam mais a trabalhar no corte da cana, muitos acabam se sub- metendo indefinidamente a essa situação de extrema exploração. Na entressafra, um número mais reduzido de mão- de- obra é utilizado para o preparo da terra e plantio
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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

Sem repetir análises já realizadas (TEIXEIRA, 2000, 1999 e 1999a; TEIXEIRA; HACKBART, 1999; VIGNA & SAUER, 2001; ALENTEJANO, 2000; CARVALHO FILHO., 2001; MEDEIROS, 1999 e 2002), importa destacar, para os fins deste trabalho, seis das principais diretrizes que passaram a informar as ações do segundo governo Cardoso para o campo: a) avançar ⎯ sempre com o vetor de cima para baixo ⎯ na descentralização operacional da política de reforma agrária, que passaria para estados e municípios, na prática desfederalizando a responsabilidade e a execução da reforma agrária, de incumbência do INCRA, no bojo do processo mais amplo então em curso de desmonte do aparato público federal característico da reforma liberal do Estado; b) terceirizar e privatizar grande parte das atividades e serviços vinculados ao programa de reforma agrária; c) implementar, de maneira acelerada, o processo de titulação e “emancipação” dos assentamentos rurais, a fim de reduzir o escopo de políticas públicas voltadas à reprodução econômica dos assentados e cobrar dos mesmos o ressarcimento pela propriedade desapropriada; d) limitar a política de reforma agrária a uma política social compensatória, deslocada da órbita econômica dominante, destituída da intencionalidade de mudança do modelo de desenvolvimento vigente e desprovida da capacidade de transformar a estrutura da propriedade da terra e democratizar as relações de poder político consolidadas pela integração entre propriedade fundiária e capital financeiro; e) reprimir sistematicamente as ocupações de terra e estrangular economicamente o MST, vetando ao máximo possível a liberação de recursos públicos para atividades por ele promovidas ou a ele relacionadas; f) implementar sistematicamente a compra e venda de terras, cujo instrumento principal seria o Banco da Terra. Na base dessas seis diretrizes estava a adequação da política agrária ao processo mais abrangente de ajuste fiscal, praticado desde 1994 e reforçado ainda mais pelo cumprimento das condicionalidades do acordo de empréstimo que o governo federal havia feito com o FMI para contornar a crise do Plano Real deflagrada no final de 1998.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Quando da independência do Brasil, as prisões serviam para punir os condenados, mas já tinham uma visão ressocializadora, com a apresentação em 1823, de um projeto de Código Penal por José Clemente Pereira e Bernardo Pereira de Vasconcelos. As normas sugeridas por Vasconcelos foram bastante alteradas, uma vez que instituíam a pena de morte. Foi nesse mesmo período que Dom Pedro I aprovou o Código Criminal do Império, tendo como base a justiça e a igualdade, com inspiração nos Códigos Criminais da Áustria (1803), França (1810), Baviera (1813), Nápoles (1819), Parma (1820) e da Espanha (1822). Dentre suas principais características, normatizava a redução das penas de morte e a não aplicação de penas cruéis nas penitenciárias, salvo os açoites aplicados aos escravos.
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O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO INTEGRADO NO ESTADO DO CEARÁ: AVALIAR PARA AVANÇAR – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO INTEGRADO NO ESTADO DO CEARÁ: AVALIAR PARA AVANÇAR – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Esta dissertação expõe os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo investigar e analisar o Programa de Educação Profissional Técnica integrado ao Ensino Médio no estado do Ceará, entre os anos de 2008 a 2011 em dez escolas da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará. Trata-se de uma pesquisa de campo, onde se recorre, também, à análise documental e bibliográfica a partir da qual é descrito o panorama da educação profissional de nível médio integrado no referido estado a partir da década de 90 e a rápida expansão da oferta dessa modalidade de ensino no estado a partir do ano de 2008. Também expomos as características gerais das escolas profissionais do estado e seus principais indicadores, os quais são utilizados como base para a análise do desempenho do programa ao final do seu primeiro ciclo. Analisamos, especialmente, aspectos relacionados à organização curricular e suas possibilidades de subsidiar a construção de um projeto educacional comprometido com a formação técnica de nível médio em uma perspectiva cidadã e emancipadora. Por fim, apresentamos um Plano de Ação Educacional (PAE) com ações estratégicas que apontam alternativas aos problemas e dificuldades detectadas durante a realização de pesquisa, para a implementação e desenvolvimento dos procedimentos correspondentes ao programa no âmbito das escolas no sentido de alcançar os objetivos propostos.
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Octavio Ianni e o proletariado rural no Brasil — Outubro Revista

Octavio Ianni e o proletariado rural no Brasil — Outubro Revista

Processou-se uma alteração qualitativa na condição do trabalhador do campo no Brasil do século XX, em termos objetivos e subjetivos da composição desse segmento de classe. O arsenal interpretativo para a sua apreensão exige, por conseguinte, uma caracterização fundamentada nas continuidades e rupturas ‒ coerente, portanto, com a historicidade. É inequívoco que tamanhas mutações jamais ocorreram no mesmo espaço-tempo, muito menos em proporções generalizadas. As condições econômicas, políticas e sociais que permitiram o surgimento do proletariado rural no Brasil acompanham as requisições do desenvolvimento histórico desigual, dotado de expressivas dimensões regionais. Essas condições são, enfim, basicamente as seguintes:
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