governo Collor

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O papel do Itamaraty na definição da política externa do governo Collor de Mello.

O papel do Itamaraty na definição da política externa do governo Collor de Mello.

Defende-se aqui a suposição – e trata-se, importante frisar, de absoluta especulação – de que parte das acusações realizadas pelo embaixador Batista (e por acadêmicos que, à época, o acompanharam nos argumentos) ao governo Collor, se não foram pessoais, ao menos refletem a distância considerável que separa suas visões de mundo acerca do papel internacional do Brasil. As duas áreas principais das quais Paulo Nogueira Batista se ocupou, ao longo de sua vida diplomática, foram a questão nuclear e o comércio internacional, alinhando-se com veemência à retórica universalista do pragmatismo responsável. Suas ideias nesse campo nos interessam em dois aspectos. Contrastavam, de um lado, com as visões de mundo esposadas pelo próprio presidente Collor. O interesse deste em aproximar-se do Primeiro Mundo, sobretudo o privilégio dado aos Estados Unidos, era visto por Batista como uma “ilusão de ótica”, ou até mesmo um “deslumbramento” (Batista 1993). Da mesma maneira, a postura de Collor a respeito da questão nuclear desagradava aos militares, com os quais o embaixador se identificava. A emblemática fotografia na qual o presidente, em 7 de setembro de 1990, joga uma pá de cal (no sentido literal) no poço destinado a testes nucleares, na Serra do Cachimbo, PA, foi encarada como uma afronta não somente à autonomia castrense, como também à independência da política externa brasileira.
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A agenda da transformação II: a grande imprensa e a hegemonia neoliberal no Brasil (a imprensa e o governo Collor)

A agenda da transformação II: a grande imprensa e a hegemonia neoliberal no Brasil (a imprensa e o governo Collor)

Como dissemos, diferentemente dos jornais cariocas a FSP não adota o argumento de que o empresariado nacional, em razão de ainda deter o mercado nacional cativo – dada a ainda não desarticulação de todas as barreiras protecionistas e cartoriais –, estaria se aproveitando da crise econômica para reagir preventivamente aumentando os preços. Opta por ver no Governo a fonte dos desequilíbrios, e mesmo de desorientação, quando este adota ou ameaça adotar medidas consideradas “truculentas”, tais como o controle de preços – neste particular, o contraste com a posição do JB é notável. Numa palavra, para a FSP os empresários nada mais seriam do que “bodes expiatórios” da combinação de incompetência, autoritarismo e messianismo do Governo Collor. Por isso, acredita que somente a efetivação da agenda ultraliberal – articulando-se discurso e prática – resolveria a crise econômica e conferiria credibilidade ao Governo, pois, para o jornal, que aparentemente fala em nome do empresariado: “O país quer unicamente, como bem resumem os empresários, produzir, crescer, desenvolver-se. Isso só vai ocorrer, entretanto, quando for superado o obstáculo maior a essa aspiração legítima – o descrédito profundo que acomete o governo federal.” (FSP, 09/07/92, ênfases nossas). Portanto, o empresariado apenas estaria reagindo a situações criadas, histórica e contemporaneamente, pelo Governo. É inegável tratar-se de uma postura ao mesmo tempo ideológica e estratégica, e que simplifica – no limite da vulgarização – a crise inflacionária. Esta postura, com os sinais invertidos, é exatamente a mesma por parte dos jornais cariocas, que, desta forma, atentam contra o Capital nacional, preservando o governo. São estratégias semelhantes, com objetivos também semelhantes, mas com personagens diferentes. Eis aqui um aspecto central para compreendermos a complexidade da grande imprensa brasileira perante um tema tão fundamental ao país: seu modelo de desenvolvimento.
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'O tempo é o senhor da razão'? a política externa do governo Collor, vinte anos ...

'O tempo é o senhor da razão'? a política externa do governo Collor, vinte anos ...

Apesar das sinalizações – muitas delas simbólicas – que orientaram a política externa em sua terceira fase, alguns processos herdados da etapa anterior se agravaram, tornando-se, inclusive, vetores causais para a mudança de comportamento que se verifica. A questão da dívida, em particular, havia sido um dos entraves mais críticos do governo Collor desde seu início. Incapaz de chegar a um acordo com os credores internacionais, a equipe econômica de Zélia havia se indisposto com representantes dos bancos privados, com autoridades governamentais e até mesmo com dirigentes de instituições financeiras multilaterais. Ao resguardar-se, muitas vezes de maneira veemente, dos potenciais danos de um acordo aprovado às pressas e à revelia das condições objetivas da economia nacional, o governo criou arestas irreparáveis. Não era novidade que a busca pela autonomia tinha seu preço. Rompida a resistência doméstica com a demissão de Zélia e seus assessores, agora era necessário recuperar a credibilidade do país perante a comunidade financeira internacional. Nesse sentido, a escolha do embaixador Marcílio Marques Moreira, com credenciais no setor financeiro e grande trânsito em Washington, parecia atender a essa necessidade imediata. Embora não fosse uma certeza, tudo indicava que sua nomeação para o superministério da Economia estava ligado ao fracasso das negociações da dívida, como lembra Janio de Freitas:
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As políticas educacionais da nova República: do governo Collor ao de Lula

As políticas educacionais da nova República: do governo Collor ao de Lula

O texto apresenta reflexões sobre as políticas públicas para a educação brasileira, a partir do governo Collor até o de Lula. Para tanto, de forma concisa, analisamos as políticas educacionais implementadas desde a década de 1990 e sua relação com o desenvolvimento econômico brasileiro. A tese central das idéias aqui apresentadas é a de que todos os governos abordados compactuam com o mesmo modelo de sociedade, qual seja, a capitalista. O que vai diferir um do outro é a atuação mais democrática e mais social, visando ao desenvolvimentos de mais classes sociais, em detrimento de outra, mais centralizadora, autoritária e voltada para apenas alguns grupos sociais. A partir dessa inferência afirmamos que as políticas educacionais então propostas são qualitativamente e quantitativamente diferenciadas.
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A atuação do estado na economia: o caso da medida provisória 168/90 o confisco do governo Collor

A atuação do estado na economia: o caso da medida provisória 168/90 o confisco do governo Collor

Nesse contexto, em que Collor foi eleito, após a presidência de Sarney, destaca-se o período entre 1980 e 1990, a perda do dinamismo econômico no Brasil, a primeira taxa negativa de crescimento do produto em toda a moderna história econômica brasileira – 4,3% em 1981, uma verdadeira crise de acumulação, na qual se teve uma grande contribuição da dívida externa e seu serviço anual, a erosão total da capacidade do Estado em proporcionar previsibilidade a uma economia complexa, gerando uma enorme expansão da dívida interna, que se por um lado sustentava a solvabilidade dos capitais privados, por outro lado, reduzia a capacidade de investimento estatal quase a zero numa economia fortemente induzida pelo comportamento estatal; além da deterioração dos serviços públicos, mesmo que, alguns estados atendessem as reivindicações populares, fazem com que os serviços públicos da época tivessem se expandido, e efetivamente melhorado.
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A Politica industrial e de comercio exterior do Governo Collor

A Politica industrial e de comercio exterior do Governo Collor

Esses dois contextos nio sio excludentes.. a primeira fase do processo decisório.. Um segundo aspecto relacionado com a pol ítica industrial de entio foi a criaçJo [r]

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O projeto de integração competitiva: uma avaliação critica da politica industrial do governo Collor

O projeto de integração competitiva: uma avaliação critica da politica industrial do governo Collor

Desta forma, o Estado que no paradigma anterior era uma variável uma interferéncia perturbadora no modelo, no parad1gma fordista qanha o status de variável endógena no modelo de desenvol[r]

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100 dias do governo Collor : avaliação da reforma administrativa

100 dias do governo Collor : avaliação da reforma administrativa

Esta segunda dimensão é crucial para testar a coerência da Reforma com os propósitos politicos (ou filosofia) a ela subjacentes. Ou seja, tendo em vista que o c[r]

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Presidencialismo sem coalizão : a ruptura do modelo de relacionamento entre poderes no governo Collor

Presidencialismo sem coalizão : a ruptura do modelo de relacionamento entre poderes no governo Collor

Mesmo tendo o Rio de Janeiro como base eleitoral, o ainda Partido da Juventude apresentou Arnaldo Faria de Sá candidato a vice-prefeito na chapa de Paulo Maluf, em 1988, em São Paulo. A eleição, contudo, foi vencida por Luíza Erundina. Nessa época, Arnaldo Faria de Sá conheceu Fernando Collor e, em meio às articulações visando às eleições presidenciais de 1989, o então governador de Alagoas encarregou o deputado paulista de estruturar o PJ com vistas ao pleito. Assim, em 9 de fevereiro de 1989, é fundado o Partido da Reconstrução Nacional 5 . Presidido pelo advogado Daniel Tourinho (ex-PDT), o PRN homologa Fernando Collor e Itamar Franco como candidatos a Presidente e a vice-presidente da República e usa provisoriamente o número 20 (do Partido Social Cristão) durante a campanha. Encerrada esta, verificou-se a vitória do PRN, no segundo turno, em 17 de dezembro de 1989, com diferença de apenas 5,8% dos votos em relação ao candidato derrotado, Luís Inácio da Silva (MENGUELLO, 1998).
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Impactos da reforma administrativa do governo Collor na modelagem organizacional do DNER

Impactos da reforma administrativa do governo Collor na modelagem organizacional do DNER

Com efeito, com a criação do Departamento da Polícia Rodoviária Federal - DPRF, no âmbito do Ministério da Justiça, e do Departamento Nacional de Transporte Rodov[r]

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[Resenha a:] MARTUSCELLI, D. Crises Políticas e capitalismo neoliberal no Brasil. Curitiba: CRV, 2015 — Outubro Revista

[Resenha a:] MARTUSCELLI, D. Crises Políticas e capitalismo neoliberal no Brasil. Curitiba: CRV, 2015 — Outubro Revista

Durante o governo Collor, quando se buscou a realização das reformas mais drásticas de ajuste neoliberal no Brasil, o autor considera que as tensões presentes naquele governo, entre Executivo e Legislativo, expressam as disputas entre a burguesia imperialista e a burguesia interna. Esta última via com reservas o processo de abertura econômica posto em prática e que seria aprofundado nos anos seguintes. O impeachment de Collor foi, portanto, o desfecho de uma crise política na qual a burguesia interna contou com o apoio das classes médias e do operariado no desgaste e isolamento do governo abrindo a possibilidade de sua destituição. O elemento diferencial daquela conjuntura foram as manifestações de massas protagonizadas principalmente por estudantes.
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O PT e o impeachment de Collor.

O PT e o impeachment de Collor.

Ao analisar o comportamento político da Central Única dos Trabalhadores, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Plano Nacional de Bases Empresariais e da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, que faziam parte do Movimento pela Ética na Política, Tatagiba (1998) observa que, embora houvesse um consenso entre essas entidades quanto ao “princípio articulatório” da ética na política, a forma como tratavam a política econômica implementada pelo governo era diferenciada. Assim, enquanto o PNBE defendia a política de privatização e de abertura comercial, as outras três organizações teciam críticas ao programa neoliberal, sendo que a CUT enfatizava a questão do “direito dos trabalhadores”, a OAB defendia a “soberania nacional” e a CNBB a “dignidade da pessoa humana”. O problema central da análise de Tatagiba (1998) é a superestimação do lugar ocupado pelo discurso da ética na política no movimento pró-impeachment. Ocorre, no entanto, que os próprios argumentos dessa autora levam à constatação de que havia questões de fundo que ativavam tais entidades para a luta contra o governo, sendo que essas questões não se correlacionavam necessariamente à luta contra a corrupção, antes sendo concernentes à forma de aplicação e aos efeitos da política econômica do governo Collor.
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Recursos à Lei Rouanet em queda desde 2010

Recursos à Lei Rouanet em queda desde 2010

Rouanet na ordem de R$180 milhões. Um levantamento da FGV/DAPP de informações sobre nanciamentos de projetos culturais aponta que, desde a promulgação da lei, durante o governo Collor, até a gestão Lula, houve um crescimento do aporte em mais de 800 vezes no volume de recursos

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A Educação de Jovens e Adultos no Estado do Amapá: perspectivas e apontamentos sobre seu perfil atual

A Educação de Jovens e Adultos no Estado do Amapá: perspectivas e apontamentos sobre seu perfil atual

Já no que se refere à EJA e seus aspectos mais atuais, verifica-se que de acordo com Machado (1998), no que diz respeito ao tão propagado Ano Internacional da Alfabetização, que foi em 1990, foram realizados em todo país diversos debates, encontros, congressos e seminários por entidades governamentais e não governamentais, no sentido de discutir e apresentar propostas para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Neste mesmo ano, o Governo Collor lançou o Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania (PNAC) que pretendia reduzir em 70%, o número de analfabetos no país nos 5 anos seguintes, e como era de se esperar, o programa passou por diversos problemas, que iam desde formação adequada de quem trabalhava nesse programa à administração dos recursos.
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O impeachment do presidente Collor: a literatura e o processo.

O impeachment do presidente Collor: a literatura e o processo.

impeachment. Mas não porque, como querem Lamounier e Souza, o sistema presidencialista brasileiro seja por si mesmo instável e produtor de crises de governabilidade. A instabilidade do governo Collor decorreu mais das opções institucionais do presidente frente a outras alternativas pos- síveis e mais “ajustadas” ao poder atribuído pela Constitui- ção de 1988 ao Congresso. Isso sugere que a democracia e o presidencialismo brasileiros, embora permitam muitas variações no que diz respeito à “gestão” das relações entre os poderes executivo e legislativo, apresentam limites quan- to a isso. Há que ter cautela, porém, em tomar o impea- chment como sinal de que tais limites foram atingidos e que, ao adotarem tais práticas de “gestão” – Executivo não compartilhado com os partidos e maiorias parlamentares ad hoc –, os governos tenderão à instabilidade e, no extremo, à queda. Cabe não esquecer que a crise do impeachment ocorreu em circunstâncias históricas muito especiais. Acon- teceu em meio a um processo inacabado de transição polí- tica, marcado por movimentos de democratização política e liberalização econômica e regulado precariamente por um Estado cuja capacidade de comando sobre a sociedade e o mercado era muito débil 11 . Cabe, por isso, indagar se os
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL

No início da década de 1990, com uma política de não investimento nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) no governo Collor, a abertura de vagas fico[r]

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The collor administration: liberal reformism and the new brazilian foreign policy.

The collor administration: liberal reformism and the new brazilian foreign policy.

A desorganização de vários ramos da administração do Estado, decor- rente de uma reforma administrativa mal concebida e executada, e a privatização de parte das empresas do Estado, não devem ser tomadas como indicadores de uma estratégia consistente de promoção do Esta- do mínimo. Esta estratégia não existiu. Nem pode ser depreendida do reformismo liberal do governo Collor. O neoliberalismo influenciou apenas algumas das políticas reformistas, como a de privatização, e bloqueou uma atuação mais proeminente do BNDES na reestruturação produtiva que promoveria a competitividade da indústria brasileira. O reformismo liberal que predominou no governo Collor – orientando tanto sua política externa como sua política de comércio exterior – não resultou em ou visou uma demissão da nação e do Estado em favor do mercado; tinha em vista, ao invés, a afirmação nacional pela elevação da capacidade de competição do país, seja na construção e gestão da nova or- dem política internacional seja na economia de mercado que se expan- dia no plano mundial. A argumentação desenvolvida sublinhou, além disso, que o suporte social para a “integração competitiva” não se limi- tou ao empresariado mas incluiu também o sindicalismo operário de esquerda. Mais ainda, ela sugere que as câmaras setoriais, parte do processo de reestruturação produtiva, foram núcleos que articularam, embrionariamente, reformismo liberal e política social-democrata. Esta apresentação, mesmo incompleta, de ideários e políticas que mar- caram o período Collor, reconstituiu de forma mais complexa – espero – o processo de liberalização ocorrido no Brasil. Procurou enraizar ideários e políticas social e historicamente, mas o fez, bem o sei, esque- maticamente. Seguramente isso exige trabalho complementar. A maior complexidade do quadro apresentado favorece também a comparação do caso brasileiro com outros processos de liberalização ocorridos na América Latina. Por último, vale sublinhar que as diversas políticas de liberalização tiveram destinos diversos – mantiveram-se e se renova- ram, perderam provisoriamente relevância e depois foram retomadas ou simplesmente foram abandonadas. Com efeito, o processo de libe- ralização começou e continuou sendo complexo e disputado. É o que, em suma, este artigo pretendeu enfatizar.
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Estudos sobre o destino da arrecadação com as aplicações das medidas de defesa comercial MESTRADO EM DIREITO

Estudos sobre o destino da arrecadação com as aplicações das medidas de defesa comercial MESTRADO EM DIREITO

Em meados da década de 90 (noventa), início do governo Collor, o Brasil abriu-se comercialmente, acarretando na concorrência da até então.. superprotegida indústria interna [r]

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A inclusão na política educacional do governo Fernando Collor (1990-1992)

A inclusão na política educacional do governo Fernando Collor (1990-1992)

O país, sem uma cultura inclusiva, teve na Constituição de 1988 seu primeiro grande marco. No entanto, se legalmente os caminhos estavam abertos para a construção de um sistema educacional inclusivo, era preciso que o governo Collor possibilitasse que os avanços se consolidassem na esfera política. Era necessária a formulação de um programa que efetivasse os direitos recentemente conquistados. O desafio seria o de incorporar à política educacional o conceito de inclusão, consoante com os preceitos legais, e torná-lo compreendido, aceito e praticado pelos agentes governamentais — algo até então inédito, dado o fato de o Estado ter, durante muito tempo, negligenciado sua atuação em favor disso. Outrossim, era preciso estabelecer objetivos e metas que levassem em consideração a complexidade do problema, as consequentes adversidades do processo e a falta de recursos para uma rápida implementação, já que cabia ao Estado assumir a plena responsabilidade pela educação das pessoas com deficiência, mesmo sem ter recursos técnicos, financeiros e políticos para tal.
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